terça-feira, 30 de novembro de 2010

Serra, o economista, deixa rombo de R$ 9,6 milhões

Dívida de campanha é coisa normal, mas é um contraste que o sujeito que disse entender das contas públicas e prometeu um salário de R$ 600,00 reais e controle da "gastança do governo", deixe uma dívida de R$9,6 milhões.
Serra é uma fraude.

Morreu Mario Monicelli

Morreu o grande cineasta italiano Mario Monicelli. Segundo li, suicidou-se, aos 95 anos, saltando da janela do hospital em que estava internado.
Não vou bancar o erudito, conheço pouco do Monicelli, mas uma única obra seria suficiente para consagrá-lo. "O Incrível Exército de Brancaleone" é uma obra-prima da comédia e do cinema universal. Um filme que vale ser visto muitas vezes.
Suicidar-se aos 95 anos saltando da janlea do hospital em que estava internado... parece argumento de filme

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A economia do tráfico. Para quem gosta de debater com números

 Desconhecimento de Causa: Economia do Tráfico
Plínio Fraga e Janaina Lage (Folha de S. Paulo, 28/11/10) apontam, baseados em estudo que dimensionou essa economia subterrânea, que “o tráfico emprega na cidade do Rio 16 mil pessoas, vende mais de cem toneladas de droga e arrecada R$ 633 milhões por ano. Ou seja, gera tantos empregos quanto a Petrobras na capital fluminense, arrecada o mesmo que o setor têxtil no Estado e vende o equivalente a cinco vezes mais do que o total de apreensão anual de cocaína pela Polícia Federal em todo o país”. Será verdade?! Quais foram as fontes de informações sobre essa atividade ilegal e, portanto, não registrada? Qual foi a metodologia do estudo?
O economista e professor do Ibmec-RJ Sérgio Ferreira Guimarães, subsecretário da Adolescência e Infância da Secretaria de Estado de Ação Social, usou pesquisas de consumo de entorpecentes, custos médios da venda de droga no varejo e no atacado calculados pela ONU e projeções de ocupação de mão de obra em favelas para fazer a “contabilidade simulada do tráfico”: faturamento de R$ 317 milhões (versão mais conservadora ) a R$ 633 milhões por ano (teto imaginado a partir dos números de que dispõe). Margem de diferença de 100%? Não é muito impreciso esse cálculo?

domingo, 28 de novembro de 2010

Celso Amorim sempre foi um dos meus favoritos no governo Lula. Sua entrevista é elucidadora.
''Precisamos repensar nossa relação com a China''. Entrevista com Celso Amorim
O chanceler Celso Amorim se prepara para deixar o circuito das grandes questões mundiais e se recolher à ponte aérea entre Brasília, onde vive sua mulher, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde pretende dar aulas quando acabar o governo Lula. Dizendo se sentir "realizado" com sua atuação à frente da política externa do governo Lula durante oito anos, o chanceler admite não ter "planos muito claros" sobre o que vai fazer daqui para frente. Amorim tem apenas uma autocrítica em relação a seu mandato no Itamaraty - falta de uma estratégia mais clara para lidar com a China, concorrente e, ao mesmo tempo, aliada do Brasil no Brics. "Esse será um grande desafio", diz.
Quanto ao envolvimento do Brasil em questões polêmicas como a omissão do governo brasileiro em relação a violações contra direitos humanos em Cuba e no Irã, ele não recua nem um milímetro. "Nós não somos "soft" em direitos humanos, só não condenamos porque a grande maioria dos países que condenam é de ex-potências coloniais que estão purgando os seus complexos de culpa", disse. "Não dá certo fazer as duas coisas (conversar privadamente enquanto condenam publicamente)."
Amorim acha que a maior visibilidade do Brasil no cenário internacional veio para ficar. "Como o Brasil quer ser membro do Conselho de Segurança, não podemos nos omitir dessas (grandes) questões", afirma o chanceler. "Não vamos fazer uma nova política de isolacionismo, só cuidar do nosso. Como dizia o Silveira (Antônio Azeredo da Silveira, chanceler de Ernesto Geisel), o Brasil pode renunciar a tudo, menos à sua grandeza."
A entrevista é de Patrícia Campos Mello e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 28-11-2010.
O Itamaraty argumenta que é melhor não fazer condenações públicas de violações a direitos humanos para manter o canal de comunicação aberto e influenciar os países dessa maneira. Não dá para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, evitando desgastar a imagem da democracia brasileira?
Não dá certo fazer as duas coisas. Se você ficar condenando, você se descredencia como interlocutor. Precisamos ter uma atitude que propicie o diálogo e nossa estratégia deu certo.
No caso da francesa Clotilde Reiss (civil francesa que estava presa no Irã, acusada de espionagem, e foi libertada), não há dúvida. As críticas são totalmente injustas. Ontem mesmo o responsável por direitos humanos no Irã disse que o país está revendo a sentença de morte por apedrejamento de Sakineh. Até que ponto isso se deve à pressão internacional e até que ponto aos apelos do presidente Lula e de outras pessoas que tenham diálogo direto com ele, eu não sei, essas coisas são difíceis de medir.
Eis a entrevista.
O Brasil se alinhar com países que têm histórico antidemocrático não compromete nosso "soft power", poder de influenciar sem recorrer à força bruta?
Eu não acho que o nosso "soft power" tenha sido comprometido ao longo desses anos, nem essa é a opinião de nenhum comentarista internacional. Não somos "soft" em direitos humanos, só não condenamos porque a grande maioria dos países que condenam é de ex-potências coloniais que estão purgando os seus complexos de culpa. E não quer dizer que nós privadamente muitas vezes não falemos. E se eu quisesse posar de amiguinho do Irã ia votar contra, ia dizer que a resolução (da ONU) não tem cabimento. Nós nos abstivemos.
Olhando para esses últimos oito anos, o que o senhor teria feito de diferente?
Pode parecer presunçoso, a minha tendência é ver acertos, os historiadores terão visão mais equilibrada. Eu não me arrependo da Alca (negociação que não avançou).
O sr. acha que a atribuição de comércio exterior tem de ficar no Itamaraty ou deve ser criado um escritório comercial subordinado à Presidência, como nos EUA?
Pergunte à Fiesp o que eles acham - à Fiesp mesmo, não a ex-diplomatas que estão na Fiesp. Nós temos uma visão de País mais completa, levamos em conta outros fatores que não são aqueles de ganho imediato.
Um problema que está ganhando cada vez mais importância é a competição da China. Não deveria haver maior assertividade em relação à China, além de defesa comercial?
Nós estamos com superávit de quase US$ 7 bilhões com a China.
Mas o que exportamos são commodities.
Quando chega a hora de defender o interesse do etanol, do açúcar, é muito importante, mas quando está dando certo, aí tudo vira commodities. Dito isso, eu não quero dizer que não tenhamos de ser mais assertivos em relação à China. Esse é um desafio.
O Brasil é muito mais enfático ao criticar a política monetária americana, dentro da guerra cambial, do que a desvalorização do yuan. Isso não é ideológico?
A China adotou uma política que nos prejudica, mas a raiz do problema está na política monetária dos EUA, não tenho dúvida sobre isso. Como estou em final de governo, estou de saída, dou minha opinião: se um país quer ser tratado como economia de mercado, não pode ter política cambial que não seja de mercado. Essa política de constante desvalorização nos atinge. Eu acho que o relacionamento com a China será um dos maiores desafios do Brasil daqui para a frente.
A China está entrando em áreas de influência nossa, como América do Sul e África. Mas a China segue um modelo de negociação sem impor condições com Zimbábue, por exemplo, país notório por violações.
Vamos competir com nossos méritos, o Brasil transfere conhecimento da maneira que eles não transferem, em agricultura tropical, por exemplo. Não queremos seguir o modelo chinês, em absoluto, não perco uma oportunidade de conversar com meus interlocutores do Zimbábue sobre o que eu acho que eles deveriam fazer, que envolve tratamento adequado da oposição. Mas não somos a favor de isolamento comercial, algo que não dá resultado.
Quais são os grandes desafios em política externa do próximo governo?
Precisamos dar uma forma importante ao relacionamento com a China. Não desenvolvemos um conceito pleno de como vai ser nossa relação com a China. Essa é uma autocrítica. Não deu tempo. Precisamos pensar mais profundamente nisso.
E com os EUA, em que pé estamos?
Estamos bem. Nossa cooperação no Haiti foi muito boa, há vários países onde cooperamos no etanol.
Seria positivo a presidente eleita Dilma Rousseff se encontrar com o presidente americano Barack Obama em Washington antes de sua posse?
Ah, esse conselho eu só dou a ela se ela me pedir. E ela não me pediu. Mas, na minha opinião, indispensável não é. Ela terá tempo de ir depois, receber o Obama aqui depois. É mais importante ela ir à Argentina, porque simboliza as realizações com a América do Sul.
Os EUA têm a visão certa do papel do Brasil no mundo?
Há uma visão mais aproximada, apesar de tropeços. Em uma matéria recente, a própria (secretária de Estado) Hillary Clinton falou da necessidade de intensificar as relações com China, Índia e Brasil.
Mas, por enquanto, intensificou com a Índia.
A Índia tem para eles um valor estratégico em função da região onde está, ao lado da China e Rússia.
Seria esperado, quando o presidente Obama vier pra cá, que ele manifeste apoio à pretensão do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU, como fez com a Índia?
Ah, eu esperaria, se o presidente Obama vier pra cá, depois de ter ido à Índia, seria normal ele dizer a mesma coisa do Brasil.
Apesar dos nossos percalços com os EUA nos últimos tempos.
Sim, seria normal. Se o preço para entrar no CS é dizer sim a tudo, pode até não valer a pena.
Em Trinidad Tobago em 2009, na Cúpula das Américas, Obama fez um discurso prometendo uma nova política para a América Latina. Ele correspondeu às expectativas de mudança da política americana para a região?
O governo republicano (do presidente George Bush) cometeu muitos erros em relação à América Latina - pôs Cuba no eixo do mal, apoiou o golpe na Venezuela. Mas em outros casos o governo Bush agiu de maneira mais sensata, ouviu o Brasil em muitas coisas. Nós tínhamos uma enorme expectativa com o presidente Obama, mas ele teve de se concentrar em outros problemas, internos e do Oriente Médio. Algumas vezes isso não é mau. A melhor política que os americanos podem ter para a América Latina é a "negligência benigna".
O que o sr. pretende fazer quando acabar o governo Lula?
Não tenho nenhum plano muito claro, tenho vários convites vagos, para fazer seminários, cursos, o mais específico é para dar aula na UFRJ. Pretendo fazer isso, vou morar entre Brasília e o Rio, minha mulher mora aqui.
O sr. teria gostado de permanecer no governo Dilma?
Dizer não soaria arrogante, dizer sim parece que estou pleiteando alguma coisa. Eu me sinto realizado. Os nomes que ouço falar todos são de pessoas boas.
O sr. acha que haverá continuidade na política externa?
Eu não creio que haja mudanças de curso muito importantes, mas desafios novos sempre aparecerão, a China é uma relação que terá de ser pensada.
O sr. vê o mesmo tipo de atuação intensa em questões controversas, como Oriente Médio e Irã?
O Brasil é percebido como um interlocutor válido no Oriente Médio, eu recebi pedidos para receber autoridades da Síria, da Autoridade Palestina, de Israel. Independentemente de quem seja o presidente, o Brasil é um país que tem um peso. Essas situações vão se repetir caso a gente queira ou não queira, e a gente não pode fugir delas. Como o Brasil quer ser membro do CS, mesmo não permanente, não podemos nos omitir dessas questões. Não vamos fazer uma nova política de isolacionismo, só cuidando do nosso. Como dizia o Silveira (Antônio Azeredo da Silveira, chanceler de Ernesto Geisel), o Brasil pode renunciar a tudo, menos à sua grandeza.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A Guerra do Rio de Janeiro

Definitivamente, segurança pública não é minha área, mas darei minha singela opinião sobre este tema, também.
Afora o monte de lugares comuns sobre a situação do Rio de Janeiro, quem assistiu Tropa de Elite 2 (que teve participação da Globofilme), não pode achar que o que sai nos noticiários seja uma expressão da verdade.
Luiz Eduardo Soares fez uma interessante reflexão sobre o tema.
Leia:
"A crise no Rio e o pastiche midiático

Sempre mantive com jornalistas uma relação de respeito e cooperação. Em alguns casos, o contato profissional evoluiu para amizade. Quando as divergências são muitas e profundas, procuro compreender e buscar bases de um consenso mínimo, para que o diálogo não se inviabilize. Faço-o por ética –supondo que ninguém seja dono da verdade, muito menos eu--, na esperança de que o mesmo procedimento seja adotado pelo interlocutor. Além disso, me esforço por atender aos que me procuram, porque sei que atuam sob pressão, exaustivamente, premidos pelo tempo e por pautas urgentes. A pressa se intensifica nas crises, por motivos óbvios. Costumo dizer que só nós, da segurança pública (em meu caso, quando ocupava posições na área da gestão pública da segurança), os médicos e o pessoal da Defesa Civil, trabalhamos tanto –ou sob tanta pressão-- quanto os jornalistas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Compromisso regra contratação de funcionários na dupla Gre-Nal

Um termo de compromisso operacional assinado pelo MP do RS com a dupla Gre-Nal estabelece condutas na contratação de funcionários para o atendimento de crianças e adolescentes das categorias de base, escolhinhas de futebol e demais programas desenvolvidos pelos clubes. O documento foi assinado essa semana com o Sport Club Internacional e já havia sido firmado anteriormente com o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
 Pelo acordo, quando da contratação de qualquer funcionário ou empregado para o atendimento de jovens que estiverem sob suas responsabilidades, Grêmio e Internacional deverão exigir folha corrida de antecedentes policiais e judiciais do candidato à vaga e não contratá-lo no caso de haver registro de ilícitos contra crianças e adolescentes.
 Deverão, também, fazer uma avaliação do perfil do candidato. Em caso de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra atletas sob suas responsabilidades, deverão comunicar imediatamente ao Conselho Tutelar e MP-RS.
 A dupla Gre-Nal também terá que manter em seus quadros uma equipe interdisciplinar constituída por psicólogos e assistentes sociais, destinada à orientação e atendimento dos atletas.
 O documento assinado prevê que o MP-RS, ao receber qualquer comunicado dos clubes, instaurará procedimento próprio e investigará a situação denunciada, visando à proteção da criança ou adolescente. (Com informações do MP-RS)
De: Espaço Vital

Mais uma condenação por assédio moral


Este sorriso é enganador
Lista de "empregados bigorna" gera reparação

(25.11.10)
Uma atendente de telemarketing postulou reparação por danos morais, pelo fato de ter sido exposta a situação vexatória e humilhante perante seus colegas nas empresas Brasilcenter Comunicações e Embratel. O juiz Agnaldo Amado Filho, da 3ª Vara do Trabalho de Juiz de Fora (MG), foi quem atuou no caso.
 
Ficou comprovado que o supervisor da equipe tinha o hábito de divulgar, de forma inadequada, os maus resultados alcançados por certos empregados, dentre os quais a reclamante.
 
Ela relatou que o supervisor enviava, diariamente, para os componentes da equipe, e-mails contendo as relações de empregados que cumpriam ou não as metas estipuladas. Examinando as mensagens contidas nesses e-mails, juntadas ao processo, o juiz verificou que o supervisor usava o termo “bigornas” para caracterizar os empregados que não cumpriram as metas, ou seja, os que puxavam a equipe para baixo.
 
Bigorna é um utensílio de ferro sobre o qual se malha ou bate metais. O termo simboliza grande dificuldade.
 
Como a reclamante sempre figurava na lista dos “bigornas”, tornou-se uma vítima constante das mensagens ofensivas. Esses fatos foram confirmados por todas as testemunhas, inclusive as indicadas pelas empresas reclamadas.
 
Em sua sentença, o magistrado define assédio moral como o “terror psicológico exercido pelo empregador, consistente em atos reiterados e sucessivos, buscando minar a resistência do empregado, através de investidas contra sua dignidade e honradez, almejando a obtenção de resultados vantajosos à política empresarial”.
 
Diante desse quadro, ficou determinado que as empresas reclamadas devem responder igualmente pela obrigação de pagar à trabalhadora uma indenização por danos morais, fixada em R$ 5.000,00, além de parcelas decorrentes de diferença salarial, deferidas na sentença. O TRT mineiro confirmou o valor da condenação.
 
Atua em nome da autora o advogado Sandro Alves Tavares. (Proc. nº 00749-2009-037-03-00-3 - com informações do TJ-MG e da redação do Espaço Vital)

Tarso anuncia secretários

Tarso vai concluindo o secretariado. Minha ideia de que seriam poucos os  petistas com mandato ou pretensão eleitoral no secretariado estava errada. A vida é assim. Não posso acertar sempre.


Após várias reuniões com os partidos que vão compor a coalizão, o governador eleito do Estado anunciou nesta quarta (24), no Centro de Treinamento da Procergs, onde ocorre a transição, novos nomes para compor o primeiro escalão do Governo. Tarso Genro comunicará os secretários que ainda faltam após o retorno de suas férias, que ocorrerão de 26 de novembro a 02 de dezembro.
“Eu e o vice-governador Beto Grill estamos satisfeitos por estarmos anunciando a integração do PDT no nosso governo”, declarou Tarso Genro ao saudar a participação dos pedetistas no governo. “Estamos com provavelmente 80% do secretariado completo”, afirmou Tarso.
Confira os treze novos integrantes do governo Tarso, anunciados nesta quarta:

Secretaria da Saúde

Ciro Simoni (PDT) – Natural de Osório, Ciro Simoni, 59 anos, é formado em Medicina pela UFRGS, com especialização em Radiologia. Foi eleito prefeito de Osório em 1988 e chegou à Assembléia Legislativa em 1994. Atualmente, exerce o seu quarto mandato como deputado estadual, tendo sido reeleito este ano.
Secretaria de Justiça e Direitos Humanos
Fabiano Pereira (PT) – Antes de ser eleito deputado estadual, em 2002, foi vereador e secretário da Saúde em sua cidade natal, Santa Maria. Em 2007, assumiu seu segundo mandato na Assembleia Legislativa gaúcha. Presidiu a CPI do Detran e lidera há oito anos a Jornada Estadual Contra a Violência Sexual de Crianças e Adolescentes. Tem 37 anos.
Assessoria Superior do Governador – Coordenador Geral
Flavio Koutzii (PT) – Eleito vereador de Porto Alegre em 1988, Koutzii chegou à Assembleia Legislativa em 1990. Até 1998, comandou a bancada petista e foi um dos líderes da oposição na Casa. Assumiu no ano seguinte a chefia da Casa Civil do governo Olívio Dutra, cargo que ocupou até 2002, quando foi reeleito deputado estadual. Coordenou o Conselho Político durante a campanha de Tarso Genro este ano.
Secretaria do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo
Ivar Pavan (PT) – Foi o primeiro presidente da Assembleia Legislativa do RS pelo PT. Foi deputado estadual por quatro mandatos, líder de bancada e líder do governo Olívio Dutra. Agricultor, 59 anos, mantém suas atividades rurais em Aratiba, no Norte gaúcho, onde nasceu. Militou em diversos movimentos sociais e ajudou a criar vários deles, como a CUT. É ligado à agricultura familiar.
Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico
Jorge Guimarães (sem filiação partidária) – Médico veterinário com doutorado em Ciências Biológicas, é professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A convite do então ministro da Educação, Tarso Genro, assumiu a presidência da Capes em 2004, cargo que ocupa até hoje. Foi também diretor científico do CNPQ. Natural de Campos (RJ), tem 71 anos, sendo mais de 50 dedicados à ciência brasileira.
Secretaria de Educação
José Clóvis de Azevedo (PT) – Natural de São Sebastião do Caí, formou-se em História e lecionou na rede pública nas décadas de 70 e 80. Foi secretário-geral do CPERS, e em 1997 assumiu como titular Secretaria de Educação de Porto Alegre. Coordenou o grupo responsável por criar e estruturar a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), e foi seu primeiro reitor. Atualmente, Azevedo, 65 anos, é professor e coordenador de pesquisa e pós-graduação do Centro Universitário Metodista IPA.
Secretaria do Meio Ambiente
Jussara Cony (PC do B)– Deputada estadual por quatro mandatos (1991 a 2006), é farmacêutica e funcionária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Comandou o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, de 2007 a 2010. Nascida em Cacequi, tem 68 anos de idade.
Secretaria de Obras e Irrigação
Luiz Carlos Busato (PTB) – Arquiteto pós-graduado em Urbanismo, 62 anos, é natural de Caçador, Santa Catarina. Foi reeleito este ano para seu segundo mandato na Câmara dos Deputados. Em 2004, elegeu-se vereador por Canoas, e comandou a secretaria de Planejamento Urbano da cidade. Atuou por 15 anos na construção civil na cidade metropolitana.
Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio
Luiz Fernando Mainardi (PT) - Foi vereador por duas legislaturas em Bagé, deputado federal de 1995 a 2000 e prefeito de Bagé de 2001 a 2008. É autor da emenda que incluiu o Programa de Fruticultura da Metade Sul no orçamento da União e propôs o Pronasci Abigeato. Foi coordenador do movimento que resultou na criação da Universidade do
Pampa. Mainardi, 49 anos, é natural de Sobradinho (RS) e foi eleito deputado estadual no pleito deste ano.
Secretaria da Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano
Marcel Frison (PT) – Atual secretário de Planejamento de São Leopoldo, é o responsável pela captação de recursos e pela implantação dos projetos do PAC na cidade. Frison, 46 anos, participou das equipes das últimas quatro campanhas petistas ao governo do Estado e foi membro da coordenação nacional de Programa de Governo na campanha de Lula, em 2002. Foi chefe de gabinete do Ministério da Pesca e é o atual vice-presidente estadual do PT. Nasceu em Sapucaia do Sul.
Secretaria das Mulheres
Márcia Santana (PT) – Ligada ao movimento feminista, é assistente social e chefe de gabinete da deputada federal Maria do Rosário. Foi diretora da Fundação de Proteção Especial do Estado. É natural de Porto Alegre e tem 33 anos.
Secretaria de Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa
Maurício Dziedricki (PTB) – Vereador mais votado de Porto Alegre na eleição 2008, o advogado Dziedricki tem 31 anos e é natural de Curitiba. Entre março de 2006 e abril de 2010, licenciado da Câmara, comandou a Secretária Municipal de Obras e Viação. Está em seu segundo mandato como vereador da Capital.
Chefia de Gabinete
Vinícius Wu (PT) – Historiador, será o chefe de Gabinete de Tarso Genro após ter sido seu assessor durante a campanha eleitoral. O carioca de 30 anos foi Assessor Especial do Ministro da Justiça, Chefe de Gabinete da Secretaria de Reforma do Judiciário do MJ e diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE). Também foi membro do Conselho
Nacional de Juventude da Presidência da República.
Secretários já confirmados
Abgail Pereira – Turismo
Arno Augustin – Fazenda
Beto Albuquerque – Infraestrutura e Logística
Carlos Pestana – Casa Civil
Estilac Xavier – Secretaria Geral de Governo
João Motta – Planejamento, Gestão e Participação Cidadã
Luís Augusto Lara – Trabalho e Desenvolvimento Social
Luiz Antônio de Assis Brasil – Cultura
Marcelo Danéris – Secretário Executivo do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social
Mauro Knijnik – Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento
De: RS13

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hoje seria aniversário de Freddie Mercury

Margaret Mead: das tribos primitivas à revolução sexual feminina

margaret meadDe: Obvious
Quem iria imaginar que uma das maiores influências para a revolução sexual feminina estava escondida nas pacatas tribos primitivas do Pacífico Sul? O dedo pode ser apontado a Margaret Mead, uma aventureira cujos estudos antropológicos, na primeira metade do século passado, iriam minar a idílica imagem da família tradicional do Ocidente.
Nascida em 1901, nos EUA, a vida atribulada de Mead passou por três casamentos, seguidos dos respectivos divórcios, e por dois casos amorosos com mulheres. Para uma sociedade americana que até aos anos 60 do século passado era bastante conservadora, a sua vida privada constituía um verdadeiro escândalo.
Mas desde cedo Mead se revelou uma rapariga incomum. Não só se apaixonou pela antropologia, como decidiu, aos 22 anos, ir viver para a Samoa Americana (no Pacífico Sul), para aí realizar vários estudos de campo. Não foi de admirar que muitos homens se interrogassem sobre o que fazia uma jovem mulher branca no meio de uma horda de bárbaros, em vez de estar em casa a cozinhar para o marido.
A resposta cai como um relâmpago em 1928, quando a antropóloga regressa ao Ocidente para escrever um dos mais polémicos (e vendidos) livros da época: Adolescência, sexo e cultura em Samoa.
Na sua obra revolucionária, a antropóloga faz tiro ao alvo com a ideia preconcebida de que os problemas que nos angustiam na juventude se devem à natureza da adolescência. Ao analisar algumas aldeias tribais, constata, com grande espanto, que a passagem da infância à adolescência era aí feita com absoluta tranquilidade, sem traços da angústia ou confusão tão típicas no Ocidente. Conclusão: esqueçam as borbulhas na cara, afinal os problemas da adolescência tinham uma origem nas exigências e expectativas culturais da sociedade.