Princípios são princípios: se calhar de os piores safados estarem defendendo valores corretos, mesmo que com má fé e calculismo, ainda assim não podemos deixar de nos colocar ao lado da civilização, quando a alternativa é a barbárie.
Então, estão certíssimos os 80 países que aprovaram, na ONU, a resolução do Canadá condenando as sucessivas, grotescas e intermináveis violações dos direitos humanos por parte do estado teocrático iraniano.
E erradíssimo o Brasil ao se omitir, repetindo Pilatos.
Pois o Irã aplica uma justiça medieval que não tem mais lugar no século XXI, executa inocentes após julgamentos farsescos, apedreja mulheres, tortura, mutila, barbariza. Nenhum revolucionário pode, seja lá com qual justificativa for, em circunstância nenhuma, jamais, compactuar com tais atos!
Existimos para conduzir a humanidade a um estágio superior de civilização, não para enfiar a cabeça na areia enquanto déspotas ensandecidos impõem a seu povo o mais retrógrado e repulsivo fanatismo religioso.




