sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Boçalidade


Desculpem os seus admiradores, mas acho que o Valter Nagelstein age boçalmente. Assistindo a duas sessões plenárias da Câmara Municipal de Porto Alegre, fui brindado com muitas pérolas em um único discurso do líder fogacista sobre o Plano DIretor.
V.N. dizia que havia duas bancadas na Câmara: a do consenso, com 26 vereadores e a do dissenso, com dez. Ora, o raciocínio é absurdo. O que ele chama de consenso é a maioria governista e o que ele chama de dissenso é a minoria da oposição. Portanto, não há consenso; há maioria e minoria, pronto. No mesmo discurso, falando sobre o Plano Diretor, o luminar de sabedoria informa que a população reelegeu o Prefeito porque gosta do modo como ele governa e pensa o Plano Diretor (aquela coisa meio termo do Fogaça, ao menos na aparência). Na sequênica, só faltou dispensar a bancada de oposição, afinal, a reeleição já teria resolvido tudo. Esse é o discurso corrente dos fogacistas. Pena que não pensavam assim nas quatro eleições sucessivas da Administração Popular, ou na reeleição do Lula. Nesses casos, vale o "direito de ser oposição". Eu acho que fazer oposição é um direito e, em certos casos, um dever. E isso vale para todos. Governo sem oposição é ditadura. Ainda nesse mesmo discurso, V.N. alimentou o mito dos exageros na definição das Áreas de Interesse Cultural proposta durante a Administração.
Depois desse discurso recheado de bobangens, o líder lascou um "tecem lhoas", em vez de "tecem loas ao Forum de Entidades (que acompanha a discussão do Plano Diretor).
Querem saber? O cara se acha, mas não entende lhufas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O país mais culto do mundo


O país mais culto do mundo é o Brasil. Não sabemos apenas tudo sobre futebol. Sabemos tudo sobre febre amarela, sobre gripe "A", sobre engenharia aeoronáutica e, mais recentemente, sobre energia, incluindo geração, linhas de transmissão e gerenciamento.
Acima de todos os brasileiros comuns encontra-se o cérebro mais privilegiado do país: Miriam Leitão. Ela sabe tudo. De cura pra gripe, ações na bolsa até fusão à frio.Tem dúvida? Faça como Renato Machado, chame a Míriam Leitão e ela fornecerá o diagnóstico e a cura ao mesmo tempo.

Isso é que é: Coca-Cola usa açúcar de usina sem licença ambiental

Única produtora de açúcar e etanol do Amazonas, Agropecuária Jayoro ocupa irregularmente terra pública em Presidente Figueiredo (AM). Para a Coca-Cola, que investiu na usina, “a questão fundiária é um problema antigo da região”. Saiba mais clicando Repórter Brasil.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Apagão tucano?

Veja no blog do Luis Nassif, explicações possíveis para o apagão que a Globo gostou tanto e que rendeu até entrevista com a Secretária de Saneamento e Energi de SP, cobrnado providências.... Providências de quem, minha senhora?

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Para o PRBS, falta de metrô é culpa da Maria do Rosário


Os veículos de propaganda do PRBS estão criando a versão de que a então candidata Maria do Rosário mentiu sobre o metrô e a Prefeitura de Porto Alegre nada pode fazer. Pobrezinho do Fogaça! Terça-feira, no Atualidade, a deputada respondeu ao vivo. Repetiu o que já havia dito na campanha: há recursos para o projeto executivo, mas a Prefeitura tem que ir atrás. Acontece que Pilatos não vai atrás de nada, só fica para trás. Há muitos recursos federais que a Prefeitura não recebe por falta de projetos. A incompetência gerencial da governança está perdendo dinheiro que deveriam ir para as escolas infantis do município. Esse é o candidato do PRBS, esse foi o candidato reescolhido pela população de Porto Alegre. O cara que não promete e não faz, mas se equilibra num acordão partidário que o protege de tudo como se fosse uma muralha.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cantando no banheiro


Não sou chavista, muito menos antichavista. Acho que o que ocorre na Venezuela é uma das faces de um movimento de contestação à hegemonia neoliberal e à dominação norteamericana na América Latina. Uma das possibilidades de contestação, mas não a única. As visões mais clássicas do marxismo e da esquerda latinoamericana foram incapazes de construir algo melhor que essa coisa meio populista, meio caudilhesca, meio.... indefinível que Chávez chama de revolução bolivariana.
Agora, vejo, ouço e leio pela mídia antichavista que falta energia para nossos hermanos latinoamericanos. Daí para a piada pronta foi um pulo. Banho rápido, não cantar no chuveiro, levar uma lanterna à noite... .
Até agora não vi nenhuma fonte pró-Chávez fornecer alguma explicação para o "apagão" bolivariano. O acontecimento é preocupante. Ninguém pode culpar a falta tempo em contornar os problemas de energia, pois tempo Chávez teve de sobra. Podem culpar os EUA, só não sei como. Falta de planejamento? Pode ser, mas aí cai por terra uma das bases de qualquer economia ou governo socialista, seja bolivariano ou não.
Lênin (lembram dele?), dizia, na distante década de 20 do século passado que, na Rússia, que socialismo era igual a eletrificação mais poder soviético. A energia sempre foi uma questão elementar para qualquer projeto de desenvolvimento. Sem isso, as coisas começam a degradar-se e não há discurso que segure, mesmo que dure mais de uma hora.
Pode ser que a Venezuela saia dessa; que o povo pobre segure a onda e a pressão da classe média irada apenas com os apelos ideológicos de Chávez. Pode ser...

Sempre eles

MAC Engenharia e SP Alimentação estão sempre no meio de alguma falcatrua. Obviamente, os advogados respondem e contestam e tal e coisa, mas a presença dos mesmos de sempre nas conversas gravadas de sempre com os códigos de sempre....

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Penso, logo existo


Gosto dos artigos do Voltaire Schilling e não sou um conhecedor ou, ao menos, um apreciador de tudo o que a arte contemporânea nos presenteia. Porém, achei exagerados os comentários do professor sobre o que ele chama de monstruosidades. Na verdade, do ponto de vista de um historiador, seria mais propício que ele se levantasse contra a permanente destruição de patrimônios históricos e culturais (como a fonte talavera; o gaúcho oriental, no Parque Farroupilha, ou o casarão na esquina da João Pessoa com a Venâncio Aires). A falecida professora Sandra Pesavento fez isso, acho que nunca obteve resposta dos poderes púbicos.
Quem sou eu para dizer o que devria dizer o professor Voltaire, mas, sinceramente, achei o artigo dele muito senso comum para alguém com a sua qualidade e erudição.
O boletim do PRBS é pródigo em produzir polêmicas sobre si próprio. Muitos caem nisso. Quando me falta assunto eu também vou atrás.
Recebi (eu e um batalhão de outras pessoas) um email do Gaudêncio Fidélis divulgando artigo que considerei muito bem situado sobre o tema. A palavra para definir a posição do professor Voltaire me pareceu muito adequada: demagógica.
Mais autêntico seria que Schilling aproveita-se a intimidade que demonstra ter com o Secretário Municipal da Cultura e pedisse que o Auditório Araújo Vianna fosse reaberto. A maior monstruosidade de Porto Alegre é ver seu principal auditório popular degradar-se.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Feira do Livro


Sexta-feira inicia mais uma Feira doLivro. Obviamente estarei lá. Porem, um fenômeno interessante, que não e novo, mas parece cada vez mais comum, e o das livrarias que fazem suas próprias feiras com desconto. A Feira do Livro oficial virou mais um megaevento, com direito aquelas barracas imensas da RBS, da Record e da Pampa (se não me engano), atravancando a passagem da gente para apresentarem seus programas diretamente da praça. Entendo que a Feira do Livro vive disso, também, mas o espaço da grande mídia vem crescendo de tal modo que ofusca o objetivo maior da Feira, que seria o livro.
De qualquer maneira a gente acaba indo, como aqueles católicos que vão a missa mesmo que não gostem do Padre.