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sábado, 9 de agosto de 2014

Prefeitos do PSDB e PSB recebem Olívio e abrem o voto para a Unidade Popular

Da Redação*, Sul 21
Em agenda pelo interior do Estado, o candidato ao Senado da Unidade Popular pelo Rio Grande (PT, PTB, PCdoB, PPL, PTC, PR, PROS), Olívio Dutra, recebeu o apoio de prefeitos do PSDB e do PSB à coligação, que tem como candidato ao governo do Estado o governador Tarso Genro (PT). Olívio visita, neste final de semana, cidades da fronteira Oeste.
Prefeito de Uruguaiana, Luiz Augusto Fuhrmann Schneider, do PSDB, abriu seu voto para os petistas, neste sábado (9), argumentando que confia nos governos de Dilma e Tarso e que há muitos projetos importantes sendo desenvolvidos para a região. Ele lembrou, por exemplo, a construção de um dique para conter eventuais cheias dos rios da região, como a que vitimou o município em julho deste ano. Schneider também destacou os avanços na área da saúde e do desenvolvimento econômico.
Na sexta-feira (08), quem declarou seu apoio à UPPRG foi o pefeito de Rosário do Sul, Luis Antonello, do PSB. Em Alegrete, o Galo Missioneiro também recebeu os cumprimentos do prefeito, Erasmo Guterres, do PMDB.
*Com informações da assessoria do candidato

Ana Amélia e a previdência: "Quem é você que não sabe o que diz?"

Fui dar uma olhada no Programa de Governo da Ana Amélia. O que li foi um amontoado de generalidades. Fui direto para a parte da previdência. Leiam o que está dito:
Ora, isso já existe e foi criado pelo Governador Tarso Genro! É incrível que uma candidatura com representação expressiva na Assembleia Legislativa não saiba que, desde 2011, existe o FUNDOPREV, fundo capitalizado criado para pagar os benefícios dos servidores e servidoras que ingressaram no serviço público a partir da data de sua criação. O Fundo já conta com mais de R$ 100 milhões depositados, com a contribuição paritária do Estado do RS e de mais de 12 mil servidores CONCURSADOS, que tomaram posse durante a gestão de Tarso Genro.

domingo, 17 de novembro de 2013

Tarso: Genoíno e Dirceu condenados sem provas enquanto os torturadores permanecem livres

A segunda tortura de José Genoíno

Tarso Genro*

Genoíno foi torturado na ditadura e seus torturadores seguem impunes, abrigados por decisões deste mesmo tribunal que condena sem provas militantes do PT.




Ernst Bloch, na sua crítica aos princípios do Direito Natural sem fundamentação histórica, defendeu que não é sustentável que o homem seja considerado,  por nascimento, "livre e igual", pois não há "direitos inatos, e sim que todos são adquiridos em luta".  Esta categorização, "direitos adquiridos em luta", é fundamental  para  compreender as ordens políticas vigentes como Estado de Direito, que proclamam um elenco de princípios contraditórios, que ora expressam com maior vigor as conquistas dos que se consideram oprimidos e explorados no sistema de poder que está sendo impugnado, ora expressam  resistências dos privilegiados, que fruem o poder real: os donos do dinheiro e do poder.

Esta dupla possibilidade de uma ordem política,  inscrita em todas as constituições, mais ou menos democráticas, às vezes revela-se mais intensamente no contencioso político, às vezes ela bate à porta dos Tribunais. A disputa sobre o modelo de desenvolvimento do país, por exemplo, embora em alguns momentos tenha sido judicializada, deu-se até agora, predominantemente, pela via política, na qual o PT e seus aliados de esquerda e do centro político foram vitoriosos, embora com alianças pragmáticas e por vezes tortuosas para ter governabilidade.

Já a disputa sobre a interpretação das normas jurídicas que regem a anistia em nosso país e a disputa sobre as heranças dos dois governos do presidente Lula tem sido, predominantemente,  judicializadas. São levadas, portanto, para uma instância na qual a direita política, os privilegiados, os conservadores em geral (que tentaram sempre fulminar o Prouni, o Bolsa Família, as políticas de valorização do salário mínimo, as políticas de discriminação positiva, e outras políticas progressistas), tem maior possibilidade de influenciar.

Quando falo aqui em "influência" não estou me referindo a incidência que as forças conservadoras ou reacionárias podem ter sobre a integridade moral do Poder Judiciário ou mesmo sobre a sua honestidade intelectual. Refiro-me ao flanco em que aquelas forças - em determinados assuntos ou em determinadas circunstâncias-  podem exercer com maior sucesso a sua hegemonia, sem desconstituir a ordem jurídica formal, mantendo mínimos padrões de legitimidade.

O chamado processo do "mensalão" obedeceu minimamente aos ritos formais do Estado de Direito, com atropelos passíveis de serem cometido sem maiores danos à defesa, para chegar a final previamente determinado, exigido pela grande mídia, contingenciado por ela e expressando plenamente o que as forças mais elitistas e conservadoras do país pretendiam do processo: derrotados na política, hoje com três mandatos progressistas nas costas, levaram a disputa ao Poder Judiciário para uma gloriosa “revanche”: ali, a direita derrotada poderia fundir  (e fundiu) uma ilusória vitória através do Direito, para tentar preparar-se para uma vitória no terreno da política. As prisões de Genoíno e José Dirceu foram celebradas freneticamente pela grande imprensa.

Sustento que os vícios formais do processo, que foram corretamente apontados  pelos advogados de defesa  - falo dos réus José Genoíno e José Dirceu - foram  totalmente secundários para as suas condenações. Estas, já estavam deliberadas antes de qualquer prova, pela grande mídia e pelas forças conservadoras e reacionárias que lhe são tributárias, cuja pressão sobre a Suprema Corte  - com o acolhimento ideológico de alguns dos Juízes-  tornou-se insuportável para a ampla maioria deles.

Lembro: antes  que fossem produzidas quaisquer provas os réus já eram tratados diuturnamente como “quadrilheiros”, “mensaleiros”, “delinquentes”, não somente pela maioria da grande  imprensa, mas também por ilustres figuras  originárias dos partidos derrotados nas eleições presidenciais e pela banda de música do esquerdismo,  rapidamente aliada conjuntural da pior direita nos ataques aos Governos Lula. Formou-se assim uma santa aliança,  antes do processo, para produzir  a convicção pública que só as condenações resgatariam a “dignidade da República”, tal qual ela é entendida pelos padrões midiáticos dominantes.

Em casos como este, no qual a grande mídia tritura indivíduos, coopta consciências e define comportamentos,  mais além de meras convicções jurídicas e morais, não está em jogo ser corajoso ou não, honesto ou não, democrata ou não. Está em questão a própria funcionalidade do Estado de Direito, que sem desestruturar a ordem jurídica formal pode flexioná-la  para dar guarida a  interesses políticos estratégicos  opostos aos que “adquirem direitos em luta”. Embora estes direitos sejam conquistas que não abalam os padrões de dominação do capital financeiro, que tutela impiedosamente as ordens democráticas modernas, sempre é bom avisar que tudo tem limites.   O aviso está dado. Mas ele surtirá efeitos terminativos?

Este realismo político do Supremo ao condenar sem provas, num processo que foi legalmente instituído e acompanhado por todo o povo - cercado por um poder midiático que tornou irrelevantes as fundamentações dos  Juízes - tem um preço: ao escolher que este seria o melhor desfecho não encerrou o episódio. Ficam pairando, isto sim, sobre a República e sobre o próprio prestígio da Suprema Corte, algumas comparações de profundo significado histórico, que irão influir de maneira decisiva em nosso futuro democrático.

José Genoíno foi brutalmente torturado na época da ditadura e seus torturadores continuam aí, sorridentes, impunes e desafiantes, sem  qualquer ameaça real de responderem, na democracia, pelo que fizeram nos porões do regime de arbítrio, abrigados até agora por decisões deste mesmo Tribunal que condena sem provas militantes do PT. José Dirceu coordenou a vitória legítima de Lula, para o seu primeiro mandato e as suas “contrapartes”,  que compraram votos para reeleger Fernando Henrique (suponho que sem a ciência do Presidente de então), estão também por aí,  livres e gaudérios.

O desfecho atual, portanto, não encerra o processo do “mensalão”, mas reabre-o em outro plano: o da questão democrática no  país, na qual a “flexão” do Poder Judiciário mostra-se unilateralmente politizada  para “revanchear” os derrotados na política. Acentua, também, o debate sobre o  poder das mídias sobre as instituições. Até onde pode ir, na democracia, esta arrogância que parece  infinita de julgar por antecipação, exigir condenações sem provas e  tutelar a instituições através do controle e da manipulação da informação?. 

Militei ao lado de José Genoíno por mais de vinte anos, depois nos separamos por razões políticas e ideológicas,  internamente ao Partido. É um homem honesto, de vida modesta e honrada, que sempre lutou por seus ideais com dignidade e ardor, arriscando a própria vida, em momentos muito duros da nossa História. Só foi condenado porque era presidente do PT,  no momento do chamado “mensalão”.

Militei sempre em campos opostos a José Dirceu em nosso Partido e, em termos pessoais, conheço-o muito pouco, mas não hesito em dizer que foi condenado sem provas,  por razões eminentemente políticas, como reconhecem insuspeitos juristas, que sequer tem simpatias por ele ou pelo PT.

Assim como temos que colocar na nossa bagagem de experiências os  erros cometidos que permitiram a criação de um processo  judicial ordinário,  que se tornou rapidamente um processo político, devemos tratar, ora em diante, este processo judicial de sentenças tipicamente políticas, como uma experiência decisiva para requalificar, não somente as nossas instituições democráticas duramente conquistadas na Carta de 88, mas também para organizar uma sistema de alianças que dê um mínimo respaldo, social e parlamentar,  para fazermos o dever de casa da revolução democrática: uma Constituinte, no mínimo para uma profunda reforma política, num país em que a mídia de direita é mais forte do que os partidos e as instituições republicanas.
(*) Governador do Rio Grande do Sul

domingo, 24 de fevereiro de 2013

“O alto comissário do Golbery não toma jeito”

Tarso Genro (*)
Como Elio Gaspari foi do velho Partidão e depois se tornou confidente do General Golbery, fazendo, a partir daí, uma carreira de jornalista mordaz e corregedor de todos os hábitos do país, ele se dá o direito de não só inventar tolices nas suas colunas, como também enganar os mais desavisados.
Defende as suas teses principalmente a partir da falsificação da posição dos seus adversários de opinião. Para defendê-las, Elio sempre desqualifica os seus adversários com textos de estilo ferino, que não raro beiram a difamação. Os que se sentem agredidos raramente se defendem, não só porque ele não publica as respostas na sua coluna, mas porque talvez temam despertar nele uma ira ainda maior, que também não abre espaços para o contraditório.
Já fui alvo algumas vezes das suas distorções e falsificações, mas sobre este tema da reforma política preciso responder formalmente, porque se trata de um assunto extremamente relevante para o aperfeiçoamento democrático do país, sobre o qual existem divergências elevadas, tanto dentro da esquerda como da direita democrática.
A estratégia usada por Elio Gaspari para promover suas crônicas foi muito comum na época da ditadura, quando o SNI – através de articulistas cooptados – recheava de informações manipuladas a grande imprensa, sobre a “subversão” e as “badernas estudantis”. O regime tentava, desta forma, tanto manter o controle da opinião pública, como dividir a oposição legal e a clandestina, num cenário em que povo já estava cansado do regime. Elio Gaspari parece que se contaminou com este vício e combinou-o com uma arrogância olímpica: desqualifica todo mundo, não respeita ninguém, o que pode significar uma volúpia de desrespeito a si mesmo, ensejada pela sua trajetória como jornalista com idéias muito próximas de um ceticismo anarco-direitista.
Vários dirigentes políticos, tanto da oposição como da situação – da direita e da esquerda – que não estão satisfeitos com o sistema político atual, debatem uma saída: uma reforma política para melhorar a democracia no país. Todos sabemos que não existe um sistema ideal e perfeito, mas que é possível uma melhora no sistema atual, que pode tornar mais decente a representação e os próprios partidos. Este debate para melhorar a democracia e dar maior coerência ao sistema de representação tem despertado a santa ira de Elio Gaspari, que dispara para todos os lados, mas nunca diz realmente qual é a sua posição sobre o assunto.
No seu artigo “O comissariado não toma jeito”, no qual sou citado nominalmente como defensor de fisiologismos, ele atinge o auge na deformação das opiniões de pessoas que ele não concorda. Vincula, inclusive de maneira sórdida estas opiniões a dirigentes políticos condenados na ação penal 470, para aproveitar a onda midiática que recorre diariamente a estas condenações, não só para desmoralizar a política e os partidos, mas para tentar recuperar os desastrados anos do projeto neoliberal no país, nos quais, como todos sabemos, não ocorreu nenhuma corrupção ou fisiologismo.
As deformações de Elio são explícitas quando ele examina dois pontos importantes da reforma política: o “voto em lista fechada” e o “financiamento público” das campanhas eleitorais. Sobre o voto em lista “fechada” ele argumenta, em resumo, que a “escolha deixa de ser do eleitor”, que vota numa lista preparada pelo Partido, que captura o seu direito de escolha.
Pergunto: será que Elio não sabe que a escolha na “lista aberta” (sistema atual), é feita, também, a partir de uma relação de nomes que é organizada pelos Partidos? E mais: será que Elio não sabe que a diferença entre um e outro sistema é que, no atual, o voto vai para a “fundo” de votos da legenda e acaba premiando qualquer um dos mais votados da lista, sem o mínimo nexo com a vontade do eleitor? Repito, qualquer um da lista, sem que o eleitor possa saber quem ele está ajudando eleger!
Na lista fechada é exatamente o contrário. O eleitor sabe em quem ele está votando. E sabe da “ordem de preferência”, que o seu voto vai chancelar, a partir do número de votos que o Partido vai amealhar nas eleições. O eleitor faz, então, previamente, uma opção partidária – inclusive a partir da qualidade da própria lista que os Partidos apresentaram – e fica sabendo, não só quem compõe a lista do seu partido, mas também a ordem dos nomes que vão ter a preferência do seu voto.
Na lista aberta, ao invés de crescer o poder político dos partidos – que Elio parece desprezar do alto da sua superioridade golberyana – o que aumenta é o poder eleitoral pessoal de candidatos que, neste sistema de lista aberta, carreiam os votos dos eleitores para qualquer desconhecido. Por mais respeito humano que se tenha por figuras folclóricas que ajudam eleger pessoas com meia dúzia de votos, não se pode dizer que a sua influência pessoal possa ser melhor que a influência das comunidades partidárias, por mais defeitos que elas tenham.
A tegiversação sobre o financiamento público das campanhas não é ridícula, porque é simplesmente uma falcatrua argumentativa. Elio diz que este tipo de financiamento não acabará com o “caixa 2” e que tal procedimento vai levar a conta para o povo, que ele chama gentilmente de “patuléia”. Vejamos se estes argumentos são sérios.
Primeiro: ninguém tem a ilusão de acabar com o “caixa 2”, que acompanhará as campanhas, enquanto tivermos eleições. O que devemos e podemos buscar é um sistema que possa diminuí-la, substancialmente, através – por exemplo – de um controle “on line”, de todos os gastos das campanhas, num sistema financiado por recursos conhecidos e previamente distribuídos aos partidos.
Este sistema certamente diminuirá a dependência dos partidos em relação aos empresários e permitirá um controle mais detalhado dos gastos, pois cada partido terá um valor previamente arbitrado, para ser fiscalizado à medida que os recursos forem sendo gastos. Reduzir, portanto, a força do poder econômico sobre as eleições, este é o objetivo central do financiamento público.
Quanto à transferência das despesas para o povo, qualquer aluno do General Golbery – digo aqui da modesta situação de fisiológico que me foi imputada – sabe que as contribuições dadas pelas empresas aos partidos e aos políticos, são “custos” de funcionamento de uma empresa, que integram o preço dos seus produtos e serviços, que são comprados pelo consumidor comum ou pelo Estado.
Quem paga por tudo, sempre, é o povo que trabalha e compra e o Estado que encomenda, compra e paga. O defensor da patuléia, portanto, não está defendendo nem a “viúva” metafórica nem o Estado concreto. Está, sim, defendendo a atual influência do poder econômico sobre os processos eleitorais, de uma forma aparentemente moralista, mas concretamente interessada: acha que o sistema assim está bem. Uma forma de fisiologismo altamente disfarçado. O alto comissário do Golbery não toma jeito.
(*) Governador do Rio Grande do Sul

sábado, 29 de dezembro de 2012

Tarso Genro critica “má fé” em reportagem de Zero Hora sobre conselheiros de estatais

O governador Tarso Genro enviou nota ao RS Urgente criticando e qualificando como “equivocada” a abordagem feita pelo jornal Zero Hora sobre a remuneração e indicação de conselheiros das estatais. Tarso afirma:
A reportagem parte do pressuposto que as pessoas indicadas para a composição dos conselhos não possuem qualificação para exercer as funções. Além disso, e mais grave, deixa em segundo plano a informação que estes colegiados e a remuneração aos seus integrantes estão previstos em lei e sequer são obra do atual governo. Portanto, não existe nem imoralidade nem ilegalidade, como a matéria deixa a entender. A mera exposição de pessoas e de suas respectivas remunerações, somada à repercussão de formadores de opinião e potencializada nas redes sociais, levou o cidadão a uma leitura parcial sobre o tema.
Cito dois exemplos que sustentam o entendimento de que houve “má fé”, como afirmei em entrevista ao Conversas Cruzadas, na forma de publicação da reportagem: no Facebook de ZH a matéria recebeu a chamada “Conselheiros de Bolsos Cheios”, já a jornalista Letícia Duarte, na premissa que antecedeu sua pergunta sobre o tema no Conversas Cruzadas, disse que o pagamento das remunerações aos conselheiros “soava como escândalo”. Ressalto que a expressão “má fé” foi dirigida à forma de apresentação da reportagem. Os exemplos referidos, como no caso da manifestação da jornalista, são apenas conseqüência.
Este tipo de matéria está muito em voga num certo jornalismo “pós-moderno”, nos dias de hoje: usar uma verdade factual disposta de forma milimétrica para despertar preconceitos e produzir “escândalos”; é uma espécie de “pegadinha” política. Esta reportagem foi excepcionalmente feliz neste objetivo, pois o preconceito foi despertado na voz da própria colega de trabalho do autor da matéria, que já iniciaria tratar a questão como um escândalo de governo.
Na nota, Tarso Genro também explicita quais são os critérios de indicação do governo para a composição destes conselhos no setor público:
São critérios políticos e técnicos. Todas as pessoas indicadas possuem experiência no setor público e estão acostumadas a compor colegiados dentro das estruturas partidárias, sindicais, administrativas, etc. Elas representam o governo dentro dos conselhos e, por isso, possuem a confiança do governador para gerir e fiscalizar, principalmente no que se refere ao vínculo sadio que as empresas estatais devem ter com as políticas públicas. Pessoas com experiências diversificadas são essenciais para o processo de formulação e discussão de idéias. É importante salientar que estas pessoas não substituem os conselheiros técnicos nem os órgãos de controle destas empresas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Baltasar Garzón fará conferência e será homenageado no Rio Grande do Sul


 O juiz espanhol Baltasar Garzón será homenageado pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, dia 17 de julho, em Porto Alegre. A convite do governador gaúcho, Tarso Genro, Garzón fará uma conferência sobre Direitos Humanos, Desenvolvimento e Criminalidade Global. Após a conferência, Garzón receberá a Comenda da Ordem do Ponche Verde, a mais alta condecoração oficial do Rio Grande do Sul.


Porto Alegre – O juiz espanhol Baltasar Garzón será homenageado pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul, dia 17 de julho, em Porto Alegre. A convite do governador gaúcho, Tarso Genro, Garzón fará uma conferência sobre Direitos Humanos, Desenvolvimento e Criminalidade Global. A conferência, também no dia 17, será realizada no auditório do Ministério Público do Estado (Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto, 80). A entrada é gratuita e não depende de inscrições.
Após a conferência, Garzón receberá a Comenda da Ordem do Ponche Verde, a mais alta condecoração oficial do Rio Grande do Sul. Ao justificar a homenagem, Tarso Genro disse que Baltasar Garzón é “um humanista de prestígio internacional que se notabilizou por ser um juiz intolerante com a corrupção e que desmantelou, ao logo de sua vida como magistrado, inúmeras quadrilhas que assaltavam os cofres públicos”.
Garzón ficou conhecido mundialmente quando, em 1998, devido ao desaparecimento e morte de espanhóis no Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), solicitou e obteve da Grã-Bretanha a prisão do ex-general, que se encontrava em Londres.
Em fevereiro deste ano, foi proibido pelo Supremo Tribunal da Espanha de exercer sua profissão por ter autorizado, a pedido das autoridades policiais, escutas telefônicas em investigações sobre corrupção envolvendo altas autoridades da administração pública espanhola. No mesmo mês, Garzón foi absolvido pela mesma corte da acusação de violar a Lei da Anistia de 1977 na investigação de crimes cometidos pela ditadura do general Francisco Franco. Segundo o jurista, 114 mil pessoas permanecem desaparecidas desde o período da guerra e da ditadura de Franco.
Atualmente com 56 anos, Garzón ocupa a função de procurador-adjunto do Ministério Público no Tribunal Penal Internacional (TPI), que julga crimes contra a humanidade. Desde 2010, sua função é auxiliar o TPI, por meio de ação penal, na responsabilização de indivíduos por atrocidades como genocídios, crimes de guerra e os crimes de agressão.

domingo, 23 de outubro de 2011

Tarso propondo controle da mídia? Inventa outra PRBS

O boletim do PRBS deu uma de Veja, criticando o Governador Tarso Genro por algo não disse. Para a grande mídia, nada é sagrado a não ser ela própria. Qualquer discussão sobre o papel da mídia é taxado de censura. Querem carimbar como autoritários quem não aceita a mídia como dona da verdade e a cima de interesses empresariais.
Abaixo, a fala de Tarso. Nada pode ser mais esclarecedor.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Marcos Rolim no TCE?

Recebi o manifesto com os apoios à indicação de Marcos Rolim ao TCE. Evidentemente que a indicação é política (todas são). A diferença é que, apesar de já ter exercido mandatos eleitorais, Rolim não aparece como uma daquelas indicações tradicionais dos partidos políticos. Vi algumas c´riticas de notórios conservadores, como o Sr. Políbio Braga, e protestos preconceituosos, pois Rolim não entenderia de Contas Públicas "só" de Direitos Humanos.
Particularmente acho que Marcos Rolim seria um bom nome no TCE. O TCE é um órgão técnico, mas é, também, político. Rolim poderia fazer uma mediação entre o partidarismo, que quer livrar a cara de todo mundo e as necessárias análises concretas de circusntâncias que constrangem o gestor público. O Governador Tarso sabe com quem está tratando e saberá decidir-se dentro de um ótica republicana.
Ninguém me perguntou, mas se pedissem a minha opinião, eu diria que Marcos Rolim merece ir para o TCE.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tarso e a Previdência Pública


É preciso pensar no Brasil

Excelente o texto do Governador Tarso Genro sobre as mudanças propostas para a previdência pública no RS (leia aqui).
Na conclusão, o governador afirma "A agenda do atual governo remete principalmente para o destino dos direitos conquistados pelos servidores - mantê-los com sustentabilidade - e para uma 'utopia concreta', como diria Ernst Bloch. A utopia de viabilizar os direitos de todos 'aqui e agora': para as próximas décadas. Sem assistir passivamente, como fizeram os socialistas gregos e portugueses, à decadência do Estado capturado por corporativismos subsidiados por toda a sociedade, pelos servidores de salários mais modestos, ou capturado pela tutela do capital financeiro, que transforma o Estado endividado - no momento em que a crise estoura - num ajoelhado devoto das receitas de cortar políticas sociais, salários, aposentadorias e investimentos. "
É esperado da oposiçãoque oponha às propostas do governo. Os fundos fictícios criados por Britto e Yeda não se destinavam à sustentar à previdência. Eram uma invenção para, no futuro, viabilizar o processo de privatização da previdência, através da constituição da previdência complementar. O problema está em as direções sindicais - corporativas, é bom que se diga - taxarem de neoliberal uma proposta que busca garantir a sustentabilidade do regime público de previdência.
Essa incapacidade em diferenciar o que é visão neoliberal de uma visão do papel e das condições do Estado em um mundo em transformação, deixou a esquerda europeia (mesmo que seja uma esquerda meia-boca) amarrada e incapaz de apresentar-se como alternativa consistente, como escreveu Tarso Genro. É bom que se diga que na Europa existem partidos de esquerda radicalizados. Alguns com visões muito semelhantes aos que taxam de neoliberal qualquer proposta diferente do catecismo de uma visão ultrapassada no tempo. Não é essa esquerda que está se aproveitando da crise gerenciada pela social-democracia europeia, mas a direita.
O Brasil vem construindo a ascenção de uma nova classe média. As classes C e B aumentam, baseados no emprego formal. O corporativismo do servidor público expressa-se quando as demandas da categoria sufocam as demandas da sociedade. Não é à toa que a sociedade em geral costuma ser crítica aos servidores e ao que considera privilégios (carga horária e estabilidade, por exemplo). Essa nova classe média, mas não só ela, vai se tornar cada vez mais exigente em relação aos serviços públicos. Enquanto isso, os servidores permanecem olhando para trás. Baseiam-se em discursos doutrinários e encaram o governante como um patrão (caso da presidenta do Cpers). Agindos assim, vão de encontro à sociedade e cavam um fosso cada vez maior entre esta e o servidor público.
Se a esquerda não fizer as reformas do Estado a partir dos seus pressupostos, a direita os fará, ou as mudanças acontecerão de modo incontrolável e contra a maioria.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Comitê Pelo Direito à Memória, à Verdade e à Justiça

Na próxima segunda-feira, 27 de junho, às 19h, será lançado o Comitê Pelo Direito à Memória, à Verdade e à Justiça no Teatro Dante Barone — Assembleia Legislativa do RS, Praça Marechal Deodoro, 101, centro de Porto Alegre.
No lançamento, estarão presentes a ministra dos direitos humanos Maria do Rosário, o governador Tarso Genro, autoridades e representantes de movimentos sociais. A iniciativa também tem apoio da Associação dos Criminalistas do Estado do RS (Acriergs), OAB-RS, Comitê Estadual Contra a Tortura RS, União dos Estudantes – Livre RS, Movimento Fora da Ordem, DCE UFRGS e União Nacional dos Estudantes.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Biedermann sai do Conselhão.Grande coisa!

Ele não estará no Conselhão
O insígne Anton Carl Biedermann, que nem havia entrado, resolveu sair do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o  Conselhão. Aliás, resolveu dar a notícia com espalhafato, pois a decisão havia sido tomada em fevereiro.
O ilustre representante das classes empresariais rigrandenses alega que o Conselhão é ideológico e deveria ser neutro. O seja, o decano dos neoliberais gaúchos considera que um governo eleito em primeiro turno não tem o direito de apresentar a sua visão de Estado, consagrada pela votação da maioria da população.
Porém, há outros motivos para preocupação. Primeiro: o Sr. Biedermann havia dito que deixaria o Conselhão por problemas de saúde, agora, diz que é por motivos ideológicos. Quem pequeno dissimulado está se saindo esse senhor! Segundo: ao mesmo tempo em que o empresário, que representava a agenda 2020, critica a ideologização do CDES, o secretário-executivo do CDES, informa que a plataforma eleitoral de Tarso Genro aceitou 50% dos pontos da agenda 2020. Afinal, onde stão as diferenças?
O nosso governador tem se esforçado para construir a imagem de um governo de diálogo e convergência. está conseguindo. Nesse sentido, a presença do Sr. Biedermann seria um símbolo. Do ponto de vista dos debates, a ausência do empresário não faz diferença alguma. O Sr. Biedermann faz um discurso Prêt-à-porter do neoliberalismo, com aquele monte de chavões direitosos.
O governador Tarso Genro é um homem do diálogo, eu também, mas de preferência, com alguém que tenha algo a dizer. A ausência do Sr. Biedermann é tão irrelevante, que, para ser notada, ele mesmo teve que ir ao jornais para chamar a atenção.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Políbio Braga é dispensado por O Sul e põe a culpa em Tarso Genro

Alegando questões editoriais, Paulo Sérgio Pinto, vice-presidente da Pampa, dispensou os serviços do intragável Políbio Braga. Junto com ele saiu a jornalista Beatriz Fagundes, que, ao contrário de Políbio, costuma defender as políticas do governo Lula. Não sei o que a Rede Pampa quer fazer, nem tenho lido O Sul, mas percebe-se que não foi um movimento de favorecimento ao PT.
Políbio, por sua vez, demonstrando verdadeiro complexo de perseguição, relacionou sua dispensa ao futuro governo de Tarso Genro.
Poucas coisas na mídia são tão inúteis e rancorosas como a Coluna do Políbio Braga,sua saída não fará nenhum mal ao jornal, pelo contrá rio.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O ato pró-Luciana

Hoje é dia do ato em defesa da possibilidade de Luciana Genro ser candidata à Câmara Municipal de Porto Alegre. Comentei em uma postagem (leia aqui) que não achava coerente a deputada Luciana Genro reivindicar para si a exclusão do cumprimento de uma norma constitucional, conforme entendi da argumentação que ela fez em entrevista à rádio. Parece que a coisa não é bem assim. 
Há juristas (inclusive o Governador eleito Tarso Genro) que raciocinam de um modo bastante lógico: o território de jurisdição do Governador não é o município, mas o Estado, portanto, ela estaria livre para concorrer no âmbito do Município de Porto Alegre, que é um ente autônomo em relação ao Estado do Rio Grande do Sul. Ou seja, não é necessário pedir exceção, tampouco mudar a Constituição para que Luciana Genro concorra à vereança. Logo, toda essa movimentação tem um fim inequívoco: promover antecipadamente o nome da deputada e criar um clima favorável a ela. Muito esperto, muito esperto. A política eleitoral é assim mesmo, tem que se mexer.
Tem muita gente chingando a "lei" (só que não é uma lei, é a Constituição) e protestando contra uma proibição que, ao que parece, não existe e sobre uma situação à qual o judiciário sequer se manifestou.
No fim, acho que tudo se resolve e Luciana deverá ser candidata, e obterá grande votação na próxima eleição. Fará uma votação tão grande que, certamente carregará mais um ou dois candidatos do Psol (assim como Pedro Ruas, com seus quinze mil votos, carregou Fernanda Melchiona e seus três mil e poucos votos), passando-os à frente de candidatos de outros partidos. Os candidatos de outras legendas que ficarem de fora por conta da grande votação de Luciana irão lamentar, mas, ao fim, como diz o ditado: um dia é da caça, outro, da pesca.

sábado, 20 de novembro de 2010

Secretariado de Tarso, mais uma opinião

Pelo que estou obsevando, o governador eleito Tarso Genro está optando por escolher secretários que não possuem ou não desejem concorrer a mandatos eletivos. Isso ao menos nos nomes indicados pelo PT. A exceção é Luis Fernando Mainardi, no banco, pronto para entrar a qualquer momento.
Parece uma escolha inteligente. É impossível escolher um secretariado ou um ministério sem considerar indicações partidárias. Muitas vezes há exageros, verdadeiros absurdos, mas a grande mídia mistura tudo e qualquer indicação partidária é tida como aparelhamento. Não é bem assim.
Voltando ao assunto. Ainda que seja impossível desconsiderar as negociações partidárias para indicar secretários, é possível buscar um governo em que os secretários dediquem-se a governar, e não só a garantir a reeleição. Na minha singela opinião, Tarso está buscando isso. É difícil condicionar as indicações dos outros partidos (que estão indicado detentores de mandatos ou suplentes), mas é possível controlar as nomeaçõe nos limites do PT.
Se for assim, Tarso está sendo inteligente, como era de se esperar. do  nosso mais eminente intelectual orgânico.
É verdade que tudo pode ser mera coincidência.
Veja o secretariado, até agora, clicando aqui.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tarso já está escalando secretários

É difícil ganhar uma eleição, ainda mais no primeiro turno. Agora, porém, começa a parte mais complicada: governar. Tarso ganhou bonito, mas não vai ser fácil governar. Na Feira do Livro, tinha deputado que parecia segurança, de tão grudado no nosso governador.
Eu sou petista de carteirinha, mas não deixo de ser crítico. Por isso, me dou o direito de dar opinião (sempre singela) aos nomes já indicados para o secretariado estadual.
Estilac Xavier na Secretaria Geral. A lealdade do Estilac merce recompensa. O cara é organizado e trabalhador. Na Secretaria Geral é uma garantia de que as coisas devem andar no governo. Caso não andem, os responsãveis vão ter que aguentar o Estilac.
Marcelo Danéris no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. É um lugar bom pra ele. Vamos ver o que sai.
João Motta no Planejamento. O Motta é um cara sério e respeitado. Faz um pouco de tudo. Acho que vai dar certo.
Carlos Pestana na Casa Civil. O limitador do Pestana é não ter retaguarda eleitoral, mas tem perfil para a função. É um negociador incansável e honesto. Acho que vai se dar bem na Casa Civil e quem o critica por não ter densidade eleitoral vai reconhecer que na política nem tudo pode ser resumido ao número de votos. Que o diga o Tiririca.
Beto Albuquerque na infraestrutura. O Beto ainda tá esperando o convite para o Ministério, mas se confirmar, é um cara que tem experiência em conviver com os grandes empreiteiros.
Abgail Pereira no Turismo. Pois é, encontraram um lugar para ela. Se ela convidar gente que entenda do assunto, pode até funcionar. 
Mauro Knijnik na Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento. A noemação de um ex-arenista é a contribuição de Tarso à conciliação estadual. Deve funcionar.
Luiz Antônio Assis Brasil na Cultura. O Assis Brasil é um grande escritor e intelectual, nem se compara ao desastre que foi a Mônica Leal. Assis Brasil já foi da Cultura nos tempos do Jair Soares (brrrrrr!!!). Não sei se é um bom gestor das políticas culturais. Posso errar, mas tudo indica que a secretaria adjunta será o verdadeiro motor da secretaria.
Ao sair indicando nomes antes mesmo do fim do segundo turno, Tarso mostra que quem vai mandar no governo é ele. Acho que foi prevendo isso que, dessa vez, não proliferaram aquela infinidade de reuniões das setorias do PT.
Agir dessa maneira poupa tempo, não sei se tornará as coisas mais fáceis no decorrer do governo. A opção do PT é pela governabilidade a partir de uma coalizão que sustente o governo. Segue o exemplo do Lula. Com Olívio, a governabilidade foi buscada de outra maneira e gerou conflitos internos e externos.
Vamos ver como as coisas acontecem dessa vez.
Aliás, com Afonso Motta no secretariado, tem espaço até para o PRBS no governo. Vivendo e aprendendo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Antipetismo criou veneno, mas não tomou atídoto

Durante anos, o antipetismo alimentou-se da crítica à suposta arrogância e propriedade da verdade dos petistas gaúchos. A veemência na defesa de ideias e as denúncias aos governantes eram interpretadas como intolerância e denuncismo. Cá pra nós, há um tanto de arrogância nos argumentos da esquerda. Por conta disso, a ideia de que, no segundo turno, todos iriam contra o PT, acabou estabelecendo uma lógica eleitoral perversa: só o PT perdia eleições. Os demais, passada a disputa, compunham um governo em que só o PT ficava de fora.
Em 2002, Lula inaugurou um outro modo de disputar. É verdade que o preço do sucesso foi o rebaixamento programático. Mas, de fato, a relação do PT com os demais partidos e com a sociedade modificou-se. Em 2010, o PT gaúcho entra nessa onda e aparece com a possibilidade de seu candidato fazer mais de 50% dos votos válidos em um primeiro turno.
Nesta eleição, Serra e Yeda estão fazendo o papel de intolerantes e irados. É incrível o modo raivoso como a Rainha de Copas se dirige aos que discordam dela. Serra destila raiva e ressentimento. Eles aprenderam a usar o veneno contra o PT, mas esqueceram de proteger a si próprios.
Muita coisa mudou, inclusive o PT, qual o preço dessa mudança? Pode ter sido alto do ponto de vista dos objetivos de longo prazo, mais generosos e grandiosos que modesta utopia de “governar bem, para melhorar a vida de quem vive mal”. Valeu a pena? Apesar de tudo, eu acho que valeu.
Quem não tiver paciência histórica desista de ser de esquerda no Brasil.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quousque tandem abutere, Simon, patientia nostra

Fiador da permanência do PMDB no Governo Yeda e mentor da "neutralidade ativa", Simon resolveu chamar o voto "Dilma e Fogaça". Incapaz de comentar a crise no Banrisul, que envolve o governo que ele apoia e um órgão para o qual ele indicou o presidente, Simon prega o voto em Dilma alegando que "Tarso nem representa o PT". E Fogaça? O que representa?
Os peemedebistas se debatem com um crise impossível de pensar antes do início da campanha. O discurso da "pacificação" e do "fica o que tá bom, muda o que não tá" não cola mais. O único aliado do PMDB não aguenta mais, os prefeitos já debandaram... Para não morrer abraçado ao Serra, Simon resolve abrir apoio a Dilma como forma de criar um fato novo na cambaleante candidatura de seu pupilo.
A que ponto chegou o mais festejado dos decanos da política riograndense. Repete o que sempre condenou na cúpula do "MDB", vai para o lado de quem vence.
Até quando Simon abusará de nossa paciência?

sábado, 4 de setembro de 2010

Te prepara Tarso!

O golpismo não tá funcionando pra cima da Dilma.
Não vou dizer que a UDN está conformada (vocês sabem, eles nunca desistem), mas a coisa tá difícil pra eles. Aqui nas nossas bandas, tá pintando a vitória do Tarso no primeiro turno. O que farão os udenistas diante disso? Te prepara Tarso, a coisa vai esquentar. Antes, Yeda e Fogaça disputavam quem vai para o segundo turno. Agora, a coalização anti-Lula vai querer tirar a vitória no primeiro turno.
Confio no nosso intelectual orgânico para garantir grande vitória da Unidade Popular.