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domingo, 12 de janeiro de 2014

Chico Xavier e a fraude de Otília Diogo, a “irmã Josefa”

chico divaldo josefa paranormal destaques  
Através de Guilherme Santos, o blog Obras Psicografadas passa a reproduzir a série de matérias publicadas na década de 1960 pela revista “O Cruzeiro” sobre a farsa das “materializações” em Uberaba envolvendo a médium Otília Diogo e os mais famosos Chico Xavier e Waldo Vieira.
Na imagem acima podemos ver Vieira e Xavier (esquerda e direita, respectivamente) oferecendo um livro ao que seria a materialização da irmã Josefa, o espírito de uma freira, através de Otília Diogo. Se você achava pessoas cobertas de lençóis brancos como fantasmas algo digno de desenhos animados infantis, um estereótipo cômico, em verdade tal ícone moderno representando fantasmas se baseia em “sessões de materialização” como esta, levadas muito a sério por espiritualistas. Elas eram mais comuns em fins do século 19 na Europa e EUA, mas mesmo nestas partes do mundo, e principalmente no Brasil, se prolongam até hoje.
O espírito branco na foto acima está dentro de uma “jaula”, em uma série de salvaguardas que supostamente evitariam “possíveis fraudes”. Fato é que não evitaram. A equipe de “dezenove médicos pesquisadores”, contando ainda com a participação registrada, que enfatizamos ainda outra vez, de Chico Xavier e Waldo Vieira, ao longo de três meses apenas endossou como autêntica uma fraude que viria a ser exposta mais claramente alguns anos depois, noticiada pelo próprio Cruzeiro e que deve ser também disponibilizada nos próximos dias no mesmo blog.
A todos espíritas e interessados em fenômenos envolvendo supostos espíritos, a mediunidade, ou as próprias figuras de Chico Xavier e Waldo Vieira, este é ainda outro episódio que deve ser melhor conhecido.
chicojoin paranormal destaques
Nesta primeira matéria, os “fenômenos de materialização” são divulgados pela revista em um tom crédulo, sem quase nenhum questionamento. Ainda assim, qualquer leitor com senso crítico poderá notar problemas na história. Praticamente toda evidência da realidade de tais fenômenos se fundamenta no testemunho dos envolvidos e de suas medidas de salvaguarda contra fraude. Mesmo estas declarações são reveladoras, por exemplo, quando Vieira nota que:
“[O espírito da freira] é um ser igual a qualquer outro. Nós pegamos no seu braço esquerdo e na sua mão esquerda. A materializada estava envolvida por um véu, uma espécie de filó, mas aprofundamos o dedo até encostar no seu braço e achamos que é um braço igual a qualquer um nosso, apenas com a temperatura um pouco mais baixa. Disso nós não temos dúvida, porque não é a primeira vez que nós comprovamos fenômenos semelhantes”.
Perceba que Waldo Vieira afirma muito claramente que o suposto espírito materializado… estava envolto por um véu! Crentes dirão que o véu seria ele mesmo uma outra materialização, mas seja como for, Vieira também afirma que o espírito era “um ser igual a qualquer outro”. Vivo. Por que então não seria um ser vivo… como a própria médium envolta por véus? Voltaríamos aos depoimentos e salvaguardas contra fraudes, mas como confiar na infalibilidade destes?
As únicas evidências objetivas dos fenômenos extraordinários seriam as fotografias, e estas em verdade trabalham contra a veracidade do caso. Praticamente falam por si mesmas. O médico Elias Barbosa, um dos pesquisadores, mencionando o valor das provas fotográficas, refere-se a como:
“Esta figura parece que nunca poderia ser um médium e nem um assistente, porque essa figura aparecia atravessada pelos varões da jaula”.
E, no entanto, o que as fotografias, pelo menos as publicadas, mostram, é que quando se diz que a figura estava atravessada pelos varões da jaula, ela estava simplesmente jogando seus véus para fora da mesma. Em nenhum momento se vê seu braço ou torso, por exemplo, sendo trespassado pelas grades. São apenas partes dos véus jogados para fora. Se há alguma fotografia disto, ela estranhamento não foi divulgada.
Fica assim indicado o ambiente de sugestionabilidade e credulidade dos pesquisadores, capazes de ver algo extraordinário como atravessar grades no simples fato de véus jogados sobre as barras.
josefafradesviseira paranormal destaques
Na imagem acima, além dos véus “trespassados” pelas grades, também se vê muito claramente a viseira que o “espírito” possuía no véu que cobria a cabeça – algo absurdo para um espírito, mas muito necessário a uma pessoa – bem como o fato de que o “espírito”, como notou Vieira, era tanto um ser igual a qualquer outro que podia segurar um livro muito material em suas mãos. Na foto à esquerda ainda se notam as mãos e dedos de carne e osso.
Todas estas dúvidas e questionamentos, todo este ceticismo pode e deve ser levantado por qualquer pessoa, espírita, cristã ou atéia, que avalie a evidência e as alegações em questão. Não se pode negar que é um ceticismo saudável. No mínimo, as supostas evidências dos fenômenos de materialização em questão são mais do que duvidosas e de forma alguma comprovam sua veracidade.
Se não seria assim prudente acreditar nos fenômenos, seria válido acreditar em sua origem fraudulenta? Poderia uma equipe de dezenas de médicos, médiuns e jornalistas ser enganada por truques tão toscos? Qual a alternativa? Haveria um ou mais cúmplices? Quais seriam as evidências concretas de fraude? Quem era Otília Diogo? Pelo menos parte destas questões seriam melhor respondidas anos depois, como repetimos, as próximas matérias da série revelaram e devem ser reproduzidas também em Obras Psicografadas, blog parte do projeto HAAAN editado por Vitor Moura com o objetivo de analisar fenômenos relacionados a supostos médiuns.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Hawking: vida após a morte é conto de fadas para quem tem medo


Este homem não acredita em deus

O astrofísico norte-americano Stephen Hawking, de 69 anos, afirmou em entrevista à edição desta segunda-feira do diário inglês The Guardian que a vida após a morte não passa de um “conto de fadas” para pessoas com medo de morrer. Hawking, um dos mais respeitados cientistas do planeta, sofre desde os 21 anos com os sintomas de uma doença que paralisa seu corpo e que, segundo os médicos, deveria tê-lo matado poucos anos após os primeiros sinais, mas que, de acordo com o próprio astrofísico, permitiu que ele aproveitasse mais a vida.
– Eu vivi com uma perspectiva de uma morte próxima pelos últimos 49 anos. Em não tenho medo da morte, mas eu não tenho pressa em morrer. Eu tenho muita coisa para fazer antes. Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem. Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados, isto é um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro – disse ao jornal britânico.
Em 2010, Hawking lançou o livro The Grand Design, no qual afirma que não há necessidade de um criador para explicar a existência do Universo. As afirmações vão contra um de seus mais famosos livros, Uma Breve História do Tempo (hoje revisado e com o título Uma Nova História do Tempo), de 1988, em parceria com Leonard Mlodinow.
Nos anos 80, Hawking dizia que uma teoria do tudo, a qual Einstein buscava e que poderia explicar todas as forças e partículas do Universo, seria o que levaria o homem a “conhecer a mente de Deus”. Agora, o astrofísico descarta a vida após a morte e diz que devemos focar nosso potencial na Terra fazendo bom uso de nossas vidas.
Nesta terça-feira, Hawking profere uma palestra em Londres onde afirmará que flutuações quânticas no início do universo tornaram possíveis as galáxias, estrelas e, por fim, a vida humana. Hawking ainda falará sobre a teoria M, que une as teorias das cordas e é vista por muitos cientistas como a melhor candidata a teoria do tudo.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Parabéns, Jesus Cristo, Attis, Mitra, Horus, Hércules e Dionísio; pelo seu aniversário


(Sei que o ano é 1 e não tem crase - vamos debater o TEXTO)
Para os que vão chegar com a refutação hilária que diz que o calendário foi feito depois, ou que "todos sabem" que a bíblia não diz a data de nascimento de Jesus e que a data foi escolhida depois já "cristianizando" uma data pagã. Já respondo aqui.:

Muitos deuses solares tinham sua data de nascimento no final do solstício de inverno, que termina +- em 25 de Dezembro ( houve um erro de cálculo em certo momento da história, o correto seria 21). 
Vamos explicar em detalhes: Do Solstício de Verão ao Solstício de Inverno, os dias tornam-se mais curtos frios.
Na perspectiva de quem está no hemisfério Norte, o Sol parece se mover para o sul aparentando ficar pequeno e fraco, o encurtar dos dias e o fim das colheitas conforme se aproxima o Solstício de Inverno simbolizando a morte, para os mais antigos. Era a morte do Sol.
Pelo 22 º dia de Dezembro, o falecimento do Sol estava completamente realizado. O Sol, tendo-se movido continuamente para o sul durante 6 meses, faz com que atinja o seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre algo curioso, o sol deixa, aparentemente, de se movimentar para o sul, durante 3 dias. (22, 23, 24).
Durante estes 3 dias de pausa, o Sol reside mas redondezas das constelações de Alpha Crucis ou mais conhecido como Cruzeiro do Sul e Constelação de Crux. Depois deste período, no dia 25 de Dezembro, o Sol move-se 1 grau, desta vez para o norte, perspectivando dias maiores, calor, e a Primavera. E assim se diz: que o Sol morreu na Cruz (Constelação de Crux).

Esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar ou nascer uma vez mais. Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros Deuses do Sol partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito de ressurreição.

É o período de transição do Sol antes de mudar na direção contrária no Hemisfério Norte, trazendo a Primavera e assim a salvação.

Pra o religioso refutar isso, acho que ele vai ter que mudar a terra, o sol ou as estrelas de lugar, pois a prova está no céu e pode ser confirmada por qualquer um a qualquer momento.

A outra saída dos religiosos é finalmente admitir que a data de nascimento de Jesus foi uma data pagã mesmo escolhida pela igreja católica/império romano. E aí usa isso como refutação. Admite uma parte do "plágio" porque temos provas do mesmo. e esquece-se do resto. A páscoa, carnaval, festas juninas, pão= carne=trigo= corpo do deus, sermão da montanha, vários ensinamentos, milagres e o mais claro de todos: A RESSURREIÇÃO: Leiam de novo a explicação do solstício e notem que o sol "esteve morto" por 3 dias e depois renasce. E quando é que ocorre um outro fenômeno parecido? NA PÁSCOA!! o equinócio ocorre na páscoa, exatamente quando o "mito solar" morre por 3 dias e ressuscita. Quer algo mais claro que isto?

Cadê as provas da ressurreição? são os testemunhos bíblicos? altamente contraditórios entre si e pior, com os "grandes fatos" ( trevas, terremotos e invasão de "zumbis de santos" na cidade) não conhecidos pelos 40 historiadores da época?
Se a ressurreição de Jesus tem ENORMES indícios de mais um plágio do paganismo, não tem referências históricas e é a ÚNICA* prova de que ele poderia ser um "Deus", precisamos ficar debatendo se o "homem" existiu historicamente?

* Os outros milagres de jesus são facilmente forjados por pastores até os dias de hoje, e milhares acreditam piamente. Imagina naqueles tempos e depois de a bíblia ter sido escrita do boato-do boato-do boato por pessoas "crentes"? Aliás, até uma morte e ressurreição com 3 dias pode ser forjada. Principalmente naquela época...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dia de Carl Sagan

Carl Sagan , foi uma grande inteligência produzida pela evolução do ser humano. Não me refiro apenas ao seu amplo conhecimento, mas também ao modo como ele compartilhava sua visão de mundo com as pessoas. Sagan foi a melhor expressão do comportamento cético: tolerante com as pessoas, intolerante com a ignorância e com o misticismo. É impossível não admirar o raciocínio claro e rigoroso de Carl Sagan.
Dia 9 de novembro, Carl Sagan completaria 77 anos. Morreu em 1996, vítima de uma doença rara e grave. É um mito a história de que, perto da morte, Sagan teria se convertido a alguma crença no sobrenatural. Aliás, se Deus existisse, ficaria muito brabo com Carl Sagan se, na hora da morte, ele desdissesse tudo o que havia dito. Conforme disse o próprio cientista, "é preferível a verdade dura do que a mentira consoladora".
Hoje, os admiradores lembram o Dia de Carl Sagan, em homenagem a este grande cientista,  divulgador da ciência e ser humano chamado Carl Sagan. Visite o Portal Carl Sagan e saiba mais.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Cético, sim; arrogante, não

"Já ouvi um cético falar de modo superior e desdenhoso? 
Certamente. Às vezes até escutei, para minha posterior consternação, esse tom desagradável na minha própria voz. Há imperfeições humanas em ambos os lados dessa questão. Mesmo quando é aplicado com sensibilidade, o ceticismo científico pode parecer arrogante, dogmático, cruel, e sem consideração para com os sentimentos e as crenças profundamente arraigadas dos outros. E deve-se dizer que alguns cientistas e céticos diligentes aplicam essa ferramenta como se fosse um instrumento grosseiro, com pouca finura. Às vezes é como se a conclusão cética viesse em primeiro lugar, como se as afirmações fossem rejeitadas antes do exame da evidência, e não depois. Todos nós acalentamos as nossas crenças. Em certo grau, elas definem o nosso eu. Quando aparece alguém que desafia o nosso sistema de crenças, declarando que sua base não é suficientemente boa - ou que, como Sócrates, faz perguntas embaraçosas em que não tínhamos pensado, ou demonstra que varremos para baixo do tapete pressupostos subjacentes de importância capital -, tal fato se torna muito mais do que uma busca do conhecimento. Nós o sentimos como um ataque pessoal.

O cientista que pela primeira vez propôs consagrar a dúvida como uma virtude fundamental da inteligência indagadora deixou claro que ela não era um fim em si mesmo, mas uma ferramenta. René Descarte escreveu: "Não imitei os céticos que duvidam apenas por duvidar, e fingem estar sempre indecisos; ao contrário, toda a minha intenção foi chegar a uma certeza, afastar os sedimentos e a areia para chegar à pedra ou ao barro que está embaixo."

Pela forma como o ceticismo é às vezes aplicado a questões de interesse público, há uma tendência para apequenar os opositores, tratá-los com ar de superioridade, ignorar o fato de que, iludidos ou não, os adeptos da superstição e da pseudociência são seres humanos com sentimentos reais que, como os céticos, tentam compreender como o mundo funciona e qual poderia ser o nosso papel nele. Em muitos casos, seus motivos se harmonizam com a ciência. Se a cultura não lhes deu toda as ferramentas necessárias para levar adiante essa grande busca, vamos moderar as nossas críticas com bondade. Nenhum de nós nasce plenamente equipado.

Há certamente limites para os usos do ceticismo. Deve-se aplicar uma análise de custo/benefício, e se o alívio, o consolo e a esperança fornecidos pelo misticismo e pela superstição são elevados, e os perigos da crença relativamente baixos, por que não deveríamos guardar as dúvidas para nós mesmos? Mas a questão é delicada. Imagine que você entra num táxi numa grande cidade e, assim que se acomoda no carro, o motorista começa a discursar sobre as supostas iniquidades e inferioridade de outro grupo étnico. O melhor a fazer é ficar calado, tendo em mente que quem cala consente? Ou a sua responsabilidade moral é discutir com o motorista, expressar sua indignação, até mesmo sair do táxi - porque você sabe que cada consentimento silencioso será um estímulo para os o próximo discurso, e que cada discordância vigorosa o levará a pensar duas vezes na próxima vez? Da mesma forma, se calamos demais sobre o misticismo e a superstição - mesmo quando parecem estar fazendo algum bem -, favorecemos um clima geral em que o ceticismo passa a ser considerado descortês, a ciência cansativa e o pensamento rigoroso algo insípido e inapropriado. Encontrar um equilíbrio prudente exige sabedoria."

Trecho de "O mundo assombrado pelos demônios", de Carl Sagan

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Universidade Federal do Acre anuncia distribuição de Bíblia aos professores

POR GERSON ALBUQUERQUE

"Ao cumprimentá-los cordialmente, informamos que no dia 03.07.2013, quarta-feira, os Gideões Internacionais estarão visitando todos os setores de nossa Instituição para realizar a entrega de Bíblias para nossos docentes, técnico-administrativos e discentes.”

A mensagem acima foi, formalmente, encaminhada aos diretores de centros, coordenadores de cursos de graduação e pós-graduação e outras unidades acadêmico-administrativas da Universidade Federal do Acre (Ufac), pela reitoria dessa Instituição Federal de Ensino (IFE), na manhã de segunda-feira, 1º de julho.

Seu conteúdo é assustador para todos nós que sempre defendemos o ensino público, gratuito, laico e de qualidade em todos os níveis, principalmente por compreendermos que abrir mão desses preceitos significa um retrocesso naquilo que foi assegurado na Constituição Federal de 1988, como conquista das amplas movimentações sociais em defesa das liberdades e dos direitos fundamentais de todos os seres humanos, independentemente de credo, raça, sexo, opiniões, preferências ou escolhas.

Ao acatar e formalizar por ato administrativo a distribuição de uma bíblia, panfleto, tratado ideológico, sonhos, quimeras, propagandas de governo ou fantasias de pessoas ou grupos de pessoas para toda a comunidade universitária, a reitoria da Ufac desrespeita essa comunidade, por tratá-la como se todos pertencessem a uma irmandade ou corporação de ofício que professa esse ou aquele credo. Mais que isso, age em frontal desrespeito ao que está inscrito na Carta Magna brasileira, no sentido de assegurar a liberdade de culto e de escolha religiosa, inclusive a de não ter ou professar a nenhuma religião ou credo existente.

Penso que devemos ser intransigentes na defesa da liberdade de escolha religiosa ou, como ensina o jurista José Afonso da Silva, à liberdade de aderir a qualquer seita religiosa, de mudar de religião, mas também de não aderir a religião alguma, de não acreditar em nenhum deus, de ser ateu ou professar qualquer outra livre escolha. Desse modo, para não entrarmos em contradição com esse princípio, devemos ser intransigentes na defesa de universidade pública, gratuita, laica e socialmente referenciada.

Nesse sentido, independentemente de nossas crenças ou descrenças, aceitar passivamente que a administração pública estabeleça acordos ou parcerias no sentido da distribuição de bíblias no interior da Ufac implica em abrir mão de nossos direitos e liberdades de escolhas. Não obstante, significa, direta ou indiretamente, desconhecer o papel e a natureza dessa instituição pública e, ainda, constranger os não cristãos, os ateus e fazer coro com todas as formas de intolerância, homofobias, preconceitos e curas gays em voga no Brasil de nossos dias. Em síntese, significa tolerar o intolerável.

Gerson Albuquerque é professor associado do Centro de Educação, Letras e Artes da Universidade Federal do Acre

terça-feira, 28 de maio de 2013

Vaticano corrige Papa Francisco: ateus vão para o inferno


papa francisco ateus
Papa Francisco havia dito que mesmo os ateus podem se salvar,
desde que realizem boas ações (Foto: AFP)
Após o papa Francisco dizer ao mundo que mesmo os ateus podem ir para o céu, o Vaticano divulgou um comunicado: ateus ainda vão para o inferno.
 
O Vaticano emitiu esta semana “nota explicativa sobre significado de ‘salvação”, após a mídia noticiar que o papa Francisco “prometeu o céu a todos engajados em boas ações”, incluindo os ateus.
Em resposta às matérias publicadas em sites e jornais, o Rev. Thomas Rosica, porta-voz do Vaticano, disse que pessoas que conhecem a Igreja Católica “não podem ser salvas” se “recusarem-se a entrar nela ou fazer parte dela”.
(Ou seja: ateus ainda estão indo para inferno se não aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador.)
O porta-voz também disse que o papa Francisco não tinha “intenção de provocar um debate teológico sobre a natureza da salvação” na sua homilia na última quarta-feira.
De: Pragmatismo Político

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Em 2004, médium disse a mãe de sequestrada em Cleveland que filha estava morta

Do UOL, em São Paulo
Amanda Marie Berry (esq.) e Georgina Lynn Dejesus em fotografia de quando tinham, respectivamente, 16 e 14 anos. As duas, que desapareceram ainda na adolescência, há pelo menos dez anos, foram encontradas vivas no Estado americano de Ohio, informou a polícia dos EUA. Também foi encontrada uma terceira mulher, Michele Knight, de 32 anos Divulgação/FBI/Reuters
 
Em 2004, a médium Sylvia Browne disse a Louwana Miller, mãe de Amanda Berry, uma das três jovens que permaneceram cerca de dez anos sequestradas em uma casa em Cleveland, no Estado americano de Ohio, que sua filha estava morta.

A declaração foi feita no programa de televisão "The Montel Williams Show", transmitido por várias emissoras de TV dos Estados Unidos.

"Ela não está viva, meu bem. Sua filha não é do tipo que não ligaria", afirmou. A médium também disse que Louwana só veria Amanda "no céu, do outro lado."
Amanda Berry desapareceu em 21 de abril de 2003, quando tinha 16 anos, após sair do trabalho em um lanchonete de fast food. Louwana morreu de ataque cardíaco em março de 2006.
Na época do programa de televisão, Louwana afirmou que acreditava 98% naquilo que a médium dizia.
Com a libertação de Amanda, Sylvia está sendo duramente criticada nas redes sociais.
"O que você tem a dizer em sua defesa? Você é uma fraude. Que coisa horrível dizer algo assim a uma família que só tinha a esperança e a fé para se apegar. Que vergonha", disse um internauta na conta de Facebook da médium.
Sylvia ainda não se pronunciou sobre o fato.
Amanda Berry, 27 , Gina DeJesus, 23, e Michelle Knight, 32, foram encontradas em uma casa no bairro de West Side, em Cleveland, na segunda-feira (6), não muito longe de onde desapareceram entre 2002 e 2004.
O dono da casa, Ariel Castro, 52, e seus dois irmãos, identificados como Pedro Castro, 54, e Oneil Castro, 50, foram presos pela polícia.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Datena agora faz papel de vítima de perseguição dos ateus

José Datena
"Vocês [ateus] querem que eu
 acredite em quem? No diabo?
José Luiz Datena (foto) se colocou em seu programa de ontem (1) como vítima de perseguição dos ateus, sem dizer que a TV Bandeirantes foi condenada por ele ter propagado em rede nacional preconceito contra quem “não tem Deus no coração”. “Estou sendo perseguido religiosamente”, disse no “Brasil Urgente”. “Nós voltamos ao tempo do Coliseu [porque] os ateus querem me jogar para os leões.” Sentença do juiz federal Paulo Cezar Júnior, em São Paulo, determinou que a emissora, no horário do programa de Datena, esclareça os telespectadores de que a liberdade de consciência de crença tem de ser respeitada por todos os brasileiros. Em julho de 2010, ao comentar o assassinato de um garoto, Datena disse, entre outras afirmações preconceituosas, que “um sujeito que é ateu não tem limites e é por isso que a gente vê esses crimes por aí”. “O mundo está essa porcaria. Guerra, peste, fome e tudo mais, entendeu? São os caras do mau.” O juiz Neves, em sua sentença, afirmou que se trata de uma discriminação porque não existe comprovação científica de que ser ateu significa estar atrelado automaticamente à possibilidade de cometer atrocidades, diferentemente do que o apresentador disse. No programa de ontem, Datena afirmou que quem “não acredita em alguma coisa pode ser que não tenha freios” e, por isso, cometa violência, mas acrescentou que “tem cara que acredita demais [em Deus]e comete crime”. “Eu não disse [em 2010] com essa conotação, que ele mata porque é ateu”, afirmou. “Reclamaram [os ateus] da frase ‘matou porque não tem Deus no coração’, [mas] essa frase existe desde que existe o conceito de Deus.”  
Datena fez uma crítica velada à sentença do juiz Neves ao afirmar que, “se for assim”, será preciso rasgar a Bíblia, o Corão e outros livros sagrados. Ele sugeriu que a liberdade de imprensa estava sendo desrespeitada e, ao terminar, voltou a desempenhar o papel de vítima.  “Vocês [ateus] querem que eu acredite em quem, no diabo? Sinto pena [de vocês], porque, dentro da minha convicção, ter Deus no coração é muito bom.”

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Papa liga ateus a nazistas e abre nova polêmica em visita

Este rapaz relaciona ateus e nazistas...tá bom
FOLHA.COM DA BBC BRASIL(set./2010)
O papa Bento 16 participa nesta sexta-feira de um culto da Igreja Anglicana em Londres, em meio a uma polêmica provocada por um discurso em que fez uma associação entre o ateísmo e o nazismo.
Bento 16 chegou na quinta-feira ao Reino Unido para a primeira visita de Estado de um líder da Igreja Católica. No seu primeiro pronunciamento no Reino Unido, diante da rainha Elizabeth 2ª em Edimburgo, Bento 16 falou sobre "uma tirania nazista que tenta erradicar Deus da sociedade".
Ele também pediu ao Reino Unido que evite "formas agressivas de secularismo".
"Até mesmo durante as nossas vidas, nós conseguimos lembrar como o Reino Unido e seus líderes se levantaram contra a tirania nazista que queria erradicar Deus da sociedade e negava nossa humanidade comum a muitos, especialmente os judeus, que se julgava indignos de viverem", disse Bento 16. "Quando formos refletir sobre as lições sombrias do extremismo ateísta do século 20, nunca nos deixemos esquecer de como a exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública leva em última instância a uma visão truncada do homem e da sociedade, e portanto uma visão reducionista das pessoas e seus destinos."
REPERCUSSÃO
A Associação Humanista do Reino Unido disse que as declarações do papa são "surreais". "A noção que foi o ateísmo dos nazistas que os levou ao extremismo e a visões cheias de ódio, ou que [o ateísmo] de alguma forma alimenta a intolerância no Reino Unido hoje é uma calúnia terrível contra aqueles que não acreditam em Deus", afirma a associação em uma nota.
"A noção de que são as pessoas não-religiosas no Reino Unido que hoje querem impor suas opiniões --vinda de um homem cuja organização se empenha internacionalmente em impor sua forma estreita e excludente de moralidade, além de enfraquecer os direitos humanos de mulheres, crianças, gays e muito outros-- é surreal."
Diante da repercussão das declarações do papa, um porta-voz do Vaticano buscou minimizar a polêmica. Federico Lombardi disse que Bento 16 "sabe muito bem do que se trata a ideologia nazista", em referência à participação do pontífice na Juventude Hitlerista quando ele tinha 14 anos. Na época, o alistamento no grupo era obrigatório para todos os jovens alemães.
Após ser recebido pela rainha Elizabeth 2ª em Edimburgo, na Escócia, ele rezou uma missa a céu aberto para 70 mil pessoas em Glasgow.
Bento 16 deixou a Escócia e viajou para Londres na noite de quinta-feira. Ele foi recebido pelo prefeito Boris Johnson e seguiu para a Nunciatura Apostólica de Wimbledon, onde está hospedado.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sem-religião são 3º maior grupo no mundo

Muçulmano reza em mesquita. AP
Os muçulmanos são o segundo maior grupo após os cristãos e somam 43,5 milhões na Europa
De: BBC
O grupo dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião em todo o mundo só fica atrás daqueles que se dizem cristãos e muçulmanos. Na média, 8 em cada 10 habitantes do planeta se declaram religiosos.

Os dados são do primeiro relatório Global Religious Landcaspe (Panorama Global da Religião), feito com dados de quase todo o planeta e organizado pelo Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública, parte da organização independente Centro de Pesquisas Pew, em Washington.

No total, 31,5% da população mundial se considera cristã (incluindo católicos romanos, ortodoxos e protestantes). Em seguida vêm os muçulmanos (sunitas e xiitas), com 23,2% do total.

Os que se declaram ateus, agnósticos ou não-filiados a alguma religião formam 16,3% da população mundial, percentual superior ao de hindus, 15%, budistas (7,1%), seguidores de religiões étnicas ou folclóricas (5,9%) e judeus (0,2%).

No Brasil, 7,9% dizem não ter religião ou não acreditar em divindade, sendo que 88,9% se declaram cristãos.

As conclusões do estudo não diferenciam as diversas divisões dentro de cada grupo – católicos e protestantes, por exemplo, estão agrupados como cristãos.

Cerca de 2,8% dos brasileiros dizem pertencer a religiões étnicas, como o candomblé. Outros grupos, como judeus e muçulmanos, são menos de 1%.

Por se tratar da primeira base de dados do gênero, não é possível, ainda, traçar tendências de crescimento ou declínio.

Distribuição


A maior parte dos que se declaram ateus, agnósticos ou sem religião estão em países comunistas ou ex-comunistas, onde tradicionalmente a religião não foi vista com bons olhos. Na China, 52,2% estão nesse grupo. Em Cuba, 23%.

Na América Latina, o país menos religioso é o Uruguai, com 40,7% da população dizendo não pertencer a nenhuma denominação – entre elas está o presidente do país, José Mujica, que se diz agnóstico.

As Américas, assim como a Europa e a África subsahariana, são o lar da maioria dos cristãos do planeta. O cristianismo também é a religião com maior capilaridade no mundo, segundo o estudo.

Os muçulmanos estão em sua maioria concentrados na Ásia, no Oriente Médio e na África. Chama a atenção, no entanto, o grande percentual de muçulmanos na Europa. Os seguidores do Islã já são 43,5 milhões, equivalente quase à população da Espanha (de 47 milhões). No Brasil são 40 mil.

Os hindus estão quase todos concentrados na Índia.

Já os judeus são majoritários apenas em Israel, onde formam 75,6% da população e somam 5.610 milhões de pessoas. O número é menor que o da população judaica americana, de 5,690 milhões. No Brasil são 110 mil judeus.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Procuradoria pede retirada do termo 'Deus seja louvado' das cédulas de real

Cédula de real com a inscrição "Deus seja louvado"
Cédula de real com a inscrição "Deus seja louvado"
O Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública nesta segunda-feira (12) em que pede que as novas cédulas de real passem a ser impressas sem a expressão "Deus seja louvado".
O pedido, feito pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, diz que a existência da frase nas notas fere os princípios de laicidade do Estado e de liberdade religiosa.
"A manutenção da expressão 'Deus seja louvado' [...] configura uma predileção pelas religiões adoradoras de Deus como divindade suprema, fato que, sem dúvida, impede a coexistência em condições igualitárias de todas as religiões cultuadas em solo brasileiro", afirma trecho da ação, assinada pelo procurador Jefferson Aparecido Dias.
"Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: 'Alá seja louvado', 'Buda seja louvado', 'Salve Oxossi', 'Salve Lord Ganesha', 'Deus não existe'. Com certeza haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus", segue o texto.
O Banco Central, consultado pela Procuradoria, emitiu um parecer jurídico em que diz que, como na cédula não há referência a uma "religião específica", é "perfeitamente lícito" que a nota mantenha a expressão.
"O Estado, por não ser ateu, anticlerical ou antirreligioso, pode legitimamente fazer referência à existência de uma entidade superior, de uma divindade, desde que, assim agindo, não faça alusão a uma específica doutrina religiosa", diz o parecer do BC.
O texto do BC cita ainda posicionamento do especialista Ives Gandra Martins, em que afirma que a " Constituição foi promulgada, como consta do seu preâmbulo, 'sob a proteção de Deus', o que significa que o Estado que se organiza e estrutura mediante sua lei maior reconhece um fundamento metafísico anterior e superior ao direito positivo".
Segundo o texto do BC, a expressão apareceu pela primeira vez na moeda nacional em 1986, nas cédulas de cruzados, por orientação do então presidente, José Sarney, e foi mantida nas notas de real por determinação de Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda.
O responsável pelas características das cédulas é o Conselho Monetário Nacional, que tem entre seus membros o presidente do BC.
A Procuradoria pede que a União comece a imprimir as cédulas sem a frase em até 120 dias. Pede ainda que haja uma multa simbólica de R$ 1 por dia de descumprimento.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Associação de ateus critica fé dos candidatos à presidência dos EUA

Associação de ateus critica fé dos candidatos à presidência dos EUAOutdoors zombam das crenças de Obama e Romney
por Jarbas Aragão, em Gospel Prime
 
 
Associação de ateus critica fé dos candidatos à presidência dos EUA
Um outdoor polêmico foi colocado na cidade de Charlotte, Carolina do Norte, que sediará a Convenção Nacional do Partido Democrata no início do próximo mês. Um grupo ateu está provocando a postura religiosa dos principais candidatos a presidente dos Estados Unidos.
“Nosso sistema político está tomado pela religião e isso influencia muito”, disse David Silverman, presidente da American Atheists, que patrocina os anúncios. “Religião é algo bobo e tem componentes que são inerentemente exclusivistas… Não há lugar para isso no sistema político”, disse ele.
Os outdoors exibirão a mensagem durante um mês, a um custo aproximado de US$ 15.000.  Criticando o cristianismo professado pelo democrata Barack Obama, vê-se uma imagem de Jesus Cristo em uma torrada e a descrição dessa fé: “Um Deus sádico. Um Salvador inútil. Mais de 30.000 versões da ‘Verdade’. Promove o ódio e chama isso de ‘amor’”.
O outro critica o Republicano Mitt Romney, que é mórmon. A imagem é de um homem usando cueca branca, uma referência às vestimentas especiais dos mórmons. Os dizeres são: “Deus é um extraterrestre. Batizam pessoas mortas. Muito dinheiro e muito fanatismo”.
Ambos têm como assinatura o lema “Ateísmo: Simplesmente racional”.
A American Atheists tentou colocar o outdoor anti-Mórmon em Tampa, Flórida, onde ocorrerá a Convenção Nacional do Partido Republicano no final deste mês. Mas ainda não encontrou nenhuma empresa na cidade que concorde em arrendar o espaço para eles.
“Convenções presidenciais são para discutir idéias, não ideologias. Plataformas, não púlpitos. Se uma pessoa acredita nessas coisas idiotas, temos todo o direito de questionar isso, pois afeta diretamente os votos dos eleitores não religiosos”, justifica Silverman.
Alguns líderes religiosos mostraram-se insatisfeitos com a iniciativa. James Martin, um padre e teólogo jesuíta, disse à CNN. “Eles não estão questionando a existência de Deus, mas sim a religião… E no tocante a dizer que o cristianismo “promove o ódio”, bem, são os ateus que estão fazendo isso com esse outdoor”.
Terryl Givens, um professor Mórmon da Universidade de Richmond, chamou a iniciativa do American Atheists de “mesquinha e vingativa”. “Quando os ateus se organizarem para servir os pobres e necessitados do mundo, eles poderão ser levados mais a sério”.
Não é a primeira vez que o grupo ateu recorre a outdoors com mensagens consideradas ofensivas. No início do ano, o grupo colocou dois outdoors em regiões onde vivem muitos muçulmanos e judeus com mensagens em árabe e hebraico, dizendo “Você sabe que é um mito … mas você tem uma escolha”.
Silverman diz que o American Atheists considera a estratégia eficaz e voltará a utilizá-la no futuro.

domingo, 5 de agosto de 2012

Santo Sudário - A Mortalha da Credulidade

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De: Sociedade Racionalista
Em 1898, o fotógrafo italiano Secundo Pia teve uma surpresa ao fotografar a mais famosa e importante relíquia católica, o Sudário de Turim: no negativo da fotografia se formava nítida a imagem de uma figura que, para ele, só poderia ser Jesus Cristo. De lá para cá, o fascínio pela peça cresceu, e vários testes de autenticidade já foram realizados. Até a NASA já esteve envolvida em pesquisas com o que parece ser a mais enigmática relíquia cristã. Em 1978 se deu o primeiro teste, com a equipe STURP, que consistiu em análises microscópicas. Em 1988, o teste do carbono 14 foi realizado por três equipes distintas: a do Instituto Politécnico de Zurique, na Suíça; a da Universidade Oxford, na Inglaterra; e a da Universidade do Arizona. Os testes concluíram que a peça data entre os séculos 13 e 14 da Era Comum.
Seria o Sudário de Turim o autêntico pano mortuário de Jesus ou apenas uma genial farsa da Idade Média? Haveria um gênio na época com os conhecimentos necessários para forjá-la? Provar que o tecido é do século I EC também provará que é autêntico?
Depois da restauração realizada no sudário em 2002, muitos dos possíveis testes ficaram obsoletos. A questão do sudário esfriou, e a Igreja se recusa a emitir opinião a respeito. Por ora, o sudário pende entre um tecido mortuário do século I EC e uma grande piada medieval. De todo modo, a relação dele com Jesus Cristo persiste praticamente impossível de ser provada.
AS PROVAS E CONTRAPROVAS
1. A imagem é fiel nos mínimos detalhes. As chagas das mãos estão na altura dos pulsos, num ponto bem específico entre oito ossos: um detalhe anatômico aparentemente desconhecido no século XIII. As marcas das 39 chicotadas podem ser vistas nas costas, e os olhos estão cobertos com moedas romanas.
Nada que não pudesse ter sido forjado. Além do mais, as distorções na imagem jamais foram refutadas à luz da Antropologia Forense. A figura deveria ter os braços anomalicamente compridos para conseguir encostar os cotovelos ao lado de corpo e, ao mesmo tempo, cobrir os genitais tão perfeitamente – e rigor mortis não explica isso. O rosto tem aparência plana, junto aos cabelos, pés e panturrilhas, coisa impossível para uma imagem formada por envolvimento com tecido. A figura tem aspecto gótico, o que é típico do século 14, e a história das moedas é inconsistente: é preciso forçar para vê-las, e faziam parte de um costume greco-romano que não seria aplicado a um judeu, por estar ligado à mitologia clássica. Por fim, as distorções na imagem talvez configurem o maior desafio à comprovação de sua suposta autenticidade.
2. O químico americano Dr. Alan David Adler, especialista em porfirinas e química sanguínea que trabalhou no STURP, provou que o tecido contém moléculas que o organismo despeja depois de passar por um grande estresse, além de líquido pleural e substâncias secretadas nos coágulos dos ferimentos que só vieram a ser descobertas no século XX. Foi encontrado no tecido, ainda, sangue AB+, um tipo raro, aparecendo justamente nos locais esperados para uma figura autêntica do Gólgota: pulsos, testa, costas etc.
A possível presença de líquidos orgânicos nada tem de assombrosa, dado que a farsa poderia ter sido produzida com o uso de um corpo humano autêntico, ainda que não o do Gólgota. Além do mais, o que dizem ser sangue no tecido não o pode ser, porque sangue coagulado toma coloração marrom, e os pigmentos no tecido são vividamente vermelhos. Walter McCrone, um dos maiores peritos em microscopia do mundo (o único cientista agnóstico da equipe avaliadora), descobriu, com aumentos microscópicos de 400X a 2.500X – bastante superiores aos aumentos de 20X a 50X, usados pelo resto da equipe – que a pigmentação vermelha vem de ocre e cinábrio, não sangue. Além disso, o sangue tenderia a empapar o tecido, por sua capilaridade, o que não ocorre: as manchas são nitidamente artificiais. As porfirinas, interpretadas como sangue, estão presentes em vários materiais de origem animal, e até mesmo na clorofila de todas as plantas verdes.
3. O legista suíço Max Frei achou o pólen de 56 plantas no linho, sendo 47 delas típicas da Palestina, o que comprova que o pano adviria do Oriente Médio, tendo sido usado em um funeral da região.
Max Frei foi um falsificador que morreu em 1983 com a reputação destruída após autenticar os famosos – e falsos – “Diários de Hitler”. O pólen pode muito bem ter sido introduzido no pano por ele, como tentativa de criar falsa prova. Além do mais, a presença de pólen nada prova, já que esse tecido viajou bastante no século XVI (Chambéry – Turim – Vercelli – Milano – Nice – Vercelli – Turim).
4. Nenhuma técnica da Idade Média poderia gerar tal tipo de imagem. O autor teria de ter conhecimentos anatômicos incomuns à época. Além do mais, a imagem só tem uma camada: um artista medieval não teria meios para produzi-la.
Não existe sequer uma menção evangélica a um pano mortuário miraculosamente estampado com a figura do Cristo Jesus, coisa que seria exaltada como evidência da divindade do ungido messias.
Existiram muitos sudários na Idade Média, junto com uma série de outras falsas relíquias, como lascas da cruz, palha da manjedoura, etc. Não existe nenhuma prova documental da existência desse tecido anterior a 1350 (o que bate com os testes de carbono 14). Henrique de Poitiers, arcebispo de Troyes, apoiado por Carlos VI da França, proibiu a veneração do sudário, por saber que era falso, em 1355; e, em uma carta de 1389, o bispo francês Pierre d’Arcis disse ao papa de Avignon, Clemente VII, ter conhecido o artista que produziu a imagem e saber como foi feito (“As pessoas insistem que se trata do sudário. Mas sei que o linho foi pintado a pena”). Clemente VII não deu atenção ao bispo d’Arcis, e persistiu concedendo indulgências aos peregrinos que veneravam o sudário.
Curiosamente, a relíquia parece ter sumido por 50 anos, depois que, em 1453, o duque Ludovico Savoia comprou de Margarita de Charny o tal sudário. Quando o sudário reapareceu, em 1502, estava muito mais convincente. A família Savoia certamente teve tempo de forjar uma réplica mais convincente.
A intrigante superficialidade da imagem, aliás, pode resultar da têmpera usada para fixar os pigmentos ou mesmo de um método fotográfico primitivo, baseado em sulfato de prata – material fácil de achar na Itália renascentista.
5. Os testes com carbono 14 não poderiam dar certo, pois o tecido fora exposto a fogo e água num incêndio em 1532. Além do mais, uma invisível crosta formada por micróbios poderia atrapalhar o teste, e o pano de fundo, sabidamente medieval, também confundiria os resultados. O carbono 14, decididamente, não pode conceber dados confiáveis sobre a idade da peça.
Água e fogo não poderiam alterar os testes, e bactéria nenhuma poderia confundir os resultados em 13 séculos, dado que a carga carbônica teria que ser vertiginosamente aumentada, fazendo o tecido ganhar uma camada com o dobro de sua espessura – sem falar que as amostras foram limpas antes do teste. Esses elementos, portanto, não poderiam fazer retiradas nem introduções de isótopos em tal escala. Ademais, o pano de fundo foi separado do linho original quando fora realizado o teste, e a parte retirada estava afastada de remendos e queimaduras.
6. A imagem tem natureza negativa, verificando-se o positivo na fotografia.
Na verdade, ou a imagem é positiva ou não é autêntica (o mais provável). Um negativo apresentaria as manchas de sangue em coloração escura, o que não acontece. Ademais, cabelo e barba deveriam aparecer negros, mas se veem brancos. Era Jesus um idoso quando morreu?
7. O dedão aparece contraído, o que se esperaria de quem sofreu o encravamento dos pregos nos pulsos, tendo o nervo mediano afetado.
Na verdade o dedão não existe. Essa foi uma desculpa inventada para solapar o fato de que uma das mãos só tem quatro dedos. Aliás, o braço direito da figura é mais comprido que o esquerdo.
8. A falta do sangue empapando o tecido dá-se pelo fato de que o corpo fora anteriormente limpo e embalsamado, banhado em óleos e unguentos.
Segundo a história evangélica, as mulheres só foram embalsamar e limpar o corpo quando Jesus Cristo já havia ressuscitado, sendo que não o encontraram no túmulo. Aloés e mirra, que teriam untado o corpo do Cristo, aliás, nunca foram encontrados minimamente na peça.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Neurocientista afirma que Jesus e Abraão eram esquizofrênicos

Para Miguel Nicolelis apenas a esquizofrenia pode explicar porque esses dois personagens ouviam vozes do céu
por Leiliane Roberta Lopes


Neurocientista afirma que Jesus e Abraão eram esquizofrênicos 
Miguel Nicolelis é um dos mais renomados neurocientistas brasileiros, mas em entrevista para a revista Planeta ele deu uma declaração bastante polêmica afirmando que a humanidade é dominada por três esquizofrênicos: Jesus, Maomé e Abraão.
Ele explicava para o repórter que há uma linha tênue que separa as pessoas ditas como normais e anormais, pois o cérebro humano pode sair facilmente do estado normal e evoluir para o patológico.
Sobre sua afirmação ele explica porque acredita que os três personagens que são importantes para as três maiores religiões do mundo – Cristianismo, Islamismo e Judaísmo – podem ser considerados como pessoas “anormais”.
“Nos dias de hoje, aliás, a humanidade curiosamente é dominada por três esquizofrênicos que ouviam vozes, olhavam para o céu e achavam que alguém estava falando com eles”, disse Nicolelis.
O repórter então pergunta quem seriam esses personagens e ele responde: “Jesus Cristo, Maomé e Abraão. Muito provavelmente os três precisavam de haldol (medicamento para esquizofrenia). É arbitrária qualquer classificação que defina as bordas da normalidade”.
Assumidamente ateu, o neurocientista diz também que em sua opinião a religião faz parte do sistema nervoso. “Como o cérebro é um simulador da realidade, ele cria um modelo e uma ilusão de realidade para cada um de nós. Ele precisa de uma história: de onde viemos? Como começou o universo?”.
Miguel Nicolelis não é conhecido apenas no Brasil, mas divide suas atividades em outros dois países: Estados Unidos e Suíça. Para a Copa de 2014 ele pretende colocar um adolescente brasileiro tetraplégico para dar o pontapé inicial aos jogos usando uma veste robótica controlada pela força do pensamento.

Fonte: Gospel prime