Mostrando postagens com marcador MTG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MTG. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Uma polêmica que divide o Rio Grande

Não tinham mais nada pra inventar.
Agora, o MTG ocupou as páginas do brioso diário da família Syrotsky para discutir os critérios de escolha da 1ª Prenda do Rio Grande do Sul, com direito ao título de "Reportagem Especial".
E tem gente que ainda se envolve com esse debate, inclusive eu.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O centenário de Contos Gauchescos, de Simões Lopes Neto

Milton Ribeiro, em Sul21

Não é à toa que Contos Gauchescos faz parte da lista de leituras obrigatórias para o vestibular da UFRGS nos últimos anos. Ele ali está na justa companhia de José Saramago (História do Cerco de Lisboa), Guimarães Rosa (Manuelzão e Miguilim) e de outros. E de outros menores, deveria dizer. Claro, a lista da UFRGS não é garantia de qualidade — por exemplo, lá não estão Erico nem Dyonélio –, mas serve como comprovação de que o pequeno volume de 19 contos narrados por Blau Nunes está bem vivo.
Contos Gauchescos (1912) é o segundo livro de João Simões Lopes Neto (1865-1916), que também escreveu Cancioneiro Guasca (1910), Lendas do Sul (1913) e Casos do Romualdo (1914). O autor viveu 51 anos e publicou apenas quatro livros. Talvez sejam muitos, se considerarmos a colorida vida do autor.

Casa onde residiu Simões Lopes Neto em Pelotas.
Hoje abriga o Instituto João Simões Lopes Neto (Rua Dom Pedro II, 810)

Simões Lopes Neto nasceu em Pelotas, na estância da Graça, filho de uma tradicional família da região, proprietária de muitas terras. Aos treze anos, foi para o Rio de Janeiro a fim de estudar no famoso Colégio Abílio. Retornando ao Rio Grande do Sul, fixou-se para sempre em Pelotas, então uma cidade rica para os padrões gaúchos. Cerca de cinquenta charqueadas formavam a base de sua economia. Porém, engana-se quem pensa que Simões andava de bombacha. Seus hábitos eram urbanos e as histórias contadas nos Contos Gauchescos eram baseadas em reminiscências, histórias de infância e, bem, a verdade ficcional as indica como de autoria de Blau Nunes, não? A epígrafe da obra deixa isto muito claro: À memória de pai. Saudade. Mas voltemos ao autor.
Sua vida em Pelotas não foi nada monótona. Abriu primeiro uma fábrica de vidro e uma destilaria. Não deram certo. Depois criou a Diabo, uma fábrica de cigarros cujo nome gerou protestos da igreja local. Seu empreendedorismo levou-o ainda a montar uma empresa para torrar e moer café e a desenvolver uma fórmula à base de tabaco para combater sarna e carrapatos. Fundou também uma mineradora. Nada deu muito certo para o sonhador e inventivo João, que foi também professor e tabelião, mas ao fim e ao cabo apenas sobreviveria como jornalista em Pelotas, conseguindo com dificuldades publicar seus livros e folhetins, assim como montar suas peças teatrais e operetas. Este faz-tudo faleceu em total pobreza.
A primeira edição de Contos Gauchescos foi publicada em 1912. Se o ano é este, a data exata da publicação parece ter sido perdida. Na primeira página do volume é feita a apresentação do vaqueano Blau Nunes, que o autor afirma ter sido seu guia numa longa viagem pelo interior do Rio Grande do Sul.
PATRÍCIO, apresento-te Blau, o vaqueano. Eu tenho cruzado o nosso Estado em caprichoso ziguezague. Já senti a ardentia das areias desoladas do litoral; já me recreei nas encantadoras ilhas da lagoa Mirim; fatiguei-me na extensão da coxilha de Santana, molhei as mãos no soberbo Uruguai, tive o estremecimento do medo nas ásperas penedias do Caverá; já colhi malmequeres nas planícies do Saicã, oscilei entre as águas grandes do Ibicuí; palmilhei os quatro ângulos da derrocada fortaleza de Santa Tecla, pousei em São Gabriel, a forja rebrilhante que tantas espadas valorosas temperou, e, arrastado no turbilhão das máquinas possantes, corri pelas paragens magníficas de Tupanciretã, o nome doce, que no lábio ingênuo dos caboclos quer dizer os campos onde repousou a mãe de Deus…
(…)
Genuíno tipo – crioulo – rio-grandense (hoje tão modificado), era Blau o guasca sadio, a um tempo leal e ingênuo, impulsivo na alegria e na temeridade, precavido, perspicaz, sóbrio e infatigável; e dotado de uma memória de rara nitidez brilhando através de imaginosa e encantadora loquacidade servida e floreada pelo vivo e pitoresco dialeto gauchesco.
(…)
Querido digno velho!
Saudoso Blau!
Patrício, escuta-o.
 

Capa da edição pocket da L&PM

Após esta apresentação — de pouco mais de duas páginas na edição pocket da L&PM — , está pronto o cenário para os 19 contos (ou “causos”) que o narrador Blau Nunes contará a seu patrício. Blau é o protagonista de algumas histórias, em outras é um assistente interessado que banha os fatos de intensa subjetividade. E aqui chegamos ao que o livro apresenta de mais original: o trabalho de linguagem de Simões Lopes Neto. Os contos são “falados”, são “causos” contados por Blau e a linguagem acaba por ser uma representação da fala popular misturada a uma inflexão erudita — certamente a de Simões — , transformando-se numa terceira forma de expressão. Numa belíssima terceira forma de expressão. Sabemos que o leitor do Sul21 já está pensando em Guimarães Rosa e tem toda a razão. Rosa confessou que seu texto tinha muito da influência de Simões. O gaúcho abriu as portas para as grandes criações do autor de Grande Sertão: Veredas e esta afirmativa não é a do ufanismo vazio que procura gaúchos em navios adernados, mas uma manifestação de consistente orgulho.
E, assim como nos livros de Rosa, a linguagem de Simões Lopes Neto talvez soe estranha à princípio, apesar de que o estranhamento é muito menor do que aquele com que se depara o leitor do mineiro. Se lá Rosa cria palavras utilizando seu enciclopédico conhecimento etimológico, se lá utiliza-se até de línguas eslavas; aqui Simões transforma o sotaque da região onde nasceu. Há os adágios populares, há os muitos gauchismos do campo e da cidade e há as expressões típicas da fronteira, recheadas de espanholismos. A memória de Blau Nunes é a memória geral do pampa narrando os acontecimentos principais de sua história que, em mosaico, formam uma visão subjetiva da região e de sua gente. Era 1912, não havia regionalismo, estávamos a 10 anos da Semana de Arte Moderna e 4 anos após o falecimento e Machado de Assis. Estamos, pois, falando da literatura de um pioneiro.
Ilustração de uma edição de Contos Gauchescos
Mas Simões Lopes Neto não trabalha apenas a linguagem, é um escritor que sabe criar constante subtexto. Ou seja, há as palavras, mas há um grande contador de histórias trabalhando-as, jogando informações subjacentes que reforçam ou contradizem o que está sendo contado. Isto pode ser sentido no pequeno conto O negro Bonifácio e no tristíssimo No Manantial — segundo e terceiro contos da coleção. A propósito, no CD Ramilonga, Vitor Ramil fez uma homenagem a No Manantial. A frase que é dita no início da canção é a primeira do conto e a que a encerra — Vancê está vendo bem, agora? — está próxima ao final do conto. É uma justa homenagem. Talvez No Manantial seja o melhor conto escrito por autor gaúcho até o surgimento de Sergio Faraco. Apenas em 1937, com a publicação de Sem rumo e Porteira fechada (1944), de Cyro Martins, e de O Continente (Erico Verissimo, 1949), a literatura do RS produziria outras grandes figuras ficcionais gaúchas. Dizia Tolstói: Se queres ser universal começa por pintar a tua aldeia. E Blau Nunes, na condição de narrador e protagonista dos Contos Gauchescos, é um gaúcho de qualquer latitude.

Marcelo Spalding, em excelente artigo análogo a este, finaliza citando a definição de Italo Calvino para o que seria um clássico. De seu artigo, roubamos duas frases de Calvino que, a nosso ver, cabem tão adequadamente a Contos Gauchescos que não há razão para não citá-las. Segundo Calvino, um clássico é uma obra que provoca incessantemente uma nuvem de discursos críticos sobre si, mas continuamente as repele para longe. Mais: clássicos seriam livros que, quando mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos  se revelam novos, inesperados, inéditos. E, avançando no perigoso terreno do tradicionalismo gaúcho, arriscamos dizer que a ligação com o, em sua maioria, tosco movimento, acaba por prejudicar o autor de Contos Gauchescos. O fato de haver inclusive uma Medalha Simões Lopes Neto faz com que muitos leitores do RS o associem ao MTG e deixem de entrar em contato um autor muito sofisticado. Pois o homem que desejava livrar-nos da sarna e dos carrapatos produziu grande literatura.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A Farroupilha e a invenção das tradições


Rapaz exibe o charme e a malemolência da viril dança gaúcha

Hobsbawn e Ranger escreveram o já clássico "A Invenção das Tradições". Sinteticamente, o livro defende que toda a tradição é inventada. É necessário saber o momento e os motivos pelos quais isso acontece.
Quem quiser se divertir bebendo, comendo carne e se fantasiando de gaúcho pode ficar à vontade. O que me incomoda é o exagero. Corrijo, o que me incomoda é confundir tradição com folclore e com história. Além disso, ainda temos que aguentar o MTG se colocando como guardião da história e da cultura. O MTG é uma instituição PRIVADA! Não defende a história, defende uma ideologia.
A expansão do tradicionalismo pelo Brasil e pelo mundo não dizem nada a respeito de sua verdade. Dizem algo a respeito de sua capacidade de expansão. Do mesmo modo que o fato de Justin Bieber vender mais que Paulinho da Viola não diz nada a respeito da qualidade estética do jovem canadense. Como dizia Guimarães Rosa (que vendeu menos que Paulo Coelho) "Pão ou pães é questão de opiniães". Só que o caso vai além das opiniães. O MTG se apoderou não só da tradição que criou, mas se acha no direito de instituir regras que devem ser assumidas por toda a sociedade. Isso me incomoda.

Tradição não é folclore nem história e a Guerra dos Farrapos não foi uma revolução.
Melhor do que eu, quem trata desse assunto é o Tau Golin.
Clique AQUI e leia.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tradicionalismo: patrimônio ou patronagem?

A possibilidade de tombamento do tradicionalismo como patrimônio imaterial de Porto Alegre me preocupa. Já publiquei artigo do historiador Tau Golin sobre o tema neste modesto blog. Minha preocupação aumentou ao ver artigo do Secretário Municipal de Cultura na Zero Hora de seis de maio. Aumentou porque o Secretário escreve dando por favas contadas algo que deveria estar sob apreciação do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural (Comphac). O secretário está tão certo da aprovação da proposta do MTG, que indica, inclusive, o período em que a situação estará definida: "até o início dos festejos farroupilhas".
A banalização do tombamento do patrimônio material ou imaterial é uma das moedas da especulação política. Ao invés do critério rigoroso, opta-se pela "demagogia patrimonial". Desse modo, valoriza-se de artificialmente certas expressões culturais, olhando-se menos para a manifestação em si e mais para os seus manifestantes. No caso concreto, o MTG e sua vasta rede de patrões e capatazes.
No decorrer de seu arrazoado, o secretário confunde as estações. Trata do tombamento do nativismo, quando o que está em discussão é o tombamento do tradicionalismo. Sabedor dos matizes deiferenciados entre essas duas referências, o secretário tenta amainar o impacto do tombamento do tradicionalismo dando uma roupagem diferente. Mas é o próprio MTG que afirma que o que se deseja tombar é "o tradicionalismos e suas manifestações culturais". E aí é que está o maior problema, já apontado no artigo de Tau Golin. O Tradicionalismo é um movimento de caráter privado e que merece respeito nas suas formas de organização. O que não dá para aceitar é que se ele seja o proprietário das manifestações culturais. Ou seja, tombar o tradicionalismo por causa de hábitos como o chimarrão e o churrasco, é como tombar a Igreja Católica por causa da Procissão de Navegantes.
A voracidade patronal do MTG não tem limites. No âmbito da política é difícil por freios nas suas ambições. Espero que o Comphac tenha rigor suficiente para evitar a completa banalização e a manipulação política do instituto do tombamento.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Acampamento Farroupiha

Não tenho tempo para escrever muito, pos isso, apenas reproduzo as informações do Vereador Adeli Sell.
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (I)
Seguimos analisando a prestação de contas do Acampamento 2009 que nos foi apresentada. A primeira coisa que causa estranheza é que a dita prestação de contas se refere apenas aos R$ 200 mil repassados pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre e às despesas gastas com a arrecadação da feira de artesanato, praça de alimentação e estacionamento pago. As notas fiscais apresentadas coincidem com estes valores.
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (II)
Agora, quanto ao valor recebido via patrocinadores, através da LIC e sem LIC, e do governo do Estado, falta prestar contas de R$ 1.590.310,48. Há apenas uma listagem de “gastos”, mas sem qualquer comprovação, sem nota fiscal, sem nada.
Onde é que já se viu uma prestação de contas assim?
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (III)
Os valores gastos são espantosos: Para pôr um tapume sobre o laguinho do Parque Harmonia, foram gastos R$ 28 mil. Em segurança privada R$ 62 mil, além de R$ 55 mil pagos à Brigada Militar pelo mesmo serviço. Só para o desfile, foi pago em segurança R$ 21.776. Palco e arquibancada: R$ 49.400. Além disso, e não deu para entender, é pago R$ 5.500,00 à Coontravipa pela limpeza, apesar de o serviço ser feito por funcionários do DMLU.
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (IV)
Além disso, consta pagamento ao ECAD referente a 2007.
Tem alguma coisa muito estranha nisso tudo!
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (V)
Na prestação de contas do MTG diz que foi arrecadado R$ 123.368,40 com o estacionamento pago. Já a EPTC, em resposta a pedido de informações, informa que foram R$ 102,120.00, referentes ao estacionamento de 10.212 veículos com o pagamento de R$ 10,00 por cada um. 
Como é que se explica isso? Dinheiro que não se sabe de onde veio, gasto que não se explica. Parece tudo “conversa pra boi dormir”!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Câmara mantém veto e Acampamento continua na lama

Em votação realizada nesta quarta-feira (15/9), os vereadores de Porto Alegre mantiveram veto parcial do Executivo a projeto de lei que visa disciplinar a realização do Acampamento Farroupilha. Apresentado pelo vereador Aldacir Oliboni (PT) e aprovado pela Câmara Municipal em junho, o projeto prevê obrigatoriedade de prestação de contas pela comissão organizadora do evento em 30 dias após seu encerramento. Estabelecia ainda – item vetado – que 10% dos recursos arrecadados por meio de parcerias fossem investidos em obras no parque Maurício Sirotsky Sobrinho, qualificando sua infraestrutura.
O veto parcial tirou a força da lei. Embora mantida a obrigatoriedade da prestação de contas, foi eliminada a pena para o caso de seu não-cumprimento, que seria a perda dos recursos previstos no orçamento municipal para a organização do Acampamento Farroupilha no ano seguinte. Assim, torna-se inócua a necessidade de publicação da prestação de contas no Portal Transparência Porto Alegre e no Diário Oficial do Município.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sangue na lama

Uma pessoa foi morta e outra ferida a faca no Acampamento Farroupilha. Não vou generalizar o comportamento de todos os que habitam o Parque da Harmonia na Semana Farroupilha. Ocorre que o tal Acampamento é lugar onde andar com uma faca atravessada na cintura é algo natural e beber todas é o principal esporte. Pode-se esperar algo muito elevado dessa mistura?
A cultura da macheza, acaba sendo acompanhada da violência. Por ocasião do referendo sobre o desarmamento, o MTG tirou posição oficial pelo não. A imagem do gaúcho inventado pelo Movimento é visceralmente dependente da exibição dos símbolos de "valentia" e "coragem". Andar armado não é uma contingência, mas uma necessidade.
Se o tal Acampamento fosse um daqueles restaurantes do centro da cidade já teria sido fechado. Mas as coisas continuam como antes. Na página do MTG não vi nenhum comentário sobre o acontecido.
As autoridades da segurança já declararam que não reforçarão o policiamento. A alegação é que os conflitos ocorrem dentro dos piquetes. Só que o parque é público.
Proibir pessoas de desfilarem fantasiadas de carniceiros... nem pensar. A isso, chamam "cultura gaúcha".

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O lamaçal do Acampamento Farroupilha

Reproduzo Artigo do operoso Adeli Sell, pois também me preocupo com essa situação. Em nome de uma suposta tradição, uma entidade privada aproveita-se de benefícios governamentais e se coloca acima dos sistemas de controle público.

Apesar de existir verba prevista no Orçamento municipal, no valor de R$ 500 mil, a Prefeitura não conseguiu fazer a drenagem do Parque Harmonia antes da instalação do Acampamento Farroupilha deste ano.
Isto significa que, assim que caírem as chuvas, que nunca faltam nesta época, o lamaçal estará formado, com todos os seus inconvenientes. Quem quiser circular pelos piquetes, pelas bailantas e pelas áreas de comércio, ou pretender apreciar um bom carreteiro ou churrasco num piquete, vai ter que trotear pela lama.
Mas esse lodaçal ainda é pequeno se comparado à falta de estatura ética e moral de alguns dirigentes do Acampamento e da Semana. Não estamos falando da Prefeitura nem do Governo Estadual, que podem ter lá seus problemas, mas sim numa meia dúzia de figuras indignas de conduzir qualquer processo cultural na cidade e no Estado.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acampamento cheirando mal

Acompanho à distância as cobranças que Vereador Adeli faz ao MTG sobre a transparência nas contas do Acampamento Farroupilha no Parque Harmonia, noa ano de 2009.
Pelo que tenho visto têm mais coisas cheirando mal além da bosta dos cavalos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E os princípios, Patrão?


A lotação do presidente do MTG em um gabinete parlamentar, sem que o cidadão trabalhasse efetivamente para o parlamentar já é, por si, uma barbaridade. Se estava certo, deveria ser mantido, se estava errado, não deveria ter sido feito, sem, ao menos um pedido de desculpa pelo erro.
Porém, lendo aquele amontoado de coisas estranhas a que chamam de "Carta de Princípios do MTG", encontrei pelo meno três aspectos que estariam sendo infrigidos.
"Art. 10- Respeitar e fazer respeitar seus postulados iniciais, que têm como característica essencial absoluta independência de sectarismo político, religioso e racial.
Art. 13- Evitar toda e qualquer manifestação individual ou coletiva, movida por interesses subterrâneos de natureza política, religiosa ou financeira.
Art. 16- Repudiar, enfim, todas as manifestações e formas negativas de exploração direta ou indireta do Movimento Tradicionalista."
O MTG, tão cioso dos costumes e da moral gaúcha deu apoio a tudo isso. Por que será?