Tem muita coisa estranha acontecendo em curto espaço de tempo.
Até hoje não sabemos e acho que nunca saberemos quem é o dono do jatinho avaliado em 17 milhões do acidente que matou Eduardo Campos. E o mais curioso é a falta de interesse da velha mídia em querer saber.
Globo mandou o filho da Míriam Leitão para o Panamá para saber quem era o empregador de José Dirceu num hotel em Brasília, mas não colocou ninguém aqui para saber quem é o dono do jatinho?
O PSB não declarou ao TSE o uso do jatinho usado por Campos e Marina durante a campanha presidentcial e ficou tudo por isso mesmo e não vejo a velha mídia indignada.
Até hoje não sabemos e acho que nunca saberemos quem é o dono da quase meia tonelada de pasta base de cocaína apreendida em helicóptero de um político e não vejo a velha mídia preocupada em saber quem é o dono. E, pasme, o piloto do helicóptero não foi preso. Está solto. E não vejo a velha mídia indignada.
Delegados da PF da Operação Lava Jato foram flagrados cometendo mais de um crime: fazendo campanha para Aécio Neves, ofendendo a Presidente da República, a chefe deles, e xingando Lula e alguém vazou depoimentos que deveriam ser sigilosos para a revista Veja, para influenciar na eleição e influenciou . Não vejo ninguém da imprensa indignado com isso.
Convidado por Marina Silva, o candidato a senador Paulo Bornhausen (PSB) esteve na noite de domingo em São Paulo, onde se reuniu com a candidata a presidente e gravou um programa ao seu lado.
Descontraída, Marina recebeu a sós Bornhausen durante cerca de uma hora. Enquanto se preparavam para gravar, falaram da campanha no Brasil e em Santa Catarina e acertaram os detalhes de uma visita da presidenciável ao Estado, em meados de setembro.
No estúdio, ao gravarem, Marina pediu para ressaltar diante das câmeras a liderança de Bornhausen como parlamentar em ações como o Ficha Limpa. E reforçou o pedido de voto ao candidato a senador.
Longe das câmeras, Bornhausen frisou que Santa Catarina já está ao lado de Marina, conforme revelam as pesquisas. E ela respondeu:
“Quero ir a Santa Catarina contigo. Vamos marcar o dia”.
A agenda de Marina em Santa Catarina ainda não está montada. Mas é provável que, ao lado de Bornhausen, a candidata cumpra agenda em Florianópolis. Se houver tempo para mais uma cidade, Marina pode ir ao sul, provavelmente Criciúma.
Como secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Bornhausen liderou uma série de ações em Santa Catarina que impressionaram a equipe de campanha de Marina. Programas como o Economia Verde Solidária – que apoia projetos de reciclagem por cooperativas de baixa renda – vão de encontro ao eixo de sustentabilidade que norteia o programa do PSB para a presidência.
Candidata do PSB propõe nova redação de artigo do Código Penal; ruralistas enxergam chance de retirar expressões como “jornada exaustiva” e “condições degradantes”
Ao propor uma “nova redação” para o artigo 149 do Código Penal, que trata das condicionantes que caracterizam o trabalho escravo no Brasil, o programa da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, abre uma janela para o desejo da bancada ruralista de conseguir no Congresso uma mudança nas regras que tratam do tema.
A proposta de nova redação consta do programa de governo detalhado, apresentado por Marina, há cerca de um mês, o mesmo que gerou polêmica em relação ao plano de dar independência ao Banco Central e recuos da candidata em relação à criminalização da homofobia e apoio ao casamento gay. Marina aponta que a direção da mudança deve ser no sentido de dar mais clareza ao artigo, no entanto, não indica que mudanças pretende defender.
“Propor nova redação para o Artigo 149 do Código Penal, de modo a tipificar de forma mais precisa o crime de submeter alguém à condição análoga à de escravo”, diz o texto divulgado pela campanha entre as propostas publicadas na página 205, do capítulo 6, que trata do Eixo “Cidadania e Identidades”.
DIVULGAção/PSB
Ao lado do governador e candidato à reeleição pelo Espírito Santo, Renato Casagrande, Marina Silva faz campanha em Vitória (18/09)
A modificação é encarada pelos ruralistas como um espaço para suprimir duas condicionantes expressas na lei para caracterizar o trabalho escravo: a submissão de trabalhadores à “jornada exaustiva” ou a “condições degradantes” de trabalho.
Essas duas expressões entraram na legislação brasileira em dezembro de 2003, por meio da Lei 10.803, que modificou a antiga redação do Código Penal. Na época, o texto previa como condicionantes apenas as práticas de “trabalho forçado” e “servidão por dívida”, consideradas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na época, a própria OIT enxergou a mudança um avanço com o para tipificar melhor as práticas modernas de escravidão.
A proposta de Marina está redigida de forma idêntica ao que foi proposto pelo governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na segunda edição do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-2) elaborado em 2002. Naquela época, era prioridade do governo e de movimentos de combate ao trabalho escravo inserção das condicionantes mais modernas que pudessem caracterizar de forma mais precisa o crime.
Após o avanço obtido com a aprovação da modificação, em 2003, esta reivindicação passou a ser pauta prioritária dos ruralistas.
A campanha tucana, inclusive, já denunciou a campanha de Marina por ter plagiado as propostas do PNDH-2.
Defesa
Por sua vez, a campanha de Marina, informou que, a retomada da proposta no programa de governo não tem a ver com “nenhuma reivindicação que resulte no relaxamento do que prevê o Artigo 149. “Ao afirmar que a Coligação Unidos pelo Brasil vai ‘propor nova redação para o Artigo 149 do Código Penal, de modo a tipificar de forma mais precisa o crime de submeter alguém à condição análoga a de escravo’, o Programa de Governo quer tornar mais clara e inequívoca a tipificação do referido artigo”, informou a campanha por meio de sua assessoria.
“A proposta, portanto, não visa atender a nenhuma reivindicação que resulte no relaxamento do que prevê o Artigo 149. Pelo contrário, o Programa de Governo firma um compromisso explícito com o propósito de aprimorar e aperfeiçoar as conquistas da cidadania no Brasil”, informou a campanha.
Proposta
A intenção de retroceder dos ruralistas, no entanto, está expressa em propostas de lei defendidas em projetos que tramitam atualmente no Congresso. A aposta da bancada, que conta com mais de 200 deputados e 13 senadores está depositada atualmente na aprovação do projeto de lei 3842, de 2012, de autoria do deputado Moreira Mendes (PSD-RO), que propõe a nova redação sem as condicionantes “jornada exaustiva” e “condições degradantes”.
O projeto foi apensado à proposta de número 5016, de autoria do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que já tramitava no Senado e na Câmara.
“Estamos trabalhando isso no Congresso. Não concordamos com a atual redação”, reclamou deputado Luís Carlos Heinze (PP-RS), coordenador da Frente Parlamentar Agropecuária, nome oficial da bancada ruralista. A bancada, de acordo com o deputado, já se prepara para tentar aprovar a proposta após as eleições.
“Estamos trabalhando isso aí, inclusive com a colaboração do senador Pedro Taques (PDT-MT), que é procurador. Depois das eleições vamos tentar resolver isso no Congresso”, informou Heinze. “Da forma que a lei hoje está redigida, até se o empregador mantiver uma doméstica em casa, sem janela para a rua, poderá ser autuado por trabalho escravo”, argumentou.
O senador Pedro Taques, que é candidato ao governo de Mato Grosso com o apoio de Marina, disse concordar com a proposta inserida no programa de governo da candidata do PSB. “É necessário mudar isso. Sou a favor”, destacou Taques.
De acordo com o projeto, proposta dos ruralistas, o artigo passaria a ter a seguinte redação “Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, trabalho forçado ou obrigatório, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou obrigatórios mediante ameaça, coação ou violência, quer restringindo a sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador”, propõe o texto.
Os ruralistas alegam que a presença das condicionantes “jornada exaustiva” e “condições degradantes” na legislação confere “insegurança jurídica” para o empregador no Brasil, apesar de estar em vigor no a instrução normativa do Ministério do Trabalho, que caracteriza cada condicionante expressa na lei.
Em outras oportunidades, tanto Marina Silva quanto Eduardo Campos condenaram a aliança de governos anteriores com figuras peemedebistas como o senador José Sarney e Renan Calheiros
O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), candidato a vice-presidente pela chapa de Marina Silva, afirmou nessa quarta-feira (17) que “ninguém governa sem o PMDB”, salientando que isso não significava “entregar” o governo à sigla, que tem atualmente o maior número de deputados na Câmara.
“Ninguém governa sem o PMDB, mas não é preciso entregar o governo para o PMDB para ter governabilidade. Assim como não precisa entregar o governo para o PSDB se nós vamos ter quadros do PSDB governando”, afirmou.
Tanto Marina Silva quanto Eduardo Campos já haviam condenado, em oportunidades anteriores, a aliança dos governos federais do PSDB (com Fernando Henrique) e do PT (Lula e Dilma) com figuras peemedebistas como o senador José Sarney (AP) e o presidente do Senado Renan Calheiros (AL). Todavia, como promotora da “nova política”, a dupla Marina-Beto afirma também que faria um eventual governo com “bons quadros de todos os partidos”.
O deputado acredita ainda que Marina ficará no PSB pelos quatro anos de mandato, caso seja eleita em outubro, apesar de isso, segundo ele, não ser uma exigência de seu partido: “Acho que Marina fica como presidente no PSB, ajuda seu partido (Rede Sustentabilidade) a ser organizado, a ser fundado, mas acho que ficará no PSB, embora isso não seja uma obrigação”, afirmou ao participar da série ‘Entrevistas Estadão’.
O PSB, até agora, não resolveu fazer a sua “delação premiada” e informar à Justiça como Eduardo Campos e Marina Silva obtiveram o jato executivo que terminaria por matar o candidato do PSB no acidente do dia 13, em Santos.
O administrador financeiro da campanha e tesoureiro Renato Thièbaut comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o próprio candidato geria pessoalmente as principais doações recebidas, informa o Correio Braziliense. Segundo ele, “o candidato geria algumas tratativas de sua campanha, em especial doações em valores estimáveis, sendo certo que detinha pessoalmente o controle, documentação e informações sobre as mesmas”.
Ou seja, é uma confissão de que o arranjo da compra do jatinho foi feito pessoalmente por Eduardo Campos, como aliás está claro desde que se divulgou, no dia seguinte ao acidente, que ele testou pessoalmente a aeronave dias antes da entrada do dinheiro de contas-fantasmas e de empresários na conta da AF Andrade, o grupo falido de usineiros paulistas a quem pertencia (ou pertence) a aeronave.
O PSB segue debochando da Justiça Eleitoral e da inteligência dos brasileiros.
Diz agora que os pilotos é que “anotavam” as horas de vôo, para depois fazer-se uma “conta de chegar” e declarar como doação.
Os pilotos eram contratados dos donos do avião?Ou do PSB?
“Bota aí que foi só meia hora voando”…
A única coisa verdadeira no que diz é que Eduardo Campos participou pessoalmente da compra do avião e sua entrega imediata para a campanha dele e de Marina.
O resto é “por fora”, sem documentos, contratos e responsabilidades.
Marina abre o jogo e se afirma como candidata neoliberal
Em sua primeira entrevista depois da oficialização de sua candidatura à Presidência da República, nesta quarta-feira (20), em substituição ao candidato Eduardo Campos (PSB), Marina Silva (Rede Sustentabilidade) fez jus à empolgação do sistema financeiro e da direita neoliberal, mostrando a metamorfose de seu ideário político que se adapta aos interesses antinacionais.
Agência Brasil
Candidata do PSB-Rede-PPS prometeu "vantangens competitivas" ao agronegócio.
Durante toda a entrevista, a candidata repetiu a cartilha de medidas estabelecidas pelos economistas do sistema financeiro, inclusive para o agronegócio. Marina, que antes fazia críticas ferrenhas ao modo de produção do setor, afirma agora que este será também um “polo da sua campanha”.
Distante do combate ao latifúndio e seus laços com o capital estrangeiro, Marina revelou a sua real bandeira quando assume o compromisso com o setor de “avançar nas vantagens comparativas que temos, transformando-as em vantagens competitivas”. Questionada se faria mudanças no novo Código Florestal, contra o qual se posicionou na época da votação no Congresso, Marina agora defende a sua “implementação”.
Aliás, a aproximação com o agronegócio, tão criticado por Marina e a sua Rede de Sustentabilidade, é nítida com a escolha de seu vice, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) que tem trânsito entre as empresas do setor, que são os principais doadores de sua campanha.
Copiar base econômica de FHC
Marina reafirmou o compromisso com o receituário econômico de ajustes com o sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e autonomia do Banco Central, fazendo questão de elogiar a política econômica do governo de FHC. Por outro lado, criticou a presidenta Dilma Rousseff dizendo que o governo precisa ter uma “base política que dê credibilidade para os investimentos”.
As afirmações de Marina mostram a quem o seu plano de governo serve e confirmam que a euforia dos especuladores internacionais (além de tucanos) com a sua candidatura não foi à toa. Na terça-feira (19), o banco americano Brown Brothers Harriman (BBH) divulgou “relatório” em que afirma que a eventual eleição de Marina é muita positiva “para os mercados”. Gurus econômicos de Aécio também manifestaram sua alegria com a entrada de Marina na disputa por conta da identidade dos tucanos com sua a política econômica.
Aliás, para acompanhar o coro alarmista, seguindo o exemplo da campanha do tucano Aécio Neves na questão inflacionária, Marina lançou a “ameaça do apagão” dizendo que é uma ameaça existente desde 2002. No entanto, a candidata tratou logo de dizer que irá resolver o problema, mas não é algo “que se faça da noite para o dia”.
Da Redação do Portal Vermelho, Dayane Santos Com informações de agências
Marina Silva diz que há consenso da coligação Unidos Pelo Brasil em 14 estadosValter Campanato/Agência Brasil
Iolando Lourenço e Mariana Jungmann - repórteres da Agência BrasilEdição: Fábio Massalli
Ao fim de um dia de reuniões internas e discussões com os outros partidos da coligação Unidos Pelo Brasil, o PSB formalizou hoje (20) a candidatura de Marina Silva à Presidência da República e Beto Albuquerque como vice. Na primeira entrevista como candidata cabeça de chapa, Marina disse que não pretende subir nos palanques onde não houve acordo entre o PSB e a Rede Sustentabilidade. Por outro lado, ela reafirmou compromissos com as bases econômicas que começaram a vigorar com o Plano Real e com o aumento da produtividade e da competitividade do Brasil no agronegócio.
Sobre as alianças regionais, Marina disse que em 14 estados há consenso sobre o apoio de sua coligação nas eleições majoritárias. Nos demais, ela pretende se “preservar” dos palanques com os quais não concordou e o vice Beto Albuquerque representará os compromissos firmados pelo então candidato Eduardo Campos, morto na semana passada em um acidente de avião. São os casos de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, onde Campos apoiava candidatos com os quais Marina se recusa a dividir o palanque.
“O PSB mantém as suas alianças, o Beto representará o PSB com essas alianças e eu estarei com os candidatos do PSB a deputado estadual e federal. Essa é a construção que nós fizemos e é o que está mantido. Os governadores eu já falei, são os governadores onde estamos de comum acordo. Onde não foi possível há o mesmo enquadre e não há mudanças, a única diferença é que a figura de Eduardo passa agora a ser a figura de Beto. E eu continuo preservada de acordo com aquilo que havíamos dito que faríamos”, explicou Marina.
A candidata também foi questionada sobre as divergências com o setor do agronegócio em razão de suas posições ambientalistas. Nesse aspecto, Marina disse que o setor agrário não é “homogêneo” e que não acredita que os produtores rurais brasileiros “reivindiquem produzir sem as preocupações com a agenda ambiental e social”.
A candidata enfatizou a intenção de promover desenvolvimento tecnológico na área rural, de modo a garantir aumento de produtividade com menos exploração de recursos naturais. Ela também disse que pretende trabalhar para implementar o Código Florestal que foi aprovado, mas não tem sido aplicado integralmente.
“Vamos avançar nas vantagens comparativas que temos, transformando-as em vantagens competitivas, como é o caso do etanol, a geração distribuída de energia com o bagaço da cana-de-açúcar, o manejo sustentável das florestas. Quando era ministra do Meio Ambiente fui capaz de aprovar uma lei de concessão das florestas que poderá fazer o Brasil ter um grande potencial em termos econômicos. O Brasil é um país que tem na sua agricultura, tanto no que chamamos de agronegócio, como na agricultura familiar, uma base importante da sua economia”, disse.
Sobre as bases econômicas caso seja eleita, a candidata reafirmou o compromisso com as metas de inflação, o câmbio flutuante e a responsabilidade fiscal. Marina Silva também disse que Eduardo Campos defendia a autonomia do Banco Central e que isso está sendo estudado pela equipe técnica de sua campanha para ser transformado em proposta. Segundo ela, se a conclusão for favorável tecnicamente, a proposta deve ser adotada como queria Campos. “A questão da autonomia do Banco Central nunca foi um problema entre nós”, disse Marina.
Amanhã (21) pela manhã está prevista uma reunião entre todos os partidos da coligação para que a candidatura de Marina possa ser homologada formalmente. Questionado sobre a intenção de alguns partidos de retirarem o apoio com a nova candidata, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse que tem conversado com todos e não recebeu esse comunicado. Ele disse que não acredita que juridicamente isso seja possível, mas que pretende ouvir a todos nesta quinta-feira. A intenção da coligação é formalizar o pedido de registro de Marina Silva e Beto Albuquerque no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (22).
A vice da chapa encabeçada por Eduardo Campos,, Marina Silva, afirmou que não embarcou na aeronave que caiu em Santos na última quarta-feira por "providência divina".
"Foi providência divina, eu, Renata, Miguel e (Rodrigo) Molina, não estarmos naquele avião", disse Marina em referência aos familiares que costumavam viajar com o presidenciável. A ex-ministra desembarcou na tarde deste sábado (16) no Recife para acompanhar o enterro de Campos.
Questionada sobre como se sentia após a tragédia, afirmou ter o "senso de responsabilidade e compromisso que a perda dele impõe".
Marina deve ser declarada a nova candidata do PSB à Presidência nos próximos dias. Ela se aliou a Campos em outubro do ano passado, após a Justiça Eleitoral negar o registro do seu novo partido, a Rede Sustentabilidade.
Enquanto Eduardo Campos viajava de jatinho para São Paulo, a crise que ele deixou no colo de seu vice, João Lyra Neto, explodia nas ruas do Recife e de cidades da periferia e o do interior.
Afinal, faz apenas um mês que ele deixou, depois de quase oito anos, o Governo do Estado.
Então ficamos sabendo que a situação nas forças de segurança estaduais, sobretudo a PM, era explosiva a ponto de, mesmo com uma decisão judicial, abandonarem as ruas e criarem as condições para uma onda de saques e destruição?
Enquanto o Governo Federal mandava Exército e Força Nacional de Segurança para tentar conter a explosão de violência, não daria, pelo menos, para ele estar nas rádios e tevês locais, usando o seu propalado prestígio para acalmar a população e apelar à volta à normalidade?
Se não tinha legitimidade para fazer isso, também não tinha para soltar uma nota de autolouvação a sua administração, como fez, no meio da tarde, depois que a confusão explodiu.
Embora nada justifique que uma força armada entre em greve geral e abandone completamente a defesa da população, todos sabem que a crise da PM pernambucana é antiga e mal-resolvida.
Quando o capitão-deputado Tadeu Fernandes, do PSB de Eduardo Campos, liderou a greve dos PM da Bahia contra um governo petista, Campos não lhe fez uma palavra de censura.
Agora, quando a bomba explode no seu quintal, não dá para fingir que não é com ele.
Para engolir a vice de Eduardo Campos, Marina Silva terá que se contentar com uma candidatura de araque na emblemática disputa pelo Governo de São Paulo.
Marina Silva cobrou de Eduardo Campos um preço para ser sua vice na chapa presidencial: que o PSB lance candidato a governador em São Paulo, abortando o apoio que já estava acertado à reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB).
Ganhou, mas não levou. O PSB de São Paulo, sobre o qual Marina e sua Rede não têm qualquer peso, pretende lançar um candidato de araque.
Alckmin foi comunicado dessa decisão por um emissário do PSB cujo nome não foi revelado. Mas sabe-se que o emissário fez serviço completo, explicando ao governador qual é o plano. O partido não se coligará ao tucano no primeiro turno, mas já sinalizará que, em um eventual segundo turno, apoiará Alckmin.
O PSB se prepara para lançar uma candidatura que se confessa totalmente fajuta.
De pronto se admite fora de um eventual segundo turno e ansioso por apoiar o atual governador, assim que puder. Não se sabe ao certo, mas Alckmin só pode ter encerrado a conversa com um "muito obrigado".
A intenção do PSB é arranjar um candidato a governador que não deve fazer sua própria campanha. Será um anticandidato. Tentará não roubar votos de Alckmin para também tentar contribuir ao máximo para diminuir as chances de segundo turno.
O episódio, até o momento, foi o que mais atritou a combinação entre o PSB de Eduardo Campos e a Rede, grupo de Marina Silva. De uma só vez, o PSB vai satisfazer e desmoralizar a Rede.
O PSB paulista é dominado pelos alckimistas e já tinha planos de ocupar a vice com o deputado federal Márcio França. Intenção frustrada, a ideia agora é ajudar Alckmin de outra maneira.
A primeira opção da Rede, Luiza Erundina, está praticamente descartada. A própria Erundina não quer. A alternativa de Ricardo Young, do PPS, deve ser barrada pelo próprio PPS de S. Paulo, dominado por Roberto Freire, devoto fervoroso do PSDB paulista.
De forma velada, há um veto do PSB à opção por Walter Feldman, ex-PSDB, obviamente não por sua relação com seu partido de origem - que mora no coração do PSB paulista -, e sim pela condição de Feldman como fiel escudeiro de Marina.
Se a convenção estadual do PSB, que deve ocorrer no período de 10 a 30 de junho, escolher o nome do deputado Márcio França ao governo de São Paulo, o PSB estará brincando que tem candidato.
França atuará como um pseudocandidato, mas será tratado pelos adversários como um candidato de mentirinha. Será uma enganação que jogará uma pá de cal na já ridicularizada pregação que Eduardo Campos e Marina Silva fazem por uma "nova política".
Ainda é possível que consigam demover Márcio França dessa intenção e que apareça uma solução alternativa. Nem Márcio, nem Erundina, nem Young, nem Feldman. Alguém provavelmente menos conhecido que qualquer um dos quatro. Alckmin, mais uma vez, dirá "muito obrigado".
Marina Silva deve saborear sua vitória antes que ela se evapore. Porém, como uma vitória de Pirro, vai lhe custar o alto preço de fazer sua Rede engolir a vice de Campos e de ter que fingir que tem candidato na emblemática disputa pelo Governo de São Paulo. Será então a hora, como dizia o poeta, de "fingir que é dor a dor que deveras sente".
(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política.
Segundo a pesquisa Vox Populi/CartaCapital, hoje só haveria segundo turno com Marina na disputa. Dilma venceria com folga qualquer adversário no segundo turno
A nova rodada da pesquisa Vox Populi/CartaCapital para as eleições presidenciais mostrou que a presidenta Dilma Rousseff (PT) segue líder nas intenções de voto e mantém a possibilidade de vencer no 1º turno em todos os cenários possíveis para 2014. Segundo o levantamento, em um eventual segundo turno Dilma venceria qualquer um dos quatro principais postulantes ao cargo: os tucanos Aécio Neves e José Serra e Marina Silva e Eduardo Campos, agora juntos no PSB.
Por causa da permanência de Serra no PSDB e à ida de Marina para o PSB, os quatro cenários de primeiro turno pesquisados pelo Vox Populi têm apenas três candidatos. A variação da intenção de voto em Dilma fica sempre na margem de erro (confira os resultados em detalhes). Ela tem 43% num cenário com Aécio Neves e Eduardo Campos na disputa; 42% com Serra e Eduardo Campos; e 41% nos quadros com Marina e Aécio e com Marina e Serra.
Nos dois primeiros cenários, em que o nome do PSB é o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Dilma venceria no primeiro turno, segundo o Vox Populi. Nos outros dois, com a ex-senadora Marina Silva no lugar de Campos, poderia haver segundo turno, pois a diferença entre os votos na presidenta e a soma dos outros dois competidores fica dentro da margem de erro da pesquisa.
No segundo turno (confira os resultados em detalhes), Dilma teria margens folgadas de vitória se as eleições fossem hoje. Quem se sairia melhor é Marina Silva. Neste caso, a diferença seria de 15 pontos (46% a 31%); Aécio Neves e José Serra perderiam por uma diferença de 20 pontos percentuais. Campos teria o pior desempenho, 25 pontos atrás da petista. Nos quatro cenários, a quantidade de eleitores indecisos varia entre 7% e 10%.
A pesquisa Vox Populi/CartaCapital entrevistou 2,2 mil eleitores em 179 municípios entre 11 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
A ex-senadora, que viu seu projeto
principal, o Rede Sustentabilidade, naufragar, tenta transplantar ideais
"sonháticos" para um partido pragmático, que já realizou diversas
alianças com vistas a fortalecer os palanques regionais de Eduardo Campos; elas
incluíram até nomes polêmicos como de Ronaldo Caiado e Paulo Bornhausen; Marina
diz que“todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que
agora tem um outro fato político"; ela terá força para conter acordos do
PSB?
247 – A ex-senadora Marina Silva, filiada desde o
último sábado (8) ao PSB, já começa a mostrar que tem potencial para criar
problemas para o presidenciável Eduardo Campos, de quem deverá ser candidata a
vice-presidente. Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, do UOL, ela diz
não admitir a celebração de alianças partidárias a qualquer preço. Segundo
Marina, os apoios que Campos já costurava deverão ser repensados.
“Não pode ser o tempo de televisão
que vai nos aprisionar a uma lógica política que não nos dá a chance de mudar.
Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo
que distribuir pedaços do Estado, preso em uma lógica que não coloca em
primeiro lugar os interesses estratégicos do país, então, não precisa ganhar.
Isso já tem quem está fazendo”, disse.
Questionada sobre as negociações que
o PSB estava fazendo com o PDT de Carlos Lupi e o PTB de Roberto Jefferson,
Marina disse que desafio da sua nova legenda é colocar o “compromisso
programático em primeiro lugar”. Segundo ela, “todo o processo anterior agora
não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político, uma
inflexão que terá que ser metabilizada dentro do PSB”.
“Uma coisa era o Eduardo com todas as
dificuldades, em uma lógica que eu desconheço, porque não estava convivendo com
ela, viabilizando sua candidatura. Outra coisa foi o movimento que ele fez na
direção de buscar aprofundar em primeiro lugar o compromisso programático. Isso
com certeza é o grande desafio que está colocado para o PSB”, disse.
E vai mais fundo: “eu, com 1 minuto e 20 segundos
de televisão, tive 19% dos votos.” E acentua: “Não pode ser o minuto de
televisão, 30 segundos de televisão, que faz com que a gente jogue o futuro da
nação nas mãos daqueles que não entendem a lógica de que o governar juntos não
pode ser feito em base no toma-lá-dá-cá. Eu dizia na campanha de 2010 que eu
preferia perder ganhando do que ganhar perdendo. E eu continuo com o mesmo
ponto de vista. É preferível perder ganhando do que ganhar perdendo”.
Por
falar em eleições, cadê a direita que estava aqui? Terá sido comida
pelo bicho? José Dirceu escreveu hoje que a união Dudu-Marina mostra "o
fracasso da direita no Brasil". Entendo que ele queira falar do fracasso
eleitoral da direita partidária em apresentar candidaturas viáveis e
puro sangue em eleições majoritárias (ufa...cansei).
Fiquei
pensando nisso. De fato, estamos completando 5 mandatos presidenciais
consecutivos no Brasil de governos de centro-esquerda. Ou que vieram da
esquerda para o centro, se vocês preferem assim. Vir para o centro é
normal, pois no centro político sempre se concentra o maior número de
votos, de forma que ninguém ganha eleições ou governa sem ocupá-lo. Mas o
avanço para o centro pode vir da direita ou da esquerda e só insensatos
poderiam dizer de FHC, Lula e Dilma que tenham partido da direita.
Mesmo o PSDB, só se deslocou para a direita e para o lado mais
conservador porque foi empurrado naquela direção quando o
PT se instalou no centro-esquerda e foi se esparramando. Ficasse no
mesmo espectro, o PSDB não teria discurso nem chances eleitorais e como
não foi capaz de tomar de volta este espaço, arredou um bocadinho para o
outro lado. Circunstâncias.
O que resultou desses 20 anos (uma
geração, meus amigos) de ausência de jogadores fortes na direita?
Primeiro, a direita republicana foi desidratando: o maior exemplo são os
Democratas (ex-PFL, ex um monte de coisas), que ficou falando sozinho
contra impostos e controle de gastos. O discurso mostrou-se
eleitoralmente inócuo e o distanciamento do poder político provocou a
síndrome de abstinência de poder político que resultou na fuga de
quadros (ou "ratos", preferem os radicais). Outro exemplo é a ausência de
desafiantes importantes de direita na arena principal. Não é certamente
Aécio Neves
o cara de direita no cenário, como crê Dirceu. Nem o neto de Arraes vai
improvisar no papel. Nem tampouco Marina, que é conservadora, mas de
esquerda, que no Brasil há uma esquerda bem conservadora.
Não
sabemos ainda quais serão os discursos eleitorais de Aécio, Marina e
Eduardo Campos, mas sabemos com certeza que dirão que farão o mesmo que o
PT faz, só que farão melhor e mais limpo. Aécio ainda falará de ajuste
fiscal, para deixar FHC contente, Marina acrescentará o seu monotema
(que vocês sabem qual é) e Eduardo Campos falará de.... (de quê mesmo?
ganha uma pitomba qualquer não pernambucano que saiba o que de peculiar
Dudu acrescenta ao panorama, além dos olhos claros). Em suma, resta ao
eleitor de direita simplesmente votar contra o PT. O antipetismo, pelo
menos no nível da eleição presidencial, é o que restou à direita, para
se distrair e desabafar.
"Eduardo, você está preparado para ser presidente do Brasil? Eu vou ser sua vice e estou indo para o PSB", disse a ex-senadora ao governador pernambucano; reunião decisiva terminou às 4h30 deste sábado; nela, Marina comunicou aos seguidores que seria vice de Eduardo Campos e que sua posição seria inegociável; ao dizer que o sonho de ser presidente seria adiado, afirmou que seu projeto seria acabar com a "hegemonia" e o "chavismo" do PT; pelo visto, é bem maior do que se imaginava o rancor de Marina em relação a Lula, Dilma e ao próprio PT
247 -É maior do que se imaginava a mágoa da ex-senadora Marina Silva em relação ao PT, ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff.
"Eu fiz esse acerto com o Eduardo Campos porque chegou a um ponto que eu não tinha outra alternativa. E o PSB é um partido sério. A minha briga, neste momento, não é para ser presidente da República, é contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil", disse a ex-senadora, segundo relatos de integrantes da Rede, que participaram da reunião (leia a reportagem completa de Simone Iglesias, do Globo).
Este encontro, que terminou às 4h30 deste sábado, teve momentos de tensão e emoção. Marina disse aos seguidores que o sonho de chegar à presidência teria de ser adiado e que sua posição seria inegociável.
Ela também relatou aos seguidores sua conversa com Eduardo Campos. "Eduardo, você está preparado para ser presidente do Brasil? Eu vou ser sua vice e estou indo para o PSB", disse ela Marina, relatando ainda que Campos ficou mudo.
Ou seja: Marina se vê como a força capaz de tornar Eduardo Campos presidente da República, encerrando o ciclo de 12 anos de poder do PT.
O
governador de Pernambuco, Eduardo Campos, agendou retorno a Santa
Catarina no mês de agosto. Virá na condição de presidente nacional do
Partido Socialista Brasileiro para abonar a ficha de filiação do
deputado federal e secretário Paulo Roberto Bornhausen. Outras
lideranças políticas e empresariais, cujos nomes estão sendo mantidos em
sigilo para evitar pressões contrárias, devem também se inscrever no
PSB durante o ato. Paulinho Bornhausen não pertence mais ao PSD, partido que fundou a
presidiu em Santa Catarina, depois de comandar o antecessor, o
Democratas. Cancelou filiação e fez a comunicação ao Diretório
Municipal de Florianópolis. No site oficial do TSE seu nome já consta
como “sem partido”. Eduardo Campos esteve reunido durante três horas, em Recife, com o
ex-senador Jorge Bornhausen, e seu filho, Paulo Bornhausen, tratando da
refundação do PSB em Santa Catarina e da estrutura a ser montada para a
campanha presidencial. O socialista deixou claro que, mais do que nunca, é candidato a
presidência da República. Não fez e não fará declarações neste sentido
por entender que o momento é de governar. Campanha politica só em
2014, o ano das eleições. Campos confirmou ter conversado pelo telefone com o ex-presidente,
tratando da má fase do governo Dilma. Mas não recuou um milímetro da
decisão de disputar a presidência da República. Jorge e Paulo Bornhausen continuam viajando por Santa Catarina,
fazendo consultas e convidando lideranças para ingressarem no PSB, com
vistas a participação nas eleições do próximo ano.
Eduardo Campos começa a perceber que ser candidato a presidente é um pouco mais difícil do que parece
Tem dificuldades para se viabilizar dentro de seu próprio partido, o PSB. Dando tiro para tudo o que é lado,
procurou de José Fortunati, cuja prefeitura (Porto Alegre-RS) foi recém
envolvida em mais um escândalo, ao pastor Silas Malafaia. Governador sofre reveses dentro e fora do PSB Cristian Klein * O governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), no plano de chegar à
Presidência, tem se mexido para todos os lados em busca de uma brecha
para se afirmar em meio a uma disputa há tempos polarizada entre o PT e o
PSDB. Campos repete a presidente Dilma Rousseff, que já tinha anunciado
o projeto de destinar 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a
educação. O governador seguiu na esteira e decidiu fazer o mesmo com as
verbas de Pernambuco.
Eduardo Campos vasculha em cada canto oportunidades de se contrapor aos
petistas, dos quais ainda é oficialmente um aliado mas, na prática,
comporta-se como adversário. Na propaganda do PSB, dia 25, o governador
deixou evidente que partirá para o confronto. A peça de marketing, no
entanto, apenas reforça todos os sinais de separação já dados.
Na corrida municipal, no ano passado, o PSB rompeu com o PT em várias
cidades e capitais importantes, como Recife e Fortaleza. Neste ano, no
Congresso, lançou o deputado Júlio Delgado (MG) à presidência da Câmara
e, no Senado, retirou o apoio ao eleito Renan Calheiros (PMDB-AL), da
base governista. Nos projetos em tramitação, marca posição contrária
mesmo quando um ministro do próprio partido está envolvido na aprovação
da MP dos Portos. Na proposta que dificulta a criação de novos partidos,
o PSB recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra o governo e em defesa
de potenciais parceiros em 2014, como o recém-fundido Mobilização
Democrática (MD) e a ex-ministra Marina Silva, que está armando sua
Rede.
Na arena governamental, Eduardo Campos ainda consegue amealhar alguns
apoios. Mas, na arena eleitoral, a tarefa tem sido muito mais difícil.
Se na disputa municipal, em 2012, havia milhares de alternativas e
prefeituras em jogo, sua tentativa de montar palanques estaduais nas 27
unidades da Federação tem sido frustrada pela enorme falta de opções.
Com o PMDB mais fortemente aliado ao PT, e o chega-pra-lá do PSDB - que
também terá candidato presidencial, o senador mineiro Aécio Neves -
sobra pouca margem de manobra. Eduardo Campos tem peregrinado pelo país
fazendo convites e até agora, ao que tudo indica, sem sucesso.
Já assediou nomes do PT, como o senador Lindbergh Farias, do Rio de
Janeiro; do PSDB, a exemplo do prefeito de Manaus e ex-senador Arthur
Virgílio; e no PDT buscou o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati,
que teria recusado a ser seu vice na chapa presidencial. No PMDB do Rio,
flerta com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. A
dificuldade é tamanha que o PSB procura filiar gente fora da política e
de perfis tão diferentes como a ex-corregedora do Conselho Nacional de
Justiça, Eliana Calmon, que também se esquivou de concorrer na Bahia, e o
pastor midiático Silas Malafaia, no Rio. Nesta mesma estratégia, em
julho de 2011, o PSB "contratou" o empresário José Batista Júnior, o
Júnior Friboi, que seria o seu candidato ao governo de Goiás. Mas o
partido acaba de perdê-lo para o PMDB. A transferência está marcada para
o dia 15 e tem o dedo dos petistas, que exigiram a saída de Júnior da
sigla de Eduardo Campos, já que o BNDES possui participação de 30% nas
empresas do grupo JBS-Friboi.
Se o governador encontra problemas até em Estados menores, a situação é
mais dramática nos grandes colégios eleitorais. Em São Paulo, a melhor
perspectiva é de um palanque dividido, no qual o governador tucano
Geraldo Alckmin o apoiaria, além de Aécio. Em Minas Gerais, onde o PSB
tem o prefeito da capital Belo Horizonte, Marcio Lacerda já disse que
não quer concorrer. No Rio, atira-se para todos os lados: Lindbergh,
Beltrame, Malafaia. No Paraná, ou divide outro palanque com Aécio ou vai
com o deputado federal Rubens Bueno, do MD - um azarão entre os dois
principais pré-candidatos: o governador tucano Beto Richa e a ministra
Gleisi Hoffmann, do PT.
O cenário mostra como a polarização da disputa nacional desce para os
Estados e não tem facilitado o surgimento de uma candidatura de terceira
via. Marina Silva, em 2010, conseguiu um bom desempenho, quase 20% dos
votos, mas se viabilizou por fora, com um discurso de aura não política,
que representou o protesto contra os partidos tradicionais. Eduardo
Campos não tem esse perfil e vem de dentro do sistema. Disputa a mesma
raia do PT e do PSDB, já consolidados.
Para piorar, o líder do PSB encontra resistência dentro do partido. São
contrários à candidatura o governador do Ceará Cid Gomes e o prefeito
Alexandre Cardoso, de Duque de Caxias (RJ), terceira maior cidade da
sigla na região Sul/Sudeste. Ambos tendem a se desfiliar.
Diante de tantos desafios, destinar 100% dos recursos dos royalties de
Pernambuco para a educação acaba sendo a parte mais fácil que Campos
pode realizar.