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terça-feira, 26 de julho de 2016

MOVIMENTOS QUE OCUPAM DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE PORTO ALEGRE DIVULGAM CARTA ABERTA À PREFEITURA

mtst
Foto: Guilherme Santos / Sul 21
Tirado de JornalismoB
Carta aberta do #OcupaDemhab à Prefeitura de Porto Alegre


O movimento #OcupaDemhab (MLB, MNPR e MTST) traz a público nesta carta a estratégia e a postura da gestão Melo-Fortunati e as razões que nos trouxeram até aqui. Desde do dia 14 de julho, estamos ocupando a sede do Demhab, de maneira organizada e legítima, com o objetivo de estabelecer o diálogo entre a Prefeitura e a sociedade civil a fim de estabelecer uma política habitacional digna em Porto Alegre, até então inexistente. Após nenhuma negociação e a judicialização imediata do caso, o Demhab e a Prefeitura, mesmo tendo sido oportunizada pela Justiça a abertura de diálogo, optaram por reiterar o pedido de reintegração de posse à força. O Poder Judiciário negou taxativamente o pedido da Prefeitura, por considerar “insustentável” sua argumentação e seu embasamento jurídico. Considerando legítimo nosso movimento, nas palavras da juíza Karla Aveline “a Ocupação do Demhab quer inaugurar um debate democrático a respeito das políticas públicas habitacionais, que se desenvolva em sua plenitude e traga medidas efetivas modificando o cotidiano de sofrimento e exclusão. A Ocupação do Demhab traz à tona, essencialmente, um problema político, reclamando uma postura positiva do município na elaboração e implementação de políticas públicas efetivas na área habitacional”. A resposta da Prefeitura a tais demandas têm sido o silêncio e o desprezo aos nossos movimentos, às nossas comunidades e à opinião pública como um todo, situação agravada pela tentativa de deslegitimar nossas propostas.

Sobre a ausência de negociação: chegamos ao décimo-primeiro dia de ocupação sem que o governo Melo tenha aceitado ouvir a nossa pauta, ignorando as oportunidades de diálogo que lhe facultou o Juízo no processo. Em nenhum momento o #OcupaDemhab restringiu o acesso aos servidores do Departamento, o que pode ser comprovado pela conferência do ponto eletrônico. Se de um lado as atividades foram suspensas pelo boicote da Prefeitura, por outro as trabalhadoras e os trabalhadores do Demhab decidiram paralisar suas atividades, em gesto solidário à luta pela moradia.
Com o atendimento oficial suspenso, é a ocupação quem recebe na calçada dezenas de famílias por dia, vítimas e testemunhas da tragédia habitacional da cidade, convertendo nosso portão de entrada em um verdadeiro Muro das Lamentações. Se fosse de interesse da Prefeitura resolver a questão habitacional, o Demhab poderia ter disponibilizado, em regime de exceção, uma equipe estruturada para acolher às demandas, como nós fizemos. Além da surdez intencional, o sucateamento da autarquia é outro fator relevante para a ausência de uma política habitacional, como denunciado por trabalhadores do Demhab em nota de apoio ao movimento.
Durante esses 11 dias, foram atendidas quase 200 pessoas. A grande maioria com o pagamento do aluguel social atrasado. Há evidências de uso eleitoreiro dessa medida emergencial, muitas vezes apresentada como definitiva. A partir de dados coletados, temos a intenção de produzir um dossiê que dê a luz a casos questionáveis de entrega do benefício, atos vinculados ao pré-candidato e vice-prefeito Sebastião Melo. Entendemos como indispensável a política do aluguel social, mas atrelada a uma política habitacional gestada com as comunidades e os movimentos sociais. Queremos que a sociedade tenha acesso às informações, conheça os critérios de distribuição, saiba quantos aluguéis sociais são entregues e para quem. E mais importante, o que vem depois? Há famílias recebendo o benefício há quase 10 anos sem ter no horizonte a casa própria, digna e definitiva. O aluguel social em Porto Alegre é apenas uma política assistencialista e instrumento de remoções forçadas.
Como justificativa para a falta de negociações, a Prefeitura indica o caminho obscuro de um Orçamento Participativo capturado pelo poder como forma de obtenção da moradia, caminho supostamente legitimado por lideranças comunitárias compradas e comunidades fragmentadas. Muitas das famílias que se organizam em nossos movimentos já tentaram essas vias, sem nenhuma forma de êxito. Somente com participação popular verdadeira e independente do governo de plantão vamos inventar uma política habitacional inclusiva para Porto Alegre: quem sabe assim deixaremos no passado a vergonha de sermos uma cidade que destrói mais casas populares do que constrói. É por isso que estamos aqui.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Após manifestação no Tesourinha, prefeitura de Porto Alegre cancela audiência sobre licitação do transporte

 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Manifestantes tentaram acessar a quadra do ginásio, onde estavam autoridades que tentavam conduzir a audiência pública | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Samir Oliveira
A audiência pública que deveria debater a licitação do transporte público em Porto Alegre, prevista para ser realizada às 19h desta segunda-feira (10) no Ginásio Tesourinha, durou menos de meia hora. Após o começo do evento, um grupo presente nas arquibancadas começou a arrancar a tela que isolava a quadra do ginásio. Em seguida, este grupo jogou bombas no local, onde estavam as autoridades que conduziam a reunião – dentre elas, o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB) e o diretor-presidente da EPTC Vanderlei Cappellari. Após cerca de meia hora de tentativa de prosseguir com a audiência, a prefeitura acabou cancelando o encontro, declarando, entretanto, ter considerado que a audiência “cumpriu sua função jurídica”, e afirmando que uma nova reunião não será convocada.
Essa foi a segunda tentativa de se realizar uma audiência pública para debater a licitação dos ônibus na Capital. A primeira, no dia 27 de fevereiro, iria ocorrer na Câmara Municipal. Entretanto, a prefeitura acabou cancelando, argumentando que o plenário não poderia comportar todo mundo que desejava participar da reunião. Na ocasião, centenas de pessoas ficaram do lado de fora da Câmara, que teve seus portões fechados desde as 17h – sendo que o encontro só ocorreria às 19h.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Grupo gritava palavras de ordem como: “Eu pago! Não deveria! Transporte público não é mercadoria!” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Nesta nova tentativa de audiência, a prefeitura elaborou um rigoroso esquema de segurança. Desde as 17h, as pessoas já poderiam ter acesso ao ginásio. Para entrar no Tesourinha, a população precisava realizar um credenciamento, apresentando um documento de identificação com foto. Em seguida, eram encaminhadas para a revista corporal, que incluía, também, a revista de bolsas e mochilas. O processo era feito pela Guarda Municipal. Por conta disso, o ingresso no ginásio era bastante demorado. Quando a audiência teve início, às 19h, ainda havia muita gente do lado de fora esperando para poder entrar.
Assim que a prefeitura anunciou o início da reunião e as autoridades compuseram a mesa, integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público que estavam na plateia começaram a gritar: “Somos o povo! E o passe livre os ricos vão pagar”, “Prefeito da elite! O povo te demite!” e “Eu pago! Não deveria! Transporte público não é mercadoria!”. Composto por vários grupos de esquerda – dentre partidos políticos como PSOL e PSTU, movimentos como o Movimento Revolucionário Socialista (MRS), organizações anarquistas como a Federação Anarquista Gaúcha (FAG) e coletivos autônomos -, o Bloco entende que a licitação do transporte público para concessão do serviço à iniciativa privada é “uma MANOBRA do prefeito, dos vereadores e dos empresários para manter os privilégios da máfia que tem explorado o transporte na cidade”, conforme o texto que o grupo postou no evento criado no Facebook para convocar os manifestantes até a audiência pública. No comunicado, o Bloco anunciava: “VAMOS BARRAR ESSA AUDIÊNCIA QUE PRIVILEGIA OS LUCROS DOS EMPRESÁRIOS E CONSTRUIR UM PROCESSO DEMOCRÁTICO E POPULAR, RUMO A UM TRANSPORTE 100% PÚBLICO”. O texto ainda critica a audiência pública “pela falta de debate público com a população, pela falta de transparência e por sua distância das demandas populares. A manobra da gestão Fortunati é garantir os interesses e os lucros dos empresários”, expressa.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Guarda Municipal utilizou armas de choque em confronto com manifestantes | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Enquanto um funcionário da prefeitura fazia a leitura das regras que balizariam a realização da audiência, um grupo da plateia começou a puxar a tela verde que isolava a quadra do ginásio. Após arrancar parte da tela, esse grupo pulou o gradil que separa os dois locais e chegou a ingressar na quadra, onde estavam as autoridades. Neste momento, a Guarda Municipal formou um cordão de isolamento e impediu que os manifestantes permanecessem na quadra, fazendo com que dispersassem por diversos pontos do ginásio.
No início da confusão, o grupo que era contrário a essas ações ainda estava presente no ginásio e começou a vaiar os manifestantes. Um manifestante que havia pulado o gradil e acessado a quadra tentava dispersar pelas arquibancadas – após a chegada da Guarda Municipal -, mas acabou levando uma surra de vários homens que integravam o grupo que vaiava suas atitudes. Após ser derrubado e apanhar, o rapaz foi conduzido até a saída do ginásio.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Em convocação para ato no Facebook, Bloco disse que licitação é “manobra do prefeito, dos vereadores e dos empresários para manter os privilégios da máfia que tem explorado o transporte na cidade” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Após o tumulto inicial ter sido controlado, os manifestantes que retornaram às arquibancadas começaram a jogar bombinhas na quadra. Pelo menos quatro destes objetos foram jogados, além de terem sido arremessados garrafas de água e papéis picotados dos cartazes que haviam sido colocados no local.
A prefeitura continuou sustentando a audiência e começou a chamar as pessoas que haviam se inscrito para falar. Pelo menos três pessoas tomaram o microfone, integrantes de associações de bairro da cidade. Uma senhora da Lomba do Pinheiro estava indignada com a ação do grupo que jogava bombas na quadra: “Não é assim que se faz política, gurizada!”, berrou ao microfone.
Com uma nova tentativa de pular o gradil e acessar a quadra, a Guarda Municipal reforçou a presença no local e a prefeitura acabou anunciando o cancelamento da audiência. “Esta audiência está cancelada. Infelizmente, uma minoria que não quis o debate acabou impedindo essa audiência. Ela cumpriu seu papel jurídico”, disse um funcionário da prefeitura ao microfone. Em seguida, o vice-prefeito Sebastião Melo disse, em entrevista, que a prefeitura não irá convocar uma nova reunião. O vice-prefeito entende que não existe tempo hábil, já que, por decisão judicial, a licitação deve ser publicada até o final de março. Conforme nota publicada em seu site, a prefeitura considera que, apesar de não ter ocorrido, essa tentativa de audiência pública cumpriu o que estabelece a Lei de Licitações. Pela norma, o poder público deve realizar pelo menos uma audiência pública para colher contribuições da população antes de fazer uma licitação de um serviço público à iniciativa privada.
Guarda Municipal utiliza armas de choque no confronto com manifestantes
Após o cancelamento da audiência, o clima ficou ainda mais tenso. O confronto entre o grupo que tentava pular o gradil e a Guarda Municipal – cujos agentes não estavam identificados – se intensificou. Enquanto isso, as autoridades presentes na quadra, como o vice-prefeito e diversos secretários municipais, corriam para deixar o local.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Guarda Municipal tentou proteger o acesso à mesa onde estavam o vice-prefeito Sebastião Melo e o diretor-presidente da EPTC Vanderlei Cappellari | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Do lado de fora do Ginásio, a Guarda Municipal fechou as portas assim que estourou a primeira bomba na quadra. Impedida de entrar, a população se revoltou e derrubou os gradis que balizavam o acesso ao Tesourinha. Tanto do lado de dentro como do lado de fora, a Guarda Municipal utilizou, diversas vezes, as armas de choque conhecidas como “tasers”. Na rua, a Brigada Militar – que teve seu efetivo reforçado pela cavalaria – também foi acionada.
A dispersão do ginásio foi bastante tumultuada. Os manifestantes saíram pela Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto e foram pela Rua João Alfredo até o Largo Zumbi, onde dispersaram o ato. Entretanto, muitas pessoas ainda estavam dentro do Tesourinha. Também havia gente do lado de fora querendo entrar e entender o que havia ocorrido lá dentro. Pessoas sem uniforme, apenas identificadas com um crachá branco onde estava escrito “organização”, impediam o acesso de quem estava do lado de fora. Em um momento, um dos principais assessores do prefeito José Fortunati (PDT) tentou ingressar no local, mas foi impedido por um sujeito com esse crachá. Ao perceber a situação, outra pessoa argumentou que se tratava de “um secretário do município”. Mesmo assim, o assessor só conseguiu ingressar após a Guarda Municipal liberar sua entrada.
Confira mais fotos do ato desta segunda-feira
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
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| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
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 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Prefeitura tem 30 dias para iniciar licitação de transporte em Porto Alegre

Justiça aceitou pedido do MP que alega irregularidade no serviço da Capital

A prefeitura de Porto Alegre tem 30 dias para iniciar um processo de licitação para concessões ou permissões do serviço de transporte coletivo da Capital. A decisão foi comunicada pelo Tribunal de Justiça da tarde desta quinta-feira (30), mas foi assinada na quarta-feira pelo desembargador Carlos Roberto Canibal, relator do processo.
Na hipótese de descumprimento da decisão, foi fixada uma multa de R$ 5 mil por dia. Canibal determinou que o município publique o edital em no máximo 30 dias e o processo deve ser concluído em, no máximo 120 dias, a partir da publicação.

A ação civil pública contra a prefeitura e a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) foi ajuizada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público em dezembro de 2013, mas no início do mês a 2ª Vara da Fazenda Pública negou o pedido de liminar para a que a licitação fosse feita de forma imediata. Na ação, o MP sustenta a inconstitucionalidade e a ilegalidade das permissões precárias do serviço de transporte coletivo da capital gaúcha.
Conforme a promotora Luciana Maria Ribeiro Alice, que assina a ação, o transporte coletivo de Porto Alegre não atende às exigências de eficiência e conforto, justificando inúmeras reclamações de usuários, insatisfeitos com a qualidade do serviço prestado.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Para Fortunati, greve é um acordo entre categoria e empresas de transporte


Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Da Redação, Sul21
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, disse ter certeza que a greve dos rodoviários trata-se de um locaute  – combinação entre empresa e categoria — para forçar pressionar o aumento das tarifas.
A declaração foi feita em coletiva concedida nesta terça-feira (28). Fortunati chegou a esta conclusão depois de uma conversa com o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), Luiz Mário Magalhães Sá.
“É uma greve combinada entre empresários e rodoviários, tive certeza agora ao ouvir representante da ATP”, avaliou.
Apesar de não possuir provas quanto do acerto entre as partes, Fortunati disse ter se surpreendido com a greve e que nunca viu tanta dificuldade em colocar a frota de ônibus em circulação na cidade.
A categoria quer um reajuste de 14%. As empresas ofereceram um repasse de 5,56%.
Para Fortunati, empresas estão tendo má vontade política
Ainda durante a entrevista, Fortunati foi categórico ao afirmar que se não há renovação de frota a falta de negociação entre patronal e categoria para por fim à greve é “má vontade política”.
Ele lembrou que a redução da tarifa para R$ 2,80 ocorreu porque houve isenção de encargos trabalhistas e de impostos, sem que houvesse prejuízo nos itens das planilhas.
Fortunati disse ser um absurdo ter apenas 30% da frota circulando pelas ruas de Porto Alegre. A Prefeitura ingressou com ação na Justiça para que as empresas e rodoviários coloquem 50% da frota na rua nos horário normais e 70% no horário de pico.
Confira os eixos que são atendidos durante a greve:
Carris (100 veículos)
Linhas que vão circular: T1; T2, T2A; T3; T4; T5; T6; T7; T8; T9; T11; 343 – Campus Ipiranga
Avenidas que vão atender: como são linhas transversais, atenderão a diversas vias das zonas Leste, Norte e Sul.
Conorte (116 veículos)
Linhas que vão circular: 662 – Rubem Berta; 661 – Jardim Leopoldina; 656 – Passo das Pedras; 637 – Chácara das Pedras; 704 – Humaitá; 718 – Ilha da Pintada; 631 – Parque dos Maias; 621 – Nova Gleba; 613 – Elisabeth; TR62 – Troncal Baltazar; 520 – Triângulo/24 de Outubro; 624 – São Borja; 632 – Fátima; B51 – Parque/Postão
Avenidas que vão atender: Assis Brasil, Baltazar de Oliveira Garcia, Manoel Elias, Aj Renner, Ilhas, Plínio Brasil Milano, Cristovão Colombo, Benjamin Constant, Farrapos
Unibus (95 veículos)
Linhas que vão circular: 398 – Pinheiro; 398.2 – Pinheiro/Azenha; 441 – Antônio de Carvalho; 341 – Bento/ Antônio de Carvalho; 491 – Passo Dorneles/Safira; 494 – Rubem Berta/Protásio;
Avenidas que vão atender: Bento Gonçalves, Protásio Alves, Antônio de Carvalho e João de Oliveira Remião, João Pessoa, Azenha
STS (125 veículos)
Linhas que vão circular: 165 – Cohab; 171 – Ponta Grossa; 173 – Camaquã; 184 – Juca Batista; 188 – Assunção; 209 – Restinga; 210 – Restinga Nova; 211 – Restinga Velha; 267 – Lami; 268 – Belém Novo; 314.1 – Restinga/Puc/3ª Perimetral; 260 – Belém Velho/Oscar Pereira; 284.3 – Belém Velho/Rincão/Azenha; 289 – Rincão/Oscar Pereira

Avenidas que vão atender: Edgar Pires de Castro, Juca Batista, Serraria; Cavalhada, Cel. Marcos, Wenceslau Escobar, Oscar Pereira, Borges de Medeiros, João Pessoa, Azenha

sábado, 28 de dezembro de 2013

Artistas protestam contra perda de sala no Atelier Livre de Porto Alegre

Secretaria Municipal da Cultura quer dar outro uso a laboratório de artes visuais

Artistas protestam contra perda de sala no Atelier Livre de Porto Alegre Ronaldo Bernardi/Agencia RBS
Abrigado no Centro Municipal de Cultura, o Atelier Livre é um lugar para experimentações artísticasFoto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS
A perda de uma sala destinada a experimentações artísticas no Centro Municipal de Cultura, ainda que temporária, gera protestos de integrantes do Atelier Livre de Porto Alegre.
A destinação da área que funciona como laboratório de artes visuais do ateliê para abrigar uma central telefônica levou a manifestações contrárias de professores e alunos da entidade em e-mails e redes sociais por considerarem a medida uma perda estrutural e de prestígio.
O Atelier Livre é uma escola de arte da prefeitura que oferece cursos práticos, teóricos e realiza atividades como exposições e palestras em diversas salas do centro cultural. A transferência do setor de telefonia para uma delas, chamada Sala X e utilizada por artistas para criar e expor trabalhos desde 2007, tem como objetivo liberar espaço para a coordenação de dança do município, localizada no mesmo prédio. A central seria deslocada para lá em março e permaneceria nesse local pelo período de construção de um anexo no centro de cultura. Depois dessa obra, em um período que pode levar entre seis meses e um ano, seria possível reabrir o laboratório.
– Não queremos perder a sala porque ela contribui para o trabalho didático do ateliê, e muitas vezes o que é temporário se estende – declara a professora Ana Luz Pettini.
Na quinta-feira, a diretora do Atelier Livre, Eleonora Fabre, chegou a informar que a reconfiguração havia sido suspensa. Porém, na manhã de sexta, foi chamada à Secretaria Municipal da Cultura e avisada de que a sala deverá ser destinada à telefonia. A decisão tem sido interpretada por alunos e professores como um desprestígio ao setor de artes visuais.
– Sou obrigada a acatar as determinações da secretaria. Mas não se trata apenas da perda de um lugar físico, e sim de um espaço institucional do ateliê – sustenta Eleonora.
O secretário-adjunto da Cultura, Vinícius Cáurio, afirma que está disposto a discutir o assunto. Mas afirma que, hoje, a transferência temporária é a melhor saída para aumentar a área dedicada à dança.
– As diferentes coordenações da secretaria são coirmãs, e a dança é uma área que está crescendo muito na cidade e tem necessidade de mais espaço para garantir a qualidade do serviço. A mudança é temporária – sustenta Cáurio.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ministério Público lista recomendações sobre uso do auditório Araújo Vianna

De: Zero Hora

Município terá 10 dias úteis, após receber notificação, para apresentar quais medidas tomará


Diante de possíveis irregularidades no uso do auditório Araújo Vianna, o Ministério Público de Contas (MPC) e a Procuradoria de Defesa do Patrimônio do Ministério Público fizeram recomendações à prefeitura de Porto Alegre.


No documento, os órgãos apontam suposto descumprimento de cláusulas do termo de permissão de uso do espaço, firmado entre a Secretaria Municipal de Cultura e aOpus Promoções.

As recomendações incluem a adoção de providências em relação à empresa, como impedir a utilização do auditório para atividades expressamente vedadas — como políticas e sindicais, por exemplo —, fiscalizar o uso correto da nomenclatura tombada pelo patrimônio histórico e cultural, e compartilhar a ocupação das salas.

Outra sugestão é que o município instaure procedimento administrativo para apurar responsabilidades sobre o descumprimento do termo e que, até isso ocorrer, não faça qualquer pagamento à empresa por manutenção, conservação, limpeza, segurança interna e externa, entre outros.

Também é citada no documento a recomendação para que se observe a reserva mínima de datas para a realização de eventos para atividades da prefeitura, incluindo-se finais de semana — e dando a devida publicidade, cumprindo os princípios da finalidade pública e da supremacia do interesse público sobre o particular.

Os órgãos ressaltam, ainda, que o não cumprimento de qualquer um dos itens recomendados configurará atos de improbidade administrativa, bem como irregularidade passível de parecer pela rejeição das contas, inclusive com ingresso de ações judiciais.


Município terá 10 dias úteis, após receber notificação, para apresentar quais medidas tomará


Em julho, uma representação encaminhada pela vereadora Sofia Cavedon (PT) apontou que a administração do local descumpre o contrato firmado entre o poder público e a empresa em 2007, que garantiu a reforma do auditório em troca da autorização de uso pela Opus. O documento indica que o espaço estaria sendo alugado indevidamente a outros empreendimentos e oferecendo menos atrações públicas do que o previsto.


O município terá 10 dias úteis, a partir do recebimento das recomendações, para apresentar que medidas administrativas serão determinadas para atender as sugestões.

Nenhum representante da prefeitura foi localizado na noite de quarta-feira para comentar o assunto. Em julho, no entanto, o secretário municipal de Cultura, Roque Jacoby, disse que o acordo com a Opus permitiu a reforma e reabertura do auditório após sete anos fechado. Na época, no entanto, ele frisou que, em vez dos cerca de R$ 7 milhões previstos, teriam sido gastos R$ 18 milhões pela empresa. 

Representantes da Opus também não foram localizados pela reportagem. Em julho, a empresa disse que não se manifestaria sobre o assunto por não ter recebido nenhuma notificação oficial.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A cidade ruindo: retrato da administração Fortunati

Buraco na Rua Doutor Timóteo, em Porto Alegre, deixa o trânsito em duas pistas

Buraco na Rua Doutor Timóteo, em Porto Alegre, deixa o trânsito em duas pistas  Eduardo Rosa/Agencia RBS

Departamento de Esgotos Pluviais fez uma vistoria na terça e deve realizar o conserto na quarta

Buraco fica próximo à Rua Marquês do HervalFoto: Eduardo Rosa / Agencia RBS

Um buraco se abriu na faixa da esquerda da Rua Doutor Timóteo, próximo à esquina da Rua Marquês do Herval, em Porto Alegre, na tarde desta terça-feira. Devido ao buraco, de aproximadamente um metro de circunferência, o trânsito ficou em duas pistas na área.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) orienta os motoristas a evitarem a região devido à possibilidade de congestionamento. A Rua Ramiro Barcelos representa a melhor alternativa para o deslocamento. O buraco, no bairro Moinhos de Vento, foi sinalizado com cavaletes e balizador pela EPTC.
Na tarde desta terça-feira, o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) fez uma vistoria. Na manhã de quarta-feira, os servidores do órgão voltam ao local para arrumar o asfalto e verificar o que provocou o afundamento — relato de pessoas que passavam nas proximidades dá conta de que, com o peso de um automóvel, o buraco se abriu.
No final do mês passado, uma cratera se abriu na mesma rua, causando transtornos no trânsito. O diretor-geral do DEP, Tarso Boelter, explicou na época que asfalto cedeu após o rompimento de tubos que fazem parte do Conduto Álvaro Chaves. Conforme Boelter, as fortes chuvas que caíram na Capital em outubro fizeram grande pressão sobre os tubos do conduto, que são unidos por anéis. Estes teriam rompido, causando o vazamento de água e, consequentemente, o buraco.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Porto Alegre lidera ranking de água contaminada entre 20 capitais

Estudo elaborado pela Unicamp avaliou água de mananciais e água tratada.
Pesquisa encontrou grande presença de 'interferentes endócrinos'.

A qualidade da água distribuída aos moradores de Porto Alegre é a pior entre 20 capitais brasileiras, segundo uma pesquisa elaborada pelo Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo. Divulgado na segunda-feira (23), o estudo coloca a capital gaúcha no topo do ranking, à frente de metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mesmo assim, ainda é considerada potável e atende os requisitos do Ministério da Saúde.
A pesquisa indica que a água que sai da torneira dos porto-alegrenses possui grande concentração de “interferentes endócrinos”, substâncias que afetam o sistema hormonal de seres vivos, podendo causas sérios danos à saúde, alertam os pesquisadores. Consideradas como “contaminantes emergentes”, aparecem em controles de qualidade, mas não existem portarias ou leis que impeçam o consumo. Porém, se consumidas em larga escala e por longo prazo, podem causar diversas doenças, como diabetes, obesidade e câncer.
·          
Ranking
Capital
Cafeína média (ng/l)
Porto Alegre
2257
Campo Grande
900
Cuiabá
222
Belo Horizonte
206
Vitória
196
A Unicamp coletou amostras de mananciais e de água tratada. O nível de cafeína foi usado como indicador da presença de contaminantes que têm ação estrógena, um efeito semelhante ao do hormônio feminino. Porto Alegre aparece com 2.257 nanogramas de cafeína por litro, bem próximo ao máximo recomendado (2.769 ng/l). O mínimo, segundo a pesquisa, é de 1.342 ng/l. Campo Grande é a segunda colocada, com 900 ng/l, seguida de Cuiabá, Belo Horizonte e Vitória (veja o quadro ao lado).
“A cafeína presente na água é quase toda excretada pela atividade humana. É uma droga muito consumida. A gente consome muito, seja junto a medicamentos, refrigerantes, energéticos”, afirmou o pesquisador Wilson Jardim, que liderou a pesquisa, ao site da Unicamp.
Jardim ressaltou que em mananciais europeus, por exemplo, é difícil encontrar níveis de cafeína acima de 20 ng/l. “Em termos de contaminantes emergentes, no Brasil, bebemos água com qualidade comparável à da água não tratada lá de fora”, comparou.
A avaliação de Jardim é que a qualidade da água no Brasil ainda precisa melhorar muito, principalmente em questões reguladoras. “A portaria 2914 do Ministério da Saúde, que normatiza a qualidade da água potável, é muito estática, e a nossa vida é dinâmica, nossa sociedade é dinâmica. A cada ano, são mais de mil novos componentes registrados”.