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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ação de grafite colore região do Beira-Rio para a Copa

Em: Catraca Livre

Iniciativa tem o objetivo de valorizar os espaços públicos e integrar os jovens através da arte urbana

O Coletivo Urbanóide está desenvolvendo, na região ao redor do estádio Beira-Rio, a ação de grafite “Todos os Povos, Todas as Cores, Nossa Cultura“.
O objetivo é valorizar os espaços públicos e integrar os jovens através da arte urbana. A iniciativa teve início dia 24 de maio, na área externa da academia de samba Praiana, ao lado do estádio Beira-Rio. Nos dias 25 e 26, os pilares do antigo Aeromóvel, na praça Júlio Mesquita, no Centro, receberam formas e cores resultantes do trabalho de 30 artistas do Estado e do país.
Joel Vargas/ PMPA
Joel Vargas/ PMPA
Mais de 30 artistas do Estado e do país participam da iniciativa
Durante esta semana, os painéis na Praiana devem ser finalizados e colocados ao longo das avenidas Edvaldo Pereira Paiva e Padre Cacique, na região do estádio Beira-Rio.
Artistas paulistas, mineiros e gaúchos
Nos dias 30 e 31 de maio, a grafitagem acontece na segunda parte do Túnel da Conceição, no sentido Centro-Bairro. Na semana seguinte, é a vez do Terminal Triângulo, na zona norte da Capital, receber o projeto. No segundo semestre, os painéis utilizados na região do Beira-Rio devem ser exibidos em uma exposição itinerante nas universidades de Porto Alegre, integrando a 1ª Bienal da União Estadual dos Estudantes, UEE.
Participam do projeto os paulistas Lelin, Vespa e Graphis, que se juntam aos mineiros Hyper, Ed Mun e Fhero. Também estão presentes os gaúchos Allan, Paçoka, Alvo, Peixe, Mon, True, Mari, Jamaikah, Lidia, Grazi, Bizzaro, Lucas-NLC, Turski, Sant, Trampo, Flipmen, Jasom, Bart, Minhoca, Pedrão, Ceaga, Chambinho, Erick, Maick, Primo, Floko, Michel, Porcão, Ana, Kuka, TR, Sabrina, Hauli, HP e Niggaz.
A curadoria é de Lucas Anão, do Coletivo Urbanóide, e Leopoldo Costanzo. A ação é realizada em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Juventude, SMJ, e com a UEE. O evento conta com o apoio da Secretaria Extraordinária da Copa, Secopa, e da Secretaria Municipal de Gestão.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Após manifestação no Tesourinha, prefeitura de Porto Alegre cancela audiência sobre licitação do transporte

 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Manifestantes tentaram acessar a quadra do ginásio, onde estavam autoridades que tentavam conduzir a audiência pública | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Samir Oliveira
A audiência pública que deveria debater a licitação do transporte público em Porto Alegre, prevista para ser realizada às 19h desta segunda-feira (10) no Ginásio Tesourinha, durou menos de meia hora. Após o começo do evento, um grupo presente nas arquibancadas começou a arrancar a tela que isolava a quadra do ginásio. Em seguida, este grupo jogou bombas no local, onde estavam as autoridades que conduziam a reunião – dentre elas, o vice-prefeito Sebastião Melo (PMDB) e o diretor-presidente da EPTC Vanderlei Cappellari. Após cerca de meia hora de tentativa de prosseguir com a audiência, a prefeitura acabou cancelando o encontro, declarando, entretanto, ter considerado que a audiência “cumpriu sua função jurídica”, e afirmando que uma nova reunião não será convocada.
Essa foi a segunda tentativa de se realizar uma audiência pública para debater a licitação dos ônibus na Capital. A primeira, no dia 27 de fevereiro, iria ocorrer na Câmara Municipal. Entretanto, a prefeitura acabou cancelando, argumentando que o plenário não poderia comportar todo mundo que desejava participar da reunião. Na ocasião, centenas de pessoas ficaram do lado de fora da Câmara, que teve seus portões fechados desde as 17h – sendo que o encontro só ocorreria às 19h.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Grupo gritava palavras de ordem como: “Eu pago! Não deveria! Transporte público não é mercadoria!” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Nesta nova tentativa de audiência, a prefeitura elaborou um rigoroso esquema de segurança. Desde as 17h, as pessoas já poderiam ter acesso ao ginásio. Para entrar no Tesourinha, a população precisava realizar um credenciamento, apresentando um documento de identificação com foto. Em seguida, eram encaminhadas para a revista corporal, que incluía, também, a revista de bolsas e mochilas. O processo era feito pela Guarda Municipal. Por conta disso, o ingresso no ginásio era bastante demorado. Quando a audiência teve início, às 19h, ainda havia muita gente do lado de fora esperando para poder entrar.
Assim que a prefeitura anunciou o início da reunião e as autoridades compuseram a mesa, integrantes do Bloco de Luta pelo Transporte Público que estavam na plateia começaram a gritar: “Somos o povo! E o passe livre os ricos vão pagar”, “Prefeito da elite! O povo te demite!” e “Eu pago! Não deveria! Transporte público não é mercadoria!”. Composto por vários grupos de esquerda – dentre partidos políticos como PSOL e PSTU, movimentos como o Movimento Revolucionário Socialista (MRS), organizações anarquistas como a Federação Anarquista Gaúcha (FAG) e coletivos autônomos -, o Bloco entende que a licitação do transporte público para concessão do serviço à iniciativa privada é “uma MANOBRA do prefeito, dos vereadores e dos empresários para manter os privilégios da máfia que tem explorado o transporte na cidade”, conforme o texto que o grupo postou no evento criado no Facebook para convocar os manifestantes até a audiência pública. No comunicado, o Bloco anunciava: “VAMOS BARRAR ESSA AUDIÊNCIA QUE PRIVILEGIA OS LUCROS DOS EMPRESÁRIOS E CONSTRUIR UM PROCESSO DEMOCRÁTICO E POPULAR, RUMO A UM TRANSPORTE 100% PÚBLICO”. O texto ainda critica a audiência pública “pela falta de debate público com a população, pela falta de transparência e por sua distância das demandas populares. A manobra da gestão Fortunati é garantir os interesses e os lucros dos empresários”, expressa.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Guarda Municipal utilizou armas de choque em confronto com manifestantes | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Enquanto um funcionário da prefeitura fazia a leitura das regras que balizariam a realização da audiência, um grupo da plateia começou a puxar a tela verde que isolava a quadra do ginásio. Após arrancar parte da tela, esse grupo pulou o gradil que separa os dois locais e chegou a ingressar na quadra, onde estavam as autoridades. Neste momento, a Guarda Municipal formou um cordão de isolamento e impediu que os manifestantes permanecessem na quadra, fazendo com que dispersassem por diversos pontos do ginásio.
No início da confusão, o grupo que era contrário a essas ações ainda estava presente no ginásio e começou a vaiar os manifestantes. Um manifestante que havia pulado o gradil e acessado a quadra tentava dispersar pelas arquibancadas – após a chegada da Guarda Municipal -, mas acabou levando uma surra de vários homens que integravam o grupo que vaiava suas atitudes. Após ser derrubado e apanhar, o rapaz foi conduzido até a saída do ginásio.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Em convocação para ato no Facebook, Bloco disse que licitação é “manobra do prefeito, dos vereadores e dos empresários para manter os privilégios da máfia que tem explorado o transporte na cidade” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Após o tumulto inicial ter sido controlado, os manifestantes que retornaram às arquibancadas começaram a jogar bombinhas na quadra. Pelo menos quatro destes objetos foram jogados, além de terem sido arremessados garrafas de água e papéis picotados dos cartazes que haviam sido colocados no local.
A prefeitura continuou sustentando a audiência e começou a chamar as pessoas que haviam se inscrito para falar. Pelo menos três pessoas tomaram o microfone, integrantes de associações de bairro da cidade. Uma senhora da Lomba do Pinheiro estava indignada com a ação do grupo que jogava bombas na quadra: “Não é assim que se faz política, gurizada!”, berrou ao microfone.
Com uma nova tentativa de pular o gradil e acessar a quadra, a Guarda Municipal reforçou a presença no local e a prefeitura acabou anunciando o cancelamento da audiência. “Esta audiência está cancelada. Infelizmente, uma minoria que não quis o debate acabou impedindo essa audiência. Ela cumpriu seu papel jurídico”, disse um funcionário da prefeitura ao microfone. Em seguida, o vice-prefeito Sebastião Melo disse, em entrevista, que a prefeitura não irá convocar uma nova reunião. O vice-prefeito entende que não existe tempo hábil, já que, por decisão judicial, a licitação deve ser publicada até o final de março. Conforme nota publicada em seu site, a prefeitura considera que, apesar de não ter ocorrido, essa tentativa de audiência pública cumpriu o que estabelece a Lei de Licitações. Pela norma, o poder público deve realizar pelo menos uma audiência pública para colher contribuições da população antes de fazer uma licitação de um serviço público à iniciativa privada.
Guarda Municipal utiliza armas de choque no confronto com manifestantes
Após o cancelamento da audiência, o clima ficou ainda mais tenso. O confronto entre o grupo que tentava pular o gradil e a Guarda Municipal – cujos agentes não estavam identificados – se intensificou. Enquanto isso, as autoridades presentes na quadra, como o vice-prefeito e diversos secretários municipais, corriam para deixar o local.
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Guarda Municipal tentou proteger o acesso à mesa onde estavam o vice-prefeito Sebastião Melo e o diretor-presidente da EPTC Vanderlei Cappellari | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Do lado de fora do Ginásio, a Guarda Municipal fechou as portas assim que estourou a primeira bomba na quadra. Impedida de entrar, a população se revoltou e derrubou os gradis que balizavam o acesso ao Tesourinha. Tanto do lado de dentro como do lado de fora, a Guarda Municipal utilizou, diversas vezes, as armas de choque conhecidas como “tasers”. Na rua, a Brigada Militar – que teve seu efetivo reforçado pela cavalaria – também foi acionada.
A dispersão do ginásio foi bastante tumultuada. Os manifestantes saíram pela Avenida Aureliano de Figueiredo Pinto e foram pela Rua João Alfredo até o Largo Zumbi, onde dispersaram o ato. Entretanto, muitas pessoas ainda estavam dentro do Tesourinha. Também havia gente do lado de fora querendo entrar e entender o que havia ocorrido lá dentro. Pessoas sem uniforme, apenas identificadas com um crachá branco onde estava escrito “organização”, impediam o acesso de quem estava do lado de fora. Em um momento, um dos principais assessores do prefeito José Fortunati (PDT) tentou ingressar no local, mas foi impedido por um sujeito com esse crachá. Ao perceber a situação, outra pessoa argumentou que se tratava de “um secretário do município”. Mesmo assim, o assessor só conseguiu ingressar após a Guarda Municipal liberar sua entrada.
Confira mais fotos do ato desta segunda-feira
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
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 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
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| Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Por Ramiro Furquim/Sul21
 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
| Foto: Ramiro Furquim/Sul21

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Para Fortunati, greve é um acordo entre categoria e empresas de transporte


Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Da Redação, Sul21
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, disse ter certeza que a greve dos rodoviários trata-se de um locaute  – combinação entre empresa e categoria — para forçar pressionar o aumento das tarifas.
A declaração foi feita em coletiva concedida nesta terça-feira (28). Fortunati chegou a esta conclusão depois de uma conversa com o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa), Luiz Mário Magalhães Sá.
“É uma greve combinada entre empresários e rodoviários, tive certeza agora ao ouvir representante da ATP”, avaliou.
Apesar de não possuir provas quanto do acerto entre as partes, Fortunati disse ter se surpreendido com a greve e que nunca viu tanta dificuldade em colocar a frota de ônibus em circulação na cidade.
A categoria quer um reajuste de 14%. As empresas ofereceram um repasse de 5,56%.
Para Fortunati, empresas estão tendo má vontade política
Ainda durante a entrevista, Fortunati foi categórico ao afirmar que se não há renovação de frota a falta de negociação entre patronal e categoria para por fim à greve é “má vontade política”.
Ele lembrou que a redução da tarifa para R$ 2,80 ocorreu porque houve isenção de encargos trabalhistas e de impostos, sem que houvesse prejuízo nos itens das planilhas.
Fortunati disse ser um absurdo ter apenas 30% da frota circulando pelas ruas de Porto Alegre. A Prefeitura ingressou com ação na Justiça para que as empresas e rodoviários coloquem 50% da frota na rua nos horário normais e 70% no horário de pico.
Confira os eixos que são atendidos durante a greve:
Carris (100 veículos)
Linhas que vão circular: T1; T2, T2A; T3; T4; T5; T6; T7; T8; T9; T11; 343 – Campus Ipiranga
Avenidas que vão atender: como são linhas transversais, atenderão a diversas vias das zonas Leste, Norte e Sul.
Conorte (116 veículos)
Linhas que vão circular: 662 – Rubem Berta; 661 – Jardim Leopoldina; 656 – Passo das Pedras; 637 – Chácara das Pedras; 704 – Humaitá; 718 – Ilha da Pintada; 631 – Parque dos Maias; 621 – Nova Gleba; 613 – Elisabeth; TR62 – Troncal Baltazar; 520 – Triângulo/24 de Outubro; 624 – São Borja; 632 – Fátima; B51 – Parque/Postão
Avenidas que vão atender: Assis Brasil, Baltazar de Oliveira Garcia, Manoel Elias, Aj Renner, Ilhas, Plínio Brasil Milano, Cristovão Colombo, Benjamin Constant, Farrapos
Unibus (95 veículos)
Linhas que vão circular: 398 – Pinheiro; 398.2 – Pinheiro/Azenha; 441 – Antônio de Carvalho; 341 – Bento/ Antônio de Carvalho; 491 – Passo Dorneles/Safira; 494 – Rubem Berta/Protásio;
Avenidas que vão atender: Bento Gonçalves, Protásio Alves, Antônio de Carvalho e João de Oliveira Remião, João Pessoa, Azenha
STS (125 veículos)
Linhas que vão circular: 165 – Cohab; 171 – Ponta Grossa; 173 – Camaquã; 184 – Juca Batista; 188 – Assunção; 209 – Restinga; 210 – Restinga Nova; 211 – Restinga Velha; 267 – Lami; 268 – Belém Novo; 314.1 – Restinga/Puc/3ª Perimetral; 260 – Belém Velho/Oscar Pereira; 284.3 – Belém Velho/Rincão/Azenha; 289 – Rincão/Oscar Pereira

Avenidas que vão atender: Edgar Pires de Castro, Juca Batista, Serraria; Cavalhada, Cel. Marcos, Wenceslau Escobar, Oscar Pereira, Borges de Medeiros, João Pessoa, Azenha

sábado, 28 de dezembro de 2013

Adeus Araújo Vianna, eu te mando um abraçaço!

De: Blog do Elenilton

Era uma vez um auditório chamado Araújo Vianna. Eu o conheci em outros tempos, onde não era a oitava maravilha do mundo mas nele se podia entrar num domingo à tarde com sol.
Semana passada fomos lá ver o Caetano e seu show “Abraçaço”. O povão ficou pela rua vendendo churrasquinho e pipoca. Lá dentro senhoras respeitáveis tomavam espumante em pequenas taças de plástico e comentavam os cinquenta tons de livros da moda que haviam acabado de ler. Meninas tensas esperavam na fila para comprar a sua. O ar condicionado impressionava um senhor que ia entrando, enquanto seu amigo procurava ávido pelo banheiro. Cadeiras numeradas e pessoas gentis mostrando a cada um o seu devido assento.
Se eu fosse ingênuo diria que o Araújo Vianna ficou bonito e organizado. E ficou mesmo. Porém esta é uma constatação superficial. Com 40 anos e muitos pés de galinha na face já é tempo de deixar de ser ingênuo. Os 18 milhões que foram colocados na reforma me fazem pensar para muito além dos números nas poltronas, do brinco de ouro da mulher ao lado ou dos doze reais que cobram por uma tacinha ridícula de espumante. Nenhum problema com o dinheiro dos empresários do entretenimento e seus investimentos nem com a grana que se gasta fácil. Mas com o dinheiro público todos os problemas. Minha própria grana eu gostaria que fosse utilizada para o desfrute da maioria. A reforma era para custar 6 milhões, e estes 6 viraram 18! Quanto disso foi dinheiro da prefeitura?
Me perdoem a má vontade, não é nada pessoal. Mas não confio em vocês. Não boto fé nestes senhores prefeito, amigos, secretários e etc e tal. E ainda menos no cordão de puxa-sacos que cada vez aumenta mais. Não jogo bolinha de gude com vocês nem “às brinca”. E tenho a curiosa percepção que a grande maioria das pessoas pensa o mesmo.
Os novos donos do Araújo Vianna cobram preços de Primeiro Mundo, mas os assentos são de madeira e o som continua com problemas. Lembro de um show público, neste mesmo lugar em 1992. Moleque de Rua era o nome do grupo. Uma das melhores apresentações que já assisti e dancei. Sim, Porto Alegre era outra, eu sei. Eu dançava bem mais e nem éramos tão bundões como hoje. Talvez por isso o Caetano não nos disse nem boa noite. Quem disse “oi” foi o patrocinador, que agora dá um novo nome para o auditório: “Oi apresenta Auditório Araújo Vianna”. O publicitário que inventou isto merece um prêmio. Pior que ele, só aquele outro que criou a propaganda do curso Unificado, que diz assim: “Detone os concorrentes e passe para a nova fase da sua vida.” Este merece ser detonado com um prêmio especial e uma viagem para as Ilhas Fake só de ida. Onde ficam estas ilhas? Também não sei, e é melhor que ninguém saiba para não haver o risco de quererem resgatá-lo.
Para não soar tão feio sugiro um novo nome: “Espaço Oi”, “Auditório Oi” ou “Opus Auditório” (que é o nome da empresa que ganhou a concorrência). Mudem o nome, em nome da sinceridade nos negócios e de meus ouvidos sensíveis.
Araújo Vianna lembra um outro lugar, outro tempo, onde o acesso não era restrito à fatia da população que tem 150 ou 200 pratas para desembolsar assim no mais no meio de uma semana de outono. Mais 20 ou 30 de estacionamento ou táxi, ou mil horas de espera pelo ônibus que nunca chega. Nada contra as pessoas com condições para isto, e eu mesmo posso eventualmente ser uma delas (bem eventualmente, que fique claro). O detalhe é que estas mesmas pessoas podem pagar isto em locais privados. Há vários deles, para todos os gostos e bolsos. Por que um lugar assim no meio de um parque municipal?
Seguindo a sessão nostalgia, também dá uma certa saudade dos tempos em que existia a EPTC. Alguém lembra? Se esta empresa não fosse fictícia nos dias de hoje (servindo apenas para defender aumento de passagem de ônibus), quem sabe até poderia enviar UM de seus agentes. Ao menos para parar o fluxo em alguns momentos em frente ao Auditório Oi, para que as velhinhas e velhinhos possam também ter o direito de ir e vir sem virar alvo fácil correndo em meio a automóveis furiosos. Também não seria demais se alguém lembrasse aos taxistas o significado da cor vermelha nas sinaleiras. Mas tá, tudo bem, sei que já estou pedindo demais e nos dias de hoje é moda baixar a cabeça e deixar como está.
Nem achei maiores problemas naquela grade colocada em volta do antigo Araújo Viana. Não ficou esteticamente agressiva. Apenas gostaria de saber quanto será pago por aquela área toda, e se é mesmo legal vender uma área no meio da Redenção. Claro, irão me dizer que não há venda alguma, e que se trata apenas de um contratinho de 10 ou 20 anos. Tudo bem. 20 anos não é quase nada mesmo. Nem sei por que afinal fico insistindo nisto. Minha mente anda confusa pelo medo, e a culpa é destes estudantes que aterrorizam a cidade com seus cantos e seus cartazes agressivos.
Me disseram que ali, bem ali no Oi Apresenta Auditório... também houve um ataque de uma horda de anarquistas mascarados, que teriam atacado o símbolo sagrado da Cloaca Cola e ateado fogo a uma pobre lata plástica de refrigerante, que até então não havia feito nada senão decorar a nova cara do lugar. Os mesmos meliantes teriam também esvaziado o mascote da Copa do Mundo, maculando assim a imagem de Porto Alegre perante os bons homens da Fifa. Caetano cantou que “a bossa nova é foda”. Que nada. Foda é a Fifa, mas num sentido inverso ao da música.
Mas voltemos ao show de Caetano. 70 anos de idade e o cara vem fazendo rock and roll. Gostei. Não sei se o público que estava lá aprovou muito os solos de guitarra e a batida crua de certas composições. Mesmo assim quem não aplaudia chacoalhava as joias. Percebi que na fila em frente houve cochicho e desconforto quando ele cantou a bela canção sobre Carlos Marighella (“Um comunista”), sob uma luz vermelha e repetindo que os comunistas guardavam sonhos.

O baiano morreu, eu estava no exílio.
E mandei um recado
que eu é que tinha morrido e ele que estava vivo...”

No banheiro, alguém ouviu duas frequentadoras do novo auditório, meio bêbadas, que se perguntavam se “os comunistas” eram um jogo ou um novo aplicativo. Sinal dos tempos.
Por estas e por muitas outras é que digo:
Adeus Araújo Vianna. Eu te mando um abraçaço!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Porto Alegre caótica: a culpa é... da chuva

Desde a primeira gestão de Fogaça que as enchentes de Porto Alegre deixaram de ser culpa da Prefeitura e passaram a ser culpa da chuva. Com Fortunati não é diferente. Cada chuva que vem é a maior dos últimos anos e por aí se justifica o caos em que se torna a cidade.
Postagem típica do puxa-saco
Os puxa-sacos de sempre, transformam-se em ecologistas e culpam a população que joga lixo nas ruas pelas enchentes. É verdade que o número de porcalhões espalhados pela cidade pode ser contado aos milhares. Mas isso não pode servir de desculpa para situações em que não se constata lixo acumulado e, mesmo assim, as águas se acumulam.
O fato é que 65% dos eleitores de Porto Alegre parece preferir acreditar que a popualção é porca a pensar que há problemas sérios na manutenção dos bueiros e na limpeza urbana. Assim, votam para que o prefeito continue descuidando de funções básicas da administação municipal.
Vão culpar a latinha por esse desastre?
O fato é que, na enchete de 20 de fevereiro há uma novidade: o asfalto que recobre "a maior obra de drenagem urbana de todos os tempos", o Conduto Forçado Álvaro Chaves, ruiu. A cidade não pode assisitir quieta a uma situação dessas. É plenamente justificável um questionamento amplo sobre a qualidade das obras que estão sendo feitas em Porto Alegre. Não faltou dinheiro nem tempo para fazer uma obra bem feita, O resultado foi o que vimos hoje: um desastrev, um monumento à incompetência e, vamos combinar, não dá pra por a culpa na chuva!


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ouvidoria: excessos de BM e Guarda Municipal causaram conflito em Porto Alegre

De:  Sul 21Júlia Schwarz *
Foto: Ramiro Furquim/Sul21

A Ouvidoria da Segurança Pública do Estado concluiu que houve excesso na ação de alguns dos brigadianos e de guardas municipais durante a tentativa de proteger o tatu-bola da Copa no largo Glênio Peres, no último dia 4. O texto aponta o emprego de força excessiva por parte dos policiais e os responsabiliza pelo início da violência, que se deu antes de qualquer ataque ao mascote da Copa do Mundo.
Patrícia Couto, a ouvidora, informa que o relatório foi feito a partir de cerca de 60 depoimentos de manifestantes realizados pessoalmente, através de e-mails e/ou com envio de vídeos e fotos. Entre as informações colhidas, verbal ou textualmente, constam, além de depoimentos, boletins de ocorrência policial e laudos médicos. “É importante que se diga: o relatório não tem atribuição investigatória. Os documentos são subsidiários ao processo investigatório que tramita tanto na Polícia Civil quanto na Militar”, sublinha.
Os depoimentos e imagens que compõem o relatório comprovam a responsabilidade das polícias pelo início do conflito, afirma a ouvidora: “Não havia uma combinação prévia de vandalizar ou causar algum dano, mas de chamar a atenção para suas reivindicações. Aí, no momento em que três pessoas retiram o gradio e visivelmente estavam dançando e tocando pandeiro chega o reforço e os policiais fazem um afastamento de forma precitada e já fazendo o uso da força”.
Iniciadas as agressões, “não era aceita pela polícia qualquer tipo de manifestação, verbalizada ou não”, prossegue. Além da violência contra os envolvidos na ciranda ao redor do tatu-bola quando este foi desinflado e contra os que registravam a cena, “pessoas foram perseguidas nas ruas por grupos de policiais, que saiam atrás delas batendo, inclusive em pessoas com braços levantados em sinal de rendição. Também aconteceram casos de pessoas que foram agredidas por dois ou três policiais ao mesmo tempo”.
Após o conflito, “a região estava congelada”. “Havia dificuldade em deixar o local de táxi e de conseguir atendimento da SAMU. No HPS, a polícia não deixava as pessoas conversarem. Há relatos de violência [pela polícia] dentro do HPS, impedindo a vereadora [Fernanda Melchionna] de falar com as pessoas, além de agressão verbal a um advogado”, aponta.
Muitos dos depoimentos foram dados por pessoas ainda abaladas pelo que havia acontecido, relata a ouvidora. Ela explica que após receber as declarações presenciais, o órgão cruzou suas informações com as dos e-mails, “escritos com tantos detalhes que era possível saber a quem o texto se referia”. Segundo Patrícia, as diferentes informações iam na mesma direção e se completavam, o que confere concretude aos depoimentos.
Apesar de ressaltar que “apenas alguns policiais se excederam enquanto outros tentavam amenizar a situação e conversar com os manifestantes”, avalia que “não havia porque a guarda municipal descer as escadas da prefeitura”. “Será difícil descobrir quais foram os policiais responsáveis por causa da escuridão, mas há descrições físicas”, diz a ouvidora.
O relatório foi encaminhado na sexta-feira passada (26) à assessoria do governador Tarso Genro e deve ser enviado entre hoje e amanhã às secretarias estaduais de Segurança Pública e Direitos Humanos, para o prefeito José Fortunati (comandante da Guarda Municipal), para o Comitê Estadual Contra a Tortura e para a promotoria de controle externo e atividade policial. O inquérito policial está a cargo da 17ª DP de Porto Alegre.
Entenda o caso
O confronto no Largo Glênio Peres ocorreu no dia 04 de outubro, ao fim do ato público Defesa Pública da Alegria, organizado via redes sociais e que pretendia protestar contra o que seus integrantes consideram privatização de espaços públicos, como o próprio Largo. Ao fim da manifestação, até então sem incidentes, manifestantes dirigiram-se até o tatu-bola, parte da campanha promocional de um dos patrocinadores da Copa 2014 no Brasil, com o objetivo de fazer uma dança ou ciranda em torno do boneco. A partir daí, a Brigada Militar e a Guarda Municipal teriam feito uso de força para evitar uma suposta tentativa de depredação. O boneco acabou sendo derrubado, o que chegou a ser considerado consequência de danos permanentes – ainda que relatório da empresa responsável tenha demonstrado posteriormente que o tatu-bola foi apenas esvaziado, conforme noticiado em primeira mão pelo Sul21.
* colaborou Igor Natusch

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Prefeitura quer anular dispositivo do Plano Diretor Cicloviário de POA

Plano Cicloviário foi aprovado em julho de 2009 | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Samir Oliveira
A prefeitura de Porto Alegre quer anular na Justiça um dispositivo do Plano Diretor Cicloviário Integrado (PDCI) da cidade, aprovado em 2009 pela Câmara Municipal. Trata-se do segundo inciso do artigo 32 da lei complementar 626/09, que determina que 20% do valor total de multas arrecadadas pela EPTC deve ser investido na construção de ciclovias e em campanhas que promovam a educação no trânsito – focadas na convivência entre ciclistas e motoristas.
Histórico do caso
O PDCI foi uma iniciativa do próprio Poder Executivo, mas a emenda que determinou o investimento de 20% do que é arrecadado das multas em ciclovias foi de autoria do vereador Beto Moesch (PP). Apesar de não constar no projeto original enviado à Câmara, essa emenda foi sancionada pelo então prefeito José Fogaça (PMDB) em 2009.
Mas, desde então, a lei nunca foi cumprida, já que a EPTC sequer tem aplicado 10% do que arrecada com multas na construção de ciclovias. Por conta disso, no dia 6 de janeiro deste ano o Laboratório de Políticas Públicas e Sociais (Lappus) ingressou com uma representação no Ministério Público para cobrar o cumprimento da lei.
O caso está com a Promotoria de Justiça de Habitação e Defesa da Ordem Urbanística, sob os cuidados do promotor Luciano Brasil. No início do ano, ele requisitou à EPTC as informações referentes aos investimentos da verba arrecadada com as multas.
Pelos dados fornecidos, pode-se constatar que o Plano Diretor Cicloviário não vinha sendo cumprido. Desde julho de 2009, quando a lei entrou em vigor, até o final deste mesmo ano, a EPTC arrecadou R$ 3,6 milhões em multas e aplicou somente R$ 206,5 mil no que determina a lei, o que representa 5,71% do total.
Trecho da denúncia do Ministério Público utiliza informações fornecidas pela EPTC | Imagem: MP-RS
Em todo o ano de 2010, dos R$ 24,3 milhões arrecadados, R$ 2,1 milhões foram investidos em ciclovias ou campanhas educativas. O valor representa 8,71% do total, quando a lei diz que deveriam ser aplicados 20%.
Em 2011, dos R$ 26,3 milhões arrecadados com multas de trânsito, somente R$ 2,3 milhões foram aplicados conforme determina a o Plano Diretor Cicloviário – 8,98% do valor total.
Com esses dados em mãos, o promotor Luciano Brasil sugeriu que a EPTC criasse um fundo fixo para onde iriam os recursos das multas, o que facilitaria a aplicação de 20% desse montante para a construção de ciclovias. Como a empresa ignorou a sugestão, o promotor ingressou com uma ação civil-pública para obrigar o município a cumprir esse dispositivo do Plano Diretor Cicloviário.
Tramitação do processo

O Ministério Público pediu, em caráter liminar, que a Justiça obrigasse a prefeitura a aplicar 20% do valor arrecadado em multas na construção de ciclovias, mas obteve derrota em primeira instância. Com isso, o promotor recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS).
Porto Alegre recebeu Fórum Mundial da Bicicleta em fevereiro deste ano | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Quando o processo chegou no TJ, a EPTC resolveu, então, alegar que esse dispositivo do Plano Diretor Cicloviário é inconstitucional. De acordo com a empresa, essa determinação não pode ser cumprida, pois seria necessário ter previsão orçamentária para fazer esses investimentos – algo que somente o prefeito pode determinar.
A alegação pegou o promotor e os cicloativistas de surpresa, já que não esperavam que a prefeitura fosse querer anular um dispositivo de uma lei que ela mesma sancionou. “Até então não houve nenhum tipo de reclamação da prefeitura em relação a essa lei”, estranha o promotor Luciano Brasil.
Ele entende que o dispositivo em discussão não é inconstitucional. “A verba proveniente da arrecadação de multas da EPTC não possui caráter orçamentário, pois não há previsão no orçamento para isso. É uma receita derivada do poder de sanção da empresa, não tem como estimar quanto será arrecadado”, argumenta o promotor.
Diretor do Lappus, integrante da Massa Crítica e vereador eleito de Porto Alegre, Marcelo Sgarbossa (PT) avalia que há um retrocesso na agenda cicloviária da cidade. “A prefeitura nunca cumpriu a lei e agora encontrou uma justificativa juridicamente questionável para não aplicá-la. Como é que a arrecadação de multas pode ser considerada uma verba prevista em orçamento?”, questiona.
Para ele, a administração municipal se favoreceu politicamente com a aprovação da lei – ganhando, à época, a simpatia dos ciclistas. “A prefeitura utilizou essa lei como forma de capital político para mostrar que tinha compromisso com a mobilidade urbana por meio de bicicletas. Agora, promovem um retrocesso bárbaro”, critica.
A ação que poderá declarar a inconstitucionalidade da medida está com o desembargador Armínio José da Rosa, que é o relator do processo, e será julgada pelo pleno do Tribunal de Justiça.
Em janeiro, prefeitura prometia cumprir a lei e não falava em inconstitucionalidade

O Sul21 acompanhou o início da ação do Ministério Público junto à prefeitura para que fosse cumprido o Plano Diretor Cicloviário. Em uma matéria publicada no dia 6 de janeiro deste ano, dois integrantes do primeiro escalão da prefeitura garantiram que a lei seria cumprida e não manifestaram inconformidades com a medida.
O secretário de Governança, Cezar Busatto (PMDB), disse que a lei seria aplicada em 2012. “Após diversas reuniões entre os órgãos envolvidos e o fechamento do relatório de arrecadação de valores de multas de 2011, nós já avisamos aos ciclistas que a partir deste ano ela será cumprida”, assegurou o peemedebista na época, em entrevista ao Sul21.
Cezar Busatto havia garantido que o Plano Cicloviário seria cumprido | Foto: Ricardo Stricher/PMPA
Na mesma matéria, o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, reconheceu que os valores não aplicados desde 2009 não seriam recuperados, mas assumiu o compromisso de passar a cumprir a determinação do Plano Diretor Cicloviário em 2012. “Infelizmente, não temos como recuperar a verba da arrecadação de multas de 2009 e 2010, pois já fizemos investimentos em outras áreas. Agora temos que olhar pra frente e utilizar o valor arrecadado em 2011 em campanhas educativas e de incentivo a utilização da bicicleta como meio de transporte”, disse.
A opção de declarar parte da lei inconstitucional revoltou os ciclistas porto-alegrenses que acompanhavam as discussões do tema com a prefeitura. Ciclista há 20 anos, a professora de Antropologia Maria de Nazareth Agra Hassen diz que os ciclistas estão revoltados com a decisão da administração municipal.
“É óbvio que há uma intenção de se livrar da obrigação de aplicar 20% do que é arrecadado em multas na construção de ciclovias. É uma situação constrangedora para a prefeitura, já que nas reuniões o Busatto e o Cappellari afirmavam uma coisa e depois, sem conversar com as pessoas, entraram com essa ação”, critica.

Ela assegura que “os ciclistas se sentem muito enganados“. “A prefeitura cria uma aparente ideia de democracia e de discussão com os interessados, mas essa participação é falsa, porque, encerrada a reunião e apaziguados os ânimos, a prefeitura faz o que bem entende, à revelia do compromisso estabelecido com as partes”, condena.
Lucas Barroso/PMPA
Vanderlei Cappellari também tinha dito que a lei seria aplicada | Foto: Lucas Barroso/PMPA
Procurado pela reportagem, o secretário Cezar Busatto disse que não está acompanhando esse assunto e que, como é algo que diz respeito à área jurídica do governo, não teria condições de comentar.
Também procurada pela reportagem, a EPTC não quis se manifestar sobre o caso, alegando que o processo ainda corre na Justiça. A assessoria de comunicação da empresa enviou um e-mail com informações sobre a construção de ciclovias na cidade.
Confira a íntegra da nota enviada pela EPTC
PLANO DIRETOR CICLOVIÁRIO PREVE 495KM DE CICLOVIAS EM POA
• Ciclovia da Restinga – 4,6km de extensão. Ciclovia da Restinga = são 3 km na Avenida João Antônio da Silveira, entre as avenidas Edgar Pires de Castro e Ignês Fagundes. Outros 500 metros conduzirão até as proximidades do Parque Industrial, e 1,1km na Nilo Wulff, entre a Avenida João Antônio da Silveira e o terminal de ônibus.
• Ciclovia da Diário de Notícias – Ao longo da av. Diário de Notícias, entre Wenceslau Escobar e Chuí. 2,1km de extensão.
• Ciclovia de Ipanema – Inicia na Cel. Marcos com Dea Cofal, segue pela Dea Cofal e avenida Guaíba, encerrando na Osvaldo Cruz. 1,25 km de extensão.
• Ciclofaixa da Icaraí – 1,7km, entre as avenidas Chuí e Wenceslau Escobar, no sentido bairro-Centro, localizada ao lado direito da pista, junto ao meio-fio e segregada por tachões.
Próximas Ciclovias
Ipiranga – previsão de 9,4km, entre a Edvaldo e a Antônio de Carvalho (contrapartida Zaffari e Praia de Belas). Primeiro trecho concluído (cerca de 414m), entre a Érico Verissimo e Azenha), restante em fase de construção.
Aeroporto-Sertório (integrada na Dona Alzira) – previsão de 12km (investimento público) ciclovia circundando a área do Aeroporto pela avenida dos Estados, Severo Dullius, Dona Alzira e Sertório (iniciando na estação de metrô Farrapos, segue pela Sertório, Assis Brasil e encerra na Franciso Silveira Bittencourt).
Com a conclusão da duplicação da Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), obra preparatória para a Copa do Mundo que inclui uma ciclovia de 6,35km de extensão, haverá integração dos espaços exclusivos para os ciclistas das avenidas Ipiranga, Edvaldo Pereira Paiva, Padre Cacique (1 quilômetro a ser implantado) e Diário de Notícias (2,1 quilômetros já existentes), resultando em 17,4 quilômetros de ciclovias integradas.
Voluntários da Pátria – obra de duplicação da via, contará com ciclovia de 3,5km, entre a rua da Conceição e Av. Sertório.
Loureiro da Silva – 1,2 km de extensão, interligando a José do Patrocínio e Vasco Alves.
José do Patrocinio – 880 metros de extensão, ligando as avenidas Loureiro da Silva e Venâncio Aires.