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segunda-feira, 10 de março de 2014

“Ponho a mão no fogo”, diz Plínio sobre Alckmin


“Ponho a mão no fogo”, diz Plínio sobre Alckmin
O ex-deputado federal elogiou também José Serra. “Objetivamente, ele é um governante melhor do que a Dilma e os demais”
Por Redação
“É um governador meio reaça, mas um homem correto”, de quem o escândalo do cartel do metrô “não vai nem passar perto” e por quem “põe a mão no fogo”. Essa é a declaração do ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio (Psol), sobre o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), em matéria publicada no jornalFolha de São Paulo no último domingo (9).
Plínio, que foi candidato à presidência pelo PSOL em 2010 – quando obteve 886 mil votos, 0,87% do total -, afirma que ficará fora da próxima disputa eleitoral. “Já cumpri o que tinha que cumprir”, aponta. Atualmente, marca presença nas redes sociais, sobretudo em seu perfil do Twitter, seguido por 81 mil pessoas. Lá, ele se dispõe a responder “perguntas sobre política e religião”.
Na esteira do governador, o ex-presidenciável fez elogios a outro tucano: José Serra, de quem diz ser amigo. “Objetivamente, ele é um governante melhor do que a Dilma e os demais. É meio reacionário e violento, mas é competente. Pessoalmente, é uma simpatia, um cara simples”, considerou.
Figuras do Partido dos Trabalhadores, legenda que ajudou a fundar e que abandonou, em 2005, também entraram na sua mira. Disse que Lula “é uma figura admirável, sujeito malandrão, ótima de coração”, mas “péssimo como presidente”. Sobre os acusados no processo do Mensalão, indicou ter ficado “triste” em ver ex-companheiros presos, afirmou que José Dirceu “roubou mesmo” e que José Genoino “vivia com dificuldade, pegou para o partido”.
Já com relação ao pleito deste ano, confessou ter certeza de que Dilma Rousseff (PT) se reelegerá, apesar de “ter cortado benefícios previdenciários e entregado a Petrobrás”. A Randolfe Rodrigues, senador do Amapá e pré-candidato do PSOL ao Palácio do Planalto, Plínio se mostrou favorável – “novinho, mas craque pra burro”, elogiou -,  e o aconselhou a “partir para ofensas morais”. “Se não for agressivo no debate em um partido pequeno, os eleitores esquecem de você”, explicou.
*Foto: Viomundo

sábado, 30 de novembro de 2013

Datafolha: Dilma bateria Joaquim Barbosa por 44% a 15%

publicado em Viomundo



30/11/2013 – 17h00
Dilma cresce e oposição encolhe, aponta Datafolha
FERNANDO RODRIGUES, na Folha
De junho para cá, os pré-candidatos a presidente fizeram o possível para recuperar a popularidade perdida por causa do abalo provocado pelas manifestações de rua em todo país. Por enquanto, só a presidente Dilma Rousseff segue em trajetória ascendente. A oposição oscila entre bons e maus momentos, e agora encolheu um pouco mais, segundo o Datafolha.
Dilma ou seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, lideram a corrida presidencial em todos os cenários mais prováveis para 2014 –o Datafolha testou nove combinações de nomes.
A presidente pontua de 41% a 47%, dependendo de quem são seus adversários. Lula oscila de 52% a 56%.
O Datafolha entrevistou 4.557 pessoas em 194 municípios na quinta e na sexta-feira. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Apesar do conforto momentâneo que oferecem a Dilma, os eleitores emitem um sinal contraditório para a petista. Dois terços dizem preferir que “a maior parte das ações do próximo presidente seja diferente” das adotadas por ela.
Entre todas as simulações com os nomes dos pré-candidatos, o cenário que parece mais provável hoje é também aquele em que Dilma está mais bem colocada. Ela tem 47% contra 19% de Aécio Neves (PSDB) e 11% de Eduardo Campos (PSB). Em outubro, ela pontuava 42%. O tucano tinha 21% e o socialista, 15%.
Nesse cenário, o percentual de eleitores que vota em branco, nulo ou que se diz indeciso ficou inalterado em 23%, de outubro até agora. Ou seja, a petista cresceu extraindo votos dos dois adversários diretos nesse período. Ganharia no primeiro turno.
A presidente só não venceria hoje a eleição na primeira votação nos cenários em que Marina Silva aparece como candidata. Ocorre que a ex-senadora se filiou ao PSB e não é certo que vá concorrer como cabeça de chapa nas eleições do ano que vem.
Numa das simulações, a petista fica com 41% contra 43% dos outros dois adversários somados (Marina registra 24% e José Serra 19%). Mas Dilma está se recuperando. Em outubro, tinha 37%, contra 28% de Marina e 20% de Serra.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, testado num dos cenários, aparece com 15%, numericamente em segundo lugar. Dilma, com 44%, venceria no primeiro turno. Aécio teria 14%. Campos, 9%.
Diferentemente de Dilma, o ex-presidente Lula venceria a disputa no primeiro turno nos quatro cenários em que seu nome aparece — inclusive contra Marina e Serra.
PS do Viomundo: A pressão sobre Barbosa para que ele saia candidato vai se multiplicar. É a melhor chance de garantir um segundo turno.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vox Populi: Dilma segue líder em todos os cenários e pode vencer no 1º turno

Segundo a pesquisa Vox Populi/CartaCapital, hoje só haveria segundo turno com Marina na disputa. Dilma venceria com folga qualquer adversário no segundo turno



A nova rodada da pesquisa Vox Populi/CartaCapital para as eleições presidenciais mostrou que a presidenta Dilma Rousseff (PT) segue líder nas intenções de voto e mantém a possibilidade de vencer no 1º turno em todos os cenários possíveis para 2014. Segundo o levantamento, em um eventual segundo turno Dilma venceria qualquer um dos quatro principais postulantes ao cargo: os tucanos Aécio Neves e José Serra e Marina Silva e Eduardo Campos, agora juntos no PSB.
Por causa da permanência de Serra no PSDB e à ida de Marina para o PSB, os quatro cenários de primeiro turno pesquisados pelo Vox Populi têm apenas três candidatos. A variação da intenção de voto em Dilma fica sempre na margem de erro (confira os resultados em detalhes). Ela tem 43% num cenário com Aécio Neves e Eduardo Campos na disputa; 42% com Serra e Eduardo Campos; e 41% nos quadros com Marina e Aécio e com Marina e Serra.
Nos dois primeiros cenários, em que o nome do PSB é o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Dilma venceria no primeiro turno, segundo o Vox Populi. Nos outros dois, com a ex-senadora Marina Silva no lugar de Campos, poderia haver segundo turno, pois a diferença entre os votos na presidenta e a soma dos outros dois competidores fica dentro da margem de erro da pesquisa.
No segundo turno (confira os resultados em detalhes), Dilma teria margens folgadas de vitória se as eleições fossem hoje. Quem se sairia melhor é Marina Silva. Neste caso, a diferença seria de 15 pontos (46% a 31%); Aécio Neves e José Serra perderiam por uma diferença de 20 pontos percentuais. Campos teria o pior desempenho, 25 pontos atrás da petista. Nos quatro cenários, a quantidade de eleitores indecisos varia entre 7% e 10%.
A pesquisa Vox Populi/CartaCapital entrevistou 2,2 mil eleitores em 179 municípios entre 11 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

domingo, 1 de setembro de 2013

Serra deve anunciar entrada no PPS até quinta

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Aécio e Serra se encontram nesta quinta-feira em conferência do PPS

Maria Lima, em O GLOBO
BRASÍLIA — No meio de um processo delicado de negociação para manter espaço de destaque no seu partido, o PSDB, e promover reaproximação com os tucanos mineiros, o ex-ministro José Serra terá oportunidade de mostrar nesta quinta-feira, de público, se a relação com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) realmente está se distensionando ou se permanece o mal-estar em relação ao provável candidato do partido a presidente. No momento em que circulam notícias sobre a possível saída do ex-governador paulista do PSDB, Serra e Aécio vão comparecer, juntos, à abertura da conferência “A Esquerda Democrática pensa o Brasil”, promovido pelo PPS. O PPS é justamente o partido que articula a ida de Serra para uma nova legenda, se vingar a fusão com o PMN.
Gabeira está confirmado
Foram convidados para o encontro de hoje outros pré-candidatos à sucessão da presidente Dilma Rousseff, como Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva. Mas só Fernando Gabeira (PV) e Aécio confirmaram presença. Campos viajou para os Estados Unidos para uma reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, convidado, também não comparecerá.
Inicialmente, Aécio e Fernando Henrique participariam nesta quinta-feira, e Serra só discursaria sexta-feira, com Marina Silva. Como os demais convidados não confirmaram presença, Serra acabou sendo convidado a participar da solenidade de abertura do seminário, junto com Aécio. O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), conversou com Aécio e Serra para averiguar se haveria algum constrangimento.
— Conversei com o Serra e ele me garantiu que está tudo bem. Não vai haver nenhuma saia-justa. São civilizados — disse Freire.
Campos será representado
Serra, Aécio e Gabeira devem discursar. Todos com críticas ao governo e à presidente Dilma Rousseff. O líder do PSB, senador Rodrigo Rollemberg (DF), representará Eduardo Campos.
— Vai dar tudo certo. Eu e o Serra somos mais próximos do que vocês imaginam — disse Aécio, ontem.
A conferência do PPS vai até sábado e será realizada no plenário Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. O tema do debate de abertura será “Desafios do Brasil: Desenvolvimento, Sustentabilidade e Equidade”. No encerramento, o PPS deverá reunir seu Diretório Nacional para discutir a possibilidade de fusão com o PMN, o que abriria uma janela para a adesão dos descontentes, inclusive Serra, se for o caso.
— Se avançarem as articulações sobre a fusão do PPS com o PMN, o Diretório Nacional precisa convocar um congresso nacional do partido para deliberar. Então, vamos começar a discutir essa possibilidade com a direção do partido, para não ficar só eu falando sobre isso — disse Freire.
Também hoje em Brasília, o PSD, partido criado pelo ex-prefeito de SP Gilberto Kassab, fará nova rodada de reunião com diretórios estaduais para discutir a posição do partido nas eleições presidenciais do ano que vem. Prevalece a ideia de apoiar a reeleição de Dilma, mas sem comprometimento com o governo (Maria Lima).

Leia mais sobre esse assunto em o e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

domingo, 28 de outubro de 2012

As pérolas da análise que briga com os fatos

O Escritor
A pedidos, Pérolas da Globo e da GloboNews
"Haddad é o mais tucano dos petistas."
"No segundo turno, mais se rejeita um candidato do que se vota no outro."
"Serra não queria ser candidato, e só o foi por insistência do PSDB."
"O PSDB é o segundo (em número de prefeitos, depois do PMDB), mesmo há 10 anos fora do poder!" (Merval, é claro.)
"Maguito Vilela é eleito no segundo turno (para prefeito de Aparecido de Goiânia)." O político foi eleito no primeiro turno.
"O PT fracassou em seu objetivo de conquistar 1.000 prefeituras."
"A estratégia prioritária de Lula é derrubar o PSDB."
"O 'mensalão' retardou o crescimento de Fernando Haddad em São Paulo no primeiro turno."
"ACM Neto tem 58% e Pelegrino tem 48% [soma: 106%], de acordo com a pesquisa boca de urna do Ibope."
"Gustavo Fruet ganhando esta eleição, ex-PSDB, ex-crítico do Governo Lula..."
"Fortaleza foi uma das praças em que Lula esteve lá, inclusive esta semana, terça-feira, pedindo votos..." Comentando a "derrota" de Lula.
"Estive em São Paulo e percebi que o eleitor de São Paulo estava muito desencantado (com os candidatos do segundo turno)." Comentando a abstenção.
"O grande tema da reta final da campanha de Cuiabá foi um beijo."
"O PT, queira ou não queira, do ponto de vista de sigla, ela sai muito arranhada pelo mensalão." (Comentário sobre o partido campeão de votos.)
Parei. Certamente houve e haverá muitas outras. Mas há limites para o que um cérebro humano pode aguentar quando uma chuva de pérolas cai sobre ele.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Plínio, quem é você que não sabe o que diz?

Plínio de Arruda Sampaio, oriundo do antigo Partido Democrata Cristão (PDC), de onde também veio Mário Covas, tranformou-se em íncone de certa esquerda. Do alto de sua polpuda e merecida aposentadoria, Plínio fez o caminho inverso do PT, passou de posições moderadas para um extremismo moralista. Adotou a ironia como método de debate e transborda ressentimento, além de adotar um ar professoral que dá a impressão de arrogância.
Não sei o que explica a declaração de Plínio sobre a necessidade de derrotar Haddad e seus elogios a Serra. Certamente não é caduquice. Porém, não se confunda a posição de Plínio com a do PSOL. Pelo que li, o PSOL adotou a posição de "nenhum voto a Serra". Rapidamente, meus companheiros petistas já foram às redes sociais, misturar alhos com bugalhos e "provar" que o PSOL é linha auxiliar dos tucanos. É um palpite tão infeliz quanto o de Plínio sobre a eleição paulistana. Um modo esperto, mas pouco inteligente de coesionar a base atacando os adversários pela esquerda.
Colunistas falam sobre o processo de "peemedebização" do PT. Sem entrar nesse debate, por enquanto, convém lembrar que, nos "tempos gloriosos" do PT, na década de 80, não foram poucas as vezes em que os petistas foram acusados de auxiliar a direita: seja por não apoiarem o PMDB (maior partido de oposição da época), seja por criticarem Brizola (que denominavao PT de "UDN de macacão"). Alguns petistas repetem esse erro, cegos diante das disputas concretas.
Por fim, numa hipotética disputa Serra x Plínio, eu não teria dúvidas: votaria no Plínio.
Confira a música "Palpite Infeliz", de Noel Rosa, na voz da incrível Joyce.
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Assessor de senador tucano cria falsa página de Haddad


De: Pagina2
João Guariba, assessor do senador Aloysio Nunes Ferreira postou ontem em sua conta no twitter um site que contém propostas falsas atribuídas a Fernando Haddad. A página, desenhada de forma a se parecer com o site oficial do candidato petista afirma que lá estão as verdadeiras propostas de Hadad, como a construção de “50 escolas de lata” e a volta das taxas de lixo e iluminação públicas, criadas no governo Marta Suplicy.
Guariba é ligado a José Serra e tem usado sua conta no twitter para atacar a campanha de Haddad e sugerir que o ex-presidente Lula precisa de um Habeas Corpus preventivo. O assessor do senador tucano afirma que Lula será o próximo condenado pela Justiça.
Quando a página “Propostas de Haddad 13”, é mais um exemplo do jeito tucano de fazer campanha. Em uma das “propostas”, afirma-se que Haddad vai criar 50 escolas de lata, mas não traz nenhum dado ou indício que aponte neste sentido. “Esta é até óbvia. Haddad foi um Ministro da Educação que só meteu os pés pelas mãos. E como o PT tem, historicamente, uma queda por escolas construídas de forma porca, pode ter certeza de que essa praga vai voltar. Se você quer seus filhos estudando um verdadeiros fornos (sic), sem conforto, sem estrutura, é só votar no Haddad”.
Página oficial de Haddad acima e a falsa, abaixo. Logo
e identidade visual para confundir eleitores
Em outro texto, o autor diz que o governo federal “deve mais de mil creches”. A conclusão é que um político que não cria creches (a página não informa nenhuma fonte para a informação) vai acabar com o Ensino Técnico em São Paulo. O ensino técnico é o carro chefe da proposta de Serra para a área de educação.
Como assessor, Guariba recebe salário pago com dinheiro do contribuinte para fazer campanha a Serra quando o correto seria ele se licenciar do Senado para fazer parte do staff de Serra. Além disso, a página é ilegal do ponto de vista eleitoral. Ela fere direitos, deturpas propostas falsas a um candidato, se apropria do logotipo e da identidade visual para confundir o eleitorado

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Silas Malafaia diz que vai “arrebentar” Fernando Haddad

Silas Malafaia diz que vai “arrebentar” Fernando Haddad
Silas Malafaia diz que vai “arrebentar” Fernando Haddad
Vale a pena ler na íntegra a matéira publicada no Gospel Prime.
O sujeito é um homofóbico que espalha o ódio e a intolererância para manter seu rebanho unido e vender seus livros, CDs e DVDs, além de utilizar uns 70% do seu tempo de TV para pedir dinheiro. Pra mim, é a expressão contemporânea dos vendilhões do templo.


"O assembleiano estará gravando um vídeo para ligar o candidato petista aos ativistas gays
por Leiliane Roberta Lopes  
O pastor Silas Malafaia esteve em São Paulo nesta terça-feira (9) para participar de uma reunião com o candidato à Prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB), que estará concorrendo no segundo turno com o candidato Fernando Haddad (PT), desafeto do líder religioso.
Nessa reunião Malafaia voltou a falar sobre o projeto do “kit gay” que foi elaborado a mando de Haddad que era o ministro da Educação. Ao apoiar Serra, o pastor afirma que quer “arrebentar” o candidato do PT nos resultados das urnas.
“O Haddad já está marcado pelos evangélicos como o candidato do ‘kit gay’. Não vamos dar moleza para ele”, disse Malafaia aos jornalistas depois do encontro.
A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno foi pequena, por isso Malafaia não descarta que o petista pode vir a ganhar e se tornar prefeito da capital paulista. “Haddad pode até ganhar, mas não com os votos dos evangélicos”, completou.
“Vou mostrar um encontro dos ativistas gays dizendo no Congresso Nacional que pegariam em armas contra os religiosos e dizer que é isso que ele está apoiando. Vou arrebentar em cima do Haddad.”
A coordenação do PSDB já está tentando fazer contato com as igrejas que apoiaram Gabriel Chalita (PMDB) e Celso Russomanno (PRB) no primeiro turno. Enquanto isso o PT segue na posição de não pedir apoio aos evangélicos.
Malafaia gravará e divulgará na próxima segunda-feira (15) um vídeo com seu apoio ao candidato tucano que também será apoiado pelo Conselho de Pastores de São Paulo, liderado pelo pastor Jabes Alencar que também participou desta reunião."

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Serra vai derrubar os cartunistas!

Fotos como essa desempregam os cartunistas. Não há como desenhar algo mais insólito que José Serra tentando ser popular.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Dados para uma futura biografia de Serra


Lembro quando vi Serra pela primeira vez. Sempre sisudo junto à portinhola da cozinha em que a simpática Dona Raimunda fazia passar seu café logo depois do almoço no segundo andar da faculdade de economia, portava-se como personalidade a espera de um pedido de autógrafo.
Usava uma invariável jaqueta marrom com detalhes em couro e os poucos cabelos puxados a brilhantina. A expressão de permanente descontentamento a quem tudo parecia desagradar, vez ou outra se desfazia em reação receptiva a eventuais festejos de bajuladores que já naquele tempo acompanhavam-no.
Visto à distância não transparecia estar agradecido pelo emprego que João Sayad e Montoro Filho arrumaram-lhe na FIPE quando desembarcou com uma mão atrás e outra na frente vindo do exílio auto-imposto no Chile. Aparecia pouco na Universidade e naqueles inícios dos anos 80 de empregos escassos víamos com certa estranheza o modo fácil como ganhava seu dinheiro.
Deu um curso sobre economia da América latina a que poucos se interessaram, exceto os marxistas ligados ao partidão (partido comunista brasileiro) e alguns poucos ingênuos que se encantavam com as críticas que o professor fazia publicar na revista de economia política contra as medidas cambiais adotadas à época pelos ministros Reis Velloso e Delfim Neto.
Houve alguma surpresa quando o anódino Serra surgiu como secretário do planejamento do governo Montoro. Foi trazido pelas mãos de Montoro Filho, que não podendo ser ele mesmo secretário devido à condição de descendente direto do governador, que já tinha dois outros filhos no gabinete, decidiu conferir um ar de esquerda ao governo do pai enquanto ele mesmo permaneceria nos bastidores.
No governo, o primeiro ato de Serra foi avocar a si a nomeação de todos os diretores financeiros de estatais paulistas, todas: do Banespa à Comgás. Nessas circunstâncias foi que chocou os ovos que viram a conferir-lhe força tremenda, primeiro dentro do PMDB e depois dentro do novo partido cuja fundação seria um dos responsáveis devido à ruptura irreconciliável com Quércia.
Confinado à Secretaria da Administração e contemplado com não mais que duas diretorias regionais do Banespa, uma na capital e outra no interior, Quércia manteve-se crítico a Serra até a aliança em 2010 que pensou lhe renderia uma cadeira no senado.
Com as chaves dos cofres das estatais nas mãos e a responsabilidade de alimentar o caixa que financiaria a primeira campanha presidencial pela via direta – a de Montoro, conforme acordo firmado com Tancredo Neves que depois de eleito pelo colégio eleitoral com apoio do governador paulista apoiá-lo-ia nas primeiras eleições diretas no país – ficou fácil para Serra tornar-se czar da economia no estado e, depois de malogrado o plano urdido entre mineiros e paulistas com a morte inesperada de Tancredo, sagrar-se deputado constituinte por São Paulo.
Nas movimentações destinadas a articular sua candidatura, Serra atropelou um punhado de amigos que, desconhecendo o caráter daquele haviam conduzido a uma posição de força no governo, preparavam suas candidaturas há mais tempo. Dentre eles o ex-secretário das finanças de Covas na Prefeitura Denisard Alves e o próprio Montoro Filho.
Depois de traído, Montoro Filho, a quem Serra tudo devia de sua carreira política, foi solenemente esquecido pelo amigo em todos os postos que este ocupou. Inclusive o de governador. Montorinho, como era conhecido, só voltou a posições de mando no governo do estado pelas mãos de Covas em gratidão ao fato de seu pai tê-lo nomeado prefeito de São Paulo 10 anos antes.
Engana-se por essa razão o PSDB em tomar a defesa de Serra no episódio dos recursos ilícitos trazidos por ele e sua família desde paraísos fiscais, como notícia o livro Privataria Tucana.  Primeiro porque o dinheiro internalizado não foi proveniente apenas das privatizações realizadas durante o governo FHC, mas também de sua passagem pela secretaria do planejamento de São Paulo quando era peemedebista e não tucano.
Ademais, Serra nunca deu nada ao PSDB senão que dele se alimentou o tempo inteiro. Como hospedeiro de um corpo que haverá de abandonar depois que mais nada puder oferecer.

*Luiz Cezar é Economista, Linguista, Mestre em Cultura, Mestre em Tecnologia (todos pela USP) e Master em Gestão Econômica de Projetos pela GV

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Verônica Serra rebate acusações de "A privataria tucana" - @Veja

Reproduzido Terra Magazine:A empresária Verônica Serra, filha do ex-governador José Serra (PSDB), divulgou uma nota em que rebate as acusações do livro "A privataria tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr. "São notícias plantadas desde 2002 - ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez - e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade", afirma Verônica. Ela desmente que tenha sido sócia de Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso pela Operação Satiagraha da Polícia Federal, em 2008. "Da mesma forma como eu fui indicada para representar o IRR no Conselho de Administração da Decidir, a Sra. Veronica Dantas foi indicada para participar desse mesmo conselho pelo Fundo Opportunity. Éramos duas conselheiras (e não sócias), representando fundos distintos, sem relação entre si anterior ou posterior a esta posição no conselho da empresa", explica.
A filha de Serra diz que os "caluniadores e difamadores não podem provar uma só de suas acusações e vão responder por isso na justiça". "Em 1998, quando houve a privatização, eu morava há quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei em Harvard e trabalhei em Nova York numa empresa americana que não tinha nenhum negócio no Brasil, muito menos com a privatização", relatou Verônica.
Amaury Ribeiro Jr. relata casos de desvios de recursos e pagamentos de propinas durante o processo de privatizações no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo o autor, houve um esquema de lavagem de dinheiro com conexões em paraísos fiscais, unindo membros do PSDB, como o ex-ministro da Saúde e ex-governador paulista José Serra, ao banqueiro Daniel Dantas.
O texto de Verônica foi republicado no site do cientista político Eduardo Graeff, ex-secretário-geral da Presidência no governo FHC. Confira a íntegra da nota:
"Nos últimos dias, têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito. São notícias plantadas desde 2002 - ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez - e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade. Basta lembrar que, em 2010, fui vítima de quebra ilegal de sigilo fiscal, tendo seus autores sido indiciados pela Polícia Federal. E, agora, uma organizada e fartamente financiada rede de difamação dedicou-se a propalar infâmias intensamente através de um livro e pela internet. Para atingir meu pai, buscam atacar a sua família com mentiras e torpezas.
1. Quais são os fatos?
- Nunca estive envolvida nem remotamente com qualquer tipo de movimentação ilegal de recursos.
- Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas.
- Jamais intermediei nenhum negócio entre empresa privada e setor público no Brasil ou em qualquer parte do mundo.
- Não fui sócia de Verônica Dantas, apenas integramos o mesmo conselho de administração.
Faço uma breve reconstituição desses fatos, comprováveis por farta documentação.
2. No período entre Setembro de 1998 e Março de 2001, trabalhei em um fundo chamado International Real Returns (IRR) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.
3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como conseqüência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.
4. A Decidir era uma empresa "ponto.com", provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.
5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.
6. Em conseqüência do investimento feito pelo IRR na Decidir, passei a integrar o seu Conselho de Administração (ou, na língua inglesa, "Board of Directors"), representando o fundo para o qual trabalhava.
7. À época do primeiro investimento feito pelo IRR na Decidir, o fundo de investimento Citibank Venture Capital (CVC) - administrado, no âmbito da América Latina, desde Nova Iorque - liderou a operação.
8. Como o CVC tinha uma parceria com o Opportunity para realizar investimentos no Brasil, convidou-o a co-investir na Decidir, cedendo uma parte menor de seu aporte. Na mesma operação de capitalização da Decidir, investiram grandes e experientes fundos internacionais, dentre os quais se destacaram o HSBC, GE Capital e Cima Investments.
9. Nessa época, da mesma forma como eu fui indicada para representar o IRR no Conselho de Administração da Decidir, a Sra. Veronica Dantas foi indicada para participar desse mesmo conselho pelo Fundo Opportunity. Éramos duas conselheiras (e não sócias), representando fundos distintos, sem relação entre si anterior ou posterior a esta posição no conselho da empresa.
10. O fato acima, no entanto, serviu de pretexto para a afirmação (feita pela primeira vez em 2002) de que eu fui sócia de Verônica Dantas e, numa ilação maldosa, de que estive ligada às atividades do empresário Daniel Dantas no processo de privatização do setor de telecomunicações no Brasil. Em 1998, quando houve a privatização, eu morava há quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei em Harvard e trabalhei em Nova York numa empresa americana que não tinha nenhum negócio no Brasil, muito menos com a privatização.
11. Participar de um mesmo Conselho de Administração, representando terceiros, o que é comum no mundo dos negócios, não caracteriza sociedade. Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer, pois o Opportunity destacava um de seus funcionários para acompanhar as reuniões do conselho da Decidir, realizadas sempre em Buenos Aires.
12. Outra mentira grotesca sustenta que fui indiciada pela Polícia Federal em processo que investiga eventuais quebras de sigilo. Não fui ré nem indiciada. Nunca fui ouvida, como pode comprovar a própria Polícia Federal. Certidão sobre tal processo, da Terceira Vara Criminal de São Paulo, de 23/12/2011, atesta que "Verônica Serra não prestou declarações em sede policial, não foi indiciada nos referidos autos, tampouco houve oferecimento de denúncia em relação à mesma."
13. Minhas ligações com a Decidir terminaram formalmente em Julho de 2001, pouco após deixar o IRR, fundo para o qual trabalhava. Isso ressalta a profunda má fé das alegações de um envolvimento meu com operações financeiras da Decidir realizadas em 2006. Essas operações de 2006 - cinco anos após minha saída da empresa - são mostradas num fac-símile publicado pelos detratores, como se eu ainda estivesse na empresa. Não foi mostrado (pois não existe) nenhum documento que comprove qualquer participação minha naquelas operações. Os que pretendem atacar minha honra confiam em que seus eventuais leitores não examinem fac-símiles que publicam, nem confiram datas e verifiquem que nomes são citados.
14. Mentem, também, ao insinuar que eu intermediei negócios da Decidir com governos no Brasil. Enquanto eu estive na Decidir, a empresa jamais participou de nenhuma licitação.
Encerro destacando que posso comprovar cada uma das afirmações que faço aqui. Já os caluniadores e difamadores não podem provar uma só de suas acusações e vão responder por isso na justiça. Resta-me confiar na Polícia e na Justiça do meu país, para que os mercadores da reputação alheia não fiquem impunes."

domingo, 11 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana

Terminei de ler o extraordinário trabalho jornalístico de Amaury Ribeiro Jr., “A Privataria Tucana”, (Geração Editorial), o livro mais importante do ano. Para quem acompanha a vida política do país através de alguns blogs e da revista Carta Capital, não há grandes novidades além dos documentos que comprovam o que já se sabia: a privatização no Brasil, comandada pelo governo tucano, foi a maior roubalheira da história da república. O grande mérito do livro de Amaury é a síntese que faz da rapinagem, e a base factual de suas afirmações, amparadas em documentos, todos públicos. Como bom jornalista, Amaury economiza nos adjetivos e esbanja conhecimento sobre o seu tema: o mundo dos crimes financeiros.
A reportagem de Amaury esclarece em detalhes como os protagonistas da privataria tucana enriqueceram saqueando o país. De um lado, no governo, vendendo o patrimônio público a preço de banana. Do outro, no mercado, comprando as empresas e garantindo vida mansa aos netos. Entre as duas pontas, os lavadores de dinheiro, suas conexões com a mídia e com o mundo político.
Os personagens principais da maracutaia, fartamente documentada, são gente do alto-tucanato, Ricardo Sérgio de Oliveira (senhor dos caminhos das offshores caribenhas, usadas pela turma para esquentar o dinheiro sujo e propinas),  Gregório Marin Preciado (sócio de José Serra), Alexandre Bourgeois (genro de José Serra), além da filha de Serra, Verônica (cuja offshore caribenha, em sociedade com Verônica Dantas, lavou, segundo o livro, pelo menos 5 milhões de dólares), além do próprio José Serra e Daniel Dantas. Mas também há informações comprometedoras sobre petistas (Ruy Falcão e Antonio Palocci) e sobre vários jornalistas.
A quadrilha de privatas tucanos movimentou cerca de 2,5 bilhões de dólares, há propinas comprovadas de 20 milhões de dólares, dinheiro que não cabe em malas ou cuecas. O livro revela também o indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros e traz provas documentais de sua sociedade com Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, do Banco Oportunity.
Agora, imagine você o que a grande imprensa brasileira – que gasta dúzias de manchetes numa tapioca de 8 reais ou em calúnias proferidas por criminosos conhecidos - diria se um livro fartamente documentado afirmasse que Lula, Dilma ou qualquer petista mora numa pensão de propriedade de um de seus filhos, mansão esta comprada com dinheiro lavado nas offshores dos paraísos fiscais. Pois José Serra mora numa casa que é de propriedade de sua filha, Verônica, sócia de Verônica Dantas em empresas com sede nas Ilhas Virgens britânicas, um conhecido paraíso fiscal.
O livro de Amaury também lança um constrangedor holofote sobre a grande imprensa brasileira, cúmplice, ao menos por omissão, da roubalheira que tornou o país mais pobre e alguns ricos ainda mais ricos.
O ensurdecedor silêncio dos grandes jornais sobre “A privataria tucana” é um daqueles momentos que nos faz sentir vergonha pelo outro. Afinal, cadê o moralista que estava aqui?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Guerra Aécio/Serra abriu a caixa preta da "privataria"

  Livro “A Privataria Tucana” nasceu do pedido de Aécio Neves para que o jornal Estado de Minas investigasse o rival José Serra; escrito pelo jornalista investigativo Amaury Ribeiro Júnior, o livro traz revelações importantes sobre como o ex-governador paulista, seus operadores, seu genro e até sua própria filha enriqueceram com a venda de estatais - De:247 
O livro mais anunciado, comentado e aguardado por aqueles que se intitulam “blogueiros sujos” está nas livrarias. Escrito pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, a obra “A Privataria Tucana” vem sendo anunciada desde a campanha presidencial de 2010, quando Amaury se tornou personagem da história, ao ser acusado de quebrar o sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do então candidato José Serra. O episódio fez com que Fernando Pimentel, hoje em seu inferno astral, perdesse espaço na campanha para os paulistas liderados por Rui Falcão e Antonio Palocci. Amaury submergiu e se dedicou a concluir seu livro, lançado nesta sexta-feira pela Geração Editorial, do jornalista Luiz Fernando Emediato. É um trabalho que traz revelações importantes sobre a era das privatizações, expõe de forma clara o tráfico de influência comandado por Serra e seus operadores, especialmente o tesoureiro Ricardo Sérgio de Oliveira, e revela ainda como uma guerra interna no ninho tucano deu origem a toda essa história. Ex-repórter do Estado de Minas, que lutava para emplacar Aécio Neves como presidenciável, Amaury recebeu a encomenda de investigar a vida de José Serra. O resultado são as 343 páginas de “A Privataria Tucana”.
Em 2009, Aécio e Serra disputavam a indicação tucana para concorrer à presidência. O mineiro defendia prévias e o paulista se colocava como “o primeiro da fila”. Amaury, que vivia em Belo Horizonte, foi chamado por seus patrões para a missão quando o Estado de S. Paulo publicou um texto intitulado “Pó pará, governador?”, um tanto estranho para os padrões austeros da família Mesquita, pois, já no título, insinuava que Aécio seria um cocainômano – e que, portanto, não poderia sonhar com a presidência. A partir daí, veio a resposta mineira. Segundo Álvaro Teixeira da Costa, dono do Estado de Minas, São Paulo não deveria mexer com Minas, pois os mineiros também saberiam lutar.
Amaury recebeu a encomenda e disse aos patrões que a fragilidade de Serra residia nas privatizações. E assim começou a investigá-lo, bem como a seus principais operadores: Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil, e Grégorio Marin Preciado, casado com sua prima. No meio do caminho, Amaury descobriu as contas usadas por Ricardo Sérgio, Gregório e até pela filha de Serra, Verônica, e por seu genro, Alexandre Bourgeois.
Eis algumas das revelações do livro:
• Carlos Jereissati, dono da Oi, usou sua empresa Inifinity Trading, sediada em paraísos fiscais, para pagar propina a Ricardo Sérgio de Oliveira, na empresa Franton Enterprises.
• A propina pela compra da Oi, segundo o autor do livro, seria próxima a R$ 90 milhões. Jereissati e seus parceiros chegaram ao leilão sem recursos e foram socorridos por fundos de pensão, comandados por Ricardo Sérgio de Oliveira e seu braço direito João Bosco Madeiro.
• Ricardo Sérgio de Oliveira, que era chamado de “Mr. Big” e se tornou amigo de Serra por intermédio de Clóvis Carvalho, comprou prédios inteiros em Belo Horizonte, que depois foram também vendidos a fundos de pensão estatais. O livro traz documentos e procurações usadas por Ricardo Sérgio e seus laranjas.
• Na privatização da Vale, vencida por Benjamin Steinbruch com recursos dos fundos de pensão, num consórcio organizado por Miguel Ethel e José Brafman, a propina teria sido de R$ 15 milhões.
• Gregório Marin Preciado, “primo” de Serra, organizou o consórcio Guaraniana, que, também com dinheiro dos fundos de pensão, comprou várias distribuidoras de energia no Nordeste, hoje pertencentes ao grupo espanhol Iberdrola.
• Preciado e Ricardo Sérgio jogavam juntos. Boa parte dos depósitos recebeidos pela Franton Enterprises, de Ricardo Sérgio, eram feitos pelo “primo” de Serra. As movimentações da dupla, documentadas no livro de Amaury, somam mais de US$ 20 milhões. Preciado e Serra também aparecem como sócios num terreno em São Paulo. Também na era Serra, o Banco do Brasil teria reduzido uma dívida de R$ 448 milhões de Preciado para míseros R$ 4,1 milhões.
• O livro também aborda a sociedade entre a empresa Decidir.com, de Verônica Serra, filha do ex-governador tucano, com o grupo Opportunity, de Daniel Dantas. A Decidir.com, voltada para leilões na internet, recebeu cerca de R$ 10 milhões em investimentos, mas nunca apresentou resultados. Em abril de 2002, a empresa foi dissolvida.
• Tanto Verônica Serra como Ricardo Sérgio de Oliveira utilizaram a mesma empresa, a Citco, para abrir suas contas no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.
Além disso, o livro também revela como Serra teria usado o governo de São Paulo para contratar a empresa Fence e espionar adversários políticos – era essa, aliás, uma das encomendas iniciais do Estado de Minas: descobrir por quem Aécio vinha sendo seguido em suas constantes noitadas cariocas. Por último, depois de se dedicar à guerra interna dos tucanos, Amaury escreveu sobre a guerra interna do PT, na campanha de Dilma, entre os grupos de Fernando Pimentel e Antônio Palocci.
O que talvez comprove que PT e PSDB têm muito mais semelhanças do que diferenças. Uma boa sugestão para o répórter seria um lviro sobre a "privataria" petista, com recursos do BNDES, dos fundos de pensão e até do FGTS.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vai de uma vez, Jobim

Tchau
Lembro do Nelson Jobim, lá da minha querida Santa Maria. Em 1986, o João Gilberto decidiu candidatar-se ao Senado e o PMDB ficou sem candidato natural. Aí, sei lá por que, inventaram o Nelson Jobim. O cara era professor no Direito da Universidade Federal de Santa Maria, era de uma família conhecida... Enfim, o PMDB de Santa Maria resolveu lançá-lo para a Câmara Federal.
Elegeu-se em 86 e reelegeu-se em 90, sempre nas últimas posições. Isoladamente isso não significa muita coisa, só mostra que a presunção de Jobim é maior do que ele. Poucas vezes vi pessoa tão arrogante. Jobim sabe tudo, é um iluminado, aliás, como já comentei em outra postagem, considera-se a própria luz.
Na minha singela opinião, Jobim sabe que não está nas graças de Dilma e, mais cedo ou  mais tarde, iria cair. Resolveu provocar situações constrangedoras para o governo, aproveitando a onda de denúncias, que atingem inclusive as Forças Armadas. Assim, colabora com a desestabilização de Dilma e aproveita pra ver se provoca um desgaste de Presidenta junto aos militares. 
Quem sabe Jobim tem razão? Ideli é fraquinha e Gleisi não conhece Brasília. Sábio mesmo é Jobim. Enquanto era necessário metade mais um dos votos dos constituintes para incluir algo na Constituição Federal, Jobim incluiu artigos sozinho, sem precisar consultar ninguém. Ainda assim, foi ministro da justiça e Juiz do STF.
Vai Jobim, vai morar com o Serra.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Serra, o economista, deixa rombo de R$ 9,6 milhões

Dívida de campanha é coisa normal, mas é um contraste que o sujeito que disse entender das contas públicas e prometeu um salário de R$ 600,00 reais e controle da "gastança do governo", deixe uma dívida de R$9,6 milhões.
Serra é uma fraude.

sábado, 6 de novembro de 2010

Serra vive dia de Chávez e ouve “Por que não te calas?”

 O candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (PSDB), viveu um dia de Hugo Chávez em visita à Europa. Ao discursar no encerramento do XI Fórum de Biarritz, na França, o ex-governador ouviu um “Por que não te calas?” vindo da plateia.
De acordo com o Jornal do Brasil, a manifestação partiu de um integrante da Fundação Zapata, do México, quando o tucano criticava a política externa governo Lula, acusado de fazer um “populismo” de direita. A cena lembrou o ocorrido em 2008 durante encontro no Chile. Na ocasião, quando o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, criticava a Espanha, o rei deste país, Juan Carlos, levantou-se e gritou “Por que no te callas?”, frase que ficou mundialmente famosa.
Agora, Serra, que durante os últimos anos dedicou-se a criticar o processo de integração latino-americano, sentiu-se durante alguns instantes na pele do venezuelano. Durante sua exposição, o candidato derrotado afirmou que o Brasil está “fechado para o exterior” e que passa por um claro processo de desindustrialização devido à alta carga tributária e à falta de investimentos do governo federal – este ano, a carga de investimentos públicos deve atingir o maior nível da história em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).
"É um governo populista de direita na área econômica", atacou Serra, que afirmou ainda haver um “populismo cambial” e reclamou de não ter tido a oportunidade de debater esses temas durante a campanha eleitoral. "A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente.”
De: Rede Brasil Atual