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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vai de uma vez, Jobim

Tchau
Lembro do Nelson Jobim, lá da minha querida Santa Maria. Em 1986, o João Gilberto decidiu candidatar-se ao Senado e o PMDB ficou sem candidato natural. Aí, sei lá por que, inventaram o Nelson Jobim. O cara era professor no Direito da Universidade Federal de Santa Maria, era de uma família conhecida... Enfim, o PMDB de Santa Maria resolveu lançá-lo para a Câmara Federal.
Elegeu-se em 86 e reelegeu-se em 90, sempre nas últimas posições. Isoladamente isso não significa muita coisa, só mostra que a presunção de Jobim é maior do que ele. Poucas vezes vi pessoa tão arrogante. Jobim sabe tudo, é um iluminado, aliás, como já comentei em outra postagem, considera-se a própria luz.
Na minha singela opinião, Jobim sabe que não está nas graças de Dilma e, mais cedo ou  mais tarde, iria cair. Resolveu provocar situações constrangedoras para o governo, aproveitando a onda de denúncias, que atingem inclusive as Forças Armadas. Assim, colabora com a desestabilização de Dilma e aproveita pra ver se provoca um desgaste de Presidenta junto aos militares. 
Quem sabe Jobim tem razão? Ideli é fraquinha e Gleisi não conhece Brasília. Sábio mesmo é Jobim. Enquanto era necessário metade mais um dos votos dos constituintes para incluir algo na Constituição Federal, Jobim incluiu artigos sozinho, sem precisar consultar ninguém. Ainda assim, foi ministro da justiça e Juiz do STF.
Vai Jobim, vai morar com o Serra.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Maria do Rosário não é Vannuchi. Johnbim não vai c… e andar

Johnbim tem mais farelo que farinha.

Não tem nariz para óculos (é metido).

Pensa que o … dele é folheado a ouro.

Pensa que tem o rei na barriga.

Tem rabo de palha (que um dia a gente – ou o embaixador americano – descobre qual é).

Ele também tem cabelinho na venta.

Tem café no bule (tem alguma coisa escondida).

Nesse angu tem caroço.

As costas dele são largas.

Johnbim não tem giz na ponta do taco (não encaçapa uma).

E se alguém fala mal dele, ele c… e anda.

(Adaptado de “Dicionário de Expressões Populares da Língua Portuguesa”, de João Gomes de Silveira, wmf, martinsfontes, São Paulo, 2010.)

A Folha (*) publica hoje lamentável declaração de Nelson Johnbim, esse que c… e anda, e é um “trêfego”, segundo se entende de avaliação do embaixador americano.

Johnbim considerou “irrelevantes” as críticas que recebeu de Paulo Vannuchi, que acaba de deixar a Secretaria de Direitos Humanos.

Vannuchi paga pelo que fez.

Johnbim passou com um trator por cima de Vannuchi.

Johnbim manipulou o PiG (**) e detonou a formação da Comissão da Verdade com que o governo Lula pretendia acertar as contas com a tortura do regime militar.

Lula pretendia.

Johnbim decidiu que não ia ter acerto de contas nenhum.

O Vannuchi na época encolheu-se.

Chamou-se às falas.

E o presidente Lula, numa das – poucas – páginas cinzentas de sua biografia, mandou a Advocacia Geral da União passar a mão na cabeça dos torturadores.

O resto já se sabe: o Supremo de Eros Grau fez o papel que fez (referendou a famigerada Lei da Anistia) e o Brasil se desmoralizou diante dos olhos o mundo.

Clique aqui para ler o que Fábio Comparato escreveu sobre a vergonhosa derrota da posição brasileira – defendida por Sepúlveda Pertence – na Corte dos Diretos Humanos da OEA.

Agora, com o leite derramado, antes de ir embora, Vannuchi decidiu “dar um pano de amostra” – diria o Graciliano – do que é capaz.

E disse: “a anistia a torturadores é a mãe de todas as impunidades. Não considero o Jobim um canalha (Ah !, bom ! – PHA), o considero defensor de uma posição equivocada.”

O amigo navegante já imaginou que formidável defesa dos Direitos Humanos teria sido uma demissão irrevogável do Vannuchi no auge da disputa com o Johnbim sobre a tortura ?

Agora, bem, agora, Lula deu a ele um prestigioso posto no exterior, logo acima do que conferiu ao ínclito delegado Paulo Lacerda.

Mas, a Dilma, bem, a Dilma é a Dilma.

Dilma foi torturada.

E aí são outros quinhentos.

Ela engoliu o Johnbim.

Lula fez de Johnbim o Marechal Lott da Dilma.

Ou o Pinochet da Dilma, nunca se sabe.

Como se o Brasil fosse o Equador ou Honduras e um golpete militar ainda fosse possível.

Ou será ?

Numa excelente entrevista à Carta Capital (os neo-liberais brasileiros, aí incluem-se a urubologa Miriam Leitão e seu fiel discípulo Sardemberg entre os mais ilustres (sic) não foram capazes de produzir um economista com 1/10 do Delfim), na Carta, Delfim Netto diz que a Dilma teve a sabedoria de apaziguar os militares.

Delfim deles entende.

A Dilma é a Dilma.

E a nova Ministra dos Direitos Humanos, a petista gaúcha Maria do Rosário não é o Vannuchi.

http://paroutudo.com/noticias/2010/12/18/nova-ministra-de-direitos-humanos-defende-adocao-por-casais-gays/

http://www.brasil.gov.br/transicao-governo/futuros-ministros/secretaria-de-direitos-humanos-da-presidencia-da-republica-maria-do-rosario

http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=6&n=4923

O Johnbim que se cuide.

Com ela não vai ser fácil c… e andar.


Paulo Henrique Amorim

domingo, 19 de dezembro de 2010

Maria do Rosário herda briga com Nelson Jobim. Força, Ministra!

Maria do Rosário e Paulo Vanucchi
Na maioria das vezes em que ocupou a tribuna da Câmara nos últimos quatro anos de seu mandato como deputada pelo PT, a professora gaúcha Maria do Rosário falou de educação e de violência contra crianças e mulheres. O apego a esses assuntos levaram à suposição de que sua futura gestão à frente da Secretaria de Direitos Humanos tomaria rumo diferente daquele imprimido pelo atual ministro Paulo Vannuchi, focado em temas ligados à ditadura militar.
Na semana passada, porém, dois novos fatos causaram uma reviravolta nas expectativas e praticamente atropelaram a possibilidade de uma agenda alternativa. O primeiro foi a confirmação de Nelson Jobim no Ministério da Defesa. O segundo, a condenação do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos, ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Tudo indica que vai se repetir no governo Dilma Rousseff o mesmo clima de Fla-Flu entre as pastas de Direitos Humanos e Defesa que marcou a segunda parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma das tarefas de Maria do Rosário, como representante do Executivo, será trabalhar para que o Brasil comece a cumprir a sentença da OEA. Isso implica a busca da aprovação do projeto de lei sobre a Comissão de Verdade que tramita no Congresso. Se aprovada, a comissão pode ajudar a esclarecer fatos do tempo da ditadura, como recomenda a sentença internacional. A ministra também terá a missão de insistir na obtenção e abertura de arquivos que, acredita-se, estariam em poder de militares.
Do outro lado, Jobim insiste que esses arquivos não existem e já contesta a sentença da OEA. Para ele, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a corte internacional não pode se sobrepor à interpretação da decisão do STF sobre a Lei da Anistia. Por essa interpretação, ela teria duas mãos, beneficiando tanto os perseguidos políticos na ditadura quanto os agentes do Estado acusados de violações de direitos humanos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Estranhos no ninho

Lula nos ensinou que não é possível governar o Brasil com apenas um partido. Então, foi chamando um pouquinho de gente de vários partidos, sem perder o controle da coisa. Agora, na versão 3.0 do governo do PT, começamos a acompanhar coisas estranhas. O Jobim (ex-FHC/ex-STF,atual Lula e membro da "confraria do sino roubado"), vai continuar, mesmo sendo a figura lamentável que é. Para aconselhar o governo na área da qualidade e produtibidade, chamaram o Gerdau...pois é. Parecem estranhos no ninho, ou será que não são?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Jobim, o X-9 pró-EUA

Sabe aquela história de que “com um amigo desses não precisa de inimigo”? Pois com um ministro como Nelson Jobim, nem precisamos de oposição. O cara já incomodava causando constrangimento ao governo e aos brasileiros com aquela louvação aos milicos e a função de aparecer fardado pra cá e pra lá. Ainda acho que é um militar frustrado.
Mas até aí ele é inconveniente, mas tolerável. Nunca concordei com sua forma de agir dentro do governo. Ele se posicionou contrário ao Programa de Direitos Humanos defendido pela sociedade civil e a criação de uma Comissão da Verdade. Parecia mais um aliado daqueles militares que comandaram o Brasil nos 21 anos entre 1964 e 1985. Foi peça-chave para derrubar Paulo Lacerda da Abin Foram vários, enfim, os constrangimentos.
Ou seja, antes de virem a tona os documentos vazados pelo governo americano e publicados pelo Wikileaks, ele já era um incômodo indesejado nas redondezas do Planalto. Indesejado para a sociedade, mas pelo jeito não para o governo.
Agora, descobrimos que além de tudo o caro ministro é um X-9. Fez fofoca do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães para o embaixador americano Clifford Sobel e avisou os EUA de que Evo Morales teria câncer. O câncer de Evo era segredo de Estado. “Sobel o considerava um ministro ‘atipicamente ativista’ em prol da proximidade militar com os EUA”, segundo as informações divulgadas pelo Wikileaks. Além de mostrar que os EUA tinham no ministro brasileiro uma fonte de informações, os documentos escancaram o apreço de Jobim por acordos com os americanos, contrariando a postura do governo Lula. Como disse Leandro Fortes, em “O ministro X-9″:
Agora, Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, foi pego servindo de informante da Embaixada dos Estados Unidos. Isso depois de Lula ter consolidado, à custa de enorme esforço do Itamaraty e da diplomacia brasileira, uma imagem internacional independente e corajosa, justamente em contraponto à política anterior, formalizada no governo FHC, de absoluta subserviência aos interesses dos EUA.
Foi preciso oito anos para o país se livrar da imagem infame do ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer tirando os sapatos no aeroporto de Miami, em dezembro de 2002, para ser revistado por seguranças americanos.
De certa forma, os telegramas de Clifford Sobel nos deixaram, outra vez, descalços no quintal do império.
E, apesar de tudo isso, foi um dos primeiros nomes definidos na transição para permanecer no governo federal. Se há um lado bom em descobrir que temos um traidor dentro do governo, é que agora temos motivos fortes para pedir o afastamento de Jobim do cargo que assumiria durante a Presidência de Dilma Rousseff.
Fica difícil entender. Nem o PMDB banca com tanta veemência o nome de Nelson Jobim. Por que, Lula?
Como bem disse o Dialógico, “agora temos um informante da Embaixada estadunidense dentro do Governo Lula. Por muito menos que isso, caíram Paulo Lacerda e Erenice Guerra”.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nelson Jobim não descarta participar de eventual governo de Serra

Em visita a Washington, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, não descartou nesta quarta-feira participar de um eventual governo José Serra (PSDB), destacando sua amizade pessoal com o candidato à Presidência e dizendo que "transita para todos os lados".
"Não faço projetos, vamos ver a cada dia", afirmou, antes de brincar que a decisão final será de sua mulher: "Eu me dou bem com todo mundo. Já fui do governo Fernando Henrique, sou amigo do Serra". Mas frisou a jornalistas que é amigo de Serra há 30 anos: "Moramos juntos em Brasília e ele é meu padrinho de casamento". Em viagem aos Estados Unidos a dias do segundo turno, Jobim explicou que sua proximidade com o candidato tucano criou um impedimento para que ele participasse de campanhas no Brasil: "Disse ao presidente Lula que tinha impedimentos de natureza pessoal 'inamovíveis' de fazer campanha contra o governador Serra. Ele respondeu: então não se meta nesse assunto, fique de fora". Como tampouco poderia trabalhar em prol do PSDB, já que continua parte do governo petista atual, o ministro afirmou que nem sequer assiste aos programas eleitorais, "para evitar dar opiniões depois". A real, bem real, é que poucas pessoas adoram tanto o poder neste País como Nelson Jobim, e sua mulher Adriane.
 De videVERSUS

domingo, 3 de janeiro de 2010

Vestindo a farda


O ministro Jobim, que faz tempo não aparecia, resolveu vestir a farda mais uma vez e assinar, junto com seus companheiros de caserna, uma ameaça de demissão coletiva. trata-se de uma chantagem ao presidente Lula. Tudo isso porque, depois de muito tempo, decidiu-se instalar uma "Comissão da Verdade", para passar a limpo a tortura e os desaparecimentos do tempo da Ditadura Militar. Há quem tenha medo da verdade porque a conhece e há quem não conheça a verdade porque os que têm medo a escondem.Argumentam que se está querendo revogar a Lei da Anistia: balela.
Uma democracia não pode crescer escondendo o passado. O direito à memória e à história não podem ser sonegados na base de ameaças daqueles que devem prestar conta à nação.
Melhor do que eu, escreveu o Marcos Rolim leia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O iluminado


O ministro Nelson Jobim só aparece quando cai um avião. Foi designado minstro da defesa, mas poderia ser perfeitamente substituído pelo ministro da aeronáutica. E não é só isso. Adora falar bobagem. Ele deve pensar que foi quem resolveu o "caos aéreo". Agora, saiu a dar palpite furado sobre o acidente com a Air Bus.
Mas isso não foi o pior, decidiu investir contra quem questiona se a Lei da Anistia deve ser usada para casos de tortura. Para ele, trata-se de revanchismo. Jobim vestiu a farda em todos os sentidos. Como sempre, fala qualquer bobagem com ar professoral.
Jobim não se considera um abençoado, considera-se a própria benção.