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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Eu vou votar no Lasier Martins, e daí? Por Felipe Nóbrega

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Como não votar em Lasier Martins para Senador do Rio Grande do Sul?
Faz 20 anos que eu vejo ele na televisão, deixando sua marca registrada todos os dias na hora do meu almoço, entre uma colherada de feijão e a cor de burro quando foge da Cristina Ranzolin, Lasier mostra-se incansável na perseguição às vilanias do mundo moderno. Sempre com um conselho amigo, uma crítica sincera e mostrando-se banhado em legitimidade, ele é o meu candidato ao senado em 2014.
Um dia diz que os culpados pelo alto índice de reprovação do magistério são os próprios professores, que nunca buscaram qualificação e se acomodaram no funcionalismo público. Meses depois diz que os professores são as vítimas de um governo descomprometido com a educação. Não contente, faz de tudo, algum tempo depois, para não noticiar uma greve do magistério em que os professores lutavam pela valorização do seu trabalho.
É de um homem assim, com convicções firmes que precisamos.
É esse homem que na hora do almoço nos diz para seguiremos os preceitos da justiça, que ela deve ser a bússola moral da sociedade. E esse mesmo homem, algum tempo depois, esbraveja em alto e bom som que os réus do famigerado mensalão deveriam ser julgados de maneira diferenciada.
Coerente, é assim que temos que pensar em alguém para eleger.
MG_8197Sem falar no fator de esse ser um novo candidato, um homem que nunca pensou em se valer dos meios de comunicação em que trabalha – apenas o meio de comunicação mais popular das casas do Rio Grande do Sul – para promover o próprio nome. Afinal de contas, ele só tem pouco mais de duas horas e trinta minutos diários entre televisão e rádio, sem contar com as caravanas de interiorização que faz com o seu Debates do Rio Grande.
Assim vale a pena dar o voto, quando temos certeza que não é um aproveitador.
E a coerência ideológica então? Esse é o ponto forte do meu candidato. Nunca deu nenhum indício de ser um homem de direita, um reacionário de primeira hora, pois sempre teve calma e mostrou longa reflexão quando de seus julgamentos sobre a política nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores. Não é desses que gostam de ser o bardo da tragédia, o comentarista que nunca perde jogo, isso é coisa de quem só tem uma função na mídia: servir os interesses de determinado grupo e mostrar ser o profeta moderno que irá salvar a política local do mar de lama em que vive.
E cabe dizer que o PDT, partido a qual se filiou, não poderia ser mais coerente para dar o início em seu projeto político. Lasier sempre fez questão de mostrar que era um brizolista, comprometido com os ideais trabalhistas de homens como Getúlio Vargas e João Goulart e, claro, o próprio Leonel Brizola. Aliás, vide que Lasier é um dos poucos candidatos comprometidos com a agenda nacional do partido, e nunca deu mostrar de pensar a política como um projeto pessoal, independente daquilo que as legendas lhe oferecessem.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Justiça acata liminar contra RBS, Lasier Martins e PDT por propaganda eleitoral antecipada

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
O pedido de liminar foi feito após ação do Levante Popular da Juventude. Em julho, o Levante protestou em frente à RBS pela democratização da mídia | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Da Redação Sul 21 
A desembargadora Federal Maria de Fátima Freitas Labarrère concluiu que a RBS TV, o jornalista Lasier Martins e o PDT realizaram propaganda eleitoral antecipada, deferindo o pedido de liminar do Ministério Público Eleitoral, feito após ação movida pelo Levante Popular da Juventude. A decisão divulgada nesta quinta-feira (17) determina que seja retirada a propaganda em qualquer mídia de responsabilidade da RBS, da Rede Globo e do Google. A ação trata do anúncio de desligamento de Lasier da empresa, durante o qual ele passou mais de seis minutos falando de seus planos políticos e de sua recente filiação ao PDT durante o programa Jornal do Almoço.
Concluiu-se que houve, no dia 7 de outubro, a realização “de propaganda extemporânea pelos representados” A decisão explica: “Lasier Costa Martins, sob o argumento de noticiar a sua retirada da carreira de comunicador social, teria feito alusão expressa ao pleito vindouro, mencionando o cargo que pretende disputar, identificando a legenda partidária pela qual pretende concorrer e se beneficiando conscientemente do espaço que dispunha no programa televisivo ‘Jornal do Almoço’ , tudo em desobediência da legislação eleitoral, pois teria agido de forma a desequilibrar as chances na disputa”.
A desembargadora cita que foi descumprido o artigo 36 da Lei das Eleições, que permite a propaganda eleitoral somente após o dia 5 de julho do ano eleitoral. Os representados têm 48 horas para recorrer da decisão. A liminar determina que os representados retirem a propaganda dos endereços de internet e de qualquer mídia sob sua responsabilidade.
O site Jornalismo B entrou em contato com o advogado do PDT, Lieverson Perin, que afirmou que seu partido não realizou propaganda antecipada. De acordo com o site, ele disse que Lasier não teria pedido votos nem mencionado o número de sua candidatura, e que o partido “não tem ingerência nenhuma sobre a despedida dele na RBS”.
Também em resposta ao Jornalismo B, a RBS enviou uma nota na qual afirma que não apoia candidatos ou partidos políticos em nenhum pleito eleitoral. Confira abaixo a íntegra da nota emitida pelo Grupo RBS:
“Até as 20h desta quinta-feira (17), o Grupo RBS não havia sido notificado pela Justiça eleitoral sobre a representação eleitoral e aguardava a notificação para apresentar sua defesa. A empresa reitera que não tem nem apoia candidatos ou partidos. A RBS respeita a opção de seus colaboradores que decidem concorrer em eleições, mas não aceita qualquer vínculo ou compromisso com candidaturas eleitorais. Por isso, exige o afastamento de colaboradores que se proponham a disputar cargos eletivos ou que aceitem participar de propaganda partidária ou campanha eleitoral, conforme orientação registrada em seu Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística, páginas 32 e 33, disponível para download aqui.”

Com informações do TRE e do Jornalismo B.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PROBLEMAS PARA CAMPOS: MARINA JÁ CRITICA ALIANÇAS

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A ex-senadora, que viu seu projeto principal, o Rede Sustentabilidade, naufragar, tenta transplantar ideais "sonháticos" para um partido pragmático, que já realizou diversas alianças com vistas a fortalecer os palanques regionais de Eduardo Campos; elas incluíram até nomes polêmicos como de Ronaldo Caiado e Paulo Bornhausen; Marina diz que“todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político"; ela terá força para conter acordos do PSB?

247 – A ex-senadora Marina Silva, filiada desde o último sábado (8) ao PSB, já começa a mostrar que tem potencial para criar problemas para o presidenciável Eduardo Campos, de quem deverá ser candidata a vice-presidente. Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, do UOL, ela diz não admitir a celebração de alianças partidárias a qualquer preço. Segundo Marina, os apoios que Campos já costurava deverão ser repensados.
“Não pode ser o tempo de televisão que vai nos aprisionar a uma lógica política que não nos dá a chance de mudar. Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo que distribuir pedaços do Estado, preso em uma lógica que não coloca em primeiro lugar os interesses estratégicos do país, então, não precisa ganhar. Isso já tem quem está fazendo”, disse.
Questionada sobre as negociações que o PSB estava fazendo com o PDT de Carlos Lupi e o PTB de Roberto Jefferson, Marina disse que desafio da sua nova legenda é colocar o “compromisso programático em primeiro lugar”. Segundo ela, “todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político, uma inflexão que terá que ser metabilizada dentro do PSB”.
“Uma coisa era o Eduardo com todas as dificuldades, em uma lógica que eu desconheço, porque não estava convivendo com ela, viabilizando sua candidatura. Outra coisa foi o movimento que ele fez na direção de buscar aprofundar em primeiro lugar o compromisso programático. Isso com certeza é o grande desafio que está colocado para o PSB”, disse.

E vai mais fundo: “eu, com 1 minuto e 20 segundos de televisão, tive 19% dos votos.” E acentua: “Não pode ser o minuto de televisão, 30 segundos de televisão, que faz com que a gente jogue o futuro da nação nas mãos daqueles que não entendem a lógica de que o governar juntos não pode ser feito em base no toma-lá-dá-cá. Eu dizia na campanha de 2010 que eu preferia perder ganhando do que ganhar perdendo. E eu continuo com o mesmo ponto de vista. É preferível perder ganhando do que ganhar perdendo”. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ser alternativa viável a Dilma; a difícil missão de Eduardo Campos

Eduardo Campos começa a perceber que ser candidato a presidente é um pouco mais difícil do que parece

Tem dificuldades para se viabilizar dentro de seu próprio partido, o PSB.
Dando tiro para tudo o que é lado, procurou de José Fortunati, cuja prefeitura (Porto Alegre-RS) foi recém envolvida em mais um escândalo, ao pastor Silas Malafaia.


Governador sofre reveses dentro e fora do PSB Cristian Klein * 

O governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), no plano de chegar à Presidência, tem se mexido para todos os lados em busca de uma brecha para se afirmar em meio a uma disputa há tempos polarizada entre o PT e o PSDB. Campos repete a presidente Dilma Rousseff, que já tinha anunciado o projeto de destinar 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação. O governador seguiu na esteira e decidiu fazer o mesmo com as verbas de Pernambuco.
Eduardo Campos vasculha em cada canto oportunidades de se contrapor aos petistas, dos quais ainda é oficialmente um aliado mas, na prática, comporta-se como adversário. Na propaganda do PSB, dia 25, o governador deixou evidente que partirá para o confronto. A peça de marketing, no entanto, apenas reforça todos os sinais de separação já dados.
Na corrida municipal, no ano passado, o PSB rompeu com o PT em várias cidades e capitais importantes, como Recife e Fortaleza. Neste ano, no Congresso, lançou o deputado Júlio Delgado (MG) à presidência da Câmara e, no Senado, retirou o apoio ao eleito Renan Calheiros (PMDB-AL), da base governista. Nos projetos em tramitação, marca posição contrária mesmo quando um ministro do próprio partido está envolvido na aprovação da MP dos Portos. Na proposta que dificulta a criação de novos partidos, o PSB recorreu ao Supremo Tribunal Federal contra o governo e em defesa de potenciais parceiros em 2014, como o recém-fundido Mobilização Democrática (MD) e a ex-ministra Marina Silva, que está armando sua Rede.
Na arena governamental, Eduardo Campos ainda consegue amealhar alguns apoios. Mas, na arena eleitoral, a tarefa tem sido muito mais difícil. Se na disputa municipal, em 2012, havia milhares de alternativas e prefeituras em jogo, sua tentativa de montar palanques estaduais nas 27 unidades da Federação tem sido frustrada pela enorme falta de opções.
Com o PMDB mais fortemente aliado ao PT, e o chega-pra-lá do PSDB - que também terá candidato presidencial, o senador mineiro Aécio Neves - sobra pouca margem de manobra. Eduardo Campos tem peregrinado pelo país fazendo convites e até agora, ao que tudo indica, sem sucesso.
Já assediou nomes do PT, como o senador Lindbergh Farias, do Rio de Janeiro; do PSDB, a exemplo do prefeito de Manaus e ex-senador Arthur Virgílio; e no PDT buscou o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que teria recusado a ser seu vice na chapa presidencial. No PMDB do Rio, flerta com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. A dificuldade é tamanha que o PSB procura filiar gente fora da política e de perfis tão diferentes como a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, que também se esquivou de concorrer na Bahia, e o pastor midiático Silas Malafaia, no Rio. Nesta mesma estratégia, em julho de 2011, o PSB "contratou" o empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, que seria o seu candidato ao governo de Goiás. Mas o partido acaba de perdê-lo para o PMDB. A transferência está marcada para o dia 15 e tem o dedo dos petistas, que exigiram a saída de Júnior da sigla de Eduardo Campos, já que o BNDES possui participação de 30% nas empresas do grupo JBS-Friboi.
Se o governador encontra problemas até em Estados menores, a situação é mais dramática nos grandes colégios eleitorais. Em São Paulo, a melhor perspectiva é de um palanque dividido, no qual o governador tucano Geraldo Alckmin o apoiaria, além de Aécio. Em Minas Gerais, onde o PSB tem o prefeito da capital Belo Horizonte, Marcio Lacerda já disse que não quer concorrer. No Rio, atira-se para todos os lados: Lindbergh, Beltrame, Malafaia. No Paraná, ou divide outro palanque com Aécio ou vai com o deputado federal Rubens Bueno, do MD - um azarão entre os dois principais pré-candidatos: o governador tucano Beto Richa e a ministra Gleisi Hoffmann, do PT.
O cenário mostra como a polarização da disputa nacional desce para os Estados e não tem facilitado o surgimento de uma candidatura de terceira via. Marina Silva, em 2010, conseguiu um bom desempenho, quase 20% dos votos, mas se viabilizou por fora, com um discurso de aura não política, que representou o protesto contra os partidos tradicionais. Eduardo Campos não tem esse perfil e vem de dentro do sistema. Disputa a mesma raia do PT e do PSDB, já consolidados.
Para piorar, o líder do PSB encontra resistência dentro do partido. São contrários à candidatura o governador do Ceará Cid Gomes e o prefeito Alexandre Cardoso, de Duque de Caxias (RJ), terceira maior cidade da sigla na região Sul/Sudeste. Ambos tendem a se desfiliar.
Diante de tantos desafios, destinar 100% dos recursos dos royalties de Pernambuco para a educação acaba sendo a parte mais fácil que Campos pode realizar.

* Matéria publicada no Valor, 03/05/2013.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A eleição de Porto Alegre e o PP

Coligação partidária não tem mais nada a ver com identidade programática. Baseia-se, fundamentalmente, em um cálculo político, pragmático e de conveniência. Isso vale para todos os partidos eleitoralmente competitivos. 
A eleição de Lula, em 2002, consagrou, inclusive no PT, onde sempre houve resistência a coligações, o princípio de coligar com o máximo possível de partidos para vencer e reunir o máximo possível de partidos para governar. Sendo assim, ninguém me convence com argumentos pró ou contra coligações baseado em programa. O que tem fundamentado as coligações no Brasil são os interesses políticos concretos daquela disputa e suas consequências a curto e médio prazo. Na luta pelas coligações, cada um oferece o que pode: quem está no governo, pode oferecer maior participação no presente, quem não está, pode oferecer maior participação no futuro, além de uma vaga de vice, por exemplo.
Isso significa que todas as coligações são igualmente válidas e todos os partidos representam exatamente a mesma coisa, certo? Errado, ao menos na minha singela opinião. Aí entram as consequências a curto e médio prazo que precisam ser consideradas.
Por que ninguém estranha que Fortunati (PDT) queira o apoio do PP, mas estranham que a Manuela (PC do B) queira? Pelo simples motivo que, atualmente, o PP já apoia Fortunati, que é o herdeiro da coallização conservadora que derrotou o PT após dezesseis anos. O "leito natural" do PP, politicamente falando, é Fortunati. Já Manuela, supostamente representa algo novo e é estranho que o "novo" busque apoio na "experiência administrativa" de quem só governou Porto Alegre nos tempos da ditadura militar e está umbilicalmente ligado ao modelo de gestão que a candidata critica. Ou seja, não é ciúme da coligação, é um estranhamento legítimo.
Vamos além, pensando nas consequências de curto e médio prazo. Não é segredo que Ana Amélia (que também posa de "novidade" na política) trabalha pela vitória de Manuela. E o objetivo de Ana Amélia é claro: obter apoio da prefeita da capital, já que seu partido tem representação reduzida e imagem desgastada no principal colégio eleitoral do estado. Afora isso, descola do atual governador, de quem ela é a principal adversária em 2014, um apoio importante para a reeleição. Já o PC do B, ávido pela Prefeitura de Porto Alegre e inconformado com o não-apoio do PT, está disposto a tudo por seu objetivo imediato. Para mim, é tudo muito simples, não precisam inventar argumentos baseados em ideologia ou em programa. Quero saber a que objetivos as candidaturas servem.
Se alguém não sabe, sou petista e votarei no candidato do partido por vários motivos. Entre eles, penso que: Votar na Manuela é ajudar a Ana Amélia. Ela que vá buscar ajuda no lado de lá da cerca dos latifundiários que a apoiam.

PS:Acho que o Fortunati vai levar o apoio do PP, vamos aguardar.

sábado, 7 de abril de 2012

Os inimigos do PSOL em Porto Alegre

Andando pelas ruas de Porto Alegre, deparamos com cartazes e outdoors do PSOL atacando diretamente PT e PC do B. Uma das peças de anti-propaganda psolista condena PT e PC do B por apoiarem a proposta de mudança do Código Florestal (o que é uma meia-verdade, pois boa parte do PT votou contra o relatório do deputado Aldo Rebelo - PC do B); a outra co-responsabiliza os mesmo partidos pelas dificuldades na saúde pública.
Não penso que qualquer crítica ao PT deva ser respondida com uma condenação ao fogo dos infernos e carimbada como "direita" ou neoliberal, mas acho que o PSOL está fazendo um desserviço à politização do debate eleitoral de 2012. É evidente que o PSOL não está discutindo meio-ambiente e saúde, mas atacando diretamente dois partidos em condições de disputar a Prefeitura de Porto Alegre com o atual Prefeito: o PC do B de Manuela e o PT de Villaverde. Não entro no detalhe das chances de cada um dos candidatos no pleito, mas quero observar que a postura psolista é equivocada e eleitoreira em favor de Fortunati (PDT). 
A linha de atacar o PT para disputar a sua base eleitoral vem sendo desenvolvida há anos pelo PSTU, sem sucesso. Um partido como o PSOL, sem chance de chegar à Prefeitura de Porto Alegre, ao menos nesta eleição, e sem ter que responder por qualquer esfera de governo, poderia contribuir elevando o debate político. Poderia ser uma espécie de "consciência crítica", distribuindo suas críticas aos demais candidatos e partidos, de preferência na proporção das responsabilidades de cada um. Porém, o PSOL prefere o caminho de atacar a esquerda "latu sensu", para aproveitar-se do espólio.
Não creio que essa tática leve muitos votos ao PSOL, porém, economizará a munição de Fortunati, que não precisará bater nos adversários porque tem outro partido fazendo o trabalho sujo.
As opções políticas não se definem apenas pelos aliados que temos, mas, também, pelos inimigos que escolhemos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Servidora da Guarda denuncia assédio moral


Denúncia de assédio moral na Central de Operações da Guarda Municipal
Foto: Leonardo Contursi

Atitudes autoritárias, privilégios para alguns em detrimento de outros, uso de agressão física e gritos para intimidação, chacotas sobre idade e tipo físico de mulheres. Essas são algumas das situações que ocorrem na Central de Operações da Guarda Municipal de Porto Alegre, conforme relato feito por Ana Maria Bombassaro, integrante da corporação há nove anos. As denúncias de assédio moral feitas pela servidora foram relatadas na Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) da Câmara Municipal da Capital na tarde desta terça-feira (8/11).
Os problemas funcionais trazidos por Ana Maria foram corroborados por quase duas dezenas de guardas municipais que acompanharam a reunião e também apresentaram seus relatos. Diversos servidores da corporação manifestaram na Cedecondh situações que incluem a falta de acompanhamento psicológico em situações de estresse no trabalho, o mau uso de recursos e equipamentos, a falta de opções para reclamações de situações no trabalho, e intrigas promovidas por chefias colocando servidores contra servidores. "O assédio moral e político nunca foi tão grande como agora", relatou a guarda municipal, que tem 18 anos de serviço.
Todos os relatos foram acompanhados por representação do Sindicato dos Servidores do Município de Porto Alegre (Simpa) e da Secretaria Municipal de Administração. Carmem Padilha, do Simpa, lembrou que a entidade já enviou várias solicitações de reuniões com o titular da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, órgão ao qual está ligada a Guarda Municipal. "O secretário Nereu D Avila tem se negado sistematicamente a conversar", afirmou ela. A Secretaria também não enviou representante à reunião. "Nereu D"Avila, de forma covarde, mais uma vez não veio para o debate", disse ainda Carmem.
No início das discussões, a vereadora Maria Celeste (PT), presidente da Cedecondh, deu conhecimento de ofício encaminhado por Nereu D Avila e recebido no dia 4 de novembro. No texto, o secretário diz que considera a reunião uma "proposição prematura antes da tramitação de alguns procedimentos necessários para a verificação dos fatos que geraram o processo". O oficio ressalta ainda que, ao ter a conclusão, a Secretaria "dará ciência restrita aos integrantes da Cedecondh por se tratar de matéria confidencial". Contudo, ainda durante os debates, o vereador Sebastião Melo (PMDB) manteve contato com Nereu D"Avila, que se comprometeu a vir em uma próxima reunião da Cedecondh para tratar da questão.
A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), que acompanhou as discussões, sugeriu que o relatório da reunião, com todos os depoimentos apresentados por integrantes da Guarda Municipal na Cedecondh, seja encaminhado ao Ministério Público do Trabalho. A reunião teve ainda a presença do vereador Toni Proença (PPL), que dirigiu os trabalhos de recolhimento de depoimentos dos guardas municipais.
Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Uma solução para a Prefeitura de Porto Alegre

 
Eles só pensam naquilo: o PT
 O PDT de Fortunatti e o PSB-PC do B de Manuela oferecem, generosamente a candidatura a vice-prefeitura para o PT. Em carta ao Diretório Municipal e à militância petista, os pcdobistas e peessebistas atacam a atual gestão. A carta, apesar dos erros de português, ao menos politiza o debate. Leia a carta clicando AQUI.
Dentro do PT, há gente querendo apoiar uma das duas outras candidaturas e gente querendo uma candidatura própria. Enfim, a situação ainda não está definida.
Todo mundo apela para o discurso da "base de apoio" dos governos Tarso e Dilma. Faz  parte. A carta dos manuelistas exagera um pouco ao dizer que a candidatura de Beto Albuquerque ao governo do estado foi retirada pela consciência de que deveriam estar unidos já no primeiro (e único) turno. Não foi bem assim, Beto não conseguiu o desejado apoio do PP e do PTB  e por isso acabou desistindo. Mas, tudo bem, faz parte do jogo.
Os petistas que desejam apoiar um candidato de fora do PT, entendem, como os pecedobistas, a base de apoio de Tarso e Dilma deve ser reeditada. Enfim, todos os discurso fazem algum sentido.
Preocupado com a coesão dos partidos da base dos governos Tarso e Dilma, lanço uma proposta ousada e inovadora. A ideia é simples: Fortunati e Manuela (que são da base) reúnem-se e decidem quem abrirá mão da cabeça para apoiar o outro (ou a outra). Assim, a base estaria unida e, nesse caso, penso que o PT nem precisaria participar da chapa majoritária. Tudo em nome da unidade da base.
Simples, só não sei por ninguém pensou nisso antes.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Alunos da Pucrs denunciam fraude aos vereadores

MARIANA FONTOURA/CMPA/DIVULGAÇÃO/JC

Estudantes estão acampados em frente ao DCE da universidade desde quarta-feira

Marcus Meneghetti

Sofia Cavedon (c) recebeu manifestantes na tarde de ontemRepresentantes do movimento que está acampado desde a quarta-feira passada em frente ao Diretório Central de Estudantes (DCE) da Pucrs foram recebidos ontem na Câmara Municipal de Porto Alegre pela presidente da Casa, vereadora Sofia Cavedon (PT), juntamente com outros parlamentares.
Os estudantes denunciaram a ausência de eleições para o DCE e fraudes nas eleições para o Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (Conune), que escolhe delegados para representar diversas universidades do País no evento nacional.
Segundo Paola Piumato, do curso de Serviço Social, das quatro chapas inscritas para as eleições do Conune, duas foram impugnadas sem explicação. Ao perguntarem sobre o impedimento, os estudantes foram insultados.
Os alunos da Pucrs reclamaram que já foram agredidos fisicamente por membros do DCE. E alegaram que as ameaças são frequentes. "Registramos ocorrência e fizemos exames de corpo de delito para comprovar", denunciou Paola.
Durante a reunião, que ocorreu no salão nobre da presidência, os estudantes exibiram um vídeo em que policiais militares aparecem repreendendo membros do DCE pelo uso de spray de pimenta contra os alunos acampados em frente o diretório. Na gravação, o chefe de gabinete do vereador Mauro Zacher (PDT), Rafael Fleck, aparece junto aos integrantes da atual gestão. Tanto Zacher quanto Fleck já foram presidentes do DCE da Pucrs.
No último sábado, o juíz Fábio Vieira Heerdt, da Vara Cível do Foro Regional do Partenon, concedeu liminar de reintegração de posse para retirar os estudantes acampados no campus. "O advogado que assinou o documento em nome do DCE foi o Fleck", afirmou Celedo Neto, um dos representantes do movimento.
Os estudantes acusaram ainda o grupo que ocupa o DCE de ser uma "máfia". "Não existem eleições para o DCE. Lançam o edital um dia antes da votação. É uma verdadeira máfia", atacou a estudante Paola Piumato.
No final da reunião, Zacher apareceu no salão nobre e disse que havia falado com membros da atual gestão do DCE. "Eles se mostraram incomodados com a minha interferência. Não tenho nenhuma influência lá. Assim como os demais vereadores, dou o meu apoio", declarou.
Os estudantes se incomodaram com a afirmação. "Não sejamos hipócritas, vereador. O senhor sabe muito bem do que estamos falando. Afinal, também foi presidente do DCE", atacou Celedo Neto.
Ficou decidido que o vereador Professor Garcia (PMDB) vai entrar em contato com o reitor da Pucrs, Joaquim Clotet. Mauro Pinheiro (PT), Pedro Ruas (P-Sol) e Fernanda Melchionna (P-Sol) procurarão a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, deputada federal Manuela d'Ávila (PCdoB). Sofia marcará uma reunião com o secretário estadual de Segurança, Airton Michels (PT), para tratar da segurança dos manifestantes.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O que o PT fará em 2012?

Todo mundo diz que é prematuro, mas todo mundo já está discutindo a sucessão à prefeitura de Porto Alegre. Desde 1985, quando foram retomadas as eleições diretas às prefeituras das capitais, não houve eleição em que o Partido dos Trabalhadores (PT)  não tivesse apresentado candidato. Paradoxalmente, no ano em que o PT encabeça o Governo Federal e o Governo Estadual, discute-se a possibilidade de o partido não ter candidatura própria.
O PT de Porto Alegre (e, por extensão do RS) está diante de três possibilidades:
1) Apoiar a reeleição de Fortunati, do PDT, partido que compõe o Governo Estadual e Federal;
2) Apoiar Manuela D'Ávila, do PC do B, que compõe o Governo Estadual e Federal e
3) Lançar candidatura própria, como sempre fez em Porto Alegre.
Abrir mão de candidatura não é novidade no PT nacional. Para quem não lembra, houve pessoas da direção nacional do PT que propuseram o apoio a Germano Rigotto para o governo do estado, em 2010. Tudo isso para fortalecer a aliança nacional com o PMDB, quando se sabia que o PMDB do RS era adversário declarado do PT e sair do isolamento político. Tendo a derrota como certa, não concorrer evitaria um desgaste e fortaleceria a aliança nacional, que era prioridade. Aceita a conjecturação de certos jênios da articulação política, seria o maior desastre político do PT do Rio Grande do Sul.
Vamos aos fatos concretos: apoiar Fortunati, seria apoiar o prosseguimento da gestão de oito anos da coalização que, inicialmente com Fogaça, fez de tudo para varrer a lembrança das administrações do PT e, no fim das contas, está fazendo uma administração medíocre. Em oito anos, o PT vem fazendo oposição e, há muito custo, mantendo sua base coesa na contestação ao modelo fogacista.
Apoiar Manuela seria menos ruim. Afinal, em que pese, na minha singela opinião, a deputada ser pós-moderna demais e abusar dos dicursos sem conteúdo, ficaríamos em um campo político mais aceitável para a base do PT.
Lançar candidatura própria é outra hipotese. A possibilidade de isolamento eleiotral do PT é real. Os antigos aliados de Fogaça permaneceriam com Fogaça e os antigos aliados do PT iriam para Manuela. No caso da eleição estadual, é bom que se diga, a tentativa de juntar PTB/PSB/PC do B e PP juntos fracassou, trazendo aliados para o candidato petista que, é bom que se diga, não era qualquer um, era Tarso Genro. Porém, a apresentação de uma candidatura própria sempre estimula a votação dos parlamentares. Na eleição passada para a prefeitura de Porto Alegre, a coligação manuelista elegeu três representantes. A falta de visão do PC do B acabou entregando as três cadeiras para o PPS, mas, de qualquer maneira, o "65"  fez uma votação estupenda, puxado pela candidatura majoritária. Ou seja, sem candidatura própria, a bancada do PT pode ficar igual, ou diminuir, o que seria desastroso.
A questão, do ponto de vista do PT, é saber o que é melhor para a afirmação de um projeto para a cidade.
Querem saber a minha opinião? Por enquanto, nenhuma.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mauro Zacher está entre os indiciados do ProJovem



Marchionatti Barbosa (e) e Nunes (d) garantiram acesso ao inquérito.
Foto:FREDY VIEIRA/JC

Luana Fuentefria, do Jornal do Comércio

A Justiça Federal confirmou nesta quinta-feira que o vereador do PDT e ex-titular da Secretaria Municipal da Juventude (SMJ) de Porto Alegre Mauro Zacher é um dos indiciados no inquérito que apura irregularidades no Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem).
O programa qualifica profissionalmente jovens em todo o País, com recursos do Ministério do Trabalho. Em 2011, Porto Alegre receberá um repasse de R$ 2,6 milhões relativo ao ProJovem. A verba é gerida pela SMJ, pasta que foi comandada por Zacher entre 2005 e 2007, na primeira gestão do prefeito José Fogaça (PMDB).
Os vereadores que integram a CPI da Juventude visitaram na manhã desta quinta-feira a 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, na Capital gaúcha, onde questionaram se havia algum parlamentar entre os indiciados. O procurador federal José Alexandre Nunes confirmou que o nome de Zacher está no processo.
Questionado pela reportagem, o vereador do PDT afirmou que ainda não tem conhecimento do indiciamento. Ele acredita que deveria ter recebido o comunicado em 2007, quando esteve na Polícia Federal. Disse ainda que sequer sabe o motivo do indiciamento. De qualquer forma, já constituiu advogado.
Assim como os demais vereadores, Zacher deve conhecer detalhes do processo nesta sexta-feira, quando os documentos serão encaminhados ao juiz federal substituto Daniel Marchionatti Barbosa. Ele prometeu que dará prioridade ao encaminhamento e a cópia dos volumes deve chegar aos parlamentares no mesmo dia.
O presidente da CPI da Juventude, vereador Luiz Braz (PSDB), tentou incitar o procurador a revelar mais informações sobre o inquérito, se houve fraude ou não. Nunes respondeu que, por enquanto, irá se reservar em relação a juízos sobre o caso.
O procurador foi sondado por Braz para depor na CPI da Juventude. O contato formal deve ser feito em abril, quando Nunes já deve ter formado sua decisão sobre o processo.
A presidente da Câmara Municipal, vereadora Sofia Cavedon (PT), acompanhou o grupo da CPI na agenda na Justiça Federal e projetou que, com o acesso ao inquérito, o trabalho da comissão poderá deslanchar. "Os vereadores terão mais elementos para a investigação."
Sofia ainda elogiou a seriedade com que os vereadores estão trabalhando no colegiado, o que, conforme ela, contrasta com os denunciantes (Zacher e a deputada estadual e ex-vereadora do PDT Juliana Brizola), que não apareceram para depor.
Zacher garante que estará presente no depoimento marcado para a quinta-feira da próxima semana, às 20h, logo após a manifestação de Juliana Brizola.
Na segunda-feira, os vereadores da CPI da Juventude irão à Procuradoria-Geral do Município (PGM) para buscar documentos que não estavam na Secretaria da Juventude. Braz ainda sugeriu ouvir o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), pois o órgão é responsável por fiscalizar as verbas federais do ProJovem.

Mais um convidado a depor não comparece à comissão de inquérito

A CPI da Juventude teve a quarta ausência de depoente na sessão desta quinta-feira. O chefe de gabinete do vereador Mauro Zacher (PDT) e ex-coordenador do ProJovem no período em que o pedetista era secretário da Juventude, Rafael Fleck, enviou documento aos vereadores informando que somente comparecerá se for convocado judicialmente.
Fleck argumentou que, por ser denunciante, não pode comparecer a um processo que está correndo em segredo de Justiça sem esse tipo de chamamento. Fleck foi apontado pelo proprietário da DS Equipamentos de Sonorização, Douglas Burckardt, em depoimento na CPI no dia 24 de fevereiro, como autor das ameaças de morte que vem sofrendo.
A comissão, instalada na Câmara para apurar possíveis irregularidades na Secretaria Municipal da Juventude, já ouviu Burckardt e a ex-secretária-adjunta da SMJ Adriane Rodrigues.
A convocação do ex-secretário da Juventude Alexandre Rambo (PDT) também será feita por via judicial. Conforme o presidente da CPI da Juventude, Luiz Braz (PSDB), um novo chamamento foi feito a Rambo e, mais uma vez, não houve resposta. Além dele, os ex-secretários Juliana Brizola (PDT) e Zacher não compareceram às sessões. Juliana e Zacher devem ser ouvidos na próxima quinta-feira.
Na falta de depoentes, a reunião foi palco de críticas à CPI. O vereador Bernardino Vendruscolo (PMDB) pediu afastamento, alegando que não está se sentindo no papel a que foi designado. Ele se retirou da reunião sem ouvir a resposta do presidente e sem falar com a imprensa. Braz sugeriu que Vendruscolo indique um substituto do PMDB. O tucano acredita que o vereador saiu da comissão por não ver resultados no trabalho.
A sessão terminou com um bate-boca entre Mauro Pinheiro (PT) e o vice-presidente do colegiado, Idenir Cecchim (PMDB). Pinheiro contestou as três faltas sem justificativa de Cecchim - número limite de ausências em comissões. O peemedebista alegou problemas de saúde, pois tem diabetes.


Após três sessões, oposição quer avanços na CPI da Saúde

A terceira sessão da CPI da Saúde na Câmara Municipal de Porto Alegre nesta quinta-feira não teve quórum. Como nos outros encontros, dos doze titulares, apenas os vereadores da oposição estiveram presentes - Pedro Ruas (P-Sol), presidente da CPI, Airto Ferronato (PSB), Maria Celeste (PT) e Aldacir Oliboni (PT).
Até o momento, entre os integrantes da base aliada, somente o vereador João Dib (PP) compareceu a um encontro. Com isso, Ruas espera que na sessão convocada para esta sexta-feira, às 11h, ele possa excluir os sete parlamentares que tiveram três faltas consecutivas, conforme o regimento interno da Casa. São todos aliados do prefeito José Fortunati (PDT) e contrários à CPI da Saúde: Idenir Cecchim (PMDB), Sebastião Melo (PMDB), Mauro Zacher (PDT), Nilo Santos (PTB), Luiz Braz (PSDB), Paulinho Rubem Berta (PPS) e Waldir Canal (PRB).
"Com isso, vamos poder escolher o relator e o vice-presidente e começar a agendar os depoimentos", projetou Ruas. Para os governistas, os encontros que ocorreram até agora não tiveram validade pela falta de quórum. Eles também insistem na tese de que a assinatura da suplente Neuza Canabarro (PDT) - uma das doze parlamentares que apoiou o requerimento de instalação da CPI - não teria validade, e que o início do funcionamento da comissão deveria passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
"Está escrito no parecer da Procuradoria: a assinatura de um suplente vale quando ele assina o documento e este é protocolado durante o exercício do mandato do suplente. No caso da vereadora Neuza, ela assinou enquanto substituía o vereador Tarciso Flecha Negra (PDT), mas o ofício foi apresentado quando ela já não estava na Câmara", repetiu Dib.
Se um acordo para o caso não for obtido, a base aliada pretende acionar a Justiça na próxima semana para barrar a instalação da CPI. "A presidente Sofia Cavedon (PT) se precipitou. Havia dois recursos com efeito suspensivo e ela os ignorou. Vamos tentar solucionar aqui na Casa. Se não funcionar, vamos entrar com uma ação na Justiça", confirmou Dib.
A CPI da Saúde irá investigar o desvio de R$ 9,6 milhões apontado pela Polícia Federal durante a gestão do Instituto Sollus no Programa Saúde da Família (PSF).







quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O leque se amplia: PC do B agora está com Kassab

PCdoB de SP aprova convite de Kassab para comandar secretaria da Copa 2014

Decisão ocorre por causa da saída do prefeito do DEM com destino ao PMDB.Adesão, porém, independe da data de oficialização da mudança de legenda Por: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual


Netinho, o comunista
Kassab, o democrata
São Paulo – O comitê municipal do PCdoB aprovou, na noite de terça-feira (8), o convite do prefeito de São Paulo (SP), Gilberto Kassab (DEM), para integrar sua administração. A princípio a adesão envolve a futura Secretaria Especial da Copa de 2014 e é justificada pela direção da legenda paulistana em função do contexto da troca de partido por parte do prefeito.
"A decisão partiu do convite feito pelo prefeito e leva em conta o contexto debatido da movimentação política dele, em direção à base de apoio do governo Dilma (Rousseff)", explica Wander Geraldo da Silva, presidente do diretório municipal, à Rede Brasil Atual. Ele dá como certa a saída de Kassab do DEM, oposição ao governo federal, para ingressar no PMDB, do vice-presidente Michel Temer.
O posicionamento do PCdoB também envolve, segundo Silva, uma movimentação política de aglutinação de setores e partidos políticos em São Paulo. Ele cita, além do PCdoB, o PMDB e o PDT como parte da articulação.
"Como é uma questão que tem importância nacional, nós ainda estamos aguardando uma definição a partir de uma reunião com a executiva nacional do PCdoB", explica Silva. O encontro com os diretores nacionais não tem data marcada, mas deve ocorrer até a próxima semana.
Silva afirma que o aceite do convite de Kassab independe da oficialização da saída do prefeito do DEM. O prefeito trata claramente do tema dando a mudança como certa, mas dependente da convenção de seu atual partido para ser concretizada. Outros detalhes da aliança além da secretaria dedicada aos preparativos para o Mundial de futebol de 2014 devem ser definidos posteriormente.
Nomes como o da presidente estadual da legenda, Nádia Campeão, que foi secretária de Esportes da capital na gestão Marta Suplicy, é um dos cotados, assim como os dos vereadores Jamil Murad e Netinho de Paula.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Enquanto isso, no PDT...

No Rio Grande do Sul, PDT discute rumos do partido

Da Rádio Guaíba

Presidente de diretório do PDT-RS diz que não quer ficar dominado pelo PT


A menos de uma semana da reunião do diretório Estadual do PDT, que vai definir o ingresso ou não do partido no governo de Tarso Genro, os pedetistas acirram as discussões internas. O peso maior dos debates está na prefeitura de Porto Alegre, administrada por José Fortunati (PDT) e candidato natural à reeleição.
Sabendo que o PT e partidos aliados de forma alguma abrirão mão do Paço Municipal, os pedetistas decidem o que é mais importante: estar no governo do Estado com autonomia ou colocar em risco a reeleição de José Fortunati às vésperas de eventos, como a Copa do Mundo de 2014, que vão colocar a prefeitura no centro das atenções.
Nereu D’Avila, presidente do diretório metropolitano do PDT, que se reúne às 19h (horário de Brasília) desta terça-feira (16) para discutir os prós e contras do ingresso no governo do Estado, disse que sua prioridade é a reeleição de Fortunati, mas disse que caso a maioria decida o partido entrará no governo Tarso.
D’Avila ressalta que se o partido entender entrar na administração Tarso Genro (PT) é preciso haver maior espaço.
- Precisamos discutir estatais e outros cargos, pois não podemos ter só meia dúzia de companheiros no governo e ficarmos comprometidos com as ações do PT. Não podemos ficar dominados pelo PT, sendo que daqui a dois anos Porto Alegre terá confronto entre PDT e PT.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Brizola Neto e o Tiririca

Não faço gracinhas nem piadas para ganhar votos. Não acho que o palhaço Tiririca seja o melhor candidato ao Legislativo. Nem mesmo o acho engraçado.  Mas estou indignado contra esta onda elitista que se faz contra sua candidatura alegando que ele não sabe ler e escrever.

Não faço gracinhas nem piadas para ganhar votos. Não acho que o palhaço Tiririca seja o melhor candidato ao Legislativo. Nem mesmo o acho engraçado.  Mas estou indignado contra esta onda elitista que se faz contra sua candidatura alegando que ele não sabe ler e escrever.
E daí se ele sabe apenas garatujar seu nome? E daí que ele seja desdentado? E daí que ele seja alguém que conseguiu projeção de um jeito esquisito?Quem achou que ele deveria ir para a televisão tem anel de doutor.
Quantos doutores picaretas há candidatos? Quantos “galãs” estão aí se candidatando sem discurso, sem propostas, sem compromissos?
Pode ser que Tiririca, eleito, seja apenas uma figura folclórica. Mas há dezenas de senhores bem apessoados que, se eleitos, serão apenas nulidades e, pior, tenham ambições de riqueza muito maiores que as do Francisco Everardo da Silva, nascido lá em Itapipoca, no Ceará.
Acho mais fácil dizer ao Tiririca, na hora de votar a redução da jornada de trabalho: Tiririca, os teus conterrâneos que trabalham lá em São Paulo não têm o direito de ter mais um tempinho com  mulher e os filhos, do que falar o mesmo com um cidadão que tenha mais berço do que coração e que venha argumentar com “competitividade” e “custo Brasil”.
Não vi nenhuma indignação quando se trata de colocar o Tiririca nos lares e milhões de brasileiros, pela televisão.
Mas é provável que cassem sua candidatura, porque a elite brasileira acha que a política é só para a elite.
Fizeram um escarcéu quando fotografaram Lula, na sua vida privada, carregando uma geladeira de isopor. Aquilo é coisa para “inferiores”, não é?
Havia, no PDT do Rio de Janeiro, uma figura chamada Severino Pé-Pé. Era um mendigo, ou quase isso. Meu avô sempre pedia que o deixassem entrar nas reuniões do PDT, mesmo quando ele já estava um pouco alterado. Dizia: “deixa, deixa ele falar, porque ele é um homem que não tem nada a perder nem a ganhar, vai falar com sinceridade”.
Severino era um indigente, como se costuma dizer. Mas não era um bronco, ao contrário, era um homem até com a erudição de recitar Castro Alves horas a fio. Não se sabe o que o jogou à rua, uma desilusão, uma tragédia humana, um amor.
Mas o Severino que pedia, algumas vezes, uns reais para um trago, nunca pediu mais que isso.
De quantos doutores se pode dizer o mesmo?
de: Tijolaço

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A confusão no exército adversário

O PMDB cobra participação dos prefeitos na campanha de Fogaça. Osmar Terra já deu ordem unida na Secretaria da Saúde para fazer os CCs apoiarem Pilatos. Os prefeitos do PMDB estão encantados com Dilma e dispostos a ajudar o candidato da Dilma. Com o PDT acontece algo parecido.
Há prefeitos da base fogacista que estão a fim de apoiar Yeda e retribuir os "favores".
As coisas não estão fáceis, mas já foram mais difíceis.O fato é que há muito tempo o PT não entrava em uma campanha vendo os adversários em tantas dificuldades.
O PMDB reclama animação dos seus filiados, mas como cobrar animação com um candidato tão desanimado? Cobra lealdade e voto, mas como, se Fogaça não cumpre a decisão do PMDB nacional e fica se fingindo de neutro pra votar em José Serra.
Tô torcendo para a Yeda ir ao segundo turno. Aí, a briga vai ficar boa!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Um dia o muro cai, ou se cai do muro

A arte(?) de ficar em cima do muro, tão praticada por Pilatos, pode estar com seus dias contados. A deserção de Collares é um sinal de que ão é possível agradar todo mundo escondendo o que se pensa. Fogaça é Serra, mas esconde. Collares é uma figuraça, mas entre os seus defeitos não está esconder o que pensa.
O PMDB age de modo incoerente ao querer a fidelidade de Collares a Fogaça. Quem libera seus militantes para apoiarem o candidato de uma coligação contrária  ao seu partido em nível nacional e se acha no direito de não revelar em quem votará para a presidência não pode cobrar nada de ninguém.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fator PDT

Como bem sabem aqules que me acompanham, sou um discrente. Ainda bem que me engano. Achei que PSB e PC do B não se somariam no mesmo bloco do PT e acho (ainda acho) que o PDT está fazendo onda, mas não vai abandonar a nau Fogaserrista no Rio Grande do Sul. Porém, quem conhece mais as coisas do que eu dizem que, no interior, é grande o desconforto das famosas "bases do PDT" com o tucanismo de José Fogaça.
Nas minhas aulas de estratégia e tática leninista, aprendi que uma das forças indiretas da revolução eram "as contradições no campo do inimigo". Quem sabe, quem sabe...
Estou torcendo.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A revolta dos caras de pau

Chega a ser cômica a revolta dos integrantes da bancada gaúcha contra as cobranças do presidente do PDT que cobra apoio a Dilma.
Os tucanos do PMDB não aceitam a cobrança, mas exigem que todos os integrantes do PDT apoiem Fogaça e não Tarso. Deviam dar o exemplo e aceitarem as definições nacionais de seu partido, assim como os pedetistas, em seus municípios, estão aceitando as determinações de seu Diretório Estadual. Ou então, deveriam ir direto para o PSDB. 
Se eu acreditasse que o PDT ia comprar essa briga, até podia pensar em uma reviravolta no quadro eleitoral. Mas não acredito. Acho que é tudo parte do show.