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sábado, 28 de dezembro de 2013

Adeus Araújo Vianna, eu te mando um abraçaço!

De: Blog do Elenilton

Era uma vez um auditório chamado Araújo Vianna. Eu o conheci em outros tempos, onde não era a oitava maravilha do mundo mas nele se podia entrar num domingo à tarde com sol.
Semana passada fomos lá ver o Caetano e seu show “Abraçaço”. O povão ficou pela rua vendendo churrasquinho e pipoca. Lá dentro senhoras respeitáveis tomavam espumante em pequenas taças de plástico e comentavam os cinquenta tons de livros da moda que haviam acabado de ler. Meninas tensas esperavam na fila para comprar a sua. O ar condicionado impressionava um senhor que ia entrando, enquanto seu amigo procurava ávido pelo banheiro. Cadeiras numeradas e pessoas gentis mostrando a cada um o seu devido assento.
Se eu fosse ingênuo diria que o Araújo Vianna ficou bonito e organizado. E ficou mesmo. Porém esta é uma constatação superficial. Com 40 anos e muitos pés de galinha na face já é tempo de deixar de ser ingênuo. Os 18 milhões que foram colocados na reforma me fazem pensar para muito além dos números nas poltronas, do brinco de ouro da mulher ao lado ou dos doze reais que cobram por uma tacinha ridícula de espumante. Nenhum problema com o dinheiro dos empresários do entretenimento e seus investimentos nem com a grana que se gasta fácil. Mas com o dinheiro público todos os problemas. Minha própria grana eu gostaria que fosse utilizada para o desfrute da maioria. A reforma era para custar 6 milhões, e estes 6 viraram 18! Quanto disso foi dinheiro da prefeitura?
Me perdoem a má vontade, não é nada pessoal. Mas não confio em vocês. Não boto fé nestes senhores prefeito, amigos, secretários e etc e tal. E ainda menos no cordão de puxa-sacos que cada vez aumenta mais. Não jogo bolinha de gude com vocês nem “às brinca”. E tenho a curiosa percepção que a grande maioria das pessoas pensa o mesmo.
Os novos donos do Araújo Vianna cobram preços de Primeiro Mundo, mas os assentos são de madeira e o som continua com problemas. Lembro de um show público, neste mesmo lugar em 1992. Moleque de Rua era o nome do grupo. Uma das melhores apresentações que já assisti e dancei. Sim, Porto Alegre era outra, eu sei. Eu dançava bem mais e nem éramos tão bundões como hoje. Talvez por isso o Caetano não nos disse nem boa noite. Quem disse “oi” foi o patrocinador, que agora dá um novo nome para o auditório: “Oi apresenta Auditório Araújo Vianna”. O publicitário que inventou isto merece um prêmio. Pior que ele, só aquele outro que criou a propaganda do curso Unificado, que diz assim: “Detone os concorrentes e passe para a nova fase da sua vida.” Este merece ser detonado com um prêmio especial e uma viagem para as Ilhas Fake só de ida. Onde ficam estas ilhas? Também não sei, e é melhor que ninguém saiba para não haver o risco de quererem resgatá-lo.
Para não soar tão feio sugiro um novo nome: “Espaço Oi”, “Auditório Oi” ou “Opus Auditório” (que é o nome da empresa que ganhou a concorrência). Mudem o nome, em nome da sinceridade nos negócios e de meus ouvidos sensíveis.
Araújo Vianna lembra um outro lugar, outro tempo, onde o acesso não era restrito à fatia da população que tem 150 ou 200 pratas para desembolsar assim no mais no meio de uma semana de outono. Mais 20 ou 30 de estacionamento ou táxi, ou mil horas de espera pelo ônibus que nunca chega. Nada contra as pessoas com condições para isto, e eu mesmo posso eventualmente ser uma delas (bem eventualmente, que fique claro). O detalhe é que estas mesmas pessoas podem pagar isto em locais privados. Há vários deles, para todos os gostos e bolsos. Por que um lugar assim no meio de um parque municipal?
Seguindo a sessão nostalgia, também dá uma certa saudade dos tempos em que existia a EPTC. Alguém lembra? Se esta empresa não fosse fictícia nos dias de hoje (servindo apenas para defender aumento de passagem de ônibus), quem sabe até poderia enviar UM de seus agentes. Ao menos para parar o fluxo em alguns momentos em frente ao Auditório Oi, para que as velhinhas e velhinhos possam também ter o direito de ir e vir sem virar alvo fácil correndo em meio a automóveis furiosos. Também não seria demais se alguém lembrasse aos taxistas o significado da cor vermelha nas sinaleiras. Mas tá, tudo bem, sei que já estou pedindo demais e nos dias de hoje é moda baixar a cabeça e deixar como está.
Nem achei maiores problemas naquela grade colocada em volta do antigo Araújo Viana. Não ficou esteticamente agressiva. Apenas gostaria de saber quanto será pago por aquela área toda, e se é mesmo legal vender uma área no meio da Redenção. Claro, irão me dizer que não há venda alguma, e que se trata apenas de um contratinho de 10 ou 20 anos. Tudo bem. 20 anos não é quase nada mesmo. Nem sei por que afinal fico insistindo nisto. Minha mente anda confusa pelo medo, e a culpa é destes estudantes que aterrorizam a cidade com seus cantos e seus cartazes agressivos.
Me disseram que ali, bem ali no Oi Apresenta Auditório... também houve um ataque de uma horda de anarquistas mascarados, que teriam atacado o símbolo sagrado da Cloaca Cola e ateado fogo a uma pobre lata plástica de refrigerante, que até então não havia feito nada senão decorar a nova cara do lugar. Os mesmos meliantes teriam também esvaziado o mascote da Copa do Mundo, maculando assim a imagem de Porto Alegre perante os bons homens da Fifa. Caetano cantou que “a bossa nova é foda”. Que nada. Foda é a Fifa, mas num sentido inverso ao da música.
Mas voltemos ao show de Caetano. 70 anos de idade e o cara vem fazendo rock and roll. Gostei. Não sei se o público que estava lá aprovou muito os solos de guitarra e a batida crua de certas composições. Mesmo assim quem não aplaudia chacoalhava as joias. Percebi que na fila em frente houve cochicho e desconforto quando ele cantou a bela canção sobre Carlos Marighella (“Um comunista”), sob uma luz vermelha e repetindo que os comunistas guardavam sonhos.

O baiano morreu, eu estava no exílio.
E mandei um recado
que eu é que tinha morrido e ele que estava vivo...”

No banheiro, alguém ouviu duas frequentadoras do novo auditório, meio bêbadas, que se perguntavam se “os comunistas” eram um jogo ou um novo aplicativo. Sinal dos tempos.
Por estas e por muitas outras é que digo:
Adeus Araújo Vianna. Eu te mando um abraçaço!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ministério Público lista recomendações sobre uso do auditório Araújo Vianna

De: Zero Hora

Município terá 10 dias úteis, após receber notificação, para apresentar quais medidas tomará


Diante de possíveis irregularidades no uso do auditório Araújo Vianna, o Ministério Público de Contas (MPC) e a Procuradoria de Defesa do Patrimônio do Ministério Público fizeram recomendações à prefeitura de Porto Alegre.


No documento, os órgãos apontam suposto descumprimento de cláusulas do termo de permissão de uso do espaço, firmado entre a Secretaria Municipal de Cultura e aOpus Promoções.

As recomendações incluem a adoção de providências em relação à empresa, como impedir a utilização do auditório para atividades expressamente vedadas — como políticas e sindicais, por exemplo —, fiscalizar o uso correto da nomenclatura tombada pelo patrimônio histórico e cultural, e compartilhar a ocupação das salas.

Outra sugestão é que o município instaure procedimento administrativo para apurar responsabilidades sobre o descumprimento do termo e que, até isso ocorrer, não faça qualquer pagamento à empresa por manutenção, conservação, limpeza, segurança interna e externa, entre outros.

Também é citada no documento a recomendação para que se observe a reserva mínima de datas para a realização de eventos para atividades da prefeitura, incluindo-se finais de semana — e dando a devida publicidade, cumprindo os princípios da finalidade pública e da supremacia do interesse público sobre o particular.

Os órgãos ressaltam, ainda, que o não cumprimento de qualquer um dos itens recomendados configurará atos de improbidade administrativa, bem como irregularidade passível de parecer pela rejeição das contas, inclusive com ingresso de ações judiciais.


Município terá 10 dias úteis, após receber notificação, para apresentar quais medidas tomará


Em julho, uma representação encaminhada pela vereadora Sofia Cavedon (PT) apontou que a administração do local descumpre o contrato firmado entre o poder público e a empresa em 2007, que garantiu a reforma do auditório em troca da autorização de uso pela Opus. O documento indica que o espaço estaria sendo alugado indevidamente a outros empreendimentos e oferecendo menos atrações públicas do que o previsto.


O município terá 10 dias úteis, a partir do recebimento das recomendações, para apresentar que medidas administrativas serão determinadas para atender as sugestões.

Nenhum representante da prefeitura foi localizado na noite de quarta-feira para comentar o assunto. Em julho, no entanto, o secretário municipal de Cultura, Roque Jacoby, disse que o acordo com a Opus permitiu a reforma e reabertura do auditório após sete anos fechado. Na época, no entanto, ele frisou que, em vez dos cerca de R$ 7 milhões previstos, teriam sido gastos R$ 18 milhões pela empresa. 

Representantes da Opus também não foram localizados pela reportagem. Em julho, a empresa disse que não se manifestaria sobre o assunto por não ter recebido nenhuma notificação oficial.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Araújo Vianna está mais demorado que o Beira-Rio

No desenho, o Araújo já está pronto
Agora é oficial! O Araújo Vianna não ficará pronto na data prometida... mais uma vez. Eu vi com estes olhos e ouvi com estes ouvidos que o fogo há de queimar, o secretário Sérgius Gonzaga afirmar, em uma plenária do Orçamento Participativo de 2008 que o Araújo seria entregue em abril do ano seguinte. Não creio que haja registro disso, a não ser na minha prodigiosa memória. Ainda assim, a página da Prefeitura de Porto Alegre, afirmou em maio de 2009 (leia clicando aqui), que a obra seria entregue em meados de 2011. Agora, mais uma vez, somos informados de que o Araújo não será concluído no prazo estipulado pelo próprio Prefeito.
O custo das obras fica em torno de R$ 14milhões (segundo informações da Prefeitura) e foram entregues à Opus porque seria mais rápido e o Município não teria recursos suficientes. Desde 2006, a Prefeitura informa estar realizando superávitis, ou seja, tem dinheiro sobrando. Muito mais dinheiro do que o custo do Araújo. Mesmo assim, disse não ter recursos próprios e recusou recursos federais provenientes de emendas parlamentares da deputada Maria do Rosário.
Seis anos é tempo suficiente para reformar um anfiteatro. O problema é que tudo foi entregue nas mãos de quem não precisa ter pressa. A Opus está açambarcando os principais espaços culturais da cidade, por isso, tem todo o tempo do mundo para achar parceiros que financiarão a reconstrução do Araújo com o nosso dinheiro (através de isenções fiscais), sem medo de concorrência. Apesar de tudo, os caras informam que estão dentro do prazo e simplesmente informam que as obras não serão concluídas. A próxima vez que o Fortunati garantir um prazo para conclusão de obra, não acreditem.
Enquanto a nova casa de espetáculos da Opus não fica pronta, quem quiser ver show barato ou de graça que vá ao Anfiteatro Por do Sol assistir as apresentações gospel ou o aniversário da Farroupilha .

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A (indi)gestão de Porto Alegre



Uma das marcas do Governo Fortunati
Porto Alegre vive problemas sérios de gestão. Não vou ficar nos detalhes, mas apenas em fatos imediatos que expressam o problema que tem raízes profundas no modo em que o governo municipal foi composto e é conduzido: limpeza pública, conservação da cidade e equipamentos culturais .
A coleta de lixo é sempre um ponto fraco em qualquer gestão. As gestões da Administração Popular conseguiram estabelecer um padrão de limpeza que é referência ainda hoje. Ainda que no último governo  encabeçado pelo PT tenha havido dificuldades na área, nunca se chegou ao ponto em que estamos hoje. A conteineirização do lixo é uma ideia boa com aplicação deficiente. Porém, onde o lixo não é colocado em conteineres a situação tornou-se caótica. O gerenciamento de contratos é tão importante quanto o controle das licitações. Mas gerenciamento não é o forte da gestão Fortunati. O prefeito fica bravo quando criticam seu governo, mas é a pura verdade. É só apertar um pouquinho que o Fortunati, com todo a sua imagem de conciliador e amante do diálogo, descamab para o lado do que o PT tinha de pior: ataca a imprensa e quem estiver à sua volta com uma virulência desproporcional à crítica.
O problema é que o lixo é a ponta mais visível de um problema generalizado na cidade: a gestão dos serviços e a conservação da cidade vão de mal a pior. Fortunati nomeou a Srª Ana Pellini em um alto CC da Procempa para fazer o que deveria ser do dia-a-dia da administração: cuidar do conserto das calçadas. E a SMOV, faz o quê? Fortunati cria grupos de trabalho em profusão para responder sem dar resposta e assim vai levando.
No âmbito dos equipamentos culturais, Fortunati já prometeu (talvez seja a última de tantas promessas) entregar o Auditório Opus, aliás, Araújo Vianna, no mês de aniversário de Porto Alegre (março de 2012). Mal ele prometeu isso, a Justiça manda fechar o Sambódromo e a Usina do Gasômetro por não respeitarem a legislação contra incêdio. Isso pra não falar da falta de ar-condicionado no Renascença.
A situação é crítica. A mídia portoalegrense toca no assunto pra não dizer que não disse nada, mas o assunto aparece como um problema "da cidade" e não da prefeitura.
Dá pra ver que há muita coisa a ser enfrentada para tornar Porto Alegre uma cidade mais habitável. Algo mais que "uma nova atitude", ou "um novo jeito de fazer política". É preciso saber o que tem que ser feito, e fazê-lo.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ocaso Cultural


Não vou malhar a Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre (SMC). Acho que o trabalho não é grande coisa, mas não é desastroso. Felizmente Porto Alegre tem uma vida cultural que vive independente da Secretaria, embora pudesse ser melhor se a SMC funcionasse melhor.
O que não pode passar despercebido é como os espaços públicos de cultura estão abandonados. O Araújo Vianna é o símbolo do descaso. Daqui a uns dias deve sair outra manchete dizendo que as obras vão começar, mas o fato é que vão-se completar 5 anos sem utilização pública do Araújo.
Outro exemplo é o Anfiteatro Por do Sol. Muita coisa legal já aconteceu naquele espaço. Porém, desde que Fogaça assumiu, com excessão de shows do Fórum Social Mundial, o Por do Sol virou um grande templo evangélico. Só rola gospel ou coisa parecida. Trata-se de um espaço público e, portanto, as igrejas têm direito a utilizá-lo. A pergunta é: por que a Prefeitura não usa aquele espaço de outras maneiras?

sexta-feira, 12 de março de 2010

As grandes obras de Fogaça




 


Para quem diz que o Governo Fogaça não realizou obras importantes, apresento três realizações incontestáveis.
Temos já prontas três grandes obras da engenharia do governo invisível de Pilatos:
1) A maquete do Araújo Vianna;
2) A maquete dos portais da cidade (ainda no estágio de imagens, mas absolutamente pronto)
3) A maquete do Hospital da Restinga.
Todas essas obras podem ser visitadas no site da Prefeitura, ou em sites de notícias.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Penso, logo existo


Gosto dos artigos do Voltaire Schilling e não sou um conhecedor ou, ao menos, um apreciador de tudo o que a arte contemporânea nos presenteia. Porém, achei exagerados os comentários do professor sobre o que ele chama de monstruosidades. Na verdade, do ponto de vista de um historiador, seria mais propício que ele se levantasse contra a permanente destruição de patrimônios históricos e culturais (como a fonte talavera; o gaúcho oriental, no Parque Farroupilha, ou o casarão na esquina da João Pessoa com a Venâncio Aires). A falecida professora Sandra Pesavento fez isso, acho que nunca obteve resposta dos poderes púbicos.
Quem sou eu para dizer o que devria dizer o professor Voltaire, mas, sinceramente, achei o artigo dele muito senso comum para alguém com a sua qualidade e erudição.
O boletim do PRBS é pródigo em produzir polêmicas sobre si próprio. Muitos caem nisso. Quando me falta assunto eu também vou atrás.
Recebi (eu e um batalhão de outras pessoas) um email do Gaudêncio Fidélis divulgando artigo que considerei muito bem situado sobre o tema. A palavra para definir a posição do professor Voltaire me pareceu muito adequada: demagógica.
Mais autêntico seria que Schilling aproveita-se a intimidade que demonstra ter com o Secretário Municipal da Cultura e pedisse que o Auditório Araújo Vianna fosse reaberto. A maior monstruosidade de Porto Alegre é ver seu principal auditório popular degradar-se.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Aranojo Vianna


Não foi erro de digitação. O Araújo Vianna, que já foi um auditório, está uma nojeira. Tiraram os cocôs de pombo, mas, no lugar deles, o auditório foi ocupado por gatos. Algumas almas caridosas que frequentam o Parque da Redenção resolveram dar ração e leite para os gatos. Resultado, o número de gatos aumenta e o cheiro de ração velha, mijo de gato e leite azedo cresce no ex-auditório.
Em 14 de maio deste ano, a página da SMC anunciava que "Obras no Araújo Vianna já podem começar". Que já podem a gente sabe, o problema é saber quando elas irão começar. Em 2007, a Pefeitura anunciava que a Opus se encarregaria de executar as obras . No Orçamento Participativo de 2008, o secretário da cultura anunciou que, "dentro de sessenta dias" as obras de reforma do Araújo iniciariam. Eu vi e ouvi, com esse solhos e ouvidos que a terra à de comer. Em 2009, o secretário sequer foi à plenária temática de cultura.
A ex-secretária de turisma, Ângela Baldino assumiu, em nome da Opus a responsabilidade pela obra, isso no início de 2009. Até agora, nada.
A Prefeitura não respeita prazos, não respeita a memória, não respeita nada. Parece que os revoltados com a situação (eu inclusive) se cansaram. Nada conseguimos fazer contra esse descaso e a dstruição do patrimônio público. A Opus cotinua lépida e fagueira, produzindo shows que vão do Chuck Berry aos Back Yardgans e a gente sem auditório público. E essa gente ainda quer tocar uma Copa do Mundo!
Enquanto isso, nas vezes em que vou ao Parque da Redenção, dou uma passadinha no ex-auditório e sinto um misto de tristeza e raiva.


terça-feira, 9 de junho de 2009

Os gatos do Araújo

Sábado, estive no Parque da Redenção. Fui conferir se algum tapume já havia sido colocado no Araújo Vianna. Nada. Em contrapartida, um dos portões da parte de trás do auditório estava cheio de gatos. As pessoas que passam por ali, amigasd dos animais, deixam comida e assim os gatos vão proliferando e o auditório se deteriorando.
Surpresa, tristeza, indignação... Tudo isso se junta ao observamos que o maior espaço popular fechado para apresentações culturais de Porto Alegre completará quatro anos de fechamento. Foi nisso que a população de Porto Alegre votou?
Quem quiser, pode ler a notícia publicada no site da Prefeitura há quase um mês http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?reg=9&p_secao=19
Acredite quem quiser.