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terça-feira, 17 de setembro de 2013

Empresários dos EUA pagam viagem e Ana Amélia volta pedindo que Brasil os ajude

Agência Senado - Ao relatar viagem de dois dias aos Estados Unidos, patrocinada pela Câmara Americana de Comércio, a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que os empreendedores americanos têm “sempre as mesmas queixas” em relação ao Brasil: burocracia excessiva, alto custo operacional, morosidade nas negociações e a imprevisibilidade decorrente da insegurança jurídica.
A senadora afirmou que a missão do Congresso é “tentar destravar um pouco essas barreiras que emperram o desenvolvimento, aqui e nas relações bilaterais”. Ressalvou que não se trata de melhorar as condições para atuação dos empreendedores americanos, mas, sim, dos brasileiros, o que, no atual mundo globalizado, acabará por ajudar a todos.
Em pronunciamento nesta quinta-feira (12), a parlamentar afirmou que, embora oposição e situação estejam unidas no Brasil contra as denúncias de espionagem feitas pelo governo americano, as relações econômicas entre as duas nações não podem ser contaminadas pelos problemas diplomáticos. Em palestra em Washington, o embaixador brasileiro, Mauro Vieira, afirmou aos parlamentares que participaram da viagem que o Brasil foi o único país da América Latina que recebeu 17 visitas presidenciais americanas, ressaltando a importância das relações bilaterais.
A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos superou US$ 70 bilhões no ano passado, com déficit para o Brasil de US$ 6 bilhões, informou Ana Amélia. A senadora chamou a atenção para a necessidade de mudar este quadro, uma vez que o saldo da balança comercial brasileira deve ficar este ano entre US$ 7 bilhões e 8 bilhões, o pior resultado em oito anos,
A viagem, informou a parlamentar, foi sem custos para o Senado e durou dois dias, nos quais houve 12 compromissos. Dela participaram, além da senadora, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e outros seis deputados federais.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um julgamento para a história I - Wanderley Guilherme

Por Wanderley Guilherme dos Santos, cientista político, publicado em primeira mão no Cafezinho

A lógica é patrimônio genético. Escapou de arrogante seqüestro pela corporação dos economistas, durante a ditadura, e sobreviverá à pernóstica tentativa da corporação de magistrados. O Supremo Tribunal Federal vem sendo responsável por sensíveis decisões, modelando legalmente um país mais livre, mais tolerante e adaptado aos já visíveis indícios do futuro. Matérias polêmicas como aborto, células tronco, direitos de homo-afetivos, por exemplo, encontram no Supremo uma instância de discussão protegida de temores irracionais ou convicções intensas, que, não menos legítimas por serem privadas, não podem impor-se à convicção dos demais. Assim como outras, contudo, a instituição está submetida aos limites da condição humana. Vários de seus membros, em momentos diversos, vêem-se cativos dos humores e miopias que os tornam pessoas comuns. Em casos extremos, juízes há que saboreiam o prazer de punir, antes que a amargura por condenar. O pâncreas contamina a lógica.
Demonstrada ficou nesta semana de setembro, por meticuloso trabalho do relator Joaquim Francisco, a rebuscada senda percorrida por recursos clandestinos até às mãos de alguns políticos de quatro partidos: PP, PL, PTB e PMDB. E pela primeira vez, salvo engano, revela-se a extensão em que o financiamento político paralelo, e ilegal, conduz de notas fiscais forjadas a contas bancárias fictícias, destas a fraudes financeiras e, em sucessão de ilícitos, à distribuição de dinheiro sem controle, fiscalização ou conhecimento do público e das autoridades. À sombra dessa cadeia de operações plásticas praticam-se roubos vulgares, despesas amorosas, desvios oportunistas. Se os autos ajudam a esclarecer o início e o desdobramento desse processo – que não é outro senão o processo do caixa 2 revelado em sua intimidade e efeitos colaterais – encontra-se fora dos autos a sua causa eficiente. Que estímulo tão poderoso conduz partidos e políticos a colaborarem em arquitetura tão diabólica? Explicações fundadas em patologias psicológicas não me convencem.
Uma das causas eficientes da instauração do caixa 2, senão a principal, é a própria legislação eleitoral brasileira. A matéria não se limita à disputa entre financiamento público ou privado, mas à natureza aleatória e voluntarista com que regras foram sendo elaboradas, quase que por sobreposição, afetando todos os aspectos da competição pelo poder, valendo-se cada uma delas de princípios não necessáriamente consistentes, criando mercados milionários em torno das campanhas eleitorais, confundindo, sem argumentos persuasivos, aspectos tão relevantes como a formação e comportamento de coligações, tanto eleitorais quanto parlamentares, mobilizações de rua, tempo de propaganda nos meios de comunicação, e mais, muito mais. Ao contrário de, pelo menos, sugerir a investigação desse território, o ministro relator e muitos de seus pares acobertam a contribuição ativa da legislação e da justiça eleitoral para a criação do ambiente altamente litigioso dos episódios eleitorais a cada dois anos. Não reconhecem as notícias dos jornais desta mesma semana, com impugnações, multas, candidaturas sub judice, decisões judiciais variando conforme o município e a região do país. Embora adotando na Ação Penal 470 a tese de que o destino do dinheiro ilegalmente distribuído é irrelevante, excetuam, sem hesitação, a hipótese de que tenha tido por roteiro servir aos interesses do Partido dos Trabalhadores. Substituem a busca das causas eficientes do processo pela afirmação apriorística de uma causa teleológica, finalística: servir a objetivos criminosos de um Partido.
Aqui, na interpretação da laboriosa e bem sucedida pesquisa que encetou, começa a parte pouco feliz da participação do ministro Joaquim Barbosa, nesta segunda e quarta-feiras. Sua referência irônica a alegado acordo entre o PT e o PP revela pouco conhecimento (caso não tenha sido deselegante deboche) dos sistemas eleitorais proporcionais. Precisamente porque garante a representação das minorias, tais sistemas dificultam a formação de parlamentos com um partido capaz de dispensar todos os demais para votar seus projetos. Sistemas de representação proporcional condicionam governos de coalizão, bastante freqüentes em todas as democracias. E freqüentes também são as coalizões entre partidos não adjacentes (coligações entre PT/PSB ou PSDB/DEM são coligações adjacentes, pela inexistência relevante de partidos no intervalo ideológico entre eles). O Partido Social Democrata da Suécia manteve-se no poder por cerca de 30 anos, gerando uma sociedade avançada em todos os sentidos, em coligação com o partido de base agrária (coligação não adjacente), um dos mais conservadores de sua história. No Brasil, as coligações se fazem entre as mais diferentes legendas em todas as eleições dependendo do estado ou município. A interpretação desse fenômeno político eleitoral não está nos autos, mas nos inúmeros almanaques de dados sobre a história eleitoral de todas as democracias. Em nenhuma delas, é crime, seja antecedente ou conseqüente.
Conseqüência crucial destes sistemas é a constante necessidade de negociação interna entre os partidos da coligação, no governo ou no parlamento, até que se alcance a fórmula aceitável para apresentação de cada proposta política ao Legislativo, onde sofrerá novas negociações, inclusive com a oposição. Processo demorado e exasperante, sem dúvida, desembocando em outro fenômeno peculiar das democracias: as maiorias finais em uma votação costumam ser constituídas pelo somatório de sub-maiorias com resíduos de insatisfação em todas. Em geral, as propostas aprovadas não correspondem ao plano original de nenhuma das sub-maiorias. Terça-feira, dia 18 de setembro, foi aprovado o Código Florestal com o apoio praticamente unânime de todos os partidos representados na Câmara, inclusive do PSDB, do DEM e do PPS (o maior número de descontentes explícitos alojava-se no PT). As declarações dos líderes apontavam para o caráter insatisfatório da legislação aprovada. A análise das votações parlamentares é complexa e sutil e a literatura rejeita ilações abruptas e simplórias.
Terminarei, por hoje, registrando rapidamente como as três votações interpretadas pelo ministro relator – lei de falências, reforma tributária e previdenciária – só por incrível distorção do que ocorreu no parlamento poderiam comprovar o argumento teleológico do relator de que o dinheiro ilícito recebido por políticos do PP e do PL correspondia a pagamento prévio ou posterior dos votos que deram. A valer a lógica do ministro, restaria explicar quem pagou os votos, por exemplo, do PSDB e do DEM nas mesmas votações previdenciária e tributária. Os dados estão nos arquivos digitais da Câmara e os citarei no próximo artigo

segunda-feira, 11 de junho de 2012

PP vai com Fortunati

Dessa vez eu acertei. Por 63 a 44, o PP decidiu apoiar Fortunati. Com a aproximação do DEM, o prefeito de Porto Alegre está montando uma coligação tremendamente forte.
O PC do B entrou numa luta como quem vai pra uma mesa de jogo e aposta praticamente tudo o que tem. Ou sai milionário, ou sai pobre. Nesse caso, saiu mais pobre. É terrível querer namorar quem não quer namorar a gente. 
Não sei dimensionar o impacto do não apoio do PP a Manuela. Mas se essa aliança era tão importante para viabilizar a vitória, significa que a sua não efetivação, somada ao apoio da sigla ao outro candidato, vai trazer prejuízos. Seria ilógico negar isso, embora o discurso vá tratar de mostrar como é possível vencer mesmo que sem um apoio considerado imprescindível. Não sei o que trouxe mais desgaste (mesmo que localizado) oferecer tudo ao PP, ou ser rejeitado após oferecer tudo.
O fato é que Fortunati está trabalhando para ganhar no primeiro turno. Mas nada está acabado, nem mesmo para a dupla Ana Amélia e Manuela. Nesse caso, mesmo que os pais não  tenham autorizado o namoro, o amor pode não ter acabado.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A eleição de Porto Alegre e o PP

Coligação partidária não tem mais nada a ver com identidade programática. Baseia-se, fundamentalmente, em um cálculo político, pragmático e de conveniência. Isso vale para todos os partidos eleitoralmente competitivos. 
A eleição de Lula, em 2002, consagrou, inclusive no PT, onde sempre houve resistência a coligações, o princípio de coligar com o máximo possível de partidos para vencer e reunir o máximo possível de partidos para governar. Sendo assim, ninguém me convence com argumentos pró ou contra coligações baseado em programa. O que tem fundamentado as coligações no Brasil são os interesses políticos concretos daquela disputa e suas consequências a curto e médio prazo. Na luta pelas coligações, cada um oferece o que pode: quem está no governo, pode oferecer maior participação no presente, quem não está, pode oferecer maior participação no futuro, além de uma vaga de vice, por exemplo.
Isso significa que todas as coligações são igualmente válidas e todos os partidos representam exatamente a mesma coisa, certo? Errado, ao menos na minha singela opinião. Aí entram as consequências a curto e médio prazo que precisam ser consideradas.
Por que ninguém estranha que Fortunati (PDT) queira o apoio do PP, mas estranham que a Manuela (PC do B) queira? Pelo simples motivo que, atualmente, o PP já apoia Fortunati, que é o herdeiro da coallização conservadora que derrotou o PT após dezesseis anos. O "leito natural" do PP, politicamente falando, é Fortunati. Já Manuela, supostamente representa algo novo e é estranho que o "novo" busque apoio na "experiência administrativa" de quem só governou Porto Alegre nos tempos da ditadura militar e está umbilicalmente ligado ao modelo de gestão que a candidata critica. Ou seja, não é ciúme da coligação, é um estranhamento legítimo.
Vamos além, pensando nas consequências de curto e médio prazo. Não é segredo que Ana Amélia (que também posa de "novidade" na política) trabalha pela vitória de Manuela. E o objetivo de Ana Amélia é claro: obter apoio da prefeita da capital, já que seu partido tem representação reduzida e imagem desgastada no principal colégio eleitoral do estado. Afora isso, descola do atual governador, de quem ela é a principal adversária em 2014, um apoio importante para a reeleição. Já o PC do B, ávido pela Prefeitura de Porto Alegre e inconformado com o não-apoio do PT, está disposto a tudo por seu objetivo imediato. Para mim, é tudo muito simples, não precisam inventar argumentos baseados em ideologia ou em programa. Quero saber a que objetivos as candidaturas servem.
Se alguém não sabe, sou petista e votarei no candidato do partido por vários motivos. Entre eles, penso que: Votar na Manuela é ajudar a Ana Amélia. Ela que vá buscar ajuda no lado de lá da cerca dos latifundiários que a apoiam.

PS:Acho que o Fortunati vai levar o apoio do PP, vamos aguardar.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Breve comentário sobre o início do processo eleitoral em Porto Alegre

Li o artigo do Sul21 sobre o início do processo eleitoral e os comentários ao artigo. Daí, resolvi comentar.
1) Que bom ver todo mundo acreditando em pesquisa. Quero ver quando/se houver mudança de posição.
2) O raciocínio é lógico. Quem tá na frente fica na frente, quem tá atrás fica atrás e quem tá no meio fica no meio. Ou não?
3) O PC do B está certo em buscar as alianças que puder pra se sustentar. Deve estar ciente sobre os benefícios e prejuízos de se unir ao PP ou a quem quer que seja.
4) Fortunati é o que tem o bloco de alianças mais sólido, é o menos preocupado.
5) Já o PT, tá procurando, mas não consegue achar um parceiro de peso. Mas o que o artigo destaca é que o peso da legenda faz diferença. Independente do discurso de campanha (e cada campanha tem suas coerências de ocasião e lógicas de conveniência) o objetivo básico do PT é não perder os cerca de 20% de eleitores que costuma votar no 13, seguindo a máxima de que "time que não disputa título perde notícia".
6) Por fim, cada eleiçaõ é uma eleição. Em 2004, a deputada estadual petista Liziane Lins (que havia feito 40 mil votos em Fortaleza), teve seu nome aprovado por escassa maioria no Diretório Municipal de Fortaleza para disputar contra Moroni Torgan (PFL) o super votado deputado federal Inácio Arruda (PC do B), eleito com 240 mil votos só na capital e o apoio de Lula e da maioria do PT nacional.
Todos sabem quem venceu a eleição.
Claro, que em Porto Alegre é diferente. Pois é, em Porto Alegre será diferente.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

MP cumpre mandados após denunciar 34 por irregularidades no Natal Luz


Um dos suspeitos


O Ministério Público foi pra cima dos organizadores do Natal Luz de Gramado. Fez busca e apreensão e já denunciou 34 pessoas à Justiça. Segundo apura o Ministéiro. A denúncia envolve os crimes de formação de quadrilha na forma de organização criminosa e peculato para fins de desvios.
Os recursos desviados podem chegar a R$ 7,8 milhões. Um presente e tanto né?
Entre os envolvidos o atual e o ex-prefeito de Gramado. Aliás, o ex-prefeito de Gramado é, também, presidente do PP do Rio Grande do Sul. Mas isso, só fica sabendo quem já sabe, pois a notícia não toca no assunto.
O Festival de Gramado enfrentou problemas com prestações de contas, agora, é o Natal Luz de Gramado. Parece que tem muita coisa por trás da indústria do turismo da cidade da serra gaúcha.
Aguardei o PP e a Senadora Ana Amélia se pronunciarem....Até agora, nada. Não vou pré-julgar o presidente do PP, mas que seus correligionários deveriam dizer alguma coisa, isso deveriam.
Veja mais na página do Ministério Público.



O Ministério Público cumpriu na manhã desta sexta-feira, 29, mandados de busca e apreensão nas cidades de Gramado, Canela e Bento Gonçalves relativos às investigações referentes ao Natal Luz, tradicional festa de fim de ano realizada em Gramado. Um dia antes, o MP ofereceu denúncia à Justiça contra 34 pessoas ligadas à organização e promoção do evento, pelos crimes de formação de quadrilha na forma de organização criminosa e peculato para fins de desvios.

Durante o cumprimento dos mandados foram recolhidos livros de contabilidade, notas fiscais, arquivos de computadores, planilhas e outros documentos relacionados ao Natal Luz. Participaram da ação os promotores de Justiça Adrio Gelatti, Antonio Képes e Max Roberto Guazzelli e integrantes do Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Serra e da Polícia Civil de Gramado, com apoio de outros Promotores da região.

De acordo com o promotor de Justiça Regional de combate à improbidade e corrupção, Adrio Gelatti, foi possível identificar pagamentos ilegais que chegam a R$ 7,8 milhões, referentes a contas do festival entre os anos de 2007 a 2010. Além disso, também foi apurado que os ex-prefeito Pedro Bertolucci e atual prefeito de Gramado, Nestor Tissot, aplicaram verbas no evento de forma irregular nos valores de R$ 500 mil, cada um. “Isso será objeto de ação civil pública a ser ajuizada pelo Ministério Público”, revelou Gelatti.

Em relação à formação de quadrilha, Gelatti destaca que foi possível identificar claramente a estabilidade do grupo ao longo dos anos, com uma estrutura definida da divisão de tarefas. “Possuíam um claro organograma, com chefia e demais escalões bem delineados”, frisou o Promotor.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O jogo não está jogado, a eleição não está terminada

Como diria Chacrinha, "só acaba quando termina". O impacto da não-eleição em primeiro turno e a baixaria serrista no início do segundo turno (pra não falar das pesquisas, que eu não comento), parecem ter desnorteado boa parte do exército dilmista.
Estaria mentindo se dissesse que o quadro está bom. Poderia estar melhor, mas... o jogo não está jogado. Dilma começou a reagir. Sem entrar no mérito (!!!) reuniu com os evangélicos, conseguiu apoio de boa parte do PTB do RS, do PP nacional.. Enfim, segundo turno é isso, é a  hora em que se abdica de alguma coisa para poder ganhar. 
Se aas coisas estivessem estagnadas, sem movimentos políticos, aí seria preocupante. A avalanche obscurantista de Serra é um perigo para o país que se moderniza e avança na melhoria das condições sociais da população. A superação de atrasos culturais, e (desculpem-me os muuuuiiiito religiososos) os fundamentalismos religiosos são um atraso cultural, deve ser uma continuidade do movimento de superação dos atrasos sociais. Do jeito que está, vamos precisar d emais um governo, depois desse, para melhorarmos um pouco nessa situação.
Como bem sabem meus fiéis leitores, sou um minimalista, me contento com pouco. Se não é possível um grande salto à frente, ao menos que não se dê nenhum passo atrás.
Tem mais uma coisa: CHEGA DE MISTURAR RELIGIÃO COM POLÍTICA. Não tenho nenhuma pesquisa qualitativa (coisa que os cérebros da campanha de DIlma devem ter e não funcionou tanto assim no 1° turno), mas qualquer um pode ver que o assunto já passou do limite na campanha da Dilma enquanto o Serra fica atacando nos pontos fracos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Celso Russomano apoia Dilma. Bom para ambos os lados

O candidato ao governo de São Paulo pelo PP, Celso Russomano, anunciou hoje, após o comício no Sambódromo, que apoia a candidatura de Dilma Rousseff para a Presidência de República. O Partido Progressista já estava com Dilma, mas não formalmente. Russomano era um dos poucos candidatos da sigla que ainda não haviam declarado apoio à coligação Para o Brasil Seguir Mudando.
“Eu estou aqui para declarar o meu apoio à Dilma, minha candidata à Presidência da República. Faço esse apoio hoje porque acho importante que nós vamos às urnas definidos em quem vamos votar para presidente", disse ele. "Entendo que o programa da Dilma é o melhor, o governo tem feito um bom trabalho ao longo desses anos. Entendo que o melhor para o Brasil hoje é a eleição da Dilma.”
Ele fez o anúncio ao lado de Dilma e do candidato a vice Michel Temer. “Recebo o apoio do Celso Russomano com muita satisfação. Fico muito feliz com esse apoio. Acredito que nós podemos fazer muitas coisas juntos e acho que aqui em São Paulo as coisas vão se decidir no dia 3 de outubro e daí a gente avalia como as forças vão se agrupar para decidir o segundo turno”, comentou Dilma. 
Durante a entrevista coletiva, Dilma comentou o fato de ter aberto sua campanha com um comício sob forte chuva no Rio de Janeiro e, agora, fazer um dos últimos comícios da campanha sob chuva intensa em São Paulo. Ela ressaltou a força da militância, que não saiu do Sambódromo até o final do ato público.
“Que força dessa militância estar aqui com uma chuva danada e ali firme segurando, alegre e com energia. Que força. Fiquei muito feliz hoje e por isso inclusive eu compartilhei com eles uma parte da chuva, como vocês podem ver pelos meus cabelos”, comentou.
De: Dilma Presidente

terça-feira, 22 de junho de 2010

Novamente o PP

Pois é, mais uma vez vou falar sobre a Arena/PPB/PPR/PP. Que vexame. Depois de ir de pires na mão pedir uma coligação nas proporcionais, o PP é trocado pelo PPS na vice da Yeda. Vejam só, o PP estava brigando para ser vice da Rainha de Copas!
Nem pra vice da Yeda o PP vai servir. Estão esperneando, vão fazer reunião, mas vão ficar onde estão. Agora é tarde pra abrir fora. Claro que, no fim das contas, pode ser que eles estejam dando um grande golpe nos aliados e elejam a imensa maioria da bancada federal na coligação yedista. Seria uma consolação, mesmo assim... tô achando difícil a vida deles. Bem feito.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O PP agacha-se

Já fiz um comentário sobre a crise do PP do Rio Grande do Sul. Pois a crise não para. Primeiro, o ex-Arena/PDS/PPR, saiu atrás de quem abrigasse seus candidatos, para conseguir elegê-los, com medo da perda de eleitorado.
Agora, o PP pede licença a Yeda para indicar seu candidato a vice.
O PP já perdeu eleitorado, perdeu moral nos escândalos envolvendo o Detran e, agora, parece estar perdendo a vergonha.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O desmoronamento do PP do RS

O Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul parecia ser um dos mais sólidos do Brasil. Parecia. 
Tudo bem que foi o partido da ditadura, mas foi o menos atingido pela fuga dos pefelistas (hoje, DEM). Ou seja, alguma retidão de caráter os caras tinham. O PP do RS também não se rendeu em massa ao malufismo, quando esse dominava o partido. Foi uma trajetória interessante, mas chega de elogios. O fato é que, hoje, o PP aparece no cenário eleitoral de um modo que beira o ridículo. Vai de candidato em candidato pedindo o favor de uma coligação nas eleições proporcionais.
É um partido que tem prefeitos, tem deputados e tudo, mas...teme não ter votos suficientes para manter sua bancada. Parece-me que o "efeito Zé Otávio" atingiu fortemente o PP. Se, antes, ainda tinha a fama de "direita séria", agora, nem isso tem mais.
A candidatura de Ana Amélia é uma tentativa de manter o PP como uma sigla importante no cenário riograndense. Protegida pelo PRBS, Ana Amélia é uma esperança de vida do PP como um partido influente e não só um amontoado de lideranças regionais, como muito voto e pouco partido.
A não eleição dessa senhora será um grande serviço à política riograndense.