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quarta-feira, 11 de maio de 2011

O esquema de corrupção do Banrisul

A amante, "a bicha", os shows, os proventos extras e uma "poupança" de milhões
Pessoas que tiveram acesso à transcrição dos telefonemas grampeados e e-mails interceptados que constituem parte da prova documental da ação penal que trata da fraude contra o Banrisul estão impressionadas com a diversificação da atuação dos agentes: os valores iam dos miúdos... aos graúdos.

Acompanhe em potins:

* O esquema provia (modestamente) a amante de um dos operadores da fraude, a ela alcançando uma discreta mesada de R$ 300,00. Num momento da maior generosidade do tesoureiro, ela obteve o pagamento da anuidade de sua faculdade.

* Quando o favorecido era "pessoa importante", o esquema não economizava: o pagamento em dinheiro - depositado por uma terceira empresa - podia chegar a exatos R$ 42.600.

* Uma funcionária pediu "uma força" e teve atendido seu pleito de "proventos extras" de R$ 4.868,00 mensais com direito a 13º salário. Por isonomia, um assessor teve a mesma benesse financeira.
* Os partícipes gostavam de ir aos melhores shows, indiretamente pagos pelo caixa da fraude. Do dinheiro que - via superfaturamento - ia parar nas mãos dos estelionatários, um pequeno percentual era destinado a comprar ingressos para ver Julio Iglesias, Ivete Sangalo, Ben Harper, Disney On Ice, Festa Johnny Walter (em Gramado) etc.

* Para um evento destinado ao público jovem (Planeta Atlântida), os operadores deixaram expressas instruções à secretária: "comprar um camarote vip".

* Alguns personagens eram conhecidos por codinomes: "o bobo", "a bicha", "o mister", "a gorducha". E "gordinho" era o epíteto que designava um "delegado metido a poderoso", que mediante o pagamento de R$ 40 mil, poderia dar "uma pressão" numa testemunha que "estava incomodando".

* Uma das eminências pardas do esquema tinha informações privilegiadas sobre as cidades (de Santa Catarina) para onde o Banrisul se expandiria. Tratou, então, de comprar, por preços reduzidos, imóveis locais, que seriam destinados à locação ao banco, por valores mensais elevados. À mesma época, o pensador do esquema comprou um apartamento em Punta del Este e um prédio na Av. Cairu, em Porto Alegre.

* No cumprimento de dois dos mandados de busca e apreensão, foram encontrados numa residência R$ 65.000,00 + U$ 22.960,00 + 50.000 euros + 5.640 libras. E no local de trabalho da mesma pessoa, mais R$ 2.571.520,00 + U$ 122.350,00 + 20.800,00 euros + 4.500 libras - "valores sem qualquer comprovação de origem lícita" - segundo o Ministério Público. "É dinheiro que poupei!..." - disse um dos operadores da fraude, tentando se defender.

* Durante a "safra", dois operadores trocam e-mails. Um deles, festeja: "Nosso banco querido aprovou R$ 1 milhão de mídia pra veicular o balanço apenas nesta sexta feira. Quem tem Banrisul tem $$$$$$$." (Proc. nº 21100417549).

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pont contesta contratos ao apagar das luzes do governo Yeda

O deputado estadual Raul Pont anunciou que a bancada do PT deve questionar junto ao Ministério Público a assinatura de contrato entre o governo Yeda e a empresa Odebrecht, na forma de uma Parceria Público Privada (PPP), para construção da rodovia RS 010, que vai ligar o município de Cachoerinha à região de Campo Bom e Sapiranga. “Num trecho de cerca de 35 quilômetros estão previstas quatro praças de pedágios sem que a empresa tenha que assumir os custos com a construção da rodovia”, alertou o parlamentar em pronunciamento na sessão plenária desta terça, 9, na Assembleia Legislativa.
Segundo o parlamentar, a própria construtora avalia o custo da obra em R$ 1 bilhão. “E o governo Yeda está assumindo o compromisso de repassar no mínimo R$ 70 milhões/ ano durante 20 anos”, protesta o petista. Pont classifica a ação do governo como um verdadeiro absurdo. “Faltando pouco mais de um mês para o encerramento da gestão, a governadora quer fazer um negócio que comprometerá as próximas quatro administrações”, denuncia. Pont lembra, ainda, que a ligação da nova rodovia com a BR 116 ficaria por conta do Estado. “Se for preciso recorremos ao Judiciário, através de uma Ação Popular, para barrar a assinatura destes contratos”, afirma Pont.
De: PTSul

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PSDB instala inquisição em São Luiz Gonzaga

Os tucanos adoram defender a democracia na casa dos outros. Em São Luiz Gonzaga, instalaram um proceso de perseguição ao delegado José Renato Moura ,meu amigo e blogueiro. Foi trazido à luz um ofício assinado pelo prefeito e pelo vice-prefeito do município solicitando a transferência do delegado. A solicitação, absolutamente indevida, alega que o delegado estaria prejudicandoa harmonia entre os poderes públicos para solução de problemas. Os argumentos seriam risíveis, não fosse o obscurantismo que os fundamentam.
O delegado José Renato, como tantos outros servidores da Polícia Civil, é filiado a um partido (no caso, ao PT) e exerce o seu direito constitucional à opinião. O problema, para o prefeito, é que a opinião do delegado é contrária à sua. Por isso, valendo-se da sua identidade partidária, o prefeito solicitou  a remoção do delegado. 
Isso não tá parecido com a tentativa do ex-chefe de gabinete da Governadora ,Ricardo Lied, que intermediava mudança de delegados conforme os interesses do tucanato gaúcho?
Não é isso que eles condenam? Um Estado aparelhado e policialesco?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A culpa é da natureza, ou da Dilma?

O Blog Jornalismo B aborda bem o tipo de cobertura sobre a queda da ponte no Rio Jacuí. O esforço dos jornalões para acharem o CC responsável pelo apagão de dezembro não se repetiu para encontrar os motivo da queda de uma estrutura produzida para ser duradoura e que foi vistoriada há três meses.
Segundo o Ministério Público, há um inquérito tramitando desde 2008, devido às más condições do asfalto na região, além da identificação de sérios problemas ambientais, que teriam amplificado os efeitos da enxurrada.
Se não quiserem investigar, basta botar a culpa na Dilma e no atraso do PAC.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O terceiro segredo de Fátima


O processo movido contra a governadora “e outros” parece ter o poder dos segredos de Fátima. Particularmente do terceiro segredo. Quem vê fica admirado, mas não pode contar. Segundo dizem os entendidos, trata-se do fim do mundo. Foi o que se tira da forma como Ivar Pavan tratou o assunto. Não pode falar, mas e coisa gravíssima.

O líder do governo na Assembleia chegou a dizer que “gente morreu” por saber o que se tratava no processo. Diante de tal afirmação, o Macedo (do PRBS) teve que reinquirir o deputado. Pedro Westphalem tentou fugir do assunto, pois viu que tinha falado bobagem. Ao fim, ainda tentou inventar uma versão de assassinato de Marcelo Cavalcante por alguém interessado em produzir uma vitima. Coisas do estado mais politizado do Brasil.

sábado, 5 de setembro de 2009

Titanic



A senadora Kátia Abreu encontrou uma bela definição para a governadora Yeda e seu governo: um navio. Eu acrescento, é um Titanic.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Os nomes e as coisas


O boletim do PRBS é hilário. A governadora resolve se proteger nomeio da crise. Sua manobra é chamada de "Reforço de alianças". Lula opera para garantir a sua governabilidade. Aí, está fazendo alianças espúrias e expondo "fragilidades éticas".
Não bastasse isso, diante da "dança das cadeiras" como o próprio boletim noticiou, a manchete fala em "cara nova no Piratini"... O fato de a governadora aumentar a força do partido mais envolvido na Operaçao Rodin não é relevante para o boletim.
Coisas do estado mais politizado do Brasil e do jornal que vê todos os lados da notícia.