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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mandem a Copa para a Arena e a Andrade Gutierrez à m...

Não morro de amores pela Copa no Brasil, muito menos pela Andrade Gutierrez (AG). Os fiéis leitores deste blog poderão comprovar isso em postagens anteriores. Gosto do Colorado, isso sim. A novela do contrato com a AG ultrapassou todos os limites. Agora, a construtora resolveu culpar o Banrisul pela paralisia das obras no Beira-Rio. 
O poder público tem feito o possível e o impossível para facilitar a vida das empreiteiras encarregadas das obras da Copa. Em nome da Copa vale tudo, mas nada é suficiente para as construtoras, sobre as quais recaem sucessivas acusações (comprovadas) de péssimas condições de trabalho aos operários.
Sei lá o que se passou no Conselho do Inter para aprovar as coisas do jeito que estão, mas dá pra ver que deu errado. Agora, o clube tá com o mico namão, não consegue resolver o problema e tem medo de entregar o trunfo ao rival. Imagino que, secretamente, devam desejar que, como sempre, o poder público socorra as pretensões privadas. Sábio foi o São Paulo F.C.. Tantas e tão caras eram as exigências para realizar a Copa no Morumbi, que eles abriram mão
Diante disso tudo, tenho uma solução: preocupar-se com futebol, mandar a Copa pra Arena e a AG à m...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

O esquema de corrupção do Banrisul

A amante, "a bicha", os shows, os proventos extras e uma "poupança" de milhões
Pessoas que tiveram acesso à transcrição dos telefonemas grampeados e e-mails interceptados que constituem parte da prova documental da ação penal que trata da fraude contra o Banrisul estão impressionadas com a diversificação da atuação dos agentes: os valores iam dos miúdos... aos graúdos.

Acompanhe em potins:

* O esquema provia (modestamente) a amante de um dos operadores da fraude, a ela alcançando uma discreta mesada de R$ 300,00. Num momento da maior generosidade do tesoureiro, ela obteve o pagamento da anuidade de sua faculdade.

* Quando o favorecido era "pessoa importante", o esquema não economizava: o pagamento em dinheiro - depositado por uma terceira empresa - podia chegar a exatos R$ 42.600.

* Uma funcionária pediu "uma força" e teve atendido seu pleito de "proventos extras" de R$ 4.868,00 mensais com direito a 13º salário. Por isonomia, um assessor teve a mesma benesse financeira.
* Os partícipes gostavam de ir aos melhores shows, indiretamente pagos pelo caixa da fraude. Do dinheiro que - via superfaturamento - ia parar nas mãos dos estelionatários, um pequeno percentual era destinado a comprar ingressos para ver Julio Iglesias, Ivete Sangalo, Ben Harper, Disney On Ice, Festa Johnny Walter (em Gramado) etc.

* Para um evento destinado ao público jovem (Planeta Atlântida), os operadores deixaram expressas instruções à secretária: "comprar um camarote vip".

* Alguns personagens eram conhecidos por codinomes: "o bobo", "a bicha", "o mister", "a gorducha". E "gordinho" era o epíteto que designava um "delegado metido a poderoso", que mediante o pagamento de R$ 40 mil, poderia dar "uma pressão" numa testemunha que "estava incomodando".

* Uma das eminências pardas do esquema tinha informações privilegiadas sobre as cidades (de Santa Catarina) para onde o Banrisul se expandiria. Tratou, então, de comprar, por preços reduzidos, imóveis locais, que seriam destinados à locação ao banco, por valores mensais elevados. À mesma época, o pensador do esquema comprou um apartamento em Punta del Este e um prédio na Av. Cairu, em Porto Alegre.

* No cumprimento de dois dos mandados de busca e apreensão, foram encontrados numa residência R$ 65.000,00 + U$ 22.960,00 + 50.000 euros + 5.640 libras. E no local de trabalho da mesma pessoa, mais R$ 2.571.520,00 + U$ 122.350,00 + 20.800,00 euros + 4.500 libras - "valores sem qualquer comprovação de origem lícita" - segundo o Ministério Público. "É dinheiro que poupei!..." - disse um dos operadores da fraude, tentando se defender.

* Durante a "safra", dois operadores trocam e-mails. Um deles, festeja: "Nosso banco querido aprovou R$ 1 milhão de mídia pra veicular o balanço apenas nesta sexta feira. Quem tem Banrisul tem $$$$$$$." (Proc. nº 21100417549).

sábado, 4 de setembro de 2010

Quem foi a vítima? O Banrisul ou o povo gaúcho?

O PIG divulgou que o Banrisul foi vítima. Não deixa de ser verdade. Mas, de fato, pessoas de dentro do Banrisul vitimaram o banco. O Banrisul é um patrimônio do povo riograndense e foi roubado por dentro, por pessoas que desfrutam da confiança política de dois governos. A vítima, mais do que o Banco, foi o povo. é incrível como é possível amenizar uma crise usando palavras amistosas.
É preciso admitir que o vice-governador tem razão. Ninguém pode acusá-lo de omissão.