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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Murió Alfredo Di Stéfano, gloria del fútbol mundial




Por Pasión Libertadores
Cuando escuchas declaraciones de jugadores contemporáneos a Di Stéfano, que aún pueden contarlo y vieron en plenitud a "La Saeta Rubia", a Pelé a Maradona, Messi y sostienen con firmeza que él fue el más grande jugador de la historia, todo amante del fútbol le debe algo ya a Di Stéfano, un hombre que hizo al fútbol y al que siempre se le estará agradecido.


Había cumplido 88 años el pasado 4 de julio, el autor de 780 goles en 1091 partidos oficiales ganador de 5 Copas de Europa con el Real Madrid, una intercontinental, ocho Ligas de España y tanto más en el club "merengue".


Cómo llegó al Real Madrid
Tras jugar en River de Argentina, Huracán, y Millonarios de Colombia, emigró al conjunto de la capital española tras enamorar a Santiago Bernabeu, por entonces presidente del club. Resulta que Millonarios, donde jugaba Don Alfredo, participó de la fiesta de las Bodas de Oro del Madrid y en ese juego participó el delantero, en el partido que quebró la historia para el elenco español.

Extracto del sitio Marca.com: (Ingresa para conocer en detalle la vida de Di Stéfano) -Mira el comunicado oficial del Real Madrid
El máximo mandatario madridista no paró hasta conseguir que el futbolista argentino, que maravillaba cada vez que saltaba al terreno de juego, se enfundara la elástica madridista. No fue fácil, ya que La Saeta Rubia tuvo que pasar unos meses en Barcelona, pero todo esfuerzo mereció la pena por ver jugar en Chamartín al primer grande de la historia del fútbol.
Cinco Copas de Europas terminaron en las vitrinas blancas de forma consecutiva. Empezó en París y terminó en Glasgow previo paso por Madrid, Bruselas y Stuttgart. Hasta siete goles marcó en las finales que jugó y según cuentan todas las crónicas de la época, fue el encargado de liderar un equipo que nunca más se ha vuelto a repetir.
Su rendimiento sobre el verde le convirtió en un futbolista mediático como nadie lo había sido hasta entonces. Protagonizó películas sobre su vida y fue el ídolo de los aficionados del Real Madrid y de todos los seguidores del fútbol en general.
Su legado no acabó en su etapa de futbolista. Como entrenador tuvo la valentía de dar la alternativa a cinco jóvenes jugadores que llegaban desde el Castilla y que terminaron formando la Quinta del Buitre. Una vez más, Di Stéfano fue clave para que en el Santiago Bernabéu se disfruta a del fútbol como pocas veces se ha hecho. La puerta grande de la historia del Real Madrid volvió a abrirse.
Como no podía ser de otra forma, el Real Madrid reservó un hueco especial para el hombre que cambió su rumbo y lo llevó hasta la excelencia. Nombró a don Alfredo Di Stéfano presidente de honor, lugar que seguirá ocupando allá donde esté. El Real Madrid y el fútbol lo tienen en su memoria, en su corazón y en una historia que él mismo escribió. El primer grande del fútbol.

domingo, 11 de maio de 2014

COLIGAY: ORGULHO E PRECONCEITO

08/05/2014 por  

Coligay

Pioneira ao levar a sexualidade para o meio do futebol, a Coligay é uma página do Grêmio que poucos conhecem bem. Uma história que deveria ser motivo de orgulho, mas que segue envolta em preconceito.

Por Antônio Felipe Purcino*
Fotos por Yamini Benites
Um dos principais tabus no meio do futebol é a questão da sexualidade. Nas redes sociais, termos como “viado” e “bicha” são utilizados de forma pejorativa entre os torcedores para se referir aos adversários. O jogador Richarlyson é apontado como homossexual por onde passa. No ano passado, um selinho do atacante Emerson Sheik, do Corinthians, em um amigo, gerou uma revolta intensa de parte dos torcedores do clube. Enquanto na Europa há uma inclinação maior à abertura – em janeiro, o ex-meio-campista da seleção alemã, Thomas Hitzlsperger, assumiu sua homossexualidade –, no Brasil há um silêncio quase absoluto sobre o tema. Mas o que poucos sabem é que, na década de 1970, uma torcida do Rio Grande do Sul ousou colocar a sexualidade de forma transgressora nas arquibancadas.
Domingo, 10 de abril de 1977. No Estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Grêmio venceu o Santa Cruz por 2 a 1, em mais uma rodada do Campeonato Gaúcho. Poderia ser uma partida como qualquer outra. Entretanto, algo diferente surgiu naquele dia. E não estava dentro de campo. Vinha das arquibancadas do ainda inconcluso estádio. Um grupo de torcedores chamava a atenção. Não era uma torcida comum. Algo histórico estava nascendo: a torcida Coligay.
Antes de falarmos da Coligay, é preciso recuperar a história de Volmar Santos. Nascido em 1948, na cidade de Passo Fundo, Santos vivia em Porto Alegre em 1977. Era gerente da Boate Coliseu, referência no cenário gay, localizada na Avenida João Pessoa. Gremista “desde sempre”, ele estava incomodado com as torcidas da época. “As torcidas eram muito frias, não incentivavam como deveriam”. Em uma noite na Coliseu, decidiu criar um grupo próprio para torcer. O nome escolhido foi Coligay, remetendo à boate e a seus frequentadores.
A torcida começou com cerca de 40 pessoas. A estreia foi contra o Santa Cruz, já contando com a faixa e as características que tornariam a Coligay tão marcante: a animação dos integrantes, as danças, os cantos e figurinos incentivando o Grêmio o tempo todo. “Tínhamos a melhor charanga, comandada pelo Neri Caveira, da Imperadores do Samba”. A cada partida do clube, a Coligay estava presente “Não perdíamos um jogo. Fomos para o interior, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo”, conta Volmar. O número de torcedores só crescia, chegando a mais de cem. E não precisava ser gay para fazer parte. O único requisito era ser gremista.
A novidade nas arquibancadas tricolores logo chamou a atenção de todos. Até a mídia do centro do país esteve em Porto Alegre para conferir o grupo, que foi tema de matéria na revista Placar. “Não tinha noção de que a torcida teria uma proporção tão grande”, diz Volmar. Inclusive, a Coligay foi convidada à partida que decidiria o Campeonato Paulista de 1977, entre Corinthians e Ponte Preta, apoiando o time da capital. O convite partiu do presidente do clube paulistano, Vicente Matheus. Dezenas de torcedores foram a São Paulo, onde acompanharam a vitória de 1×0 do Corinthians, pondo fim a um jejum de quase 23 anos sem títulos do clube.
Do lado do Internacional, alguns torcedores aproveitavam a torcida para tentar incomodar gremistas. Já outros desejavam fazer parte da Coligay. “Alguns queriam se entrosar, mas não permiti. Sugeri que criassem a Intergay ou a Inter-Flowers”, afirma Volmar, em referência à Boate Flowers, outro famoso reduto gay da capital gaúcha.
Apesar de surgir em meio a um contexto de ditadura militar, período no qual não se discutia a sexualidade, o criador da torcida garante que o grupo nunca sofreu nada grave nem foi impedido de estar nos jogos. “Nunca fomos agredidos. Sofremos algumas ameaças, mas nada aconteceu”. De parte da direção do clube, havia respeito. “Hélio Dourado [presidente do Grêmio na época] é uma pessoa fora de série. Ele sempre me recebeu e nos tratou bem”, diz Volmar. Já entre os jogadores, alguns não gostavam, outros apoiavam – como Tarciso, ex-ponteiro-direito e atualmente vereador em Porto Alegre: “Setenta por cento [dos jogadores] não gostava. Eu era muito querido pela Coligay. Fazia gol e ia lá vibrar com eles”. Volmar credita o êxito à presença de “pessoas de bem” na torcida. Tudo era feito “com muita responsabilidade”.
O sucesso da Coligay na época incentivou o surgimento de outras torcidas compostas por homossexuais no país. No Rio de Janeiro, torcedores de Flamengo e Botafogo tentaram criar a FlaGay e a FoGay. Tentativas semelhantes ocorreram entre apoiadores do Cruzeiro e Sport. Somente a Coligay resistiu, até 1983. Volmar teve que deixar Porto Alegre para voltar a Passo Fundo a fim de cuidar de sua mãe. Sem seu idealizador, a Coligay não conseguiu mais se estruturar. Após seis anos, a torcida deixava de existir. Volmar ainda reside em Passo Fundo, onde assina uma coluna social no jornal O Nacional.
Desde então, a Coligay se tornou um assunto pouco discutido, sendo hoje lembrado, na maioria das vezes, em piadas feitas por colorados contra gremistas. Para mudar esse quadro e resgatar a história da torcida, será lançado pela Editora Libretos um livro contando essa história: Coligay – Tricolores e de todas as cores, do jornalista Léo Gerchmann. Ao longo de cinco meses, Léo conversou com ex-integrantes da torcida, jogadores, dirigentes e outras fontes para trazer à luz uma história da qual pouco se fala atualmente. “O livro é sobre a Coligay, mas é também sobre diversidade. E a Coligay é uma página muito bonita da história do Grêmio”, diz Léo.

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Tarciso: “Eu era muito querido pela Coligay.

             Fazia gol e ia lá vibrar com eles”


Se na década de 1970 a torcida era vista de forma respeitosa por parte dos torcedores e também pelo próprio Grêmio, hoje ela faz parte de uma história que poucos têm coragem de relembrar. E que traz à tona o debate sobre a inserção da sexualidade no futebol.
Para Bernardo Amorim, coordenador jurídico da ONG Somos, que discute questões de sexualidade, é preciso que alguém abrace tal causa. “Seja clube, federação ou jogador, alguém tem que fazer algo para que o assunto chegue à torcida”, diz. Ele cita como exemplos a declaração do goleiro Lindegaard, do Manchester United, que declarou que “o futebol precisa de um herói gay”, além da torcida do St. Pauli, da Alemanha, que faz bandeiras contra a homofobia e todas as formas de discriminação.
Amorim considera que o Grêmio deveria reservar um espaço para falar da Coligay. “O reconhecimento é importante, pelo contexto histórico e pela coragem. Não se pode apagar isso”. Ele afirma ainda que a discussão no Rio Grande do Sul somente daria certo se fosse feita tanto pelo Grêmio como pelo Inter. “As coisas aqui não funcionam por um lado só. O ideal seria uma ação conjunta. Ninguém teria como acusar o outro”. A reportagem entrou em contato com o clube para saber qual o posicionamento oficial em relação à Coligay, mas não recebeu resposta até o fechamento.
E se a Coligay ressurgisse hoje, poderia dar certo? Volmar acredita que sim. “Com certeza, se for sério, com responsabilidade e com alguém sério na liderança”. Ele acrescenta que, se morasse em Porto Alegre, “ajudaria a Coligay a se estruturar de novo”. Amorim opina que uma nova Coligay geraria briga entre as torcidas. “Mas se um coletivo de pessoas se junta para ver o jogo, daria mídia e o clube não poderia mandar tirar. A proibição seria pior do que permitir”.
Entre todos, permanece o sentimento de que a Coligay deveria ser reconhecida como merece. Uma torcida pioneira, transgressora, que enfrentou o conservadorismo e deixou sua marca na história. Afinal, acima de suas cores, sexualidades e ideologias, todos são torcedores do Grêmio.

*Essa matéria foi vencedora do Concurso de Reportagem realizado pelo Diretório Acadêmico da Comunicação – UFRGS, no final de 2013. Uma das premiações foi a publicação junto ao Jornal Tabaré.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Devolve a taça, Flamengo!

Sport é o único campeão brasileiro de futebol de 1987


O Superior Tribunal de Justiça decidiu nesta terça-feira (8/4) que o time Sport, de Recife, foi o campeão do Campeonato Brasileiro de 1987. Em renovação de julgamento na Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, o Sport obteve a maioria dos votos favoráveis à sua interpretação de uma sentença de 1994.
Com a decisão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fica impedida de declarar também o Flamengo campeão daquele campeonato, como fizera em 2011. O resultado influencia também no chamado caso da Taça das Bolinhas, disputada pelo Flamengo e o São Paulo. 
Na sessão anterior, o ministro Sidnei Beneti divergiu da posição da relatora, ministra Nancy Andrighi, no que foi acompanhado pelo ministro João Otavio de Noronha. O julgamento foi concluído nesta terça-feira com os votos dos ministros Paulo de Tarso Sanseverino e Villas Bôas Cueva, também favoráveis ao Sport. 
A relatora acolhia a pretensão do Flamengo. Para ela, o pedido de cumprimento de sentença apresentado pelo Sport depois de a CBF reconhecer o time do Rio também como campeão daquele ano extrapolava o que foi decidido pela Justiça em 1994, que declarou o time campeão, sem definir que ele seria o único. Não haveria, assim, impedimento pela sentença ao reconhecimento de dois campeões naquele ano.
Para o ministro Beneti, porém, ao declarar o Sport campeão, a sentença, mesmo sem adotar explicitamente expressões como “campeão exclusivo”, afirmou ser o time pernambucano o único campeão de 1987. “Campeão é campeão”, asseverou.
Assim, a coisa julgada decorrente da sentença impediria que a CBF alterasse esse resultado, ainda que para reconhecer ambos os times como campeões. Esse entendimento também foi seguido pelo ministro João Otávio de Noronha.
Quórum
O regimento do STJ exige que as decisões em Recurso Especial ocorram por maioria absoluta dos membros das Turmas. Esses colegiados são formados por cinco ministros, exigindo-se, portanto, três votos concordantes para se firmar um julgamento.

Na sessão anterior, dois dos cinco ministros não participaram do início do julgamento. Se os outros três ministros tivessem concordado em um mesmo entendimento, o julgamento poderia ter sido concluído antes. Com a divergência, teve de ser renovado. 
Regulamento
A discussão na origem dizia respeito ao regulamento aplicável à competição. Um primeiro regulamento havia sido elaborado pelos clubes. Depois, outro foi feito pela CBF, mantido válido por força de liminar. Essa liminar foi depois cassada pelo Tribunal Federal de Recursos (TFR) — órgão extinto pela Constituição de 1988.

Com isso, outro regulamento precisou ser editado. Neste, diferentemente do anterior, retirou-se a previsão de uma etapa disputada entre campeões e vices de dois módulos, chamados amarelo e verde. 
Para a sentença de 1994, essa remoção, depois de conhecidos os times, não poderia prevalecer. Como o Flamengo se recusou a disputar essa fase final, o Sport foi declarado campeão brasileiro de 1987.
Campeonato dividido
Em 2011, a CBF reconheceu o Flamengo também como campeão de 1987, por meio de resolução. O Sport então buscou a Justiça, pedindo o cumprimento da sentença de 1994. Notificada, a CBF editou nova resolução, revogando a anterior e declarando o Sport único campeão daquele ano.

Informada da alteração, a Justiça local extinguiu o processo, declarando cumprida a obrigação imposta pela sentença de 1994. O Flamengo então recorreu, afirmando ter sido prejudicado pela decisão.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região negou o recurso do Flamengo, afirmando expressamente que a sentença havia declarado o Sport “o” campeão de 1987 e não “um” dos campeões. 
Inconformado, o time carioca buscou o STJ, onde se discutiu principalmente o que foi decidido em 1994, se há coisa julgada impedindo o reconhecimento do Flamengo como campeão de 1987 e o meio processual usado para obter a revogação da resolução da CBF. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
REsp 1.417.617

sábado, 14 de dezembro de 2013

Figueroa: autor do "Gol Iluminado", leitor de Neruda e admirador de Allende.

Figueroa sugere troca de comando na Fifa

Em entrevista, chileno pede respeito a Falcão e diz que pararia Messi

Por Gazeta Press 


Marinho e Figueroa, a muralha do Internacional em 1976
Marinho e Figueroa, a muralha do Internacional em 1976 / Crédito: Foto: Acervo/PLACAR
O chileno Elias Figueroa sempre foi uma exceção. Quando criança, sofreu com asma e problemas cardíacos. Aos 15 anos, já curado, marcou Didi em um jogo-treino contra a seleção brasileira na Copa do Mundo do Chile-1962. Um dos melhores zagueiros da história, aliava técnica e raça em detrimento da violência. Jogou os Mundiais de 1966, 1974 e 1982, mas nunca conseguiu ganhar uma partida. Fã de Pablo Neruda e Gabriela Mistral, costumava escrever poemas enquanto seus companheiros jogavam baralho.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"Torcidas Organizadas": quem financia essa praga do futebol?

Mesmo sendo colorado, não desejo a maldição das organizadas nem mesmo para o Grêmio. É possível que no Internacional exista coisa parecida, mas é no Grêmio, principalmente por conta da tal "Geral do Grêmio", que se consagrou o financiamento dos clubes a gangs organizadas. É correta a aplicação de normas de segurança preventiva e punição aos arruaceiros, porém, é fundamental cortar a fonte que irriga essas ditas torcidas. Sem dinheiro fácil concedido sabe-se lá com que intenções, será bem mais complicado a turba se deslocar para lá e para cá. 

Cabe, também, aos conselhos deliberativos e fiscais dos clubes zelarem pela boa aplicação dos recursos. Ninguém faz farra sozinho. 

O interessante é ver gente que faz discurso pela ética na política e outras coisas do tipo bancar o financiamento dessa praga que são as ditas "Torcidas Organizadas".

Entre tantas coisas que a gente critica na Zero Hora, essa reportagem, cumpre o papel de informar algo que é de interesse não só dos gremistas, mas de todos os que gostam de futebol (e até dos que não gostam).

Dinheiro farto para as torcidas organizadas

Na Geral do Grêmio, houve quem deixasse de trabalhar para viver do dinheiro repassado pela administração de Paulo Odone, presidente do clube até o fim do ano passado. As torcidas organizadas receberam R$ 1,1 milhão em 23 meses. Nenhuma foi mais beneficiada do que a Geral, cujos líderes assinaram os recibos espalhados por estas páginas ao buscar verba no Estádio Olímpico.
Paulo Germanopaulo.germano@zerohora.com.br
(Arte ZH)

Semifinal da Copa do Brasil: R$ 60 mil

A maior quantia que Alemão da Geral buscou no Olímpico entre 2011 e 2012 foi de R$ 60 mil para contratar ônibus que levariam torcedores a Barueri (SP). O Grêmio enfrentaria o Palmeiras, em 21 de junho de 2012, pela semifinal da Copa do Brasil. Responsável por organizar viagens na época, Zóio afirma que oito ônibus partiram de Porto Alegre, cada um locado por R$ 6 mil. Portanto, teriam sobrado R$ 12 mil. ZH ouviu gremistas que pagaram entre R$ 20 e R$ 40 para viajar com a torcida na ocasião, rendendo mais dinheiro à Geral. Alemão contesta: garante que 10 ônibus foram a Barueri e que todo o dinheiro foi investido na viagem.
(Arte ZH)

De avião para Belo Horizonte: R$ 19 mil

Para acompanhar o Grêmio em Belo Horizonte, em um jogo contra o Atlético-MG, em 23 de setembro de 2012, a Geral recebeu R$ 19 mil. Daria para fretar pelo menos dois ônibus, com 44 gremistas em cada veículo.
- Só cinco integrantes da torcida foram para lá, de avião. A passagem de cada um, ida e volta, custou uns R$ 700 - conta Zóio, ressaltando que nunca soube dos R$ 19 mil retirados no Olímpico por Alemão.
Zóio afirma ter visto apenas R$ 6,5 mil. Alemão diz que, além dos gremistas de avião, foram ônibus a BH.
Entre 19 de janeiro de 2011 e 21 de dezembro de 2012, a direção do Grêmio entregou R$ 1,1 milhão para líderes de torcidas organizadas. Mais de 85% do montante foi para os cofres da Geral, dividida no ano passado em dois grupos que se mantêm em guerra até hoje.

Documentos obtidos por Zero Hora comprovam pela primeira vez que um clube gaúcho abasteceu torcidas com subsídios que, em média, passavam de R$ 45 mil por mês. O dinheiro era suficiente para que alguns expoentes da Geral abdicassem de trabalhar e vivessem à custa do repasse de verbas. Afinal, nunca a direção do Grêmio - comandada na época por Paulo Odone - exigiu qualquer prestação de contas ao entregar dinheiro vivo às torcidas.

- Ao oferecer valores às organizadas, o clube fomenta entre os líderes das torcidas uma disputa pelo dinheiro. E com frequência esses líderes apelam para a violência como forma de impor sua autoridade - afirma o promotor José Francisco Seabra Mendes Júnior, da Promotoria do Torcedor do Ministério Público.

Embora na tesouraria do Grêmio a justificativa para os gastos fosse "despesa de viagem da torcida", os chefes da organizada tinham liberdade para usar o dinheiro como quisessem. Parte dos recursos, em vez de ser destinada à contratação de ônibus que transportariam torcedores para acompanhar o time fora de Porto Alegre, costumava ser embolsada por líderes da Geral.

- Era a nossa forma de viver. Achávamos justo que uma parte da grana ficasse conosco, até para podermos nos sustentar - assume Cristiano Roballo Brum, o Zóio, 33 anos, que até o ano passado ocupava o posto de número 2 na hierarquia da organizada.

Em entrevista no dia 6 de dezembro, Zóio afirmou que o lucro era partilhado entre dois líderes de cada grupo da Geral: de um lado, Rodrigo Marques Rysdyk (o Alemão, 35 anos, líder maior da torcida) e seu braço direito, Bruno Pisoni Garcia, o Bruno Cabeludo, 31 anos. De outro, o próprio Zóio e seu aliado mais próximo, Rodrigo Furtado Pedroso, o Dicaprio, 32 anos.

Alemão e Bruno, embora admitam que recebiam dinheiro do Grêmio com frequência, negam ter usado para fins pessoais alguma verba do clube. Ao consultar documentos referentes à última gestão de Odone na presidência, ZH apurou que R$ 310,4 mil foram repassados às organizadas em 2011 e outros R$ 787,2 mil foram entregues em 2012.

Às vésperas de jogos do Grêmio fora de casa, Alemão se apresentava na Central de Relacionamento do Estádio Olímpico para buscar maços de reais acomodados em envelopes pardos. Antes de deixar o estádio com quantias que podiam variar de R$ 2 mil até R$ 60 mil, ele assinava recibos - nove deles ilustram esta reportagem.

Foi Paulo Odone quem inaugurou no Grêmio a política de entregar dinheiro vivo às torcidas. Nas gestões anteriores, no máximo o próprio clube contratava ônibus para as organizadas se deslocarem. Atualmente, na administração de Fábio Koff - eleito no fim do ano passado sob forte oposição da Geral, que fez campanha pela reeleição de Odone -, o repasse de verbas está cortado.

- Nos parece claro que a distribuição indiscriminada de benefícios estimula a criação de feudos poderosos dentro das torcidas - avalia Nestor Hein, vice-presidente de Koff responsável pelo relacionamento com as organizadas.

Boa parte das excursões da Geral para fora do Estado era planejada por Zóio, que mais tarde se tornaria inimigo público de Alemão - em janeiro deste ano, um mês após a pancadaria entre os dois grupos rivais na inauguração da Arena, Zóio invadiu a casa do adversário, em Canoas, para um acerto de contas à base de socos e cadeiradas.

A Zero Hora, simpatizantes da organizada que viajavam com a torcida garantiram ter pago entre R$ 20 e R$ 40 por um lugar nos ônibus - o preço variava de acordo com a importância do jogo. Seria, portanto, mais uma forma de a Geral lucrar. As vendas de assentos ocorriam no antigo Bar dos Borrachos, na Avenida da Azenha.
(Diego Vara/Agencia RBS)

Entrevista

Paulo Odone: "Não era para fazerem o que quisessem com o dinheiro"

Presidente do Grêmio entre 2011 e 2012, período em que as organizadas receberam do clube R$ 1,1 milhão - mais de 85% desse valor foi repassado à Geral -, Paulo Odone diz que preferia dar dinheiro a contratar ônibus para a torcida viajar. O motivo: não envolver o Grêmio em eventuais incidentes nas excursões. Ele admite, no entanto, que recebia denúncias alertando sobre a forma como líderes da Geral usavam os recursos.

os recibos

(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
Recibos obtidos por ZH são assinados por Alemão da Geral e Bruno Cabeludo, líderes da torcida
Eu tinha de me preocupar com o macro do Grêmio e com o esporte. Já chega o que a gente se incomoda com esse troço de torcida. Agora, vou fiscalizar se o cara desviou 200 pilas, 200 mil, 600 mil?
Uma vez, (os líderes da Geral) me pediram dinheiro para oito caras irem de avião a Minas Gerais. Alguém depois veio dizer: ?Não foram oito, foram só dois líderes,e o dinheiro de seis (passagens) eles pegaram.
(Interrompendo) Não tenho esses dados, não tenho esses números. Não fiz nada além de repetir o que era feito na gestão do Duda (ex-presidente Duda Kroeff, que comandou o Grêmio no biênio anterior).
Olha aqui. Em vez de o Grêmio locar um ônibus para a torcida viajar - e assumir a responsabilidade sobre eventuais danos ao veículo -, preferia que o dinheiro fosse dado a eles (líderes das organizadas), para que a responsabilidade ficasse por conta deles. Então, essa diferença é um detalhe. Não vou concordar com a informação de que eu dava dinheiro e o outro (Duda Kroeff) não dava. A questão é a seguinte: a gestão anterior dava condições para a torcida viajar ou não?
Não era para eles fazerem o que quisessem com o dinheiro. Às vezes, me diziam: "Olha, os caras pegaram o dinheiro dos ônibus e não usaram". Mas é a mesma coisa com viagem de avião. Uma vez, (os líderes da organizada) me pediram dinheiro para oito caras irem a Minas Gerais, em uma semifinal que ocorreu lá. Alguém depois veio dizer: "Não foram oito, foram só dois líderes, e o dinheiro de seis (passagens) eles pegaram". Houve essa acusação.
Isso eram denúncias que chegavam a posteriori. Nunca ninguém me disse "olha, está acontecendo isso" ou "vai acontecer". Mas, (contratar ônibus para transportar a torcida) em nome do Grêmio, eu não quis mais fazer. Porque houve uma vez em que a polícia parou um ônibus (que transportava a Geral e foi apedrejado) lá em Curitiba. Eu disse: "Não envolvo mais o Grêmio. O Grêmio não aluga mais ônibus".
Vou dar um exemplo. Quando tem Gre-Nal no estádio do Inter, o Grêmio recebe cortesias (ingressos gratuitos) e repassa para suas organizadas. Quando o Gre-Nal é no estádio do Grêmio, o Inter ganha cortesias e faz a mesma coisa. Eles (líderes da Geral) pediam mil ingressos - e eu não aceitava, eu dava menos, dava 400. O que eles faziam? Eles vendiam parte dos ingressos para pagar a banda que toca com a torcida. Não sei se tu sabes, mas os caras que tocam instrumentos cobram dinheiro, tanto nas torcidas do Inter quanto nas do Grêmio.
Quando dava bronca, eles diziam: "Pô, mas nós temos que pagar a banda". Eu dizia: "Mas como assim?" E isso sempre ocorreu na gestão anterior (de Duda Kroeff) também. Por isso que ocorrem essas brigas. Na inauguração da Arena, eles brigaram com os caras da banda. (Zero Hora apurou que a briga ocorreu entre os dois grupos rivais da Geral; um liderado por Alemão, outro por Zóio). Foi uma briga interna deles.
Mas acho que isso, de darmos dinheiro e eles não usarem (na contratação dos ônibus), ocorreu muito poucas vezes. Eles (líderes da Geral) nos apresentavam os valores dos ônibus para viajar, e a gente pesquisava preços menores. Acabávamos dando metade do que eles pediam. Sempre foi feito isso.
Briga acontece por tudo. Disputa de poder, de liderança, de tudo. Pelo amor de Deus, faz uma matéria completa. Mergulha lá dentro que tu vais ver.
Se eles ficaram com algum dinheiro, foi muito pouco. Porque ninguém dava dinheiro a rodo para eles comprarem as coisas.
Tu estás trazendo um número que eu não conheço. Queres que eu me meta lá dentro, na direção do Grêmio, para olhar? Os caras (da atual gestão, do presidente Fábio Koff) me acusam de tanta coisa, e eu vou lá olhar isso? Entrevista o contador do Grêmio.
Não sei dessas coisas! Eu tinha que me preocupar com o macro do Grêmio e com o esporte. Já chega o que a gente se incomoda com esse troço de torcida. Agora vou fiscalizar se o cara desviou 200 pilas, 200 mil, 600 mil? E tu dizes: "Foi R$ 1,1 milhão, presidente". Porra, eu passei 10 anos tirando o Grêmio do buraco! Eu não conheço esses números.

Liverpool x Grêmio, 26/1/2011

(Diego Vara/Agencia RBS)
No início da gestão Odone, Geral ganha R$ 32,5 mil para viajar ao Uruguai: confronto com a polícia

Grêmio x Canoas, 24/1/2013

(Reprodução/Reprodução)
Os dois grupos que disputam o comando da Geral promovem tumulto no entorno do Olímpico

Gre-Nal, 28/8/2011

(Valdir Friolin/Agencia RBS)
Na arquibancada do Olímpico, membros da Geral brigam com outra organizada gremista, a Máfia

Grêmio x Fluminense, 28/7/2013

(Diego Vara/Agencia RBS)
Após membro da Geral ser agredido pela BM, conselheiros ligados à torcida partem para o ataque

Inauguração da Arena, 8/12/2012

(REPRODUÇÃO TV/REPRODUÇÃO TV)
Zóio, na época o número 2 na hierarquia da torcida, lidera pancadaria contra o grupo do líder Alemão
Quebraram tudo. Eu fiquei em estado de choque, minha pressão baixou muito. E ouvi os caras comentando que aquilo era só o começo.
Funcionária do Bar Preliminar relata confusão envolvendo membros de torcidas organizadas do Grêmio na noite de 6 de novembro.
(Débora Silveira, Especial)

Entrevista

"Me sustento com trabalhos temporários" diz Alemão, líder da Geral

Rodrigo Rysdyk, líder da Geral conhecido como Alemão (à direita na foto), reconheceu sua assinatura nos recibos do Grêmio que comprovam o repasse de verbas à organizada durante a gestão Odone. Garantiu, no entanto, jamais ter embolsado parte do dinheiro. Acompanhado de Ney Martins Neto - que, como ele, é conselheiro do clube, além de membro da Geral -, Alemão comentou os confrontos com o grupo de Zóio (à esquerda).

Torcida ganha força política a cada eleição do clube

Nunca uma torcida organizada foi tão influente no Estado como a Geral do Grêmio. Capaz de decidir votações no Conselho Deliberativo, o crescimento político da Geral desperta cada vez mais interesse entre postulantes à presidência do clube.

Os dois principais líderes da torcida, Alemão e Bruno Cabeludo, se elegeram conselheiros do Grêmio em setembro - outros 13 membros da organizada também têm cadeira no colegiado. Eles formam o Movimento Grêmio da Torcida (MGT), idealizado por expoentes da Geral que buscam poder de decisão dentro do clube. No último pleito, o grupo definiu a votação para a presidência do Conselho: Milton Camargo só venceu César Pacheco por 13 votos graças ao apoio do MGT.

Atual presidente do Grêmio, Fábio Koff sofreu oposição contumaz da organizada ao se candidatar ao cargo, no fim do ano passado, quando a torcida fez campanha pela reeleição de Paulo Odone. Em 14 de outubro de 2012, antes de um jogo contra o Botafogo, integrantes da Geral impediram que Koff circulasse pelo pátio do Olímpico para interagir com eleitores.

Líderes da organizada contam que a estratégia era segurar o candidato no pórtico de acesso ao estádio, onde provocaram uma troca de socos com apoiadores do futuro presidente. Seis dias depois, na véspera da eleição, cartazes ofensivos contra Koff espalhados pelo entorno do Olímpico acirraram o clima. Bastou o novo presidente assumir para os subsídios repassados à Geral nos tempos de Odone serem cortados.

- Não usamos dinheiro do caixa do Grêmio. Em algumas ocasiões, aproximamos as organizadas de patrocinadores que oferecem ônibus em troca de banners nos veículos - diz o vice-presidente Nestor Hein.
Rodrigo Rysdyk, o Alemão ? Sim, óbvio.
Ney Martins Neto ? Se sobrasse alguma coisa, a gente comprava cerveja, lanche. Ou deixava no caixa da torcida, mandava fazer material, arrumava uma bandeira.
Trabalhei desde pequeno na empresa do meu avô: separava e carregava sucata o dia todo. Até que, em 2004, um assaltante entrou lá e matou meu avô. Os amigos que fiz na torcida nunca me deixaram na mão. Me ajudaram com um bico aqui, um trampo ali, até com dinheiro. Me sustento com trabalhos temporários.
É mentira, não tem como fazer isso. Eu seria afastado da torcida. Se ele (Zóio) fez isso, então foi má-fé dele, não minha. Eu sempre fiz o correto.
Se houve disputa por dinheiro, foi por parte deles. Da minha parte, nunca houve.
Quando o clube não nos dava subsídio para viagens, usávamos para acompanhar o Grêmio. Parte do dinheiro era para confeccionar materiais e gerar um fluxo de caixa para manter a torcida. A direção sabia.
A gente cobrava um valor simbólico, uns R$ 20, para o cara não faltar. Porque, se ele botasse o nome na lista e faltasse, tirava o lugar de outro. Precisávamos encaminhar a lista com antecedência para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Mas, no fim das contas, todo mundo entrava sem pagar.
O Grêmio usa a imagem da torcida. Fotos da Geral estampam produtos, como cadernos. A campanha para associar torcedores, passando de 3 mil para 40 mil sócios, foi a torcida que fez. A receita do Grêmio aumentou. Gastos com torcida têm retorno para o clube.

Após trégua, grupos voltaram a se enfrentar

Esse mergulho na política do clube contribuiu para a Geral rachar em dois grupos. Enquanto Alemão se dedicava desde 2005 a uma campanha interna para integrantes da organizada se associarem ao Grêmio - e, dessa forma, fortalecer o grupo votante nas eleições -, o número 2 da torcida, Cristiano Roballo Brum, o Zóio, não queria saber de política e continuava reivindicando ingressos gratuitos da direção.

- A nossa rapaziada, liderada pelo Alemão, nem precisava mais dos ingressos porque a maioria já era sócia. E os nossos conselheiros começaram a enfrentar dificuldades dentro do clube. "Vocês já ganham pilhas de ingressos e vêm reivindicar mais coisas no Conselho?", diziam. Só que a turma do Zóio, que é um pessoal mais pobre, de vila, não queria pagar mensalidade, queria viver dos ingressos para sempre - conta um membro da Geral.

O ápice da desavença eclodiu na inauguração da Arena, em 8 de dezembro de 2012, quando Zóio comandou uma pancadaria na arquibancada. Em janeiro deste ano, ele invadiu a casa de Alemão - e, três semanas depois, os dois grupos se enfrentaram no entorno do Olímpico, em uma selvageria que terminou com 31 torcedores proibidos de frequentar estádios.

Embora Zóio esteja afastado da organizada, as duas alas da Geral seguem promovendo tumultos. Na noite de 6 de novembro, antes de Grêmio x Atlético-PR, dezenas de torcedores entraram em confronto e destruíram, com garrafadas e pedradas, parte da fachada do Bar Preliminar, onde se reuniam os aliados de Zóio. Uma funcionária do estabelecimento, na época grávida de oito meses, passou mal:

- Quebraram tudo. Eu fiquei em estado de choque, minha pressão baixou muito. E ouvi os caras comentando que aquilo era só o começo.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cristiano Ronaldo comanda e classifica Portugal para a Copa de 2014

De: Gazeta Esportiva

A vaga para a Copa de 2014 estava em jogo. Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo entraram em confronto novamente para defender as camisas da Suécia e de Portugal, respectivamente, nesta terça-feira, às 17h45 (de Brasília). Na Friends Arena, em Solna, a seleção portuguesa levou a melhor e, com três de CR7, fez 3 a 2 nos suecos e se classificou para o Mundial no Brasil.
Apesar dos suecos precisarem do resultado, a seleção lusa foi responsável por dominar o primeiro tempo com as melhores jogadas. Cristiano Ronaldo buscou o jogo e quase abriu o marcador em duas oportunidades. Com a desvantagem no placar, a Suécia chegou poucas vezes ao ataque e teve dificuldades de executar lances ofensivos.
No segundo tempo, a partida mudou de panorama e ficou equilibrada. Ibrahimovic marcou duas vezes e virou o placar para a Suécia. Mas o dia era mesmo de Cristiano Ronaldo, o craque do Real Madrid fez dois gols e garantiu a vitória e a classificação dos portugueses para a Copa do Mundo de 2014.
O jogo –Mirando a vaga na Copa do Mundo de 2014, Portugal, mesmo com vantagem no resultado, começou bem a partida. Aos 14 minutos do primeiro tempo, João Moutinho cobrou falta, Bruno Alves cabeceou dentro da pequena área e o goleiro Isaksson executou belíssima defesa.
AFP
Com três gols, Cristiano Ronaldo foi o destaque do confronto entre craques
O lusos marcavam firme e mantiveram a maior posse de bola. Aos 35 da etapa inicial, João Pereira avançou pela direita em direção à pequena área. Cristiano Ronaldo tentou o chute direto, mas a bola vou por cima das redes do goleiro sueco. Três minutos depois, CR7 avançou pela direita e executou um cruzamento perfeito para Hugo Almeida. Livre para o cabeceio, o atacante desperdiça e manda a bola para a linha de fundo.
A Suécia respondeu apenas aos 41 minutos do primeiro tempo. Ibrahimovic recebeu na entrada da grande área e tocou para Kallstrom. O jogador tentou o chute após o domínio e o goleiro Rui Patrício executou boa defesa em uma de suas primeiras participações na partida.
Na volta para o segundo tempo, a partida voltou equilibrada, mas foi Portugal quem abriu o placar. Aos cinco minutos, João Moutinho lançou em profundidade para Cristiano Ronaldo. O jogador dominou, avançou para a grande área e ficou cara a cara com o goleiro. O craque tirou de Isaksson e mandou para o fundo das redes.
Aos 22 minutos veio o empate sueco. Em cobrança de escanteio, o craque Ibrahimovic subiu mais alto e mandou para o gol. Aos 26, Ibra cobrou falta na entrada da grande área, a bola foi direto para o canto direito do goleiro Rui Patrício.
A resposta dos portugueses não tardou. Aos 31, Hugo Almeida lança em profundidade para CR7. O craque avançou sozinho e mandou um chute cruzado para o fundo das redes suecas. Dois minutos depois, João Moutinho tocou na entrada da grande área para Cristiano Ronaldo. O jogador dominou e concluiu pelo lado direito para deixar Portugal à frente do placar novamente.