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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

17 anos da morte de Carl Sagan

 Aproveito  texto dos 15 anos da morte de Carl Sagan, pois não vejo nada a acrescentar nestes

15 anos da morte de Carl Sagan

Fonte: Bule Voador Autor: André Rabelo
Hoje completam-se 15 anos desde que Carl Sagan faleceu, no dia 20 de dezembro de 1996. O mais estranho da data de hoje é que Carl Sagan não parece estar morto – sua influência ainda é grande ao redor deste pálido ponto azul que habitamos. As pessoas ainda o enaltecem, leem e recomendam de maneira entusiasmada os seus livros, como se fossem lançamentos recentes. Ele inspirou a vida de muitos homens e mulheres que nunca o conheceram pessoalmente.
Carl Sagan foi, sem dúvida, um grande cientista com uma brilhante carreira acadêmica. Mas ele foi mais além do que muitos dos seus colegas acadêmicos contemporâneos. Ele foi um cientista com uma incrível sensibilidade para questões sociais, éticas e políticas que raras vezes pôde ser observada em outros cientistas. Foi, sem dúvida, um dos maiores defensores, entusiastas e comunicadores da ciência moderna. Sua preocupação em quebrar as “muralhas” que impedem o compartilhamento do conhecimento científico encantou a vida de muitas pessoas que tiveram seus corações despertados para a busca cuidadosa do conhecimento. Ann Druyan, sua esposa em vida, descreveu esta postura de Sagan na introdução do livro Variedades da experiência científica: Uma visão pessoal da busca por Deus:
“Quando topava com uma muralha – a muralha do jargão que mistifica a ciência e isola seus tesouros do restante de nós, por exemplo, ou a muralha que cerca nossa alma e nos impede de abraçar de verdade as revelações da ciência -,  quando topava com uma dessas velhas e infindáveis muralhas, ele usava, como um Josué moderno, todas as suas muitas variedades de força para derrubá-la.”

Uma postura admirável de Sagan que vale a pena destacar na data de hoje foi a sua imensa preocupação não só com a razão e a ciência, mas com a humanidade, o convívio entre as pessoas e o futuro da nossa espécie. Em muitos dos seus livros, Sagan buscou alertar enfaticamente sobre o risco que significava o aquecimento global e a destruição da natureza. Foi um implacável crítico do desenvolvimento das bombas nucleares e do programa Guerra nas Estrelas, defendendo a importância da discussão ética acerca do desenvolvimento científico e tecnológico. Também criticou sinceramente a intolerância religiosa, a pseudociência, a política, a educação e os deslizes éticos de cientistas.
Sua paixão pela interrogação cética do universo como uma maneira humilde e ousada de compreendê-lo fica evidente ao longo da sua vasta obra literária e sua famosa série televisiva Cosmos. Em outro trecho da introdução referida anteriormente, Ann Druyan ilustra a visão de  Sagan sobre a importância da ciência:
“A convicção permanentemente revolucionária da ciência, de que a busca pela verdade não tem fim, era para ele a única abordagem humilde o suficiente para fazer jus ao universo que revelava. A metodologia da ciência, com seu mecanismo de correção de erros para nos manter honestos, apesar da tendência crônica para projetar, para nos equivocar, para iludir a nós e aos outros, era para ele o auge da disciplina espiritual”
Como descrevi em texto anterior, Sagan demonstrou em episódios marcantes a humildade e diplomacia que conquistou tantos admiradores e aliados ao redor do mundo. Diante daquela que ele considerava uma das maiores ameaças para o futuro da humanidade, a crise ambiental, Sagan reconheceu prontamente nas religiões uma parceria necessária. A despeito de qualquer reserva que tivesse, ele soube humildemente liderar um pedido de cooperação com as principais instituições religiosas da época, tendo o apoio quase unânime das mesmas na busca pela preservação ambiental. Eu penso que é deste tipo de postura humanista, agregadora e comunitária, voltada para causas que unam as pessoas, que o mundo necessita cada vez mais – não só de outros cientistas, mas de políticos, religiosos e autoridades.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dia de Carl Sagan

Carl Sagan , foi uma grande inteligência produzida pela evolução do ser humano. Não me refiro apenas ao seu amplo conhecimento, mas também ao modo como ele compartilhava sua visão de mundo com as pessoas. Sagan foi a melhor expressão do comportamento cético: tolerante com as pessoas, intolerante com a ignorância e com o misticismo. É impossível não admirar o raciocínio claro e rigoroso de Carl Sagan.
Dia 9 de novembro, Carl Sagan completaria 77 anos. Morreu em 1996, vítima de uma doença rara e grave. É um mito a história de que, perto da morte, Sagan teria se convertido a alguma crença no sobrenatural. Aliás, se Deus existisse, ficaria muito brabo com Carl Sagan se, na hora da morte, ele desdissesse tudo o que havia dito. Conforme disse o próprio cientista, "é preferível a verdade dura do que a mentira consoladora".
Hoje, os admiradores lembram o Dia de Carl Sagan, em homenagem a este grande cientista,  divulgador da ciência e ser humano chamado Carl Sagan. Visite o Portal Carl Sagan e saiba mais.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Cético, sim; arrogante, não

"Já ouvi um cético falar de modo superior e desdenhoso? 
Certamente. Às vezes até escutei, para minha posterior consternação, esse tom desagradável na minha própria voz. Há imperfeições humanas em ambos os lados dessa questão. Mesmo quando é aplicado com sensibilidade, o ceticismo científico pode parecer arrogante, dogmático, cruel, e sem consideração para com os sentimentos e as crenças profundamente arraigadas dos outros. E deve-se dizer que alguns cientistas e céticos diligentes aplicam essa ferramenta como se fosse um instrumento grosseiro, com pouca finura. Às vezes é como se a conclusão cética viesse em primeiro lugar, como se as afirmações fossem rejeitadas antes do exame da evidência, e não depois. Todos nós acalentamos as nossas crenças. Em certo grau, elas definem o nosso eu. Quando aparece alguém que desafia o nosso sistema de crenças, declarando que sua base não é suficientemente boa - ou que, como Sócrates, faz perguntas embaraçosas em que não tínhamos pensado, ou demonstra que varremos para baixo do tapete pressupostos subjacentes de importância capital -, tal fato se torna muito mais do que uma busca do conhecimento. Nós o sentimos como um ataque pessoal.

O cientista que pela primeira vez propôs consagrar a dúvida como uma virtude fundamental da inteligência indagadora deixou claro que ela não era um fim em si mesmo, mas uma ferramenta. René Descarte escreveu: "Não imitei os céticos que duvidam apenas por duvidar, e fingem estar sempre indecisos; ao contrário, toda a minha intenção foi chegar a uma certeza, afastar os sedimentos e a areia para chegar à pedra ou ao barro que está embaixo."

Pela forma como o ceticismo é às vezes aplicado a questões de interesse público, há uma tendência para apequenar os opositores, tratá-los com ar de superioridade, ignorar o fato de que, iludidos ou não, os adeptos da superstição e da pseudociência são seres humanos com sentimentos reais que, como os céticos, tentam compreender como o mundo funciona e qual poderia ser o nosso papel nele. Em muitos casos, seus motivos se harmonizam com a ciência. Se a cultura não lhes deu toda as ferramentas necessárias para levar adiante essa grande busca, vamos moderar as nossas críticas com bondade. Nenhum de nós nasce plenamente equipado.

Há certamente limites para os usos do ceticismo. Deve-se aplicar uma análise de custo/benefício, e se o alívio, o consolo e a esperança fornecidos pelo misticismo e pela superstição são elevados, e os perigos da crença relativamente baixos, por que não deveríamos guardar as dúvidas para nós mesmos? Mas a questão é delicada. Imagine que você entra num táxi numa grande cidade e, assim que se acomoda no carro, o motorista começa a discursar sobre as supostas iniquidades e inferioridade de outro grupo étnico. O melhor a fazer é ficar calado, tendo em mente que quem cala consente? Ou a sua responsabilidade moral é discutir com o motorista, expressar sua indignação, até mesmo sair do táxi - porque você sabe que cada consentimento silencioso será um estímulo para os o próximo discurso, e que cada discordância vigorosa o levará a pensar duas vezes na próxima vez? Da mesma forma, se calamos demais sobre o misticismo e a superstição - mesmo quando parecem estar fazendo algum bem -, favorecemos um clima geral em que o ceticismo passa a ser considerado descortês, a ciência cansativa e o pensamento rigoroso algo insípido e inapropriado. Encontrar um equilíbrio prudente exige sabedoria."

Trecho de "O mundo assombrado pelos demônios", de Carl Sagan

terça-feira, 23 de julho de 2013

Porque Cosmos e Carl Sagan mudarão sua vida

Cosmos estará de volta à televisão, desta vez com Neil deGrasse Tyson. Ela tem a oportunidade de inspirar mais uma geração com a admiração à ciência e valores céticos e humanistas.

Cosmos com Neil
Cosmos voltará à TV. Neil deGrasse Tyson estará apresentando a volta de uma das séries mais aclamadas e de maior sucesso da história da divulgação científica. Isso me deixou, e deixou várias pessoas, totalmente atônitas, e não é pra pouco.
Isso é simplesmente fantástico! Ouvimos a voz de Sagan, no começo: “O Cosmos é tudo o que é, ou sempre foi, ou sempre será. Nossa contemplação do Cosmos nos comove. Sabemos que estamos diante do maior dos mistérios”, da sua maneira sóbria, calma e apaixonante. Então vem deGrasse: é hora de irmos de novo! E aquele arrepio sobe.
Assim como a série original, essa parece usar a mais ousada tecnologia de efeitos especiais. Não se enganem: Ann Dryuan continua no roteiro, e isso é uma garantia que a qualidade continuará. Todos sabemos que Sagan não apenas divulgava a ciência, mas sim o humanismo, a tolerância e a comunhão com a natureza.


A minha geração (anos 90 em diante) não foi fisgada por Sagan. Lembro que o meu interesse pela astronomia surgiu de um dos maiores divulgadores dessa ciência: o céu noturno estrelado. Mesmo vindo de um região com um céu muito nebulado (amazônia), as luzes foscas que atravessam a atmosfera foram o suficiente para me apaixonar. Até hoje, apesar de sempre parecer o mesmo, sempre que olho pro céu, sinto-me numa meditação profunda.
O Universo, do History Channel, foi uma das primeiras séries sobre o tema que assisti, e foi ela que levantou meu interesse na astronomia, mas como um hobbie. Foi apenas quando assisti Cosmos, que vi que aquilo podia ser muito mais do que uma paixão de fim de semana, e sim uma escolha profissional.
Em tudo que tem o dedo de Sagan, suas palavras são doces e ásperas ao mesmo tempo. Ela aborda questões polêmicas de maneira não ofensiva. Seu compromisso era aliar a razão com a felicidade. Acreditava que o mundo poderia ser mudado e poderíamos rumar para um futuro onde a ciência teria o papel positivo que teve no século XX, valorizando a vida humana através da medicina, nos revelando um universo macroscópico e microscópico fascinante, e sem o papel negativo, como a construção de armas nucleares e conflitos ideológicos que aprisionaram o planeta, como na Guerra Fria.
A série Cosmos mostra a história de nossa espécie no planeta, desde o início em que éramos caçadores e coletores até uma civilização que precisa sair da infância e amadurecer. E era esse o enfoque. Uma mensagem quase espiritual para os rumos da humanidade. É esse o grande diferencial da série, diferentemente de outras que apenas jogam informações e não refletem sobre suas consequências no mundo. Um diferencial que esperamos que continue na nova série.
Tão importante quanto o ceticismo e a razão, a “espiritualidade” e o amor são aliadas de uma vida feliz e magnífica. Sagan foi um grande homem, que, sem dúvida nenhuma, viverá para sempre nos céus de nossas mentes, e terá esse grande tributo em 2014. Que muitas pessoas conheçam não só Carl Sagan e a série Cosmos, e sim toda a mensagem que ela significa.
De: Alimente o cérebro

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Aborto na visão de Carl Sagan

Em tempos de discussão sobre aborto, cabe ler o que pensava o cientista Carl Sagan.
No encerramento de artigo sobre o tema, o cientista afirma:
"E por que razão, exatamente, deve a respiração (ou a função renal, ou a resistência à doença) justificar protecção legal? Se um feto demonstra que pensa e sente, mas não consegue respirar, será legítimo matá-lo? Damos mais valor à capacidade de respirar do que à de pensar e sentir? Os argumentos de viabilidade não podem, a nosso ver, determinar com coerência quando é que é permissível abortar. É preciso outro critério. Mais uma vez pomos à consideração a proposta de que esse critério seja o do primeiro sinal de pensamento humano."
Leia o artigo completo clicando AQUI.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A aliança entre ciência e religião

Autor: André Rabelo
Existem diferenças fundamentais entre ciência e religião, que provavelmente se relacionam com algumas das tensões existentes entre elas. A ciência e a religião possuem um longo histórico de desavenças e atritos, mas houve mudanças nesta relação – muitos líderes religiosos e teólogos reconhecem a legitimidade de conhecimentos científicos antes rejeitados, como a teoria da evolução e os 4,5 bilhões de anos da Terra (Dawkins, 2009; Sagan, 1997).
Apesar de terem ocupado posições antagônicas em muitos momentos (quase se vendo como rivais ou inimigas), ambas possuem um inimigo em comum muito mais poderoso atualmente, que merece mais atenção do que qualquer desavença sobre quando o nosso planeta foi criado ou a eficácia da camisinha – o inimigo é a destruição desenfreada da natureza. Carl Sagan, em seu livro “Bilhões e Bilhões”, fez uma afirmação a este respeito:
Não importa de quem seja a principal responsabilidade pela crise (ambiental), não há saída sem a compreensão dos perigos e seus mecanismos e sem um profundo compromisso com o bem-estar a longo prazo de nossa espécie e de nosso planeta – isto é, em palavras bastante precisas, sem o envolvimento central tanto da ciência como da religião.
Sagan também descreveu neste livro a experiência que teve nas conferências do “Fórum Global dos Líderes Espirituais e Parlamentares”, onde representantes religiosos, cientistas e parlamentares de vários países se juntaram para discutir a crise ambiental. Na conferência de Moscou, em 1990, um grupo de cientistas apresentaram um apelo conjunto aos líderes religiosos no encontro, que responderam ao apelo quase unanimente de forma positiva.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Aborto de fetos anencéfalos. Sim ou não?

O portal do Senado Federal está fazendo uma enquete sobre o projeto (PLS 227, de 2004) que permite o aborto de fetos anencéfalos. O NÃO está vencendo de modo retumbate.
Eu votei sim. 
Aproveitando que, ontem, foi o dia de Carl Sagan, peço que aqueles que lerem este post leiam um artigo de Carl Sagan sobre o tema, clicando aqui. Depois, votem. Vá direto para a enquete clicando aqui.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dia de Carl Sagan

Hoje, 9 de novembro, é o dia de Carl Sagan. É uma justa homenagem a um grande cientista e divulgador da ciência. Quando eu era pequeno, assisti a série "Cosmos". Todos os que a assistiram sabe o quanto ela foi marcante. Popularizou a astronomia, a ciência em geral e o nome de seu autor: Carl Sagan.
Sagan era cético e profundamente humanista. Era, também, um pacifista e defensor do diálogo entre culturas. Seu ceticismo nada tinha a ver com ataque à religião e a deus. Era uma postura diante do mundo. Para Sagan “É sempre preferível a verdade dura à ilusão consoladora”. Com isso, perseguia a verdade a partir do questionamento e da procura de provas, não a partir de preconceitos.
Segundo ele, a postura do cético assemelhas-se a do comprador de um carro usado. Você pode simpelesmente acreditar no que o vendedor do carro diz, ou conferir tudo o que ele fala, de preferência com ajuda de um especialista.
Veja mais sobre Carl Sagan clicando aqui.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Trinta anos da série "Cosmos", de Carl Sagan



Quando a Humanidade deu seu grande salto na Lua em 1969, em torno de meio bilhão de pessoas assistiram empolgadas em pequenas TVs em preto e branco a dois astronautas pisarem em outro mundo. O evento marcou toda uma geração e continua sendo um dos maiores feitos de nossa espécie, mas apenas três anos depois, quando os astronautas da Apollo 17 deram o último adeus ao nosso satélite natural, o interesse popular pela exploração espacial já não era tão grande. Faltava algo mais básico para continuar a alimentar o grande interesse público além da novidade de pisar na Lua.
Foi neste contexto que um cientista espacial que continuava a explorar outros mundos com sondas robóticas renovaria a fascinação de centenas de milhões. Através da mesma telinha, agora a cores e com efeitos especiais e um roteiro quase poético, ele relembraria e para muitos apresentaria pela primeira vez o que realmente significava aquela pegada no solo lunar – e tanto mais além desta façanha.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

OVNIs são reais”, disse… Carl Sagan?

Prepare-se para entrar em uma outra dimensão. Uma dimensão de fantasias, de falsidades, de ignorância ou má-fé. A dimensão dos traficantes de mistérios inexistentes. É a dimensão em que se aventura a revista UFO brasileira, que anunciou há pouco:
Jornalista revela segredos que J. Allen Hynek sabia de Carl Sagan
A jornalista investigativa e autora Paola Leopizzi-Harris revelou a um programa de entrevista que o doutor J. Allen Hynek declarou a ela que estava nos bastidores de um dos muitos eventos que Sagan fez. “Eu sei que os UFOs são reais, mas não arriscaria minha pesquisa de financiamento, como você (Hynek), para falar abertamente sobre eles em público”, segundo palavras de Sagan.”
É um texto tão insólito em todos os aspectos e, todavia, é importante ressaltar que diversos entusiastas de boa fé – mas fé talvez demasiada – levaram a falsa notícia muito a sério. Destrincharemos aqui todas as suas falsidades, e no caminho, você caro leitor pode descobrir alguns detalhes inusitados da vida e obra de Carl Sagan.
Leia mais aqui

terça-feira, 21 de julho de 2009

Perto da Lua, longe da Terra



Acredito que o ser humano pisou na Lua. As consequências dessa façanha vão desde o teflon até confirmação de hipóteses sobre a formação da Terra e do sistema solar, passando pela tomografia computadorizada. Tudo isso é bárbaro! Porém, dando vazão à pieguice, fico pensando se tamanho investimento de dinheiro e inteligência não poderia ser utilizado para superar a distância entre ricos e pobres dentro do planeta Terra. Talvez fôssemos mais ignorantes sobre a nosso passado e mais esperançoso quanto a nosso futuro. Esteja onde estiver (provavelmente em lugar nenhum), Carl Sagan não acharia essas palavras tão tolas.