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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Marina, no limite entre ficar para 2018 ou se queimar em 2014

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FACEBOOK/MARINASILVA.OFICIAL

A ex-senadora Marina Silva deixou o Partido Verde (PV) em julho de 2011, já estudando formar um novo partido. O tempo foi passando sem que nenhuma iniciativa concreta fosse tomada e políticos simpatizantes interessados em acompanhá-la a cobraram antes das eleições municipais de 2012, quando faltava pouco mais de um ano para o prazo limite da criação de uma legenda a tempo de disputar a eleição de 2014. Ela disse a interlocutores parlamentares que deixaria a questão para 2013, esperando as eleições municipais passarem, para avaliar melhor a conjuntura.
Àquela altura o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ) disse que "ainda não estava clara a disposição de Marina Silva em criar o novo partido".
Só no final de fevereiro deste ano foi  iniciada a coleta de assinaturas para criar a chamada Rede Sustentabilidade. Praticamente sete meses para coletar 492 mil assinaturas, validá-las nos cartórios eleitorais e registrar a documentação necessária até o próximo dia 5 de outubro. O prazo era sabidamente curto.

A candidata a candidata Marina Silva enfrenta problemas para emplacar seu novo partido
Marina alega que colheu assinaturas suficientes e procura jogar a culpa na Justiça Eleitoral por eventual dificuldade em reunir quase 500 mil assinaturas válidas em um tempo muito pequeno. O Tribunal Superior Eleitoral recusa dar um "jeitinho", pois além do absurdo que seria um tribunal descumprir a lei, viraria uma farra a criação de qualquer partido no Brasil, ao dispensar o cumprimento das exigências legais mínimas.
Marina ameaça até recorrer ao Supremo Tribunal Federal caso o TSE não conceda o registro a tempo. Mas ora, a lei é igual para todos e para o partido de Marina não pode ser diferente. Há vários partidos no Brasil que demoraram anos para serem criados. Alguns passaram duas eleições sem poder disputar porque ainda não tinham cumprido as exigências.
Caso não consiga, em um último esforço concentrado, cumprir as exigências, Marina Silva tem a opção de ingressar em outro partido até o dia 5 de outubro para se candidatar em 2014, ou terá de levar adiante o projeto de criar sua Rede independentemente do calendário eleitoral, possivelmente viabilizando-o para as eleições seguintes.
Mas aí ela terá de enfrentar outro problema: ingressar em outra legenda para disputar a presidência da República é a desconstrução da própria imagem política que Marina tenta emplacar. Primeiro porque parecerá que ela estaria usando uma legenda de "aluguel", contrariando todo o discurso contra as formas de fazer política que chama de convencionais – e frisemos que não estar claro em quê a Rede Sustentabilidade seria diferente dos demais partidos neste quesito.
Segundo, porque deixará politicamente órfãos quem se mobilizou na criação da Rede Sustentabilidade, desiludindo sua própria militância. Terceiro, porque iria para a campanha passando a imagem de que fracassou em seu projeto, afinal se não conseguiu mobilizar eleitores suficientes para endossarem a criação da legenda que ela própria diz considerar necessária, o cidadão eleitor questionará se um eventual governo Marina Silva também não desandaria.
Ficou complicada a situação da candidata a candidata, sem dúvida. E não adianta culpar o TSE.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Maria do Rosário reforça apoio de Dilma à causa de ativista iraniana

Shirin Ebadi
Diante da repercussão do fato de a presidente Dilma Rousseff não receber nesta quinta-feira (9) a ativista iraniana Shirin Ebadi, 63, a ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) enviou carta à iraniana para reforçar o apoio do Brasil à causa de Ebadi, ganhadora do Nobel da Paz em 2003.
"Aproveito para manifestar o perene compromisso do Estado brasileiro com a defesa e proteção da vida humana (...) bem como afirmar que nesta batalha por um mundo mais justo, sem sombra de dúvidas, a senhora, a presidenta Dilma e o Estado brasileiro se encontram no mesmo lado, no lado dos direitos humanos", afirmou Rosário em carta lida pelo deputado Roberto de Lucena (PV-SP), autor do pedido da audiência.
A ministra explicou que cumpre agenda no norte do país, e por isso não compareceu à audiência. Mas afirmou estar disposta a "regressar de pronto da região amazônica a fim de encontrá-la". Um almoço com a ministra e com o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, está previsto para o início da próxima semana.
Durante a audiência, Ebadi voltou a lamentar não ter um encontro com a presidente Dilma segundo ela, a intenção seria falar sobre as leis iranianas que restringem os direitos das mulheres e implicam no prejuízo aos direitos humanos. "Eu queria contar para a presidente do Brasil, que felizmente é uma mulher, sobre essas leis. Agora que não foi possível, vocês falem para ela sobre essas leis".
O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, colocou sua agenda à disposição para recebê-la, mas o encontro ainda não está confirmado.

REPÚDIO

Ontem, o líder do PSDB na Câmara, deputado federal Duarte Nogueira (SP) apresentou requerimento no plenário da Câmara dos Deputados para aprovar uma nota de repúdio à presidente Dilma, por não receber a advogada e ativista iraniana.
O texto foi rejeitado com um placar de 293 votos contrários, 60 favoráveis e 8 abstenções.
 
Tirado de: Folha.com

sexta-feira, 18 de março de 2011

Arruda: O boca de esgoto

Agripino e Kassab negam acusações de Arruda

André Mascarenhas e Jair Stangler, do Estadão.com.br

O presidente do DEM, José Agripino Maia, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, negaram as acusações feitas pelo ex-governador do DF, José Roberto Arruda, em entrevista à revista Veja. Arruda, que foi cassado pelo envolvimento no escândalo conhecido como “mensalão do DEM”, disse à revista ter dado ‘ajuda financeira’ à cúpula do DEM.
Segundo Arruda, Agripino, que é senador pelo RN, pediu R$ 150 mil para a campanha de sua candidata à prefeitura de Natal, em 2008, Micarla de Souza (PV). “Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita”, afirmou o ex-governador do DF.
Em nota divulgada à imprensa nesta sexta-feira, 18, Agripino atribuiu as declarações à mágoa de Arruda por ter sido expulso do partido:
“São informações totalmente infundadas que repilo à altura. Trata-se, provavelmente, de declarações de alguém profundamente magoado com parlamentares que exigiram sua saída imediata do partido por não tolerarem seu envolvimento com improbidades, algo inadmissível no Democratas”, afirmou em nota. Ao Estado, o senador já havia negado as declarações: Refuto completamente essas declrações. Repilo isso. Ele não tem o direito de colocar inveredades.”
Já Kassab, de acordo com Arruda, teria se comprometido em reunião com Arruda e o ex-ministro da Fazenda, Gustavo Krause, a conseguir R$ 75 mil por mês para fazer a campanha de Marco Maciel (DEM-PE) ao Senado em 2010. O prefeito de São Paulo negou a acusação durante evento na Cidade Tiradentes.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Neutralidade ou omissão?

Não tomar partido, mesmo que seja pelo "mal menor" não é neutralidade, é omissão. Marina e Plínio saíram do PT por divergências, muito bem. Porém, não faz muito, conviviam com muitos daqueles aos quais criticam. Essa convivência não aconteceu por acaso, aconteceu porque se tinha um objetivo comum que acabava diminuindo o peso das divergências. Muito que bem, saíram do PT porque não aceitavam mais a convivência. Mas... não restou nada? Não é suficiente comparar o projeto de venda do patrimônio público de FHC com o projeto de fortalecimento nacional de Lula e Dilma?
Os novos companheiros de Marina não se fizeram de rogados. Gabeira (ex-PV,ex-PT e, agora PV de novo) e Fábio Feldman (ex-PSDB) já tucanaram, pois o PV de Rio e São Paulo são força auxiliar do PSDB há tempos. Marina, ficou no muro. Todos vão aderindo à revelia da líder. Não sei se essa liderança vai longe

sábado, 9 de outubro de 2010

Programa partidário???? Ora o programa partidário

No Brasil, programa do partido é o programa de televisão. Se o PV for tomar sua decisão conforme o programa partidário, não pode apoiar Serra. O Programa do PV defende o aborto explicitamente (veja a imagem), todavia, no programa eleitoral, abriram mão disso por causa da Marina.
Todo mundo abre mão de tudo para ganhar alguma coisa.
É muito difícil ganhar uma eleição dizendo o que se pensa.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aborto e religião X política e economia

Nem aborto nem religião. A discussão do segundo turno tem que ser sobre política e economia. Aborto é um tema importante, mas não pode ser o tema central de um debate sobre o Brasil da próxima década.
É provável que a cúpula da camapanha de Dilma tenha alguma pesquisa informando o quanto esses assuntos ligados à moral influenciaram no eleitorado. Eu não tenho pesquisa nenhuma, mas não há como sustentar três semanas de campanha debatendo isso. 
Os tucanos resolveram tirar FHC do armário. Era isso o que a campanha de Dilma queria desde o início: comparar os governos. Serra dizia que não tinha padrinho: agora tem.
Dilma tem suas qualidades, mas se a campanha for levada para os termos FHC X Lula, a luta se dará em campo mais favorável.
Seria bom receber o apoio de Marina, mas chega ficar dando voltas ao redor desse assunto. O PV vai se reunir só no dia 17. Até lá, muita gente vai definir seu voto. Nem o eleitorado do Plínio vai seguir, necessariamente, a posição oficial do Psol, que dirá o eleitorado do PV.
O risco do PV é tomar a decisão quando o eleitorado já estiver decidido.
Quanto a Marina, parem de de jogar ela para a direita. Isso não ajuda em nada

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Política brasileira: a coisa de sempre


Li que o PSOL adiou a decisão sobre sua candidatura à presidência para analisar a possibilidade de apoiar Marina Silva. Soube que o PV vai retirar de seu programa questões como a descriminalização da maconha e aborto. Marina é evangélica, criacionista, condena o aborto e a legalização da maconha. O PV, até agora, pensava diferente. Nada que não possa ser esquecido em nome de um bom desempenho eleitoral. Isso o PT aprendeu há algum tempo. Cada partido aprende esas coisas no seu tempo.
Esse é o Brasil. Tudo na mesma. O PSOL não tem nenhuma relação ideológica com o PV, ou com Marina. Porém, está disposto a fazer um casamento que condena para outros em nome de... em nome de que mesmo?
O PV não prima pela consistência nas ideias. Politicamente vai de Cesar Maia (de cuja gestão participou no Rio) a Luciana Genro (sua candidata à Prefeitura de Porto Alegre); de Gabeira a Zequinha Sarney sem nenhum problema.
O PT provoca fenômenos interessantes. Consegue unir uma fauna ao redor de Lula e outra contra si próprio.
Esses movimentos dariam uma tese fabulosa, o que está além da minha capacidade. Por isso, sigo em frente com uma de minhas máximas preferidas: Quem pouco se ilude, nunca se decepciona.