sexta-feira, 15 de maio de 2009

Outra Cultura

A ex-vereadora e ex-secretária municipal de cultura, Margarete Moraes, vai para Brasília. Vai atuar no Ministério da Cultura. Acho que lá é mesmo o lugar dela. Aqui em Porto Alegre não há espaço público para quem defenda uma política cultural que não se restrinja a lotear os espaços (como está sendo feito com a Usina do Gasômetro), promover eventos, abandonar o patrimônio histórico e manter fechado o maior auditório popular do estado.
A tal "usina das artes" foi aprovada pela Câmara , virou lei e foi saudada por muitas pesoas da área da cultura. Só podia ser. Não questiono a qualidade dos
grupos aos quais a Prefeitura repassou a administração da Usina. O problema é que a política da Usina é não ter política. Os espaços foram entregues e cada um faz o que quiser no espaço público. Mal menor se lembrarmos que, no primeiro ano de gestão, até festa rave rolou no Gasômetro.
Símbolo do patrimônio histórico da cidade, o Solar da rua Paraíso virou QG do Porto Alegre em Cena, o Viaduto Otávio Rocha é uma exemplo de abandono; uma sujeira. O Araújo Vianna é um escândalo! E tem gente que ainda aplaude...
Realmente, não tem lugar pra Margarete Moraes em Porto Alegre.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O bode de Pilatos


Pelo que disse a própria Prefeitura de Porto Alegre, Pilatos não está disposto a cumprir sequer a política salarial que propôs e aprovou na Câmara Municipal. Em vez de reajustes bimestrais, que haviam sido suspensos desde que a Prefeitura atingiu um percentual acima do peritido na Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2003, Pilatos propôs reajustes anuais pelo IPCA. Isso significaria cerca de 6%, em maio de 2009. Agora, a Prefeitura diz que, em virtude da crise, terá que parcelar o reajuste de 6%.
Diferente de 2003/2004, os relatórios da Prefeitura mostram que o Município dispende bem menos que o limite de 51% previsto pela Lei para pagar servidores. Não chega a 45%. Houve redução do quadro efetivo e elevação da arrecadação. Baseado nisso, Pilatos fez a propaganda de saneamento das finanças. Pra mim isso é conversa. Em primeiro lugar, as dificuldades não eram tão sérias; em segundo, as finanças não estão essa maravilha toda. A correria é grande pra pagar todo o final de mês. Agora, conta com mais um desculpa: a crise mundial!
Na melhor das hipóteses, a Prefeitura colocou um bode na mesa de negociações. Fala em 6% parcelado para, depois, tirar o bode e "garantir a conquista" de 6% de uma vez só. Na pior das hipóteses, continuarei endividado

terça-feira, 12 de maio de 2009

Um presente inesquecível

Não costumo tratar sobre futebol, mas não posso deixar de registrar essa verdadeira homenagem ao futebol. É por isso que, mesmo sendo um dos assuntos mais irracionais do mundo, é um dos assuntos preferidos deste humilde opinador.

A amizade é tudo na vida


Olha, eu sempre admirei o trabalho da Simone Mariano da Rocha. Quando ela foi indicada pela Yeda, apesar de ficar muito atrás do primeiro colocado, ainda dei um voto de confiança. Afinal, tava tudo dentro da institucionalidade. Porém, agora, a chefe-seuprema do MP decide que não vai reabrir a casa, digo, o processo sobre a casa da governadora. Poderia ficar sem essa. Pede um tempinho pra pensar, achar um fundamento legal.. sei lá. Mas a resposta foi tão rápida que ficou até chato. Ao menos em uma coisa a Rainha de Copas acertou. Escolheu bem a Procuradora Geral

Pequenos crimes e grandes crimes


Diante de grandes crimes que estão sendo vislumbrados a partir do cérebro da campanha de Yeda em 2006, há um pequeno crime confessado pelo "marido". Segundo o homem da barbicha, Marcelo Cavalcante estava no Rio Grande do Sul durante a campanha porque era funcionário do gabinete da deputada. Ora, a lei é explícita ao proibir a utilização de servidores públicos (inclusive cargos em comissão) em campanhas eleitorais. um pequeno crime, mas ... diante do udenismo cada vez mais forte que toma conta da política, deve ser questionado. Não pelo PRBS, é claro. Raul Pont falou certo: por muito menos o governador do Maranhão foi cassado. Ah, lá no Maranhão, quem assumiu não foi o vice, foi a derrotada no segundo turno. Aqui, como seria?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

As emoções não param


O PSOL trouxe emails para comprovar a participação do homem da barbicha na arrecadação de "recursos não contabilizados". Aliás, esse pessoal do PSOL tá de olho em tudo. Eu, não falo mais nem de celular pré-pago.
Agora falando sério. O marido era, durante a campanha, uma figura chave, um alicerce da candidata conforme divulgavam os meios de comunicação. Agora, segundo ele mesmo, seu papel era secundário. Secundário uma pinóia. O cara tava no centro de tudo, e ainda está. Ou será que ele é um dos oportunistas que a esposa comentou? Máfia é máfia. Não sou daqueles fanáticos por CPI, mas nesse caso não há como negar. Alguém tem que apurar isso tudo. O Rio Grande tem direito a saber a verdade.
Enquanto isso, Pilatos só espia...

Fala, Magda! II

A Rainha de Copas está cada vez mais ... folclórica, vamos dizer. Disse que não tinha lido a matéria, que esperaria a revista para ler a íntegra da reportagem. Porém, comentou tudo o que foi dito pela revista e até por outras publicações. Claro que leu. A quem ela acha que engana?
O que mais admirei foi o comentário da Rainha sobre a viúva ser investigada por suicídio induzido. De onde ela tirou isso? Ao que tudo indica, ela está bem informada sobre os trâmites do processo em Brasília, pois essa hipótese nunca foi anunciada na imprensa. Informada e preoucpada pelo jeito.