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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Por que vou votar na Ariane 13070

Já apoiei e trabalhei com divers@s candidat@s à Câmara Municipal ao longo da minha trajetória porto alegrense, inicada em 1994, ainda no primeiro mandato da então vereadora Maria do Rosário. Depois, quando colaborei com o mandato da minha querida Margarte Moraes convivi diariamente com a Ariane.
Organizada, séria, comprometida com o que fazia eu me admirava como a Ariane conseguia fazer tudo o que era pedido dela e ainda cursar direito na Unisinos. Daí, posso garantir essa história de "energia" é verdadeira; ela tem. Compenetrada e rígida em questões de princípio, nunca vi a Ariane ser grosseira. Preocupada com o seu trabalho, já a vi nervosa, nunca descontrolada. Talvez esse controle seja o responsável pela sua gastrite.
Já ouvi ponderações críticas à minha candidata (eu sou um bom ouvinte): "não tem experiência"; "não tem trajetória"; "é uma criação da Maria do Rosário"; "é muito 'atacadinha'”. Ora, a vereança é o primeiro degrau da atividade político-eleitoral, exigir outra experiência em mandatos antes dessa é um contra-senso. A trajetória da Ariane é diferente de uma geração anterior de militantes que ficaram muito tempo lutando para chegar ao governo e atuando em movimentos não institucionais. Ariane atuou no movimento estudantil e comunitário, mas também construiu uma trajetória ligada a mandatos parlamentares e atuação em governos conquistados pela luta de tant@s que vieram antes dela. Não há mal nisso, essa é uma característica de toda uma geração de ativistas e não o “pecado” de alguém em particular. A questão é saber a serviço de quem estará essa experiência. A identidade com a Maria do Rosário é um mérito, não um defeito. Não é uma invenção de véspera de eleição, é a consolidação de aspirações comuns e uma convivência política ao longo do tempo. Por fim, Ariane não é “atacadinha”, mas é contundente. Não é dissimulada, como é comum a militantes e parlamentares que não brigam por suas idéias porque não têm idéias pelas quais brigar. 
Penso que, com todo o respeito àqueles que já estão há vários mandatos na Câmara, faz sentido haver uma renovação. Não a renovação por si, mas com o objetivo de abrir caminhos a quem pode contribuir com outro olhar e com qualidade na bancada petista e na Câmara.
Enfim, independente das relações internas que tenho no PT, voto na Ariane por gosto, não por obrigação e se as minhas palavras convencerem outras pessoas a votarem nela ficarei feliz. Afinal, a melhor colaboração que eu posso dar não é a minha fortuna, mas a minha opinião, sempre singela.
Sucesso, Ariane!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Margarete Moraes assume a Representação Regional Sul do MINC

Margarete Moraes aceitou o convite da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, para assumir a Representação Regional Sul do Ministério da Cultura que abrange os Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina com sede em Porto Alegre. Margarete Moraes assume com a missão de representar o Ministério e de trabalhar na implementação e acompanhamento das políticas culturais.
            Nome reconhecido no meio cultural, Margarete Moraes, 59 anos, natural de Iraí/RS, tem duas filhas, a advogada Isadora e a arquiteta Maria Fernanda, é formada em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Foi Secretária da Cultura do Município, vereadora por dois mandatos na Câmara Municipal e presidente do Partido dos Trabalhadores (PT). Recentemente assessorou o recém criado Instituto Brasileiro de Museus, do MINC, em Brasília. 
            Durante sua administração na Secretaria Municipal de Cultura colocou em funcionamento o projeto de descencentralização, levando arte e cultura às dezesseis regiões do Orçamento Participativo. Promoveu a catalogação e o restauro de obras de arte do acervo municipal das pinacotecas Ruben Berta e Aldo Locatelli. Também, dentre inúmeros projetos e programa em sua gestão,  foram realizadas exposições retrospectivas, com as presenças dos artistas nos 80 anos de Vasco Prado, Xico Stockinger e Iberê Camargo, sendo que este último inaugurou e aprovou a galeria que leva seu nome, na Usina do Gasômetro. Preocupada em integrar a arte ao cotidiano da cidade, Margarete tornou realidade o projeto Espaço Urbano Espaço Arte, de incentivo à arte contemporânea, com obras artísticas integradas às praças públicas da cidade. O projeto de intercâmbio cultural com cidades do MERCOSUL é outra marca de sua gestão.
            O cuidado com o patrimônio artístico e cultural pode ser conferido na restauração da Fonte da Talavera, na aquisição e restauração da Casa da Travessa Paraíso e  na compra e no início da restauração da Casa Godoy, símbolos  da arte e da história da cidade. Neste período, Porto Alegre ingressou no Projeto Monumenta, hoje em andamento.
            Da atividade parlamentar, leva a experiência de  ter sido a primeira mulher a presidir a Câmara Municipal e de ter construído relações sólidas e democráticas com os diversos segmentos que formam nossa sociedade.
Jornalista: Martha Diaz Pozueco - Reg. MT 7078   

terça-feira, 27 de julho de 2010

Viaduto Otávio Rocha, mais uma patrimônio à venda

O Viaduto Otávio Rocha, também conhecido como "Viaduto da Borges", é um marco na história da cidade. Justiça seja feita, após a ampla restauração realizada durante a Administração Popular, o Viaduto viveu um processo de degradação ininterrupto, principalmente após o início da gestão Fogaça. Ano passado, a Prefeitura anunciava a qualificação do Viaduto através da instalação de câmeras.
A instalação de câmeras é uma parte do serviço, pois a degradação mais evidente eram as pichações que tomaram conta do Otávio Rocha. Novamente, por uma questão de justiça, é preciso reconhecer que, antes de 2005, as pichações naquele próprio eram mantidas sob controle. A partir daquele ano, o Viaduto foi sofrendo uma degradação constante, por descaso do poder público, além das infiltrações.
Agora, surge o senhor Nagelstein anunciando reformas. Segundo o secretário, a restauração seria feita através de uma Parceria Público Privada. O operoso vereador Adeli Sell, acha que não se deve "grenalizar" a discussão, pois o que interessa é resolver o problema. Eu sou um moderado e fã de soluções negociadas, mas me parece que é preciso ser crítico em relação ao modo como a Prefeitura está, pretensamente, resolvendo alguns problemas da cidade.
O Araújo Vianna já foi entregue à exploração privada (quando estiver pronto), assim como o Parque da Redenção, o Largo Glênio Peres, o Anfiteatro Pôr do Sol... enfim. Cada vez o poder público é menos dono da cidade, sob o pretexto de não ter dinheiro. O dinheiro que falta para manter públicos os espaços públicos, aparece na hora de dizer que as finanças foram saneadas. Em algum momento, não se está falando a verdade. Enquanto isso, Porto Alegre vai-se degradando.
Outro ponto diz respeito aos comerciantes do Viaduto.Muitos estão atrasados com seus aluguéis. Entregar para a iniciativa privada administrar aquele espaço não me parece que vá resolver o problema. Vejamos o que ocorre com o Camelódromo. Pelo visto, arrefeceram os movimentos, mas não diminuíram os problemas de muitos permissionários que vivem dificuldades para pagar o aluguel dos espaços, que estão entre os mais caros de Porto Alegre, considerando a atividade desenvolvida e o preço do m².
Esse Nagelstein é um falastrão. Já reclamei dele quando ele ainda era líder do governo Fogaça. O Viaduto Otávio Rocha não é um próprio municipal qualquer. Tem uma história e as pessoas que têm seu comércio ali não podem ser desconsideradas. Nagelstein, insensível a isso, já disse que eles sabem que, a qualquer momento podem ter que sair, portanto, não há nada demais no que está sendo proposto. O detalhe é que alguns comerciantes estão ali a mais de 25 ou trinta anos.
Por fim, para ficar nas formalidades, pois sou um respeitador da legalidade. A Lei Federal 11.079/04, que regulamenta as parcerias público-privadas é explícita ao dizer que:
       "É vedada a celebração de contrato de parceria público-privada:
        I – cujo valor do contrato seja inferior a R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);"
O preço da restauração do Viaduto não é de R$ 10 milhões? Então o que a Prefeitura quer fazer é outra coisa, não uma PPP.
Que falta faz a Margarete Moraes...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Outra Cultura

A ex-vereadora e ex-secretária municipal de cultura, Margarete Moraes, vai para Brasília. Vai atuar no Ministério da Cultura. Acho que lá é mesmo o lugar dela. Aqui em Porto Alegre não há espaço público para quem defenda uma política cultural que não se restrinja a lotear os espaços (como está sendo feito com a Usina do Gasômetro), promover eventos, abandonar o patrimônio histórico e manter fechado o maior auditório popular do estado.
A tal "usina das artes" foi aprovada pela Câmara , virou lei e foi saudada por muitas pesoas da área da cultura. Só podia ser. Não questiono a qualidade dos
grupos aos quais a Prefeitura repassou a administração da Usina. O problema é que a política da Usina é não ter política. Os espaços foram entregues e cada um faz o que quiser no espaço público. Mal menor se lembrarmos que, no primeiro ano de gestão, até festa rave rolou no Gasômetro.
Símbolo do patrimônio histórico da cidade, o Solar da rua Paraíso virou QG do Porto Alegre em Cena, o Viaduto Otávio Rocha é uma exemplo de abandono; uma sujeira. O Araújo Vianna é um escândalo! E tem gente que ainda aplaude...
Realmente, não tem lugar pra Margarete Moraes em Porto Alegre.