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domingo, 24 de agosto de 2014

Editorial de ZH revela: Ana Amélia retoma propostas de Antônio Britto, da década de 90

De: RSUrgente

editorialZHBritto600
A influência da RBS na vida política do Rio Grande do Sul não é novidade para ninguém. Em 2014, quando dois de seus principais comentaristas políticos na última década disputam o governo do Estado e o Senado, essa influência adquire um caráter inédito. O principal aqui nem são os nomes em questão – Ana Amélia Lemos e Lasier Martins -, mas sim as ideias e propostas com as quais eles disputam o voto da população. Ideias e propostas que, não por acaso, coincidem com posições defendidas historicamente pelo grupo midiático. Quando, por exemplo, a senadora do PP defende a redução do tamanho do Estado, com a extinção de secretarias, demissão de servidores em cargos de confiança e corte de gastos, está repetindo propostas defendidas em incontáveis editoriais dos veículos da RBS, e em governos passados de ex-funcionários da RBS, como foi o de Antonio Britto.
É possível constatar isso, por exemplo, no editorial do jornal Zero Hora de 22 de setembro de 1996, intitulado “Socorro ao Estado”, que comemora o acordo da dívida firmado pelo então governador Antônio Britto que, segundo ZH, teria “liquidado a dívida do Estado e limpado a ficha dos gaúchos”. O editorial destaca que:
“O governador Antônio Britto vem extinguindo, na medida do possível, cargos em comissão e cargos vagos com o objetivo de enxugar uma folha que tem consumido em torno de 80% da receita líquida…”
E elogia
“…os esforços do governo gaúcho para reduzir as rotinas dos gastos da administração em particular aqueles com pessoal”
Não é um acaso, portanto, que cerca de 20 anos depois, Ana Amélia Lemos retome essas ideias procurando apresentá-las com uma roupagem nova associando-as a palavras como “esperança”. Não é casual, tampouco, que a senadora se esforce diariamente para esconder suas relações umbilicais com a ideologia do Estado mínimo que habita os editoriais dos veículos da RBS e que governou o Rio Grande do Sul com os governos de Antônio Britto e de Yeda Crusius. Ana Amélia garante que não tem nada a ver com Britto e Yeda embora suas ideias coincidam em pontos essenciais no que diz respeito à administração do Estado.
Quase vinte anos depois, outro editorial de ZH aponta
“… as deficiências de gestão da administração pública, que colocam o Rio Grande do Sul entre os Estados retardatários na adoção de reformas que resultem em austeridade, com a adequação do tamanho do governo às demandas da economia, o enxugamento de estruturas obsoletas e, por consequência, maiores ganhos de produtividade”. (O Estado alquebrado, 22/08/2014)
O que é mais ardiloso na relação de Ana Amélia com a RBS é que a associação entre a senadora e a empresa não é necessariamente algo ruim para ela do ponto de vista eleitoral. Pelo contrário, para alguns setores da sociedade, é até algo positivo emprestando uma aura de respeitabilidade pela convivência diária com a comentarista política nos canhões midiáticos que são a rádio Gaúcha, a RBS TV e o jornal Zero Hora. Ela se elegeu, aliás, fundamentalmente, graças à essa visibilidade midiática diária massiva, numa evidente distorsão que ainda atinge o sistema político brasileiro.
Há uma distorsão mais grave, porém, que é o ocultamento sistemático das relações entre as ideias defendidas editorialmente pela RBS e as propostas de seus ex-funcionários transformados em candidatos. Yeda Crusius apresentou-se disfarçada de “novo jeito de governar”. Ana Amélia, agora, apresenta-se como porta-voz da “esperança”. Quando indagada a respeito de uma de suas principais propostas de campanha – extinção de secretarias e demissão de servidores em cargo de confiança – ela evita dar detalhes. Evita por que não pode, pois, no momento em que o fizer, estará fragilizando seu disfarce.
Essas relações são perversas em vários níveis. A RBS afirma que não tem candidatos, embora haja uma proximidade carnal entre as ideias que defende em seus editoriais e as defendidas por seus ex-funcionários candidatos. Estes aproveitam-se da massiva visibilidade midiática construída durante muitos anos e apresentam-se ao eleitor como “novidades”, sempre embaladas em um disfarce diferente. Mas, em algum momento, aparecem as propostas de cortes, demissões e enxugamento do Estado, e aí fica evidente que estão falando a mesma língua. Essas distorsões e perversidades talvez ajudem a explicar parte das dificuldades políticas e econômicas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul nas últimas décadas.
A RBS e seus candidatos, é claro, não tem nada a ver com elas, pois vivem em uma esfera a-histórica, apresentando-se permanentemente como o novo sem passado, sem memória e sem responsabilidade por suas escolhas. Quem lê o editorial de 22 de setembro de 1996 perceberá essas relações e o esforço diário de seus autores para escondê-las. A sua verdadeira esperança é que elas permaneçam ocultas e consigam regularmente reaparecer no debate público como uma novidade retumbante.

domingo, 27 de julho de 2014

RBS entra na campanha eleitoral. Panfleto de Paulo Santana dá o tom (por Marco Weissheimer)

De: Sul21

O que já era esperado está se confirmando. Com dois de seus principais formadores de opinião concorrendo ao governo do Estado e ao Senado, o grupo midiático direciona suas baterias contra os adversários de seus colunistas candidatos. A tática usada para intervir na campanha também é conhecida. Aparenta uma suposta isenção nos espaços de reportagem e afunda o pé nos seus inúmeros espaços de opinião em jornais, rádios, televisões, sites e redes sociais. Na edição deste domingo do jornal Zero Hora, o colunista Paulo Santana mostra que o nível dessa intervenção será baixíssimo, ofensivo e irresponsável. Irresponsável no sentido literal da palavra, pois faz graves acusações sem apresentar uma única prova e sem dar o direito de voz e de resposta a quem está sendo acusada.Não se trata de uma coluna propriamente, mas sim de um panfleto que acusa o governo do Estado de “mentir, iludir e falsificar dados para ludibriar a opinião pública”. Além disso, levanta a suspeita de que um “dinheiro bilionário” teria sido “desviado para a construção de estádios para a realização da Copa do Mundo. Acusações gravíssimas, certamente, para as quais o funcionário da RBS que conta com vários canhões midiáticos para divulgar suas posições não apresenta uma prova sequer. Paulo Santana acusa o governo do Estado de “mentir, iludir e falsificar dados” com base apenas em dois comunicados divulgados “numa emissora de rádio” e “na imprensa” por duas entidades: o Simers e o Cremers, cujas posições e intervenções políticas são bem conhecidas e muito questionadas por outras entidades e entes governamentais que trabalham com saúde pública.

Essas entidades e o colunista em questão, obviamente, tem todo o direito de ter e emitir suas opiniões políticas, mas, cabe a elas e a ele, apresentar provas quando acusam alguém de mentir, iludir, falsificar dados e desviar quantias bilionárias de dinheiro. No caso em questão, não são as entidades que fazem essas acusações, mas sim o colunista que usa sua visibilidade e exposição midiática como um escudo protetor de impunidade. E, ao final de seu panfleto, com a sutiliza de um hipopótamo ingressando num batizado, ele dispara: “os eleitores precisam ver quem os está enganando. E votar contra os que os enganam”. Poderia ter dado seguimento à sua total ausência de sutileza e apontado os nomes dos candidatos apoiados pela empresa em que trabalha.
O estilo panfletário de Santana e da RBS vale-se de algumas verdades e de muitas omissões para, usando as palavras do colunista, “ludibriar a opinião pública”. É verdade que há problemas na saúde pública em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e no Brasil. Problemas históricos que tem a ver com o desmantelamento do Estado brasileiro operado durante décadas pela ideologia fundamentalista do Estado Mínimo que a RBS sempre defendeu e segue defendendo. A empresa e seus funcionários escalados para dar opiniões não assumem a responsabilidade pelas posições políticas que defendem. A empresa e os seus candidatos para o governo do Estado e o Senado apoiaram editorialmente, por exemplo, o fim da CPMF (que tirou cerca de R$ 40 bilhões da Saúde), a posição contra o desarmamento no plebiscito nacional, a posição contra o programa Mais Médicos (aliando-se ao corporativismo de algumas entidades médicas), contra a mudança do modelo de pedágios, apenas para citar alguns exemplos.
Se é verdade que seguem existindo problemas na Saúde, também é verdade (e isso é completamente omitido no panfleto em questão) que, pela primeira vez, o Estado do Rio Grande do Sul está cumprindo o que determina a Constituição e investindo 12% da receita na Saúde. Ao todo, entre 2011 e 2014, serão R$ 9,53 bilhões investidos na construção e ampliação de casas de saúde, na atenção básica e em equipamentos. Os avanços na área da saúde pública no Estado foram reconhecidas pela própria candidata Ana Amélia Lemos em um debate de rádio realizado esta semana. É certo que ainda existem muitos problemas e o setor precisa de pesados investimentos. Mas esses pesados investimentos não virão das mãos dos defensores do Estado mínimo, das demissões e arrocho salarial de servidores, da criminalização da política e de tudo que venha do setor público. O panfleto de Paulo Santana é um capítulo emblemático do engajamento ideológico e da irresponsabilidade política desse grupo midiático que se autodesignou porta-voz dos interesses da população do Rio Grande do Sul e omite sistematicamente os reais interesses econômicos com os quais opera. Isso sim é ludibriar a opinião pública.
.oOo.

Marco Weissheimer é jornalista.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

PRBS só informa sobre prefeito se ele for favorável ao pedágio

Mais uma do PRBS. A edição eletrônica do jornal ignorou a presença do Prefeito de Carazinho (61 mil habitantes) e falou em "autoridades". Já o Prefeito de Pantano Grande (10 mil habitantes) ganhou todo o destaque do mundo. Não estou desprezando Pantano, apenas questiono os critérios do PRBS.

Encerrada cobrança em mais 10 praças de pedágio no Estado

Após 15 anos, programa de concessão está encerrado no RS

Álvaro Andrade no clicrbs
Foto: Metrovias  / Divulgação
Após 15 anos da implantação, o Programa Estadual de Concessão Rodoviária está encerrado no Rio Grande do Sul. O modelo de pedágio que foi alvo de disputas políticas, diversas polêmicas e batalhas judiciais, chega ao fim devido à disposição dos governos estadual e federal em assumir a responsabilidade pela conservação das estradas. 
Na manhã desta segunda-feira (30), foram levantadas cancelas em dez praças, localizadas nos polos de Vacaria, Carazinho e Gramado. Não há mais pedágio na RS-115, em Três Coroas, desde as 9h15min, e na RS-235, em Gramado e São Francisco de Paula. Nestes pontos, aEmpresa Gaúcha de Rodovias (EGR) vai assumir a cobrança a partir do dia 6 de janeiro.
As cancelas também foram levantadas na BR-116, em Campestre da Serra e na divisa com Santa Catarina, e na BR-285, em Lagoa Vermelha. Ainda foi encerrada a atividade nas praças de pedágio instaladas na BR-386, em Carazinho e Soledade, e ainda na BR-285, em Sarandi e Passo Fundo.
Nesta tarde, o governador Tarso Genro participa de ato simbólico em Carazinho para festejar o encerramento dos contratos com a iniciativa privada. Pela manhã, ato político com a participação de nove municípios na BR-290, em Eldorado do Sul, cobrou que o governo federal ofereça serviço de guincho e ambulância e ainda não realize nova concessão à iniciativa privada.
No domingo, a Metrovias já havia encerrado as atividades em cinco praças da Região Metropolitana. Nas rodovias federais, não há previsão de retomada dos pedágios. O Dnit informa que nas rodovias federais os serviços de socorro médico e mecânico deve ser acionado junto a Polícia Rodoviária Federal pelo fone 191.
Veja no mapa a situação das praças de pedágio no Rio Grande do Sul:

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

"Torcidas Organizadas": quem financia essa praga do futebol?

Mesmo sendo colorado, não desejo a maldição das organizadas nem mesmo para o Grêmio. É possível que no Internacional exista coisa parecida, mas é no Grêmio, principalmente por conta da tal "Geral do Grêmio", que se consagrou o financiamento dos clubes a gangs organizadas. É correta a aplicação de normas de segurança preventiva e punição aos arruaceiros, porém, é fundamental cortar a fonte que irriga essas ditas torcidas. Sem dinheiro fácil concedido sabe-se lá com que intenções, será bem mais complicado a turba se deslocar para lá e para cá. 

Cabe, também, aos conselhos deliberativos e fiscais dos clubes zelarem pela boa aplicação dos recursos. Ninguém faz farra sozinho. 

O interessante é ver gente que faz discurso pela ética na política e outras coisas do tipo bancar o financiamento dessa praga que são as ditas "Torcidas Organizadas".

Entre tantas coisas que a gente critica na Zero Hora, essa reportagem, cumpre o papel de informar algo que é de interesse não só dos gremistas, mas de todos os que gostam de futebol (e até dos que não gostam).

Dinheiro farto para as torcidas organizadas

Na Geral do Grêmio, houve quem deixasse de trabalhar para viver do dinheiro repassado pela administração de Paulo Odone, presidente do clube até o fim do ano passado. As torcidas organizadas receberam R$ 1,1 milhão em 23 meses. Nenhuma foi mais beneficiada do que a Geral, cujos líderes assinaram os recibos espalhados por estas páginas ao buscar verba no Estádio Olímpico.
Paulo Germanopaulo.germano@zerohora.com.br
(Arte ZH)

Semifinal da Copa do Brasil: R$ 60 mil

A maior quantia que Alemão da Geral buscou no Olímpico entre 2011 e 2012 foi de R$ 60 mil para contratar ônibus que levariam torcedores a Barueri (SP). O Grêmio enfrentaria o Palmeiras, em 21 de junho de 2012, pela semifinal da Copa do Brasil. Responsável por organizar viagens na época, Zóio afirma que oito ônibus partiram de Porto Alegre, cada um locado por R$ 6 mil. Portanto, teriam sobrado R$ 12 mil. ZH ouviu gremistas que pagaram entre R$ 20 e R$ 40 para viajar com a torcida na ocasião, rendendo mais dinheiro à Geral. Alemão contesta: garante que 10 ônibus foram a Barueri e que todo o dinheiro foi investido na viagem.
(Arte ZH)

De avião para Belo Horizonte: R$ 19 mil

Para acompanhar o Grêmio em Belo Horizonte, em um jogo contra o Atlético-MG, em 23 de setembro de 2012, a Geral recebeu R$ 19 mil. Daria para fretar pelo menos dois ônibus, com 44 gremistas em cada veículo.
- Só cinco integrantes da torcida foram para lá, de avião. A passagem de cada um, ida e volta, custou uns R$ 700 - conta Zóio, ressaltando que nunca soube dos R$ 19 mil retirados no Olímpico por Alemão.
Zóio afirma ter visto apenas R$ 6,5 mil. Alemão diz que, além dos gremistas de avião, foram ônibus a BH.
Entre 19 de janeiro de 2011 e 21 de dezembro de 2012, a direção do Grêmio entregou R$ 1,1 milhão para líderes de torcidas organizadas. Mais de 85% do montante foi para os cofres da Geral, dividida no ano passado em dois grupos que se mantêm em guerra até hoje.

Documentos obtidos por Zero Hora comprovam pela primeira vez que um clube gaúcho abasteceu torcidas com subsídios que, em média, passavam de R$ 45 mil por mês. O dinheiro era suficiente para que alguns expoentes da Geral abdicassem de trabalhar e vivessem à custa do repasse de verbas. Afinal, nunca a direção do Grêmio - comandada na época por Paulo Odone - exigiu qualquer prestação de contas ao entregar dinheiro vivo às torcidas.

- Ao oferecer valores às organizadas, o clube fomenta entre os líderes das torcidas uma disputa pelo dinheiro. E com frequência esses líderes apelam para a violência como forma de impor sua autoridade - afirma o promotor José Francisco Seabra Mendes Júnior, da Promotoria do Torcedor do Ministério Público.

Embora na tesouraria do Grêmio a justificativa para os gastos fosse "despesa de viagem da torcida", os chefes da organizada tinham liberdade para usar o dinheiro como quisessem. Parte dos recursos, em vez de ser destinada à contratação de ônibus que transportariam torcedores para acompanhar o time fora de Porto Alegre, costumava ser embolsada por líderes da Geral.

- Era a nossa forma de viver. Achávamos justo que uma parte da grana ficasse conosco, até para podermos nos sustentar - assume Cristiano Roballo Brum, o Zóio, 33 anos, que até o ano passado ocupava o posto de número 2 na hierarquia da organizada.

Em entrevista no dia 6 de dezembro, Zóio afirmou que o lucro era partilhado entre dois líderes de cada grupo da Geral: de um lado, Rodrigo Marques Rysdyk (o Alemão, 35 anos, líder maior da torcida) e seu braço direito, Bruno Pisoni Garcia, o Bruno Cabeludo, 31 anos. De outro, o próprio Zóio e seu aliado mais próximo, Rodrigo Furtado Pedroso, o Dicaprio, 32 anos.

Alemão e Bruno, embora admitam que recebiam dinheiro do Grêmio com frequência, negam ter usado para fins pessoais alguma verba do clube. Ao consultar documentos referentes à última gestão de Odone na presidência, ZH apurou que R$ 310,4 mil foram repassados às organizadas em 2011 e outros R$ 787,2 mil foram entregues em 2012.

Às vésperas de jogos do Grêmio fora de casa, Alemão se apresentava na Central de Relacionamento do Estádio Olímpico para buscar maços de reais acomodados em envelopes pardos. Antes de deixar o estádio com quantias que podiam variar de R$ 2 mil até R$ 60 mil, ele assinava recibos - nove deles ilustram esta reportagem.

Foi Paulo Odone quem inaugurou no Grêmio a política de entregar dinheiro vivo às torcidas. Nas gestões anteriores, no máximo o próprio clube contratava ônibus para as organizadas se deslocarem. Atualmente, na administração de Fábio Koff - eleito no fim do ano passado sob forte oposição da Geral, que fez campanha pela reeleição de Odone -, o repasse de verbas está cortado.

- Nos parece claro que a distribuição indiscriminada de benefícios estimula a criação de feudos poderosos dentro das torcidas - avalia Nestor Hein, vice-presidente de Koff responsável pelo relacionamento com as organizadas.

Boa parte das excursões da Geral para fora do Estado era planejada por Zóio, que mais tarde se tornaria inimigo público de Alemão - em janeiro deste ano, um mês após a pancadaria entre os dois grupos rivais na inauguração da Arena, Zóio invadiu a casa do adversário, em Canoas, para um acerto de contas à base de socos e cadeiradas.

A Zero Hora, simpatizantes da organizada que viajavam com a torcida garantiram ter pago entre R$ 20 e R$ 40 por um lugar nos ônibus - o preço variava de acordo com a importância do jogo. Seria, portanto, mais uma forma de a Geral lucrar. As vendas de assentos ocorriam no antigo Bar dos Borrachos, na Avenida da Azenha.
(Diego Vara/Agencia RBS)

Entrevista

Paulo Odone: "Não era para fazerem o que quisessem com o dinheiro"

Presidente do Grêmio entre 2011 e 2012, período em que as organizadas receberam do clube R$ 1,1 milhão - mais de 85% desse valor foi repassado à Geral -, Paulo Odone diz que preferia dar dinheiro a contratar ônibus para a torcida viajar. O motivo: não envolver o Grêmio em eventuais incidentes nas excursões. Ele admite, no entanto, que recebia denúncias alertando sobre a forma como líderes da Geral usavam os recursos.

os recibos

(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
(Reprodução/Reprodução)
Recibos obtidos por ZH são assinados por Alemão da Geral e Bruno Cabeludo, líderes da torcida
Eu tinha de me preocupar com o macro do Grêmio e com o esporte. Já chega o que a gente se incomoda com esse troço de torcida. Agora, vou fiscalizar se o cara desviou 200 pilas, 200 mil, 600 mil?
Uma vez, (os líderes da Geral) me pediram dinheiro para oito caras irem de avião a Minas Gerais. Alguém depois veio dizer: ?Não foram oito, foram só dois líderes,e o dinheiro de seis (passagens) eles pegaram.
(Interrompendo) Não tenho esses dados, não tenho esses números. Não fiz nada além de repetir o que era feito na gestão do Duda (ex-presidente Duda Kroeff, que comandou o Grêmio no biênio anterior).
Olha aqui. Em vez de o Grêmio locar um ônibus para a torcida viajar - e assumir a responsabilidade sobre eventuais danos ao veículo -, preferia que o dinheiro fosse dado a eles (líderes das organizadas), para que a responsabilidade ficasse por conta deles. Então, essa diferença é um detalhe. Não vou concordar com a informação de que eu dava dinheiro e o outro (Duda Kroeff) não dava. A questão é a seguinte: a gestão anterior dava condições para a torcida viajar ou não?
Não era para eles fazerem o que quisessem com o dinheiro. Às vezes, me diziam: "Olha, os caras pegaram o dinheiro dos ônibus e não usaram". Mas é a mesma coisa com viagem de avião. Uma vez, (os líderes da organizada) me pediram dinheiro para oito caras irem a Minas Gerais, em uma semifinal que ocorreu lá. Alguém depois veio dizer: "Não foram oito, foram só dois líderes, e o dinheiro de seis (passagens) eles pegaram". Houve essa acusação.
Isso eram denúncias que chegavam a posteriori. Nunca ninguém me disse "olha, está acontecendo isso" ou "vai acontecer". Mas, (contratar ônibus para transportar a torcida) em nome do Grêmio, eu não quis mais fazer. Porque houve uma vez em que a polícia parou um ônibus (que transportava a Geral e foi apedrejado) lá em Curitiba. Eu disse: "Não envolvo mais o Grêmio. O Grêmio não aluga mais ônibus".
Vou dar um exemplo. Quando tem Gre-Nal no estádio do Inter, o Grêmio recebe cortesias (ingressos gratuitos) e repassa para suas organizadas. Quando o Gre-Nal é no estádio do Grêmio, o Inter ganha cortesias e faz a mesma coisa. Eles (líderes da Geral) pediam mil ingressos - e eu não aceitava, eu dava menos, dava 400. O que eles faziam? Eles vendiam parte dos ingressos para pagar a banda que toca com a torcida. Não sei se tu sabes, mas os caras que tocam instrumentos cobram dinheiro, tanto nas torcidas do Inter quanto nas do Grêmio.
Quando dava bronca, eles diziam: "Pô, mas nós temos que pagar a banda". Eu dizia: "Mas como assim?" E isso sempre ocorreu na gestão anterior (de Duda Kroeff) também. Por isso que ocorrem essas brigas. Na inauguração da Arena, eles brigaram com os caras da banda. (Zero Hora apurou que a briga ocorreu entre os dois grupos rivais da Geral; um liderado por Alemão, outro por Zóio). Foi uma briga interna deles.
Mas acho que isso, de darmos dinheiro e eles não usarem (na contratação dos ônibus), ocorreu muito poucas vezes. Eles (líderes da Geral) nos apresentavam os valores dos ônibus para viajar, e a gente pesquisava preços menores. Acabávamos dando metade do que eles pediam. Sempre foi feito isso.
Briga acontece por tudo. Disputa de poder, de liderança, de tudo. Pelo amor de Deus, faz uma matéria completa. Mergulha lá dentro que tu vais ver.
Se eles ficaram com algum dinheiro, foi muito pouco. Porque ninguém dava dinheiro a rodo para eles comprarem as coisas.
Tu estás trazendo um número que eu não conheço. Queres que eu me meta lá dentro, na direção do Grêmio, para olhar? Os caras (da atual gestão, do presidente Fábio Koff) me acusam de tanta coisa, e eu vou lá olhar isso? Entrevista o contador do Grêmio.
Não sei dessas coisas! Eu tinha que me preocupar com o macro do Grêmio e com o esporte. Já chega o que a gente se incomoda com esse troço de torcida. Agora vou fiscalizar se o cara desviou 200 pilas, 200 mil, 600 mil? E tu dizes: "Foi R$ 1,1 milhão, presidente". Porra, eu passei 10 anos tirando o Grêmio do buraco! Eu não conheço esses números.

Liverpool x Grêmio, 26/1/2011

(Diego Vara/Agencia RBS)
No início da gestão Odone, Geral ganha R$ 32,5 mil para viajar ao Uruguai: confronto com a polícia

Grêmio x Canoas, 24/1/2013

(Reprodução/Reprodução)
Os dois grupos que disputam o comando da Geral promovem tumulto no entorno do Olímpico

Gre-Nal, 28/8/2011

(Valdir Friolin/Agencia RBS)
Na arquibancada do Olímpico, membros da Geral brigam com outra organizada gremista, a Máfia

Grêmio x Fluminense, 28/7/2013

(Diego Vara/Agencia RBS)
Após membro da Geral ser agredido pela BM, conselheiros ligados à torcida partem para o ataque

Inauguração da Arena, 8/12/2012

(REPRODUÇÃO TV/REPRODUÇÃO TV)
Zóio, na época o número 2 na hierarquia da torcida, lidera pancadaria contra o grupo do líder Alemão
Quebraram tudo. Eu fiquei em estado de choque, minha pressão baixou muito. E ouvi os caras comentando que aquilo era só o começo.
Funcionária do Bar Preliminar relata confusão envolvendo membros de torcidas organizadas do Grêmio na noite de 6 de novembro.
(Débora Silveira, Especial)

Entrevista

"Me sustento com trabalhos temporários" diz Alemão, líder da Geral

Rodrigo Rysdyk, líder da Geral conhecido como Alemão (à direita na foto), reconheceu sua assinatura nos recibos do Grêmio que comprovam o repasse de verbas à organizada durante a gestão Odone. Garantiu, no entanto, jamais ter embolsado parte do dinheiro. Acompanhado de Ney Martins Neto - que, como ele, é conselheiro do clube, além de membro da Geral -, Alemão comentou os confrontos com o grupo de Zóio (à esquerda).

Torcida ganha força política a cada eleição do clube

Nunca uma torcida organizada foi tão influente no Estado como a Geral do Grêmio. Capaz de decidir votações no Conselho Deliberativo, o crescimento político da Geral desperta cada vez mais interesse entre postulantes à presidência do clube.

Os dois principais líderes da torcida, Alemão e Bruno Cabeludo, se elegeram conselheiros do Grêmio em setembro - outros 13 membros da organizada também têm cadeira no colegiado. Eles formam o Movimento Grêmio da Torcida (MGT), idealizado por expoentes da Geral que buscam poder de decisão dentro do clube. No último pleito, o grupo definiu a votação para a presidência do Conselho: Milton Camargo só venceu César Pacheco por 13 votos graças ao apoio do MGT.

Atual presidente do Grêmio, Fábio Koff sofreu oposição contumaz da organizada ao se candidatar ao cargo, no fim do ano passado, quando a torcida fez campanha pela reeleição de Paulo Odone. Em 14 de outubro de 2012, antes de um jogo contra o Botafogo, integrantes da Geral impediram que Koff circulasse pelo pátio do Olímpico para interagir com eleitores.

Líderes da organizada contam que a estratégia era segurar o candidato no pórtico de acesso ao estádio, onde provocaram uma troca de socos com apoiadores do futuro presidente. Seis dias depois, na véspera da eleição, cartazes ofensivos contra Koff espalhados pelo entorno do Olímpico acirraram o clima. Bastou o novo presidente assumir para os subsídios repassados à Geral nos tempos de Odone serem cortados.

- Não usamos dinheiro do caixa do Grêmio. Em algumas ocasiões, aproximamos as organizadas de patrocinadores que oferecem ônibus em troca de banners nos veículos - diz o vice-presidente Nestor Hein.
Rodrigo Rysdyk, o Alemão ? Sim, óbvio.
Ney Martins Neto ? Se sobrasse alguma coisa, a gente comprava cerveja, lanche. Ou deixava no caixa da torcida, mandava fazer material, arrumava uma bandeira.
Trabalhei desde pequeno na empresa do meu avô: separava e carregava sucata o dia todo. Até que, em 2004, um assaltante entrou lá e matou meu avô. Os amigos que fiz na torcida nunca me deixaram na mão. Me ajudaram com um bico aqui, um trampo ali, até com dinheiro. Me sustento com trabalhos temporários.
É mentira, não tem como fazer isso. Eu seria afastado da torcida. Se ele (Zóio) fez isso, então foi má-fé dele, não minha. Eu sempre fiz o correto.
Se houve disputa por dinheiro, foi por parte deles. Da minha parte, nunca houve.
Quando o clube não nos dava subsídio para viagens, usávamos para acompanhar o Grêmio. Parte do dinheiro era para confeccionar materiais e gerar um fluxo de caixa para manter a torcida. A direção sabia.
A gente cobrava um valor simbólico, uns R$ 20, para o cara não faltar. Porque, se ele botasse o nome na lista e faltasse, tirava o lugar de outro. Precisávamos encaminhar a lista com antecedência para a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Mas, no fim das contas, todo mundo entrava sem pagar.
O Grêmio usa a imagem da torcida. Fotos da Geral estampam produtos, como cadernos. A campanha para associar torcedores, passando de 3 mil para 40 mil sócios, foi a torcida que fez. A receita do Grêmio aumentou. Gastos com torcida têm retorno para o clube.

Após trégua, grupos voltaram a se enfrentar

Esse mergulho na política do clube contribuiu para a Geral rachar em dois grupos. Enquanto Alemão se dedicava desde 2005 a uma campanha interna para integrantes da organizada se associarem ao Grêmio - e, dessa forma, fortalecer o grupo votante nas eleições -, o número 2 da torcida, Cristiano Roballo Brum, o Zóio, não queria saber de política e continuava reivindicando ingressos gratuitos da direção.

- A nossa rapaziada, liderada pelo Alemão, nem precisava mais dos ingressos porque a maioria já era sócia. E os nossos conselheiros começaram a enfrentar dificuldades dentro do clube. "Vocês já ganham pilhas de ingressos e vêm reivindicar mais coisas no Conselho?", diziam. Só que a turma do Zóio, que é um pessoal mais pobre, de vila, não queria pagar mensalidade, queria viver dos ingressos para sempre - conta um membro da Geral.

O ápice da desavença eclodiu na inauguração da Arena, em 8 de dezembro de 2012, quando Zóio comandou uma pancadaria na arquibancada. Em janeiro deste ano, ele invadiu a casa de Alemão - e, três semanas depois, os dois grupos se enfrentaram no entorno do Olímpico, em uma selvageria que terminou com 31 torcedores proibidos de frequentar estádios.

Embora Zóio esteja afastado da organizada, as duas alas da Geral seguem promovendo tumultos. Na noite de 6 de novembro, antes de Grêmio x Atlético-PR, dezenas de torcedores entraram em confronto e destruíram, com garrafadas e pedradas, parte da fachada do Bar Preliminar, onde se reuniam os aliados de Zóio. Uma funcionária do estabelecimento, na época grávida de oito meses, passou mal:

- Quebraram tudo. Eu fiquei em estado de choque, minha pressão baixou muito. E ouvi os caras comentando que aquilo era só o começo.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Para Zero Hora, Zumbi e Consciência Negra são caso de polícia

Os caras publicam a notícia na parte policial, informam que vão tirar e não tiram! Junção de estupidez editorial e técnica.


Confira se a notícia continua no ar AQUI

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Justiça acata liminar contra RBS, Lasier Martins e PDT por propaganda eleitoral antecipada

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
O pedido de liminar foi feito após ação do Levante Popular da Juventude. Em julho, o Levante protestou em frente à RBS pela democratização da mídia | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Da Redação Sul 21 
A desembargadora Federal Maria de Fátima Freitas Labarrère concluiu que a RBS TV, o jornalista Lasier Martins e o PDT realizaram propaganda eleitoral antecipada, deferindo o pedido de liminar do Ministério Público Eleitoral, feito após ação movida pelo Levante Popular da Juventude. A decisão divulgada nesta quinta-feira (17) determina que seja retirada a propaganda em qualquer mídia de responsabilidade da RBS, da Rede Globo e do Google. A ação trata do anúncio de desligamento de Lasier da empresa, durante o qual ele passou mais de seis minutos falando de seus planos políticos e de sua recente filiação ao PDT durante o programa Jornal do Almoço.
Concluiu-se que houve, no dia 7 de outubro, a realização “de propaganda extemporânea pelos representados” A decisão explica: “Lasier Costa Martins, sob o argumento de noticiar a sua retirada da carreira de comunicador social, teria feito alusão expressa ao pleito vindouro, mencionando o cargo que pretende disputar, identificando a legenda partidária pela qual pretende concorrer e se beneficiando conscientemente do espaço que dispunha no programa televisivo ‘Jornal do Almoço’ , tudo em desobediência da legislação eleitoral, pois teria agido de forma a desequilibrar as chances na disputa”.
A desembargadora cita que foi descumprido o artigo 36 da Lei das Eleições, que permite a propaganda eleitoral somente após o dia 5 de julho do ano eleitoral. Os representados têm 48 horas para recorrer da decisão. A liminar determina que os representados retirem a propaganda dos endereços de internet e de qualquer mídia sob sua responsabilidade.
O site Jornalismo B entrou em contato com o advogado do PDT, Lieverson Perin, que afirmou que seu partido não realizou propaganda antecipada. De acordo com o site, ele disse que Lasier não teria pedido votos nem mencionado o número de sua candidatura, e que o partido “não tem ingerência nenhuma sobre a despedida dele na RBS”.
Também em resposta ao Jornalismo B, a RBS enviou uma nota na qual afirma que não apoia candidatos ou partidos políticos em nenhum pleito eleitoral. Confira abaixo a íntegra da nota emitida pelo Grupo RBS:
“Até as 20h desta quinta-feira (17), o Grupo RBS não havia sido notificado pela Justiça eleitoral sobre a representação eleitoral e aguardava a notificação para apresentar sua defesa. A empresa reitera que não tem nem apoia candidatos ou partidos. A RBS respeita a opção de seus colaboradores que decidem concorrer em eleições, mas não aceita qualquer vínculo ou compromisso com candidaturas eleitorais. Por isso, exige o afastamento de colaboradores que se proponham a disputar cargos eletivos ou que aceitem participar de propaganda partidária ou campanha eleitoral, conforme orientação registrada em seu Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística, páginas 32 e 33, disponível para download aqui.”

Com informações do TRE e do Jornalismo B.

sábado, 13 de julho de 2013

Entre o Bloco de Lutas e a ZH, confio mais nos "malucos" do Bloco

A medíocre manipulação da RB$

CUIDADO. As imagens a seguir são fortes.
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 Foto: Elson Sempé Pedroso
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Na tarde de ontem, durante uma reunião do Bloco de Lutas Pelo Transporte Público, houve um boato de que uma jornalista da RBS estaria dentro do prédio da Câmara dos Vereadores para obter imagens da ocupação. Há dias estava consensuado em Assembléia do Bloco que não seria autorizado que a RBS fizesse imagens da ocupação ou dos respectivos integrantes do Bloco. Por essa mesma razão, uma equipe da RBS fora impedida de entrar na ocupação anteriormente.
Para não sermos atropelados pelo senso comum mafiomidiático, lembramos que o direito de imagem é assegurado pelo Código Civil, em seu capítulo II, Artigo 20:
“Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais”.
Enfim, vários manifestantes descontentes com a suposta presença do monopólio sul-riograndense foram em direção ao local em que estaria a jornalista e nesse momento depararam-se com o presidente da Câmara, Thiago Duarte. Iniciou-se aí um bate-boca entre os manifestantes e o presidente da Câmara que supostamente teria sido o responsável pela entrada da jornalista. Apesar da confusão, em nenhum momento houve agressão física, como comprovam um vídeo feito pelos integrantes do Bloco, bem como pelas próprias fotos tiradas pelo fotógrafo da Câmara dos Vereadores, Elson Sempé Pedroso, o qual também disse à Zero Hora ter sido agredido.
Uma questão juvenil paira no ar: se foram agredidos, por que a melhor imagem escolhida pelo fotógrafo mostra apenas o presidente da Câmara em frente a dois manifestantes? Não seria mais interessante que a foto mostrasse o exato momento em que os 15 manifestantes violentíssimos agrediam a ambos com empurrões e chutes?
Algo que talvez não tenha ficado muito claro é o motivo pelo qual o Bloco optou por restringir a entrada da RB$, já que meios alternativos e, inclusive a TVE ,têm acesso ao local da ocupação. A acertada posição adotada pelo Bloco deriva do papel histórico que a RB$ desempenha em suas coberturas levianas e mentirosas acerca dos movimentos sociais.
Mais uma vez, essa tradição da Zero Hora quase gerou uma situação que colocaria em risco a vida de centenas de manifestantes, uma vez que a conivência da RBS com o poder político instituído fez com que ela divulgasse uma notícia “jornalística” mentirosa intitulada: “Manifestantes agridem presidente da Câmara de Porto Alegre e um fotógrafo”. Essa matéria além de não ouvir os manifestantes, fazia uma afirmação leviana sobre um fato que nenhum “jornalista” da RB$ havia acompanhado.
Em função desse factóide, o pedido de reitegração de posse, com o auxílio do BOE, esteve muito próximo de ocorrer com o plenário repleto de manifestantes, inclusive crianças.
Por volta das 19:30 ainda de ontem, publicamos em nosso Facebook a notícia “jornalística” feita pela RB$ que havia desencadeado toda a verdadeira confusão. Qual não foi nossa surpresa ao sermos avisados, hoje pela madrugada, que a matéria tinha sido alterada! Do título mentiroso citado anteriormente, a RB$ o modificou para “Presidente da Câmara de Porto Alegre e fotógrafo dizem ter sido agredidos por manifestantes”. O mais hilário disso tudo é que eles acrescentaram à matéria a fala de um advogado do movimento, o qual não havia sido procurado na primeira publicação da notícia na tarde de ontem. Mais lamentável ainda é que, apesar de todas essas alterações, nem sequer modificaram o horário da publicação da notícia, o qual foi mantido em “17h34”.
Vejam isso: dois links diferentes direcionam para um mesmo lugar: a mentira!
“Manifestantes agridem presidente da Câmara de Porto Alegre e um fotógrafo”
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2013/07/manifestantes-agridem-presidente-da-camara-de-porto-alegre-e-um-fotografo-4198570.html
“Presidente da Câmara de Porto Alegre e fotógrafo dizem ter sido agredidos por manifestantes”
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2013/07/presidente-da-camara-de-porto-alegre-e-fotografo-dizem-ter-sido-agredidos-por-manifestantes-4198570.html
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Funcionária da RBS é indenizada por restrição ao uso do banheiro

A 3ª turma do TRT da 4ª região reformou sentença que negou reparação a uma ex-funcionária do jornal Zero Hora, do Grupo RBS, impedida de usar livremente o banheiro.
A operadora de telemarketing se também disse ter sido vítima de ‘‘terrorismo psicológico’’ na cobrança de metas de vendas, pela exposição ostensiva do relatório interno de produtividade individual e pela exposição dos resultados individuais em mural do setor.
Para o juiz da 16ª vara do Trabalho de Porto Alegre, os depoimentos das testemunhas arroladas por empregado e empregador, praticamente, anulam-se mutuamente. ‘‘Assim, a prova produzida pela autora restou refutada por contraprova da mesma natureza, não havendo elementos suficientes para valorar algum dos depoimentos em detrimento do outro’’, concluiu.
A desembargadora Maria Madalena Telesca, que relatou os recursos, afirmou que a prova oral mostrou que os empregados do setor de telemarketing eram obrigados, por imposição de regra, a pedir autorização do fiscal para irem ao banheiro.
A desembargadora-relatora apurou que a empresa limitou o uso do banheiro em cinco minutos durante a jornada. A empresa afirmava que o sistema de ligações, por ser ininterrupto, impedia que os funcionários se ausentassem. Também foi apurado que a autora foi cobrada pela chefia quando se ausentou para ir ao banheiro.
A relatora modificou a sentença para condenar o Grupo RBS em danos morais em R$ 5 mil.
 Processo : 0139900-02.2009.5.04.0016
De: Migalhas

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Marco Aurélio, o pior chargista do mundo

Marco Aurélio desenha mal, não tem graça e, constantemente, faz charges muitos dias depois dos fatos acontecerem. O chargista, que ocupa espaço nobre no boletim do PRBS junto com o rei da abobrinha Tulio Milman, uniu aos seus atributos já citados o mau gosto diante da tragédia de Santa Maria.
A pergunta é: onde está a graça?