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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Em horário eleitoral, Lasier Martins se rende a brincadeiras com choque

Pegadinha sobre episódio ocorrido durante transmissão de TV na Festa da Uva já motivou o candidato a registrar ocorrência policial

Em horário eleitoral, Lasier Martins se rende a brincadeiras com choque Reprodução You Tube/Reprodução
Jornalista levou choque durante transmissão da Festa da UvaFoto: Reprodução You Tube / Reprodução
Candidato do PDT ao SenadoLasier Martins fez do limão uma limonada. Se antes o jornalista se mostrava incomodado com as brincadeiras a respeito do choque elétrico levado durante uma transmissão de TV na Festa da Uva, agora ele busca tornar o episódio um aliado.
A mudança de postura surgiu em sua propaganda eleitoral, a menos de um mês das eleições, na qual trava uma disputa acirrada com Olívio Dutra (PT).
— Estamos combinados. Eu levo na brincadeira as piadas sobre o choque elétrico e você leva a sério as minhas propostas para o Senado: choque na saúde, choque na educação, choque no desperdício do dinheiro público — disse o pedetista durante propaganda eleitoral, veiculada na manhã desta segunda-feira.
O vídeo se tornou sucesso após ser publicado no YouTube, espalhado pelas redes sociais e ter inspirado vários memes (um deles, inclusive, chegou a ser publicado no perfil do Gabinete Digital no Twitter). Cansado de enfrentar quem tenta constrangê-lo, Lasier trocou a estratégia de forma surpreendente — há 10 dias, a tentativa de um grupo de jovens de fazer uma pegadinha motivou o candidato aregistrar ocorrência policial.

Olívio Dutra desmascara candidato que foi dirigente da ARENA

Publicado por Olívio

No debate da Rádio Guaíba, do programa Esfera Pública desta segunda-feira (15/9), o candidato Olívio Dutra mostrou que tem projeto e compromisso para trabalhar pelo Rio Grande no Senado. Firme em seus propósitos e fiel ao seu passado de fundador do Partido dos Trabalhadores, Olívio Dutra encerrou o debate revelando aos ouvintes da Guaíba que nem todos os candidatos tem orgulho de sua trajetória. De posse de fac símile da página 7 do Correio do Povo de 13 de abril de 1966, desmascarou o candidato ao Senado Lasier Martins. Diferente do que propaga em sua campanha, onde se diz independente de partidos e que iniciou a vida política no trabalhismo, Lasier Martins integrou a direção da ARENA como o 2º vice-presidente do Diretório da Mocidade. .. “o primeiro Diretório Regional da Mocidade da ARENA no País” publicou o Correio do Povo de 1966. (veja na imagem)
Nos primeiros minutos do debate, Olívio teve a oportunidade de falar sobre a importância das Reformas Estruturantes para o pacto federativo, para a organização urbana das cidades, para a agricultura e para a política se tornar independente do poder econômico.  Quatro compromissos que vai defender no Senado, as Reformas, Agrária, Política, Tributária e Urbana.
Já na primeira pergunta, foi para o enfrentamento. Com Lasier Martins tratou do dinheiro público que o governo do PMDB á época destinava para a poderosa multinacional Ford. Acusou o candidato adversário de ter compromisso com os grandes grupos e de faltar com a verdade ao dizer que o governo Olívio mandou a Ford embora.  "A Ford rompeu o contrato e hoje está obrigada pela justiça a devolver 1bilhão e 600 milhões de reais – em valores atualizados – aos cofres públicos,” lembrou Olívio. “Geramos muito mais empregos do que a empresa se propunha e com um custo muito mais baixo, sem o uso do dinheiro público, que deve ser utilizado para quem mais precisa”, afirmou.
Respondeu ao Senador Pedro Simon, que a responsabilidade de quem se elege é representar o povo no Congresso, ao ser indagado sobre o Pacto Federativo e as reformas que as ruas pediram e não foram feitas. “As reformas não caem do céu, e todos os partidos que têm representação no Congresso têm responsabilidade de trabalhar por elas, é isso que vou fazer no Senado com espaço para a cidadania”.
Sobre a dívida do Estado foi firme ao dizer do seu compromisso, de governador até Ministro das Cidades, com sua renegociação. Lembrou que no seu governo (1999-2002) o Estado do Rio Grande não ficou de joelho, buscou investimentos e fez o Rio Grande crescer mais do que o Brasil. “Fizemos a reforma agrária aqui no Estado com investimentos próprios, honrando compromissos com os trabalhadores do campo” salientou ainda Olívio Dutra.
No terceiro bloco, respondeu ao questionamento que interrogava por que sendo do mesmo partido da presidenta Dilma, ela não decretou o fim da dívida do Estado, já que os governos tem o poder de manipular a política e fazerem o que querem, perguntou Rubens Goldberg. Para Olívio Dutra quem manipula são os governos da ditadura. “O nosso governo dialoga, ouve a população, trabalha com o parlamento e assim executa as políticas públicas”, por isso, citou o candidato ao Senado, os governos do PT tiraram mais de 40 milhões de brasileiros da miséria, investiram em escolas públicas, na saúde, na geração de empregos com carteira assinada.
Ao questionar a candidata do PP sobre a votação no Congresso do aumento do mínimo regional que Ana Amélia votou contra, disse que no seu governo foi instituído o salário mínimo regional com ganhos acima do mínimo nacional.

Encerrou dizendo do seu compromisso com de levar para o Senado as lutas dos trabalhadores, o respeito ao dinheiro público e de empreender para realmente aprovar a Reforma Política através de uma Constituinte Exclusiva, e finalizou com a denúncia da filiação de Lasier Martins a ARENA Jovem.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Eu vou votar no Lasier Martins, e daí? Por Felipe Nóbrega

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Como não votar em Lasier Martins para Senador do Rio Grande do Sul?
Faz 20 anos que eu vejo ele na televisão, deixando sua marca registrada todos os dias na hora do meu almoço, entre uma colherada de feijão e a cor de burro quando foge da Cristina Ranzolin, Lasier mostra-se incansável na perseguição às vilanias do mundo moderno. Sempre com um conselho amigo, uma crítica sincera e mostrando-se banhado em legitimidade, ele é o meu candidato ao senado em 2014.
Um dia diz que os culpados pelo alto índice de reprovação do magistério são os próprios professores, que nunca buscaram qualificação e se acomodaram no funcionalismo público. Meses depois diz que os professores são as vítimas de um governo descomprometido com a educação. Não contente, faz de tudo, algum tempo depois, para não noticiar uma greve do magistério em que os professores lutavam pela valorização do seu trabalho.
É de um homem assim, com convicções firmes que precisamos.
É esse homem que na hora do almoço nos diz para seguiremos os preceitos da justiça, que ela deve ser a bússola moral da sociedade. E esse mesmo homem, algum tempo depois, esbraveja em alto e bom som que os réus do famigerado mensalão deveriam ser julgados de maneira diferenciada.
Coerente, é assim que temos que pensar em alguém para eleger.
MG_8197Sem falar no fator de esse ser um novo candidato, um homem que nunca pensou em se valer dos meios de comunicação em que trabalha – apenas o meio de comunicação mais popular das casas do Rio Grande do Sul – para promover o próprio nome. Afinal de contas, ele só tem pouco mais de duas horas e trinta minutos diários entre televisão e rádio, sem contar com as caravanas de interiorização que faz com o seu Debates do Rio Grande.
Assim vale a pena dar o voto, quando temos certeza que não é um aproveitador.
E a coerência ideológica então? Esse é o ponto forte do meu candidato. Nunca deu nenhum indício de ser um homem de direita, um reacionário de primeira hora, pois sempre teve calma e mostrou longa reflexão quando de seus julgamentos sobre a política nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores. Não é desses que gostam de ser o bardo da tragédia, o comentarista que nunca perde jogo, isso é coisa de quem só tem uma função na mídia: servir os interesses de determinado grupo e mostrar ser o profeta moderno que irá salvar a política local do mar de lama em que vive.
E cabe dizer que o PDT, partido a qual se filiou, não poderia ser mais coerente para dar o início em seu projeto político. Lasier sempre fez questão de mostrar que era um brizolista, comprometido com os ideais trabalhistas de homens como Getúlio Vargas e João Goulart e, claro, o próprio Leonel Brizola. Aliás, vide que Lasier é um dos poucos candidatos comprometidos com a agenda nacional do partido, e nunca deu mostrar de pensar a política como um projeto pessoal, independente daquilo que as legendas lhe oferecessem.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Justiça acata liminar contra RBS, Lasier Martins e PDT por propaganda eleitoral antecipada

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
O pedido de liminar foi feito após ação do Levante Popular da Juventude. Em julho, o Levante protestou em frente à RBS pela democratização da mídia | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Da Redação Sul 21 
A desembargadora Federal Maria de Fátima Freitas Labarrère concluiu que a RBS TV, o jornalista Lasier Martins e o PDT realizaram propaganda eleitoral antecipada, deferindo o pedido de liminar do Ministério Público Eleitoral, feito após ação movida pelo Levante Popular da Juventude. A decisão divulgada nesta quinta-feira (17) determina que seja retirada a propaganda em qualquer mídia de responsabilidade da RBS, da Rede Globo e do Google. A ação trata do anúncio de desligamento de Lasier da empresa, durante o qual ele passou mais de seis minutos falando de seus planos políticos e de sua recente filiação ao PDT durante o programa Jornal do Almoço.
Concluiu-se que houve, no dia 7 de outubro, a realização “de propaganda extemporânea pelos representados” A decisão explica: “Lasier Costa Martins, sob o argumento de noticiar a sua retirada da carreira de comunicador social, teria feito alusão expressa ao pleito vindouro, mencionando o cargo que pretende disputar, identificando a legenda partidária pela qual pretende concorrer e se beneficiando conscientemente do espaço que dispunha no programa televisivo ‘Jornal do Almoço’ , tudo em desobediência da legislação eleitoral, pois teria agido de forma a desequilibrar as chances na disputa”.
A desembargadora cita que foi descumprido o artigo 36 da Lei das Eleições, que permite a propaganda eleitoral somente após o dia 5 de julho do ano eleitoral. Os representados têm 48 horas para recorrer da decisão. A liminar determina que os representados retirem a propaganda dos endereços de internet e de qualquer mídia sob sua responsabilidade.
O site Jornalismo B entrou em contato com o advogado do PDT, Lieverson Perin, que afirmou que seu partido não realizou propaganda antecipada. De acordo com o site, ele disse que Lasier não teria pedido votos nem mencionado o número de sua candidatura, e que o partido “não tem ingerência nenhuma sobre a despedida dele na RBS”.
Também em resposta ao Jornalismo B, a RBS enviou uma nota na qual afirma que não apoia candidatos ou partidos políticos em nenhum pleito eleitoral. Confira abaixo a íntegra da nota emitida pelo Grupo RBS:
“Até as 20h desta quinta-feira (17), o Grupo RBS não havia sido notificado pela Justiça eleitoral sobre a representação eleitoral e aguardava a notificação para apresentar sua defesa. A empresa reitera que não tem nem apoia candidatos ou partidos. A RBS respeita a opção de seus colaboradores que decidem concorrer em eleições, mas não aceita qualquer vínculo ou compromisso com candidaturas eleitorais. Por isso, exige o afastamento de colaboradores que se proponham a disputar cargos eletivos ou que aceitem participar de propaganda partidária ou campanha eleitoral, conforme orientação registrada em seu Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística, páginas 32 e 33, disponível para download aqui.”

Com informações do TRE e do Jornalismo B.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quem vai condenar Dona Eva Sopher?


Dona Eva tem a oportunidade de mostrar sua reconhecida honestidade


O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou com ressalvas as contas da Senhora Eva Sopher, administradora da Fundação Theatro São Pedro relativas ao ano de 2008. O conselheiro relator (que é do quadro e não indicado pela Assembleia) detrminou a multa máxima à administradora, que ainda pode recorrer da decisão.
E daí? Daí, que a Senhor Eva Sopher recorrerá, será feita a análise do acontecido e serão tomadas as medidas cabíveis, inclusive a responsabilização da administradora, se for o caso. Diante disso, como reage nossa mídia? O luminar Lasier Martins, já detrminou que não havia por que o TCE tomar a decisão que tomou. A sentença de Lasier foi dada logo após matéria sobre a situação do Ministro Carlos Lupi. Nesse caso, as acusações já são consideradas suficientes. Aliás, em qualquer caso, acusações contra quem não seja da estima do Sr. Lasier valem como sentença definitiva. Mas para a Dona Eva Sopher, nem a decisão do TCE (à qual cabe recurso) relatada por conselheiro que não é político (e o luminar condena a indicação d epolíticos para o TCE), vale não só o benefício da dúvida, mas a certeza de que nada de errado aconteceu. Eu não vi o processo, não faço ideia da situação do Multipalco (só sei que a obra é interminável), nem condeno a Dona Eva Sopher por nada (quem condenou foi o TCE). Acho que ela pode ser inocente e ter cometido erros, ao recorrer, terá chance de informar o que aconteceu. Dona Eva tem o direito à recorrer de decisões que lhe sejam prejudiciais. Aliás todos têm, inclusive o Lasier Martins.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Conceição!

O programa do Lasier, transmitido direto do Hospital Conceição foi uma ducha de água fria em quem desejava detonar com o Hospital e colocá-lo no centro da crise do sistema de saúde. Se eu estivesse na fila, provavelmente estaria muito incomodado, mas ouvindo o programa o que eu percebi é que a grande parte das pessoas, mesmo estando em situação de fragilidade, defendiam o hospital. A um entrevistado, o rei da abobrinha perguntou "Há quanto tempo você está aqui?". O rapaz respondeu: "Há uns quinze minutos". A uma senhora, o jornalista(?) perguntou: " E a senhora? Há quanto tempo está aqui?". A senhora respondeu: "Desde às 11 da manhã, mas agora estou aguardando o resultado dos exames, que sai às quatro horas". Ou seja, não era um serviço expresso, mas as coisas andavam. Entre uma e outra pessoa que entrevistava, Lasier ficava decepcionado, pois a maioria não atacava o hospital, embora não se possa dizer que as pessoas estavam felizes. Mas o socorro veio. Diretores da Associação dos Funiconários deram longos discursos contra a administração do Conceição, sempre contraditados pelo Diretor Administrativo do GHC.
Em contato com Lasier estava um jornalista em outro hospital. Qual? O Hospital de Clínicas. Ou seja, a emissora do PRBS montou uma operação para mostrar como os hospitais federais são ruins. Na minha opinião, singela como sempre, não deu muito certo.
Ao final, a Jussara Cony cobrou que deveria haver uma ação parecida (RBS, Cremers, Simers) na Santa Casa, que disponibiliza apenas oito leitos de emergência para o SUS. Foi bem a Jussara.
A saúde vive uma situação crítica, a gente sabe, mas a exploração da mídia sobre o Conceição é de uma parcialidade que irrita. E o posto de saúde infestado por ratos? A cobertura, além de marginal, foi muito mais branda.