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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Patrícia Campos Mello: Brasil marcou um golaço ao financiar o Porto de Mariel, em Cuba

De:Viomundo

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Dilma e Mariel
Dilma Rousseff e o presidente de Cuba, Raúl Castro, durante descerramento da placa inaugural do Porto de Mariel. Foto por: Roberto Stuckert Filho/PR




Patrícia Campos Mello, no UOL
Com o porto de Mariel e outros inúmeros investimentos em Cuba, o Brasil é um dos países que estão melhor posicionados para se beneficiar da queda do embargo americano à ilha, cuja negociação será anunciada hoje.
Alvo de críticas ferrenhas, o porto de Mariel, que recebeu cerca de US$ 800 milhões de financiamento do BNDES e foi tocado pela Odebrecht, está a apenas 200 quilômetros da costa da Florida.
Depois da dragagem, poderá receber navios grandes como os Super Post Panamax, que Dilma citou várias vezes durante a cúpula da Celac este ano, e concorrer com o porto do Panamá.
Mesmo sem a dragagem, já será concorrente de portos como o de Kingston, na Jamaica, e das Bahamas, bastante movimentados.
O raciocínio do governo brasileiro sempre foi o de “entrar antes da abertura para já estar lá quando caísse o embargo”.
Essa estratégia se provou acertada.
PS do Viomundo:  Agora que o Porto de Mariel vai bombar , o que a direita brasileira vai fazer depois de tanto criticar Lula e Dilma pelos investimentos em Cuba? Dirá, com a caradura que lhe é peculiar, que desde sempre defendeu Mariel e que nós é que não entendemos direito o que ela dizia? Romperá relações com os Estados Unidos?  Será que Obama virou “bolivariano”  e ninguém sabia até hoje?

domingo, 19 de outubro de 2014

Fidel oferece ajuda aos Estados Unidos para combater o ebola

O ex-presidente cubano Fidel Castro ofereceu ajuda aos Estados Unidos para combater o ebola e evitar que a doença se propague pela a América Latina.
“Temos prazer em cooperar com os americanos nessa tarefa; e não na busca da paz entre dois Estados que têm sido adversários durante tantos anos, mas pela paz no mundo, um objetivo que podemos e devemos alcançar”, disse Fidel em um artigo publicado neste sábado no jornal oficial Granma.
No texto intitulado "A hora do dever", ele afirma que ao cooperar com o país vizinho, com quem Cuba não tem relações diplomáticas desde 1961, se evita que o ebola se espalhe e protege a população de Cuba e de toda a América Latina.
Os Estados Unidos foram, depois da Espanha, o segundo país não-africano onde se registrou contágio da doença em seu próprio território.
Duas enfermeiras americanas foram contaminadas com o vírus ebola em um hospital do Texas, ao tratarem de um paciente que contraiu a doença na Libéria e acabou morrendo nos EUA.
O ebola já matou mais de 4.500 pessoas, a maioria na Libéria, Guiné e Serra Leoa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que haja, nesses três países, mais de 9 mil pessoas infectadas pelo vírus, que mata em 70% dos casos.
Em outro desdobramento trágico, a ONU informou que o ebola já deixou ao menos 3,7 mil crianças órfãos nos três países que vem sendo assolados pela doença, sendo que muitas delas perderam tanto o pai como a mãe por causa da epidemia.
Elogios
Cuba já enviou mais de 160 médicos e enfermeiros à África ocidental para ajudar no combate à epidemia e já anunciou o enviou de mais profissionais à região – uma decisão elogiada pelo governo americano.
Na sexta-feira, em uma declaração inédita, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, reconheceu o papel de Cuba na luta global contra o ebola e pediu mais colaboração internacional.
“Cuba, um país de apenas 11 milhões de habitantes, já enviou 165 profissionais da área da saúde e está considerando enviar mais 300”, disse Kerry, dizendo que atos como esse eram “uma prova real de cidadania internacional”.
Em seu artigo, Fidel disse que a decisão de enviar os médicos e enfermeiros não foi fácil. “É inclusive mais difícil do que enfiar soldados para combater e morrer por uma causa política justa”, disse o líder cubano sobre o perigo que correm esses profissionais de saúde.
Na segunda-feira, os noves países que compõem a Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da América), que inclui Cuba, Bolívia e Equador, vão se reunir em Havana para definir uma estratégia conjunta de prevenção e combate ao ebola.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Cuba autoriza recebimento de carne e lácteos de 37 empresas brasileiras


Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso
O governo cubano autorizou 37 empresas brasileiras a exportarem carne bovina e produtos lácteos para o país. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que divulgou hoje (2) a informação, a liberação ocorreu após inspeção de representantes de Cuba. Dos estabelecimentos liberados, 23 produzem carne bovina e industrializados e 14 produtos lácteos e leite em pó.
Segundo o ministério, antes as empresas liberadas para os dois itens somavam 48, sendo 22 de carne bovina e 26 de produtos lácteos. Agora, são 85.
Os exportadores de carne bovina têm sede nos estados do Tocantins, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. Os de lácteos ficam em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.
O ministério informou, ainda, que o governo cubano editou resolução dispensando a presença de missão cubana para inspeção de estabelecimentos de carne bovina e lácteos, o que deve tornar o procedimento de liberação mais ágil. A prática já era adotada desde o ano passado para carnes de aves e suína.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Fernando Brito: E a médica cubana vai morar em Miami…

O vídeo acima, que nos foi sugerido pelo Jair de Souza, mostra o programa dos Estados Unidos criado especialmente para sabotar a solidariedade cubana

Que coisa feia, Dra. Ramona…Dizer que quer asilo no Brasil só depois de ir à embaixada dos EUA?

Fernando Brito, no Tijolaço
Ainda não apareceu tudo, mais vai aparecer.
A médica cubana do Caiado mentiu ontem descaradamente aos brasileiros.
Não disse que tinha ido, assim que chegou a Brasília, pedir asilo nos Estados Unidos.
(Os Estados Unidos, ao contrário do Brasil, não pagam a Cuba por ter educado uma multidão de médicos de povão, o que falta na terra do Tio Sam. Eles estimulam a fuga de médicos cubanos, concedendo visto de imigração preferencial e usando uma organização chamada Solidariedad sin fronteras, que paga uma bolsa de sete mil dólares para os que abandonarem o país e fizeram um cursinho para a revalidação do diploma. Mais barato que formar médico, não é?)
Mentiu também ao dizer que foi a Caiado porque estava sendo perseguida pela Polícia Federal brasileira. Estava – se é que estava – sendo procurada porque desaparecera.
Aliás, a história ainda está mal contada. Agora ela saiu cedo de Pacajá (7h) e foi a Marabá pegar um avião até Brasília.
Neste caso, só pode ter chegado a Brasília no final da tarde de um sábado e, a menos que já tivesse tudo combinado por alguém, não ia ter atendimento na missão diplomática, se é que teve.
A doutora não quer morar no Brasil, está na cara. Muito menos em Pacajá.
Ela quer ir para Miami.
Tem todo o direito de querer.
A dona Ramona pode querer ir morar em qualquer lugar do mundo, por nós, mas não venha de historinha mentirosa de que policiais brasileiros a estão perseguindo e nem de usar as instituições brasileiras como trampolins para os Estados Unidos, mentindo.
Ninguém a está perseguindo, e a sua situação não precisa de nada além de uma hipótese para ser entendida.
Se um brasileiro entrar na Imigração americana dizendo que assinou um contrato de trabalho que acha que paga pouco e por isso quer asilo nos EUA o que farão com ele? Convidam ele a sair ou o põe para fora direto, sem mais delongas?
Ainda vai aparecer mais coisa sobre as intenções da Dra. Ramona. Aguardem.
PS. Mais vergonhoso ainda foi o presidente do Conselho Federal de Medicina aplaudir essa manobra e dizer que ela deve mesmo se asilar em outro país. Então o problema não é sua qualidade médica, mas não fazer concorrência aos médicos brasileiros. Porque o salário de R$ 10 mil que brasileiros recebem no “Mais Médicos”, não é de fome, é?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Porque investir em Cuba? E na África, e na América Latina? Não é caridade ideológica, é negócio

mariel

Autor: Fernando Brito, no Tijolaço

A simples menção ao nome Cuba costuma desencadear uma onda de reações estúpidas da imprensa e da classe média idiotizada, que não consegue compreender lhufas das necessidades de uma economia como a brasileira fazer bons negócios e obter posições estratégicas nos mercados mais promissores, sem falar obrigação moral de, ao negociar, não fazer distinções entre países por “simpatia” ou “antipatias”.
No jogo do comércio mundial  as relações não são baseadas no amor.
Os Estados Unidos, que proíbem a importação de produtos cubanos, num anacrônico bloqueio comercial de meio século, não se escusam de exportar para a ilha de Fidel. São a quarta maior fonte de importação do país, perdendo apenas para a China, a Espanha e, por muito pouco, para o Brasil.
E importações crescentes, que pularam de pouco mais
Ontem, a Folha se queixou, em reportagem, do abandono das nossas crescentes e vantajosas trocas comerciais com o Irã, amplamente superavitárias, como as com Cuba. É verdade, mas faltou destacar que isso foi função das pressões políticas sobre o nosso pa´si, para afastar-se dos persas e, por outro lado, do distensionamento das relações entre o país e os Estados Unidos e a União Europeia, com o fim do governo Amahjineahd.
Alguém pode imaginar gente mais anticomunista que o General Geisel?
Pois foi em seu governo que Ítalo Zappa, via Itamaraty, fez o Brasil plantar os pés no continente, a partir dos recém libertos países de língua portuguesa, quase todos com governos esquerdistas.
É tão raro que surja uma análise lúcida sobre isso que faço questão de partilhar o comentário do jornalista Kennedy Alencar, hoje de manhã, no Jornal da CBN sugerido pelo amigo Clovis .
Kennedy explica o óbvio: que o dinheiro emprestado para as obras no excelente porto cubano de Mariel na foto, no ato de inauguração parcial, com Dilma e Raúl Castro – não é “investido lá fora”, mas aqui dentro, pelo compromisso de compra de bens e serviços para a obra em nosso país.
É bom negócio sem deixar de ser solidariedade com um país latino americano que precisa de investimentos, como nós precisamos de médicos que Cuba cede, com a devida compensação financeira por isso.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A INCRÍVEL ARTE AMADORA DE CUBA

A arte amadora pulsante em Havana é reflexo de uma peculiar situação social, que resulta em um mar de pequenas galerias ao céu aberto.

De: obvious

fotocapa.jpg Fotografia: Felippe Fiori
Cuba é um país recordado por todos devido a sua orientação política, que de fato é uma das suas características mais marcantes, mas não levando em conta o debate sócio-político que sempre vem à tona ao mencionar o país caribenho, vale destacar que este país tem outras peculiaridades interessantes, como o “amor cubano” em produzir arte.
Ao caminhar por Havana Vieja (Velha Havana), centro histórico da capital deste país, além de vivenciar a história ainda pulsante em suas razoavelmente conservadas construções, é possível se deparar, frequentemente, com pequenas galerias de arte ao céu aberto. É muito comum ver estas galerias vendendo dezenas de quadros & telas originais, cada um com a sua técnica e devida inspiração, que na maioria dos casos é a própria cidade de Havana.
foto1.jpgFlippe Fiori
O interessante é a qualidade apresentada pelos artistas cubanos, e que esta qualidade vem mais de sua necessidade do que inspiração, não entendeu? Explico: Cuba é um país cujo salário máximo atinge o valor aproximado de 45 dólares, dependendo do câmbio, assim alguns cubanos acreditam ser mais vantajoso viver de gorjetas que recebem dos turistas, ou da venda de sua arte. Este processo que não é controlado pelo governo, por ser atrativo turístico da ilha. Portanto é trivial encontrar uma engenheira que abandonou a carreira para pintar, cantar ou entreter os visitantes.
Dimensionado este fato, a concorrência pela fabricação de arte é grande, pois se destacar entre um mar de artistas amadores não é fácil, e o resultado disto são excelentes obras. O preço de uma tela, por exemplo, varia de 20 à 80 dólares, tudo altamente negociável.
foto2.jpg Fotografia: Felippe Fiori
Viajar para Cuba em período de férias é uma decisão incomum ainda entre brasileiros, talvez a falta de informação sobre o país e as facilidades de viajar para outros lugares afastem um publico da ilha, mas a singularidade em todos os aspectos é um fator incrível sobre Cuba, além da sua valiosa arte amadora de rua.



domingo, 10 de novembro de 2013

Exitosa presentación en La Habana de Lila Downs

Foto: Olivia Prendes Despaux.
La multipremiada cantante mexicana Lila Downs, quien actúa en Cuba por primera vez, como parte del programa del II Encuentro de Voces Populares debutó en esta capital entre vítores y aplausos.
A Cuba y a su gente, dedicó la artista este concierto, ofrecido en la Sala Covarrubias del Teatro Nacionaleste viernes; oportunidad que calificó de bendición “por estar en una tierra a la que siempre hemos tenido presente”, según confesó antes de comenzar.
Reconocida con tres Grammys y un Oscar por su participación en la banda sonora de Frida (2002), Downs trajo a La Habana su espectáculo Pecado y milagros, donde incluyó temas de su autoría y otros que ya forman parte de patrimonio musical latinoamericano y mundial, incluidos en el disco homónimo.
Junto a Mezcalito, Zapata se queda, Cucurrucucú paloma, Cruz de olvido y Fallaste corazón, la cantora, reconocida por rendir tributo a sus raíces indígenas; además regaló al público su popular La cucaracha, La llorona, Tren del cielo y una versión de Piensa en mí.
Cumbias, rancheras y una original mezcla de ritmos tradicionales mexicanos con elementos electrónicos, del pop y el hip hop se dejaron oír durante la velada, que no terminó sin que los integrantes de La Misteriosa -la banda que acompaña a la cantante- y la propia Lila tuvieran que salir dos veces al escenario después de haberse despedido.
Anita Sánchez, la madre de la artista, quien sentada en el público disfrutó del espectáculo, resaltó que le sorprendió el calor de los asistentes y cómo la recibieron “a pesar de que nunca había cantado aquí.”
Los cubanos son muy alegres y me siento muy feliz por la acogida que le han dado a Lila, agradeció Anita, representante de la etnia indígena mixteca y también cantante.
A Lila le seguirá hoy la popular Maridalia Hernández, considerada entre las artistas más importantes de su natal República Dominicana, quien llegó a La Habana también invitada por el Encuentro de Voces Populares, dirigido por la maestra cubana Argelia Fragoso.
(Tomado de la AIN)
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.
Foto: Olivia Prendes Despaux.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lila Downs: una guerrera de la música mexicana

Lila Downs: una guerrera de la música mexicana Escrito por  Elizabeth López Corzo/Cubasí

“Me hubiera encantado venir aquí desde hace 10 años. Me siento muy feliz por estar en Cuba”, dice la famosa cantante mexicana Lila Downs, quien ofrecerá el concierto Pecados y Milagros en La Habana.
 Lila Downs desprende energía; no solo se le nota en su rostro alegre y su mirada brillante sino en la naturalidad con que su ánimo nos contagia. Los cubanos la tendremos pronto en vivo, pero ya con los videos que hemos visto basta para saber que se trata de una mujer fascinante e inspiradora, de las que no podemos dejar de mirar cuando se sube a un escenario.
 La energía y espíritu cuestionador de Lila emana de sus canciones. Sus temas son bien pensados y llegan fácilmente al público, ella no concede espacio a una realidad endulzada, pero sí convertida en poesía.
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“La metáfora es la que nos saca de la política, dice Lila, en México necesitamos más y más metáfora para sobrevivir porque estamos pasando por momentos muy difíciles”.

En su voz y su forma de actuar se siente Latinoamérica y el México profundo, de donde procede esta oaxaqueña, que se siente comprometida con lo que sucede en su comunidad, en su país, en el mundo.
 “Cuando descubrí a Mercedes Sosa comprendí que podía ser músico y al mismo tiempo creer en algo, apoyar una causa”, declara Lila y agrega que lo mejor del arte es poder convertir un tema oscuro en luz que calma y sana, una vez que el público lo escucha.

Su canto lleva arraigada la causa de lucha por los derechos de la mujer. Para ella la femineidad está en dejar una huella indiscutible de su obra.
 Lila es una estrella, pero es humilde y eso la hace más grande. Ella se emociona con el calor humano, con el aplauso del público, con una sonrisa. Lila es protagonista del reencuentro de la canción tradicional mexicana en el mundo de hoy.

Tu música encuentra la inspiración en las raíces, las tradiciones. ¿Por qué? ¿Esta preferencia tiene que ver con tu experiencia profesional?
 Sí, definitivamente. Yo soy mitad gringa, crecí parte de mi vida en Estados Unidos y yo misma me sentía cohibida y descontenta con mi identidad. En mi adolescencia salí del closet cuando mi padre, que era la parte anglosajona de la familia, murió. Yo me quedé con mi madre, que es una mujer bajita y morenita. Me enfrenté entonces a una realidad que estaba negando. Fue una catarsis. Ahí nació una nueva Lila que pregunta “de dónde vengo”, “por qué soy de este color”. De ahí viene la historia de muchas canciones que he compuesto sobre la emigración y la identidad.

Has dicho que te consideras una guerrera porque la música que haces implica llevar una vida a contracorriente. En un mundo como el de hoy, donde prolifera la difusión de música light o superficial, el público y la crítica te reconocen mucho, has ganado Grammys y un Oscar por tu trabajo. ¿A qué crees que se debe esto?
Creo que ahora el mundo está dando una vuelta hacia las raíces. Siempre ha existido lo predominante y lo alternativo en todas las culturas. Este es un momento interesante para el folclor, aunque lo light también tiene su legitimidad.

¿Cuánto te aporta el trabajo como actriz en tu carrera musical?
 Como dice Baudelaire, todos los músicos somos un poco prostituidos. Actuar es parte de lo que hacemos. Siempre que haya la oportunidad haré lo que me gusta, hasta ahora no he tenido que vender mi alma para lograrlo. (Risas).

¿Qué sientes de especial en la música que has hecho para cine?
El haber participado en los Oscar fue una ventana para nosotros. Como oaxaqueña tenía mucho que ver con Frida Kahlo, la admiro y la respeto. Además tengo el antecedente de mi padre que fue pintor igual que ella.

Generalmente existe una dicotomía entre productores y compositores, sin embargo, tú has asumido ambas tareas…
Lo hemos logrado trabajando con nuestro productor cubano Aneiro Taño;
con él hemos hecho una mancuerna maravillosa, nos respeta mucho. No fue fácil porque él es un músico de escuela y al principio él decía que “esos ritmos indios” no iban a funcionar, pero finalmente ahora nos entendemos, eso me encanta. Ha sido una labor de aprendizaje de las dos partes.
 
Se nota que eres una persona muy alegre, pero en algún momento comentaste que a veces te sientes deprimida. ¿Qué puede entristecer a Lila Downs?
 La indiferencia del ser humano, la soledad, perder a alguien que quiero.

Eres una artista muy influyente en tu país y a nivel internacional. Como ciudadana, ¿cuál sería tu deber?
 Es una responsabilidad para mí hablar y cantar sobre lo que se conoce poco en mi país, el México profundo nos alimenta mucho a los artistas.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Médicos cubanos de 2ª categoria? Olhem a ficha da galera que vem aí…


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O Conselho Federal de Medicina entrou de novo na Justiça para impedir a contratação dos médicos cubanos.
Vai perder a ação e vai perder a credibilidade.
Aliás, já devia ter recuado, pois está perdendo.
Primeiro, porque alega que estes médicos são “menos qualificados” que os brasileiros, incluídos aí aqueles que batiam ponto com dedinhos de silicone, que estão com seu registro zeradinho, positivo e operante.
Ora, ainda que fossem menos qualificados – e já vamos ver como não são – seriam menos qualificados do que quem? Do que os inexistentes médicos dos municípios para onde vão? Porque não tem médico neles e nem médico brasileiro que queira ir pra lá ganhando R$ 10 mil, casa e passagem.
Mas hoje o Ministério divulgou o perfil dos primeiros 400 médicos, que chegam em dias por aqui.
Não são garotos, recém-formados e inexperiente: 89% tem mais de 35 anos e 65% ficam entre 41 e 50 anos.
84% têm mais de 16 anos de exercício da medicina.
100% têm especialização em Saúde da Família, 20% mestrado nessa especialidade e 28% têm outros cursos de pós graduação.
Todos já cumpriram missões no exterios, quase a metade mais de uma, estão acostumados a conviver com carências sociais e doenças tropicais.
E, como se não bastasse, ainda acham que o paciente é um ser humano!

Por: Fernando Brito, no Tijolaço

domingo, 9 de junho de 2013

Por que Cuba tem tantos médicos?

Foto genérica de médicos (BBC)
Após a Revolução, metade dos médicos cubanos resolveram deixar o país

A notícia de que o governo brasileiro estaria estudando levar médicos cubanos ao país desatou uma imensa polêmica no mês passado. Se concretizados, tais planos incluiriam o Brasil em uma longa lista de países que já recebem médicos da ilha.
Mas como, afinal, Cuba chegou a ter tantos médicos? E por que tem tanto interesse em "exportar" seus serviços para outros países?
Em Cuba, os profissionais da área de saúde têm uma função bem mais ampla do que simplesmente atender à população local. Já há algum tempo, a exportação de serviços médicos tornou-se crucial para a economia da ilha.
Segundo informações repassadas pela chancelaria do país ao correspondente da BBC Mundo em Havana, Fernando Ravsberg, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha incluem atualmente 15 mil médicos, 2,3 mil oftalmologistas, 5 mil técnicos de saúde e 800 prestadores de serviço trabalhando em 60 países e gerando lucros milionários ao regime - as cifras mais otimistas falam em até US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano.
O serviço que os médicos cubanos prestam à Venezuela, por exemplo, permite que Cuba receba 100 mil barris diários de petróleo. E também há profissionais em outros países da região, cerca de 4 mil na África, mais de 500 na Ásia e na Oceania e 40 na Europa.
Segundo fontes oficiais, a Venezuela pagaria esses serviços por consulta - e a mais barata custaria US$ 8 (R$ 17) em 2008. Já a África do Sul pagaria mensalmente US$ 7 mil (R$ 14,9 mil) por cada médico da ilha.
Para muitos países em desenvolvimento, o atrativo dos médicos cubanos é que eles estão dispostos a trabalhar em lugares que os locais evitam, como bairros periféricos ou zonas rurais de difícil acesso - onde moram pessoas de baixíssimo poder aquisitivo. Além disso, em geral eles também receberiam remunerações mais baixas.

História

Em 1959, Cuba contava com apenas 6 mil médicos, sendo que a metade deles emigrou após a Revolução. A crise sanitária que se seguiu a essa debandada alertou o governo para a necessidade de formar profissionais de saúde em ritmo acelerado, como relata Ravsberg.
Meio século depois, o país tem 75 mil médicos, ou um para cada 160 habitantes - a taxa mais alta da América Latina.
Boa parte dos médicos que ficaram na ilha após a Revolução viraram professores, foram abertas faculdades de medicina em todo o país e se priorizou o acesso de estudantes ao setor. Tudo facilitado pelo fato de o ensino ser gratuito.
A primeira missão de saúde ao exterior foi organizada em 1963. Apesar da escassez de médicos, Cuba enviou alguns de seus profissionais à Argélia para apoiar os guerrilheiros que acabavam de obter a independência. Eram os primeiros de 130 mil colaboradores que, ao longo dos anos, já trabalharam em 108 países.
O tema dos profissionais de saúde cubanos no exterior é um dos muitos que dividiram Cuba e EUA - e Washington chegou a criar um programa para facilitar os vistos para médicos cubanos que estejam trabalhando em terceiros países.
Manifestação pró-governo em Cuba (AFP)
Entre os moradores da ilha, "exportações" de médicos também gera polêmica

Incentivos



No exterior, esses profissionais de saúde recebem salários muito mais altos do que os que trabalham dentro de Cuba, como explicaram a Ravsberg duas médicas, sob a condição de anonimato.
Alicia (o nome é fictício) disse ter trabalhado na Venezuela durante 7 anos e garante que, apesar de já estar aposentada, "se me pedissem para voltar, aceitaria sem pestanejar".
"O que me motivou foi a possibilidade de trabalhar com o apoio a diabéticos, porque padeço da doença. Comecei (atendendo) gente que perdia a visão por causa disso", diz, agregando que "também buscava uma melhoria econômica, porque o salário (em Cuba) não era suficiente".
"Cheguei à Venezuela ganhando 400 bolívares (R$ 135), mas foram subindo (o salário) e, antes de voltar, ganhava 1,4 mil (R$ 474)", diz. "Foi uma experiência maravilhosa, que não dá para esquecer. (Atendia) pessoas pobres e algumas delas me ligam até hoje em Cuba."

No Brasil

Juana (outro nome fictício) tem 35 anos e é médica em Cuba. Quando recém-formada, deixou marido e a filha de 4 anos na ilha para trabalhar na Venezuela, com a ideia de se desenvolver profissionalmente, conhecer o mundo e melhorar sua situação econômica.
"Não tinha absolutamente nada. Graças à missão, mobiliei toda minha casa."
Agora, ela tem a chance de voltar a viajar. "O Ministério me chamou para trabalhar no Brasil, em condições muito melhores do que na Venezuela", disse à BBC.
Segundo o projeto inicial, anunciado no início de maio, o governo brasileiro estudava contratar 6 mil médicos cubanos para trabalhar principalmente em áreas remotas do país.
O Conselho Federal de Medicina, porém, expressou "preocupação" com a possibilidade de médicos estrangeiros atuarem no Brasil sem passar por exames de avaliação, alegando que isso poderia expor a população a "situações de risco".

Nos cinco continentes

Até em Cuba a "exportação de médicos" causa alguma polêmica.
A formação de tantos profissionais de saúde permitiu que a ilha criasse a figura do Médico de Família, profissionais que atendem em todos os bairros e encaminham os pacientes para especialistas ou hospitais.
Mas esse é justamente o programa mais afetado pela saída dos médicos ao exterior.
O fechamento de algumas das casas de saúde gera insatisfação entre os cubanos, aumenta a concentração de pacientes por médico e o tempo de espera.
"Ainda assim, 60 mil médicos ficaram em Cuba, 1 para cada 200 habitantes - média melhor que a de muitos países desenvolvidos", diz Ravsberg.
"A ilha também tem uma expectativa de vida próxima aos 80 anos e programas de prevenção a Aids e HIV reconhecidos internacionalmente."
De: BBC

terça-feira, 7 de maio de 2013

Médicos cubanos no Haiti deixam o mundo envergonhado

Eles são os verdadeiros heróis do desastre do terremoto no Haiti, a catástrofe humana na porta da América, a qual Barack Obama prometeu uma monumental missão humanitária dos EUA para aliviar. Esses heróis são da nação arqui-inimiga dos Estados Unidos, Cuba, cujos médicos e enfermeiros deixaram os esforços dos EUA envergonhados.

Uma brigada de 1.200 médicos cubanos está operando em todo o Haiti, rasgado por terremotos e infectado com cólera, como parte da missão médica internacional de Fidel Castro, que ganhou muitos amigos para o Estado socialista, mas pouco reconhecimento internacional.
Observadores do terremoto no Haiti poderiam ser perdoados por pensar operações de agências de ajuda internacional e por os deixarem sozinhos na luta contra a devastação que matou 250.000 pessoas e deixou cerca de 1,5 milhões de desabrigados. De fato, trabalhadores da saúde cubanos estão no Haiti desde 1998, quando um forte terremoto atingiu o país. E em meio a fanfarra e publicidade em torno da chegada de ajuda dos EUA e do Reino Unido, centenas de médicos, enfermeiros e terapeutas cubanos chegaram discretamente. A maioria dos países foi embora em dois meses, novamente deixando os cubanos e os Médicos Sem Fronteiras como os principais prestadores de cuidados para a ilha caribenha.
Números divulgados na semana passada mostram que o pessoal médico cubano, trabalhando em 40 centros em todo o Haiti, tem tratado mais de 30.000 doentes de cólera desde outubro. Eles são o maior contingente estrangeiro, tratando cerca de 40% de todos os doentes de cólera. Um outro grupo de médicos da brigada cubana Henry Reeve, uma equipe especializada em desastre e em emergência, chegou recentemente, deixando claro que o Haiti está se esforçando para lidar com a epidemia que já matou centenas de pessoas.
Desde 1998, Cuba treinou 550 médicos haitianos gratuitamente na Escola Latinoamericana de Medicina em Cuba (Elam), um dos programas médicos mais radicais do país. Outros 400 estão sendo treinados na escola, que oferece ensino gratuito – incluindo livros gratuitos e um pouco de dinheiro para gastar – para qualquer pessoa suficientemente qualificada e que não pode pagar para estudar Medicina em seu próprio país.
John Kirk é um professor de Estudos Latino-Americanos na Universidade Dalhousie, no Canadá, que pesquisa equipes médicas internacionais de Cuba. Ele disse: “A contribuição de Cuba, como ocorre agora no Haiti, é o maior segredo do mundo. Eles são pouco mencionados, mesmo fazendo muito do trabalho pesado.”.
Esta tradição remonta a 1960, quando Cuba enviou um punhado de médicos para o Chile, atingido por um forte terremoto, seguido por uma equipe de 50 a Argélia em 1963. Isso foi apenas quatro anos depois da Revolução.

Os médicos itinerantes têm servido como uma arma extremamente útil da política externa e econômica do governo, gahando amigos e favores em todo o globo. O programa mais conhecido é a “Operação Milagre”, que começou com os oftalmologistas tratando os portadores de catarata em aldeias pobres venezuelanos em troca de petróleo. Esta iniciativa tem restaurado a visão de 1,8 milhões de pessoas em 35 países, incluindo o de Mario Terán, o sargento boliviano que matou Che Guevara em 1967.

médicos cubanos Haiti EUA medicina
A imprensa mundial esconde os verdadeiros heróis para não envergonhar as grandes potências
A Brigada Henry Reeve, rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina, foi a primeira equipe a chegar ao Paquistão após o terremoto de 2005, e a última a sair seis meses depois.
A Constituição de Cuba estabelece a obrigação de ajudar os países em pior situação, quando possível, mas a solidariedade internacional não é a única razão, segundo o professor Kirk. “Isso permite que os médicos cubanos, que são terrivelmente mal pagos, possam ganhar dinheiro extra no estrangeiro e aprender mais sobre as doenças e condições que apenas estudaram. É também uma obsessão de Fidel e ele ganha votos na ONU.”
Um terço dos 75 mil médicos de Cuba, juntamente com 10.000 trabalhadores de saúde, estão atualmente trabalhando em 77 países pobres, incluindo El Salvador, Mali e Timor Leste. Isso ainda deixa um médico para cada 220 pessoas em casa, uma das mais altas taxas do mundo, em comparação com um para cada 370 na Inglaterra.
Onde quer que sejam convidados, os cubanos implementam o seu modelo de prevenção com foco global, visitando famílias em casa, com monitoração proativa de saúde materna e infantil. Isso produziu “resultados impressionantes” em partes de El Salvador, Honduras e Guatemala, e redução das taxas de mortalidade infantil e materna, redução de doenças infecciosas e deixando para trás uma melhor formação dos trabalhadores de saúde locais, de acordo com a pesquisa do professor Kirk.
A formação médica em Cuba dura seis anos – um ano mais do que no Reino Unido – após o qual todos trabalham após a graduação como um médico de família por três anos no mínimo. Trabalhando ao lado de uma enfermeira, o médico de família cuida de 150 a 200 famílias na comunidade em que vive.
Este modelo ajudou Cuba a alcançar alguns índices invejáveis de melhoria em saúde no mundo, apesar de gastar apenas $ 400 (£ 260) por pessoa no ano passado em comparação com $ 3.000 (£ 1.950) no Reino Unido e $ 7.500 (£ 4,900) nos EUA, de acordo com Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento.
A taxa de mortalidade infantil, um dos índices mais confiáveis da saúde de uma nação, é de 4,8 por mil nascidos vivos – comparável com a Grã-Bretanha e menor do que os EUA. Apenas 5% dos bebês nascem com baixo peso ao nascer, um fator crucial para a saúde a longo prazo, e a mortalidade materna é a mais baixa da América Latina, mostram os números da Organização Mundial de Saúde.
As policlínicas de Cuba, abertas 24 horas por dia para emergências e cuidados especializados, é um degrau a partir do médico de família. Cada uma prevê 15.000 a 35.000 pacientes por meio de um grupo de consultores em tempo integral, assim como os médicos de visita, garantindo que a maioria dos cuidados médicos são prestados na comunidade.
Imti Choonara, um pediatra de Derby, lidera uma delegação de profissionais de saúde internacionais, em oficinas anuais na terceira maior cidade de Cuba, Camagüey. “A saúde em Cuba é fenomenal, e a chave é o médico de família, que é muito mais pró-ativo, e cujo foco é a prevenção. A ironia é que os cubanos vieram ao Reino Unido após a revolução para ver como o HNS [Serviço Nacional de Saúde] funcionava. Eles levaram de volta o que viram, refinaram e desenvolveram ainda mais, enquanto isso estamos nos movendo em direção ao modelo dos EUA “, disse o professor Choonara.
A política, inevitavelmente, penetra muitos aspectos da saúde cubana. Todos os anos os hospitais produzem uma lista de medicamentos e equipamentos que têm sido incapazes de acesso por causa do embargo americano, o qual que muitas empresas dos EUA de negociar com Cuba, e convence outros países a seguir o exemplo. O relatório 2009/10 inclui medicamentos para o câncer infantil, HIV e artrite, alguns anestésicos, bem como produtos químicos necessários para o diagnóstico de infecções e órgãos da loja. Farmácias em Cuba são caracterizados por longas filas e estantes com muitos vazios. Em parte, isso se deve ao fato de que eles estocam apenas marcas genéricas.
Antonio Fernandez, do Ministério da Saúde Pública, disse: “Nós fazemos 80% dos medicamentos que usamos. O resto nós importamos da China, da antiga União Soviética, da Europa – de quem vender para nós – mas isso é muito caro por causa das distâncias.”
Em geral, os cubanos são imensamente orgulhosos e apóiam a contribuição no Haiti e outros países pobres, encantados por conquistar mais espaço no cenário internacional. No entanto, algumas pessoas queixam-se da espera para ver o seu médico, pois muitos estão trabalhando no exterior. E, como todas as commodities em Cuba, os medicamentos estão disponíveis no mercado negro para aqueles dispostos a arriscar grandes multas se forem pegos comprando ou vendendo.
As viagens internacionais estão além do alcance da maioria dos cubanos, mas os médicos e enfermeiros qualificados estão entre os proibidos de deixar o país por cinco anos após a graduação, salvo como parte de uma equipe médica oficial.
Como todo mundo, os profissionais de saúde ganham salários miseráveis em torno de 20 dólares (£ 13) por mês. Assim, contrariamente às contas oficiais, a corrupção existe no sistema hospitalar, o que significa que alguns médicos e até hospitais, estão fora dos limites a menos que o paciente possa oferecer alguma coisa, talvez almoçar ou alguns pesos, para tratamento preferencial.
Empresas internacionais de Cuba na área da saúde estão se tornando cada vez mais estratégicas. No mês passado, funcionários mantiveram conversações com o Brasil sobre o desenvolvimento do sistema de saúde pública no Haiti, que o Brasil e a Venezuela concordaram em ajudar a financiar.
A formação médica é outro exemplo. Existem atualmente 8.281 alunos de mais de 30 países matriculados na Elam, que no mês passado comemorou o seu 11 º aniversário. O governo espera transmitir um senso de responsabilidade social para os alunos, na esperança de que eles vão trabalhar dentro de suas próprias comunidades pobres pelo menos cinco anos.
Damien Joel Soares, 27 anos, estudante de segundo ano de New Jersey, é um dos 171 estudantes norte-americanos; 47 já se formaram. Ele rejeita as alegações de que Elam é parte da máquina de propaganda cubana. “É claro que Che é um herói, mas aqui isso não é forçado garganta abaixo.”
Outros 49.000 alunos estão matriculados no “Novo Programa de Formação de Médicos Latino-americanos”, a ideia de Fidel Castro e Hugo Chávez, que prometeu em 2005 formar 100 mil médicos para o continente. O curso é muito mais prático, e os críticos questionam a qualidade da formação.
O professor Kirk discorda: “A abordagem high-tech para as necessidades de saúde em Londres e Toronto é irrelevante para milhões de pessoas no Terceiro Mundo que estão vivendo na pobreza. É fácil ficar de fora e criticar a qualidade, mas se você está vivendo em algum lugar sem médicos, ficaria feliz quando chegasse algum.”
Há nove milhões de haitianos que provavelmente concordariam.
The Independent

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Cuba devolve à Igreja Católica bens nacionalizados em 1961

do Religión Digital
Fidel Castro
Fidel Castro tem se aproximado
cada vez mais da religiao
O governo cubano devolveu à Igreja Católica os locais onde ficavam um antigo colégio, uma capela e dois terrenos à diocese de Bayamo-Manzanillo, na província sudeste de Granma. O Conselho da administração provincial de Granma devolveu para a Igreja o imóvel onde ficava uma escola primária estatal, na cidade de Bayamo, de acordo com nota publicada no site da COCC (Conferência de Bispos Católicos de Cuba). Nessa edificação, antes, até maio de 1961, existia o Colégio Divina Pastora, quando o então Governo liderado por Fidel nacionalizou as instituições de educação privada, tanto católicas como evangélicas. Uma fonte do bispado de Bayamo-Manzanillo disse que esta decisão significa “poder dispor de algumas instalações em meio a uma carência de locais nesta diocese e isto sempre é uma bênção”. Não obstante, lamentou a falta de templos e capelas em muitos lugares, mas disse que se mantém “a aspiração” de tê-los no futuro, para o seu trabalho pastoral. Também destacou que os acordos com o governo local, ainda “em processo de execução”, também incluem a restituição da capela São Tarcísio, construída na década dos anos 1950, na cidade de Manzanillo, situada a uns 900 km ao leste de Havana. Segundo as fontes citadas, as autoridades do governo em Granma aprovaram, além disso, a entrega para a diocese de um terreno em Cauto Embarcadero, para levantar uma capela, e a autorização para construir outra paróquia, no mesmo terreno onde antes estiveram ambos localizados no município de Rio Cauto. Nos últimos anos, abriu-se uma nova etapa de estiramento nas relações entre a Igreja católica e Estado cubano, marcadas durante a revolução castrista pelas crises, desencontros, altos e baixos e por tensões. A construção de novos templos é uma das reivindicações que a Igreja católica insiste em recuperar, em Cuba, para realizar sua missão social. Já faz algum tempo que tem aumentado os contatos entre a Igreja e o Governo, as procissões públicas, e vários templos foram devolvidos. De acordo com dados do arcebispo de Havana, 60% da população cubana se consideram católicos em referência ao número de pessoas batizadas, há cerca de 650 templos, 340 sacerdotes e umas 600 religiosas.

Transcrito de Paulopes

domingo, 19 de agosto de 2012

Os trotskystas e Cuba

 Não simpatizo com o trotskysmo, nem idolatro Cuba. Porém, em nome da reflexão crítica achei por bem publicar este artigo. Pode ser útil a todos os que debatem os caminhos para a transformaçaõ social. Já manifestei opinião sobre as reformas em Cuba. Ao que me parece, trata-se de uma questão de sobrevivência.

Cuba e as consequências da volta ao capitalismo


Escrito por Gabriel Casoni, de Santos (SP)[1]

Os debates sobre Cuba suscitam polêmicas apaixonadas. Não poderia ser diferente. A primeira revolução socialista vitoriosa na América latina comoveu gerações e alcançou conquistas colossais. Mas também ganhou inimigos poderosos. O imperialismo a atacou com fúria e ódio.
As relações sociais, contudo, não cessaram com a revolução. Em sintonia com o processo internacional de restauração em todos antigos Estados operários, o capitalismo retornou à Ilha. Assim como na ex-URSS e na China, a restauração não veio através da intervenção estrangeira, mas sim por meio da casta burocrática localizada no aparato estatal. Em Cuba, entretanto, houve uma especificidade: o capitalismo voltou pelas mãos dos mesmos homens que lideraram a revolução de 1959. Esse fato semeia confusões e falsas esperanças na esquerda em todo mundo.
A despeito de quaisquer ilusões na direção castrista, o capitalismo prospera em Cuba. As empresas estrangeiras dominam os setores chaves da economia e avançam sobre novos ramos. Não existem mais o monopólio estatal do comércio exterior nem o planejamento central da economia. A demissão em massa de funcionários públicos se articula com o aumento vertiginoso dos “trabalhadores por conta própria”, das pequenas empresas e cooperativas. O pleno emprego, a qualidade em saúde e educação públicas, enfim, as conquistas sociais da revolução, vão sendo desmontadas uma a uma, num processo permanente e doloroso.
Mesmo entre a burguesia, não há mais dúvida sobre a restauração capitalista. A polêmica, quando existe, reside nos rumos do processo em curso. As multinacionais espanholas, canadenses e brasileiras comemoram a abertura econômica e exigem o fim do embargo econômico. Do outro lado, os gusanos instalados em Miami, com apoio dos EUA, querem a retomada de suas antigas propriedades. Por isso, apenas, mantém o bloqueio comercial.
centrais e a dinâmica da economia de Cuba, bem como sua nova localização na divisão internacional do trabalho. Na análise das condições econômicas, ficará sublinhado o papel dos investimentos externos e o intenso desenvolvimento das pequenas empresas na Ilha. Ao longo do texto, abordaremos também o papel do governo cubano como agente da restauração capitalista. Para tanto, demonstraremos as principais medidas levadas a cabo nos últimos anos, sobretudo no último congresso do Partido Comunista. Por fim, chegaremos aos cenários políticos abertos e às possibilidades contidas na luta de classes.
Economia instável e ajuste neoliberal



Quando o Papa Bento XVI desembarcou em Cuba para uma visita de três dias, o jornal Miami Herald, um dos porta-vozes dos gusanos e que não abriga nenhuma simpatia pelo governo cubano, afirmou que o pontífice iria encontrar uma Cuba “bem diferente” e que Raul Castro "aprovou a maior expansão da atividade econômica privada que já ocorreu sob o regime". O tom era eufórico, não era para menos: o papa foi “abençoar” a restauração.
O mais curioso, entretanto, é que diante de fatos incontestáveis, a esmagadora maioria da esquerda mundial ainda considere Cuba um país “socialista” ou um estado “operário”. A verdade é muitas vezes desagradável, porém incontornável. O Estado cubano defende e promove as relações de propriedade capitalistas. Toda a realidade o demonstra.