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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Os 13 melhores álbuns de rock da história


 13 álbuns essenciais do rock No passado dia 13 de Julho comemorou-se o Dia Internacional do Rock. Não sabia? Isso não interessa. O que interessa é o pretexto para revisitar uma selecção de alguns dos mais marcantes álbuns de sempre. Goste-se ou não, são 13 álbuns fundamentais da história do Rock.

O Dia Internacional do Rock (13 de Julho) é uma boa desculpa para um especial sobre um dos estilos de música mais populares de todos os tempos. Demoníaco, sujo, contestador, rebelde, jovem, sexy, potente..(e também comercial, meloso, óbvio, repetitivo…) clichês (verdadeiros ou quase) que se acumularam ao longo do tempo. A seguir você confere uma seleção com 13 álbuns essenciais do rock. 15 se considerarmos as duas dobradinhas. Deixamos de lado alguns dos pioneiros e também grandes nomes das décadas de 60/70, que tem alguma ligação, direta ou indireta com o rock, por uma lista mais enxuta e precisa.

Robert Johnson, Bo Diddley, Little Richards, Jerry Lee Lewis, Bill Halley, Jonnhy Cash, Ray Charles, Elvis Presley, Beach Boys, Kinks, Byrds, Buddy Holly, Van Morrison, The Band, Neil Young, James Brown, Doors, dentre outros, não figuram aqui, mas merecem toda atenção possível.

O próprio termo “rock” acaba perdendo qualquer sentido muito restrito que quisermos dar. Nesta alcunha extremamente abrangente temos o pop, alternativo e dezenas de estilo “co-irmãos”. O All Music Guide dá uma boa noção disso. E, como “bíblia” da música na internet, o All Music é referência também nos links de cada álbum, com análise, lista de músicas, charts, influências, temas e tudo de relevante relacionado a cada disco. Let’s start:

 13 álbuns essenciais do rock
Bringing It All Back Home / Highway 61 Revisited (1965) - Bob Dylan

Ambos de 1965, representam as duas primeiras incursões de Bob Dylan com instrumentos elétricos, causando toda a polêmica que você já sabe. São também duas das melhores obras de todos os tempos. O track list não deixa mentir. Dylan fez o que quis com o século XX. E ainda continua a lançar discos sensacionais, como o recém “Together Through Life“, deste ano. Agradeça.


 13 álbuns essenciais do rock
Out Of Our Heads (1965) - The Rolling Stones

Satisfaction. É o primeiro GRANDE álbum dos Stones. Encontrando a personalidade ante as influências descaradas da banda. Viriam uma série de clássicos irretocáveis a partir daí.


 13 álbuns essenciais do rock
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) -The Beatles

O ápice da maturidade dos Beatles. Revolucionário e influente em cada detalhe.


 13 álbuns essenciais do rock
Disraeli Gears - Cream (1967)

Eric Clapton, Jack Bruce, Ginger Baker. O primeiro power trio do rock. E o melhor álbum do grupo.


 13 álbuns essenciais do rock
Are You Experienced? - Jimi Hendrix (1967)

O grande mito da guitarra. Um dos discos que definem a década de 60.


 13 álbuns essenciais do rock
Tommy - The Who (1969)

Pouca gente aprendeu como se faz uma ópera-rock. Álbum símbolo (ao lado de “Who’s Next”, de 71) da banda. Impossível falar de rock sem citar The Who.


 13 álbuns essenciais do rock
Led Zeppelin I - Led Zeppelin (1969)

“Good Times, Bad Times”, “Babe I’m Gonna Leave You”, “You Shook Me”, “Dazed And Confused”, “Communication Breakdown”, “How Many More Times”. Quase o disco todo. A estreia de uma das formações mais lendárias e explosivas do rock.


 13 álbuns essenciais do rock
Black Sabbath - Black Sabbath (1970)

O início do heavy metal.


 13 álbuns essenciais do rock
Ziggy Stardust And The Spiders From Mars - David Bowie (1972)

Bowie fez de tudo, sempre com qualidade muito acima da média, influenciando gente dos mais variados estilos possíveis. Poucos aprenderam.


 13 álbuns essenciais do rock
Dark Side Of The Moon - Pink Floyd (1973)

O equilíbrio (incomum) e a genialidade do progressivo de uma banda no auge de tudo. A completa e sublime perfeição sonora, estética e conceitual. 


 13 álbuns essenciais do rock
Ramones - Ramones (1976) / London Calling - The Clash (1979)

O início do punk rock (Ramones) e a banda mais completa (e que redesenhou) o estilo.


 13 álbuns essenciais do rock
Highway To Hell - AC/DC (1979)

O AC/DC já tinha lançado 5 álbuns de estúdio e 1 ao vivo para chegar a Highway To Hell. Todos igualmente inflamáveis. A despedida trágica do vocalista Bon Scott tem em suas 10 faixas a definição do que o rock visceral pode ser.


 13 álbuns essenciais do rock
Power, Corruption & Lies - New Order (1983)

Há muitos motivos para o New Order figurar aqui. Primeiro, com o Joy Division, criaram a base do pós-punk antes de todo mundo. Depois, com o N.O., geraram algumas das melhores obras que fundiram o alternativo, o dance, o synth e toda uma escola altamente influente até hoje. E, é claro, pra brincar com o estilo “contestador”, é o “anti-rock” da lista.

Com o mix de todos os nomes citados aqui você obtém boa parte do pop/rock relevante (e seus desdobramentos) do século XX até hoje. Bon apetit.

Leia mais em Obvious

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

As marchinhas mais significativas do carnaval brasileiro

As marchinhas de carnaval são até mais tradicionais que os sambas-enredo. Principalmente se considerarmos os sambas de agora, que se tornaram um amontoado de palavras cantadas depressa com um refrão feito pra levantar as pessoas das arquibancadas (e que nem sempre levantam).
Não sei se o "Fantástico", promoverá , de novo, o festival de marchinhas que nunca serão cantadas. Não só porque as marchinhas do tal concurso são fracas, mas porque, ao que parece, acabou a "era das marchinhas". Ainda hoje, as marchinhas cantadas em festas de carnaval são as marchinhas antigas. É possível que entre as inumeráveis marchinhas carnavalescas produzidas em cerca de 70 anos (1899-1970) tenha-se produzido tantas pérolas musicais que ficou impossível criar algo melhor. Assim, a opção é cantar as velhas marchinhas, já que elas funcionam bem.
As marchinhas versavam sobre os mais diversos temas (amor, política, notícias da época, costumes...) com uma leveza e um humor que tornavam a crítica social e de costumes  absorvível por todas as camadas sociais. Uma das características próprias das boas marchinhas é se prestarem a um sem-número de versões, nas quais se encaixam letras sobre os mais diversos temas. Algumas marchinhas, no espírito politicamente correto da contemporaneidade seriam fulminadas caso fossem compostas nos dias de hoje.
Seguem as marchinhas consideradas por este modesto blogueiro como as mais significativas. Se algum dos leitores desta postagem desejar, acrescente as de seu gosto.

OH ABRE ALAS - 1899 - Chiquinha Gonzaga
Considerada a primeira música composta especificamente para uma agremiação carnavalesca (a Rosas de Ouro) a marchinha destaca-se pela simplicidade e por ser cantada ainda hoje, passados mais de cem anos desde sua composição.




O TEU CABELO NÃO NEGA- 1931 - Lamartine Babo/Irmãos Valença
Hoje, veríamos essa marchinha como uma obra preconceituosa, à época, foi sucesso e, também um dos primeiros grandes casos de plágio da música brasileira. Vender e roubar músicas era prática comum por um longo período da nossa música, fazendo a glória de muitos e a miséria de outros



MAMÃE EU QUERO- 1936 - Jararaca e Vicente Paiva  
Jararaca integrava, com Ratinho, uma conhecida dupla caipira. Isso não impediu que compusesse uma marchinha carnavalesca que, possivelmente, seja a mais conhecida de todos os tempos.


AS PASTORINHAS - 1938 - Noel Rosa e João de Barro (Braguinha)
Noel e Braguinha merecem postagens à parte, pois estão entre os mais prolíficos e criativos compositores da música brasileira. A marchinha é lenta e até melancólica, muito no estilo de Noel Rosa.


A JARDINEIRA- 1938 - Benedito Lacerda e Humberto Porto
A marchinha começa com uma história triste (a morte da camélia) para depois estourar num extravasamento de alegria pela vida e pela beleza da jardineira, que é "muito mais bonita que a camélia que morreu".


ALÁ-LÁ-Ô- 1940 - Haroldo Lobo e Nássara,
Na minha singela opinião, uma obra prima das marchinhas. Mistura um monte de coisas (Egito, muçulmanismo e carnaval) é fácil de cantar e ainda se refere a algo comum no carnaval, o calor. É a marchinha perfeita.


CACHAÇA - 1946 - Marinósio Trigueiros Filho,Lúcio de Castro, He­­ber Lobato e Mirabeau Pinheiro.
Outro caso famoso de plágio, a marchinha é o hino dos bebuns de carnaval, além de, como é comum às marchinhas, prestar-se a inúmeras versões.


Outro hino dos bebuns de carnaval, a marchinha consagra a festa como período de excessos tolerados.


Composta por três irmãos, é lembrada em qualquer época, com um refrão inesquecível. Também faz parte do "ciclo etílico" das marchinas d ecarnaval.


CABELEIRA DO ZEZÉ - 1963 João Roberto Kelly e Roberto Faissal
Podendo ser considerado politicamente incorreto, a marcha do mesmo autor de "Maria Sapatão" é cantada em todos os carnavais.


NÓS, OS CARECAS -1942- Arlindo Marques Júnior  e Roberto Roberti
Uma lição de auto-estima. Vai pra lista porque é o consolo dos calvos.


MÁSCARA NEGRA - 1967 - Zé Keti e Pereira Matos
Outro caso de música que foi parar na justiça, Máscara Negra começa com uma história triste e conclui com o apelo à alegria do carnaval. O efeito no público é visível. É a desculpa perfeita para beijar alguém.


BANDEIRA BRANCA - 1970 - Max Nunes e Laércio Alves
O último sucesso de Dalva de Oliveira e última marchinha carnavalesca de sucesso. Música triste na melodia e na letra, é estranho que tenha virado sucesso no carnaval. Pode ser considerada a despedida das marchinhas carnavalescas.

Taí (Pra Você Gostar de Mim) - 1930 - Joubert de Carvalho
Foi a primeira marchinha gravada por Carmen Miranda. A idéia de Joubert é que a música fosse uma marcha canção, não tendo finalidade carnavalesca. Foi gravada pela Orchestra Victor, sob regência de Pixinguinha, na Victor em 27 de Janeiro de 1930.
Nos registros da gravação vem como Marcha Carnavalesca. Entre o encontro de Joubert e Carmen e a data da gravação, tudo aconteceu em menos de um mês.

"Heróis da Liberdade": o melhor samba enredo de todos os tempos?

Serei pedante. Não é possível comparar os sambas-enredo de hoje com os de antigamente. Antes, os sambas enredo diziam algo. Não eram jingles vazios em ritmo de samba acelerado; eram músicas com direito a letra e melodia elaboradas. A simplicidade das alegorias era acompanhada pela sofisticação do samba, que era o fundamental.
O samba do Império Serrano do ano de 1969 é considerado um dos mais lindos, talvez o melhor, de todos os sambas enredo do carnaval carioca. Em plena ditadura, milhares de pessoas cantaram "Os heróis da Liberdade", de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola. Neste ano, a Império Serrano foi campeã.
Abaixo, vídeo com áudio do samba e imagens do desfile. A seguir, a letra e a bela interpretação do saudoso Roberto Ribeiro.


Heróis da liberdade

Ô ô ô ô
Liberdade, Senhor,
Passava a noite, vinha dia
O sangue do negro corria
Dia a dia
De lamento em lamento
De agonia em agonia
Ele pedia
O fim da tirania
Lá em Vila Rica
Junto ao Largo da Bica
Local da opressão
A fiel maçonaria
Com sabedoria
Deu sua decisão lá, rá, rá
Com flores e alegria veio a abolição
A Independência laureando o seu brasão
Ao longe soldados e tambores
Alunos e professores
Acompanhados de clarim
Cantavam assim:
Já raiou a liberdade
A liberdade já raiou
Esta brisa que a juventude afaga
Esta chama que o ódio não apaga pelo Universo
É a (r)evolução em sua legítima razão
Samba, oh samba
Tem a sua primazia
De gozar da felicidade
Samba, meu samba
Presta esta homenagem
Aos "Heróis da Liberdade"
Ô ô ô

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

STF nega pedido para suspender livro de Monteiro Lobato em escolas públicas

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), participa de audiência de mediação para debater a transposição do Rio Paraíba do Sul (José Cruz/Agência Brasil)
André Richter - Agência Brasil

Para o ministro Luiz Fux, não cabe ao Supremo julgar mandado contra o MEC José Cruz/Agência Brasil
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liminar para suspender a distribuição, em escolas públicas, do livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, obra publicada em 1933. 
O ministro rejeitou pedido do Instituto de Advocacia Racial (Iara), por entender que não cabe ao Supremo julgar mandado de segurança contra ato do Ministério da Educação. O instituto alegou que a publicação apresenta conteúdo racista.


O caso começou a tramitar no Supremo em 2011. Uma audiência de conciliação chegou a ser feita pelo ministro, mas não houve consenso entre o Ministério da Educação e o instituto.
Em 2010, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou que a obra Caçadas de Pedrinho não fosse mais distribuída às escolas públicas, por considerar que ela realmente apresentava conteúdo racista. Em seguida, o Ministério da Educação (MEC) recomendou que o CNE reconsiderasse a determinação. O conselho decidiu, então, anular o veto.
Com o mandado de segurança, o Iara pretendia anular a última decisão do CNE. Eles pediriam, ainda, a “imediata formação e capacitação de educadores”, para que a obra seja utilizada “de forma adequada na educação básica”
Editor: Armando de Araújo Cardoso

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Há 34 anos, John Lennon era assassinado

Em 8 de dezembro, completaram-se 34 anos que John Lennon foi assassinado. Alguns artistas são reconhecidos apenas após a morte, outros morrem sem serem reconhecidos; outros, ainda, fazem sucesso durante um tempo de suas vidas e morrem no esquecimento. John Lennon conseguiu a façanha de ser reconhecido em vida e manter a atração mesmo anos após sua morte. Esse fato fala por si mais que qualquer crítica ou análise de sua obra. 
John Lennon venceu a morte e isso não é para qualquer um.
Visite a página de John Lennon.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dia do Samba: Elis Regina canta Ary Barroso

O 2 de dezembro, foi escolhido como "Dia do Samba" em homenagem à data da primeira visita de Ary Barroso à Bahia. Em lembrança a esse grande compositor brasileiro, segue a interpretação da fabulosa Elis Regina de "Na Baixa do Sapateiro"

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Roda de capoeira recebe título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

Marcelinho em roda de capoeira com o Mestre Tucano
Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger
Dança, luta, símbolo de resistência e uma das manifestações culturais mais conhecidas no Brasil, a roda de capoeira recebeu hoje (26) o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Após votação durante a 9ª Sessão do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, em Paris, a roda de capoeira ganhou oficialmente o título.
A presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, presente na sessão do comitê, explicou que as políticas de patrimônio imaterial não existem apenas para conferir títulos, mas para que os governos assumam compromissos de preservação de seus bens culturais, materiais e imateriais.
“O reconhecimento representa um tributo à capoeira como manifestação cultural importante, que durante séculos foi criminalizada, além de dar visibilidade internacional. Além disso, reconhece que o Brasil tem políticas públicas para cuidar do seu patrimônio cultural”, disse Jurema, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo ela, um bem registrado como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade garante mais respaldo ao governo para apoiar, com recursos públicos, iniciativas de preservação do bem cultural, com o incentivo à transmissão do conhecimento e a formas de organização dos capoeiristas. A roda de capoeira é reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan desde 2008.



“O reconhecimento da roda de capoeira pela Unesco é uma conquista muito importante para a cultura brasileira. A capoeira tem raízes africanas que devem ser cada vez mais valorizadas por nós. Agora, é um patrimônio a ser mais conhecido e praticado em todo o mundo”, destacou, em nota, a ministra interina da Cultura, Ana Cristina Wanzeler.No dossiê de candidatura, o Iphan enumerou uma série de ações para difundir a modalidade e propôs medidas de salvaguarda orçadas em mais de R$ 2 milhões, como a produção de catálogos e encontros. O documento destaca que o registro vai favorecer a consciência sobre o legado da cultura africana no Brasil e o papel da capoeira no combate ao racismo e à discriminação. Lembra, além disso, que a prática chegou a ser considerada crime e foi proibida durante um período da história. Hoje, a capoeira é praticada em muitos países.

Além da presidenta do Iphan, a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI-Iphan), Célia Corsino, diplomatas da Delegação do Brasil junto à Unesco e capoeiristas brasileiros também acompanharam a votação, entre eles os mestres Cobra Mansa, Pirta, Peter, Paulão Kikongo, Sabiá e Mestra Janja.
Segundo o Ministério da Cultura, o Iphan deu apoio aos capoeiristas para fazer amplo inventário dos grandes grupos de capoeira e mestres no Brasil e ajudou-os a instalar comitês estaduais distribuídos pelo país. Neles, capoeiristas podem formular reivindicações e compromissos relacionados à salvaguarda e à promoção dessa manifestação cultural.
Com o título, a prática cultural afro-brasileira reúne-se agora ao Samba de Roda do Recôncavo Baiano, à Arte Kusiwa-Pintura Corporal, do Amapá, ao frevo, de Permanbuco, e ao Círio de Nazaré, do Pará, também reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Aleijadinho: morte de artista mineiro completa 200 anos












Edgard Matsuki - Portal EBC

Nesta terça-feira (18), a morte de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, completa 200 anos. Considerado um dos maiores gênios da arte mundial, o artista plástico morreu no dia 18 de novembro de 1814. Nascido em Ouro Preto (Minas Gerais), Aleijadinho ficou conhecido por suas esculturas e obras entalhadas em pedra que são patrimônios históricos da humanidade.
Por ter se tornado famoso apenas após a sua morte, muito da biografia do artista se perdeu no tempo. Nem ao mesmo se tem certeza de sua data de nascimento. A versão mais aceita (retirada da sua certidão de óbito) aponta o nascimento em 1738. Porém, a biografia do artista, escrita em 1858 por Rodrigo José Bretas, apontaria que seu nascimento teria acontecido no ano de 1730.
Aleijadinho tinha este apelido por causa de uma doença degenerativa que começou a se manifestar, segundo Bretas, no ano de 1777. Nem mesmo a limitação física após a doença (Aleijadinho perdeu dedos das mãos e dos pés enquanto ainda estava na ativa) fez com que ele deixasse de criar obras históricas.
Apesar de ter o nome ligado ao estilo barroco, Aleijadinho caminhou muito mais próximo ao estilo rococó. Entre as obras de maior destaque do artista estão a Igreja São Francisco de Assis (em Ouro Preto), a obra Passos da Paixão e a obra 12 Profetas, que estão no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas do Campo (MG).
Para relembrar a trajetória do artista plástico, o Programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, fez um especial que foi ao ar no último dia 13. No vídeo abaixo, você pode ver um pouco a mais da vida, obra e legado de um dos maiores brasileiros de todos os tempos.


sábado, 1 de novembro de 2014

Lila Downs, fiel al Día de Muertos

      La cantante agradece que la tradición se siga preservando en el país
    GUADALAJARA, JALISCO (02/NOV/2013).- Ayer durante su actuación en el Auditorio Telmex, Lila Downs se percató que entre el público había muchas "Catrinas" y agradeció que se sigan preservando las tradiciones aunque "nos van comiendo los gringos", dice la cantante. La mujer de raíces oaxaqueñas señala que la festividad del Día de Muertos tiene más importancia para su familia que la propia Navidad.


"Mi mamá me dice que estas fechas eran más importantes que la Navidad porque era el momento en el que uno tenía que reunirse como familia, yo trabajo por lo general, de vez en cuando tenemos la oportunidad de quedarnos en casa, pero se pone el altar con el mole, con el mezcal. Mi papá murió cuando yo era joven, yo tenía 16 años y a él le ponemos su whisky y sus cigarros".


En otros países, nuestra veneración a "La Calaca" causa conmoción porque en algunos lugares no entienden el significado prehispánico y de arraigo que tiene esta tradición, pero en la experiencia de Lila, dice que los extranjeros se han ido acostumbrando a esta idea que nosotros tenemos de la muerte. "Yo creo que les gusta mucho la parte visual, eso es muy festivo alrededor de la muerte, eso es lo que nos salva, es una celebración de recordar a los ancestros".


La intérprete de "La Cumbia del mole" que es una fiel promotora de la idiosincrasia nacional sigue emocionándose cada vez que personas de otras latitudes se alegran con nuestras tradiciones, ella siente una responsabilidad y trata de compartirla con los elementos que incorpora a su indumentaria y sus espectáculos musicales.

Precisamente sobre la diversidad cultural que hay en México, Lila reconoce que la música sigue creciendo al fusionarse con otros géneros y que otros cantautores y músicos siguen labrándose un camino para expresar su sentir. "Hay tantos géneros que los queremos mucho, a la gente le encanta lo suyo, lo que se hace en el Norte, el Centro y el Sur del país. Hay generaciones nuevas donde están saliendo bandas extraordinarias como de mi tierra (Oaxaca), de Chiapas, la marimba, instrumentos indígenas que tienen otra afinación".

Dice que le gustaría mucho venir a Jalisco para hacer un taller ya que considera que nosotros somos muy musicales, "siempre me inspiran mucho". Ahora que hizo un dueto con Los Ángeles Azules, y a la pregunta de si le gustaría hacer uno con Vicente o Alejandro Fernández, oriundos de esta tierra, Downs dice que le pedirá a La Virgen de Zapopan para que le conceda el milagro.

Na sequência, Lila Downs na primeira vez em que cantou "El son de los difuntos"

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Día de los Muertos, o carnaval do México


No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena. Há relatos que os astecas,maiaspurépechasnáuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.  As festividades eram presididas pela deusa conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol:Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos.
É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos mortos.
Para os antigos mexicanos, a morte não tinha as mesmas conotações da religião católica, na qual as idéias de inferno e paraíso servem para castigar ou premiar. Pelo contrário, eles acreditavam que os caminhos destinados às almas dos mortos era definido pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento em vida.


Desta forma, as direções que os mortos poderiam tomar são:
Tlalocan, o paraíso de Tláloc, deus da chuva. A este lugar iam aqueles que morriam em situações relacionadas com água: os afogados, os que morriam atingidos por raios, os que morriam por doenças como a gota ou hidropsiasarna oupústula, bem como as crianças sacrificadas ao deus. O Tlalocan era um lugar de descanso e abundância. Embora os mortos fossem geralmente cremados, os predestinados ao Tlalocan eram enterrados, como as sementes, para germinar.



Omeyocan. paraíso do sol, governado porHuitzilopochtli, o deus da guerra. Neste lugar chegavam apenas os mortos em combate, os escravos que eram sacrificados e as mulheres que morriam no parto. Estas mulheres eram comparadas a guerreiros, que já haviam combatido uma grande batalha - a de dar à luz - e as enterravam no pátio do palácio, para que pudessem acompanhar o sol desde o nascente até o poente. Sua morte provocava tristeza e alegria, já que, graças à sua coragem, o sol as levava como companheiras. Dentro da tradição centro-americana, o fato de habitar o Omeyocan era uma honra.

Mictlan, destinado a quem morria de morte natural. Este lugar era habitado por Mictlantecuhtli eMictecacíhuatl, senhor e senhora da morte. Era um lugar muito escuro, sem janelas, de onde era impossível sair.
O caminho para o Mictlan era tortuoso e difícil, pois para lá chegar, as almas deviam caminhar por diferentes lugares durante quatro anos. Ao longo deste tempo, as almas chegavam ao Chignahuamictlán, onde descansavam ou desapareciam as almas dos mortos. Para percorrer este caminho, o difunto era enterrado com um cão, o qual o ajudaria a cruzar um rio e chegar perante Mictlantecuhtli, a quem deveria entregar, como oferenda, trouxas de gravetos e jarras de perfume, algodão, fios coloridos e cobertores. Aqueles que iam ai Mictlan recebiam quatro flechas e quatro trouxas de fios de algodão.


Por sua vez, as crianças mortas tinham um lugar especial, chamado Chichihuacuauhco, onde se encontrava uma árvore da qual os ramos pingavam leite para as alimentar. As crianças que chegavam lá voltariam à Terra quando sua raça fosse destruída. Desta forma, da morte nasceria a vida.



O Dia de los Muertos é comemorado no dia 1º e 2 de novembro.


Publicado em Roulets

sábado, 2 de agosto de 2014

Excelente artigo de Marcos Rolim sobre Suassuna e seu combate ao desconstrutivismo pós-moderno

Um tanto mais sós
Coisas sensíveis sobre Ariano Suassuna já foram ditas. Destaco, não obstante, um aspecto de sua trajetória: a militância contra o “lixo cultural”.
Em suas palestras, ele fulminava os promotores do lixo. Uma noite, em um dos armazéns do cais, em Porto Alegre, Ariano falava iluminado - não pela luz que o mostrava, mas pela luz que carregava. Então ele diz: “vou falar mal de um jornalista. Pelas costas, claro, porque pela frente seria falta de educação. Pois não é que este (fulano de tal) escreveu que Chimbinha, o guitarrista da banda Calypso, é um músico genial? Então eu me pergunto: se Chimbinha é genial, o que sobra para Beethoven?”

A pergunta pauta o descritério e situa o papel dos que transformam o desconhecimento em referência de gosto. Não que Suassuna fosse elitista. Pelo contrário, esteve sempre vinculado às tradições regionais, o que o levou, nos anos 70, ao movimento Armorial, tentativa apaixonada de produzir arte erudita com elementos da cultura popular nordestina. Suassuna foi Cervantes e Euclides da Cunha, Dostoievsky e João Cabral, mas também João Ferreira de Lima, autor do cordel “Proezas de João Grilo” que inspirou o personagem de Auto da Compadecida. Porque Suassuna sabia da diferença entre cultura popular e “cultura de massa” (na verdade, cultura para as massas, como o assinalaram Adorno e Horkheimer); entre o que há de legítimo na tradição de um povo e em seus valores de resistência, por um lado, e o que há de embrutecedor na indústria cultural, em sua produção artificiosa para o consumo irrefletido e banal, por outro.

Vivemos a progressiva extinção das raízes populares da cultura, substituídas pelo discurso mitológico e excludente que se impõe como se tradição fosse com o peso da verba pública e da reprodução midiática. O erudito, por seu turno, é acossado pelo mau gosto e pela herança desconstrutivista do pós-moderno. Com ela, não apenas a ideia de verdade científica foi considerada “autoritária”, mas também a existência de cânones na cultura e do próprio juízo estético. Shakespeare, em síntese, seria tão relevante quanto qualquer escritor e contrastá-lo com o superficial ou o abominável seria politicamente incorreto. Tudo passou a ser considerado “cultura” e, sendo assim, então, concretamente, a cultura nada é.

Com a morte de Suassuna, perdemos, além do gênio, o cavaleiro da alegre figura que, por sobre as tendências do irracionalismo, enfrentou o lixo, chamando-o pelo nome. Quanta falta fará.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Feliz Aniversário, Chico Buarque


Chico Buarque
Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e de Maria Amélia Buarque de Hollanda. Em 1946, aos dois anos de idade, mudou-se com sua família para São Paulo. Por ter nascido em uma família de intelectuais, afirmava que "as paredes lá de casa viviam cobertas de livros". Desde cedo conviveu com diversos artistas, amigos de seus pais e da irmã Heloísa, entre os quais, João Gilberto, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Tom Jobim, Alaíde Costa e Oscar Castro Neves. Em 1952, mudou-se com sua família para Roma onde o pai foi lecionar. Na capital italiana eram comuns os serões familiares em que sua mãe ou seu pai acompanhavam ao piano o diplomata Vinicius de Moraes, que cantava os sambas da época. Dois anos depois retornou ao Brasil, indo estudar no Colégio Santa Cruz, em São Paulo. Leu muito durante a adolescência, desde os grandes escritores russos como Dostoievski e Tostoi, franceses, como Céline, Balzac, Zola e Roger Martin, aos brasileiros, como Guimarães Rosa, João Cabral, José Lins do Rego, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Graciliano Ramos. Aprendeu a tocar de ouvido, recebendo, da irmã Heloísa, as primeiras noções de violão. Convivendo com os amigos da irmã, que estavam iniciando a bossa nova, sofreu grande influência desse estilo, principalmente de João Gilberto, a quem procurava imitar. Ouvia muito no rádio as músicas de Ataulfo Alves, Ismael Silva, Noel Rosa e outros, além de chorinhos, sambas, marchas, modinhas, baiões e serestas. No Colégio Santa Cruz começou a envolver-se com o movimento estudantil e com organizações como a OAF (Organização de Auxílio Fraterno), que realizava campanhas para arrecadar agasalhos e alimentos para mendigos. Ainda durante o curso científico no Colégio Santa Cruz, começou a destacar-se entre os colegas pelo amor ao futebol, pelas crônicas, chamadas de "Verbâmidas", que escrevia para o jornalzinho da escola, e pela participação constante nas batucadas que ocorrriam no ambiente escolar. Por essa época, escreveu suas primeiras composições, "Canção dos olhos" e "Anjinho". Ainda no Colégio Santa Cruz, pisou num palco, pela primeira vez, num espetáculo no qual cantou a "Marcha para um dia de sol", de sua autoria. Em 1961, foi preso juntamente com um amigo, por "puxar" um carro para dar umas voltas, ocasião em que foi proibido pelos pais de sair à noite antes de completar 18 anos. Dois anos depois, ingressou na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), na qual somente ficaria até o 3º ano. Já no 2º ano da faculdade, tornou-se amigo de Francisco Maranhão e de outros adeptos das batucadas. Criou com alguns colegas o Sambafo, que se reunia após as aulas para cantar e batucar no grêmio escolar ou então no Quitanda, boteco da Rua Dr. Vila Nova. Em 1966, conheceu a atriz Marieta Severo com quem se casou pouco tempo depois e com quem teve três filhas. O casal veio a separar-se em meados dos anos 90, após mais de trinta anos de convivência, mantendo, contudo, assídua convivência.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Lila Downs:Não ao milho transgênico

Lila Downs participa de campanha com grande repercussão para a economia e a cultura do México. Se for aceito no México, o milho transgênico contaminará as espécies nativas e matará um dos fundamentos da cultura mexicana, trazendo pobreza para  a maioria. Grande Lila!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Lila Downs:Creo firmemente en ofrecer la cultura en forma gratuita

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lila downsZacatecas, Zac.- Unas horas antes de su presentación en la edición 28 del Festival Cultural Zacatecas, la cantautora oaxaqueña Lila Downs dijo que era “un honor estar en estas tierras sagradas, siento yo que es un lugar donde hay un misterio, hay una belleza en el cielo profundo que no se respira en cualquier lugar de nuestro país, e históricamente para mi habla bastante”.
Señaló estar contenta de regresar a Zacatecas, “de estar aquí, en un momento en el que se ofrecen estos conciertos gratuitos, cosas en las que creo firmemente, y que así podemos cambiar lo que está ocurriendo en nuestro país”.
“Considero que la cultura es muy importante, así que los felicito a ustedes y al Gobierno del Estado de Zacatecas por tomar en cuenta y darle importancia a la cultura”.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Há 127 anos, nascia Villa-Lobos (o Índio Branco"); um gênio da humanidade

Filho da dona-de-casa Noêmia Villa-Lobos e do funcionário da Biblioteca Nacional e músico amador Raul Villa-Lobos, Heitor Villa-Lobos nasce a 5 de março de 1887, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro.
Além da cidade do Rio de Janeiro, Villa-Lobos reside com a família em cidades do interior do estado do Rio de Janeiro (Sapucaia) e de Minas Gerais (Cataguazes e Bicas) durante os anos de 1892-1893. Nessas viagens, conhece as modas caipiras e os tocadores de viola, que formam parte do folclore musical brasileiro e que, mais tarde, vem a universalizar-se em suas obras.
Ao retornarem ao Rio de Janeiro, os Villa-Lobos transformam sua casa num ponto de encontro de nomes respeitados da época, que ali se reúnem, todos os sábados, para tocar até altas horas da madrugada. Esse hábito, que dura anos, influi decisivamente na formação musical de Villa-Lobos que, logo cedo, inicia-se na música.
A partir dos seis anos de idade, aprende, com o pai, a tocar clarinete e violoncelo (este último em uma viola especialmente adaptada). Raul Villa-Lobos ainda lhe obriga a exigentes exercícios de percepção musical que incluem o reconhecimento de gênero, estilo, caráter e origem de músicas, de notas musicais e ruídos.
Foi também nessa época, e graças à sua tia Fifina (que lhe apresenta os prelúdios e fugas do "Cravo Bem Temperado"), que Tuhú (seu apelido de infância) fascina-se pela obra de Johann Sebastian Bach, compositor que acaba por servir-lhe de fonte de inspiração para a criação de um de seus mais importantes ciclos, o das nove "Bachianas Brasileiras".
Conheça mais visitando o sítio do Museu Villa-Lobos

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A INCRÍVEL ARTE AMADORA DE CUBA

A arte amadora pulsante em Havana é reflexo de uma peculiar situação social, que resulta em um mar de pequenas galerias ao céu aberto.

De: obvious

fotocapa.jpg Fotografia: Felippe Fiori
Cuba é um país recordado por todos devido a sua orientação política, que de fato é uma das suas características mais marcantes, mas não levando em conta o debate sócio-político que sempre vem à tona ao mencionar o país caribenho, vale destacar que este país tem outras peculiaridades interessantes, como o “amor cubano” em produzir arte.
Ao caminhar por Havana Vieja (Velha Havana), centro histórico da capital deste país, além de vivenciar a história ainda pulsante em suas razoavelmente conservadas construções, é possível se deparar, frequentemente, com pequenas galerias de arte ao céu aberto. É muito comum ver estas galerias vendendo dezenas de quadros & telas originais, cada um com a sua técnica e devida inspiração, que na maioria dos casos é a própria cidade de Havana.
foto1.jpgFlippe Fiori
O interessante é a qualidade apresentada pelos artistas cubanos, e que esta qualidade vem mais de sua necessidade do que inspiração, não entendeu? Explico: Cuba é um país cujo salário máximo atinge o valor aproximado de 45 dólares, dependendo do câmbio, assim alguns cubanos acreditam ser mais vantajoso viver de gorjetas que recebem dos turistas, ou da venda de sua arte. Este processo que não é controlado pelo governo, por ser atrativo turístico da ilha. Portanto é trivial encontrar uma engenheira que abandonou a carreira para pintar, cantar ou entreter os visitantes.
Dimensionado este fato, a concorrência pela fabricação de arte é grande, pois se destacar entre um mar de artistas amadores não é fácil, e o resultado disto são excelentes obras. O preço de uma tela, por exemplo, varia de 20 à 80 dólares, tudo altamente negociável.
foto2.jpg Fotografia: Felippe Fiori
Viajar para Cuba em período de férias é uma decisão incomum ainda entre brasileiros, talvez a falta de informação sobre o país e as facilidades de viajar para outros lugares afastem um publico da ilha, mas a singularidade em todos os aspectos é um fator incrível sobre Cuba, além da sua valiosa arte amadora de rua.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

"Tomorrow belongs to me"-Cabaret. Um modo de mostrar a psicologia de massas do nazismo

A cena a seguir é uma das mais emblemáticas do excelente "Cabaret" de Bob Fosse. A meu ver, simboliza o modo como a ideologia nazista vai tomando conta das pessoas a partir do apelo à natureza, às belezas da pátria e a um futuro de glória. De início, parece apenas um canto jovial. Como sabemos, os jovens são portadores do futuro, da beleza, da esperança, da força e da pureza. Pouco a pouco cria um movimento de quase todos os presentes aderindo ao canto patriótico e grandiloquente introduzido pela juventude. Ao final da cena, Michael York pergunta ao seu amigo (um membro da burguesia alemã) se ele acha possível controlar aquela gente. Esse é um dos motivos pelos quais quando eu vejo um monte de gente vestindo roupa parecida, cantando as mesmas coisas e supervaloriznado sua pátria (ou seu time, ou seu partido, ou sua cidade...) e valores morais incontestáveis, passo longe.



Conheça a letra da música (tradução mais ou menos)

O sol de verão no prado é quente.
O veado na floresta corre livre.
Mas se reúnem para saudar a tempestade.
O amanhã pertence a mim.
O ramo do linden é frondosa e
Verde,
Reno dá o seu ouro para o mar.
Mas em algum lugar uma glória aguarda invisível.
O amanhã pertence a mim.

O bebê em seu berço  fechando os olhos
Abraça a flor a abelha.
Mas em breve, diz um sussurro;
"Levanta-te, levanta-te",
O amanhã pertence a mim

Oh Pátria, Pátria,
Mostra-nos o sinal
Seus filhos esperam para ver.
A manhã vai chegar
Quando o mundo será meu.
O amanhã pertence a mim!