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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dia do Samba: Elis Regina canta Ary Barroso

O 2 de dezembro, foi escolhido como "Dia do Samba" em homenagem à data da primeira visita de Ary Barroso à Bahia. Em lembrança a esse grande compositor brasileiro, segue a interpretação da fabulosa Elis Regina de "Na Baixa do Sapateiro"

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Ticiane Pinheiro é o exemplo de uma elite cada vez mais desavergonhada

MTST ironiza Ticiane Pinheiro: “Pra que discutir com madame?” Apresentadora da TV Record ficou presa no trânsito por causa da manifestação feita pelos Sem Teto e criticou ato por Redação — publicado 23/05/2014 16:47, última modificação 23/05/2014 16:50 inShare Reprodução MTST responde Ticiane Pinheiro: “Pra que discutir com madame?” Grupo publicou fotomontagem para mostrar que só o closet da apresentadora é maior do que um barraco de ocupação.
MTST responde Ticiane Pinheiro: “Pra que discutir com madame?”

 

domingo, 2 de março de 2014

"Pelo Telefone", com Donga e Chico Buarque

"Pelo Telefone", o primeiro samba gravado, interpretado por seu autor, Donga, e por Chico Buarque, acompanhados por Pixinguinha e outros que minha ignorância me impede de identificar, em programa apresentado por Hebe Camargo. Um encontro histórico.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Meu mundo é hoje


Samba genial de Wilson Batista , imortalizado por Paulinho da Viola. Batista é a vítima de Noel Rosa em "Palpite infeliz". Lamentavelmente, seu gênio não foi tão reconhecido como o de Noel. Paulinho da Viola, o grande nome do samba brasileiro dos séculos XX e XXI, retoma a obra de Wilson Batista e consagrou o talento desse grande sambista.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Vendo a Mangueira entrar. "Sei lá"

"Ver a Mangueira entrar" ao lado de "É pavê ou pá come?", é o gracejo mais óbvio, repetido anualmente por milhões de brasileiros. "Pavê" no Natal, Mangueira" no Carnaval. Olhando o desfile da Mangueira neste ano é forçoso constatar que, apesar do milagre que a escola fez com um enredo tão fraquinho, deve ficar longe do campeonato mais uma vez. Como bom "vouyeur do carnaval" apenas observo e procuro informações. Nessa procura, encontrei a excelente página Cultura Brasil, que, entre outras coisas, tinha uma playlist com músicas de exaltaçaço à Mangueira. Na lista, encontrei a mais bela música feita em homenagem à Mangueira: "Sei lá, Mangueira, composta pelo portelense Paulinho da Viola, juntamente com Hermínio Bello de Carvalho. A música é, realmente uma obra prima e explica porque Paulinho da Viola é chamado "filósfo do samba", só ou em parceria.
Lá pelas tantas, ele nos diz :
"Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar"
Abaixo, Elizeth Cardoso cantando "Sei lá, Mangueira" numa batida de Jazz; simplesmente brilhante, Divina!


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Há 32 anos, falecia Cartola, mestre do samba

Nascido na rua Ferreira Vianna, no Catete, era o primogênito dos oito filhos do casal Sebastião e Aída. Apesar de ter recebido o nome de Agenor, foi registrado como Angenor. Mas esse fato ele só viria a descobrir muitos anos mais tarde, ao tratar dos papéis para seu casamento com D. Zica, nos anos de 1960.[Saiba Mais]

Dados Artísticos

Em 1925, com o amigo e parceiro Carlos Cachaça, fundou o Bloco dos Arengueiros, que, três anos mais tarde, ao se unir a outros blocos do Morro da Mangueira, levou à criação, em 28 de abril de 1928, da Estação Primeira de Mangueira. Além dele e Carlos Cachaça, participam da fundação da segunda escola de samba[Saiba Mais]

Obras

  • A canção da saudade
  • A canção que chegou (c/ Nuno Veloso)
  • A cor da esperança (c/ Roberto Nascimento)
  • A mesma estória (c/ Elton de Medeiros)
  • Acontece
  • Alegria
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Discografia

  • (1995) Cartola-Documento Inédito • Eldorado • CD
  • (1991) Cartola 'Ao vivo' • RGE • LP
  • (1989) Pranto de poeta, 1989 • RCA • CD
  • (1988) Cartola - Bate outra vez... • Som Livre • LP
  • (1984) "Cartola, entre amigos" • Funarte • LP
  • (1982) Cartola - Documento Inédito • Estúdio Eldorado/Série Documento Inédito • LP
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Bibliografia Crítica

  • ALBIN, Ricardo Cravo. MPB - A História de um século. Rio de Janeiro: Funarte, 1998.
  • AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
  • CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário biográfico da música popular. Rio de Janeiro; Edição do autor, 1965.
  • MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.
  • RAMALHO, Monica. São Paulo: Moderna, 2004.
  • SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume1. São Paulo: Editora: 34, 1999.
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Crítica

A música de Cartola é pura elegância. Ou seja, se elegância e classe pudessem ser medidas em traje inglês formal, à cartola do Cartola só faltariam mesmo a luva e o “smoking”.

Nem é pra menos. Cartola de Mangueira é o verdadeiro príncipe do samba urbano carioca. Príncipe no esgrimir versos para suas (...)
 

domingo, 21 de outubro de 2012

Duelo: Noel x Wilson Batista

Dois dos maiores sambistas brasileiros, Noel Rosa e Wilson Batista polemizam em sambas. Noel era genial, mas Wilson Batista não era menos talentoso. Infelizmente, Batista tornou-se menos conhecido que Noel Rosa.  O vídeo a seguir dá uma ideia do talento dessas duas personagens da música brasileira. Desculpem o saudosismo, mas isso não se faz mais.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Aos quase 70 anos, Paulinho da Viola conta causos de um passado glorioso

Artista deu depoimento sobre sua trajetória na última sexta-feira, 27, no Museu da Imagem e Som em São Paulo

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo
RIO - Os 70 anos de Paulinho da Viola começaram a ser comemorados no carnaval, com o primeiro desfile do bloco-tributo Timoneiros da Viola. Seguem até novembro, mês em que ele nasceu (dia 12) e no qual cantará no Carnegie Hall (dia 28), em Nova York (no site da casa, os ingressos já estão pela metade).
Na sexta-feira, sua vida familiar, a carreira, dos momentos iniciais em que fazer música "era só festa" à profissionalização, as influências, pontos altos e baixos de sua trajetória foram rememorado pelo próprio, com o auxílio de amigos, no depoimento à posteridade dado ao Museu da Imagem e do Som - instituição que recolhe relatos de grandes artistas brasileiros desde 1966.
Foram seis horas de papo, do qual participaram cinco entrevistadores: os parceiros Elton Medeiros (Onde a Dor Não Tem Razão, Ame, Pra Fugir da Saudade) e Hermínio Bello de Carvalho (Timoneiro, Sei Lá, Mangueira), Sérgio Cabral (jornalista a quem Paulo César Baptista de Faria deve o apelido, emprestado do sambista Mano Décio da Viola), o também jornalista Ruy Fabiano, um dos irmãos de sua mulher, Lila Rabello, e a presidente do MIS, Rosa Maria Araujo.
A procura por senhas para o pequeno auditório, onde couberam cerca de 70 pessoas, foi a maior nos últimos seis anos de depoimentos. O público - fãs felizes por estarem tão perto dele e uns poucos artistas, como Monarco e Teresa Cristina - se surpreendeu com o lado contador de histórias de Paulinho, conhecido somente pelos chegados.
A timidez estava lá, a modéstia, mas ele se soltou ao recordar peripécias da infância ("fui o único menino da rua a ser pego pela radiopatrulha, o maior vexame da minha vida"), e até mesmo o motivo que o fez, em 1977, romper com a Portela, o que sempre preferiu não comentar: tudo se deveu a uma escolha de samba-enredo no esquema "cartas marcadas", seguida de declarações grosseiras por parte da escola, na linha "não precisamos dele".
Paulinho falou da relação com o violão, desde os 12 anos, do papel da batida de João Gilberto, à qual, como toda a sua geração, não ficou imune, dos festivais dos anos 60, do perfeccionismo extremo ("já deixei de cantar uma música por causa de um acorde"), da dificuldade, até hoje, para escrever letra para melodia já pronta ("para o Eduardo Gudin, demorei dez anos para entregar; para o Francis Hime, cinco. Até bilhete é difícil...")
"Dá nervoso uma plateia pequena. Com plateia grande parece que não tem ninguém", confessou de cara. Sobre o ofício, disse que não sente falta se fica sem tocar ou cantar, tampouco compor. "Houve períodos em que pegava no violão todos os dias. Não faço mais isso." Deixou claro o peso dos 70 - "o médico disse que preciso fazer musculação para a idade; acho um horror!"
Hermínio estava ali para lembrar o fato que mudaria de vez o destino do bancário Paulo César: ele levou o jovem de Botafogo ao Zicartola, à convivência próxima com Zé Kéti, que o estimulou a compor mais e mais.
A noção de que viveria daquilo viria só com o sucesso incrível de Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida, em 1970. "Não era tão conhecido e estava na Cinelândia num dia de carnaval quando veio um bloco de milhares de pessoas cantando a música. E eu doido para alguém dizer: ‘Olha ali o compositor!’"
O esperado CD de inéditas (não lança um desde 1997) não deve sair este ano; falta disposição para compor. Mas ele tem dois discos ao vivo gravados no Teatro Fecap em 2006 e em 2010 - só falta uma gravadora lançar.
"Gosto de recordar, é uma maneira de sentir", disse, ao fim. Paulinho e Ruy Fabiano negociam com a Cosac Naify uma biografia que conte isso tudo em mais detalhes.