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domingo, 8 de dezembro de 2013
Meu mundo é hoje
Samba genial de Wilson Batista , imortalizado por Paulinho da Viola. Batista é a vítima de Noel Rosa em "Palpite infeliz". Lamentavelmente, seu gênio não foi tão reconhecido como o de Noel. Paulinho da Viola, o grande nome do samba brasileiro dos séculos XX e XXI, retoma a obra de Wilson Batista e consagrou o talento desse grande sambista.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Vendo a Mangueira entrar. "Sei lá"
"Ver a Mangueira entrar" ao lado de "É pavê ou pá come?", é o gracejo mais óbvio, repetido anualmente por milhões de brasileiros. "Pavê" no Natal, Mangueira" no Carnaval. Olhando o desfile da Mangueira neste ano é forçoso constatar que, apesar do milagre que a escola fez com um enredo tão fraquinho, deve ficar longe do campeonato mais uma vez. Como bom "vouyeur do carnaval" apenas observo e procuro informações. Nessa procura, encontrei a excelente página Cultura Brasil, que, entre outras coisas, tinha uma playlist com músicas de exaltaçaço à Mangueira. Na lista, encontrei a mais bela música feita em homenagem à Mangueira: "Sei lá, Mangueira, composta pelo portelense Paulinho da Viola, juntamente com Hermínio Bello de Carvalho. A música é, realmente uma obra prima e explica porque Paulinho da Viola é chamado "filósfo do samba", só ou em parceria.
Lá pelas tantas, ele nos diz :
"Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar"
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar"
Abaixo, Elizeth Cardoso cantando "Sei lá, Mangueira" numa batida de Jazz; simplesmente brilhante, Divina!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Paulinho da Viola. 70 anos de samba e filosofia
![]() |
| Cartola e Paulinho da Viola. Dois dos maiores sambistas da humanidade |
"A música de Paulinho da Viola representa um universo particular dentro
da cultura brasileira. Experimentá-la é reconhecer que a identidade
cultural brasileira não é única, há sempre algo
mais." (do site do artista)
Paulinho da Viola é filho de Benedito César Ramos de Faria, violonista do conjunto Época de Ouro.
Desde criança conviveu com músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, que freqüentavam sua casa. Embora seu pai quisesse que o filho seguisse outra carreira que não a de músico, começou a estudar violão sozinho, aperfeiçoando-se, mais tarde, com o amigo Zé Maria.
Em Jacarepaguá, onde costumava passar os fins de semana na casa de uma tia, ajudou a organizar o Bloco Carnavalesco Foliões de Anália Franco, para a qual compôs seu primeiro samba. Logo depois, com alguns amigos deste bloco, formou um conjunto no qual tocava violão. Compôs seu segundo samba em 1962, "Pode ser ilusão", quando integrava a Ala dos Compositores da Escola de Samba União de Jacarepaguá.
Em 1963, seu tio Oscar Bigode, diretor de bateria da Portela, convidou-o a ingressar nessa escola. Nessa época, estudava contabilidade e trabalhava numa agência bancária.
Teve sete filhos, dos quais quatro são com Lila Rabello, irmã de Raphael, grande nome do violão brasileiro, Luciana e Amélia Rabello. Seu filho João Rabello é músico (violonista) e sua filha Eliane Faria é cantora e compositora, integrante da Ala de Compositores da Portela e ex-puxadora de samba da Escola Paraíso do Tuiuti.
Em 2002 o jornalista João Máximo lançou a biografia de Paulinho da Viola: "Paulinho da Viola - sambista e chorão, pela série "Perfis do Rio".
No ano de 2006 os pesquisadores André e Juliana Diniz publicaram uma biografia direcionada ao público infantil, lançada pela coleção infanto-juvenil "Mestres da Música do Brasil", da Editora Moderna.
Em 2012 o jornalista Ruy Fabiano deu início à biografia do compositor intitulada "A filosofia do samba".
Desde criança conviveu com músicos como Pixinguinha e Jacob do Bandolim, que freqüentavam sua casa. Embora seu pai quisesse que o filho seguisse outra carreira que não a de músico, começou a estudar violão sozinho, aperfeiçoando-se, mais tarde, com o amigo Zé Maria.
Em Jacarepaguá, onde costumava passar os fins de semana na casa de uma tia, ajudou a organizar o Bloco Carnavalesco Foliões de Anália Franco, para a qual compôs seu primeiro samba. Logo depois, com alguns amigos deste bloco, formou um conjunto no qual tocava violão. Compôs seu segundo samba em 1962, "Pode ser ilusão", quando integrava a Ala dos Compositores da Escola de Samba União de Jacarepaguá.
Em 1963, seu tio Oscar Bigode, diretor de bateria da Portela, convidou-o a ingressar nessa escola. Nessa época, estudava contabilidade e trabalhava numa agência bancária.
Teve sete filhos, dos quais quatro são com Lila Rabello, irmã de Raphael, grande nome do violão brasileiro, Luciana e Amélia Rabello. Seu filho João Rabello é músico (violonista) e sua filha Eliane Faria é cantora e compositora, integrante da Ala de Compositores da Portela e ex-puxadora de samba da Escola Paraíso do Tuiuti.
Em 2002 o jornalista João Máximo lançou a biografia de Paulinho da Viola: "Paulinho da Viola - sambista e chorão, pela série "Perfis do Rio".
No ano de 2006 os pesquisadores André e Juliana Diniz publicaram uma biografia direcionada ao público infantil, lançada pela coleção infanto-juvenil "Mestres da Música do Brasil", da Editora Moderna.
Em 2012 o jornalista Ruy Fabiano deu início à biografia do compositor intitulada "A filosofia do samba".
(Informações do Dicionário Cravo Albin)
No vídeo a seguir, o documentário "Meu tempo é hoje", que traça um belo panorama da carreira e do talento de Paulinho da Viola.
No vídeo a seguir, o documentário "Meu tempo é hoje", que traça um belo panorama da carreira e do talento de Paulinho da Viola.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Aos quase 70 anos, Paulinho da Viola conta causos de um passado glorioso
Artista deu depoimento sobre sua trajetória na última sexta-feira, 27, no Museu da Imagem e Som em São Paulo
Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo
RIO - Os 70 anos de Paulinho da Viola começaram a ser comemorados no
carnaval, com o primeiro desfile do bloco-tributo Timoneiros da Viola.
Seguem até novembro, mês em que ele nasceu (dia 12) e no qual cantará no
Carnegie Hall (dia 28), em Nova York (no site da casa, os ingressos já
estão pela metade).
Na sexta-feira, sua vida familiar, a carreira, dos momentos iniciais
em que fazer música "era só festa" à profissionalização, as influências,
pontos altos e baixos de sua trajetória foram rememorado pelo próprio,
com o auxílio de amigos, no depoimento à posteridade dado ao Museu da
Imagem e do Som - instituição que recolhe relatos de grandes artistas
brasileiros desde 1966.
Foram seis horas de papo, do qual participaram cinco entrevistadores:
os parceiros Elton Medeiros (Onde a Dor Não Tem Razão, Ame, Pra Fugir
da Saudade) e Hermínio Bello de Carvalho (Timoneiro, Sei Lá, Mangueira),
Sérgio Cabral (jornalista a quem Paulo César Baptista de Faria deve o
apelido, emprestado do sambista Mano Décio da Viola), o também
jornalista Ruy Fabiano, um dos irmãos de sua mulher, Lila Rabello, e a
presidente do MIS, Rosa Maria Araujo.
A procura por senhas para o pequeno auditório, onde couberam cerca de
70 pessoas, foi a maior nos últimos seis anos de depoimentos. O público
- fãs felizes por estarem tão perto dele e uns poucos artistas, como
Monarco e Teresa Cristina - se surpreendeu com o lado contador de
histórias de Paulinho, conhecido somente pelos chegados.
A timidez estava lá, a modéstia, mas ele se soltou ao recordar
peripécias da infância ("fui o único menino da rua a ser pego pela
radiopatrulha, o maior vexame da minha vida"), e até mesmo o motivo que o
fez, em 1977, romper com a Portela, o que sempre preferiu não comentar:
tudo se deveu a uma escolha de samba-enredo no esquema "cartas
marcadas", seguida de declarações grosseiras por parte da escola, na
linha "não precisamos dele".
Paulinho falou da relação com o violão, desde os 12 anos, do papel da
batida de João Gilberto, à qual, como toda a sua geração, não ficou
imune, dos festivais dos anos 60, do perfeccionismo extremo ("já deixei
de cantar uma música por causa de um acorde"), da dificuldade, até hoje,
para escrever letra para melodia já pronta ("para o Eduardo Gudin,
demorei dez anos para entregar; para o Francis Hime, cinco. Até bilhete é
difícil...")
"Dá nervoso uma plateia pequena. Com plateia grande parece que não
tem ninguém", confessou de cara. Sobre o ofício, disse que não sente
falta se fica sem tocar ou cantar, tampouco compor. "Houve períodos em
que pegava no violão todos os dias. Não faço mais isso." Deixou claro o
peso dos 70 - "o médico disse que preciso fazer musculação para a idade;
acho um horror!"
Hermínio estava ali para lembrar o fato que mudaria de vez o destino
do bancário Paulo César: ele levou o jovem de Botafogo ao Zicartola, à
convivência próxima com Zé Kéti, que o estimulou a compor mais e mais.
A noção de que viveria daquilo viria só com o sucesso incrível de Foi
Um Rio Que Passou em Minha Vida, em 1970. "Não era tão conhecido e
estava na Cinelândia num dia de carnaval quando veio um bloco de
milhares de pessoas cantando a música. E eu doido para alguém dizer:
‘Olha ali o compositor!’"
O esperado CD de inéditas (não lança um desde 1997) não deve sair
este ano; falta disposição para compor. Mas ele tem dois discos ao vivo
gravados no Teatro Fecap em 2006 e em 2010 - só falta uma gravadora
lançar.
"Gosto de recordar, é uma maneira de sentir", disse, ao fim. Paulinho
e Ruy Fabiano negociam com a Cosac Naify uma biografia que conte isso
tudo em mais detalhes.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Alegria, hoje é o "Dia do Choro"
Dia do nascimento de Pixinguinha, 23/04 é o "Dia do Choro". Pixinguinha, junto com Villa Lobos, foi um gênio da música mundial nascido no Brasil.
Carinhoso, cuja melodia é de Pixinguinha, com letra colocada posteriormente por Braguinha, é uma das músicas mais conhecidas e cantadas pelos brasileiros, resiste ao tempo mostrando que uma obra arte pode ser simples e popular e de qualidade.
Carinhoso, cuja melodia é de Pixinguinha, com letra colocada posteriormente por Braguinha, é uma das músicas mais conhecidas e cantadas pelos brasileiros, resiste ao tempo mostrando que uma obra arte pode ser simples e popular e de qualidade.
Saiba mais consultando o Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.
E, para não perder o costume, segue "Carinhoso" na interpretação de Marisa Monte e Paulinho da Viola, dois gigantes contemporâneos da nossa música.
E, para não perder o costume, segue "Carinhoso" na interpretação de Marisa Monte e Paulinho da Viola, dois gigantes contemporâneos da nossa música.
sábado, 17 de setembro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
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