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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Araújo Vianna está mais demorado que o Beira-Rio

No desenho, o Araújo já está pronto
Agora é oficial! O Araújo Vianna não ficará pronto na data prometida... mais uma vez. Eu vi com estes olhos e ouvi com estes ouvidos que o fogo há de queimar, o secretário Sérgius Gonzaga afirmar, em uma plenária do Orçamento Participativo de 2008 que o Araújo seria entregue em abril do ano seguinte. Não creio que haja registro disso, a não ser na minha prodigiosa memória. Ainda assim, a página da Prefeitura de Porto Alegre, afirmou em maio de 2009 (leia clicando aqui), que a obra seria entregue em meados de 2011. Agora, mais uma vez, somos informados de que o Araújo não será concluído no prazo estipulado pelo próprio Prefeito.
O custo das obras fica em torno de R$ 14milhões (segundo informações da Prefeitura) e foram entregues à Opus porque seria mais rápido e o Município não teria recursos suficientes. Desde 2006, a Prefeitura informa estar realizando superávitis, ou seja, tem dinheiro sobrando. Muito mais dinheiro do que o custo do Araújo. Mesmo assim, disse não ter recursos próprios e recusou recursos federais provenientes de emendas parlamentares da deputada Maria do Rosário.
Seis anos é tempo suficiente para reformar um anfiteatro. O problema é que tudo foi entregue nas mãos de quem não precisa ter pressa. A Opus está açambarcando os principais espaços culturais da cidade, por isso, tem todo o tempo do mundo para achar parceiros que financiarão a reconstrução do Araújo com o nosso dinheiro (através de isenções fiscais), sem medo de concorrência. Apesar de tudo, os caras informam que estão dentro do prazo e simplesmente informam que as obras não serão concluídas. A próxima vez que o Fortunati garantir um prazo para conclusão de obra, não acreditem.
Enquanto a nova casa de espetáculos da Opus não fica pronta, quem quiser ver show barato ou de graça que vá ao Anfiteatro Por do Sol assistir as apresentações gospel ou o aniversário da Farroupilha .

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O que Fortunati aprendeu com o PT

Vice-Prefeito por duas vezes e, agora, alçado à Prefeito com a renúncia de Fogaça, José Fortunati é candidato à prefeitura de Porto Alegre. Dessa vez quer ser eleito por pessoas que sabem que ele é candidato.
Faz tempo que Fortunati espera essa oportunidade. No PT não teve jeito, no PDT ele esperou, mas, finalmente, chegou a sua vez. Na minha sempre modesta opinião, é o candidato mais forte entre as três candidaturas viáveis à Prefeitura Municipal (Villaverde e Manuela são as outras).
Os vinte anos em que Fortunati esteve no PT ensinaram bastante ao ex-líder sindical. Observo três coisas que Fortunati aprendeu no PT: defende-se atacando; politiza os debates mais singelos e faz o contato direto com a população. No episódio da ciclovia sob a rede da CEEE, criticada por Beto Albuquerque, respondeu com rispidez; diante da interdição da Usina do Gasômetro e do Sambódromo por falta de plano contra incêndio, Fortunati exibiu uma lista com prédios públicos que não possuem o tal plano e continuam funcionando sem que o Ministério Público os interdite, o que caracterizaria uma perseguição contra sua gestão. Ao constatar o incêndio dos containers de lixo orgânico, Fortunati não aceitou a explicação de que fosse mais um ato de vandalismo. Para o Prefeito, tratava-se de uma reação de quem se sentou prejudicado pela mudança no modelo. Na greve dos profissionais da área de saúde, Fortunati denunciou a tentativa de boicote ao atendimento da população e não cumprimento de horário, que se tornaria obrigatório com a instalação do ponto eletrônico. Por fim, diferente da omissão continuada de Fogaça, Fortunati está sempre presente nas ações de governo. O prefeito busca o máximo de exposição vinculando-se, obviamente, a obras e pontos positivos de sai gestão (sempre há pontos positivos em qualquer gestão). Essas características tornam Fortunati um candidato forte, como costumam ser os candidatos governistas. Fortunati aprendeu com o PT. O PT saberá enfrentar Fortunati?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A (indi)gestão de Porto Alegre



Uma das marcas do Governo Fortunati
Porto Alegre vive problemas sérios de gestão. Não vou ficar nos detalhes, mas apenas em fatos imediatos que expressam o problema que tem raízes profundas no modo em que o governo municipal foi composto e é conduzido: limpeza pública, conservação da cidade e equipamentos culturais .
A coleta de lixo é sempre um ponto fraco em qualquer gestão. As gestões da Administração Popular conseguiram estabelecer um padrão de limpeza que é referência ainda hoje. Ainda que no último governo  encabeçado pelo PT tenha havido dificuldades na área, nunca se chegou ao ponto em que estamos hoje. A conteineirização do lixo é uma ideia boa com aplicação deficiente. Porém, onde o lixo não é colocado em conteineres a situação tornou-se caótica. O gerenciamento de contratos é tão importante quanto o controle das licitações. Mas gerenciamento não é o forte da gestão Fortunati. O prefeito fica bravo quando criticam seu governo, mas é a pura verdade. É só apertar um pouquinho que o Fortunati, com todo a sua imagem de conciliador e amante do diálogo, descamab para o lado do que o PT tinha de pior: ataca a imprensa e quem estiver à sua volta com uma virulência desproporcional à crítica.
O problema é que o lixo é a ponta mais visível de um problema generalizado na cidade: a gestão dos serviços e a conservação da cidade vão de mal a pior. Fortunati nomeou a Srª Ana Pellini em um alto CC da Procempa para fazer o que deveria ser do dia-a-dia da administração: cuidar do conserto das calçadas. E a SMOV, faz o quê? Fortunati cria grupos de trabalho em profusão para responder sem dar resposta e assim vai levando.
No âmbito dos equipamentos culturais, Fortunati já prometeu (talvez seja a última de tantas promessas) entregar o Auditório Opus, aliás, Araújo Vianna, no mês de aniversário de Porto Alegre (março de 2012). Mal ele prometeu isso, a Justiça manda fechar o Sambódromo e a Usina do Gasômetro por não respeitarem a legislação contra incêdio. Isso pra não falar da falta de ar-condicionado no Renascença.
A situação é crítica. A mídia portoalegrense toca no assunto pra não dizer que não disse nada, mas o assunto aparece como um problema "da cidade" e não da prefeitura.
Dá pra ver que há muita coisa a ser enfrentada para tornar Porto Alegre uma cidade mais habitável. Algo mais que "uma nova atitude", ou "um novo jeito de fazer política". É preciso saber o que tem que ser feito, e fazê-lo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Uma solução para a Prefeitura de Porto Alegre

 
Eles só pensam naquilo: o PT
 O PDT de Fortunatti e o PSB-PC do B de Manuela oferecem, generosamente a candidatura a vice-prefeitura para o PT. Em carta ao Diretório Municipal e à militância petista, os pcdobistas e peessebistas atacam a atual gestão. A carta, apesar dos erros de português, ao menos politiza o debate. Leia a carta clicando AQUI.
Dentro do PT, há gente querendo apoiar uma das duas outras candidaturas e gente querendo uma candidatura própria. Enfim, a situação ainda não está definida.
Todo mundo apela para o discurso da "base de apoio" dos governos Tarso e Dilma. Faz  parte. A carta dos manuelistas exagera um pouco ao dizer que a candidatura de Beto Albuquerque ao governo do estado foi retirada pela consciência de que deveriam estar unidos já no primeiro (e único) turno. Não foi bem assim, Beto não conseguiu o desejado apoio do PP e do PTB  e por isso acabou desistindo. Mas, tudo bem, faz parte do jogo.
Os petistas que desejam apoiar um candidato de fora do PT, entendem, como os pecedobistas, a base de apoio de Tarso e Dilma deve ser reeditada. Enfim, todos os discurso fazem algum sentido.
Preocupado com a coesão dos partidos da base dos governos Tarso e Dilma, lanço uma proposta ousada e inovadora. A ideia é simples: Fortunati e Manuela (que são da base) reúnem-se e decidem quem abrirá mão da cabeça para apoiar o outro (ou a outra). Assim, a base estaria unida e, nesse caso, penso que o PT nem precisaria participar da chapa majoritária. Tudo em nome da unidade da base.
Simples, só não sei por ninguém pensou nisso antes.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Porto Alegre bate recorde em investimentos, mas a cidade está pior

O Prefeito Fortunati anunciou que o investimento realizado pelo poder público em Porto Alegre ultrapassou R$ 200 milhões. Eu sou obrigado a acreditar nos números da Prefeitura, mas a minha pergunta é mais singela: Se foram investidos tantos recursos na cidade, por que Porto Alegre está pior?
A Prefeitura gasta muito mal.

sábado, 16 de outubro de 2010

Hospital Eliseu Santos? Vete senhor Prefeito

A decisão da Câmara Municipal de Porto Alegre de dar o nome de Eliseu Santos ao HPS é totalmente inapropriada. Pior, é absurda. As circunstâncias que levaram ao assassinato de Eliseu Santos ainda não foram esclarecidas e é bom lembrar que, durante a gestão de Eliseu, sobraram denúnicas comprovadas de sucateamento do hospital.
O nome de Eliseu Santos não significa nada na longa história do HPS. Quando muito, depois de esclarecido o seu assassinato, poderia denominar um postinho de saúde.
A decisão da Câmara Municipal parece mais um daquelas em que os parlamentares resolvem não votar contra para não ficarem de mal com o colega e entregam ao Prefeito a tarefa de dizer não. Isso, se o prefeito realmente vetar, o que eu espero que aconteça.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fogaça aumentou o número de CC's e estão faltando professores nas escolas!!!

Por Paulo Muzell

Nestes cinco anos e meio dos governos Fogaça-Fortunati o número de servidores ativos efetivos diminuiu na Prefeitura de Porto Alegre. Os concursos foram poucos, raros e as nomeações a “conta-gotas”: faltam professores nas escolas, médicos, dentistas e enfermeiros na área da saúde e engenheiros e arquitetos nas áreas de obras e transportes. Em compensação, aumentou de forma significativa a turma de “confiança”, os da ”copa e cozinha” do governo: temos quase oitocentos Cargos em Comissão preenchidos – o termo “preenchido” é, na certa, um exagero -, e mais de três mil e duzentos estagiários contratados. Para cada CC, quatro estagiários. Aumentaram significativamente, também, as despesas com serviços de terceiros. Em 2004, a preços atualizados, foram gastos 596 milhões; no ano passado atingiu 734 milhões, um acréscimo de 138 milhões, em percentual 23% a mais em termos reais.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Gestão Fogaça e o jogo de empurra

Não é a oposição que está dizendo. O próprio Fortunati declarou : "Vamos acabar com essa história de um departamento ficar empurrando a responsabilidade para outro. A prefeitura é uma só."
Fortunati era o vice-prefeito de Fogaça. Agora, assume e diz que a Prefeiutra vai fazer a sua parte e fiscalizar o que cabe aos cidadãos. Conclusão: isso não era feito antes.
Pelo bem da cidade, torço que funcione, mas é bom lembrar que pouca coisa mudou na estrutura da PMPA.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A culpa é do Fogaça

Porto Alegre está abandonada! As bombas explodiram no colo do Fortunati, mas quem as armou foi o ex-prefeito Fujaça.
Pilatos abdicou de governar. Compôs um governo com todos os partidos possíveis. Aumentou o número de CCs pra poder acomodar todo mundo e loteou o governo. Assim, cada partido ficava com um pedaço pra fazer o que quisesse, menos governar. Para ficar nos dois órgão envolvidos no caso da "parada elétrica". A Smov, reconhecida como uma das secretarias mais ineptas do município, foi entregue, primeiro, a um ex-treinador de futebol que se elegeu deputado estadual. Depois, a um jovem vereador de primeiro mandato, que se reelegeu com a maior votação da cidade. Ou seja, os caras se deram bem, mas a cidade está se dando mal. A EPTC foi entrgue a um técnico (em transportes, não de futebol) reconhecido, mas gerente medíocre. A EPTC também multiplicou os cargos de livre nomeação para não fazerem nada. O resultado da "composição política" que é como eles chamam o loteamento do governo, foi desastroso. Um monte de gente pendurada nos cargos e uma cidade abandonada nas coisas do dia-a-dia.
Pilatos foi um instrumento de contenção do PT. E funcionou. Seu "modelo de gestão" é uma falácia, engolida e reengolida por uma população sensível aos apelos midiáticos de "pacificação", "harmonia", "entendimento" e outras coisas que, no fim das contas, reforçam a despolitização e acabam com qualquer debate sobre projetos de cidade.
Já comentei que acho o Fortunati muito superficial, porém, talvez seja mais apto a governar, assumindo responsabilidades e cobrando responsabilidades dos integrantes desse grande condomínio que se tornou a Prefeitura Municipal.
Pilatos quer levar seu "método de governar" para o estado. Ou seja, cada um com um pedacinho do governo; o PT quase sozinho na oposição e a mídia amaciando.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Negligência da Prefeitura mata jovem


Caso a Prefeitura de Porto Alegre não estivesse protegida pelo PIG, essa poderia ser a chamada dos seus boletins.
Tanto o boletim eletrônico do PRBS quanto o jornalzinho chamado Correio do Povo evitaram imputar qualquer tipo de responsabilidade à Prefeitura, ou, mais genericamente "ao governo". É mais um caso em que o governo desapareceu.
A Ceee "lamentou o acontecido". O Prefeito de Porto Alegre fez uma declaração patética "Técnicos da EPTC não constataram problemas em parada". Ora, se não constataram, foram incompetentes. Os tais técnicos da EPTC, não conseguem cuidar nem de parada de ônibus, que dirá do trânsito.
Sempre achei o Fortunatti um campeão da superficialidade e das frases feitas e sem conteúdo. Mas nessa ele se superou. Adeclaração do Prefeito não responde nada, é pura tergiversação.Mas a Prefeitura, sempre atenta, vai "abrir uma sindicãncia".
Eu, que tinha medo de ficar embaixo de algumas paradas de ônibus (as do corredor da Bento estão se desfazendo), agora já nem vou encostar mais em nenhuma. Infelizmente, para o jovem Valtair já é tarde.