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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Os colegas de curso de Manuela


A campanha da candidata pcdobista esclareceu em NOTA aspectos importantes de seu currículo. Manuélia participou de um simpósio em Harvard, "que deu origem a um grupo de estudos que se reúne, semestralmente", formado por "Ana Amélia Lemos, Claudia Costin e Vicente Falcone". Falcone é citado, aliás como "mestre da gestão pública." Na verdade, Falcone é um mestre em Estado Mínimo, contratado por Aécio e Yeda; Cláudia Costin é uma gerencialista dos quatro costados, foi ministra de FHC, secretária de Cultura de Alckimin e, agora, secretária de Educação de Eduardo Paes; Ana Amélia, bem, essa a gente já sabe quem é.
Ainda bem que me disseram quem são os colegas de curso da Manuélia. Já posso decidir com mais conhecimento de causa.
O Olívio está com o Villa, não é?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O que Fortunati aprendeu com o PT

Vice-Prefeito por duas vezes e, agora, alçado à Prefeito com a renúncia de Fogaça, José Fortunati é candidato à prefeitura de Porto Alegre. Dessa vez quer ser eleito por pessoas que sabem que ele é candidato.
Faz tempo que Fortunati espera essa oportunidade. No PT não teve jeito, no PDT ele esperou, mas, finalmente, chegou a sua vez. Na minha sempre modesta opinião, é o candidato mais forte entre as três candidaturas viáveis à Prefeitura Municipal (Villaverde e Manuela são as outras).
Os vinte anos em que Fortunati esteve no PT ensinaram bastante ao ex-líder sindical. Observo três coisas que Fortunati aprendeu no PT: defende-se atacando; politiza os debates mais singelos e faz o contato direto com a população. No episódio da ciclovia sob a rede da CEEE, criticada por Beto Albuquerque, respondeu com rispidez; diante da interdição da Usina do Gasômetro e do Sambódromo por falta de plano contra incêndio, Fortunati exibiu uma lista com prédios públicos que não possuem o tal plano e continuam funcionando sem que o Ministério Público os interdite, o que caracterizaria uma perseguição contra sua gestão. Ao constatar o incêndio dos containers de lixo orgânico, Fortunati não aceitou a explicação de que fosse mais um ato de vandalismo. Para o Prefeito, tratava-se de uma reação de quem se sentou prejudicado pela mudança no modelo. Na greve dos profissionais da área de saúde, Fortunati denunciou a tentativa de boicote ao atendimento da população e não cumprimento de horário, que se tornaria obrigatório com a instalação do ponto eletrônico. Por fim, diferente da omissão continuada de Fogaça, Fortunati está sempre presente nas ações de governo. O prefeito busca o máximo de exposição vinculando-se, obviamente, a obras e pontos positivos de sai gestão (sempre há pontos positivos em qualquer gestão). Essas características tornam Fortunati um candidato forte, como costumam ser os candidatos governistas. Fortunati aprendeu com o PT. O PT saberá enfrentar Fortunati?