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terça-feira, 20 de maio de 2014

PSOL: um partido à frente do nosso tempo

Por certo que foi um erro de digitação, mas não dá pra deixar passar. Vanguarda é isso, já estão em 2015.

sábado, 19 de abril de 2014

PSOL, ultrapassa os limites do bom senso e defende Prisco, o tucano golpista da PM bahiana

O PSOL da Bahia resolveu lançar nota de repúdio à prisão do vereador tucano golpista e líder de motim, Marco Prisco. A sanha antipetista dos psolistas é tamanha, que eles nem se dão ao trabalho de refletir o que significa alguém, protegido por um mandato parlamentar(caso de Prisco), insuflar uma rebelião de soldados armados contra um governo legitimamente constituído. Certo tipo de trotskysmo ( a maior parte) tem uma séria dificuldade em diferenciar mobilizações populares de ações golpistas. Ao desconsiderarem o interesse do tucano em faturar politicamente na ação contra o governo do PT, o PSOL vai reforçando a ideia de ser uma linha auxiliar da direita. Eu evito tratar o PSOL como mera linha auxiliar da direita, mas está cada vez mais difícil; os caras não ajudam. Leia a manifestação do PSOL da Bahia AQUI.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Randolfe (PSOL) vira papagaio de pirata do PSDB/DEM

 No absurdo que é pedir interferência do Judiciário em questões internas do Senado, Randolfe se prestou a ficar de papagaio de pirata dos demotucanos. 
randolfe

sábado, 15 de março de 2014

Para ser coerente, é preciso defender o "Bloco de Lutas" da arbitrariedade que eles apoiam contra os outros

Pois  não é que a Polícia Civil resolveu indiciar um pessoal do "Bloco de Lutas" por formação de milícia? A quebradeira no Palácio da Justiça (e que se estendeu por outros prédios públicos e privados) foi atribuída a sete pessoas. Dois caras do PSTU, um do PSOL, uns do Utopia e Luta e outros anarquistas. Não vi o inquérito, mas diz-se que não há provas de que os indiciados tenham cometido os crimes de que são acusados. Coerentemente, não posso aceitar que pessoas sejam acusadas de cometerem algum crime sem que se prove que foram elas que, concretamente, o cometeram. Não interessa que elas achem que o aconteceu foi merecido. NINGUÉM, repito, NINGUÉM, pode ser condenado por um crime sem que haja provas cabais contra el@. Em minha singela opinião, não havia provas contundentes contra Zé Dirceu ou Genoíno. Ambos (entre outros) foram condenados por uma decisão política. Ocorre que, agora, a tal "sociedade", exige que seja feito algo contra os quebradores das tais "jornadas de junho". A Polícia, a quem cabe investigar os fatos e imputar crimes às pessoas, resolveu que há sete pessoas diretamente responsáveis por aquela zona toda e os enquadrou, de maneira inédita, no crime de formação de milícia.
Agora, os que aplaudiram a ação abusiva contra Dirceu e Genoíno, se acham injustiçados. Na minha singela opinião (de novo) não houve formação de milícia, do mesmo modo que no caso do chamado "mensalão", não houve formação de quadrilha. Os que comemoraram a condenação dos "mensaleiros do PT", protestam contra o abuso da polícia, que cumpria missão determinada pelo Judiciário, não pelo Piratini. Acusam o Governo do Estado de agir contra os movimentos sociais, pois seu mandatário (o governador) é o chefe maior da Polícia. Ora, a subordinação da Polícia ao Governador deve ser administrativa, não política. Do contrário, @ governante definiria o que a Polícia deveria ou não investigar, o que seria uma atitude anti-republicana.
Enfim, cabe aos indiciados mostrarem que não cometeram os atos de que estão sendo acusados. Torço, com toda a sinceridade do meu coração, que ninguém seja responsabilizado por algo que não fez, pelo simples motivo de ter o "domínio do fato". 

segunda-feira, 10 de março de 2014

“Ponho a mão no fogo”, diz Plínio sobre Alckmin


“Ponho a mão no fogo”, diz Plínio sobre Alckmin
O ex-deputado federal elogiou também José Serra. “Objetivamente, ele é um governante melhor do que a Dilma e os demais”
Por Redação
“É um governador meio reaça, mas um homem correto”, de quem o escândalo do cartel do metrô “não vai nem passar perto” e por quem “põe a mão no fogo”. Essa é a declaração do ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio (Psol), sobre o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), em matéria publicada no jornalFolha de São Paulo no último domingo (9).
Plínio, que foi candidato à presidência pelo PSOL em 2010 – quando obteve 886 mil votos, 0,87% do total -, afirma que ficará fora da próxima disputa eleitoral. “Já cumpri o que tinha que cumprir”, aponta. Atualmente, marca presença nas redes sociais, sobretudo em seu perfil do Twitter, seguido por 81 mil pessoas. Lá, ele se dispõe a responder “perguntas sobre política e religião”.
Na esteira do governador, o ex-presidenciável fez elogios a outro tucano: José Serra, de quem diz ser amigo. “Objetivamente, ele é um governante melhor do que a Dilma e os demais. É meio reacionário e violento, mas é competente. Pessoalmente, é uma simpatia, um cara simples”, considerou.
Figuras do Partido dos Trabalhadores, legenda que ajudou a fundar e que abandonou, em 2005, também entraram na sua mira. Disse que Lula “é uma figura admirável, sujeito malandrão, ótima de coração”, mas “péssimo como presidente”. Sobre os acusados no processo do Mensalão, indicou ter ficado “triste” em ver ex-companheiros presos, afirmou que José Dirceu “roubou mesmo” e que José Genoino “vivia com dificuldade, pegou para o partido”.
Já com relação ao pleito deste ano, confessou ter certeza de que Dilma Rousseff (PT) se reelegerá, apesar de “ter cortado benefícios previdenciários e entregado a Petrobrás”. A Randolfe Rodrigues, senador do Amapá e pré-candidato do PSOL ao Palácio do Planalto, Plínio se mostrou favorável – “novinho, mas craque pra burro”, elogiou -,  e o aconselhou a “partir para ofensas morais”. “Se não for agressivo no debate em um partido pequeno, os eleitores esquecem de você”, explicou.
*Foto: Viomundo

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

No PSOL, a luta continua mesmo!

Luciana Genro

Estamos no ultimo mês de um ano que mudou o Brasil. As jornadas de junho revelaram a todos a crise de representação política e provaram com marchas multitudinárias que a população brasileira, em especial sua juventude, tem condições de tomar o caminho das ruas para defender seus interesses. Depois de junho as greves dos trabalhadores e os protestos populares deixaram claro que nada mais será como antes e que não serão apenas os jovens a entrar na luta.
Neste cenário, o acerto de ter fundado o PSOL nos enche de orgulho. Nunca ficou tão evidente que é preciso um novo partido contra a velha política. Quando estive nas ruas, lado a lado com nossa juventude, nos protestos de junho, sabia que era ali que poderíamos provar a utilidade de nosso projeto, a necessidade de realmente construir uma alternativa combativa. No ano que logo começa, vamos ter a continuidade da luta nas ruas e também nas urnas. Esta deve ser a responsabilidade de nosso partido. E de minha parte estarei empenhada nos dois combates.
Para defender que o PSOL se postule como defensor das bandeiras de junho e seja fiel a este acontecimento histórico, aceitei disputar a indicação como candidata à presidente pelo partido. Foram alguns meses de disputa interna onde os militantes que apoiaram minha pré-candidatura atuaram com energia na fiscalização e na construção de plenárias de norte a sul do Brasil. Quero aqui deixar o meu abraço e agradecimento a cada um deles. Fruto deste trabalho militante foi realizado um ato no Rio de Janeiro com centenas de militantes e contamos com o apoio de várias lideranças, em especial de Marcelo Freixo, principal referência do PSOL. Por muito pouco não se chegou ao resultado que permitiria que a militância debatesse mais, isto é, as prévias. Com mais democracia, tenho confiança que teríamos ainda mais força. Mas o Congresso escolheu o nome de Randolfe Rodrigues. Este resultado não me desanima nem um pouco. Sigo firme na defesa de um PSOL fiel a seu programa fundacional e às jornadas de junho. Continuarei também ativa na vida interna do partido e na disputa de seus rumos.
Mas o 4º congresso Nacional do PSOL revelou um partido profundamente dividido. Além de denúncias de irregularidades na eleição de alguns delegados apoiadores da tese Unidade Socialista, a demonstração numérica desta divisão apareceu na votação da proposta de prévias para escolha da candidatura presidencial: 201 votos contra e 186 a favor. Mesmo com esta margem muito reduzida o agrupamento do Senador Randolfe Rodrigues não aceitou submeter o nome dele ao crivo dos militantes. Na votação da candidatura presidencial, mais uma vez quase metade do plenário, composto por delegados do Bloco de Esquerda, rejeitaram Randolfe, sendo que cerca de 30% apoiaram o meu nome e os demais se abstiveram em protesto contra as irregularidades. Diante desta realidade é preciso fazer um breve balanço e traçar as perspectivas.
Em primeiro lugar é preciso registrar que o apelo por mais democracia interna, feito pelo deputados Chico Alencar e Marcelo Freixo que defenderam as prévias, foi rejeitado pelo grupo de Randolfe e Ivan Valente, a tese Unidade Socialista. Isto é lamentável pois o nome de Randolfe não foi devidamente discutido pela militância, pois os apoiadores da Unidade Socialista não defendiam abertamente a candidatura de Randolfe, mas a colocavam como uma hipótese ao lado do nome de Chico, Freixo e até Milton Temer. Diferenças abissais separam os quatro nomes, portanto os delegados eleitos pela tese Unidade Socialista não estavam mandatados pela sua base para votar em Randolfe. As prévias poderiam suprir esta lacuna democrática, curar as feridas abertas pelas suspeitas de irregularidades e aprofundar o debate político. Por que o medo da democracia?
Outro aspecto importante do balanço é que o Bloco de Esquerda não conseguiu se unificar em torno de uma candidatura alternativa a Randolfe. Meu nome foi apoiado pelo MES, CST, TLS, LSR, o Coletivo Primeiro de Maio, outros agrupamentos regionais, e também por lideranças como os deputados Marcelo Freixo, Carlos Giannazi e Jean Wyllys. Mesmo assim uma parte do Bloco não quis me apoiar. Esta falta de unidade nos enfraqueceu na disputa, e acabamos perdendo o Congresso por uma margem reduzidíssima de 2%.
Mesmo assim considero que o Bloco de Esquerda é uma conquista importante da qual não podemos abrir mão. Após as jornadas de junho tornou-se ainda mais importante disputar os rumos do PSOL, lutar por um partido conectado com a nova realidade do Brasil, rejeitando a partidocracia e a velha política que insistem em nos rodear.
É preciso então avaliar como seguir. É certo que a disputa pela candidatura presidencial não se encerra no Congresso, pois até as convenções partidárias- que pela lei eleitoral acontecem em junho do ano que vem -ninguém é candidato oficialmente. Randolfe é o pré candidato escolhido por maioria pelo Congresso, mas meu nome segue colocado e poderá ser avaliado pela convenção do ano que vem. Luiz Araújo, o novo presidente do PSOL, falou em sua intervenção no Congresso que desejava que eu fosse candidata a Vice- Presidente na chapa com Randolfe. Não descarto esta hipótese, pois não concordo com a decisão de alguns de boicotar a campanha presidencial do PSOL se o candidato for Randolfe. Exceto para quem deseja sair do PSOL, o único caminho é seguir disputando os rumos do partido. Para isto não podemos ter uma postura abstencionista nas eleições, e muito menos apoiar o candidato de outro partido.
Não decidirei se aceito ou não esta tarefa de ser vice de Randolfe de forma individual. Quem me conhece sabe que não tenho problema algum em não ser candidata a nada. Encaro a política como militância e não como carreira.
Por isso quero ouvir em primeiro lugar @s militantes do PSOL e as lideranças das correntes que me apoiaram. Quero ouvir o partido no Rio de janeiro, particularmente Marcelo Freixo, nossa maior liderança, o deputado Jean Wyllys, os vereadores Eliomar Coelho, Paulo Eduardo e Renatinho. Em São Paulo quero ouvir o deputado Giannazi, o ex- deputado Raul Marcelo, o companheiro Vladimir Safatle. Quero ouvir outras lideranças, como a vereadora Toinha, de Fortaleza, e os grupos regionais que me apoiaram, como o ELA de Brasília e os companheiros do Paraná. Quero ouvir inclusive as lideranças que não são do Bloco , como o deputado Chico Alencar, e também as correntes do Bloco que não me apoiaram mas rejeitam Randolfe, pois respeito a sua militância e acredito que temos que seguir caminhando juntos no PSOL.
Quero avaliar com todos e todas qual o melhor caminho para que o PSOL possa estar unido na campanha de 2014 para enfrentar as candidaturas à serviço dos interesses do capital, e para que possamos seguir afirmando o perfil de partido que queremos construir: profundamente conectado com as lutas da juventude, dos trabalhadores , das mulheres, negros, homossexuais, indígenas, enfim , um partido fiel ao levante de junho e que apresente um projeto universalizante para todas esta lutas, um projeto socialista e libertário.

Luciana Genro

domingo, 1 de dezembro de 2013

PSOL escolhe presidente e candidato às eleições presidenciais de 2014

Brasília - O 4º Congresso Nacional do PSOL elegeu hoje (1º) como presidente da legenda Luiz Araújo, professor substituto da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e assessor da liderança do partido no Senado. Araújo, que concorreu com candidatos de duas chapas, é mestre em políticas públicas em educação pela UnB. Além disso, foi secretário de Educação de Belém, entre 1997 e 2002, e presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2003 e 2004. Ele vai substituir o deputado federal Ivan Valente (SP).
Os quase 400 delegados do PSOL, que estão desde sexta-feira (29) na cidade goiana de Luziânia, também escolheram o senador do Amapá Randolfe Rodrigues como candidato do partido para as eleições presidenciais de 2014. Concorreu também a ex-deputada federal pelo Rio Grande do Sul Luciana Genro, filha do atual governador do estado, Tarso Genro. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as legendas têm entre 10 e 30 de junho de 2014 para realizar as convenções partidárias que oficializarão os candidatos e coligações para as eleições de outubro do ano que vem.
Segundo a assessoria do PSOL, cerca de 600 militantes participaram do encontro, entre delegados e observadores eleitos nos congressos estaduais de todas as regiões do país. O evento, realizado este ano no Centro de Treinamento Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI), ocorre a cada dois anos
Além da escolha do novo presidente do partido e do candidato à Presidência, o Congresso também aprovou resoluções sobre conjuntura nacional e internacional e a atuação da legenda para os próximos anos.
Edição: Juliana Andrade

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tarso convida PSOL e PSTU para tratar da ação da polícia contra militantes políticos

Polícia Civil faz buscas para investigar militantes do Bloco de Lutas em Porto Alegre


Ramiro Furquim/Sul21
Assentamento urbano Utopia e Luta foi um dos locais onde a Polícia Civil atuou nesta terça-feira | Ramiro Furquim/Sul21
Iuri Müller, Sul 21
Ao menos quatro locais foram vistoriados ao longo desta terça-feira (1°) pela equipe da Polícia Civil que investiga os atos de “depredações e saques” dos protestos de junho em Porto Alegre. Durante a manhã e parte da tarde, duas residências particulares, um centro cultural que serve como moradia e um assentamento urbano foram alvo de mandados de busca e apreensão. Militantes de algumas das organizações políticas que compõem o Bloco de Lutas pelo Transporte Público foram chamados para prestar depoimento nos próximos dias.
As ações começaram ainda no início da manhã quando, por volta das 8h40min, uma equipe da Polícia Civil adentrou o Moinho Negro, centro cultural que também serve como moradia na Azenha — segundo os militantes que dormiam no local, a polícia arrombou a porta ao chegar. “Os policiais falaram que tinham mandado (de busca e apreensão) e separaram materiais para levar, folhetos de propaganda anarquista, panfletos políticos e cartazes”, afirmou um dos moradores do local, que foi chamado a prestar depoimento ainda nesta semana.
Pouco depois, o cenário da operação policial foi a residência do militante do coletivo “Juntos!” e da juventude do PSOL, Lucas Maróstica. Lucas afirmou, por meio do seu perfil no Facebook, que a força policial invadiu o seu apartamento em Porto Alegre e levou o seu computador. O militante, que não estava em casa neste momento, deve conceder entrevista coletiva na manhã da próxima quarta-feira (2) para explicar o ocorrido ao lado de representantes do seu partido.
Também durante a manhã, o militante da juventude do PSTU, Matheus Gomes, relatou episódio semelhante. Matheus conta que os agentes apreenderam cadernos, panfletos, adesivos com referência a lutas políticas, como a causa palestina, além do seu computador. “A justificativa da polícia é a de encontrar pessoas ligadas às depredações nos protestos em geral, mas está muito claro que é uma perseguição política ao Bloco de Lutas e aos movimentos sociais. Nem na época da (ex-governadora) Yeda Crusius isso acontecia”, defendeu.
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Espaço Moinho Negro, situado na Azenha, teve a porta arrombada por policias nesta manhã, segundo relato de moradores | Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Por volta das três horas da tarde, o assentamento Utopia e Luta, situado na Avenida Borges de Medeiros, teve um dos seus quartos revistados pela equipe da Polícia Civil que é liderada pelo delegado Marco Antônio Duarte de Souza. Os agentes buscavam dois moradores que não se encontravam no quarto e que, da mesma maneira, também serão chamados para prestar depoimento nos próximos dias. Pouco depois, a Secretaria de Segurança Pública do governo do Rio Grande do Sul convocou uma entrevista coletiva para comentar a operação de hoje com a imprensa.
“Esta polícia não será polícia política”, afirma Ranolfo Vieira Jr.
Na sede da secretaria, os delegados Ranolfo Vieira Jr., chefe da Polícia Civil, e Marco Duarte de Souza, responsável pela investigação dos atos de depredação nas manifestações, comentaram a operação de hoje. Segundo Ranolfo, “as ações desta terça-feira se originaram no final de junho, quando o Tribunal de Justiça foi quebrado pela segunda vez nos protestos”. Desde então, a polícia gaúcha busca identificar os responsáveis pelas “ações violentas que têm ocorrido nos protestos”.
Marco confirmou que até sete mandados foram postos em prática no dia de hoje e que, ao longo do tempo, a investigação encontrou “provas robustas” contra as pessoas que estariam envolvidas. O delegado negou que a polícia tenha apreendido material de divulgação e conteúdo político — quanto aos lugares escolhidos para cumprir os mandados, disse que são locais que podem servir “para que os autores dos atos se reunissem antes das manifestações”.
O secretário de Segurança Pública, Airton Michels, afirmou na sua colocação que “a Justiça legitimou a operação policial”, já que chancelou a emissão dos mandados que permitiram as buscas. Ranolfo, por sua vez, negou qualquer motivação política na operação: “quem diz que a polícia é política, tem que dizer o mesmo da Justiça e também do Ministério Público”, disse.
Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Para o secretário Airton Michels, “existe um grupo violento
que se infiltra nas manifestações” | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Após as manifestações da cúpula da Segurança Pública, o governador Tarso Genro (PT) se manifestou através de um vídeo. Tarso afirmou que pretende se reunir com os presidentes de PSOL e PSTU para esclarecer a situação. “A finalidade desta atitude do governo é deixar claro que não compactuamos com qualquer tipo de perseguição política ou mesmo de resposta política a agressões que o governo tenha sofrido a partir de determinados atos criminosos, que, na nossa opinião, não são realizados por militantes políticos”, afirmou.
O governador, no entanto, garantiu que “o delegado que fez o inquérito agiu dentro do Estado de direito, segundo todas as normas processuais e inquisitoriais que regulam este assunto”.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Senadores entregam a cabeça do Congresso a Gilmar Mendes

Senadores apoiam suspensão do trâmite de projeto que limita criação de partidos

Débora Zampier Repórter da Agência Brasil
Brasília – Senadores da oposição se reuniram hoje (30) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para apoiar a suspensão do projeto que inibe a criação de novos partidos. Mendes deu a liminar na semana passada ao analisar mandado de segurança do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
O encontro ocorre um dia depois de Mendes receber em sua casa os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A reunião de hoje foi no gabinete do ministro no STF, e os parlamentares falaram com jornalistas antes de deixar o Tribunal.
Segundo Pedro Taques (PDT-MT), os senadores não agradeceram o ministro “porque não se agradece decisões judiciais”, mas informaram que vários parlamentares concordaram com a decisão. Para Taques, o Supremo está “colocando o Congresso Nacional nos eixos”, pois o processo legislativo precisa respeitar o direito das minorias.
“Esse arremedo de processo legislativo, esse pseudoprocesso legislativo é uma farsa porque não se deu oportunidade para os parlamentares exercerem seu direito público subjetivo de debater um tema como esse, um tema casuístico”, disse Taques. Já o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) declarou que a ação do STF é necessária porque o projeto representa um “constrangimento”, inclusive para os parlamentares da maioria.
Álvaro Dias (PSDB-PR) acredita que o Legislativo e o Judiciário não estão em crise. “Preferimos que os impasses do Legislativo sejam resolvidos no âmbito do Parlamento, mas neste caso havia urgência”. O senador também disse que as tentativas do Congresso de limitar os poderes do Supremo são “uma espécie de revide daqueles que estão magoados com decisões recentes, o julgamento do mensalão por exemplo”.
Autor do mandado de segurança, Rollemberg declarou que o ministro Gilmar Mendes vai pedir informações ao Senado e encaminhar o assunto para manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de levar o assunto ao plenário, o que deve ocorrer em maio.
Também participaram da reunião os senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Pedro Simon (PMDB-RS), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ruben Figueiró (PSDB-MS) e a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Edição: Aécio Amado

quinta-feira, 21 de março de 2013

PSDB e PSOL se unem contra blogosfera

por Miguel do Rosário, nO Cafezinho e Viomundo

Tucano cobra explicações sobre gasto oficial na internet
O Globo – 20/03/2013
BRASÍLIA O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), protocolou ontem pedido de informações para que o governo explique o aumento de gastos com publicidade na internet, de 483%, no período de 2000 a 2011, segundo o partido. De acordo com o líder tucano, os gastos informados pelo governo não permitem saber a razão do aumento dessas despesas, passando de R$ 15 milhões, em 2000, para R$ 90 milhões, em 2011.
Aloysio quer que a Secretaria de Comunicação da Presidência explique se há financiamento público dos chamados “blogs sujos”, que são, segundo ele, sites de jornalistas contratados para atacar opositores do governo.
- Muitos dados que temos não são suficientemente pormenorizados. É impossível saber o que é gasto com empresas que concorreram no mercado, e as que não são. É um exército, uma milícia no “cyberespaço”. Eu quero saber onde e como esse dinheiro está sendo gasto – disse Aloysio.
O líder do PSOL, senador Randolfe Rodrigues (AP), que disse que irá subscrever o requerimento do tucano, afirmou que um site que veicula publicidade de uma empresa estatal teria “massacrado” o senador Pedro Taques (PDT-MT), um dos mais críticos ao governo no Senado:
- Se recebe verbas públicas para isso, mais do que ameaça à liberdade de expressão, é uma ameaça à democracia. É o financiamento do achincalhamento de quem tem alguma divergência – disse Randolfe.
*****
Diz o Miguel:
A “denúncia” de Aloysio Nunes é antes de tudo burrice. Em 2000, a internet quase não existia no Brasil. Eu, que fui um dos primeiros blogueiros do país, entrei por aqui em 2004. Essa é a explicação óbvia porque o aumento da publicidade estatal na internet cresceu 483%.
Mais grave que a burrice, porém, é que Nunes na verdade está tentando perseguir a blogosfera. O Cafezinho já identificou que mais de dois terços da publicidade federal vai para UOL, Globo, Abril. Até o site da Fox recebe dinheiro. A blogosfera não ganha nada. Alguns blogs de grande circulação recebem anúncios de estatais. É triste sobretudo ver um senador de esquerda, como Randolfe Rodrigues, adotar uma postura tão mesquinha, apenas porque viu ataques de um blog ao senador Pedro Tacques. E daí?
A grande mídia não ataca diariamente políticos e instituições, e não é justamente por isso que é considerada “crítica” e “independente”? Quer dizer que o senhor Randolfe Rodrigues, que nunca abriu a boca para reclamar contra a concentração midiática no país, e contra uma lógica de direcionamento de verbas estatais que apenas beneficia os grandes, agora vai entrar na turma dos que querem asfixiar financeiramente os dois ou três blogs que receberam uns caraminguás? E por que?
Porque um blog (deve ter sido o 247, que nem é blog exatamente, ou o Conversa Afiada) publicou uma denúncia feita por um jornalista que trabalha no mesmo estado que Pedro Tacques? Ora, se houvesse um blogueiro ou jornalista em Goiás que denunciasse Demóstenes Torres, o Brasil não teria sido pautado, por anos, por um cupincha de Carlinhos Cachoeira que fazia dobradinha com a revista Veja.
Na verdade, o ataque do senador Aloysio Nunes reflete o medo crescente que eles tem da blogosfera, uma vez que sabem que suas ideias apenas podem ganhar eleitores se estes se informarem exclusivamente pela grande mídia conservadora. Sabendo disso, eles querem não somente asfixiar financeiramente os dois ou três blogs que recebem alguma publicidade estatal, mas sobretudo: intimidar o governo, para que não se torne mais plural e democrático na distribuição da publicidade federal; constranger os próprios blogueiros a não lutar por seus direitos; atacar moralmente os blogueiros, que não escreveriam por ideal, mas por “dinheiro”.
Eu, como blogueiro, não quero nenhum recurso federal. Meu blog vive de assinaturas, não preciso de nenhuma publicidade estatal. Mas das duas, uma. Ou o governo não dá para ninguém, ou dá para todos. Não acho certo o governo, que tem compromissos com a disseminação de valores democráticos, ou seja, com o pluralismo e o debate, entregar tantos recursos para poucos grupos de comunicação, colaborando para a manutenção de uma lógica que já se mostrou terrivelmente nociva para a democracia brasileira.
A luta por uma comunicação social mais democrática e mais plural inscreve-se na luta pelos direitos humanos, pela cultura e pelo desenvolvimento, de maneira que os partidos políticos que, por medo da mídia corporativa, silenciam-se sobre um dos temas mais urgentes da pauta política nacional, são covardes e representam, mesmo que posem para as câmaras de progressistas e inovadores (como a rede marinista), a continuidade do atraso, com nova e engandora roupagem.
É um escárnio que os mesmos grupos que deram o golpe de Estado em 64, e apoiaram a ditadura, hoje recebam milhões de reais de publicidade estatal, e os setores que representam as ideias daqueles que lutaram contra a ditadura, desde o início, não apenas não recebam nada, como sejam alvos de ataque das mesmas mídias que recebem grandes somas de recursos públicos. O patrimônio financeiro dos donos da mídia foi construído, em boa parte, sobre os escombros da democracia.
O escárnio se torna insuportável quando eu vejo um senador acusando a blogosfera de receber um dinheiro que na verdade vai para os barões. E com apoio do senador do PSOL!
PS do Viomundo: Apesar de não aceitar verbas publicitários de governos, empresas ou órgãos estatais, o Viomundo defende os mesmos princípios do Miguel do Rosário: a pluralidade e a diversidade da mídia que são incompatíveis com a concentração de verbas aparentemente defendida, quem diria, por um senador do PSOL!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Plínio, quem é você que não sabe o que diz?

Plínio de Arruda Sampaio, oriundo do antigo Partido Democrata Cristão (PDC), de onde também veio Mário Covas, tranformou-se em íncone de certa esquerda. Do alto de sua polpuda e merecida aposentadoria, Plínio fez o caminho inverso do PT, passou de posições moderadas para um extremismo moralista. Adotou a ironia como método de debate e transborda ressentimento, além de adotar um ar professoral que dá a impressão de arrogância.
Não sei o que explica a declaração de Plínio sobre a necessidade de derrotar Haddad e seus elogios a Serra. Certamente não é caduquice. Porém, não se confunda a posição de Plínio com a do PSOL. Pelo que li, o PSOL adotou a posição de "nenhum voto a Serra". Rapidamente, meus companheiros petistas já foram às redes sociais, misturar alhos com bugalhos e "provar" que o PSOL é linha auxiliar dos tucanos. É um palpite tão infeliz quanto o de Plínio sobre a eleição paulistana. Um modo esperto, mas pouco inteligente de coesionar a base atacando os adversários pela esquerda.
Colunistas falam sobre o processo de "peemedebização" do PT. Sem entrar nesse debate, por enquanto, convém lembrar que, nos "tempos gloriosos" do PT, na década de 80, não foram poucas as vezes em que os petistas foram acusados de auxiliar a direita: seja por não apoiarem o PMDB (maior partido de oposição da época), seja por criticarem Brizola (que denominavao PT de "UDN de macacão"). Alguns petistas repetem esse erro, cegos diante das disputas concretas.
Por fim, numa hipotética disputa Serra x Plínio, eu não teria dúvidas: votaria no Plínio.
Confira a música "Palpite Infeliz", de Noel Rosa, na voz da incrível Joyce.
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cientista político Carlos Nelson Coutinho morre aos 70 anos no Rio

Professor da UFRJ, ele foi vítima de um câncer nesta quinta-feira (20).
Docente é autor de elogiada tradução do clássico 'O capital', de Karl Marx.

Do G1 RJ
Morreu na manhã desta quinta-feira (20), no Rio de Janeiro, o cientista político Carlos Nelson Coutinho, aos 70 anos, vítima de um câncer. A informação foi publicada no site da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde o baiano, natural de Itabuna, dava aulas.
O corpo do cientista será velado nesta quinta no átrio do Palácio Universitário, no Campus da Praia Vermelha, na Zona Sul, e cremado nesta sexta (21), no Cemitério do Caju, na Zona Norte.
Coutinho, é autor de elogiada tradução para o português do clássico "O capital", de Karl Marx e se tornou reconhecido internacionalmente no meio acadêmico como um dos maiores especialistas no pensamento dos filósofos György Lukács, nascido na Hungria, e do italiano Antonio Gramsci.
Entre seus livros publicados, estão "Gramsci, um estudo sobre seu pensamento político" e "A democracia como valor universal".
Formou-se em filosofia na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e se dedicou à crítica cultural nos anos 60 e 70, e foi militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, mais tarde, do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Marcelo Freixo Prefeito. Quem sabe?

Sou filiado ao PT e, em princípio, voto nos candidatos do PT. No Rio de Janeiro, há muito tempo que o PT deixou de ser uma opção de governo, por opções do próprio PT. Neste ano, o PT está coligado com Eduardo Paes(PMDB). Paes é um ex-tucano, carrasco de Lula, convertido ao lulismo pelas mãos de Sérgio Cabral, outro ex-tucano lulista.
O Rio de Janeiro é uma cidade linda com um eleitorado estranho, capaz de eleger elementos como Cesar Maia e Paulo Conde. Perto deles, Eduardo Paes é moderníssimo.
O fato é que, nesta eleição, olhando de longe, não consigo ver ninguém mais carioca que Marcelo Freixo. Professor de história (colega, portanto), dedicado aos direitos humanos, de incrível coerência e capaz de fazer um discurso crítico à atual situação política, sem cair no moralismo udenista que caracetriza o PSOL.
Freixo é oposição ao Governo Federal, por isso o apoio do PT é inviável. Mas Freixo é a oposição que o Brasil precisa. Não o oposicionismo do PSDB e DEM, mas um oposicionismo crítico, coerente, de conteúdo.
Se eu vivesse no Rio de Janeiro escolheria um candidato ou candidata do PT a vereador(a). Como sou disciplinado, não atacaria o candidato Paes ( o que não faria nenhuma diferença no quadro eleitoral).Acho que, apoiado exclusivamente pelo PSOL, Freixo não conseguirá ir muito à frente, nem mesmo para um segundo turno, se houver. Porém, na hora de votar, em nome de um mínimo de coerência e dignidade que devemos guardar num quadro político cada vez mais deteriorado, votaria em Marcelo Freixo.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Gilmar Mendes: Não houve pedido específico do Presidente em relação ao mensalão

Lula não pediu nada, segundo o próprio Gilmar Mentes. Sobre o que a Veja está falando afinal?
"Veja" mente de modo descarado e a Globo repercute a mentira. 
A oposição desnorteada quer meter Lula no meio do escândalo e o PSOL cai na conversa.

sábado, 7 de abril de 2012

Os inimigos do PSOL em Porto Alegre

Andando pelas ruas de Porto Alegre, deparamos com cartazes e outdoors do PSOL atacando diretamente PT e PC do B. Uma das peças de anti-propaganda psolista condena PT e PC do B por apoiarem a proposta de mudança do Código Florestal (o que é uma meia-verdade, pois boa parte do PT votou contra o relatório do deputado Aldo Rebelo - PC do B); a outra co-responsabiliza os mesmo partidos pelas dificuldades na saúde pública.
Não penso que qualquer crítica ao PT deva ser respondida com uma condenação ao fogo dos infernos e carimbada como "direita" ou neoliberal, mas acho que o PSOL está fazendo um desserviço à politização do debate eleitoral de 2012. É evidente que o PSOL não está discutindo meio-ambiente e saúde, mas atacando diretamente dois partidos em condições de disputar a Prefeitura de Porto Alegre com o atual Prefeito: o PC do B de Manuela e o PT de Villaverde. Não entro no detalhe das chances de cada um dos candidatos no pleito, mas quero observar que a postura psolista é equivocada e eleitoreira em favor de Fortunati (PDT). 
A linha de atacar o PT para disputar a sua base eleitoral vem sendo desenvolvida há anos pelo PSTU, sem sucesso. Um partido como o PSOL, sem chance de chegar à Prefeitura de Porto Alegre, ao menos nesta eleição, e sem ter que responder por qualquer esfera de governo, poderia contribuir elevando o debate político. Poderia ser uma espécie de "consciência crítica", distribuindo suas críticas aos demais candidatos e partidos, de preferência na proporção das responsabilidades de cada um. Porém, o PSOL prefere o caminho de atacar a esquerda "latu sensu", para aproveitar-se do espólio.
Não creio que essa tática leve muitos votos ao PSOL, porém, economizará a munição de Fortunati, que não precisará bater nos adversários porque tem outro partido fazendo o trabalho sujo.
As opções políticas não se definem apenas pelos aliados que temos, mas, também, pelos inimigos que escolhemos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Servidora da Guarda denuncia assédio moral


Denúncia de assédio moral na Central de Operações da Guarda Municipal
Foto: Leonardo Contursi

Atitudes autoritárias, privilégios para alguns em detrimento de outros, uso de agressão física e gritos para intimidação, chacotas sobre idade e tipo físico de mulheres. Essas são algumas das situações que ocorrem na Central de Operações da Guarda Municipal de Porto Alegre, conforme relato feito por Ana Maria Bombassaro, integrante da corporação há nove anos. As denúncias de assédio moral feitas pela servidora foram relatadas na Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) da Câmara Municipal da Capital na tarde desta terça-feira (8/11).
Os problemas funcionais trazidos por Ana Maria foram corroborados por quase duas dezenas de guardas municipais que acompanharam a reunião e também apresentaram seus relatos. Diversos servidores da corporação manifestaram na Cedecondh situações que incluem a falta de acompanhamento psicológico em situações de estresse no trabalho, o mau uso de recursos e equipamentos, a falta de opções para reclamações de situações no trabalho, e intrigas promovidas por chefias colocando servidores contra servidores. "O assédio moral e político nunca foi tão grande como agora", relatou a guarda municipal, que tem 18 anos de serviço.
Todos os relatos foram acompanhados por representação do Sindicato dos Servidores do Município de Porto Alegre (Simpa) e da Secretaria Municipal de Administração. Carmem Padilha, do Simpa, lembrou que a entidade já enviou várias solicitações de reuniões com o titular da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana, órgão ao qual está ligada a Guarda Municipal. "O secretário Nereu D Avila tem se negado sistematicamente a conversar", afirmou ela. A Secretaria também não enviou representante à reunião. "Nereu D"Avila, de forma covarde, mais uma vez não veio para o debate", disse ainda Carmem.
No início das discussões, a vereadora Maria Celeste (PT), presidente da Cedecondh, deu conhecimento de ofício encaminhado por Nereu D Avila e recebido no dia 4 de novembro. No texto, o secretário diz que considera a reunião uma "proposição prematura antes da tramitação de alguns procedimentos necessários para a verificação dos fatos que geraram o processo". O oficio ressalta ainda que, ao ter a conclusão, a Secretaria "dará ciência restrita aos integrantes da Cedecondh por se tratar de matéria confidencial". Contudo, ainda durante os debates, o vereador Sebastião Melo (PMDB) manteve contato com Nereu D"Avila, que se comprometeu a vir em uma próxima reunião da Cedecondh para tratar da questão.
A vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), que acompanhou as discussões, sugeriu que o relatório da reunião, com todos os depoimentos apresentados por integrantes da Guarda Municipal na Cedecondh, seja encaminhado ao Ministério Público do Trabalho. A reunião teve ainda a presença do vereador Toni Proença (PPL), que dirigiu os trabalhos de recolhimento de depoimentos dos guardas municipais.
Helio Panzenhagen (reg. prof. 7154)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Marcelo Freixo não precisa inventar histórias

O valente deputado Marcelo Freixo (PSOL), não precisa inventar histórias para se promover. Ele já é reconhecido como defensor dos Direitos Humanos e inimigo das milícias e do crime organizado a partir dos agentes do próprio Estado. Eu sou um dos admiradores do seu trabalho.
Nesta semana, correu o país a notícia de que o deputado estaria sofrendo uma espécie de exílio, patrocinado pela Anistia Internacional, em função das ameaças que vem sofrendo.Buscando informações, vê-se que a situação não é bem assim. O deputado foi convidado para uma série de palestras na Europa. Nas palestras, tratará sobre o combate às milícias no Rio de Janeiro, tema que vem mobilizando internacionalmente os defensores dos Direitos Humanos.
O esquema de segurança pessoal do deputado (que é um direito seu e dever do Estado) não parece estar em questão, isso dito pelo próprio deputado e pela Anistia Internacional. O que ele contesta e, parece-me, com razão, é a leniência do poder público com a ação milícias, o que estaria levando à facilitação das fugas e falta de combate efetivo à ação das mesmas.
Resumindo: o deputado é um defensor dos Direitos Humanos, está sendo ameaçado e deve ser protegido e o Governo do RJ, como cobra a Anistia Internacional, deve cumprir as determinações da CPI para livrar o Rio do crime organizado por policiais. Porém, Freixo não está saindo do país na condição de "exilado temporário".
Não é desinformando a população que se estará fortalecendo a luta pelos Direitos Humanos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Alunos da Pucrs denunciam fraude aos vereadores

MARIANA FONTOURA/CMPA/DIVULGAÇÃO/JC

Estudantes estão acampados em frente ao DCE da universidade desde quarta-feira

Marcus Meneghetti

Sofia Cavedon (c) recebeu manifestantes na tarde de ontemRepresentantes do movimento que está acampado desde a quarta-feira passada em frente ao Diretório Central de Estudantes (DCE) da Pucrs foram recebidos ontem na Câmara Municipal de Porto Alegre pela presidente da Casa, vereadora Sofia Cavedon (PT), juntamente com outros parlamentares.
Os estudantes denunciaram a ausência de eleições para o DCE e fraudes nas eleições para o Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (Conune), que escolhe delegados para representar diversas universidades do País no evento nacional.
Segundo Paola Piumato, do curso de Serviço Social, das quatro chapas inscritas para as eleições do Conune, duas foram impugnadas sem explicação. Ao perguntarem sobre o impedimento, os estudantes foram insultados.
Os alunos da Pucrs reclamaram que já foram agredidos fisicamente por membros do DCE. E alegaram que as ameaças são frequentes. "Registramos ocorrência e fizemos exames de corpo de delito para comprovar", denunciou Paola.
Durante a reunião, que ocorreu no salão nobre da presidência, os estudantes exibiram um vídeo em que policiais militares aparecem repreendendo membros do DCE pelo uso de spray de pimenta contra os alunos acampados em frente o diretório. Na gravação, o chefe de gabinete do vereador Mauro Zacher (PDT), Rafael Fleck, aparece junto aos integrantes da atual gestão. Tanto Zacher quanto Fleck já foram presidentes do DCE da Pucrs.
No último sábado, o juíz Fábio Vieira Heerdt, da Vara Cível do Foro Regional do Partenon, concedeu liminar de reintegração de posse para retirar os estudantes acampados no campus. "O advogado que assinou o documento em nome do DCE foi o Fleck", afirmou Celedo Neto, um dos representantes do movimento.
Os estudantes acusaram ainda o grupo que ocupa o DCE de ser uma "máfia". "Não existem eleições para o DCE. Lançam o edital um dia antes da votação. É uma verdadeira máfia", atacou a estudante Paola Piumato.
No final da reunião, Zacher apareceu no salão nobre e disse que havia falado com membros da atual gestão do DCE. "Eles se mostraram incomodados com a minha interferência. Não tenho nenhuma influência lá. Assim como os demais vereadores, dou o meu apoio", declarou.
Os estudantes se incomodaram com a afirmação. "Não sejamos hipócritas, vereador. O senhor sabe muito bem do que estamos falando. Afinal, também foi presidente do DCE", atacou Celedo Neto.
Ficou decidido que o vereador Professor Garcia (PMDB) vai entrar em contato com o reitor da Pucrs, Joaquim Clotet. Mauro Pinheiro (PT), Pedro Ruas (P-Sol) e Fernanda Melchionna (P-Sol) procurarão a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, deputada federal Manuela d'Ávila (PCdoB). Sofia marcará uma reunião com o secretário estadual de Segurança, Airton Michels (PT), para tratar da segurança dos manifestantes.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Luciana e a Constituição

Não votei na Luciana Genro, mas acho que ela cumpre um papel no cenário político gaúcho e até nacional. Como o Psol do RS não atingiu o quociente eleitoral, apesar de ter feito 130 mil votos (50 mil a menos que na eleição passada), Luciana não conseguiu ser reeleita deputada federal.
Agora, com seu pai sendo Governador do Estado, Luciana fica inelegível na circunscrição do Rio Grande do Sul.
A Constituição Federal estabelece em seu art.14 que:
"§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição."
Se desejasse, ela poderia se candidatar por outro estado, como fez seu companheiro, o ex-deputado federal Babá. Babá era deputado federal pelo Pará, transferiu-se para o RJ e candidatou-se à reeleição... não conseguiu. Portanto, não me parece uma boa opção para a deputada.
Como já comentei, acho que ela cumpre um papel e seria melhor do que muitos atuais vereadores e vereadoras da cidade. A questão, porém, não está na simpatia pela candiata e suas ideias, ou, como é o meu caso, pelo entendimento de que ela representa uma visão de mundo que deve estar exposta publicamente. A questão é: é justo realizar um movimento para ser excluído de algo previsto pela Constituição? É justo pedir excessão à regra para si, já que outros teriam sido excetuados do cumprimento da regra, em vez de exigir que a regra valha para todos? É justo, pedir uma análise "do caso particular" da deputada? Alguma vez o Psol aceitou analisar o "caso particular" de seus adversários em questões como o "ficha limpa"?
Luciana tem motivos para estar inconformada e sou solidário a ela (se é que a minha solidariedade vale alguma coisa). Porém, ela não foi vítima de uma injustiça, foi vítima da lei. A lei que a impediu de reeleger-se com 130 mil votos é a mesma que permitiu que seu companheiro de partido Jean Wyllys fosse eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com 13 mil votos. O dispositivo constitucional que impede a candidatura de parentes é uma tentativa de conter as oligarquias, suprimi-lo ou particuarizá-lo demais não é bom para a democracia.
Quando a gente luta por direitos, pelo cumprimento dos deveres e por justiça, tem que ter em mente que, em algum momento, os direitos dos outros prevaleçam sobre os nossos, os deveres nos obriguem a aceitar ou fazer coisas que não desejamos, a justiça esteja do lado contrário do nosso interesse.
É difícil ser coerente, principalmente na política.