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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

IRÔNICO, GILMAR DIZ QUE LULA NÃO FEZ TESTE DO BAFÔMETRO ANTES DE DISCURSO

Roberto Jayme:


Ministro afirmou que o ex-presidente não teria passado pelo teste do bafômetro antes de realizar discurso em Belo Horizonte, onde fez críticas a Aécio Neves (PSDB); comentário foi feito durante julgamento de ação no TSE contra propaganda eleitoral do PT que usava trecho desse discurso, em que Lula questionou em palanque onde estaria Aécio quando Dilma Rousseff estava presa, lutando pela democracia no País

247 – O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, comentou ironicamente que o ex-presidente Lula não teria passado pelo teste do bafômetro antes de um discurso do petista em Belo Horizonte (MG). 
O comentário foi feito na noite de terça-feira 21 durante o julgamento de uma ação contra a propaganda eleitoral do PT que usava trecho desse discurso de Lula, em BH, no qual questionava onde estaria Aécio Neves (PSDB) enquanto Dilma Rousseff estava presa, lutando pela democracia no País, durante a ditadura militar.
Depois de ouvir do ministro João Otávio de Noronha, que votava nesse momento, que Aécio tinha 10 anos de idade à época, e que portanto o discurso não teria nada a acrescentar à propaganda eleitoral, Gilmar afirmou: "E nem passou pelo bafômetro antes de falar isso".
O comentário arrancou risos de Noronha, que disse: "O ministro Gilmar disse aqui se ninguém perguntou se o candidato, não o candidato, mas quem afirma (Lula), passou pelo bafômetro antes de fazer tal declaração. Mas, isso aí vamos cair no mesmo nível".
O tema do bafômetro ganhou repercussão depois que a presidente Dilma questionou Aécio, durante debate no SBT, sobre o que ele pensava da Lei Seca. Em 2011, o candidato não quis passar pelo teste do bafômetro quando parado em uma blitz no Rio.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Gilmar reafirma sua parceria com Veja e suspende direito de resposta

O Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, acaba de conceder liminar à revista Veja, para suspender o direito de resposta obtido pelo PT junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Com a medida - previsível - Gilmar consolida uma parceria histórica com a revista, conforme se poderá conferir no post "A Operação Banqueiro e como se uniram as duas maiores fábricas de dossiês da República".

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ministro Gilmar Mendes: devolve logo este processo

gilmar mendes kotscho Ministro Gilmar Mendes: devolve logo este processo

O modelo legal vigente alimenta a promiscuidade entre agentes econômicos e a política, contribuindo para a captura dos representantes do povo por interesses econômicos dos financiadores, disseminando com isso a corrupção em detrimento dos valores republicanos (Ministro Marco Aurélio Mello, presidente do Superior Tribunal Eleitoral).

A gente não pode nem comemorar uma notícia boa, que já vem outra ruim junto.
Em votação histórica, e por goleada (6 a 1), o Supremo Tribunal Federal aprovou nesta quarta-feira (2) uma das medidas mais importantes para o saneamento da política brasileira, ao proibir a doação de recursos de empresas para campanhas eleitorais, principal causa da corrupção endêmica que assola as nossas instituições.
Graças, porém, ao pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes, sempre ele, o País vai ter que esperar o meritíssimo devolver o processo para que o resultado possa ser proclamado e entrar em vigor já para as eleições deste ano.
O grande problema é que, como não há prazo para Mendes fazer esta gentileza com a democracia brasileira, vamos ficar na dependência da boa vontade dele para cortar pela raiz a influência do poder econômico no processo eleitoral (em 2010, como lembra a Folha, 98% das receitas das campanhas de Dilma e Serra vieram de empresas).
Quando o placar já estava 4 a 1 pela proibição destas "doações desinteressadas" dos grandes grupos econômicos, o ministro alegou que como o tema era complexo precisava de mais tempo para estudar o processo e tomar sua decisão, que já é conhecida, a favor da participação das empresas nas campanhas. Mesmo assim, os  ministros Marco Aurélio Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (ver matéria de Carolina Martins, do R7 em Brasília) e Ricardo Lewandowski adiantaram seus votos e garantiram a maioria pela proibição de doações empresariais nas campanhas.
Pergunta-se: 1) se não há mais como reverter este resultado, qual é o sentido de pedido de vistas de Gilmar Mendes, já que seu voto só vale um voto? 2) Por que os demais ministros tiveram tempo suficiente para estudar o processo e dar seus votos sobre este "tema complexo" e só um deles precisa de mais prazo para tomar sua decisão? Em situações semelhantes, ministros do STF chamam de "chicanas jurídicas" recursos de advogados que só servem para atrasar os processos e a promulgação dos seus resultados.
Por isso, solicita-se encarecidamente ao ministro Mendes devolver este processo o mais rápido possível, já que o presidente do TSE assegurou ontem que, caso isto aconteça, as novas regras de financiamento estarão valendo nas eleições marcadas para daqui a seis meses.
Qual a opinião do caro leitor do Balaio sobre o financiamento de campanhas eleitorais, a decisão do STF e a atitude do ministro Gilmar Mendes?

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Senadores entregam a cabeça do Congresso a Gilmar Mendes

Senadores apoiam suspensão do trâmite de projeto que limita criação de partidos

Débora Zampier Repórter da Agência Brasil
Brasília – Senadores da oposição se reuniram hoje (30) com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para apoiar a suspensão do projeto que inibe a criação de novos partidos. Mendes deu a liminar na semana passada ao analisar mandado de segurança do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). 
O encontro ocorre um dia depois de Mendes receber em sua casa os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A reunião de hoje foi no gabinete do ministro no STF, e os parlamentares falaram com jornalistas antes de deixar o Tribunal.
Segundo Pedro Taques (PDT-MT), os senadores não agradeceram o ministro “porque não se agradece decisões judiciais”, mas informaram que vários parlamentares concordaram com a decisão. Para Taques, o Supremo está “colocando o Congresso Nacional nos eixos”, pois o processo legislativo precisa respeitar o direito das minorias.
“Esse arremedo de processo legislativo, esse pseudoprocesso legislativo é uma farsa porque não se deu oportunidade para os parlamentares exercerem seu direito público subjetivo de debater um tema como esse, um tema casuístico”, disse Taques. Já o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) declarou que a ação do STF é necessária porque o projeto representa um “constrangimento”, inclusive para os parlamentares da maioria.
Álvaro Dias (PSDB-PR) acredita que o Legislativo e o Judiciário não estão em crise. “Preferimos que os impasses do Legislativo sejam resolvidos no âmbito do Parlamento, mas neste caso havia urgência”. O senador também disse que as tentativas do Congresso de limitar os poderes do Supremo são “uma espécie de revide daqueles que estão magoados com decisões recentes, o julgamento do mensalão por exemplo”.
Autor do mandado de segurança, Rollemberg declarou que o ministro Gilmar Mendes vai pedir informações ao Senado e encaminhar o assunto para manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de levar o assunto ao plenário, o que deve ocorrer em maio.
Também participaram da reunião os senadores Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Pedro Simon (PMDB-RS), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), Ruben Figueiró (PSDB-MS) e a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Edição: Aécio Amado

domingo, 30 de dezembro de 2012

"Denúncia" de Álvaro Dias contra Lula é arquivada.

MPF/DF requer arquivamento de investigação contra Lula

Não foi comprovada a tese de que o ex-presidente teria feito pressão sobre o ministro Gilmar Mendes para atrasar o julgamento do mensalão no STF
O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) requereu o arquivamento de procedimento investigatório criminal envolvendo o ex-presidente Lula e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação foi iniciada em maio deste ano, a partir do recebimento de notícia-crime apresentada pelos parlamentares Alvaro Fernandes Dias, José Agripino Maia, Rubens Bueno, Randolph Frederich Rodrigues Alves, Antonio Carlos Mendes Thame e Jarbas de Andrade Vasconcelos. No documento, os autores acusam Lula de praticar os seguintes crimes em conversa mantida com o ministro Gilmar Mendes: coação no curso do processo, tráfico de influência e corrupção ativa.
Os autores fundamentaram a denúncia em uma reportagem publicada em revista de circulação nacional, a qual relatava suposta pressão exercida por Lula sobre o ministro Gilmar Mendes, para adiar do julgamento da ação penal nº 470 (caso conhecido como mensalão). Segundo a matéria jornalística, Lula teria oferecido ao ministro “blindagem” na CPI do Cachoeira, dando a entender que tal favor seria prestado em troca do adiamento do julgamento.
Em nota à imprensa, publicada em maio, por meio do Instituto Lula, o ex-presidente demonstrou estar indignado e alegou que a versão da revista sobre o teor da conversa mantida com Gilmar Mendes é inverídica. A investigação do Ministério Público sobre o caso não apontou conduta criminosa por parte de Lula.
Sem resposta – Durante o procedimento investigatório, foram feitos dois pedidos de informação acerca das acusações ao ministro Gilmar Mendes, via ofício. Ambos os documentos estão sem resposta até a presente data, o que levou o MPF/DF a analisar as entrevistas concedidas por Gilmar Mendes à imprensa sobre os fatos narrados na reportagem, para averiguar se houve a prática dos crimes apontados.
Nas declarações dadas pelo ministro, o Ministério Público não detectou um pedido específico de Lula no sentido de ver adiado o julgamento do mensalão. Após a repercussão da reportagem divulgada pela revista, o próprio Gilmar Mendes afirmou, em entrevista, que não houve um pedido específico do presidente em relação ao mensalão. Ainda segundo o ministro: “Lula manifestou um desejo e eu disse da dificuldade que o tribunal teria, ele não pediu a mim diretamente”.
Testemunha – Ouvido pelo MPF/DF, o advogado e ex-ministro do STF Nelson Jobim relatou ter testemunhado toda a conversa entre Lula e Gilmar Mendes, assegurando que “em nenhum momento o ex-presidente solicitou ou sugeriu ao ministro Gilmar que atuasse no sentido de obter o adiamento do julgamento do mensalão”, que “em nenhum momento o ex-presidente mencionou ter controle sobre a CPI do Cachoeira ou ter qualquer influência sobre seus trabalhos” e que “o ex-presidente apenas ouviu a conversa sobre o início do julgamento do mensalão, não tendo dela participado”.


Assessoria de Comunicação Procuradoria da República no Distrito Federal (61) 3313-5460/5459 twitter.com/MPF_DF

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Gilmar Mendes briga com sócio e assunto repercute no Congresso

gilmarEm: Política Brasileira
O ex-sócio acusou Gilmar Mendes de promover retiradas financeiras para o custeio de despesas particulares, sem o devido retorno ao caixa da instituição de ensino.
O artigo do colunista Elio Gaspari, nas edições desta quarta-feira dos diários conservadores carioca, O Globo, e paulistano, Folha de S. Paulo, intitulado Apenas uma briga feia de sócios, foi mais um episódio negativo para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O assunto foi ventilado nas conversas entre parlamentares, nos corredores da Câmara e do Senado. A média dos comentários sugere um desgaste ainda maior para o magistrado, às vésperas do julgamento do processo conhecido como ‘mensalão’, em meio à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, instaurada para apurar as ligações do bicheiro Carlos Augusto Ramos e integrantes dos Três Poderes.
Gaspari repercute a reportagem do jornalista Leandro Fortes, na revista semanal de esquerda Carta Capital, sobre o processo judicial em que um ex-sócio de Gilmar Mendes em uma escola de nível superior o acusa de desvio de recursos e sonegação fiscal. O Instituto de Direito Público (IDP), situado na Asa Sul de Brasília, reúne próceres do Direito em cursos de graduação e pós-graduação na área. Mendes responde a processo movido por Inocêncio Mártires Coelho, jurista e ex-presidente do IDP, no qual acusa o ministro da Suprema Corte de Justiça do país de “fazer retiradas ilegais do instituto, desfalcar o caixa da empresa e exigir pedágio dos outros sócios para servir, como ministro do STF, de garoto-propaganda da instituição educacional”. Procurado pelo Correio do Brasil, o IDP preferiu não se pronunciar sobre o assunto.
O ex-sócio acusou Gilmar Mendes de promover retiradas financeiras para o custeio de despesas particulares, sem o devido retorno ao caixa da instituição de ensino. A ação teve início em 7 de abril de 2011, quando o advogado Sergio Bermudes assume a defesa de Gilmar Mendes e entra com pedido para que o processo tramitasse em segredo de Justiça. Segundo a matéria de Leandro Fortes, o ministro do STF também passou a atribuir a Mártires Coelho as causas pela má situação financeira do IDP, com base em uma auditoria no IDP, que teria concluído pela falta de “capacidade para pagar seus compromissos de curto prazo”.
Mendes recebeu, a seu favor, um parecer assinado pelo advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, o qual valida o despejo de Mártires Coelho do cargo de gestor do IDP. Apesar da vantagem, o denunciante deu o processo por encerrado em troca da quantia de R$ 8 milhões. A quantia, segundo o ministro Gilmar Mendes assinalou, em nota distribuída aos jornais, foi obtida por meio de um empréstimo bancário, do qual participaria também outro sócio do IDP, Paulo Gustavo Gonet Branco.
Questão delicada
O questionamento sobre os negócios de Gilmar Mendes, no entanto, foi agravado nesta quarta-feira no artigo de Gaspari, o qual instiga o ministro a “romper o segredo de seu litígio com o ex-procurador-geral”.
“O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, fez muito bem ao quebrar o sigilo da conversa que Lula teve com ele no escritório de Nelson Jobim, catituando a postergação do julgamento do mensalão. Também fará bem se pedir à Justiça que levante o segredo em que correu o seu litígio com o ex-sócio e ex-procurador-geral da República (1981-1985), Inocêncio Mártires Coelho”, diz o colunista.
Ainda segundo Gaspari, “o repórter Leandro Fortes teve acesso a documentos do processo. Se nele há interesse público envolvido, vai na direção da transparência, não do segredo. Mártires Coelho dirigia o instituto e foi afastado por Gilmar. No processo, seus advogados acusam o ministro de ter exigido que ‘lhe fosse dada uma percentagem dos valores doados ao IDP a título de patrocínio para custear seus eventos extracurriculares, tais como congressos, seminários (…). O motivo/razão para a cobrança desse ‘pedágio’ era simples, pelo menos aos olhos do cobrador: sem o seu inegável prestígio e sua notória influência, ninguém financiaria tais atividades”.
No documento, Mendes se disse “cansado de ser garoto-propaganda do IDP”, acrescenta o colunista. “Atualmente, o IDP lista 26 ‘instituições e empresas conveniadas’. Entre elas estão a Câmara dos Deputados, o Ministério do Trabalho, a OAB do Piauí, um Tribunal Regional do Trabalho e 15 associações e sindicatos de servidores públicos. Empresa privada, daquelas que o dono tem que se preocupar com o balanço, nenhuma”, pontuou.
“A essa altura, com a divulgação das razões dos advogados de Inocêncio Mártires Coelho, o segredo de Justiça tornou-se um ônus para Gilmar Mendes e nunca é demais repetir o juiz Louis Brandeis, da Corte Suprema dos Estados Unidos: “A luz do sol é o melhor desinfetante”. (Sabendo que a Corte Suprema pagava pouco, Brandeis resolveu ficar rico antes de ir para lá). Um ex-procurador-geral da República e um ministro do Supremo Tribunal não organizam um educandário comercial sem amparo nas leis. Quando esse educandário firma convênios com entidades públicas, deve ter sido achada base legal para fazê-lo. Tudo bem, mas é mais fácil um juiz do Tribunal Constitucional da Alemanha ou da Corte Suprema dos Estados Unidos se associar a um mágico de feira antes do que se meter em semelhante iniciativa”, conclui Gaspari, sobre a posição de Gilmar Mendes.

sábado, 13 de outubro de 2012

A Máfia no Setor Imobiliário Nordestino

Por Assis Ribeiro, publicado no Blog do Nassif
 
Luciano Nascimento é uma grande expressão do estudo do Direito Penal Moderno, no País. Também denominado Direito Penal Econômico, esta especialidade do direito, estuda os crimes ligados à economia e à empresa. Os chamados crimes de colarinho branco, podem ser exemplificados principalmente na corrupção e lavagem de dinheiro.
Doutor em Ciências Jurídicos Criminais pela Faculdade de Direito de Coimbra, Luciano já atuou em países como a Itália, Portugal e Alemanha. Hoje, de volta ao Brasil, se estabeleceu como professor em João Pessoa, há dois anos.
Há mais de uma década, ele se dedica ao estudo da lavagem de dinheiro. Crime silencioso, por vezes discretos, mas que gera grandes prejuízos econômicos à sociedade.
Por Marta Thais Leite.
MARTA T. LEITE: Bom dia , Luciano. Qual a principal área de atuação do Direito Penal Econômico?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

GIlmar Mendes vai ganhar programa de TV!!!

O ministro apresentador
Aos 56 anos, o ministro Gilmar Mendes, do STF, abraçará uma nova carreira paralela: será apresentador de televisão.

Ele terá um programa na TV Senado, em que dará informações sobre a história e os bastidores da Assembleia Constituinte, que elaborou a Carta de 1988. A atração foi idealizada pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, faculdade de que Gilmar é sócio. O contrato ainda não foi assinado, mas está decidido que o programa estreará neste ano.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ministros demonstram cansaço durante julgamento do mensalão

De: O Globo

Os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, durante o terceiro dia de julgametno do mensalão no STF Foto: Montagem sobre fotos de André Coelho / O Globo
Os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, durante o terceiro dia de julgametno do mensalão no STF Montagem sobre fotos de André Coelho / O Globo
 RIO - No terceiro dia de julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros da Corte já começam a dar sinais do cansaço que as longas argumentações estão provocando. Durante o pronunciamento de Arnaldo Malheiros Filho, advogado de defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ministro relator, Joaquim Barbosa, foi flagrado pela reportagem do GLOBO demonstrando que a maratona de debates está tirando a atenção dos magistrados. Já Gilmar Mendes demostrou cansaço quando o advogado Marcelo Leonardo, que defende Marcos Valério, argumentava a favor de seu cliente no plenário do Supremo

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CartaCapital: O valerioduto abasteceu Gilmar Mendes

Exclusivo CartaCapital
CartaCapital publica na edição que chega às bancas em São Paulo nesta sexta-feira 27 uma lista inédita de beneficiários do caixa 2 da campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo em 1998. O esquema foi operado pelo publicitário Marcos Valério de Souza, que assina a lista, registrada em cartório. O agora ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes aparece entre os beneficiários. Mendes teria recebido 185 mil reais.
Há ainda governadores, deputados e senadores na lista. Entre os doadores, empresas públicas e prefeituras proibidas de fazer doações de campanha. O banqueiro Daniel Dantas também aparece como repassador de dinheiro ao caixa 2.
A documentação foi entregue à Polícia Federal pelo advogado Dino Miraglia Filho, de Belo Horizonte. Ele defende a família da modelo Cristiana Aparecida Ferreira, assassinada em 2000. Segundo Miraglia, a morte foi “queima de arquivo”, pois a modelo participava do esquema e era escalada para transportar malas de dinheiro. Na lista, Cristiana aparece como destinatária de 1,8 milhão de reais.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Gilmar Mendes: Não houve pedido específico do Presidente em relação ao mensalão

Lula não pediu nada, segundo o próprio Gilmar Mentes. Sobre o que a Veja está falando afinal?
"Veja" mente de modo descarado e a Globo repercute a mentira. 
A oposição desnorteada quer meter Lula no meio do escândalo e o PSOL cai na conversa.

Lula diz que reportagem da Veja é inverídica

Daniel Mello  Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou hoje (28) de “inverídica” a versão apresentada pela revista Veja da conversa que teve no último dia 26 de abril com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Segundo a reportagem publicada nesta semana, Lula pediu a Gilmar para ajudar a adiar o julgamento dos acusados no esquema do mensalão. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente, por meio de nota publicada pelo Instituto Lula, sobre a reportagem. Lula confirmou, no entanto, que se encontrou com Mendes no escritório do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim.
O comunicado divulgado pela assessoria do ex-presidente diz ainda que “a autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público”.
A Veja diz que Lula sugeriu a Mendes que se ajudasse a adiar o julgamento, “seria blindado” na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. A comissão apura um esquema de corrupção que seria comandado pelo empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.
Para reforçar que nunca interferiu no Judiciário ou no Ministério Público, Lula ressaltou que reconduziu Antonio Fernando de Souza para a Procuradoria-Geral da República, mesmo após apresentar a denúncia do Mensalão. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”.
 
Edição: Rivadavia Severo

#Gilmar Mentes


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dallari cobra apuração sobre telefonema de Serra a Mendes

São Paulo – O jurista Dalmo de Abreu Dallari considera que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, devem explicações à sociedade sobre a suposta conversa telefônica que teria levado o ministro Gilmar Mendes a pedir adiamento do julgamento do processo sobre a obrigatoriedade de o eleitor apresentar dois documentos para votar nas eleições do próximo domingo (3).
Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta quinta-feira (30), o candidato do PSDB ligou para o ministro Mendes no início da tarde da quarta (29), quando o plenário do STF julgava  recurso do PT que tentava derrubar a exigência de título de eleitor e um documento com foto para que o eleitor possa votar.
Horas depois, em sua vez de declarar seu voto – e apesar de todos os sete ministros que já haviam votado terem acatado a solicitação do PT e derrubado a exigência –, Gilmar Mendes pediu vista do processo, suspendendo o julgamento e adiando a decisão.
A medida é considerada uma vantagem a mais para o candidato tucano na tentativa de levar as eleições para o segundo turno.
"Tanto o STF quanto o candidato (Serra) deveriam se esforçar para esclarecer definitivamente o que houve, para não pairar dúvidas sobre a credibilidade do Tribunal. Se isso realmente ocorreu e for provado que ocorreu, terá um fato muito grave", disse Dallari.
O jurista reiterou que, por enquanto, não há provas de que a conversa realmente tenha acontecido e que o conteúdo da reportagem da Folha seria considerado, em termos jurídicos, "uma insinuação". "Por isso mesmo é que seria importante, neste momento, esclarecer definitivamente as circunstâncias (do telefonema de Serra apontado pelo jornal como sendo a Mendes)", concluiu.

Foto de Gilmar Mendes antes de conversar com Serra