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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

No PSOL, a luta continua mesmo!

Luciana Genro

Estamos no ultimo mês de um ano que mudou o Brasil. As jornadas de junho revelaram a todos a crise de representação política e provaram com marchas multitudinárias que a população brasileira, em especial sua juventude, tem condições de tomar o caminho das ruas para defender seus interesses. Depois de junho as greves dos trabalhadores e os protestos populares deixaram claro que nada mais será como antes e que não serão apenas os jovens a entrar na luta.
Neste cenário, o acerto de ter fundado o PSOL nos enche de orgulho. Nunca ficou tão evidente que é preciso um novo partido contra a velha política. Quando estive nas ruas, lado a lado com nossa juventude, nos protestos de junho, sabia que era ali que poderíamos provar a utilidade de nosso projeto, a necessidade de realmente construir uma alternativa combativa. No ano que logo começa, vamos ter a continuidade da luta nas ruas e também nas urnas. Esta deve ser a responsabilidade de nosso partido. E de minha parte estarei empenhada nos dois combates.
Para defender que o PSOL se postule como defensor das bandeiras de junho e seja fiel a este acontecimento histórico, aceitei disputar a indicação como candidata à presidente pelo partido. Foram alguns meses de disputa interna onde os militantes que apoiaram minha pré-candidatura atuaram com energia na fiscalização e na construção de plenárias de norte a sul do Brasil. Quero aqui deixar o meu abraço e agradecimento a cada um deles. Fruto deste trabalho militante foi realizado um ato no Rio de Janeiro com centenas de militantes e contamos com o apoio de várias lideranças, em especial de Marcelo Freixo, principal referência do PSOL. Por muito pouco não se chegou ao resultado que permitiria que a militância debatesse mais, isto é, as prévias. Com mais democracia, tenho confiança que teríamos ainda mais força. Mas o Congresso escolheu o nome de Randolfe Rodrigues. Este resultado não me desanima nem um pouco. Sigo firme na defesa de um PSOL fiel a seu programa fundacional e às jornadas de junho. Continuarei também ativa na vida interna do partido e na disputa de seus rumos.
Mas o 4º congresso Nacional do PSOL revelou um partido profundamente dividido. Além de denúncias de irregularidades na eleição de alguns delegados apoiadores da tese Unidade Socialista, a demonstração numérica desta divisão apareceu na votação da proposta de prévias para escolha da candidatura presidencial: 201 votos contra e 186 a favor. Mesmo com esta margem muito reduzida o agrupamento do Senador Randolfe Rodrigues não aceitou submeter o nome dele ao crivo dos militantes. Na votação da candidatura presidencial, mais uma vez quase metade do plenário, composto por delegados do Bloco de Esquerda, rejeitaram Randolfe, sendo que cerca de 30% apoiaram o meu nome e os demais se abstiveram em protesto contra as irregularidades. Diante desta realidade é preciso fazer um breve balanço e traçar as perspectivas.
Em primeiro lugar é preciso registrar que o apelo por mais democracia interna, feito pelo deputados Chico Alencar e Marcelo Freixo que defenderam as prévias, foi rejeitado pelo grupo de Randolfe e Ivan Valente, a tese Unidade Socialista. Isto é lamentável pois o nome de Randolfe não foi devidamente discutido pela militância, pois os apoiadores da Unidade Socialista não defendiam abertamente a candidatura de Randolfe, mas a colocavam como uma hipótese ao lado do nome de Chico, Freixo e até Milton Temer. Diferenças abissais separam os quatro nomes, portanto os delegados eleitos pela tese Unidade Socialista não estavam mandatados pela sua base para votar em Randolfe. As prévias poderiam suprir esta lacuna democrática, curar as feridas abertas pelas suspeitas de irregularidades e aprofundar o debate político. Por que o medo da democracia?
Outro aspecto importante do balanço é que o Bloco de Esquerda não conseguiu se unificar em torno de uma candidatura alternativa a Randolfe. Meu nome foi apoiado pelo MES, CST, TLS, LSR, o Coletivo Primeiro de Maio, outros agrupamentos regionais, e também por lideranças como os deputados Marcelo Freixo, Carlos Giannazi e Jean Wyllys. Mesmo assim uma parte do Bloco não quis me apoiar. Esta falta de unidade nos enfraqueceu na disputa, e acabamos perdendo o Congresso por uma margem reduzidíssima de 2%.
Mesmo assim considero que o Bloco de Esquerda é uma conquista importante da qual não podemos abrir mão. Após as jornadas de junho tornou-se ainda mais importante disputar os rumos do PSOL, lutar por um partido conectado com a nova realidade do Brasil, rejeitando a partidocracia e a velha política que insistem em nos rodear.
É preciso então avaliar como seguir. É certo que a disputa pela candidatura presidencial não se encerra no Congresso, pois até as convenções partidárias- que pela lei eleitoral acontecem em junho do ano que vem -ninguém é candidato oficialmente. Randolfe é o pré candidato escolhido por maioria pelo Congresso, mas meu nome segue colocado e poderá ser avaliado pela convenção do ano que vem. Luiz Araújo, o novo presidente do PSOL, falou em sua intervenção no Congresso que desejava que eu fosse candidata a Vice- Presidente na chapa com Randolfe. Não descarto esta hipótese, pois não concordo com a decisão de alguns de boicotar a campanha presidencial do PSOL se o candidato for Randolfe. Exceto para quem deseja sair do PSOL, o único caminho é seguir disputando os rumos do partido. Para isto não podemos ter uma postura abstencionista nas eleições, e muito menos apoiar o candidato de outro partido.
Não decidirei se aceito ou não esta tarefa de ser vice de Randolfe de forma individual. Quem me conhece sabe que não tenho problema algum em não ser candidata a nada. Encaro a política como militância e não como carreira.
Por isso quero ouvir em primeiro lugar @s militantes do PSOL e as lideranças das correntes que me apoiaram. Quero ouvir o partido no Rio de janeiro, particularmente Marcelo Freixo, nossa maior liderança, o deputado Jean Wyllys, os vereadores Eliomar Coelho, Paulo Eduardo e Renatinho. Em São Paulo quero ouvir o deputado Giannazi, o ex- deputado Raul Marcelo, o companheiro Vladimir Safatle. Quero ouvir outras lideranças, como a vereadora Toinha, de Fortaleza, e os grupos regionais que me apoiaram, como o ELA de Brasília e os companheiros do Paraná. Quero ouvir inclusive as lideranças que não são do Bloco , como o deputado Chico Alencar, e também as correntes do Bloco que não me apoiaram mas rejeitam Randolfe, pois respeito a sua militância e acredito que temos que seguir caminhando juntos no PSOL.
Quero avaliar com todos e todas qual o melhor caminho para que o PSOL possa estar unido na campanha de 2014 para enfrentar as candidaturas à serviço dos interesses do capital, e para que possamos seguir afirmando o perfil de partido que queremos construir: profundamente conectado com as lutas da juventude, dos trabalhadores , das mulheres, negros, homossexuais, indígenas, enfim , um partido fiel ao levante de junho e que apresente um projeto universalizante para todas esta lutas, um projeto socialista e libertário.

Luciana Genro

domingo, 1 de dezembro de 2013

PSOL escolhe presidente e candidato às eleições presidenciais de 2014

Brasília - O 4º Congresso Nacional do PSOL elegeu hoje (1º) como presidente da legenda Luiz Araújo, professor substituto da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e assessor da liderança do partido no Senado. Araújo, que concorreu com candidatos de duas chapas, é mestre em políticas públicas em educação pela UnB. Além disso, foi secretário de Educação de Belém, entre 1997 e 2002, e presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 2003 e 2004. Ele vai substituir o deputado federal Ivan Valente (SP).
Os quase 400 delegados do PSOL, que estão desde sexta-feira (29) na cidade goiana de Luziânia, também escolheram o senador do Amapá Randolfe Rodrigues como candidato do partido para as eleições presidenciais de 2014. Concorreu também a ex-deputada federal pelo Rio Grande do Sul Luciana Genro, filha do atual governador do estado, Tarso Genro. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as legendas têm entre 10 e 30 de junho de 2014 para realizar as convenções partidárias que oficializarão os candidatos e coligações para as eleições de outubro do ano que vem.
Segundo a assessoria do PSOL, cerca de 600 militantes participaram do encontro, entre delegados e observadores eleitos nos congressos estaduais de todas as regiões do país. O evento, realizado este ano no Centro de Treinamento Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria (CNTI), ocorre a cada dois anos
Além da escolha do novo presidente do partido e do candidato à Presidência, o Congresso também aprovou resoluções sobre conjuntura nacional e internacional e a atuação da legenda para os próximos anos.
Edição: Juliana Andrade

quarta-feira, 16 de março de 2011

O cursinho da Luciana II

Empreste uma sala vazia a quem precisa
Na  outra postagem sobre o cursinho da Luciana, fiz observações que, apesar de críticas, não eram contrárias à iniciativa. Para não parecer exageradamente chato, omiti o fato de que, tanto quanto eu sei, não é legal alugar sala de escolas públicas. As escolas não podem cobrar pela utilização do seu espaço, muito menos uma direçao de escola pode cobrar diretamente por isso. Que as escolas utilizem esse expediente para reforçar o caixa e fazer frente a despesas do cotidiano pode até ser um fato corriqueiro, mas ninguém bota isso no jornal. Por isso, não me surpreendi quando a coordenadora do "Emancipa" comunicou a desistência em ocupar salas do Julhinho. Deve ter consultado um advogado (ela tem um bom advogado na família) que a instruiu a não deixar furos que prejudicassem a ela ou à direção da escola. Talvez a coisa fique até melhor. Quem sabe alguma escola privada aceite ceder gratuitamente o espaço?

quinta-feira, 10 de março de 2011

O cursinho da Luciana

A "Veja" atacou o Emancipa, curso de preparaçaõ ao vestibular e ao Enem de iniciativa da ex-deputada Luciana Genro. Se a "Veja" ataca, já é um motivo para eu ser a favor. Acho positiva a iniciativa da deputada, que é semelhante a uma iniciativa existente em São Paulo, porém, como bom chato, permito-me fazer algumas observações:
1) O Psol é dono de criticar apoio de empresas a políticos (e a ex-deputada é uma política, no momento, sem mandato), pois isso comprometeria a independência dos mandatos e dos governos. Porém, o curso de Luciana é bancado por grandes empresas. Sabemos que a ex-deputada deverá concorrer e ser eleita vereadora de Porto Alegre, em 2012. A futura vereadora terá independência para votar questões que envolvam os interesses do Zaffari e da Multiplan? Eu até acho que sim, mas o Psol sempre acha que não, ao menos para os outros;
2) Há muito tempo que a "Veja" virou saco de pancada de qualquer pessoa com juízo. Luciana também bate na "Veja", no que tem razão. Porém, para apoiar sua ideia, destaca que o apoio ao seu projeto "se expressou inclusive na imprensa gaúcha, que através de vários comunicadores e jornalistas ajudou a divulgar o projeto pela sua relevância social". Ou seja, a imprensa gaúcha, agora, virou referência positiva para o seu projeto. E na hora em que a "imprensa gaúcha" resolver contestar o Psol e suas propostas, vai virar, novamente, imprensa burguesa, mentirosa e manipuladora?
3) Por fim, os critérios de ingresso no Emancipa são: menor e renda e melhor desempenho escolar.Aí, minha observaçaõ é conceitual. Por que alunos com desempenho escolar melhor terão preferência? Não seria mais coerente que o acesso se desse de acordo com a renda, mas independente da avaliação? Como serão comparadas avaliações produzidas por instituições diferentes e com critérios diferentes? No caso de haver mais candidatos que vagas (e é o que está ocorrendo) o melhor seria fazer um sorteio para definir quem ocuparia a vaga.
Tenho horror à "Veja" e desejo sucesso ao Emancipa. Então por que escrevi esse post? Porque sou um chato, mas, ao menos, procuro manter a coerência.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O ato pró-Luciana

Hoje é dia do ato em defesa da possibilidade de Luciana Genro ser candidata à Câmara Municipal de Porto Alegre. Comentei em uma postagem (leia aqui) que não achava coerente a deputada Luciana Genro reivindicar para si a exclusão do cumprimento de uma norma constitucional, conforme entendi da argumentação que ela fez em entrevista à rádio. Parece que a coisa não é bem assim. 
Há juristas (inclusive o Governador eleito Tarso Genro) que raciocinam de um modo bastante lógico: o território de jurisdição do Governador não é o município, mas o Estado, portanto, ela estaria livre para concorrer no âmbito do Município de Porto Alegre, que é um ente autônomo em relação ao Estado do Rio Grande do Sul. Ou seja, não é necessário pedir exceção, tampouco mudar a Constituição para que Luciana Genro concorra à vereança. Logo, toda essa movimentação tem um fim inequívoco: promover antecipadamente o nome da deputada e criar um clima favorável a ela. Muito esperto, muito esperto. A política eleitoral é assim mesmo, tem que se mexer.
Tem muita gente chingando a "lei" (só que não é uma lei, é a Constituição) e protestando contra uma proibição que, ao que parece, não existe e sobre uma situação à qual o judiciário sequer se manifestou.
No fim, acho que tudo se resolve e Luciana deverá ser candidata, e obterá grande votação na próxima eleição. Fará uma votação tão grande que, certamente carregará mais um ou dois candidatos do Psol (assim como Pedro Ruas, com seus quinze mil votos, carregou Fernanda Melchiona e seus três mil e poucos votos), passando-os à frente de candidatos de outros partidos. Os candidatos de outras legendas que ficarem de fora por conta da grande votação de Luciana irão lamentar, mas, ao fim, como diz o ditado: um dia é da caça, outro, da pesca.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Luciana e a Constituição

Não votei na Luciana Genro, mas acho que ela cumpre um papel no cenário político gaúcho e até nacional. Como o Psol do RS não atingiu o quociente eleitoral, apesar de ter feito 130 mil votos (50 mil a menos que na eleição passada), Luciana não conseguiu ser reeleita deputada federal.
Agora, com seu pai sendo Governador do Estado, Luciana fica inelegível na circunscrição do Rio Grande do Sul.
A Constituição Federal estabelece em seu art.14 que:
"§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição."
Se desejasse, ela poderia se candidatar por outro estado, como fez seu companheiro, o ex-deputado federal Babá. Babá era deputado federal pelo Pará, transferiu-se para o RJ e candidatou-se à reeleição... não conseguiu. Portanto, não me parece uma boa opção para a deputada.
Como já comentei, acho que ela cumpre um papel e seria melhor do que muitos atuais vereadores e vereadoras da cidade. A questão, porém, não está na simpatia pela candiata e suas ideias, ou, como é o meu caso, pelo entendimento de que ela representa uma visão de mundo que deve estar exposta publicamente. A questão é: é justo realizar um movimento para ser excluído de algo previsto pela Constituição? É justo pedir excessão à regra para si, já que outros teriam sido excetuados do cumprimento da regra, em vez de exigir que a regra valha para todos? É justo, pedir uma análise "do caso particular" da deputada? Alguma vez o Psol aceitou analisar o "caso particular" de seus adversários em questões como o "ficha limpa"?
Luciana tem motivos para estar inconformada e sou solidário a ela (se é que a minha solidariedade vale alguma coisa). Porém, ela não foi vítima de uma injustiça, foi vítima da lei. A lei que a impediu de reeleger-se com 130 mil votos é a mesma que permitiu que seu companheiro de partido Jean Wyllys fosse eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro com 13 mil votos. O dispositivo constitucional que impede a candidatura de parentes é uma tentativa de conter as oligarquias, suprimi-lo ou particuarizá-lo demais não é bom para a democracia.
Quando a gente luta por direitos, pelo cumprimento dos deveres e por justiça, tem que ter em mente que, em algum momento, os direitos dos outros prevaleçam sobre os nossos, os deveres nos obriguem a aceitar ou fazer coisas que não desejamos, a justiça esteja do lado contrário do nosso interesse.
É difícil ser coerente, principalmente na política.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Luciana, Manuela e Maria do Rosário

Luciana Genro não conseguiu se eleger. O Psol é um partido pequeno com mania de partido grande. Luciana e o Psol se perderam na crítica moralista e na fritura dos discordadantes. Além disso, Luciana teve que carregar uma mala pesada demais durante a campanha, na tentativa de formar uma bancada estadual. Erraram demais e acabaram pagando caro. Com 129 mil votos, é uma referência importante, mas sua votação caiu e ela e seu Psol vão enfrentar problemas sem um mandato.
Manuela é uma das mais perfeitas encarnações da polítca pós-moderna.Talvez por isso consiga ir tão bem. A mensagem dela não me diz grande coisa, mas se 480 mil pessoas se dispuseram a votar nela, o erro deve ser meu.
Maria do Rosário fez tudo certo. Exerceu um bom mandato e fez uma campanha organizada e mobilizada. Não contava com a sacanagem do TRE. Teve que fazer uma campanha explicando que era candidata e desfazendo as fofocas de adversários e "amigos". Ao fim, enfrentou uma verdadeira tortura ao acompanhar os votos de todo mundo, menos os dela mesma. Ainda assim, fez 143 mil votos. É uma vitoriosa.
Adivinhem em quem eu votei?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Qual o futuro do Psol?

 O Blog doAltamiro Borges publicou uma pequena análise sobre a crise aberta no Psol em função da sucessão presidencial. Acho que o Psol é um partido que vai durar bastante, mas dificilmente será um grande partido, um aglutinador da esquerda não-petista, por exemplo. O discurso moralista está tão difundido, que o Psol sequer consegue capitalizar a revolta contra o PT, que deu origem ao partido. Além disso, o Psol não parece disposto a sacrificar cadeiras no legislativo, lançando seus nomes mais experessivos a cargos majoritários. Explico. O PT, lá em 82, teve um resultado modesto (mesmo assim, maior que o Psol em 2006), mas não teve medo de indicar nomes como Lula e Olívio, por exemplo, ao governo de seus estados. Desse modo, os líderes de maior projeção ajudaram a projetar outros nomes e o partido como um todo.Demorou um pouco, mas rendeu. Já o Psol lança nomes de menor densidade eleitoral para os cargos majoritários e concentra seus esforços para eleger bancadas parlamentares. 
Alguém tem dúvida que o principal nome do Psol no Rio Grande do Sul é Luciana Genro? O Psol, todavia, não está disposto a arriscar uma re-eleição certa de sua estrela. Por isso, lançou Pedro Ruas, que não tem nada a perder, pois continuará vereador em Porto Alegre. Ainda assim, melhorou bastante. Afinal, em 2006 o candidato foi o Roberto Robaina.
Na vida e na política só consegue obter grandes vitórias quem se dispõe a grandes riscos. 
Só não entendi como a deputada do Psol conseguirá compatibilizar suas dus prioridades: a candidatura Pedro Ruas e a candidatura de Heloísa Helena ao Senado por Alagoas.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Rede Duas Caras



Dei-me o trabalho de conferir os editoriais do jornalzinho para os casos das denúcias do Senador Jarbas Vasconcelos e da Deputada Luciana Genro. Dia 18 de fevereiro, depois da entrevista de Vasconcelos à VEJA, o editorial diz:"Não é possível que, diante de tão escancarada revelação, as lideranças partidárias e os cidadãos continuem a chancelar as barbaridades denunciadas pelo senador perambucano. Em vez de promover uma sindicância interna para constranger o denunciante, como propõem alguns peemedebistas aparentemente indignados com a lavagem de roupa suja em público, o que se impõe é uma ampla depuração das agremiações políticas para que os aproveitadores sejam identificados e excluídos da vida pública". O jornal não pede provas e não indica nenhum caso concreto. Linhas antes, ao citar o senador Simon, sequer refere-se às denúncias feitas pelo mesmo sobre a compra de votos para a reeleição de FHC.
Já no editorial do dia 20 de fevereiro, a conversa é outra. Diante das denúncias de Luciana Genro e Pedro Ruas, a conversa muda: "É de se esperar que a deputada e o vereador honrem os mandatos que receberam dos eleitores gaúchos e apresentem as provas de suas denúncias. O Rio Grande precisa saber a verdade".
Os títulos dos editorias também são reveladores. Para Jarbas Vasconcelos, o título é: "O desabafo do Senador", para as denúncias de Luciana: "E as provas?".