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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Liminar impede novas nomeações de CCs na Procempa

Atendendo liminar requerida em ação civil pública pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, a 7ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre deferiu liminar determinando que a Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre (Procempa) se abstenha de criar e prover novos cargos em comissão. Por ora, a autarquia deve se limitar ao número máximo de cargos já instituídos, sob pena do pagamento de multa de R$ 15 mil por empregado nomeado indevidamente.
Através do inquérito civil nº 57/2011, ficou evidenciado que a Procempa vem criando diversos cargos em comissão com base em Resolução de Diretoria, sem amparo em Lei formal e específica que disciplinasse a criação, atribuição de funções, valor dos salários, percentual mínimo a ser preenchido por funcionários de carreira e quantitativo de cargos em comissão passíveis de serem providos.
Também foram apontadas irregularidades na desproporção frente ao número de cargos efetivos, em casos de desvio de finalidade, em nomeações para cargos sem correspondência na nomenclatura dos Cargos em Comissão previstos na Resolução hostilizada e em alguns salários pagos superiores ao subsídio do Prefeito.
Na ação civil pública, a Promotoria requer a condenação da Procempa à obrigação de não fazer, consistente em se abster de criar cargos/empregos em comissão por mera Resolução de Diretoria e a decretação da nulidade da Resolução de Diretoria nº 035/2011 que permitiu a criação e provimento de cargos/empregos em comissão na Procempa sem prévia Lei autorizadora.

sábado, 20 de novembro de 2010

Secretariado de Tarso, mais uma opinião

Pelo que estou obsevando, o governador eleito Tarso Genro está optando por escolher secretários que não possuem ou não desejem concorrer a mandatos eletivos. Isso ao menos nos nomes indicados pelo PT. A exceção é Luis Fernando Mainardi, no banco, pronto para entrar a qualquer momento.
Parece uma escolha inteligente. É impossível escolher um secretariado ou um ministério sem considerar indicações partidárias. Muitas vezes há exageros, verdadeiros absurdos, mas a grande mídia mistura tudo e qualquer indicação partidária é tida como aparelhamento. Não é bem assim.
Voltando ao assunto. Ainda que seja impossível desconsiderar as negociações partidárias para indicar secretários, é possível buscar um governo em que os secretários dediquem-se a governar, e não só a garantir a reeleição. Na minha singela opinião, Tarso está buscando isso. É difícil condicionar as indicações dos outros partidos (que estão indicado detentores de mandatos ou suplentes), mas é possível controlar as nomeaçõe nos limites do PT.
Se for assim, Tarso está sendo inteligente, como era de se esperar. do  nosso mais eminente intelectual orgânico.
É verdade que tudo pode ser mera coincidência.
Veja o secretariado, até agora, clicando aqui.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fogaça aumentou o número de CC's e estão faltando professores nas escolas!!!

Por Paulo Muzell

Nestes cinco anos e meio dos governos Fogaça-Fortunati o número de servidores ativos efetivos diminuiu na Prefeitura de Porto Alegre. Os concursos foram poucos, raros e as nomeações a “conta-gotas”: faltam professores nas escolas, médicos, dentistas e enfermeiros na área da saúde e engenheiros e arquitetos nas áreas de obras e transportes. Em compensação, aumentou de forma significativa a turma de “confiança”, os da ”copa e cozinha” do governo: temos quase oitocentos Cargos em Comissão preenchidos – o termo “preenchido” é, na certa, um exagero -, e mais de três mil e duzentos estagiários contratados. Para cada CC, quatro estagiários. Aumentaram significativamente, também, as despesas com serviços de terceiros. Em 2004, a preços atualizados, foram gastos 596 milhões; no ano passado atingiu 734 milhões, um acréscimo de 138 milhões, em percentual 23% a mais em termos reais.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A multiplicação de CCs de Fogaça

Uma leitura do “Demonstrativo de Ocupação de Cargos e Funções” da Prefeitura Municipal de Porto Alegre mostra um dos trunfos de Pilatos para forjar alianças.É verdadeiramente impressionante a proliferação de Cargos Em comissão durante a gestão Fogaça.
Na Administração Centralizada (que não inclui EPTC, Carris, Procempa, Fasc e Demhab e DMLU) considerando o ano de 2006, o número de CCs aumentou em quase cem. Entre 12.594 servidores, 476 são CCs. Pode ser exagerado, mas, nesse caso, os CCs representam 3,7% do quadro. Todos os cargos da Administração Centralizada tem que ser criados por lei, votada pela Câmara, onde a maioria apóia vocês sabem quem.
O absurdo, na minha singela opinião, está na Procempa e EPTC. Nessas empresas, os cargos são criados pela própria diretoria, sem necessidade de uma lei. Aí, os números são assustadores.
Na EPTC, com 907 servidores, 65 são CCs , ou seja 7%. Tem mais CCss que inspetores de segurança veicular (13!!).
Mas é na Procempa que o exagero ganha contornos de escândalo. Em um quadro com 234 servidores, 52 são CCs, ou seja, 22%! Só para secretariar a diretoria, são sete pessoas (!). É uma absoluta desproporção. Ainda mais que os salários da Procempa estão entre os maiores do Município.
Leia aqui e faça o seu juízo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Professor Vanazzi


Li que o prefeito de São Leopoldo conseguiu concluir seu curso de história. Há um tmepo atrás, Valdeci Oliveira, ex-prefeito de Santa Maria concluiu o curso de direito. Muito legal isso. Mesmo depois da idade padrão, continuaram perseguindo um objetivo. Aproveito a notícia para emitir minha singela opinião sobre o quanto a burocratização e o apego às funções políticias têm auxiliado a degradar o nível da política brasileira.


Pessoas vão-se criando à sombra de cargos políticos (eletivos ou não), construindo um padrão de consumo médio/alto e desvinculando-se da vida concreta. Não estudam, não se aperfeiçoam, não vivem nada além de seus cargos e das "missões" que se consideram portadores. Vai daí que se tornam cada vez mais dependentes da máquina pública e dos partidos que ocupam os governos. Transferem aos partidos e governos a responsabilidadde de cuidar da sua vida. Engalfinham-se por cargos e entram em pânico quando estão na iminênica de os perderem.


São pessoas que não conseguiram organizar suas vidas e tornam-se clientes dos cargos públicos nos quais tem que organizar a vida de muitas pessoas.


Não avalio o caráter ou competência de ninguém. O que preocupa é que ao se colocarem na condição de reféns de cargos em comissão, acabam omando o meio por fim e a si próprios como referência. Essa praga é muito presente na política brasileira (não sei o resto mundo como está). Os estragos que ela tem feito às instituições e à ética pública são enormes.


Vanazzi e Valdeci são pessoas íntegras e capazes. São bons gestores públicos (ambos foram reeleitos, se isso é parâmetro). Se, no futuro, não ocuparem funções públicas, espero que sejam, respectivamente, um bom professor e um bom advogado. Se cada governante governasse pensando que, amanhã, será uma pessoa comum, acredito que os governos seriam melhores.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A parte que te cabe


Saiu novamente na Rosane Oliveira uma notinha sobre as inquietações da base fogacista em relação ao loteamento, ou, como eles gostam, à participação dos partidos na Prefeitura. Há muito já foi anunciado que o Clóvis Magalhães resolveria o assunto "na próxima semana". Um dia eles resolvem.
Pode ser paranóia, mas eu tenho a impressão que, nas gestões da Frente Popular, isso era chamado loteamento, partidarização, aparelhamento do governo. Na atual gestão é tudo tratado como um modo de garantir a participação mais ampla possível, de permitir a colaboração como o projeto e coisa e tal. Dois pesos e duas medidas. Em outros tempos, dava uma boa manchete no boletim do PRBS.
Ninguém desconhece que a composição de um governo é política. Política e partidária. Até aí, não vejo mal nenhum. A composição de um governo deve buscar a capacidade técnica dos ocupantes dos cargos de confiança e, junto com isso, colocar pessoas que façam as coisas andarem. Nada disso acontece no reino encantado da governança. Primeiro, multiplicaram os CCs e mesmo assim não conseguem satisfazer todo mundo. Depois, colocaram um monte de gente sem um mínimo de espírito público, isso pra não falar dos que sequer aparecem para trabalhar, ou acumulam funções na vida privada, incompatíveis com a dedicação integral e esclusiva que deveriam ter. Provas disso? Basta que a Administração faça uma auditoria séria sobre o assunto e isso aparecerá. Antes, é claro, as folhas-ponto de meses anteriores deveriam ser recolhidas para evitar a "corrida ao ponto", cada vez que se pede a efetividade de algum CC. Se fizerem isso, verão. A responsabilidade pelo trbaalho poderia ser... da SMA(?!). Melhor deixar a idéia de lado.