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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Qual socialismo?

Por Antônio Ozaí da Silva, de Maringá, Paraná, 
publicado no Via Política.

Se tudo é socialismo, então, o que é socialismo? Breve crônica de um debate com representantes dos partidos de esquerda no Brasil, em que a bela Nicole Kidman não estava presente.

Poderia ter ficado em casa e acompanhado a espetacular vitória do Palmeiras sobre o time baiano. Poderia ter ido ao CINEUEM assistir ao filme Os outros – só ver a atuação da bela Nicole Kidman já teria valido a pena. Ainda havia a opção da palestra “Veredas marxistas no pensamento social brasileiro: Caio Prado Jr. e o Grupo de Estudos do Capital (USP)”. Também podia ter permanecido no lar e dar sequência às leituras, navegar pela rede, assistir a um filme no computador, ao programa político na TV, ou, simplesmente, gozar o ócio na esperança de que se revelasse criativo.

Mas decidi ir ao debate “Socialismo em perspectiva”, promovido pelo Instituto Paranaense de Estudos Geográficos, Econômicos, Sociais e Políticos (Ipegesp), com a participação de representantes do PT, PV, PCB, PSOL e PSTU – o PC do B foi convidado, mas não compareceu. Ouvi atentamente a fala dos convidados e fiz anotações. Salvo o representante do PV, os outros são velhos conhecidos e mantemos relações acadêmicas e fraternais. Procurei abstrair este fato e analisar do ponto de vista meramente político. Fiz algumas perguntas.

O candidato à presidência pelo PCB afirmou que transformação neste país só mesmo com revolução. Diante disso, perguntei aos companheiros do PCB, PSOL e PSTU: por que participar do processo eleitoral? Se a democracia é burguesa, a mídia exclui as candidaturas da esquerda e a disputa não se dá em condições iguais, não seria mais eficaz fazer campanha crítica pelo voto nulo? Se estes partidos não têm chances eleitorais e, inclusive, nem conseguem se unir e apresentar candidato único, faz diferença votar nulo ou num deles?

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pequenos crimes e grandes crimes


Diante de grandes crimes que estão sendo vislumbrados a partir do cérebro da campanha de Yeda em 2006, há um pequeno crime confessado pelo "marido". Segundo o homem da barbicha, Marcelo Cavalcante estava no Rio Grande do Sul durante a campanha porque era funcionário do gabinete da deputada. Ora, a lei é explícita ao proibir a utilização de servidores públicos (inclusive cargos em comissão) em campanhas eleitorais. um pequeno crime, mas ... diante do udenismo cada vez mais forte que toma conta da política, deve ser questionado. Não pelo PRBS, é claro. Raul Pont falou certo: por muito menos o governador do Maranhão foi cassado. Ah, lá no Maranhão, quem assumiu não foi o vice, foi a derrotada no segundo turno. Aqui, como seria?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

As emoções não param


O PSOL trouxe emails para comprovar a participação do homem da barbicha na arrecadação de "recursos não contabilizados". Aliás, esse pessoal do PSOL tá de olho em tudo. Eu, não falo mais nem de celular pré-pago.
Agora falando sério. O marido era, durante a campanha, uma figura chave, um alicerce da candidata conforme divulgavam os meios de comunicação. Agora, segundo ele mesmo, seu papel era secundário. Secundário uma pinóia. O cara tava no centro de tudo, e ainda está. Ou será que ele é um dos oportunistas que a esposa comentou? Máfia é máfia. Não sou daqueles fanáticos por CPI, mas nesse caso não há como negar. Alguém tem que apurar isso tudo. O Rio Grande tem direito a saber a verdade.
Enquanto isso, Pilatos só espia...

terça-feira, 3 de março de 2009

PF vai investigar denúncias do PSOL. Declarações da deputada Luciana Genro e do vereador Pedro Ruas serão o ponto de partida para as investigações



Saiu na ZH, vamos ver no que vai dar...

A partir de uma requisição do procurador Vitor Hugo Gomes, do Ministério Público Eleitoral, a Polícia Federal (PF) vai investigar as denúncias que o PSOL fez, há quase duas semanas, contra o governo do Estado. De acordo com o superintendente da PF, delegado Ildo Gasparetto, a Polícia Federal precisava ser acionada para verificar irregularidades eleitorais. O ponto de partida será as declarações da deputada Luciana Genro e do vereador Pedro Ruas. Eles disseram que tiveram acesso a gravações que comprovariam doações irregulares de recursos por empresários para a campanha da governadora. Também teria ocorrido repartição de verbas desviadas do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), negociações irregulares envolvendo a casa da governadora Yeda Crusius e pagamento de contas pessoais da governadora por parte de empresas. De acordo com Gasparetto, a PF não tinha essas informações: — São fatos novos que serão investigados, caso haja comprovação de que essas denúncias estão documentadas ou constem no processo da Operação Rodin. Se comprovadas serão solicitadas à Justiça Federal de Santa Maria. A Polícia Federal irá requisitar ao Ministério Público Federal os documentos e provas existentes. Isso inclui a possibilidade de receber as gravações que teriam sido feitas segundo o que declararam os integrantes do PSOL. — Nem sabemos se esse material existe — explica.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

As provas, onde estão as provas? Quer saber o PRBS


Agora, a RBS pede provas. Não gosto de denúncias sem provas, mas é preciso levar em conta que, denúncias graves precisam ser investigadas. Não é a opinião do PRBS. Ele está acostumado a assumir as acusações aos seus adversários como se fossem todas verdadeiras. Agora, diante da denúncia contra gente da casa (a Yeda começou a aparecer na RBS, lembram?), exigem provas. Toda e qualquer divulgação de notícias sobre a entrevista do PSOL é antecedida da informação "sem provas". Mas a imprensa não deveria investigar? O assunto não é de interesse? Quem sabe o Giovanni Grizzotti não dá uma forcinha?

Aliás, ondes estão as provas contra o Diógenes Oliveira? Onde estão as provas contra o Zé Dirceu? Falta de provas nunca foi motivo para o PRBS deixar de divulgar algo e assumir posição. Onde está a "fonte da informação"? Em vez de exigir tantas provas dos parlamentares, o PRBS deveria exigir investigação profunda das denúncias, além de fazer a sua parte.