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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pont contesta contratos ao apagar das luzes do governo Yeda

O deputado estadual Raul Pont anunciou que a bancada do PT deve questionar junto ao Ministério Público a assinatura de contrato entre o governo Yeda e a empresa Odebrecht, na forma de uma Parceria Público Privada (PPP), para construção da rodovia RS 010, que vai ligar o município de Cachoerinha à região de Campo Bom e Sapiranga. “Num trecho de cerca de 35 quilômetros estão previstas quatro praças de pedágios sem que a empresa tenha que assumir os custos com a construção da rodovia”, alertou o parlamentar em pronunciamento na sessão plenária desta terça, 9, na Assembleia Legislativa.
Segundo o parlamentar, a própria construtora avalia o custo da obra em R$ 1 bilhão. “E o governo Yeda está assumindo o compromisso de repassar no mínimo R$ 70 milhões/ ano durante 20 anos”, protesta o petista. Pont classifica a ação do governo como um verdadeiro absurdo. “Faltando pouco mais de um mês para o encerramento da gestão, a governadora quer fazer um negócio que comprometerá as próximas quatro administrações”, denuncia. Pont lembra, ainda, que a ligação da nova rodovia com a BR 116 ficaria por conta do Estado. “Se for preciso recorremos ao Judiciário, através de uma Ação Popular, para barrar a assinatura destes contratos”, afirma Pont.
De: PTSul

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Quero um pedágio pra mim


A passagem dos pedágios para a responsabilidade do Governo Federal é uma confissão da falência de um modelo criado nos tempos do Britto. Com essa medida indecorosa, Yeda quer lavar as mãos de um problema e jogá-lo no colo do Lula.

Os concecionários dizem que ganham pouco. Alegam que o estado tem uma dívida com eles. Yeda acha que a dívida tem que ser paga, mas com o dinheiro do Governo Federal, já que não deixaram (a sociedade gaúcha, diga-se de passagem) o Governo aprovar o projeto que aumentava os pedágios.

Quero um pedágio pra mim. Se ele der lucro, eu aproveito, se não der, peço dinheiro do governo para garantir a minha parte. Além disso, posso dizer que ele não dá dinheiro, mesmo que ele dê e, assim, aproveitar mais um pouco. Essa é a utopia capitalista: o lucro é privado e o prejuízo é público.