Mostrando postagens com marcador Eduardo Campos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eduardo Campos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Nossa mídia e sua indignação seletiva


Tem muita coisa estranha acontecendo em curto espaço de tempo.
Até hoje não sabemos e acho que nunca saberemos quem é o dono do jatinho avaliado em 17 milhões do acidente que matou Eduardo Campos. E o mais curioso é a falta de interesse da velha mídia em querer saber.
Globo mandou o filho da Míriam Leitão para o Panamá para saber quem era o empregador de José Dirceu num hotel em Brasília, mas não colocou ninguém aqui para saber quem é o dono do jatinho?
O PSB não declarou ao TSE o uso do jatinho usado por Campos e Marina durante a campanha presidentcial e ficou tudo por isso mesmo e não vejo a velha mídia indignada.
Até hoje não sabemos e acho que nunca saberemos quem é o dono da quase meia tonelada de pasta base de cocaína apreendida em helicóptero de um político e não vejo a velha mídia preocupada em saber quem é o dono. E, pasme, o piloto do helicóptero não foi preso. Está solto. E não vejo a velha mídia indignada.
Delegados da PF da Operação Lava Jato foram flagrados cometendo mais de um crime: fazendo campanha para Aécio Neves, ofendendo a Presidente da República, a chefe deles, e xingando Lula e alguém vazou depoimentos que deveriam ser sigilosos para a revista Veja, para influenciar na eleição e influenciou . Não vejo ninguém da imprensa indignado com isso.

sábado, 6 de setembro de 2014

PSB diz que Campos é quem administrava o avião. O deboche à Justiça continua

renatothiebaudAutor: Fernando Brito, Tijolaço

O PSB, até agora, não resolveu fazer a sua “delação premiada” e informar à Justiça como Eduardo Campos e Marina Silva obtiveram o jato executivo que terminaria por matar o candidato do PSB no acidente do dia 13, em Santos.
O administrador financeiro da campanha e  tesoureiro Renato Thièbaut comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o próprio candidato geria pessoalmente as principais doações recebidas, informa o Correio Braziliense. Segundo ele, “o candidato geria algumas tratativas de sua campanha, em especial doações em valores estimáveis, sendo certo que detinha pessoalmente o controle, documentação e informações sobre as mesmas”.
Ou seja, é uma confissão de que o arranjo da compra do jatinho foi feito pessoalmente por Eduardo Campos, como aliás está claro desde que se divulgou, no dia seguinte ao acidente, que ele testou pessoalmente a aeronave dias antes da entrada do dinheiro de contas-fantasmas e de empresários na conta da AF Andrade, o grupo falido de usineiros paulistas a quem pertencia (ou pertence) a aeronave.
Thièbaut não é um simples contador.
Ele foi chefe de Gabinete de Eduardo Campos no Governo de Pernambuco e saiu com ele do governo para a campanha. É um personagem que tinha a confiança total do ex-governador, inclusive em negócios muito altos e  pouco claros, como o que lhe vale uma investigação no Tribunal de Contas da União por possíveis desvios de recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia, sobre o qual o PSB mantinha, até o ano passado, controle total.
O PSB segue debochando da Justiça Eleitoral e da inteligência dos brasileiros.
Diz agora que os pilotos é que “anotavam” as horas de vôo, para depois fazer-se uma “conta de chegar” e declarar como doação.
Os pilotos eram contratados dos donos do avião?Ou do PSB?
“Bota aí que foi só meia hora voando”…
A única coisa verdadeira no que diz é que Eduardo Campos participou pessoalmente da compra do avião e sua entrega imediata para a campanha dele e de Marina.
O resto é “por fora”, sem documentos, contratos e responsabilidades.
Inclusive a de indenizar, que o irmão de Campos agora quer atirar sobre os cofres públicos.

domingo, 24 de agosto de 2014

AVIÃO DE EDUARDO: CAIXA 2 PODE DERRUBAR MARINA

:

Polícia Federal já investiga se o jato usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que desabou em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, foi comprado com o uso de recursos não contabilizados; como as despesas não foram declaradas na campanha do PSB, as contas poderão ser rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral; "Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico", diz a advogada Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral; segunda ela, a própria Marina Silva pode ter a candidatura cassada; dificuldade do PSB é encontrar um dono para o avião, uma vez que o proprietário teria também que arcar com o custo de indenizações e danos materiais causados a terceiros

247 - O PSB e sua candidata Marina Silva terão que superar uma questão delicada caso pretendam alcançar voo de cruzeiro na corrida pela presidência da República. Trata-se de explicar a quem pertencia o avião usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que caiu em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, assim como a origem dos recursos para a aquisição.
Reportagem deste domingo dos repórteres Mariana Barbosa e Mário Cesar Carvalho na Folha de S. Paulo (leia aqui) revela que a Polícia Federal já investiga a hipótese de que a aeronave tenha sido comprada com caixa 2 de campanhas pelo PSB ou pelo próprio Eduardo Campos, através de laranjas. E o PSB terá que indicar, rapidamente, na prestação de contas quem doou a aeronave à sua campanha presidencial.
É aí que começam os problemas. O grupo AF Andrade, que tem a aeronave em seu nome e pertence a um usineiro quebrado do interior paulista, alega que a aeronave foi vendida a amigos de Eduardo Campos. O ex-piloto diz que toda a transação foi intermediada por Aldo Guedes, braço direito do ex-governador, que é casado com uma de suas primas e sócio em uma fazenda, além de ter sido nomeado para a presidência da empresa de gás – em Pernambuco, Guedes é também tido como tesoureiro informal do PSB.
Como os amigos de Campos não possuíam patrimônio declarado para comprar uma aeronave avaliada em R$ 18,5 milhões, a principal suspeita da PF é de caixa dois eleitoral. E o grande impasse é: quem irá se declarar proprietário da aeronave? Até porque o proprietário será responsável pelos danos materiais em Santos e pela reparação que terá de ser paga aos familiares das vítimas.
A tendência, no entanto, é que não apareça nenhum proprietário – o que inviabilizaria a prestação de contas do PSB. Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, assegura que a aeronave foi repassada aos amigos de Eduardo Campos, que, por sua vez, negam a operação.
As consequências disso podem ser muito negativas para a própria Marina Silva. "A doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha", diz Kátia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. "O contrato deve ser anterior à doação". De acordo com a especialista em legislação eleitoral, "se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico". A consequência, diz ela, seria a cassação da candidatura de Marina.
A grande dificuldade do PSB será convencer algum empresário ou amigo de Campos a assinar um contrato, que lhe daria também a obrigação de arcar com o custo de várias reparações.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Eduardo Campos abandona o posto em plena crise e vai passear em SP

DUDU DEIXA  PE EM CHAMAS !




Conversa Afiada reproduz texto de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

EDUARDO CAMPOS NÃO TEM NADA A VER COM O CAOS EM PERNAMBUCO?



Enquanto Eduardo Campos viajava de jatinho para São Paulo, a crise que ele deixou no colo de seu vice, João Lyra Neto, explodia nas ruas do Recife e de cidades da periferia e o do interior.

Afinal, faz apenas um mês que ele deixou, depois de quase oito anos, o Governo do Estado.

Então ficamos sabendo que a situação nas forças de segurança estaduais, sobretudo a PM, era explosiva a ponto de, mesmo com uma decisão judicial, abandonarem as ruas e criarem as condições para uma onda de saques e destruição?

Enquanto o Governo Federal mandava Exército e Força Nacional de Segurança para tentar conter a explosão de violência, não daria, pelo menos, para ele estar nas rádios e tevês locais, usando o seu propalado prestígio para acalmar a população e apelar à volta à normalidade?

Se não tinha legitimidade para fazer isso, também não tinha para soltar uma nota de autolouvação a sua administração, como fez, no meio da tarde, depois que a confusão explodiu.

Embora nada justifique que uma força armada entre em greve geral e abandone completamente a defesa da população, todos sabem que a crise da PM pernambucana é antiga e mal-resolvida.

Quando o capitão-deputado Tadeu Fernandes, do PSB de Eduardo Campos, liderou a greve dos PM da Bahia contra um governo petista, Campos não lhe fez uma palavra de censura.

Agora, quando a bomba explode no seu quintal, não dá para fingir que não é com ele.

E ainda fazer o escárnio de postar foto sorridente, no jatinho, covardemente apagada depois de seu facebook.

domingo, 19 de janeiro de 2014

PSB vai lançar candidato de faz-de-conta para satisfazer Marina Silva

Por , na Carta Maior

Para engolir a vice de Eduardo Campos, Marina Silva terá que se contentar com uma candidatura de araque na emblemática disputa pelo Governo de São Paulo.



Marina Silva cobrou de Eduardo Campos um preço para ser sua vice na chapa presidencial: que o PSB lance candidato a governador em São Paulo, abortando o apoio que já estava acertado à reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB).

Ganhou, mas não levou. O PSB de São Paulo, sobre o qual Marina e sua Rede não têm qualquer peso, pretende lançar um candidato de araque.

Alckmin foi comunicado dessa decisão por um emissário do PSB cujo nome não foi revelado. Mas sabe-se que o emissário fez serviço completo, explicando ao governador qual é o plano. O partido não se coligará ao tucano no primeiro turno, mas já sinalizará que, em um eventual segundo turno, apoiará Alckmin.

O PSB se prepara para lançar uma candidatura que se confessa totalmente fajuta.
De pronto se admite fora de um eventual segundo turno e ansioso por apoiar o atual governador, assim que puder. Não se sabe ao certo, mas Alckmin só pode ter encerrado a conversa com um "muito obrigado".

A intenção do PSB é arranjar um candidato a governador que não deve fazer sua própria campanha. Será um anticandidato. Tentará não roubar votos de Alckmin para também tentar contribuir ao máximo para diminuir as chances de segundo turno.

O episódio, até o momento, foi o que mais atritou a combinação entre o PSB de Eduardo Campos e a Rede, grupo de Marina Silva. De uma só vez, o PSB vai satisfazer e desmoralizar a Rede.

O PSB paulista é dominado pelos alckimistas e já tinha planos de ocupar a vice com o deputado federal Márcio França. Intenção frustrada, a ideia agora é ajudar Alckmin de outra maneira.

A primeira opção da Rede, Luiza Erundina, está praticamente descartada. A própria Erundina não quer. A alternativa de Ricardo Young, do PPS, deve ser barrada pelo próprio PPS de S. Paulo, dominado por Roberto Freire, devoto fervoroso do PSDB paulista.

De forma velada, há um veto do PSB à opção por Walter Feldman, ex-PSDB, obviamente não por sua relação com seu partido de origem - que mora no coração do PSB paulista -, e sim pela condição de Feldman como fiel escudeiro de Marina.

Se a convenção estadual do PSB, que deve ocorrer no período de 10 a 30 de junho, escolher o nome do deputado Márcio França ao governo de São Paulo, o PSB estará brincando que tem candidato.

França atuará como um pseudocandidato, mas será tratado pelos adversários como um candidato de mentirinha. Será uma enganação que jogará uma pá de cal na já ridicularizada pregação que Eduardo Campos e Marina Silva fazem por uma "nova política".

Ainda é possível que consigam demover Márcio França dessa intenção e que apareça uma solução alternativa. Nem Márcio, nem Erundina, nem Young, nem Feldman. Alguém provavelmente menos conhecido que qualquer um dos quatro. Alckmin, mais uma vez, dirá "muito obrigado".

Marina Silva deve saborear sua vitória antes que ela se evapore. Porém, como uma vitória de Pirro, vai lhe custar o alto preço de fazer sua Rede engolir a vice de Campos e de ter que fingir que tem candidato na emblemática disputa pelo Governo de São Paulo. Será então a hora, como dizia o poeta, de "fingir que é dor a dor que deveras sente".

(*) Antonio Lassance é doutor em Ciência Política.

sábado, 30 de novembro de 2013

Datafolha: Dilma bateria Joaquim Barbosa por 44% a 15%

publicado em Viomundo



30/11/2013 – 17h00
Dilma cresce e oposição encolhe, aponta Datafolha
FERNANDO RODRIGUES, na Folha
De junho para cá, os pré-candidatos a presidente fizeram o possível para recuperar a popularidade perdida por causa do abalo provocado pelas manifestações de rua em todo país. Por enquanto, só a presidente Dilma Rousseff segue em trajetória ascendente. A oposição oscila entre bons e maus momentos, e agora encolheu um pouco mais, segundo o Datafolha.
Dilma ou seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, lideram a corrida presidencial em todos os cenários mais prováveis para 2014 –o Datafolha testou nove combinações de nomes.
A presidente pontua de 41% a 47%, dependendo de quem são seus adversários. Lula oscila de 52% a 56%.
O Datafolha entrevistou 4.557 pessoas em 194 municípios na quinta e na sexta-feira. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Apesar do conforto momentâneo que oferecem a Dilma, os eleitores emitem um sinal contraditório para a petista. Dois terços dizem preferir que “a maior parte das ações do próximo presidente seja diferente” das adotadas por ela.
Entre todas as simulações com os nomes dos pré-candidatos, o cenário que parece mais provável hoje é também aquele em que Dilma está mais bem colocada. Ela tem 47% contra 19% de Aécio Neves (PSDB) e 11% de Eduardo Campos (PSB). Em outubro, ela pontuava 42%. O tucano tinha 21% e o socialista, 15%.
Nesse cenário, o percentual de eleitores que vota em branco, nulo ou que se diz indeciso ficou inalterado em 23%, de outubro até agora. Ou seja, a petista cresceu extraindo votos dos dois adversários diretos nesse período. Ganharia no primeiro turno.
A presidente só não venceria hoje a eleição na primeira votação nos cenários em que Marina Silva aparece como candidata. Ocorre que a ex-senadora se filiou ao PSB e não é certo que vá concorrer como cabeça de chapa nas eleições do ano que vem.
Numa das simulações, a petista fica com 41% contra 43% dos outros dois adversários somados (Marina registra 24% e José Serra 19%). Mas Dilma está se recuperando. Em outubro, tinha 37%, contra 28% de Marina e 20% de Serra.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, testado num dos cenários, aparece com 15%, numericamente em segundo lugar. Dilma, com 44%, venceria no primeiro turno. Aécio teria 14%. Campos, 9%.
Diferentemente de Dilma, o ex-presidente Lula venceria a disputa no primeiro turno nos quatro cenários em que seu nome aparece — inclusive contra Marina e Serra.
PS do Viomundo: A pressão sobre Barbosa para que ele saia candidato vai se multiplicar. É a melhor chance de garantir um segundo turno.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Marina julga que só ela tem legitimidade, e Eduardo Campos adere a corporativismo médico

Marina e Campos

Por 

Depois de se unirem e protagonizarem o mais surpreendente lance político desta quadra da sucessão presidencial, a dupla-parceira governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e ex-senadora Marina Silva (Rede) continua a surpreender. Mais pelo que diz, sem nenhuma sustentação na realidade, do que pelo que promete fazer e não faz: elaborar um programa para o país com base em ideias e projetos.
Nesse sentido, a dupla equipara-se ao restante da oposição, não apresentou nada ainda, nem disse a que veio a parceria que firmou. Marina Silva publicou neste domingo em seu blog um texto com críticas à presidenta Dilma Rousseff que, segundo ela, resolveu desengavetar o Programa Nacional de Agroecologia (lançado na semana passada) de olho nas eleições de 2014, em razão da “forte incidência da agenda da sustentabilidade no cenário político”.
“Não é por mera coincidência que, um ano antes da eleição, a mesma Dilma que promulgou as mudanças no Código Florestal, que favorecem o desmatamento, tenha incorporado o desenvolvimento sustentável ao seu discurso”, diz Marina em seu texto. A ex-ministra diz ainda que o plano tem metas “tímidas”. Mas o Programa Nacional de Agroecologia tem previsão de desembolso de R$ 8,8 bi para o crédito agrícola, assistência técnica, extensão rural, inovações tecnológicas e compra de alimentos para programas federais.
Ex-senadora só vê legitimidade e representatividade em suas ações
Como vocês veem, ultimamente Marina está com o péssimo costume de só ver legitimidade e representatividade em suas ações e críticas. Ela esquece, completamente, suas origens no PT, pelo qual cumpriu dois mandatos de senadora, construindo nosso programa ambiental e exercendo em nome do partido a função de Ministra de Estado do Meio ambiente, quando reduzimos drasticamente o desmatamento da Amazônia.
Desmerecer o programa nacional agroecológico, acusando-o de eleitoreiro por ser da presidenta Dilma e de seu governo, isto sim é que é pura politicagem eleitoral, já que o parceiro de Marina, o governador Eduardo Campos, também é candidato ao Planalto e seus programas e ações de governo têm a mesma legitimidade que os da presidenta Dilma.
Eduardo Campos perdeu a oportunidade de ficar quieto
Falando a uma plateia de médicos, professores e estudantes de medicina no fim de semana (manhã do domingo), na abertura do 51º Congresso Brasileiro de Educação Médica, em Olinda (PE), o governador considerou que o Programa Mais Médicos só foi necessário porque houve falta de planejamento do governo na saúde. “Precisamos reconhecer publicamente que o Brasil falhou no planejamento da formação de pessoas para uma área essencial da expressão da cidadania brasileira”, afirmou.
Dessa forma, não se conteve, fez coro com a corporação médica. Ao invés de defender o Programa Mais Médicos, apelou, veio com esse discurso de que falta planejamento para formar mais profissionais na área, quando todos sabemos que o problema não é a falta de médicos, mas o fato de que eles não querem ir para o interior de Pernambuco e para as regiões pobres do país. Nem mesmo nas grandes cidades eles querem ir para as periferias.
Fora o fato que dobrou o número de universitários no país nos últimos 10 anos e criamos inúmeras faculdades de medicina. Isso Eduardo Campos sabe, mas por conveniência, dada a plateia para a qual falava, solenemente ignorou.
(Foto: José Cruz/ABr)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vox Populi: Dilma segue líder em todos os cenários e pode vencer no 1º turno

Segundo a pesquisa Vox Populi/CartaCapital, hoje só haveria segundo turno com Marina na disputa. Dilma venceria com folga qualquer adversário no segundo turno



A nova rodada da pesquisa Vox Populi/CartaCapital para as eleições presidenciais mostrou que a presidenta Dilma Rousseff (PT) segue líder nas intenções de voto e mantém a possibilidade de vencer no 1º turno em todos os cenários possíveis para 2014. Segundo o levantamento, em um eventual segundo turno Dilma venceria qualquer um dos quatro principais postulantes ao cargo: os tucanos Aécio Neves e José Serra e Marina Silva e Eduardo Campos, agora juntos no PSB.
Por causa da permanência de Serra no PSDB e à ida de Marina para o PSB, os quatro cenários de primeiro turno pesquisados pelo Vox Populi têm apenas três candidatos. A variação da intenção de voto em Dilma fica sempre na margem de erro (confira os resultados em detalhes). Ela tem 43% num cenário com Aécio Neves e Eduardo Campos na disputa; 42% com Serra e Eduardo Campos; e 41% nos quadros com Marina e Aécio e com Marina e Serra.
Nos dois primeiros cenários, em que o nome do PSB é o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Dilma venceria no primeiro turno, segundo o Vox Populi. Nos outros dois, com a ex-senadora Marina Silva no lugar de Campos, poderia haver segundo turno, pois a diferença entre os votos na presidenta e a soma dos outros dois competidores fica dentro da margem de erro da pesquisa.
No segundo turno (confira os resultados em detalhes), Dilma teria margens folgadas de vitória se as eleições fossem hoje. Quem se sairia melhor é Marina Silva. Neste caso, a diferença seria de 15 pontos (46% a 31%); Aécio Neves e José Serra perderiam por uma diferença de 20 pontos percentuais. Campos teria o pior desempenho, 25 pontos atrás da petista. Nos quatro cenários, a quantidade de eleitores indecisos varia entre 7% e 10%.
A pesquisa Vox Populi/CartaCapital entrevistou 2,2 mil eleitores em 179 municípios entre 11 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PROBLEMAS PARA CAMPOS: MARINA JÁ CRITICA ALIANÇAS

:

A ex-senadora, que viu seu projeto principal, o Rede Sustentabilidade, naufragar, tenta transplantar ideais "sonháticos" para um partido pragmático, que já realizou diversas alianças com vistas a fortalecer os palanques regionais de Eduardo Campos; elas incluíram até nomes polêmicos como de Ronaldo Caiado e Paulo Bornhausen; Marina diz que“todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político"; ela terá força para conter acordos do PSB?

247 A ex-senadora Marina Silva, filiada desde o último sábado (8) ao PSB, já começa a mostrar que tem potencial para criar problemas para o presidenciável Eduardo Campos, de quem deverá ser candidata a vice-presidente. Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, do UOL, ela diz não admitir a celebração de alianças partidárias a qualquer preço. Segundo Marina, os apoios que Campos já costurava deverão ser repensados.
“Não pode ser o tempo de televisão que vai nos aprisionar a uma lógica política que não nos dá a chance de mudar. Se for para ganhar para continuar refém da velha República, para governar tendo que distribuir pedaços do Estado, preso em uma lógica que não coloca em primeiro lugar os interesses estratégicos do país, então, não precisa ganhar. Isso já tem quem está fazendo”, disse.
Questionada sobre as negociações que o PSB estava fazendo com o PDT de Carlos Lupi e o PTB de Roberto Jefferson, Marina disse que desafio da sua nova legenda é colocar o “compromisso programático em primeiro lugar”. Segundo ela, “todo o processo anterior agora não terá mais a mesma continuidade, que agora tem um outro fato político, uma inflexão que terá que ser metabilizada dentro do PSB”.
“Uma coisa era o Eduardo com todas as dificuldades, em uma lógica que eu desconheço, porque não estava convivendo com ela, viabilizando sua candidatura. Outra coisa foi o movimento que ele fez na direção de buscar aprofundar em primeiro lugar o compromisso programático. Isso com certeza é o grande desafio que está colocado para o PSB”, disse.

E vai mais fundo: “eu, com 1 minuto e 20 segundos de televisão, tive 19% dos votos.” E acentua: “Não pode ser o minuto de televisão, 30 segundos de televisão, que faz com que a gente jogue o futuro da nação nas mãos daqueles que não entendem a lógica de que o governar juntos não pode ser feito em base no toma-lá-dá-cá. Eu dizia na campanha de 2010 que eu preferia perder ganhando do que ganhar perdendo. E eu continuo com o mesmo ponto de vista. É preferível perder ganhando do que ganhar perdendo”. 

Socuerro! Primeiro efeito da coligação Marina/Campos - José Simão

Direto do Blog do José Simão

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Não está decidido ainda se Marina será vice, diz Sirkis

O deputado federal, que seguiu o "plano C" da ex-senadora e deixou PV para se filiar ao PSB, diz à CartaCapital que a candidatura deve ser decidida "lá na frente"

Agência Brasil
Alfredo Sirkis
O deputado Alfredo Sirkis durante coletiva sobre o novo Código Florestal, à dir., ao lado da ex-senadora Marina Silva e do José Sarney Filho
“Não está decidido ainda que ela será vice. Acho que a questão de vice terá de ser definida lá na frente”, disse aCartaCapital o deputado federal. No fim de semana, ele deixou o PV para acompanhar a ex-senadora na nova empreitada. “A transferência política de votos não é fácil, mas a ideia não é simplesmente transferir votos, e sim construir uma síntese juntos. “
O anúncio de que Marina seria vice do atual governador pernambucano e presidente do PSB, Eduardo Campos, nas eleições à Presidência surpreendeu a todos, uma vez que a ex-ministra do Meio Ambiente aparece em segundo lugar em uma disputa com a presidenta Dilma Rousseff - ela soma  16% das intenções de voto, contra 4% de Campos, na quarta colocação, de acordo com pesquisa Ibope do dia 26. Sirkis, no entanto, avalia o anúncio inicial como um “gesto de grandeza”: “Em uma política marcada pelo mais deslavado individualismo, um gesto desse tipo, de desprendimento é algo que surpreende. É uma decisão revolucionária.”
Questionado se não considera diferentes os projetos políticos do PSB e dos ambientalistas, Sirkis disse que a ex-senadora e Campos começarão um processo de “construção programática” para afinar alguns pontos. “É possível (haver) uma convergência que possibilite uma aliança de governo. Não vai haver uma concordância completa, são visões um pouco diferentes, mas é necessário fazer alianças", disse. Ele ressaltou que a filiação de Marina ao PSB foi feita a fim de garantir sua participação na eleição de 2014. “Se a Marina não fizesse isso, deixaria de ser candidata, seria uma espécie de anticandidata. Alianças eleitorais são feitas por diferentes, em cima de posições compatíveis àquele momento, em relação ao propósito que se busca.”
Plano C. Para o deputado federal e fundador do PV, ao se juntar a Campos a ex-senadora conseguiu “viabilizar um projeto de alternância de poder” e não apenas oposicionista. Ele reconhece, no entanto, que a decisão de se filiar à nova sigla foi tomada de maneira unilateral. “Foi uma decisão solitária tomada pela Marina. Ela concebeu na cabeça dela, imediatamente depois da decisão do TSE. Ela nunca discutiu um plano B”, disse ele sobre a possibilidade de ir para o PPS ou outros partidos que a convidaram, como PEN, PHS e PDT. “O que ninguém previa era o plano C, que ela decidiu ela mais ela. E a grande dificuldade disso foi o processo gradual de convencimento do pessoal dentro da Rede.”
Assim como o deputado federal Water Feldman, ex-tucano, Sirkis deixou o PV para se juntar a Marina e filiar-se ao PSB no fim de semana. A saída da legenda que ajudou a fundar em 1986 se deu na sexta-feira 4, depois de um desentendimento com o presidente nacional do partido, José Luiz Penna. “Saí do PV obrigado. Ele [Penna] quis que eu saísse do partido. Ele é presidente vitalício do PV, e não concordo com esse esquema vitalício."

Cadê a direita que estava aqui?

Por falar em eleições, cadê a direita que estava aqui? Terá sido comida pelo bicho? José Dirceu escreveu hoje que a união Dudu-Marina mostra "o fracasso da direita no Brasil". Entendo que ele queira falar do fracasso eleitoral da direita partidária em apresentar candidaturas viáveis e puro sangue em eleições majoritárias (ufa...cansei).

Fiquei pensando nisso. De fato, estamos completando 5 mandatos presidenciais consecutivos no Brasil de governos de centro-esquerda. Ou que vieram da esquerda para o centro, se vocês preferem assim. Vir para o centro é normal, pois no centro político sempre se concentra o maior número de votos, de forma que ninguém ganha eleições ou governa sem ocupá-lo. Mas o avanço para o centro pode vir da direita ou da esquerda e só insensatos poderiam dizer de FHC, Lula e Dilma que tenham partido da direita. Mesmo o PSDB, só se deslocou para a direita e para o lado mais conservador porque foi empurrado naquela direção quando o PT se instalou no centro-esquerda e foi se esparramando. Ficasse no mesmo espectro, o PSDB não teria discurso nem chances eleitorais e como não foi capaz de tomar de volta este espaço, arredou um bocadinho para o outro lado. Circunstâncias.

O que resultou desses 20 anos (uma geração, meus amigos) de ausência de jogadores fortes na direita? Primeiro, a direita republicana foi desidratando: o maior exemplo são os Democratas (ex-PFL, ex um monte de coisas), que ficou falando sozinho contra impostos e controle de gastos. O discurso mostrou-se eleitoralmente inócuo e o distanciamento do poder político provocou a síndrome de abstinência de poder político que resultou na fuga de quadros (ou "ratos", preferem os radicais). Outro exemplo é a ausência de desafiantes importantes de direita na arena principal. Não é certamente Aécio Neves o cara de direita no cenário, como crê Dirceu. Nem o neto de Arraes vai improvisar no papel. Nem tampouco Marina, que é conservadora, mas de esquerda, que no Brasil há uma esquerda bem conservadora.

Não sabemos ainda quais serão os discursos eleitorais de Aécio, Marina e Eduardo Campos, mas sabemos com certeza que dirão que farão o mesmo que o PT faz, só que farão melhor e mais limpo. Aécio ainda falará de ajuste fiscal, para deixar FHC contente, Marina acrescentará o seu monotema (que vocês sabem qual é) e Eduardo Campos falará de.... (de quê mesmo? ganha uma pitomba qualquer não pernambucano que saiba o que de peculiar Dudu acrescenta ao panorama, além dos olhos claros). Em suma, resta ao eleitor de direita simplesmente votar contra o PT. O antipetismo, pelo menos no nível da eleição presidencial, é o que restou à direita, para se distrair e desabafar.

domingo, 6 de outubro de 2013

REVOLTADO, CIRO GOMES DISPARA: "DOIS ZEROS"

sábado, 5 de outubro de 2013

MARINA FALA EM ACABAR COM "CHAVISMO" DO PT

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Eduardo Campos ganha reforço: Jorge Bornhausen !!!


O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, agendou retorno a Santa Catarina no mês de agosto.  Virá na condição de presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro para abonar a ficha de filiação do deputado federal e secretário Paulo Roberto Bornhausen.   Outras lideranças políticas e empresariais, cujos nomes estão sendo mantidos em sigilo para evitar pressões contrárias, devem também se inscrever no PSB durante o ato.
Paulinho Bornhausen não pertence mais ao PSD, partido que fundou a presidiu em Santa Catarina, depois de comandar o antecessor, o Democratas.  Cancelou filiação e fez a comunicação ao Diretório Municipal de Florianópolis.  No site oficial do TSE seu nome já consta como “sem partido”.
Eduardo Campos esteve reunido durante três horas, em Recife, com o ex-senador Jorge Bornhausen, e seu filho, Paulo Bornhausen, tratando da refundação do PSB em Santa Catarina e da estrutura a ser montada para a campanha presidencial.
O socialista  deixou claro que, mais do que nunca,  é candidato a presidência da República.  Não fez e não fará declarações neste sentido por entender que o momento é de governar.   Campanha politica só em 2014, o ano das eleições.
Campos confirmou ter conversado pelo telefone com o ex-presidente, tratando da má fase do governo Dilma.  Mas não recuou um milímetro da decisão de disputar a presidência da República.
Jorge e Paulo Bornhausen continuam viajando por Santa Catarina, fazendo consultas e convidando lideranças para ingressarem no PSB, com vistas a participação nas eleições do próximo ano.

domingo, 2 de junho de 2013

Freire pesca eleitor para Rede de Marina

Reveladora a matéria publicada ontem a noite pelo O Globo.
Além de dizer o óbvio – que Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva “estão conversando e traçando estratégias conjuntas, de ajuda mútua, para concretizar as candidaturas” – revela que a coisa vai além. Roberto Freire diz que ”seus partidários atuam na linha de frente para permitir a criação do partido de Marina Silva”. E diz ao jornal qie “lideranças políticas do ex-PPS estão abrindo postos de coleta de assinaturas para o Rede em vários estados”.
Quer dizer, então, que os freiro-serristas estão indo ao eleitor se passando como partidários de Marina Silva para coletar assinaturas para a tal “Rede”? Porque não é crível que digam que eles são de um partido e pedem assinaturas para a criação de outro, que não irão integrar.
Isso é iludir a boa-fé das pessoas que assinam, lamento dizer.
Marina tem o direito e os méritos para ser candidata a Presidente, como foi em 2010. Se não se adaptou ao PSol, como não se adaptou ao PT, tem também o direito de formar um novo partido. É discutível -Freire e o Congresso estão discutindo – se isso dá ao novo partido o direito de participação no tempo de TV e nos recursos do Fundo Partidário que os eleitores deram a outro partido, nas eleições.
Esta discussão, aliás, dividiu o STF no caso do PSD de Gilberto Kassab e levou a uma decisão esdrúxula que reacendeu o mercado de troca-troca de legenda pelos parlamentares.
Mas o que Roberto Freire revela vai além da fidelidade partidária, resvala para o estelionato partidário.
Certamente há muitos partidários sinceros de Marina montando banquinhas nas praças para coletar assinaturas para a “Rede” sem saber que, algumas quadras adiante, o pessoal de Roberto Freire, travestido de marinista, faz o mesmo. Da mesma forma, há pessoas assinando por Marina acreditando que freiristas, aliados de Serra, são os simpáticos marinistas que supõem.
Muito menos sabendo que a aliança eventual com o candidato da direita mais bem sucedido é algo que “mais ou menos entendido com o Aécio”, nas palavras de Freire.
Se Marina Silva não sabe do que Freire contou na entrevista, agora sabe. Depois, não adianta escrever na Folha que está sendo atacada na internet pelo que chama de “mensalet”. Quem publicou este modelo de comportamento ético foi O Globo, transcrevendo palavras de seu aliado do PPS e, agora se sabe, ajudante de fundador da Rede.