Mostrando postagens com marcador Avião Fantasma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Avião Fantasma. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Nossa mídia e sua indignação seletiva


Tem muita coisa estranha acontecendo em curto espaço de tempo.
Até hoje não sabemos e acho que nunca saberemos quem é o dono do jatinho avaliado em 17 milhões do acidente que matou Eduardo Campos. E o mais curioso é a falta de interesse da velha mídia em querer saber.
Globo mandou o filho da Míriam Leitão para o Panamá para saber quem era o empregador de José Dirceu num hotel em Brasília, mas não colocou ninguém aqui para saber quem é o dono do jatinho?
O PSB não declarou ao TSE o uso do jatinho usado por Campos e Marina durante a campanha presidentcial e ficou tudo por isso mesmo e não vejo a velha mídia indignada.
Até hoje não sabemos e acho que nunca saberemos quem é o dono da quase meia tonelada de pasta base de cocaína apreendida em helicóptero de um político e não vejo a velha mídia preocupada em saber quem é o dono. E, pasme, o piloto do helicóptero não foi preso. Está solto. E não vejo a velha mídia indignada.
Delegados da PF da Operação Lava Jato foram flagrados cometendo mais de um crime: fazendo campanha para Aécio Neves, ofendendo a Presidente da República, a chefe deles, e xingando Lula e alguém vazou depoimentos que deveriam ser sigilosos para a revista Veja, para influenciar na eleição e influenciou . Não vejo ninguém da imprensa indignado com isso.

sábado, 6 de setembro de 2014

PSB diz que Campos é quem administrava o avião. O deboche à Justiça continua

renatothiebaudAutor: Fernando Brito, Tijolaço

O PSB, até agora, não resolveu fazer a sua “delação premiada” e informar à Justiça como Eduardo Campos e Marina Silva obtiveram o jato executivo que terminaria por matar o candidato do PSB no acidente do dia 13, em Santos.
O administrador financeiro da campanha e  tesoureiro Renato Thièbaut comunicou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o próprio candidato geria pessoalmente as principais doações recebidas, informa o Correio Braziliense. Segundo ele, “o candidato geria algumas tratativas de sua campanha, em especial doações em valores estimáveis, sendo certo que detinha pessoalmente o controle, documentação e informações sobre as mesmas”.
Ou seja, é uma confissão de que o arranjo da compra do jatinho foi feito pessoalmente por Eduardo Campos, como aliás está claro desde que se divulgou, no dia seguinte ao acidente, que ele testou pessoalmente a aeronave dias antes da entrada do dinheiro de contas-fantasmas e de empresários na conta da AF Andrade, o grupo falido de usineiros paulistas a quem pertencia (ou pertence) a aeronave.
Thièbaut não é um simples contador.
Ele foi chefe de Gabinete de Eduardo Campos no Governo de Pernambuco e saiu com ele do governo para a campanha. É um personagem que tinha a confiança total do ex-governador, inclusive em negócios muito altos e  pouco claros, como o que lhe vale uma investigação no Tribunal de Contas da União por possíveis desvios de recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia, sobre o qual o PSB mantinha, até o ano passado, controle total.
O PSB segue debochando da Justiça Eleitoral e da inteligência dos brasileiros.
Diz agora que os pilotos é que “anotavam” as horas de vôo, para depois fazer-se uma “conta de chegar” e declarar como doação.
Os pilotos eram contratados dos donos do avião?Ou do PSB?
“Bota aí que foi só meia hora voando”…
A única coisa verdadeira no que diz é que Eduardo Campos participou pessoalmente da compra do avião e sua entrega imediata para a campanha dele e de Marina.
O resto é “por fora”, sem documentos, contratos e responsabilidades.
Inclusive a de indenizar, que o irmão de Campos agora quer atirar sobre os cofres públicos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Marina acaba de se associar a um crime eleitoral

 Autor: Fernando Brito, no Tijolaço

marinajn
Independente do resultado “marquetológico” da entrevista de Marina Silva ao Jornal Nacional – e eu acho que foi desastroso – há um elemento gravíssimo nas declarações da nova candidata do PSB.
Marina confessou o conhecimento de um crime eleitoral e a participação nos benefícios desta transgressão.
Ela confessou saber que o avião era produto de um “empréstimo de boca” que seria ‘ressarcido” – se é ressarcido, tem preço – ao final da campanha.
Poderia, se fosse o caso, dizer que não sabia dos detalhes da contratação do serviço, feita por Eduardo Campos. Mas está amarrada de tal forma no assunto que teve de se acorrentar à fantasiosa versão do PSB.
Que é uma aberração jurídica e contábil, que não pode prevalecer – e não prevalece – em qualquer controle de contas eleitorais.
O que dirá para um jato de R$ 20 milhões!
Não há um contrato sequer, não há preço estabelecido e, sobretudo, as empresas (ou o laranjal) que tinha o controle do avião não se dedicam à locação de transporte aéreo.
É um escândalo de proporções amazônicas.
Só menor do que o escândalo que é, depois de tantas confissões, o silêncio do Ministério Público.
Todos se lembram da Procurador Sandra Cureau, que por um nada partia para cima do Presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff.
Está mudo, quieto, silente.
Acovardado diante dos novos santos da mídia.
A partir de agora, prevalecendo isso, se podem emprestar prédios, frotas, aviões, até uma nave espacial para Marina ir conversar com Deus.
De boca, sem recibo, sem contrato, sem papel.
Na fé.