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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Acampamento Farroupiha

Não tenho tempo para escrever muito, pos isso, apenas reproduzo as informações do Vereador Adeli Sell.
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (I)
Seguimos analisando a prestação de contas do Acampamento 2009 que nos foi apresentada. A primeira coisa que causa estranheza é que a dita prestação de contas se refere apenas aos R$ 200 mil repassados pela Secretaria de Cultura de Porto Alegre e às despesas gastas com a arrecadação da feira de artesanato, praça de alimentação e estacionamento pago. As notas fiscais apresentadas coincidem com estes valores.
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (II)
Agora, quanto ao valor recebido via patrocinadores, através da LIC e sem LIC, e do governo do Estado, falta prestar contas de R$ 1.590.310,48. Há apenas uma listagem de “gastos”, mas sem qualquer comprovação, sem nota fiscal, sem nada.
Onde é que já se viu uma prestação de contas assim?
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (III)
Os valores gastos são espantosos: Para pôr um tapume sobre o laguinho do Parque Harmonia, foram gastos R$ 28 mil. Em segurança privada R$ 62 mil, além de R$ 55 mil pagos à Brigada Militar pelo mesmo serviço. Só para o desfile, foi pago em segurança R$ 21.776. Palco e arquibancada: R$ 49.400. Além disso, e não deu para entender, é pago R$ 5.500,00 à Coontravipa pela limpeza, apesar de o serviço ser feito por funcionários do DMLU.
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (IV)
Além disso, consta pagamento ao ECAD referente a 2007.
Tem alguma coisa muito estranha nisso tudo!
ACAMPAMENTO FARROUPILHA (V)
Na prestação de contas do MTG diz que foi arrecadado R$ 123.368,40 com o estacionamento pago. Já a EPTC, em resposta a pedido de informações, informa que foram R$ 102,120.00, referentes ao estacionamento de 10.212 veículos com o pagamento de R$ 10,00 por cada um. 
Como é que se explica isso? Dinheiro que não se sabe de onde veio, gasto que não se explica. Parece tudo “conversa pra boi dormir”!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Acampamento cheirando mal

Acompanho à distância as cobranças que Vereador Adeli faz ao MTG sobre a transparência nas contas do Acampamento Farroupilha no Parque Harmonia, noa ano de 2009.
Pelo que tenho visto têm mais coisas cheirando mal além da bosta dos cavalos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Cidadãos de Porto Alegre

Li que o Marcos Rolim e a Télia Negrão receberão o título de Cidadãos de Porto Alegre.
É raro para mim conhecer pessoalmente alguém que vá receber esse título. Mias raro ainda é achar que eles merecem. Pois os dois merecem. O Marcos Rolim é mais conhecido. Um humanista radical. Conheço esse cara desde os idos de 1982 (século passado, portanto). Ele ainda era um comunista ou, ao menos, desejava sê-lo. De lá pra cá mudou muito de ideias, mas continua sendo o mesmo. Merece o título, seu trabalho na área de Direitos Humanos é reconhecida e ele é uma pessoa de posições e opiniões instigantes. Acho que o mundo precisa de pessoas assim. A única coisa que me incomoda é que o título foi concedido pelo Mauro Zacher. Pra mim, o vereador pedetista é uma espécie de ... anti-Rolim. Porém, vou usar a frase de Oscar Wilde segundo que diz, mais ou menos o seguinte:"A opinião de uma pessoa não tem a ver com o que ela é".
A Télia Negrão é menos conhecida do público em geral, mas muito conhecida de um determinado público. Eu lembro dela (mas ela não deve lembrar de mim) de uma reunião do PC do B em Curitiba, no longínquo ano de 1985. Depois a gente se encontrou em Porto Alegre. É uma feminista na melhor acepção do conceito. É uma humanista também e vem ocupando o espaço que merecer por uma dedicação visceral ao trabalho que desenvolve. Quando ela fala sobre o que está fazendo eu chego a ficar cansado. O título, proposto pelo Adeli Sell, é merecido.
Parabéns aos dois. Acho que os ex-c0munistas vão dominar o mundo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Jane Jacobs e o Pontal


Se eu fosse de direita, votaria no DIB, mas não gostei do relatório dele sobre o a entrega da orla do Guaíba. Ele entende da coisa, deu pra ver, mas a referência Jane Jacobs foi completamente descontextualizada. Dib pegou emprestada uma fala do vereador Adeli (bom parlamentar e muito autêntico, mas discordo da opinião dele sobre o Pontal) e trouxe a urbanista Jane Jacobs para o time dos defensores do emparedamento da orla. Disse Adeli e repetiu João Dib, que a urbanista era defensora de áreas mistas como melhor forma de desenvolvimento urbano. Esse é um dos casos em que a descontextualização mata o sentido da declaração original. Lendo todo o livro Morte e Vida de Grandes Cidades, o sentido do pensamento de Jacobs é bem o inverso do que se quer fazer na Ponta do Melo. Caberia ler o que ela pensa sobre a especulação imobiliária e como a concentração de investimentos em uma área está realcionada com o abandono de outras, que teriam prioridade, além da visão da urbanista sobre a importância do sentido de continuidade urbana, sem rupturas agressivas, construída progressivamente. A velhinha deve estar se revirando.
Aliás, nesse debate sobre questões urbanas é interessante a quantidade de pessoas (incluídos os vereadores) que adora falar que o outro lado fala do que não entende. Vai ver é por isso que ninguém se entende.