Mostrando postagens com marcador desarmamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desarmamento. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de março de 2014

Bolsonaro,com hipocrisia sem limites, quer proibir armas a agentes ambientais


 Meio Ambiente rejeita proibição para uso de arma de fogo por fiscais ambientais
A proibição vale para os servidores do Ibama e do ICMBio


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável rejeitou hoje o Projeto de Decreto Legislativo 916/13, do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que proíbe aos agentes de fiscalização ambiental o uso de armas de fogo. A proibição vale para os servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

A proposta revoga o Decreto 6.817/09, que permite o uso de armas de fogo por fiscais ambientais, e a Portaria 11/09 do Ibama, que regula a fiscalização do órgão.

O relator na comissão, deputado Sarney Filho (PV-MA), afirmou que o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) permite o porte de armas previsto em outras leis. Ele afirmou que a Lei 5.197/67, que trata da proteção da fauna já permite o porte de armas para fiscais de caça.

"A interpretação da lei não pode conduzir ao absurdo de que agentes do Ibama e do Instituto Chico Mendes não possam portar armas para a fiscalização da caça e o exercício legal de polícia ambiental", criticou Sarney Filho.

Ele rebateu a explicação do autor da proposta de que os órgãos ambientais poderiam ter apoio dos órgãos de segurança estaduais e federais. "Isso geralmente só ocorre em operações especiais. Não é plausível imaginar que cada agente do Ibama tenha um policial armado para realizar o trabalho de fiscalização."

Tramitação
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, o texto segue para o Plenário.

Íntegra da proposta:


(Tiago Miranda/ Agência Câmara)

terça-feira, 2 de abril de 2013

Regiões do Brasil com população mais armada têm taxa de homicídios sete vezes maior


Vinícius Lisboa Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - As 20 microrregiões brasileiras com maior prevalência de armas de fogo têm uma taxa de homicídios, em média, 7,4 vezes mais alta que as 20 em que a presença de armamentos é mais baixa. A constatação é parte do estudo Mapa das Armas de Fogo nas Microrregiões Brasileiras, apresentado hoje (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O diretor de Estudos e Políticas de Estado, das Instituições e da Democracia do Ipea, Daniel Cerqueira, um dos responsáveis pelo trabalho, disse que há uma relação de causa e efeito entre a presença de armas e a taxa de homicídios. "Apesar de ser uma lei nacional, o Estatuto do Desarmamento teve resultados diferentes dependendo dos esforços dos governos estaduais para controlar a difusão de arma de fogo".
Daniel Cerqueira argumenta que os estados que mais se empenharam no desarmamento da população - São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco - foram os que tiveram quedas mais expressivas da criminalidade entre 2000 e 2010, enquanto na Bahia, no Maranhão e Pará, onde a prevalência de armas não teve o mesmo comportamento, houve aumento dos homicídios.
As 20 microrregiões mais armadas possuem taxa de homicídios média de 53,3 mortes para cada 100 mil habitantes, número que chega a 101,3 em Maceió, e 77,1 em João Pessoa. As duas capitais estão entre as 13 áreas nordestinas no ranking de prevalência de armas de fogo, que tem quatro do Sudeste, duas do Sul e uma da Região Norte. Outras capitais que compõem a lista são Recife, Salvador, Belém, Vitória, Curitiba e Fortaleza.
Já as 20 microrregiões com a população menos armada possuem 7,2 homicídios por 100 mil habitantes, em média, taxa que cai para 0,7 em Barreiras, microrregião de 286 mil habitantes no interior da Bahia que ostenta a menor prevalência de armas do país. Entre as cidades em que proporção é baixa, 12 são do Sudeste, sendo dez de Minas Gerais. O Nordeste possui quatro na lista, e o Sul, duas. Centro-Oeste e Norte participam com uma, cada um.
Na apresentação, o diretor do Ipea mostrou que o aumento de 1% no número de armas aumenta em 1% a 2% a taxa de homicídios de uma região. Por outro lado, a elevação da prevalência de armas não reduz o número de crimes contra o patrimônio: "Isso desmente o mito de que o armamento do cidadão funciona como forma de dissuadir os criminosos a não cometerem crimes contra a propriedade", concluiu Daniel.
Uma estatística preocupante apresentada por Daniel Cerqueira foi o aumento de 50% dos homicídios com arma de fogo praticados dentro dos lares. Para o pesquisador, o aumento está relacionado ao avanço da prevalência de armas em regiões mais marcadas pela violência doméstica.
Outro problema apontado pelo mapa é o aumento do número de armas e de homicídios em microrregiões marcadas pelo desmatamento e por atividades econômicas em que há conflitos pela terra.
Edição: Davi Oliveira

quinta-feira, 7 de março de 2013

Matança generalizada: Mortes Matadas por Armas de Fogo



A GUERRA BRASILEIRA
 
Mapa da Violência aponta disseminação de mortes por arma de fogo Brasil afora; Rio fica em 8º
JAILTON DE CARVALHO jailtonc@bsb.oglobo.com.br ODILON RIOS* opais@oglobo.com.br


BRASÍLIA E MACEIÓ- As mortes violentas, que antes se concentravam em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio, estão se espalhando pelo país, que prossegue entre os mais violentos do mundo e acumula mortes por armas de fogo equivalentes a regiões do planeta marcadas por conflitos armados. A "nacionalização" da morte à bala acompanharia a desconcentração industrial e os deslocamentos populacionais ligados às atividades econômicas. A conclusão é do Mapa da Violência 2013, divulgado ontem pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela).
Dos cinco estados mais violentos do país em 2010, três estão na região Nordeste: Alagoas, Bahia e Paraíba. Quatro das cinco capitais com os piores dados estão no litoral da região: Maceió, João Pessoa, Salvador e Recife. Pelos dados da pesquisa, 36.792 pessoas foram assassinadas a tiros em 2010 no Brasil. O número é superior aos 36.624 assassinatos anotados em 2009 e mantém o país com uma taxa de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes, a oitava pior marca entre cem nações com estatísticas consideradas relativamente confiáveis sobre o assunto.
A média nacional de homicídios é duas vezes maior que a taxa considerada tolerável pela Organização das Nações Unidas (ONU), dez assassinatos a cada 100 mil habitantes. Ao comparar a realidade nacional com a matança nas principais guerras dos últimos anos, os coordenadores do estudo chegaram a um resultado assustador: o número de assassinatos no Brasil entre 2004 e 2007 se aproxima das baixas contabilizadas em 12 dos maiores conflitos armados no mesmo período.
Nestes quatro anos, 147.373 pessoas foram assassinadas a tiros no Brasil.
As guerras provocaram a morte de 169.574 pessoas. O coordenador do estudo ainda lembra que não é só em direção ao Nordeste que a violência aumenta.
- A violência tem crescido também no Paraná, em Santa Catarina e no Entorno de Brasília. O mais correto seria dizer que está havendo uma nacionalização dos homicídios - afirma Júlio Jacobo Waiselfisz.
O palco do maior massacre foi Alagoas que, em 2010, registrou uma taxa de 55,3 homicídios por cada 100 mil habitantes. É o estado que também mata mais negros e o segundo em homicídios contra as mulheres. Com o maior Instituto Médico Legal (IML) funcionando no improviso, delegacias caindo aos pedaços e um plano de segurança federal com pequena redução no avanço dos crimes, os alagoanos recorrem ao desespero.
A aposentada Tereza de Jesus Araújo espera, há seis meses, notícias da neta, a estudante de Ciências Contábeis Bárbara Regina, de 21 anos. Ela sumiu de uma boate ao lado de um homem, que, para a polícia, é Otávio Cardoso da Silva, o assassino da estudante. Para a Polícia Civil de Alagoas, Bárbara foi estuprada e assassinada com requintes de crueldade. Mas, nem o corpo da estudante nem o acusado pelo crime apareceram: - Todas as informações que a polícia tem e todas as pistas, incluindo a rota de fuga do Otávio, fomos nós quem apresentamos. E não temos nada depois disso - lamenta Tereza.
No Pará, o número de assassinatos teve aumento de 307,2%, em dez anos. No Maranhão, a disparada da matança foi de 282,2% entre 2000 e 2010.
DECLÍNIO DOS ASSASSINATOS NA REGIÃO SUDESTE O Rio de Janeiro aparece em 8º lugar no ranking dos estados mais violentos, com uma taxa de 26,4. O estudo mostra, no entanto, que o número de mortes por armas de fogo no estado está em declínio. De 2000 a 2010, os assassinatos a tiros no Rio caíram 43,8%. Em São Paulo a queda foi ainda maior, 67,5%, e o estado viu a taxa de homicídio baixar para 9,3, por 100 mil habitantes.
Entre as capitais mais violentas está Maceió, a primeira da lista com 94,5 homicídios por 100 mil habitantes. Logo depois vêm João Pessoa com taxa de 71,6; Vitória com 60,7; Salvador com 59,6; e Recife com 47,8. São taxas bem acima da média nacional, de 20,4 por 100 mil. Com uma taxa de 23,5, a cidade do Rio aparece em 19º lugar na lista.
A cidade de São Paulo está na 25ª colocação.
Para Jacobo, a declarada priorização da segurança pública por governadores e as iniciativas do governo federal, tais como a campanha do desarmamento, não foram suficientes para forçar a queda dos índices de violência na primeira década do século XXI. Entre 2000 e 2010, passando pelos governos Fernando Henrique e Lula, a taxa de aproximadamente 20 homicídios com armas de fogo por 100 mil habitantes ficou estável.
- Se está havendo alto índice de violência, nossas políticas não são suficientes - diz Jacobo, que enumera o narcotráfico; a grande quantidade de armas em circulação; e a cultura da violência para a resolução de conflitos entre pessoas próximas como fatores da estabilização de mortes em alta.
No Paraná, o número de homicídios aumentou 94,8%, entre 2000 e 2010. Santa Catarina sofreu aumento de 44,5%, embora ainda permaneça com taxa de 8,5 homicídios por grupos de 100 mil.
Estudo detalhado, o Mapa da Violência apresenta o ranking das cidades com mais de 20 mil habitantes mais castigadas pela matança.
Simões Filho (BA) tem o pior quadro, com taxa de 141,5 homicídios por 100 mil habitantes. À frente de Campina Grande do Sul (PR), com 107, Lauro de Freitas (BA), com 106,6, e Guaíra, com 103,9. São números piores que os de Medellín, na Colômbia, no auge do poder do narcotráfico de Pablo Escobar.
- Uma das estratégias (para reduzir homicídios) é o combate à cultura da violência. O debate sobre esse assunto deveria começar desde a escola. Acho que esse discurso (contra a cultura da violência) não tem tido o lugar que deveria ter - diz Jorge Werthein, presidente do Instituto Cebela.
"A violência tem crescido também no Paraná, em Santa Catarina e no Entorno de Brasília. Está havendo uma nacionalização" Júlio Jacobo Coordenador do Mapa

Diario de S. Paulo

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mochila a prova de bala vira moda

Quando a gente pensa que já viu tudo...
Publicado em O Dia

Depois do massacre na escola dos EUA, vendas do produto crescem até 500%

Estados Unidos -  Depois do massacre na escola primária Sandy Hook, em Connecticut, EUA, dia 14, quando 20 crianças foram mortas, o mercado de mochilas com coletes a prova de balas cresceu drasticamente. As vendas do produto tiveram alta de até 500%, segundo divulgaram empresas ontem.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
O porta-voz da BulletBlocker, Elmar Uy, afirmou que a firma passou a vender 60 unidades por dia. Antes, comercializava 10 por semana.
As mochilas especiais pesam entre 500 e 800 gramas a mais que uma normal. Um colete antibalas, feito de fibra de carbono, fica na parte de trás do produto.
Elas resistem a balas de pistolas de grosso calibre, como Magnum e SIG (usada no massacre).
Para convencer o consumidor a comprar a mochila, a descrição detalhada do produto promete tranquilidade aos pais e dá dicas de como de usá-la apropriadamente.
“Você pode ter certeza de que seu filho estará protegido caso aconteça algo inesperado. A mochila pode ser rapidamente deslocada para a parte da frente do corpo, funcionando como um escudo, enquanto a criança foge do tiroteio”, diz a descrição.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Empresa brasileira já é a quarta distribuidora de armas nos EUA

Gaúcha Forjas Taurus avança no mercado americano e busca expandir vendas globais

22 de dezembro de 2012 | 18h 00
Roberto Simon - O Estado de S.Paulo
O Brasil tem um papel cada vez mais importante no mercado armamentista dos EUA: a marca gaúcha Forjas Taurus tornou-se a quarta maior distribuidora de armas no país da National Rifle Association, ao lado de gigantes como Smith&Wesson. Um em cada cinco revólveres comprados por americanos em 2012 veio da fabricante brasileira, que hoje vende mais nos EUA do que no próprio Brasil.
Massacre de Newtown motivou programa de venda voluntária de armas da polícia de New Jersey - Mel Evans/AP
Mel Evans/AP
Massacre de Newtown motivou programa de venda voluntária de armas da polícia de New Jersey
Essa rápida expansão no território americano é parte de uma estratégia maior da holding Taurus, que nos últimos anos vem adotando uma estratégia mais agressiva para ampliar exportações. Segundo a diretora de relações com investidores, Doris Wilhelm, no topo da lista de destinos cobiçados pela empresa está África e América Central – segundo a ONU, as duas regiões do mundo com maior número de mortes por arma de fogo.
A lei militar brasileira impede que a indústria bélica nacional revele o número de armas exportadas, tampouco os destinos exatos das vendas. Divulgam-se apenas "blocos geográficos" para onde vão esses produtos. Em 2012, 55% das armas da Taurus foram vendidas ao "bloco norte-americano" (EUA, Canadá e México). A empresa tinha uma receita líquida de US$ 409 milhões em 2009. Este ano, impulsionada pelas exportações, ela deve fechar nos US$ 700 milhões.
Doris afirma que os EUA são o maior mercado da Taurus e o único em que a esmagadora maioria das vendas é para pessoas, e não forças estatais de segurança pública e militar. "Estamos falando de um mercado de consumo: civis americanos comprando armas como hobby, esporte, caça e defesa pessoal. A cultura americana é ‘outro bicho’. A Segunda Emenda (da Constituição) garante o direito de portar armas e defender sua propriedade."
A empresa brasileira tem uma fábrica no norte de Miami desde 1983. No ano passado, comprou por US$ 10 milhões a Heritage Manufacturing, especializada em réplicas de armas do velho oeste, usadas em uma modalidade conhecida como "plinking" – tiro ao alvo com latinhas em locais abertos, ao clássico estilo cowboy do deserto.
O New York Times afirmou na terça-feira que a Taurus seria uma possível compradora da fabricante do fuzil AR-15 Bushmaster, usado no massacre de Newtown. A companhia brasileira diz que a informação é "meramente especulativa".
Nos dois dias úteis após a tragédia, as ações da Taurus caíram cerca de 10%. Segundo analistas, o mercado "teme" a aprovação de restrições a esse comércio.
Mas, como as demais empresas do setor de armamento nos EUA, a Taurus acabou beneficiada pela débâcle econômica de 2008 e pela polarização política no governo Barack Obama. O motivo é psicológico: em meio à sensação de insegurança, americanos tradicionalmente compram mais armas. O pânico após o furacão Katrina fez com que 2005 fosse o ano mais lucrativo às empresas do setor.
Top 4. Segundo Matthias Nowak, pesquisador do centro Small Arms Survey (SAS), com sede na Suíça, o Brasil é desde 2001 o quarto maior exportador das chamadas "armas pequenas", categoria que abrange revólveres, pistolas, submetralhadoras, fuzis de assalto, entre outros. O País é colocado atrás apenas de EUA, Itália e Alemanha e à frente da Rússia, maior herdeira da indústria bélica soviética.
Para analistas, são essas as "verdadeiras armas de destruição em massa" – as que mais provocaram mortes no mundo. Segundo o centro suíço, os últimos dados disponíveis são de 2009 e indicam que o Brasil exportou US$ 382 milhões dessas armas. Mas Nowak acredita que a cifra real seja muito maior e critica a falta de informações públicas.
Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, também reclama da falta de transparência e afirma que "não há mais sentido" em vetar a divulgação dessas exportações, pois vários compradores revelam os números.
"Ao investir no fortalecimento da indústria bélica nacional, o governo Dilma Rousseff torna ainda maior a necessidade de transparência", defende.
No ranking do SAS que avalia o acesso à informação sobre essas exportações em cada país, o Brasil tem hoje nota 7,5 em uma escala crescente de o a 25. Em 2009, era de 8,5; em 2006, era 9.
Empresa busca expansão na África e América Central. Com uma nova estratégia para diversificar exportações, a Taurus está de olho em mercados de regimes africanos em transição política e países da América Central em luta contra o narcotráfico. Essas regiões têm o maior índice de homicídios por armas de fogo do mundo, segundo o escritório da ONU para controle de drogas e crime (UNODC). ONGs como a brasileira Sou da Paz temem que parte das armas acabe nas "mãos erradas".
A Taurus diz fornecer armas para governos, de acordo com as normas do Exército e submetida ao direcionamento político do Itamaraty. "Se a arma vai parar em outro destino, nós não temos o menor controle sobre isso. Cabe ao Itamaraty julgar que o governo não é confiável", diz Doris Wilhelm, da Taurus. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Menino de 11 anos é flagrado com revólver em escola gaúcha

Foto meramente ilustrativa do absurdo
Um estudante de 11 anos foi flagrado com um revólver calibre 32 dentro da mochila, na Escola Municipal de Educação Fundamental Hector da Luz Gorostide. O estabelecimento fica na localidade de Nossa Senhora das Graças, na zona rural de Quaraí (RS).
O responsável pela instituição de ensino, professor João Carlos da Rosa, desconfiou da agitação do menino e recolheu a mochila. Nela, foram localizados o revólver e mais cinco cartuchos intactos.
Conforme o professor, o aluno, que cursa a 5ª série do Ensino Fundamental, "está na escola há quatro anos e é considerado uma criança calma, que nunca havia apresentado problemas de comportamento".
Integrantes da Secretária Municipal de Educação, da Brigada Militar e do Conselho Tutelar foram acionados. Durante conversa com a conselheira tutelar o estudante informou que o revólver pertencia ao avô.
A mãe do jovem foi chamada à delegacia para prestar esclarecimentos. Segundo a conselheira tutelar, Taíse Corrêa, o menino será encaminhado para atendimento psicológico.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sangue na lama

Uma pessoa foi morta e outra ferida a faca no Acampamento Farroupilha. Não vou generalizar o comportamento de todos os que habitam o Parque da Harmonia na Semana Farroupilha. Ocorre que o tal Acampamento é lugar onde andar com uma faca atravessada na cintura é algo natural e beber todas é o principal esporte. Pode-se esperar algo muito elevado dessa mistura?
A cultura da macheza, acaba sendo acompanhada da violência. Por ocasião do referendo sobre o desarmamento, o MTG tirou posição oficial pelo não. A imagem do gaúcho inventado pelo Movimento é visceralmente dependente da exibição dos símbolos de "valentia" e "coragem". Andar armado não é uma contingência, mas uma necessidade.
Se o tal Acampamento fosse um daqueles restaurantes do centro da cidade já teria sido fechado. Mas as coisas continuam como antes. Na página do MTG não vi nenhum comentário sobre o acontecido.
As autoridades da segurança já declararam que não reforçarão o policiamento. A alegação é que os conflitos ocorrem dentro dos piquetes. Só que o parque é público.
Proibir pessoas de desfilarem fantasiadas de carniceiros... nem pensar. A isso, chamam "cultura gaúcha".

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Taisso e o desarmamento


A tragédia que envolveu garoto Taisso merece uma reflexão. O menino de treze anos foi morto por garotos iguais a ele e por um motivo absurdo: roubar a arma do pai de Taisso. Conta-nos o noticiário que a arma pertencia ao pai de Taisso e que os jovens que mataram o garoto já haviam premeditado assassiná-lo para obter a arma. Os familiares de Taisso dizem que o único vício do menino era a lan house. parece que o problema do garoto era bem maior.

Marcos Rolim escreveu um livro com sólidos argumentos contra a venda de arams de fogo. Porém, parece que argumentos não são fazem efeito no batalhão de pesoas que considera que possuir uma arma é um instrumento de defesa e não, como ficou demonstrado no caso de Taisso, um modo de disseminar a violência. O pai do garoto provavelmente votou contra o desarmamento. Pois a arma que seria sua segurança tirou a vida do próprio filho. Ainda assim, não vislumbro que esse episódio possa arrefecer o ânimo dos defensores do armamento da sociedade. À época do referendo do desarmamento, fiz uma pesquisa simples, que deve permanecer atual. Olhando notícias de quinze edições de jornal, encontrei sete referências a mortes como essa de Taisso. Revólveres nas mãos de "pessoas de bem" matando pesoas de bem, comummente crianças. Nenhum conhecido que ouviu esse argumento mudou de idéia. Não fossem os míseros 20% de votos pelo desarmamento no Rio Grande do Sul me sentiria um fracassado que não convence ninguém.

Provavelmente virão mais campanhas pela redução da idade penal. E assim seguimos; correndo atrás do problema e propondo receitas dos mesmos remédios que não têm dado certo há tantos anos.