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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Parabéns, Jesus Cristo, Attis, Mitra, Horus, Hércules e Dionísio; pelo seu aniversário


(Sei que o ano é 1 e não tem crase - vamos debater o TEXTO)
Para os que vão chegar com a refutação hilária que diz que o calendário foi feito depois, ou que "todos sabem" que a bíblia não diz a data de nascimento de Jesus e que a data foi escolhida depois já "cristianizando" uma data pagã. Já respondo aqui.:

Muitos deuses solares tinham sua data de nascimento no final do solstício de inverno, que termina +- em 25 de Dezembro ( houve um erro de cálculo em certo momento da história, o correto seria 21). 
Vamos explicar em detalhes: Do Solstício de Verão ao Solstício de Inverno, os dias tornam-se mais curtos frios.
Na perspectiva de quem está no hemisfério Norte, o Sol parece se mover para o sul aparentando ficar pequeno e fraco, o encurtar dos dias e o fim das colheitas conforme se aproxima o Solstício de Inverno simbolizando a morte, para os mais antigos. Era a morte do Sol.
Pelo 22 º dia de Dezembro, o falecimento do Sol estava completamente realizado. O Sol, tendo-se movido continuamente para o sul durante 6 meses, faz com que atinja o seu ponto mais baixo no céu. Aqui ocorre algo curioso, o sol deixa, aparentemente, de se movimentar para o sul, durante 3 dias. (22, 23, 24).
Durante estes 3 dias de pausa, o Sol reside mas redondezas das constelações de Alpha Crucis ou mais conhecido como Cruzeiro do Sul e Constelação de Crux. Depois deste período, no dia 25 de Dezembro, o Sol move-se 1 grau, desta vez para o norte, perspectivando dias maiores, calor, e a Primavera. E assim se diz: que o Sol morreu na Cruz (Constelação de Crux).

Esteve morto por 3 dias, apenas para ressuscitar ou nascer uma vez mais. Esta é a razão pela qual Jesus e muitos outros Deuses do Sol partilham a idéia da crucificação, morte de 3 dias e o conceito de ressurreição.

É o período de transição do Sol antes de mudar na direção contrária no Hemisfério Norte, trazendo a Primavera e assim a salvação.

Pra o religioso refutar isso, acho que ele vai ter que mudar a terra, o sol ou as estrelas de lugar, pois a prova está no céu e pode ser confirmada por qualquer um a qualquer momento.

A outra saída dos religiosos é finalmente admitir que a data de nascimento de Jesus foi uma data pagã mesmo escolhida pela igreja católica/império romano. E aí usa isso como refutação. Admite uma parte do "plágio" porque temos provas do mesmo. e esquece-se do resto. A páscoa, carnaval, festas juninas, pão= carne=trigo= corpo do deus, sermão da montanha, vários ensinamentos, milagres e o mais claro de todos: A RESSURREIÇÃO: Leiam de novo a explicação do solstício e notem que o sol "esteve morto" por 3 dias e depois renasce. E quando é que ocorre um outro fenômeno parecido? NA PÁSCOA!! o equinócio ocorre na páscoa, exatamente quando o "mito solar" morre por 3 dias e ressuscita. Quer algo mais claro que isto?

Cadê as provas da ressurreição? são os testemunhos bíblicos? altamente contraditórios entre si e pior, com os "grandes fatos" ( trevas, terremotos e invasão de "zumbis de santos" na cidade) não conhecidos pelos 40 historiadores da época?
Se a ressurreição de Jesus tem ENORMES indícios de mais um plágio do paganismo, não tem referências históricas e é a ÚNICA* prova de que ele poderia ser um "Deus", precisamos ficar debatendo se o "homem" existiu historicamente?

* Os outros milagres de jesus são facilmente forjados por pastores até os dias de hoje, e milhares acreditam piamente. Imagina naqueles tempos e depois de a bíblia ter sido escrita do boato-do boato-do boato por pessoas "crentes"? Aliás, até uma morte e ressurreição com 3 dias pode ser forjada. Principalmente naquela época...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Natal dos céticos


É difícil ser cético no período de Natal. Como explicar que lembrar o natal como nascimento de Jesus ou chegada do Papai Noel é indiferente para um cético? Onde a maioria das pessoas à nossa volta vê um símbolo sagrado e a personificação da generosidade, eu vejo dois mitos.
O Natal é o período em que grande parte das pessoas marca data para confraternizar, perdoar, pedir perdão, enfim.... fazer tudo aquilo que não está acostumada a fazer em outros períodos e que, muitas vezes, não faz depois do Natal. 
Junto com isso, dê-lhe festa, comilança, beberagem... tudo em nome da paz, do amor, da amizade e dessas coisas todas. As angústias dos anguistiados aumentam, as esperanças dos esperançosos aumentam, as saudades dos que estão distantes aumentam. Tudo ajudado pela programação televisiva e outros apelos ao consumo e ao sentimentalismo.
Enfim, é Natal.
Céticos ou não, estamos imersos na realidade cultural de nosso tempo, assim, o que nos resta é participar, ainda que moderadamente do festival. O problema é que é difícil aceitar a moderação. Tudo tem que ser em doses cavalares. É preciso estar muito feliz, é preciso dar muitos presentes, é preciso encontrar a família de qualquer jeito. Não pode ser a semana que vem, ou na semana anterior. Tem que ser no Natal. Mesmo que os preços depois do Natal baixem, as passagens fiquem mais baratas, o trânsito fique mais leve, as linhas telefônicas fiquem desobstruídas...
Enfim, é Natal. Se você não gosta de tudo isso, azar o seu. E, no fim das contas, nem tudo é tão ruim, mesmo para um ranzinza.

O Natal, o Papai Noel e a Coca Cola

Com o passar do tempo o verdadeiro espírito do natal, apesar de ninguém saber explicar o que realmente significa (e quem pode culpar-nos?), foi ofuscado pela figura do Papai Noel que, por sua vez, foi ofuscada por um refrigerante e, mais tarde, por ursos polares. A mídia tem tanto poder que é capaz de mudar conceitos e driblar propósitos. É o que evidentemente acontece, há anos, com o natal.
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Na minha família, o natal sempre foi celebrado à velha moda cristã. Um tanto previsível, porquanto íamos à igreja orar, celebrar o nascimento de Jesus Cristo, assistir à cantata de natal, abraçar os amigos. Depois voltávamos para casa, que nos esperava com um reconfortante clima acolhedor e festivo. Era o natal em seu lugar-comum, mas exatamente como aprendemos que deveria ser.
Havia um sentimento de cumplicidade em partilhar do “espírito natalino”, como dizem, seja lá o que isso for. Talvez uma sensação mútua de contentamento, religiosamente acalentada. E ainda apetece-me ter a família reunida com essa porção de pormenores típicos do natal: sorrisos estampados nos rostos, abraços apertados, gentilezas trocadas, toalha de mesa endireitada, comida e estórias partilhadas.
Mas o tempo passa e a cada dia o natal é cada vez mais uma fúria consumista absolutamente impiedosa. Antes se ouvia a música metálica dos sinos, hoje se ouve o som frenético das máquinas de cartão de crédito. Sai de cena o Cristo, entra o senhor bonachão de calças vermelhas. Se o filho de Deus não mais é lembrado, de Papai Noel muito se fala.
Mas não de maneira a fazer justiça ao personagem - inspirado originalmente em um homem simples, com uma vida e uma estória simples, nada tendo a ver com o sistema capitalista que o transformou em símbolo e que, por sua vez, transformou o natal em um evento elitista.
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A lenda do Papai Noel (Pai Natal em Portugal) é inspirada no arcebispo São Nicolau Taumaturgo, que viveu na Turquia no século IV. Ele tinha o costume de ajudar os necessitados depositando um pequeno saco com moedas de ouro, entrando nas casas pela lareira. Durante o inverno, resgatava crianças pobres de rua dando-lhes roupa e alimento. Famoso pela generosidade, a ele foram atribuídos diversos atos considerados milagrosos.
Seus fiéis, então, passaram a imitá-lo, principalmente em época de frio. Daí o surgimento da figura do Papai Noel e a explicação para muitas pessoas serem tomadas por um ímpeto de solidariedade em véspera do natal.
Entrementes, o sentimento que inspirou a estória, que mostra o melhor do ser humano, desapareceu quase por completo e o que prevaleceu foi uma sede de consumo e um sentimento de obrigatoriedade para saciar essa sede. E esse bom velhinho, inspirado em generosidade e doação, virou a insígnia do capitalismo.
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Antigamente não havia uma imagem unânime do Papai Noel. Ele era ilustrado de muitas maneiras, com traços e estilos variados. Algumas figuras eram de um homem magro, muito mais reservado do que este sorridente Noel que conhecemos. Em alguns países era retratado com vestes episcopais, geralmente na cor verde, combinando com tons sóbrios.
Por volta de 1886, um famoso cartunista alemão, Thomas Nast, desenhou o Papai Noel com uma roupagem de inverno na cor vermelha, tal como o conhecemos hoje. A ilustração foi feita para a revista norte-americana Harper’s Weeklys. Ao contrário do que muitos pensam, as cores da roupa do papai Noel nada têm a ver com a marca Coca-Cola. Aliás, a Coca-Cola nunca foi detentora do Papai Noel, muito menos o criou. Mas tem um poderoso mérito no processo de concretização da figura natalina, tal como a conhecemos hoje.
Aconteceu que durante muito tempo a Coca-Cola viu as vendas da bebida diminuírem consideravelmente durante o inverno, causando grande prejuízo para a marca. Já em 1931, a empresa decidiu reverter esse quadro, executando uma das mais famosas e impactantes campanhas publicitárias até hoje conhecidas. Com esse objetivo, o ilustrador Haddon Sundblom foi contratado pela empresa para uma releitura do personagem natalino. “Uma pausa refrescante” seria o slogan. E deu certo. A campanha, que propôs o Papai Noel bebendo o refrigerante, alavancou as vendas da Coca-Cola durante o inverno e perpetuou a imagem do bom velhinho.
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Esse novo visual mais encorpado do Papai Noel, um senhor rechonchudo e bonachão, do jeito que conhecemos, foi curiosamente inspirado no vizinho aposentado de Sundblom. A nova imagem espalhou-se rapidamente mundo afora, fazendo imenso sucesso.
Sundblom foi responsável pela propaganda natalina da Coca-Cola até o ano de 1964. Ele morreu em 1976 – e confessou à revista Rolling Stone que nunca gostou do sabor do famoso refrigerante.
Antes da Coca-Cola, no entanto, a figura do Papai Noel já era usada para algumas propagandas, mas foi a referida campanha da marca, em 1931 – com Sundblom – que deu a largada para que o Papai Noel fosse, de fato, transformado do generoso bom velhinho para um senhor efusivo que promove não o espírito de natal, mas sim o de consumo. Mas quem pode culpar o velhinho? E Papai Noel continua rindo de tudo isso. E ri com tanto entusiasmo que parece saber que não haveria mesmo jeito nenhum de acertar as coisas por aqui.
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De: Obvious

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

São Francisco de Assis, o homem que criou o presépio

Entre tanta porcaria que a Globo exibe, achei essa matéria sobre a cidade de Assis, na Itália e seu patrimônio cultural. Muito interessante.

Conheça a cidade onde foi montado primeiro presépio do mundo

Assis é a terra de São Francisco. Para comemorar o Natal, os 50 frades lançaram o primeiro filme em 3D da história da Igreja.

Ilze Scamparini Assis,Itália,publicado no G1

Poucos lugares no mundo possuem uma combinação de beleza, arte e um santo nativo da popularidade de São Francisco (santo que inventou o presépio), como Assis, cidade medieval da Umbria, no centro da Itália.
Entre colinas e bosques, uma arquitetura íntegra ajuda a divulgar a existência do homem que tantos artistas prestaram homenagens. “Temos dez mil metros quadrados de afrescos”, conta o Frei Egídio Canil.
No santuário de fachada simples, em pedra branca, duas igrejas estão superpostas. Da entrada da basílica inferior é possível subir as escadarias para chegar ao mais essencial templo franciscano, que ficou pronto em 1253. Um dos primeiros edifícios góticos da Itália, onde a pintura genial, da segunda metade do século 13 deixou um patrimônio extraordinário.

Na basílica superior, a história do santo que renunciou à riqueza, foi contada pelo pintor Giotto e os seus discípulos. Nas duas paredes laterais, cada um dos afrescos narra uma passagem importante da vida de Francisco de Assis, como sua escolha pela pobreza, quando ele se despiu das suas vestes e decidiu deixar para trás as festas e a família de comerciantes prósperos.
A aprovação do papa Inocêncio III para a fundação da ordem Franciscana, também está na basílica. Tudo é contado em 28 afrescos. A viagem de Francisco ao Egito, a doação do seu manto a um homem pobre.
As figuras humanas são colocadas em paisagens reais. Em uma passagem definitiva na arte figurativa do estilo românico bizantino para o renascimento que Giotto antecipou. Ele revolucionou a pintura. Trouxe cor e principalmente a perspectiva. Com ele o homem vem representado não mais estático e sem fundo, mas posto no ambiente em que vive. Isso deu origem também ao humanismo.
Sobre o túmulo de Francisco são 2.200 metros quadrados só de Giotto, nenhum museu do mundo possui isso. Sobre a tumba do santo foram erguidas as duas igrejas decoradas por vários artistas.
Para comemorar o natal franciscano, e valorizar aquele que foi o maior pintor do seu tempo, os 50 frades do Santuário de Assis lançaram o primeiro filme em terceira dimensão da história da Igreja. A pintura de Giotto aparece ainda mais forte, com mais espaço e volume. Os rostos estão mais realistas.
Em uma pequena capela, Frei Marcelo Daga monta o presépio franciscano com peças feitas por ele em papel machê e pena de galinha. O cenário mistura o Oriente Médio à paisagem italiana. Entre Maria, José e o menino Jesus, estão São Francisco e um lobo, símbolo do amor fraterno que o santo, que inventou o presépio, dedicou aos animais.
São Francisco morreu em 1226, aos 44 anos. Dois anos depois foi proclamado santo pelo Vaticano, num dos processos de canonização mais rápidos da história da Igreja. Assis, há oito séculos, tornou-se uma das metas mais importantes da peregrinação dos cristãos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

É Natal. Compre feito um desesperado

Durante o Natal é impossível escapar do lugar comum segundo o qual a data está cada vez mais consumista e coisa e tal. É uma verdade banalizada pelo uso. 
O lado mais dramático dessa situação, na minha singela opinião, está expresso na jornada desumana a que são submetidos os empregados do comércio. Em São Paulo, as lojas dos shoppings varam a madrugada vendendo. Em Porto Alegre, o comércio ficará aberto até as 20h do dia 24/12. A pergunta é: para quê? A mídia anuncia essas maratonas como se fossem grande coisa. Filas do SUS e filas em aeroportos são inaceitáveis, mas aquele monte de gente se acotovelando para comprar dos patrocinadores da grande mídia é tratado com bom humor. Eu acho repugnante!
Não sou daqueles que compram presentes ao longo do ano, ou com grande antecedência. Compro no tempo que tenho. Se não tiver tempo, não compro. Flexibilizar o horário é uma coisa, estendê-lo ao infinito é absurdo. É dizer aos consumidores (porque as pessoas não são tratadas como cidadãs, mas como consumidoras) que podem ser imprevidentes e que podem deixar tudo para a última hora. Sempre haverá uma loja aberta onde se gastar. 
Quem quiser comprar presentes que arranje tempo até as 22h (que me parece mais que o suficiente). Se não conseguir, azar.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O natal para John Lennon

Não sou muito chegado no natal, mas vale a oportunidade para lembrar John Lennon, no ano de seu 74° aniversário de nascimento e 34° de seu trágico assassinato.
Aproveite e conheça a página de John Lennon.