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sábado, 4 de setembro de 2010

Te prepara Tarso!

O golpismo não tá funcionando pra cima da Dilma.
Não vou dizer que a UDN está conformada (vocês sabem, eles nunca desistem), mas a coisa tá difícil pra eles. Aqui nas nossas bandas, tá pintando a vitória do Tarso no primeiro turno. O que farão os udenistas diante disso? Te prepara Tarso, a coisa vai esquentar. Antes, Yeda e Fogaça disputavam quem vai para o segundo turno. Agora, a coalização anti-Lula vai querer tirar a vitória no primeiro turno.
Confio no nosso intelectual orgânico para garantir grande vitória da Unidade Popular.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Fácil de entender, difícil de aceitar

Não é fácil para a miltância do PT do RS e de Porto Alegre entender que o partido possa não ter candidato à prefeitura em 2012. A mesma dificuldade que inflou a pré-candidatura do nosso intelectual orgânico, agora, divide sua própria base de apoio interna. Relembrando. Os apoiadores do pré-candidato petista acusaram os adversários de estarem preparando terreno para um apoio a Rigotto. Foi a história do "Kinder Ovo". Não adiantou dizer que não era nada disso. Na lógica da disputa interna, o vencedor ganhou pontos e uma plataforma para fustigar os concorrentes. Agora, parte da base queo apoiou cogita em apoiar um candidato do PDT (Fortunati) à prefeitura de Porto Alegre, desde que os pedetistas apoiem o PT neste ano. Outra parte não aceita.
É difícil aceitar, mas é fácil entender. O PT vive um isolamento partidário e social difícil no RS. O medo da "competência" (competir, competir e nunca ganhar) fez acender a luz amarela e os dirigentes petistas partirem para a análise de todas as possibilidades. Ninguém gosta de concorrer sem chance de ganhar (o PSTU não conta).
Tem muita água pra correr opr debaixo da ponte. Porém, não adianta vir com a conversa de "aliança programática", "projeto comum a longo prazo" e essas coisas bonitas, corretas e que fizeram tanta gente se encantar com o PT. Os trabalhistas tem um senso de oportunidade bem mais objetivo e pragmático.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PIlatos vem aí I


Mal foi lançado, "forçado pelas circunstâncias", Pilatos já aparece ponteando as pesquisas. O nosso intelectual orgânico já declarou que ele e Pilatos são capazes de pacificar o estado. Entendo a estratégia, mas começamos mal. Se os dois podem fazer a mesma coisa, por que escoher um em vez do outro. Digo mais, a fala de pacificar é a fala uníssona da direita. Quando a gente começa a falar por dentro do discurso do adversário é porque a coisa não tá bem. Dificilmente dá certo. Talvez dessa vez seja diferente.

Pelo que tenho lido, abriu-se a temporada de caça ao PDT. Não será fácil, os trabalhistas e seu enorme senso de oportunidade não são presas fáceis.

O brabo nisso tudo é que as estratégias são muito parecidas: formar uma coalizão ampla; atrair o centro; mostrar competência e ser amigo do Lula (o que no RS não influencia tanto como em outros lugares).

Como sair disso? Ainda não sei. Quando alguém quiser saber a minha opinião vou pensar um pouco mais, talvez surja alguma ideia boa.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Despiroqueou de vez

A Rainha de Copas emite sinais de progressivo comprometimento das faculdades mentais. Antes, o discurso padrão era culpar os comunistas, agora, culpa-se o PT e seu pré-candidato. A teoria da conspiração da "inteligência" yedista é digna do Agente 86.
As consequênicas podem ser duas, não excludentes:
a) Impulsionar a candidatura de Tarso como o candidato "anti-Yeda", cacifando para o segundo turno. Se o intelectual orgânico encarar com tranquilidade e sem responder com rompantes irônicos ou agressivos, pode se aproveitar da situação;
b) estabelecer, desde já, uma polarização "Yeda x Tarso", assim como foi feito com Antônio Britto. A população, bombardeada com o discurso de "paz no Rio Grande", pode procurar um "pacificador", que não entre nessa polêmica e vá para o 2º turno contra Tarso, reunindo todos os apoiadores daquela coisa estranha chamada antipetismo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Habemus candidato


Como previa este blog, Tarso Genro, o nosso mais representativo intelectual orgânico, será o candidato do PT ao Governo Estadual. Só não será se ocorrer um desastre. Claro que era uma previsão fácil. A questão é saber se outras previsões irão se confirmar. Acho que o PT vai sair machucado. Todo mundo vai negar, mas vai ser assim.
Há possibilidade de vitória? Sem uma aliança com algum partido de expressão eleitoral, acho pouco provável, por mais que as pesquisas, neste momento, digam diferente. O efeito Lula/Dilma pode beneficiar o PT e os aliados que ele conseguir reunir. A coalização vencedora parece muito autoconfiante na capacidade de vencer sozinha. Grandes vitórias se constróem, também, de convicções fortes. O PT quer assim e votou por isso. Voltando ao Millor, "é melhor ser pessimista que otimista". Torço para estar errado.
No encontro de Porto Alegre apenas uma resolução foi a votação. Entre outras coisas, propunha que não se negociasse a sucessão da Prefeitura para 2012. A proposição foi fragorosamente derrotada. Por quê?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Lá embaixo

Li o boletim do PT Amplo, corrente que abriga as ideias de Tarso Genro no RS. Bem feito e coisa e tal. O que me impressionou foi a virulência do ataque à CNB. Acho que esse negócio de propor a cabeça de chapa para o PMDB não prospera, mas é possível enfrentar o debate político sem ridicularizar o adversário, ou rebaixar os argumentos.
Tarso tem estatura política e apoios suficientes para fazer um debate maior que o boletim de sua campanha está fazendo. Tarso será o candidato do PT. Não tenho dúvidas. O único problema é ver se ele consegue ser candidato não apenas porque tem maioria, mas porque conseguiu construir um consenso majoritário.
O costume do PT construir alternativas internas na base de um embate ácido demais sempre deixou sequelas negativas. Tarso já sofreu esse tipo de ataque quando foi o candidato em 2002. Alguém lembra? Circulava um adesivo que dizia: Olívio, sim; PL não, contestando a coligação feita em nível nacional. Naquele tempo, PTA e CNB eram a mesma coisa e a DS defendia (com razão) a candidatura de Olívio à reeleição. Na política e na vida, é comum mudar de opinião. O problema é mudar de opinião e adotar um modo de enfrentamento político que se condenou em outra ocasião.
Retorno a uma pergunta já feita em outra postagem: E se o intelectual orgânico fosse candidato à presidência? O que pensaria do apoio do PMDB do RS?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Lógica cartesiana


Discorde-se das posições políticas, mas não se desfaça do raciocínio lógico da maioria nacional da direção do PT. O pensamento é simples: a sucessora pode ser eleita, mas encontrará dificuldades. O PT sozinho, no RS, tende a perder mais uma. A sucessora terá tanto mais facilidade quanto mais amplo o leque de alianças. Particularmente no RS, estado de referência da candidata, o grande aliado nacional tem tudo para ficar “neutro”,tucanar, ou, no máximo, dividir-se. Isso é ruim para a sucessora, que pode amargar uma derrota em sua terra. Unindo-se PT e PMDB, evita-se a derrota do PT, possibilita-se a presença no governo do estado, derrotando a candidata tucana e, possivelmente, garantindo maioria de votos para a sucessora, compensando as dificuldades de São Paulo e Minas.

Como diria Garrincha: é preciso avisar os russos, mas o raciocínio tem lógica. Acho que não funcionará. O que pensaria o nosso intelectual orgânico e pré-candidato sobre essa aliança no RS, caso fosse ele o candidato nacional? Deixa pra lá, vamos pensar noutra coisa.