segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Legalidade. Não ao Golpe! Hoje e sempre
Sete anos e um dia após o suicídio de Getúlio, ato que evitou um golpe, a renúncia de Jânio alvorotou as elites (civis e militares) que babavam por uma intervenção no Estado de Direito. Queriam intervir para manter algo que nunca perderam - o poder - mas que nunca aceitaram que não fosse exercido sem limite e sem questionamento.
Não estou entre os paranoicos do golpe a qualquer momento, mas não se pode deixar de considerar que nossa elite adora um golpezinho para evitar qualquer estado de ânimo que questione o seu poder. Lamento que partidários de Brizola, particularmente no RS, estejam ao lado de "proto-golpistas" como Onix e seu DEM.
Não estou entre os paranoicos do golpe a qualquer momento, mas não se pode deixar de considerar que nossa elite adora um golpezinho para evitar qualquer estado de ânimo que questione o seu poder. Lamento que partidários de Brizola, particularmente no RS, estejam ao lado de "proto-golpistas" como Onix e seu DEM.
domingo, 24 de agosto de 2014
Editorial de ZH revela: Ana Amélia retoma propostas de Antônio Britto, da década de 90
De: RSUrgente
A influência da RBS na vida política do Rio Grande do Sul não é novidade para ninguém. Em 2014, quando dois de seus principais comentaristas políticos na última década disputam o governo do Estado e o Senado, essa influência adquire um caráter inédito. O principal aqui nem são os nomes em questão – Ana Amélia Lemos e Lasier Martins -, mas sim as ideias e propostas com as quais eles disputam o voto da população. Ideias e propostas que, não por acaso, coincidem com posições defendidas historicamente pelo grupo midiático. Quando, por exemplo, a senadora do PP defende a redução do tamanho do Estado, com a extinção de secretarias, demissão de servidores em cargos de confiança e corte de gastos, está repetindo propostas defendidas em incontáveis editoriais dos veículos da RBS, e em governos passados de ex-funcionários da RBS, como foi o de Antonio Britto.
É possível constatar isso, por exemplo, no editorial do jornal Zero Hora de 22 de setembro de 1996, intitulado “Socorro ao Estado”, que comemora o acordo da dívida firmado pelo então governador Antônio Britto que, segundo ZH, teria “liquidado a dívida do Estado e limpado a ficha dos gaúchos”. O editorial destaca que:
“O governador Antônio Britto vem extinguindo, na medida do possível, cargos em comissão e cargos vagos com o objetivo de enxugar uma folha que tem consumido em torno de 80% da receita líquida…”
E elogia
“…os esforços do governo gaúcho para reduzir as rotinas dos gastos da administração em particular aqueles com pessoal”
Não é um acaso, portanto, que cerca de 20 anos depois, Ana Amélia Lemos retome essas ideias procurando apresentá-las com uma roupagem nova associando-as a palavras como “esperança”. Não é casual, tampouco, que a senadora se esforce diariamente para esconder suas relações umbilicais com a ideologia do Estado mínimo que habita os editoriais dos veículos da RBS e que governou o Rio Grande do Sul com os governos de Antônio Britto e de Yeda Crusius. Ana Amélia garante que não tem nada a ver com Britto e Yeda embora suas ideias coincidam em pontos essenciais no que diz respeito à administração do Estado.
Quase vinte anos depois, outro editorial de ZH aponta
“… as deficiências de gestão da administração pública, que colocam o Rio Grande do Sul entre os Estados retardatários na adoção de reformas que resultem em austeridade, com a adequação do tamanho do governo às demandas da economia, o enxugamento de estruturas obsoletas e, por consequência, maiores ganhos de produtividade”. (O Estado alquebrado, 22/08/2014)
O que é mais ardiloso na relação de Ana Amélia com a RBS é que a associação entre a senadora e a empresa não é necessariamente algo ruim para ela do ponto de vista eleitoral. Pelo contrário, para alguns setores da sociedade, é até algo positivo emprestando uma aura de respeitabilidade pela convivência diária com a comentarista política nos canhões midiáticos que são a rádio Gaúcha, a RBS TV e o jornal Zero Hora. Ela se elegeu, aliás, fundamentalmente, graças à essa visibilidade midiática diária massiva, numa evidente distorsão que ainda atinge o sistema político brasileiro.
Há uma distorsão mais grave, porém, que é o ocultamento sistemático das relações entre as ideias defendidas editorialmente pela RBS e as propostas de seus ex-funcionários transformados em candidatos. Yeda Crusius apresentou-se disfarçada de “novo jeito de governar”. Ana Amélia, agora, apresenta-se como porta-voz da “esperança”. Quando indagada a respeito de uma de suas principais propostas de campanha – extinção de secretarias e demissão de servidores em cargo de confiança – ela evita dar detalhes. Evita por que não pode, pois, no momento em que o fizer, estará fragilizando seu disfarce.
Essas relações são perversas em vários níveis. A RBS afirma que não tem candidatos, embora haja uma proximidade carnal entre as ideias que defende em seus editoriais e as defendidas por seus ex-funcionários candidatos. Estes aproveitam-se da massiva visibilidade midiática construída durante muitos anos e apresentam-se ao eleitor como “novidades”, sempre embaladas em um disfarce diferente. Mas, em algum momento, aparecem as propostas de cortes, demissões e enxugamento do Estado, e aí fica evidente que estão falando a mesma língua. Essas distorsões e perversidades talvez ajudem a explicar parte das dificuldades políticas e econômicas enfrentadas pelo Rio Grande do Sul nas últimas décadas.
A RBS e seus candidatos, é claro, não tem nada a ver com elas, pois vivem em uma esfera a-histórica, apresentando-se permanentemente como o novo sem passado, sem memória e sem responsabilidade por suas escolhas. Quem lê o editorial de 22 de setembro de 1996 perceberá essas relações e o esforço diário de seus autores para escondê-las. A sua verdadeira esperança é que elas permaneçam ocultas e consigam regularmente reaparecer no debate público como uma novidade retumbante.
Combate aéreo: Aécio cobra de Marina explicações sobre avião de Eduardo
De:Tijolaço
Vejam vocês como o Miguel estava certo em chamar esta de “a campanha dos jatinhos”.
Aécio, como a gente já havia comentado aqui, resolveu partir para cima de Marina Silva com a história estranhíssima do avião cedido por empresários – ainda não se sabe quais com exatidão – que acabaria por matar Eduardo Campos, semana passada, em uma acidente em Santos.
Reproduzo, a seguir, a matéria que O Globo publicou há duas horas.
Antes, reafirmo: não há dúvidas que Aécio preferia seguir sem atacar outros candidatos de oposição que ajudassem a haver segundo turno.
Mas não pode, porque minguou a tal ponto que, neste ritmo, se houver segundo turno será com Marina e não com ele, que já não crescia e agora encolhe a olhos vistos.
Veja o “combate aéreo” do homem do aeroporto de Cláudio contra o jatinho que usineiro e recauchutador de pneu empurram um para o outro:
Em Salvador, Aécio cobra de Marina
respostas sobre suspeitas em uso de avião
Maria Lima
Passado o susto inicial com a mudança de rumos da disputa presidencial, o candidato do PSDB, Aécio Neves mostrou neste sábado que não assistirá calado ao crescimento da candidata do PSB, Marina Silva, sem alertar para o risco de uma escolha emocional no momento de crise que o Brasil atravessa. Mesmo com o cuidado de não atacar a herdeira de Eduardo Campos, ele iniciou a polarização em um grande ato político que reuniu todas as lideranças aliadas do Nordeste em Salvador para o lançamento de seu plano de recuperação da região. No discurso, o tucano contrapôs o perfil apolítico de Marina e o “sonho” dos marineiros com a “realidade”
Aécio também disse que, assim como teve que responder a questionamentos sobre a construção do aeroporto de Cláudio, se questionada, Marina Silva, deve estar preparada para responder sobre o ainda mal explicado caso do jatinho usado em sua campanha com Eduardo Campos, quando vivo. A suspeita é que o avião cedido para a campanha, sem registro no Tribunal Superior Eleitoral, pertença a usineiros. Perguntada hoje sobre o assunto, Marina não respondeu. (…)
Será que a artilharia antiárea pesada virá com William Bonner?
Parece que Aécio espera e cobra que sim.
AVIÃO DE EDUARDO: CAIXA 2 PODE DERRUBAR MARINA
Polícia Federal já investiga se o jato usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que desabou em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, foi comprado com o uso de recursos não contabilizados; como as despesas não foram declaradas na campanha do PSB, as contas poderão ser rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral; "Se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico", diz a advogada Katia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral; segunda ela, a própria Marina Silva pode ter a candidatura cassada; dificuldade do PSB é encontrar um dono para o avião, uma vez que o proprietário teria também que arcar com o custo de indenizações e danos materiais causados a terceiros
247 - O PSB e sua candidata Marina Silva terão que superar uma questão delicada caso pretendam alcançar voo de cruzeiro na corrida pela presidência da República. Trata-se de explicar a quem pertencia o avião usado por Eduardo Campos e Marina Silva, que caiu em Santos (SP) matando o ex-governador pernambucano e outras seis pessoas, assim como a origem dos recursos para a aquisição.
Reportagem deste domingo dos repórteres Mariana Barbosa e Mário Cesar Carvalho na Folha de S. Paulo (leia aqui) revela que a Polícia Federal já investiga a hipótese de que a aeronave tenha sido comprada com caixa 2 de campanhas pelo PSB ou pelo próprio Eduardo Campos, através de laranjas. E o PSB terá que indicar, rapidamente, na prestação de contas quem doou a aeronave à sua campanha presidencial.
É aí que começam os problemas. O grupo AF Andrade, que tem a aeronave em seu nome e pertence a um usineiro quebrado do interior paulista, alega que a aeronave foi vendida a amigos de Eduardo Campos. O ex-piloto diz que toda a transação foi intermediada por Aldo Guedes, braço direito do ex-governador, que é casado com uma de suas primas e sócio em uma fazenda, além de ter sido nomeado para a presidência da empresa de gás – em Pernambuco, Guedes é também tido como tesoureiro informal do PSB.
Como os amigos de Campos não possuíam patrimônio declarado para comprar uma aeronave avaliada em R$ 18,5 milhões, a principal suspeita da PF é de caixa dois eleitoral. E o grande impasse é: quem irá se declarar proprietário da aeronave? Até porque o proprietário será responsável pelos danos materiais em Santos e pela reparação que terá de ser paga aos familiares das vítimas.
A tendência, no entanto, é que não apareça nenhum proprietário – o que inviabilizaria a prestação de contas do PSB. Ricardo Tepedino, advogado do grupo AF Andrade, assegura que a aeronave foi repassada aos amigos de Eduardo Campos, que, por sua vez, negam a operação.
As consequências disso podem ser muito negativas para a própria Marina Silva. "A doação precisa constar de um contrato, com a emissão de recibo eleitoral pela campanha", diz Kátia Kufa, presidente do Instituto Paulista de Direito Eleitoral. "O contrato deve ser anterior à doação". De acordo com a especialista em legislação eleitoral, "se os gastos com o avião não forem declarados, isso pode configurar omissão de despesas e o candidato pode responder a uma ação por abuso de poder econômico". A consequência, diz ela, seria a cassação da candidatura de Marina.
A grande dificuldade do PSB será convencer algum empresário ou amigo de Campos a assinar um contrato, que lhe daria também a obrigação de arcar com o custo de várias reparações.
Há 60 anos, Getúlio suicida-se e retarda golpe
Sempre que penso que há uma paranoia golpista contra Lula/Dilma, penso no que houve com Getúlio e como nossa elite (a elite paulista em particular) tem uma tradição de golpismo, sempre sob os mesmos argumentos: "corrupção e roubalheira".
Em que pesem todas as críticas que possamos fazer em relação ao período de governo autoritário de Vargas, ele foi, inegavelmente, um grande estadista e responsável pelo Brasil que temos hoje.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Marina: idealizada pelos marinistas, aplaudida pelos financistas
Marina abre o jogo e se afirma como candidata neoliberal
Em sua primeira entrevista depois da oficialização de sua candidatura à Presidência da República, nesta quarta-feira (20), em substituição ao candidato Eduardo Campos (PSB), Marina Silva (Rede Sustentabilidade) fez jus à empolgação do sistema financeiro e da direita neoliberal, mostrando a metamorfose de seu ideário político que se adapta aos interesses antinacionais.
Agência Brasil

Candidata do PSB-Rede-PPS prometeu "vantangens competitivas" ao agronegócio.
Durante toda a entrevista, a candidata repetiu a cartilha de medidas estabelecidas pelos economistas do sistema financeiro, inclusive para o agronegócio. Marina, que antes fazia críticas ferrenhas ao modo de produção do setor, afirma agora que este será também um “polo da sua campanha”.
Distante do combate ao latifúndio e seus laços com o capital estrangeiro, Marina revelou a sua real bandeira quando assume o compromisso com o setor de “avançar nas vantagens comparativas que temos, transformando-as em vantagens competitivas”. Questionada se faria mudanças no novo Código Florestal, contra o qual se posicionou na época da votação no Congresso, Marina agora defende a sua “implementação”.
Aliás, a aproximação com o agronegócio, tão criticado por Marina e a sua Rede de Sustentabilidade, é nítida com a escolha de seu vice, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) que tem trânsito entre as empresas do setor, que são os principais doadores de sua campanha.
Copiar base econômica de FHC
Marina reafirmou o compromisso com o receituário econômico de ajustes com o sistema de metas de inflação, câmbio flutuante e autonomia do Banco Central, fazendo questão de elogiar a política econômica do governo de FHC. Por outro lado, criticou a presidenta Dilma Rousseff dizendo que o governo precisa ter uma “base política que dê credibilidade para os investimentos”.
As afirmações de Marina mostram a quem o seu plano de governo serve e confirmam que a euforia dos especuladores internacionais (além de tucanos) com a sua candidatura não foi à toa. Na terça-feira (19), o banco americano Brown Brothers Harriman (BBH) divulgou “relatório” em que afirma que a eventual eleição de Marina é muita positiva “para os mercados”. Gurus econômicos de Aécio também manifestaram sua alegria com a entrada de Marina na disputa por conta da identidade dos tucanos com sua a política econômica.
Aliás, para acompanhar o coro alarmista, seguindo o exemplo da campanha do tucano Aécio Neves na questão inflacionária, Marina lançou a “ameaça do apagão” dizendo que é uma ameaça existente desde 2002. No entanto, a candidata tratou logo de dizer que irá resolver o problema, mas não é algo “que se faça da noite para o dia”.
Da Redação do Portal Vermelho, Dayane Santos Com informações de agências
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Marina quer manter bases do Plano Real e aumentar competitividade do agronegócio
| Marina Silva diz que há consenso da coligação Unidos Pelo Brasil em 14 estadosValter Campanato/Agência Brasil |
Iolando Lourenço e Mariana Jungmann - repórteres da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
Ao fim de um dia de reuniões internas e discussões com os outros partidos da coligação Unidos Pelo Brasil, o PSB formalizou hoje (20) a candidatura de Marina Silva à Presidência da República e Beto Albuquerque como vice. Na primeira entrevista como candidata cabeça de chapa, Marina disse que não pretende subir nos palanques onde não houve acordo entre o PSB e a Rede Sustentabilidade. Por outro lado, ela reafirmou compromissos com as bases econômicas que começaram a vigorar com o Plano Real e com o aumento da produtividade e da competitividade do Brasil no agronegócio.
Sobre as alianças regionais, Marina disse que em 14 estados há consenso sobre o apoio de sua coligação nas eleições majoritárias. Nos demais, ela pretende se “preservar” dos palanques com os quais não concordou e o vice Beto Albuquerque representará os compromissos firmados pelo então candidato Eduardo Campos, morto na semana passada em um acidente de avião. São os casos de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, onde Campos apoiava candidatos com os quais Marina se recusa a dividir o palanque.
“O PSB mantém as suas alianças, o Beto representará o PSB com essas alianças e eu estarei com os candidatos do PSB a deputado estadual e federal. Essa é a construção que nós fizemos e é o que está mantido. Os governadores eu já falei, são os governadores onde estamos de comum acordo. Onde não foi possível há o mesmo enquadre e não há mudanças, a única diferença é que a figura de Eduardo passa agora a ser a figura de Beto. E eu continuo preservada de acordo com aquilo que havíamos dito que faríamos”, explicou Marina.
A candidata também foi questionada sobre as divergências com o setor do agronegócio em razão de suas posições ambientalistas. Nesse aspecto, Marina disse que o setor agrário não é “homogêneo” e que não acredita que os produtores rurais brasileiros “reivindiquem produzir sem as preocupações com a agenda ambiental e social”.
A candidata enfatizou a intenção de promover desenvolvimento tecnológico na área rural, de modo a garantir aumento de produtividade com menos exploração de recursos naturais. Ela também disse que pretende trabalhar para implementar o Código Florestal que foi aprovado, mas não tem sido aplicado integralmente.
“Vamos avançar nas vantagens comparativas que temos, transformando-as em vantagens competitivas, como é o caso do etanol, a geração distribuída de energia com o bagaço da cana-de-açúcar, o manejo sustentável das florestas. Quando era ministra do Meio Ambiente fui capaz de aprovar uma lei de concessão das florestas que poderá fazer o Brasil ter um grande potencial em termos econômicos. O Brasil é um país que tem na sua agricultura, tanto no que chamamos de agronegócio, como na agricultura familiar, uma base importante da sua economia”, disse.
Sobre as bases econômicas caso seja eleita, a candidata reafirmou o compromisso com as metas de inflação, o câmbio flutuante e a responsabilidade fiscal. Marina Silva também disse que Eduardo Campos defendia a autonomia do Banco Central e que isso está sendo estudado pela equipe técnica de sua campanha para ser transformado em proposta. Segundo ela, se a conclusão for favorável tecnicamente, a proposta deve ser adotada como queria Campos. “A questão da autonomia do Banco Central nunca foi um problema entre nós”, disse Marina.
Amanhã (21) pela manhã está prevista uma reunião entre todos os partidos da coligação para que a candidatura de Marina possa ser homologada formalmente. Questionado sobre a intenção de alguns partidos de retirarem o apoio com a nova candidata, o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse que tem conversado com todos e não recebeu esse comunicado. Ele disse que não acredita que juridicamente isso seja possível, mas que pretende ouvir a todos nesta quinta-feira. A intenção da coligação é formalizar o pedido de registro de Marina Silva e Beto Albuquerque no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (22).
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Twitter de William Bonner revela bem o que ele é: um medíocre arrogante
William Bonner referiu-se a “robôs e blogueiros sujos insatisfeitos” para rebater críticas sobre as entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional
Bonner responde a “blogueiros sujos” (Edição: Pragmatismo)
Contestado pela postura agressiva na condução das entrevistas aos presidenciáveis durante o Jornal Nacional, William Bonner, editor-chefe e âncora do periódico, fez pronunciamentos sobre a situação em seu perfil no Twitter, sem, no entanto, responder às críticas. “Robôs partidários de todos os matizes insatisfeitos! Corruptos insatisfeitos! Blogueiros sujos insatisfeitos! Muito bom! Obrigado mesmo!”, escreveu em um dos posts, publicado na manhã desta quarta-feira (20).
Ao utilizar o termo “blogueiros sujos”, Bonner faz alusão à fala de José Serra em 2010, quando este era o candidato tucano à presidência. À época, Serra afirmou que o governo federal financiava “blogues sujos” que davam “norte do patrulhamento” a jornalistas.
Bonner, entretanto, limitou-se a dizer que foi “incisivo” e ironizou as críticas. “Tão bonitinho ver robozinho partidário replicar mimimi porque fizeram pergunta difícil pra candidato! Uown! ‘Jornalista mal-criado e feio’”, escreveu em outro post.
As declarações sarcásticas do “tio”, alcunha que ele mesmo se deu na rede, geraram mais polêmica. A blogueira Cynara Menezes publicou: “Não, a entrevista é ruim, fraca. Minha opinião. Não sou corrupta nem robô e entendo de entrevistas. Sorry, Bonner”. Paulo Nogueira também se manifestou: “Bonner é uma extensão modernizada de Cid Moreira. Dá a impressão de ter mais conteúdo, mas no fundo o que faz é ler”.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Bonner levou bronca de Fátima Bernardes na entrevista com Dilma em 2010
Fátima Bernardes precisou interceder em 2010 para que o embate entre William Bonner e Dilma Rousseff não se transformasse em discussão de botequim
A entrevista de Dilma Rousseff para o Jornal Nacional na noite desta segunda-feira se transformou no assunto mais comentado nas redes sociais entre os brasileiros. A razão da expressiva repercussão está na postura adotada por William Bonner.
O âncora do principal telejornal da TV Globo interrompeu a atual presidente e candidata à reeleição 21 vezes em um período de pouco mais de 15 minutos. Enquanto o chefe de jornalismo do ‘JN’ era elogiado e criticado por internautas, analistas políticos afirmaram que Bonner jamais foi tão incisivo com um entrevistado – muito embora não tenha aliviado com Aécio Neves e Eduardo Campos.
Já na primeira pergunta, o apresentador repetiu 7 vezes a palavra ‘corrupção’ para questionar Dilma sobre os escândalos envolvendo seus ministérios. O embate entre ele e a presidente durou 7 minutos e 15 segundos.
Patrícia Poeta, espectadora, teve participação discreta, apesar do dedo em riste na face de Dilma para condenar ‘o problema da saúde’ nos governos do PT.
Filme que se repete?
A título de curiosidade e de comparação, Pragmatismo Político resgatou um trecho da entrevista de Dilma Rousseff na bancada do Jornal Nacional durante as eleições de 2010.
O vídeo mostra que o comportamento de Bonner não sofreu mudanças significativas de quatros anos para cá, só que a sua insistência em não permitir que a então candidata petista concluísse sequer uma frase parece ter constrangido sua companheira de bancada e esposa, Fátima Bernardes, que atravessou a fala do marido com o intuito de evitar que aquele embate se transformasse em discussão de botequim.
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