domingo, 23 de dezembro de 2012

Augusto Nunes desce cada vez mais na escala do jornalismo de esgoto

Quando a gente pensa que o Reinaldo Azevedo já garantiu o posto de energúmeno-mor do jornalismo de esgoto, eis que chega Augusto Nunes e nos surpreende com mais baixaria. A foto abaixo, ilustrando o título de sua coluna (o original pode ser visto AQUI), é um exemplo da baixa qualidade jornalística e de caráter desse senhor. Lamentável, enojante, repulsivo.


Comida no lixo: "O grande desperdício"

Enquanto alguns passam fome no globo, os países ricos desperdiçam alimentos. (Thomas Kern)
Por Gaby Ochsenbein, swissinfo.ch

Cerca de um terço de todos os alimentos produzidos se perdem entre os campos de plantação e o consumo.Também na Suíça toneladas de comida terminam no lixo. O cientista ambiental Claudio Beretta considera essa situação um problema e pede que as autoridades tomem providências.
Na Suíça existem apenas estimativas de quanto se perde de comida, pois números exatos não existem. Claudio Beretta, assistente de pesquisa na Escola Politécnica de Zurique (ETH, na sigla em alemão), entrevistou 43 empresas do setor alimentício e também utilizou bancos de dados internacionais.

Conclusão: como em outros países industrializados, aproximadamente 30% das mercadorias disponíveis se perdem em toda a cadeia alimentar. Quase a metade disso é jogada fora pelo próprio consumidor.

swissinfo.ch: Cem anos atrás os lares suíços gastavam entre 40 e 50% da renda para se alimentar. Hoje essa proporção caiu para 6 a 8%. Será que os alimentos não se tornaram baratos demais ou perderam o seu valor intrínseco? 

Claudio Beretta: Essa é certamente uma razão importante. Porém nos países em desenvolvimento as pessoas não podem se dar ao luxo de comprar mais do que elas precisam concretamente.

Porém existem diferentes abordagens, quando se discute se os alimentos estão baratos ou não. Seguramente temos um problema, pois os custos ambientais não estão incluídos nos preços da produção de alimentos,  senão eles seriam muito mais caros.

Quando você considera quanto de recurso e trabalho é consumido para levar os alimentos ao prato, é lamentável ver o quanto se desperdiça nos lares.

swissinfo.ch: Não apenas alimentos estragados são jogados fora, mas também aqueles que ainda poderiam ser utilizados. Por que isso acontece? 

C.B.: O fato é que muitos consumidores não são capazes de julgar se os alimentos ainda são consumíveis ou não. Eles se atêm somente à data de validade dos produtos. Isso é problemático, pois muitos alimentos continuam bons mesmo após a passagem do prazo de validade.

Muitos consumidores confundem a data de validade e a data de consumo: a data de validade trata-se apenas de um prazo em que o produtor garante a melhor qualidade do produto, mas não tem nada a ver com o fato de saber se o seu consumo após essa data seria problemático para a saúde humana. As pessoas deveriam reaprender a confiar mais nos seus próprios sentidos.

swissinfo.ch: Não apenas o comércio e consumidores provocam lixo, mas também o próprio agricultor. Ele seleciona os seus produtos segundo o tamanho, forma, peso e cor, retirando aqueles que não correspondem à qualidade desejada. Porém será que isso corresponde às necessidades do consumidor? 

C.B.: Essa questão não é fácil de responder. Será que a mercadoria foi retirada do sortimento e, dessa forma, o consumidor não tem a escolha de poder comprar uma cenoura torta? Ou esse consumidor deixa a cenoura torta na prateleira, o que faz com que não valha a pena para o supermercado disponibilizar aos clientes esse produto?

Em todo caso, essas exigências estéticas são um resultado do nosso elevado nível de prosperidade. Infelizmente muitos consumidores se esqueceram de avaliar a verdadeira qualidade dos alimentos.

Avaliações incorretas dos alimentos são uma preocupação, especialmente em termos de eficiência de toda a cadeia alimentar e os prejuízos decorrentes, assim como o fato de que muitos alimentos saudáveis acabam não sendo consumidos.

As exigências de qualidade são certamente exageradas, quando você leva em conta que um sétimo da população mundial está permanentemente subnutrida.

swissinfo.ch: Como você vê a relação entre o desperdício nos países industrializados e a pobreza no sul do globo? 

C.B.: Eu vejo duas importantes ligações: entre 40 e 50% dos alimentos, consumimos por nós na Suíça, são importados em parte de países que vivem a fome. Quanto maior a procura, mais faltam alimentos nesses locais onde eles são escassos.

A segunda ligação vejo nos preços no mercado mundial: quanto maior a procura por alimentos nos países industrializados, mais aumentam os preços. A consequência é que muitas pessoas já não se podem se dar o luxo de absorver o suficiente de calorias e nutrientes.

swissinfo.ch: O que precisa acontecer para que os alimentos produzidos sejam mais bem distribuídos? 

C.B.: Eu vejo o problema original na distribuição totalmente desigual do poder de compra. Ricos utilizam alimentos como combustível para veículos, enquanto pobres não têm suficiente dinheiro para atender às suas necessidades mais básicas.

Enquanto existir esse desiquilíbrio dos recursos financeiros, alimentos básicos deveriam ser vendidos no mercado mundial a preços reduzidos. Não deve haver concorrência entre alimentos que são utilizados para a produção de energia e os que são comidos.

swissinfo.ch: Na luta contra o desperdício de alimentos, a ONU e a União Europeia reivindicam a criação de uma plataforma única de comércio. Que medidas podem ser tomadas contra o desperdício? 

C.B.: A principal lição que aprendi é que os atores na cadeia alimentar desempenham um papel e o maior desperdício é a soma de muitos pequenos problemas. São necessárias muitas e diversas medidas. É preciso alcançar cada ator e para isso é necessário meios individuais de comunicação e muito tempo.

Importante também é a educação: é preciso combinar as lições de administração de orçamento caseiro com questões ambientais. Assim cresce a consciência de que as pequenas decisões do cotidiano funcionam como uma alavanca.

swissinfo.ch: O que você espera da classe política? 

C.B.: Que ela crie boas condições, especialmente no setor de educação. Ela determina a reutilização dos alimentos que não são consumidos pelos seres humanos.

O importante é que essas diretrizes sejam trabalhadas com critérios científicos. Isso vale também para as datas de validade e consumo. Elas devem ser regulamentadas de forma padronizada, não colocando em risco a segurança dos alimentos mem provocar desperdício através de cuidados desproporcionais.

Um ponto central é a sensibilização dos consumidores e que, ao final, são os atores que têm a decisão de comprar algo ou não.
Gaby Ochsenbein, swissinfo.ch
Adaptação: Alexander Thoele

sábado, 22 de dezembro de 2012

Empresa brasileira já é a quarta distribuidora de armas nos EUA

Gaúcha Forjas Taurus avança no mercado americano e busca expandir vendas globais

22 de dezembro de 2012 | 18h 00
Roberto Simon - O Estado de S.Paulo
O Brasil tem um papel cada vez mais importante no mercado armamentista dos EUA: a marca gaúcha Forjas Taurus tornou-se a quarta maior distribuidora de armas no país da National Rifle Association, ao lado de gigantes como Smith&Wesson. Um em cada cinco revólveres comprados por americanos em 2012 veio da fabricante brasileira, que hoje vende mais nos EUA do que no próprio Brasil.
Massacre de Newtown motivou programa de venda voluntária de armas da polícia de New Jersey - Mel Evans/AP
Mel Evans/AP
Massacre de Newtown motivou programa de venda voluntária de armas da polícia de New Jersey
Essa rápida expansão no território americano é parte de uma estratégia maior da holding Taurus, que nos últimos anos vem adotando uma estratégia mais agressiva para ampliar exportações. Segundo a diretora de relações com investidores, Doris Wilhelm, no topo da lista de destinos cobiçados pela empresa está África e América Central – segundo a ONU, as duas regiões do mundo com maior número de mortes por arma de fogo.
A lei militar brasileira impede que a indústria bélica nacional revele o número de armas exportadas, tampouco os destinos exatos das vendas. Divulgam-se apenas "blocos geográficos" para onde vão esses produtos. Em 2012, 55% das armas da Taurus foram vendidas ao "bloco norte-americano" (EUA, Canadá e México). A empresa tinha uma receita líquida de US$ 409 milhões em 2009. Este ano, impulsionada pelas exportações, ela deve fechar nos US$ 700 milhões.
Doris afirma que os EUA são o maior mercado da Taurus e o único em que a esmagadora maioria das vendas é para pessoas, e não forças estatais de segurança pública e militar. "Estamos falando de um mercado de consumo: civis americanos comprando armas como hobby, esporte, caça e defesa pessoal. A cultura americana é ‘outro bicho’. A Segunda Emenda (da Constituição) garante o direito de portar armas e defender sua propriedade."
A empresa brasileira tem uma fábrica no norte de Miami desde 1983. No ano passado, comprou por US$ 10 milhões a Heritage Manufacturing, especializada em réplicas de armas do velho oeste, usadas em uma modalidade conhecida como "plinking" – tiro ao alvo com latinhas em locais abertos, ao clássico estilo cowboy do deserto.
O New York Times afirmou na terça-feira que a Taurus seria uma possível compradora da fabricante do fuzil AR-15 Bushmaster, usado no massacre de Newtown. A companhia brasileira diz que a informação é "meramente especulativa".
Nos dois dias úteis após a tragédia, as ações da Taurus caíram cerca de 10%. Segundo analistas, o mercado "teme" a aprovação de restrições a esse comércio.
Mas, como as demais empresas do setor de armamento nos EUA, a Taurus acabou beneficiada pela débâcle econômica de 2008 e pela polarização política no governo Barack Obama. O motivo é psicológico: em meio à sensação de insegurança, americanos tradicionalmente compram mais armas. O pânico após o furacão Katrina fez com que 2005 fosse o ano mais lucrativo às empresas do setor.
Top 4. Segundo Matthias Nowak, pesquisador do centro Small Arms Survey (SAS), com sede na Suíça, o Brasil é desde 2001 o quarto maior exportador das chamadas "armas pequenas", categoria que abrange revólveres, pistolas, submetralhadoras, fuzis de assalto, entre outros. O País é colocado atrás apenas de EUA, Itália e Alemanha e à frente da Rússia, maior herdeira da indústria bélica soviética.
Para analistas, são essas as "verdadeiras armas de destruição em massa" – as que mais provocaram mortes no mundo. Segundo o centro suíço, os últimos dados disponíveis são de 2009 e indicam que o Brasil exportou US$ 382 milhões dessas armas. Mas Nowak acredita que a cifra real seja muito maior e critica a falta de informações públicas.
Bruno Langeani, do Instituto Sou da Paz, também reclama da falta de transparência e afirma que "não há mais sentido" em vetar a divulgação dessas exportações, pois vários compradores revelam os números.
"Ao investir no fortalecimento da indústria bélica nacional, o governo Dilma Rousseff torna ainda maior a necessidade de transparência", defende.
No ranking do SAS que avalia o acesso à informação sobre essas exportações em cada país, o Brasil tem hoje nota 7,5 em uma escala crescente de o a 25. Em 2009, era de 8,5; em 2006, era 9.
Empresa busca expansão na África e América Central. Com uma nova estratégia para diversificar exportações, a Taurus está de olho em mercados de regimes africanos em transição política e países da América Central em luta contra o narcotráfico. Essas regiões têm o maior índice de homicídios por armas de fogo do mundo, segundo o escritório da ONU para controle de drogas e crime (UNODC). ONGs como a brasileira Sou da Paz temem que parte das armas acabe nas "mãos erradas".
A Taurus diz fornecer armas para governos, de acordo com as normas do Exército e submetida ao direcionamento político do Itamaraty. "Se a arma vai parar em outro destino, nós não temos o menor controle sobre isso. Cabe ao Itamaraty julgar que o governo não é confiável", diz Doris Wilhelm, da Taurus. 

O Papa me dá náuseas!!!


Os pôsters da Unidade Popular chilena

No começo da década de 1970, ocorreu no Chile o que parecia ser a concretização de uma velha utopia política. Após unirem-se, os partidos de esquerda, congregados na chamada Unidade Popular, conseguiram eleger um presidente, o médico Salvador Allende.
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Salvador Allende
Em seu mandato, Allende e equipe colocaram em prática um programa que previa a redistribuição da renda, a nacionalização das grandes indústrias, a reforma agrária etc. Era um socialismo pacífico e democrático se tornando realidade. Não por acaso, vários dos indivíduos que fugiam das ditaduras que então assolavam a América Latina rumaram para o Chile. Já que, migrando para lá, eles escapariam da repressão de seus países e, ainda por cima, participariam de uma experiência que enxergavam como única...
Porém, vivia-se a época da Guerra Fria e, logo, as medidas da Unidade Popular começaram a ser vistas como uma "ameaça vermelha" à integridade da nação. Assim, devido ao temor de o Chile se tornar uma nova Cuba, em 11 de setembro de 1973, as Forças Armadas, comandadas por Augusto Pinochet, mergulharam o país em um regime militar que durou 17 anos. Foi apenas em 1990 que os chilenos respiraram novamente ares democráticos.
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Para melhor entendermos o que foi a Unidade Popular, vale a pena conhecer os pôsters publicitários de quando governaram. Com frases de efeito e composições coloridas e interessantes, tais peças nos contam um pouco mais sobre quando a esquerda latino-americana acreditou que estava construindo outro mundo. Veja algumas das propagandas institucionais abaixo:
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Leia em obvious 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Contos de Grimm completam 200 anos de lançamento

Irmãos Grimm
Davi de Castro - EBC 
Era uma vez dois irmãos que há 200 anos começavam a publicar histórias que habitariam o imaginário das crianças de todo o mundo. Uma moça humilde que vai ao baile oferecido pelo príncipe e acaba perdendo um de seus sapatos. Uma princesa tão graciosa e alva como a neve que teve de fugir de seu castelo por causa da inveja de sua madrasta. Uma garota que decide visitar sua avó, mas percebe que há algo de estranho nela: "por que olhos tão grandes? E a boca, então?", ela chega a se perguntar. Esses são apenas alguns dos famosos enredos escritos por esses irmãos e você, provavelmente, deve saber o nome dessas histórias. Sim, estamos falando da Cinderela, da Branca de Neve e da Chapeuzinho Vermelho. 
As mentes brilhantes responsáveis por essas fábulas e muitas outras que conhecemos são Jacob e Wilhelm Grimm ou simplesmente irmãos Grimm. Começou em 1812, na Alemanha, com a publicação da coletânea "Contos de Grimm" (faça o download aqui). Rapunzel, João e Maria, A Bela Adormecida e O pequeno polegar estão entre as histórias do primeiro livro dos irmãos, que lançaram, em 1815, o segundo volume dos contos. Os escritores gravavam, assim, seu sobrenome na história: foram os primeiros a direcionar contos ao público infantil. Com isso, ganharam notoriedade e prestígio que percorreu e continua a percorrer o mundo.
E para quem acha que os contos de fadas são coisas do passado, está muito enganado. Essas fábulas ainda servem de inspiração para muitos filmes, livros e séries de televisão. Para celebrar o legado dos irmãos alemães e os 200 anos do lançamento dos "Contos de Grimm", o Google desta quinta-feira (20) fez uma bela homenagem com um doodle que conta a história da Chapeuzinho Vermelho.

A lista do energúmeno Augusto Nunes

Augusto Nunes, um dos grandes idiotas da imprensa nacional e ex editor-chefe da Zero Hora, faz a sua lista. Como diria Saramago, "a maldição do diabo é uma benção". Se alguém que você admira está nesta lista, parabéns. Eu encontrei várias pessoas que eu repeito. Destaque para a minha ministra Maria do Rosário.



Me serve o café que o mundo acabou!

"Nostradamus" é uma das mais originais músicas sobre o "fim do mundo". É mais uma das debochadas composições de Duardo Dusek, que retrata, a meu ver, a elite brasileira, sempre empenhada em garantir seus privilégios, mesmo quando o mundo desmorona a seu lado.
Com isso, deixo minha colaboração musical ao fim do mundo, evitando utilizar a excelente, mas já batida, música de Assis Valente "E o mundo não se acabou".

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Por que o corpo tem um espasmo quando estamos pegando no sono?


Sabe aquela sensação de estar caindo, logo quando você está pegando no sono, que o faz despertar subitamente? Esse fenômeno é conhecido como espasmo hípnico, e por enquanto, só existem teorias para o explicar.
O espasmo hípnico é um espasmo ou contração involuntária dos músculos, que desperta violentamente uma pessoa. Mioclonia é um termo que se refere a contrações repentinas, curtas, incontroláveis e involuntárias de um músculo ou grupo de músculos. Por conta disso, esse fenômeno também pode ser chamado de “puxão mioclônico”.
Geralmente, ocorre em estágios mais leves do sono, muitas vezes no momento em que estamos adormecendo, já entrando no estágio REM ou começando a ingressar em um sono mais profundo.
Ainda que não seja considerada uma doença, é um sintoma e pode ser considerado um distúrbio no sistema nervoso. Algumas pessoas o descrevem como uma sensação nítida de que se estar caindo, ou perdendo o equilíbrio, o que nos leva a acordar assustados, enquanto outros o descrevem como um “choque elétrico” percorrendo o corpo. De qualquer maneira, é uma experiência comum (a Academia Americana de Medicina do Sono relata que até 70% das pessoas já tiveram esse espasmo).
Os espasmos ou puxões ocorrem mais comumente quando uma pessoa está dormindo em uma posição desconfortável ou está cansada.
Poucas pesquisas já foram feitas sobre o assunto, mas uma teoria sugere que o espasmo é resultado do relaxamento dos músculos. O corpo passa por mudanças na temperatura e respiração quando dormimos, assim, conforme uma pessoa está se preparando para dormir, o cérebro pode interpretar essas mudanças como um sinal de queda.
Outra teoria envolvendo confusão cerebral e relaxamento dita que, quando o corpo entra em relaxamento profundo, mas a mente continua ativa, o cérebro emite um alerta para o corpo reagir. É daí que surge a sensação de queda, ocasionando um susto que muitas vezes é acompanhado de batimentos cardíacos acelerados.
Por fim, ainda outra teoria sugere que o corpo reage ao adormecer da maneira como uma pessoa pode se contrair quando morre; nesse caso, o espasmo seria um reflexo usado para manter o corpo “vivo e funcionando”.
Estudos indicam que os puxões mioclônicos ocorrem mais frequentemente em pessoas que sofrem de ansiedade, insônia, fadiga ou desconforto físico, porque o cérebro é mais facilmente confundido nessas condições. Privação do sono e estresse também podem ser fatores contribuintes.
Por isso, é mais fácil ter um espasmo quando não se tem dormido bem ou se está tentando não cair no sono.
A cafeína também pode ser um fator, porque torna mais difícil para uma pessoa relaxar. Algumas pessoas também relatam que o consumo de álcool torna os puxões mais frequentes.
De qualquer maneira, se você estiver pegando no sono e for acordado repentinamente pela sensação de estar caindo ou levando um choque, não se preocupe; é uma parte normal do processo de sono e não representa qualquer perigo real.[WiseGeek, FaçaFisioterapia, OQueÉIsso?, OutraMedicina]

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Projeto de mineração no Pará vai destruir 35 sítios arqueológicos que podem conter rastros de povos pré-colombianos


A iminente destruição de 35 sítios arqueológicos na região amazônica com a ampliação do Projeto Ferro Carajás, da empresa Vale do Rio Doce, foi denunciada nesta semana por reportagem publicada no jornal The New York Times, traduzida no Brasil por O Globo. A área explorada pela mineradora fica no sudeste do Pará e contem 187 cavernas de interesse histórico, que podem ter vestígios de povos pré-colombianos que passaram por ali há mais de 8 mil anos. A Vale, cujo maior interesse neste caso é a venda de liga de ferro para a fabricação de aço pela indústria chinesa, contratou especialistas para avaliar a importância dos sítios e chegou a modificar o plano original de exploração de minério após o laudo.  Do total de cavernas na mira da eliminação, 24 seriam enquadradas pela própria empresa como de ‘alta relevância’. A Vale está investindo US$ 20 bilhões na empreitada que visa criar 30 mil empregos.
A discussão é polêmica e não há estudos arqueológicos aprofundados a respeito das cavernas, ou uma legislação nacional que assegure a proteção do patrimônio ambiental. Pelo menos, não ainda: já faz 20 anos, por exemplo, que circula na Câmara um projeto de lei que propõe a “proteção das cavidades naturais subterrâneas”. Ele permanece fora da ordem do dia nas discussões políticas. No que diz respeito ao âmbito histórico e cultural, os sítios são protegidos pela Lei nº 3.924/61, considerados bens patrimoniais da União. Para contornar a regra, a empresa afirma que preservará sítios em outras áreas do Pará em compensação à perda de algumas grutas de Carajás.
Saiba mais aqui.