segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Cotistas têm bom desempenho no Sisu

Cotistas são 44% dos inscritos no Sisu 2013

Heloisa Cristaldo - Agência Brasil  

Brasília – Levantamento do Ministério da Educação (MEC) aponta que quase metade dos candidatos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) se inscreveram por meio da Lei de Cotas, aplicada pela primeira vez no sistema. Do total de 1.949.958 inscritos, 864.830 optaram pelas vagas destinadas a cotas raciais e socioeconômicas. O número corresponde a 44% dos inscritos no Sisu.
Entre os estudantes inscritos no Sisu pelas cotas, 349.904 candidatos se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e 193.238 alunos se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas - independentemente do critério da renda familiar. Baseado no critério da renda familiar abaixo de 1,5 salário mínimo, independente da raça, foram 168.243 alunos inscritos. No critério referente apenas aos estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública, foram inscritos 153.445 candidatos.
A Lei prevê a reserva progressiva de vagas em quatro anos. Este ano, 12,5% do total de vagas do ensino superior serão destinadas a estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública, alunos com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, e alunos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Em 2014, o percentual de reserva sobe para 25% do total. Em 2015, serão 37,5%. O prazo para o cumprimento total da lei termina em 30 de agosto de 2016, quando 50% das vagas serão reservadas para as cotas.
Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o número de inscritos no sistema de cotas “foi um salto extraordinário”. “Oitenta por cento dos alunos que concluem o ensino médio são da rede pública, eles terem feito quase metade das inscrições no Sisu é um passo bastante importante", disse.
De acordo com Mercadante, o desempenho dos cotistas foi semelhante ao dos alunos inscritos na ampla concorrência. A nota de corte dos alunos cotistas em medicina (geral) ficou em 761,67 pontos, enquanto a nota de corte da ampla concorrência foi 787,56 pontos. Para pedagogia, por exemplo, a nota de corte dos cotistas ficou em 591,58, e a da ampla concorrência, 598,08 pontos. Em licenciatura, a nota de corte dos cotistas foi 606,45 pontos e a registrada pela ampla concorrência ficou em 627,51 pontos.
Edição: Carolina Pimentel

domingo, 13 de janeiro de 2013

Salário de pastores pentecostais está entre os mais altos do país

Pastor não precisa ter faculdade e
ganha mais que professor universitário
Pastores das grandes igrejas pentecostais estão entre os profissionais mais bem pagos do país, embora não haja a exigência de que tenham curso superior. Em início de carreira eles ganham R$ 4.000 por mês e conseguem promoções rápidas, chegando a R$ 22 mil.
Essas informações são de Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que é o único líder de mega-igreja pentecostal (ou neopentecostal) que revela quanto paga a seus pastores. Por isso suas informações servem como referências desse concorrido mercado de profissionais. Malafaia disse que também garante aos pastores casa e colégio dos filhos, o que eleva o valor real do salário.

Assim, os pastores pentecostais ganham muito mais do que a média de R$ 2.000 paga, por exemplo, aos professores do ensino médio público do Estado de São Paulo.

Os pastores mais experientes ganham mais até em relação aos professores titulares (topo da carreira) das três universidades paulistas, cuja média salarial é de R$ 11.000. Para obter um salário de R$ 22.000, um professor tem de contar com o benefício dos quinquênios, ao longo de 20 anos de trabalho.

Os pastores começam ganhando tanto quanto os policiais civis em início de carreira em São Paulo, Bahia, Rio, Espírito Santo, Minas Gerais e Pará, que são os Estados que realizarão este ano concurso para investigador, entre os profissionais da segurança publica.

Pastores experientes são mais bem remunerados que defensores públicos federais em início de carreira, cujo salário é de R$ 14.549,23, e que delegados da Polícia Federal, os quais começam ganhando de R$ 7.514,33 a R$ 13.368,23. Também haverá este ano concurso para essas duas profissões, que estão entre as mais almejadas por causa da boa remuneração.

Malafaia disse não haver falta de candidatos a pastor, mas os qualificados são escassos. E ele precisa de muitos, porque tem planos de abrir nos próximos 10 anos mil templos em todo o Brasil. Em dezembro de 2012, Malafaia investiu R$ 4 milhões na quarta edição da Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo, em Águas de Lindoia (SP).

Outras denominações dão cursos a seus futuros pastores, em uma iniciativa que começou com a Igreja Universal.

Pastor precisa de criatividade
para "faturar" os fieis 
A Mundial não investe em treinamento porque prefere se abastecer de pastores de outras igrejas, principalmente da Universal e da Internacional da Graça de Deus, pagando melhores salários, além de plano de saúde e aluguel de casa. Em alguns casos, Valdemiro Santiago, o chefe, concede também de 8% a 10% da arrecadação que o pastor obtiver dos fiéis.
A disputa pelos melhores pastores é tanta, que Malafaia, nos cursos, tem ressaltado que os futuros pastores devem fidelidade à Vitória em Cristo. Há também o temor de que os mais ambiciosos abram o seu "próprio negócio", suas igrejas.
O repórter João Batista Jr, de Veja São Paulo, com base no curso da Vitória em Cristo e no que outras denominações têm feito, anotou três “mandamentos para faturar e conquistar fiéis”, os quais seguem.

1 - Inovar nas ofertas. Pedir dinheiro para construção de templos, oferecer fronhas e toalhas ungidas, etc.
2 – Caprichar na pregação. Prender a atenção dos fiéis com clichês como “Não deixar o cavalo morrer na batalha” e “A fofoca é capaz de destruir as bases sociais”. Fechar os olhos durante a pregação também é recomendável. 3 – Ter dons artísticos. Leva vantagem o pastor que souber cantar e pular, como se o púlpito fosse o palco de um espetáculo circense. Saber gesticular é fundamental, como abrir os braços igual a um profeta.
Com  informação de Veja São Paulo, entre outras fontes.
Pastores do Malafaia têm salário de até R$ 20 mil, casa e carro setembro de 2011
Leia mais em Paulopes

sábado, 12 de janeiro de 2013

Resultado Paradoxal - Marcos Rolim

Neste artigo, Marcos Rolim faz reflexões perturbadoras sobre o julgamento do "mensalão". Perturbadoras por serem pertinentes. Quem puder contestá-las com substância, fique livre para comentar


Depois que o PT foi colocado no banco dos réus, aumentou muito o número de pessoas éticas no Brasil.
Ironias à parte, é uma pena que um partido criado nas lutas populares e em torno de uma promessa transformadora tenha se tornado refém de estratégia delinquente definida por tão poucos. É patético que, após este processo, seus dirigentes sigam oferecendo declarações diversionistas e encomendando panos quentes, enquanto máfias proliferam em seus quintais. Quando o PT fez a opção de não cortar na própria pele, sabia que o preço seria pago em doses de cinismo. Os que assim se comportaram são coautores de fraude contra os sonhos de uma geração. Por este crime, pelo menos, não podem ser punidos, nem perdoados.
Por outro lado, impressiona a disposição pela execução sumária. Seria até compreensível que os partidos de oposição respondessem assim, tendo em conta a intolerância do PT na época em que se imaginava o sal da terra. O problema é que há um discurso que unifica o ideário mais conservador e parte dos comentaristas em favor do emburrecimento. Trata-se, aliás, de simbiose cultural e ideológica e não de “estratégia golpista”. Este acasalamento antijornalismo aparece em pressupostos como: a) políticos são, por princípio, culpados e, se forem do PT, são mais culpados; b) o Estado é inoperante por definição e quando auxilia os pobres é populista; c) presunção de inocência, ampla defesa, privacidade e preservação da imagem são formalidades que atrapalham; e) o problema da segurança pública no Brasil é a impunidade e esta se resolve com leis mais duras e não com provas mais consistentes e, d) a regulação da comunicação social é um atentado à liberdade de expressão; se o tema for proposto pelo PT, é prenúncio da ditadura do proletariado. A cobertura do julgamento do mensalão evidenciou simplificações do tipo. Primeiro, houve grande pressão da mídia por um julgamento “efetivo”, de natureza “técnica” e não “política” (outra das polarizações infantis que sobrevivem graças à irreflexão). No Brasil, a efetividade de um julgamento é tomada como o equivalente à condenação. Não se cogita que julgamento efetivo seja aquele que produz justiça. Entre nós, o acusador é a encarnação do bem, enquanto a defesa é desprezada como empecilho. Só por isso, Joaquim Barbosa é nosso Eliot Ness e Levandowski, o reflexo do Tinhoso. O mensalão foi apresentado como “o maior escândalo de corrupção da história”, o que, a despeito da sua gravidade, obviamente nunca foi. Depois, não se considerou preocupante que algumas condenações tenham dispensado a chamada “prova robusta”; nem que certas penas tenham sido claramente desproporcionais. O resultado foi saudado como prenúncio de um “novo tempo” em editoriais que lembram as orientações do Dr. Pangloss, célebre personagem de Voltaire. Muito antes disto, entretanto, ele se revela  paradoxal. Por um lado, é importante que a Justiça puna poderosos - ao invés de apenas responder aos crimes da marginalização social. Por outro, é ameaçador que o faça com base no argumento “só pode ser” e em um clima político que lembra mais os ânimos de um grenal do que a disposição de busca pela verdade.

Tom Cruise seria um semideus, segundo Cientologia


Tom Cruise seria um semideus, segundo Cientologia
Ator é visto como uma espécie da “salvador da humanidade”
por Jarbas Aragão, em Gospel Prime
 
O jornalista e autor premiado Lawrence Wright acaba de lançar o livro “Going clear: scientology, Hollywood and the prison of belief” [Esclarecendo: cientologia, Hollywood e a prisão da fé]. A obra é fruto de anos de pesquisa e horas de entrevista com mais de 200 membros e ex-membros desta religião, que para muitos não passa de uma seita maluca.
A maioria dos seus seguidores são pessoas famosas, como os atores Tom Cruise, Will Smith, John Travolta, Christopher Reeve, e as atrizes Juliette Lewis, Nicole Kidman e Nancy Cartwright ( a voz original de Bart Simpson).
O grupo religioso iniciou-se em 1950, quando Lafayette Ron Hubbard publicou o livro Dianética – A Ciência Moderna da Saúde Mental. Sua obra era considerada ficção cientifica, mas depois passou a ser usada como autoajuda. Foi um grande sucesso de vendas, com mais de 50 milhões de copias vendidas desde então. Hubbard defendia que o homem é um ser imortal e que o caminho para a felicidade está em apagar da memória as experiências negativas que encontra durante a vida.
Porém, acredita também que 75 milhões de anos atrás, o imperador galáctico Xenu fez milhões de prisioneiros, trouxe-os até a Terra em naves espaciais e jogou bombas atômicas para acabar com todo mundo. As almas desses seres, chamados thetans, ficaram no planeta e encarnaram nos primeiros Homo sapiens. Esse é o motivo de todos os conflitos e angústias da humanidade, pois elas continuam entrando nos seres humanos.
A solução é passar por processos de ‘limpeza” oferecidos pela Cientologia. Como isso tem um custo, a religião afirma possuir um bilhão de dólares em sua conta e tenta se firmar em todo o mundo. Foi banida de alguns países como Alemanha, Inglaterra, Espanha,  França e Bélgica.
Existe no Brasil desde 1994, onde possui dois centros em São Paulo. Segundo seus membros, já foram vendidos mais de 15 mil exemplares dos livros de Hubbard no Brasil.
Entre as maiores revelações de Lawrence Wright estão que Tom Cruise ambiciona ser presidente dos Estados Unidos e que ele acredita ter a missão de salvar o planeta desses tethans que habitam os corpos dos humanos.
Membros desde 1987, hoje ele é considerado o n.º 3 da organização religiosa, atrás do fundador, L. Ron Hubbard e do atual presidente, David Miscavige.
O livro diz que Cruise é visto como uma espécie de salvador do mundo, sendo um “enviado especial” para a Terra com poderes de um semideus. Em 2008, um vídeo com um depoimento seu fez sucesso na internet, onde declarava: “A Cientologia… tem a capacidade de criar novas realidades ou melhores condições de vida… Eu estou aqui para ajudar a humanidade… Eu gostaria que o mundo fosse um lugar diferente. Eu gostaria de tirar férias, ficar descansando e me divertir, sabe? Mas eu não posso. Porque eu sei a verdade. Eu sei que tenho que fazer algo a respeito disso [alienígenas]”.
Atualmente, a Cientologia alega ter mais de um milhões de seguidores, em 156 países e pretende lançar um canal de TV de alcance mundial em breve. Com informações New York Post e Super Interessante.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Feliz Aniversário, Geraldo Azevedo



Geraldo Azevedo (11/01/1945),iniciou sua trajetória musical quando, aos 18 anos, mudou-se para o Recife, a fim de estudar. Na capital pernambucana, juntou-se ao grupo folclórico Grupo Construção, do qual faziam parte Teca Calazans, cantora, Naná Vasconcelos, percussionista e Marcelo Melo e Toinho Alves, músicos do Quinteto Violado. Em 1967, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou com a cantora Eliana Pittman. Em seguida, juntou-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin, formando o Quarteto Livre. O grupo acompanhou o cantor Geraldo Vandré em diversos shows, inclusive na emblemática "Caminhando". Devido a problemas políticos com a ditadura militar da época, o grupo se dissolveu. Em 1968, a cantora Eliana Pittman gravou a primeira composição de Geraldo Azevedo, "Aquela rosa". No incício dos anos 1970, formou dupla com o também pernambucano Alceu Valença. Ainda em 1970, a dupla participou do Festival Universitário da TV Tupi com as composições "78 rotações" e "Planetário". A boa performance da dupla chamou a atenção da gravadora Copacabana. Em 1972, lançou com Alceu Valença, seu primeiro LP. No mesmo ano, e ainda com o parceiro Alceu Valença, tomou parte do Festival Internacional da Canção, com a composição "Papagaio do futuro", que contou com a participação de Jackson do Pandeiro. Ainda com o parceiro Alceu e com Zé Ramalho, fez grande sucesso em fins dos anos 1970, com "Táxi lunar". Também no mesmo período fez grande sucesso com "Caravana", em parceria com Carlos Fernando e que fez parte da trilha sonora da novela "Gabriela", da TV Globo. Em seu trabalho faz um mistura entre as sofisticadas harmonias da Bossa Nova e a viva influência da música negra. É autor de composições de puro lirismo, como "Dia branco" e frevos embrasados, como "Tempo tempero" e "Pega fogo coração". Teve diversas músicas utilizadas em novelas e outros programas de televisão, entre os quais, "Juritis e borboletas", na novela "Saramandaia"e "Arraial dos tucanos", do seriado "Sítio do pica-pau amarelo", ambos na TV Globo. Em 1979 e 1980, participou do projeto coletivo de gravação de frevos, "Asas da América", volumes I e II. Em 1984, participou com os músicos Elomar, Vital Farias e Xangai, do Show "Cantoria", no Teatro Castro Alves, em Salvador, do qual resultou o disco "Cantoria I", gravado ao vivo, nos dias 13, 14 e 15 de agosto daquele ano. Nesse disco, interpretou "Novena", de sua autoria e M. Vinícius e "Semente de Adão", dele e Carlos Fernando, cantada em dueto com Xangai. Participou, ainda, como violonista em diversas faixas do disco. Em 1988, foi lançado o disco "Cantoria II". Em 1996, participou no Canecão, no Rio de Janeiro, do show "O grande encontro", ao lado de Alceu Valença, Elba Ramalho e Zé Ramalho. Do show resultou o CD "O grande encontro", onde interpretou "O ciúme", de Caetano Veloso, "Dia branco", de sua autoria e Renato Rocha, "Veja (Margarida)", de Vital Farias e "Chorando e cantando", dele e Fausto Nilo. Em 1997, gravou "O grande encontro II", com Elba e Zé Ramalho, no qual tocou viola e violão, além de interpretar canções como "O princípio do prazer", de sua autoria e "Canta coração", parceria com Carlos Fernando. Em 1998 gravou o programa "Ao vivo entre amigos", pela Rádio MEC-AM, entrevistado pelo crítico R. C. Albin, tendo sido transmitido para todo o Brasil pela TV Educativa. Em 1999, realizou uma série de shows, percorrendo diversas cidades de Minas Gerais e do Nordeste, culminando com um show em Recife, em Pernambuco, apresentado ao vivo em praça pública. Em 2000, lançou o CD "Hoje amanhã", gravado nos Estados Unidos, no qual interpretou, entre outras, "Vou te buscar" e "Quando você vem", parcerias com Geraldo Amaral e "Tá querendo", parceria com Capinam, além da música título, parceria com Fausto Nilo. Em 2001 apresentou-se na casa de espetáculos Canecão no Rio de Janeiro cantando músicas do seu disco "Hoje amanhã", acompanhado do grupo de forró Paratodos, de seu filho Lucas.Na ocasião, foi apresentado em primeira mão o clipe da música "Onde tu vai João?". Em 2002 foi homenageado pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro com o título de Cidadão do Estado do Rio de Janeiro. No mesmo ano, tocou em Paris com um grupo de artistas brasileiros. Em 2005, fez participação especial no lançamento do DVD "O melhor forró do mundo", gravado ao vivo pelo grupo Forroçacana, em show na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro, cantando com o grupo a música "Táxi lunar".  Em 2006, prestes a completar 43 anos de carreira, realizou show na Lona Cultural Gilberto Gil, em Realengo, no Rio de Janeiro, repassando diversos clássicos de sua trajetória, como "Dia branco, e Táxi Lunar", entre outros. Nessa ocasião, a gravadora Biscoito Fino lançou a coletânea "100 anos de frevo - É de perder o sapato", uma coletânea com dois CDs, da qual participaram vários artistas consagrados da MPB, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Alceu Valença, Maria Bethânia, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Silvério Pessoa, Geraldo Azevedo e Chico Buarque, entre outros. O álbum conta com a execussão instrumental da Spokfrevo Orquestra, trazendo um repertório que vai do clássico a sucessos inquestionáveis do gênero. As faixas abrangem: "Frevo nº 1" (Antônio Maria) na voz de Maria Bethânia; "Energia" (Lula Queiroz) na voz de Lenine; Valores do Passado (Edgard Moraes) na voz de Maria Rita; "Homem de Meia Noite (Carlos Fernando / Alceu Valença) na voz de Alceu Valença; "De Chapéu de Sol Aberto" (Capiba) na voz de Vanessa da Mata; "Tempo Folião" (Carlos Fernando / Geraldo Azevedo) na voz de Geraldo Azevedo; "Frevo Rasgado" (Gilberto Gil / Bruno Ferreira) na voz de Elba Ramalho; "Me Segura se Não eu Caio" (J. Michiles) na voz de Ney matogrosso; "0 Último Regresso (Getúlio Cavalcanti) na voz de Luiz Melodia; Frevo Diabo (Edu Lobo / Chico Buarque) na voz de Edu Lobo; "Atrás do Trio Elétrico" (Caetano Veloso) na voz de Silvério Pessoa; Frevo nº3 (Antônio Maria) na voz de Geraldo Maia; "Bom Danado" (Luiz Bandeira / Ernani Seve) na voz de Nena Queiroga;" Madeira que Cupim não Rói (Capiba) na voz de Claudionor Germano; "Evocação nº1 (Nelson Ferreira) na voz de Antônio Nóbrega; "Aurora de Amor" (Romero Amorim / Maurício Cavalcanti) na voz de Lígia Miranda, Nena Queiroga, Rosana Simpson e Vanessa Oliveira. Em 2007, sete anos após seu último lançamento, lançou o CD "O Brasil existe em mim", pela Sony&BMG. Nesse álbum, há uma grande diversidade de ritmos, que passa pelos tradicionais samba, forró e maracatu, até sons mais modernizados, como a balada romântica "O Paraíso É Agora", uma versão batida remix desta mesma música, e o reagge "Ver de novo". O disco contou com participações especiais de Elba Ramalho, na faixa "São João Barroco", Alceu Valença, na faixa "Já que o Som Não...", e de Clarice Azevedo, em "Ver de novo". Em 2009, lançou seu primeiro DVD solo, "Uma geral do Azevedo", que contou com a direção geral de Lara Velho. Em 2011, lançou o CD/DVD "Salve São Francisco", homenageando o Rio São Francisco, que atravessa cinco estados do Brasil nordeste. O álbum, produzido por Robertinho do Recife, com direção musical do próprio Geraldo, traz participação de Ivete Sangalo na faixa "O Ciúme", de Caetano Veloso (de 1987) que cita o "Velho Chico" na letra. O DVD exibe imagens das gravações de estúdio. Além de Dominguinhos, Moraes Moreira, Alceu Valença e Roberto Mendes, também participam do projeto Djavan, interpretando "Barcalola do São Francisco", e Fernanda Takai, em "Opara", com influência bossa-novista. No DVD, o destaque é a interpretação de Maria Bethânia, cuja imagem não foi captada para o vídeo. Apenas a voz da cantora é ouvida na interpretação em toada de "Carranca que chora", parceria de Geraldo com Capinam. No mesmo ano, apresentou-se no evento "São João carioca", uma festa junina realizada pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Do show, participaram artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elba Ramalho, Alcione e Dominguinhos. Ainda em 2011, foi indicado ao prêmio Grammy Latino, na categoria “Melhor Álbum de Raízes Brasileiras”, com seu disco "Salve São Francisco". 
De: Dicionário Cravo Alvin

Wallerstein: capitalismo, “austeridade” e saídas

Em todo o mundo, direitos sociais estão ameaçados. Exceções, China e Brasil estimulam consumo popular. Não é uma alternativa real

Dublin, novembro de 2012: milhares de manifestantes saem às ruas contra cortes no Orçamento, determinados pelas políticas de "austeridade"
Dublin, novembro de 2012: milhares de manifestantes saem às ruas contra cortes no Orçamento
Por Immanuel Wallerstein | Tradução: Gabriela Leite e Antonio Martins | Imagem: Julian Behal

A austeridade está, em todo o mundo, no centro das politicas. Há aparentes exceções, em alguns países – China, Brasil, os Estados do Golfo e talvez outros. Mas são exceções a algo que permeia o sistema mundial, hoje – e que equivale, em parte, a uma grande impostura. Quais são as questões?
Por um lado, o incrível desperdício de um sistema capitalista levou a uma situação na qual o sistema mundial está ameaçado por sua real incapacidade de continuar consumindo, globalmente, nos níveis que eram habituais — em especial, porque isso provoca um crescimento constante do consumo global. Estamos esgotando os elementos básicos para a sobrevivência humana, dado que o consumismo tem sido a base de nossas atividades produtivas e especulativas.
Por outro lado, sabemos que o consumo global tem sido altamente desigual, tanto entre os países quanto dentro de cada país. Além disso, a lacuna entre os beneficiários e perdedores atuais cresce persistentemente. Essas discrepâncias constituem a polarização fundamental de nosso sistema mundial, não apenas economicamente, mas política e culturalmente.
E já nem se trata de um segredo, para as populações do mundo. A mudança climática e suas consequências, a escassez de comida e água e suas consequências são visíveis para cada vez mais pessoas, muitas das quais estão começando a clamar por uma mudança de valores civilizacionais – que supere o consumismo.
As consequências políticas são muito preocupantes para alguns dos maiores produtores capitalistas. Eles estão percebendo que não oferecem mais uma proposta política convincente, e portanto enfrentam a restrição inevitável de sua habilidade para controlar os recursos e riquezas. As demandas atuais por austeridade são um tipo de esforço de última hora para segurar a onda da crise estrutural do sistema mundial.
A austeridade que está sendo praticada é uma política imposta aos setores economicamente mais fracos da população mundial. Os governos estão procurando salvar-se da perspectiva de quebras bancárias e blindar as megacorporações (especialmente, mas não somente os megabancos), para que estas não paguem o preço de suas loucuras notórias e sofrimentos autoinfligidos. A forma de fazê-lo é, essencialmente, cortar (ou eliminar completamente) as redes de seguridade social que foram erguidas historicamente para proteger os cidadãos das consequências do desemprego, de doenças sérias, incapacidade de pagar hipotecas e todos os outros problemas concretos que as pessoas e suas famílias regularmente enfrentam.
Quem busca vantagens de curto prazo continua a apostar no mercado financeiro, em transações constantes e rápidas. Mas também esse jogo depende, no médio prazo, na capacidade de encontrar compradores para as mercadorias produzidas. E a demanda efetiva está desaparecendo, tanto devido aos cortes nos sistemas de seguridade quanto por causa do medo generalizado de que haja ainda mais cortes adiante.
Os defensores da austeridade costumam assegurar, de tempos em tempos, que estamos virando a página ou vamos fazê-lo em breve, de modo que os tempos de prosperidade voltarão. Na verdade, nunca estivemos próximos deste ponto mítico de virada, e as promessas de retomada vão se tornando cada vez mais modestas e projetadas para mais tarde
Há quem pense, também que uma saída social-democrata ainda exista. Ao invés de austeridade, deveríamos ampliar os gastos governamentais e tributar os mais ricos. Mesmo se isso fosse politicamente realizável, daria certo? Os defensores da austeridade têm um único argumento plausível. Não há, no mundo, recursos suficientes para sustentar o nível de consumo que hoje todos desejam – já que cada vez mais indivíduos reivindicam ampliar seu poder aquisitivo.
Aqui entram as exceções às quais me referi. Não são países que estão alterando o grupo dos que mais consomem, mas expandindo-o. As exceções estão, portanto, ampliando os dilemas econômicos relacionados à crise — e não resolvendo-os.
Há apenas duas saídas para tais dilemas. Uma é estabelecer um sistema mundo autoritário e não-capitalista, que usará a força e a dissuasão, ao invés do “mercado”, para manter e ampliar a distribuição desigual do consumo básico. A outra é mudar nossos valores civilizacionais.
Para construir um sistema histórico relativamente democrático e relativamente igualitário, não precisamos de “crescimento”, mas do que tem sido chamado, na América Latina, de bien vivir. Significa promover continua discussão racional sobre como alocar os recursos do planeta de modo que todos possam ter acesso a tudo o que é realmente necessário para viver — e, além disso, assegurar que as futuras gerações tenham a possibilidade de desfrutar do mesmo.
Para parte das populações do mundo, isso significa que seus filhos irão consumir menos; para outras, que consumirão mais. Mas esse sistema torna possível que todos tenham a “rede de segurança” de uma vida garantida pela solidariedade social.
Nos próximos vinte a quarenta anos, assistiremos a uma enorme batalha política. O que estará em jogo não é a sobrevivência do capitalismo (que já esgotou suas possibilidades), mas o tipo de sistema que iremos, coletivamente, “escolher” para substituí-lo. Ou um modelo autoritário, que impõe polarização continuada (e expandida); ou um outro, relativamente democrático e relativamente igualitário

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Philographics: Filosofia Minimalista

O designer Genis Carreras explica filosofia através de formas básicas e cores.
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margaretems
Artigo da autoria de Margarete MS.
Eu tenho um coração um século atrasado..
Saiba como fazer parte da obvious.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Teve Howe - Bachianas Brasileiras nº 5

Justiça chilena notifica ex-militares acusados de matar Víctor Jara

Leandro Melito* - Portal EBC

Detido um dia após o golpe militar no Chile, Víctor Jara foi executado pelos militares no dia 16 de setembro de 1973 após passar por torturas (Foto: Agência Télam) (Víctor Jara)
O juiz chileno Miguel Vázquez concluiu nesta quinta-feira (03), o processo pelo qual notificou a sete ex-oficiais de sua condição de processados pelo assassinato do cantor e compositor Víctor Jara, cometido em 16 de setembro de 1973, após o golpe militar comandado pelo general Augusto Pinochet que culminou na morte do então presidente Salvador Allende no dia 11 de setembro.
Vázquez determinou a prisão preventiva dos militares, que eram tenentes na época do golpe e responsáveis por centenas de presos políticos encarcerados no Estádio Nacional de Santiago, transformado em centro de detenção pela ditadura e rebatizado em 2004 com o nome do cantor.

Prisão

Jara foi detido no dia 12 de setembro, um dia após o golpe, junto a centenas de alunos, trabalhadores e professores na Universidade Técnica do Estado (UTE), atual Universidade de Santiago (USACH), em que trabalhava como docente.
Autor de músicas de protesto e diretor de teatro, Jara foi reconhecido pelos militares, separado dos demais prisioneiros e submetido a vários dias de torturas, entre elas queimaduras com cigarros, simulações de fuzilamento e fratura de suas mãos.
A sentença judicial aponta que o cantor foi “agredido fisicamente, de forma permanente, por vários oficiais”. No dia 16 de setembro, os prisioneiros foram retirados do estádio, com exceção de Jara e de Littré Quiroga Carvajal, que era diretor da empresa estatal de ferrovias durante o governo de Allende (1970-1973). Ambos foram levados ao subterrâneo e executados a tiros.
Jara recebeu 44 disparos e tinha vários ossos fraturados, segundo determinou o informe da autópsia realizada logo que seu corpo foi achado na parte posterior do Cemitério Geral de Santiago, onde foi deixado pelos militares.
Durante o julgamento, o recruta Víctor Pontigo, ajudante dos oficiais acusados, detalhou o momento da morte do cantor. “Eu levei Victor Jara para falar com os tenentes e depois de umas três horas escutei disparos, perguntei ao recruta José Cáceres de onde vinham os disparos e ele me disse que haviam matado Víctor Jara”, relatou.

Autores

A decisão apontou Pedro Barrientos Nuñez e Hugo Sánchez Marmonti como autores de homicídio qualificado e Souper Onfray, Raúl Jofré González, Edwin Dimter Bianchi, Nelson Hesse Mazzei e Luis Bethke Wulf como cúmplices. Seis  deles já foram detidos e alojados no Batalhão de Polícia Militar número 1 de Santiago.  Jofré e Luis Bethke se entregaram voluntariamente ao tribunal e os demais estão detidos desde quarta-feira (02) no batalhão.
Núñez, que vive nos Estados Unidos desde 1990 e é alvo de uma ordem internacional de captura e pedido de extradição por parte do juiz. Barrientos é apontado