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sábado, 28 de setembro de 2013

La Cucaracha - Lila Downs


En la misa y en la feria
Todo el mundo ya lo sabe
Los que llegan al gobierno
Porque se puede comprar
Del partido comunista
Ya no queda casi nada
Ahora todos van buscando
Como hacerse millonadas
Fue la junta de naciones
A poner sus opiniones
Todos no estaban de acuerdo
Donde y cuando bombardear
Se sientan los presidentes
En la silla del gobierno
Luego mandan a la guerra
A la gente de su pueblo
La cucaracha, la cucaracha
Que ya no puede caminar
Porque no tiene
Porque le falta
La marijuana que fumar
huaracha muchacha que vamoa huarachar
va una cucaracha que quiere comerciar,
toca, loca ábreme la boca,
buscame una coca que no quiero trabalear,
mica, rica para zapatear,
pido a Victor Jara no me vaya a doblegar,
chama chama al Ché Guevara,
una petición, una cucaracha,
por culpa y omision,
La cucaracha, la cucaracha
Que ya no puede caminar
Porque no tiene
Porque le falta
La marijuana que fumar
Todos se pelean la silla
Que les deja mucha plata
En el norte Pancho Villa
Y en el sur viva Zapata!
Ya murió la cucaracha
Ya la llevan a enterrar
Entre cuatro zopilotes
Y un ratón de sacristán

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Família de Victor Jara busca, nos EUA, justiça ao ao artista odiado pela ditadura de Pinochet

Família de Víctor Jara procura justiça nos EUA

A família do cantor e ativista político chileno Víctor Jara diz ter descoberto o mistério envolvendo a morte que aconteceu há 40 anos, durante o golpe militar de 1973, quando Augusto Pinochet derrubou o então presidente Salvador Allende.
A defesa deve se dar por leis norte-americanas de violações aos direitos humanos cometidas em outros países. A família tentará provar a sua teoria em um tribunal federal de Jacksonville, Flórida.
Na quarta-feira, foi apresentada uma ação civil contra o ex-tenente do exército chileno Pedro Barrientos Núñez alegando que ele ordenou aos soldados que torturasse Jara e que ele mesmo tenha atirado contra a cabeça do canto, enquanto jogava "roleta russa" em um vestiário do Estádio Chile.
A ação diz que outro oficial reconheceu o cantor ao ser levado ao vestiário, mas não identifica os nomes das testemunhas. A viúva do cantor, Joana Jara, e suas filhas, pediram indenizações não especificadas por danos e prejuízos.
A representante legal da família disse que Barrientos foi notificado pessoalmente na noite anterior quando saia de sua casa na Flórida, onde vive como cidadão norte-americano. As tentativas de contato telefônico para comentar o caso não deram resultado. 
Fonte: Associated Press.

Abaixo: Comandante Che Guevara

domingo, 6 de janeiro de 2013

Justiça chilena notifica ex-militares acusados de matar Víctor Jara

Leandro Melito* - Portal EBC

Detido um dia após o golpe militar no Chile, Víctor Jara foi executado pelos militares no dia 16 de setembro de 1973 após passar por torturas (Foto: Agência Télam) (Víctor Jara)
O juiz chileno Miguel Vázquez concluiu nesta quinta-feira (03), o processo pelo qual notificou a sete ex-oficiais de sua condição de processados pelo assassinato do cantor e compositor Víctor Jara, cometido em 16 de setembro de 1973, após o golpe militar comandado pelo general Augusto Pinochet que culminou na morte do então presidente Salvador Allende no dia 11 de setembro.
Vázquez determinou a prisão preventiva dos militares, que eram tenentes na época do golpe e responsáveis por centenas de presos políticos encarcerados no Estádio Nacional de Santiago, transformado em centro de detenção pela ditadura e rebatizado em 2004 com o nome do cantor.

Prisão

Jara foi detido no dia 12 de setembro, um dia após o golpe, junto a centenas de alunos, trabalhadores e professores na Universidade Técnica do Estado (UTE), atual Universidade de Santiago (USACH), em que trabalhava como docente.
Autor de músicas de protesto e diretor de teatro, Jara foi reconhecido pelos militares, separado dos demais prisioneiros e submetido a vários dias de torturas, entre elas queimaduras com cigarros, simulações de fuzilamento e fratura de suas mãos.
A sentença judicial aponta que o cantor foi “agredido fisicamente, de forma permanente, por vários oficiais”. No dia 16 de setembro, os prisioneiros foram retirados do estádio, com exceção de Jara e de Littré Quiroga Carvajal, que era diretor da empresa estatal de ferrovias durante o governo de Allende (1970-1973). Ambos foram levados ao subterrâneo e executados a tiros.
Jara recebeu 44 disparos e tinha vários ossos fraturados, segundo determinou o informe da autópsia realizada logo que seu corpo foi achado na parte posterior do Cemitério Geral de Santiago, onde foi deixado pelos militares.
Durante o julgamento, o recruta Víctor Pontigo, ajudante dos oficiais acusados, detalhou o momento da morte do cantor. “Eu levei Victor Jara para falar com os tenentes e depois de umas três horas escutei disparos, perguntei ao recruta José Cáceres de onde vinham os disparos e ele me disse que haviam matado Víctor Jara”, relatou.

Autores

A decisão apontou Pedro Barrientos Nuñez e Hugo Sánchez Marmonti como autores de homicídio qualificado e Souper Onfray, Raúl Jofré González, Edwin Dimter Bianchi, Nelson Hesse Mazzei e Luis Bethke Wulf como cúmplices. Seis  deles já foram detidos e alojados no Batalhão de Polícia Militar número 1 de Santiago.  Jofré e Luis Bethke se entregaram voluntariamente ao tribunal e os demais estão detidos desde quarta-feira (02) no batalhão.
Núñez, que vive nos Estados Unidos desde 1990 e é alvo de uma ordem internacional de captura e pedido de extradição por parte do juiz. Barrientos é apontado