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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O Banco do Brasil tá me deixando chateado

Além de me mandar um exemplar do semanário da Rede Globo, o Banco do Brasil levou um dia para mandar um robô me responder e dizer que não entendeu o que eu disse. Eu mandei outro questionamento e ainda não me responderam... Tô me cansando do BB.


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Banco do Brasil distribui revista Época para quem tem Ourocard!

Já não bastasse o Santander enviar aos seus clientes ricaços recomendação de não votar em Dilma, o Banco do Brasil distribui aos possuidores do Ourocard a revista da Rede Globo! Se distribuísse a "Carta Capital", choveriam acusações de aparelhamento. Blogueiro ter patrocínio de estatais não pode, mas banco público servir de distribuidor da revista da família Marinho pode. 
Fiquei de cara com o Banco do Brasil!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O Banco de Portugal expulsa a família Espírito Santo do BES

Uma sucursal do Banco Espírito Santo em Lisboa. / EFE

Primeiro foram retirados da direção do banco e agora perderam o direito a voto. A família Espírito Santo foi expulsa de fato do banco que leva seu nome. O Banco de Portugal tomou esta decisão depois de serem conhecidas perdas de 3,57 bilhões de euros (10,8 bilhões de reais) no último semestre. Em um comunicado emitido na manhã desta quinta, o Banco de Portugal eliminou o direito a voto da família Espírito Santo que, através de seu grupo ESFG, ainda possui 20,1% das ações da entidade. A decisão se refletiu rapidamente nos mercados financeiros: as ações do grupo caíram 45% e as Bolsas reagem com perdas nesta jornada.
O governador Carlos Costa também decidiu “suspender, com efeitos imediatos, os membros dos organismos de administração com responsabilidades em auditoria e gestão de riscos, assim como os titulares dos organismos de fiscalização”. Esta suspensão afeta os atuais administradores Rui Silveira, António Souto e Joaquim Goes, que dirigiam essas áreas. Por enquanto serão substituídos temporariamente até que os acionistas proponham novos gestores na próxima assembléia geral.
O supervisor também decidiu indicar uma comissão de fiscalização composta por pessoas da PriceWaterhouseCoopers até que os acionistas promovam uma substituição dos membros da comissão de auditoria.
A intervenção do Banco de Portugal no coração executivo do Banco Espírito Santo é, independente do nome que seja dado, uma intervenção absoluta do Estado, por causa das perdas do banco e dos indícios de irregularidades nas contas semestrais. Também solicita ao atual administrador, Vítor Bento, que seja apresentado o quanto antes um plano de ampliação do capital já que sua atual proporção está 5% abaixo do mínimo aconselhado pelas autoridades europeias, que é de 9%. Depois da ampliação de capital no dia 16 de junho, o BES informou que a proporção era de 10,3%.
A ação chegou a cair 51%, a maior queda na história da Bolsa de Lisboa.
Especula-se que haverá uma ampliação superior aos 3 bilhões de euros. A pretensão de Bento é que seja inteiramente privada, mas segundo alguns analistas financeiros isso vai ser muito difícil. Merrion Stockbroker descarta a opção “completamente privada”, enquanto que o Credit Sight aposta que a ampliação de capital chegará aos 4 bilhões.
O Banco Central não descarta que depois de finalizada a auditoria em curso poderão surgir indícios de delitos dos membros do antigo conselho de administração, principalmente contra seus dois principais dirigentes, Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires. Tanto o supervisor quanto Bento afirmaram que os responsáveis seriam levados aos tribunais se os atuais indícios forem confirmados.
Com essas perspectivas, às dez da manhã, quando as ações do banco começaram a ser negociadas, a queda foi instantânea. Chegou a cair 51%, cotando a 0,17 euros. Depois se recuperou até chegar a -24%. O BES arrastou todo o setor bancário e a própria Bolsa, mas sobretudo sua sócia Portugal Telecom, com -7%, que possui ao redor de 10% de uma participação que pretende vender, mas que vale cada vez menos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Papa tira d. Odilo de comissão que monitora o Banco do Vaticano

Outros três cardeais foram substituídos; Francisco já avisou a pessoas próximas que, se não conseguir reformar a instituição, envolvida em escândalos, vai fechá-la
Jamil Chade - O Estado de S. Paulo
GENEBRA - Em um ato para dar início a uma verdadeira reforma no Banco do Vaticano, o papa Francisco tirou da cúpula da instituição financeira o cardeal de São Paulo, d. Odilo Scherer. Outros três cardeais também foram substituídos, no que está sendo considerado na Santa Sé como a principal demonstração de Francisco de que a reforma será profunda. A pessoas próximas a ele, o argentino já avisou: se não conseguir reformar o banco, vai fechar a instituição.


Mandato de d. Odilo foi renovado pelo papa Bento XVI - Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão
Mandato de d. Odilo foi renovado pelo papa Bento XVI
D. Odilo fazia parte do grupo de cardeais que atuava para monitorar as atividades da Instituição para Obras Religiosas, o nome oficial do Banco do Vaticano. Considerado um dos fortes candidatos no conclave de 2013, d. Odilo tinha o apoio dos setores mais conservadores do Vaticano.
Dias antes de deixar o poder, o então papa Bento XVI renovou o mandato do brasileiro e dos demais cardeais do órgão de supervisão por mais cinco anos. Entre as funções do grupo está justamente a nomeação do presidente do banco.
Mas, próximo de cumprir um ano no Vaticano e adotando a austeridade como sua bandeira, Francisco optou por rever a grupo e colocou em seu lugar outros cardeais vistos como aliados em sua busca por reformar a Santa Sé.
Quatro dos cinco cardeais no organismo foram substituídos. Saíram os cardeais Tarcisio Bertone, Telesphore Toppo of Ranchi e Domenico Calcagno, além de d Odilo. O único que permaneceu foi o francês Jean Louis Tauran.
No lugar desse grupo, o papa nomeou o cardeal de Toronto, Thomas C. Collins, Pietro Parolin, Christoph Schonborn de Viena e considerado como um reformador, e o cardeal Santos Abril Castello, amigo do papa.
O grupo liderado por Bertone foi alvo de duras críticas nos últimos anos por não conseguir conter uma série de escândalos financeiros no Banco do Vaticano, inclusive com suspeitas de lavagem de dinheiro do crime organizado.
Em junho, o papa criou uma comissão para estudar uma reforma na instituição. Pela primeira vez em mais de cem anos, a entidade publicou um balanço anual de suas contas.
Na avaliação do papa, o Vaticano deve voltar a se concentrar em sua missão religiosa e, para isso, uma limpeza em sua estrutura precisaria ocorrer. Uma dessas revisões seria repensar a função do Banco do Vaticano.


Tempos atrás, D. Odilo escreveu "O Poder Corrompe", cobrando apuração do caso do "mensalão". Agora, cegou a vez de ele se explicar

Obs do blogueiro: Dom Odilo escreveu "O Poder Corrompe", cobrando a apuração do chamado mensalão. Agora chegou a a vez da eminência se explicar.

Papa substitui comissão de cardeais que supervisiona Banco do Vaticano

Da Agência Lusa

Cidade do Vaticano – O papa Francisco substituiu hoje (15) a comissão de cardeais que supervisiona o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), que equivale ao Banco do Vaticano.
Da antiga comissão, só o cardeal francês Jean-Louis Tauran, conhecido na Cúria Romana pelo rigor, vai continuar. O antigo secretário de Estado cardeal Tarcisio Bertone, braço direito do papa emérito Bento XVI, foi destituído do órgão.
Ao lado de Tauran, vão estar o novo secretário de Estado Pietro Parolin, o cardeal de Viena Christoph Schonborn, uma das figuras mais respeitadas do episcopado europeu, o de Toronto (Canadá) Thomas Christopher Collins e o Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior, cardeal espanhol Santos Abril y Castelló.
A comissão, que controla tudo no IOR com relação ao papa, tem um mandato de cinco anos. É um dos organismos que gere o instituto, e tem sido alvo de críticas pela atuação e acusado de suposta lavagem de dinheiro.
O papa Francisco consultou, desde o verão, peritos sobre como reformar o IOR. As 19 mil contas do banco estão sendo investigadas, uma a uma.
Além de Bertone, saem da comissão mais três cardeais: o italiano Domenico Calcagno, o brasileiro Odilo Scherer e o indiano Telesphore Toppo. O papa decidiu não esperar o fim do mandato para proceder a mudanças.
A comissão de peritos, nomeada no verão passado por Francisco, deverá apresentar as primeiras conclusões na próxima reunião de cardeais (grupo de oito cardeais encarregados pelo papa da reforma das instituições do Vaticano), em fevereiro

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dantas entra na lista dos maiores corruptos do mundo

Explore o mapa da corrupção mundial

Banco Mundial lança banco de dados expondo casos de desvio de dinheiro público enviado para bancos internacionais. No Brasil, Maluf, Daniel Dantas e o Propinoduto estão na lista
O Banco Mundial lançou um banco de dados que reúne informações sobre 150 casos  internacionais onde houve, comprovadamente, a movimentação bancária de um montante igual ou superior a US$ 1 milhão relacionado à corrupção e desvio de dinheiro.
Os dados foram obtidos através de investigações, que ocorreram entre 1980 e 2011, feitas a partir de documentos (processos e  registros corporativos) e entrevistas com auditores e instituições financeiras. O internauta pode buscar por país casos de pedido de retorno de dinheiro desviado em contas bancárias no exterior.
A proposta é estruturar um mapeamento global de iniciativas dedicadas a promover a transparência, visando coibir a corrupção ao redor do mundo.
Batizado de “The Grand Corruption Cases Database Project”, o projeto teve origem num relatório publicado pelo Banco Mundial no final de 2011 chamado “mestres da manipulação de marionetes”, que investigou como governantes corruptos se utilizam das próprias estruturas legais dos governos para mascarar condutas indevidas.
Segundo o relatório, a corrupção movimenta cerca de US$ 40 bilhões por ano no mundo. O estudo também investigou os caminhos pelos quais o dinheiro é desviado dentro de mecanismos financeiros legais e revelou as falhas do sistema bancário e corporativo que é utilizado como fachada para crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.
Maluf e Daniel Dantas integram a lista dos mais corruptos do mundo
Numa pesquisa rápida no banco de dados é possível encontrar nomes  conhecidos do público brasileiro como o banqueiro Daniel Dantas e Paulo Maluf, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo. Dantas é citado pelo caso do Grupo Opportunity, em 2008, quando teve US$ 46 milhões bloqueados em contas do Reino Unido e foi condenado por corrupção na tentativa de suborno de US$ 1 milhão para que um investigador desistisse das acusações contra ele, sua irmã e sócia, Veronica Dantas, e seu filho.
Além de Dantas, outro banqueiro foi parar na lista do Banco Mundial: Edemar Cid Ferreira, fundador e ex-presidente do Banco Santos. Ferreira foi condenado, em 2006, pela justiça brasileira a uma pena de 21 anos pelos crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Durante o processo, o juiz do caso determinou a busca e apreensão de bens adquiridos com o dinheiro ilegal. Entre os bens apreendidos estavam obras de arte avaliadas entre US$ 20 e US$ 30 milhões, de artistas do porte de Roy Liechenstein, Jean Michel Basquiat e Joaquin Torres Garcia. Segundo os dados do processo, US$ 8 milhões ainda estão sendo monitorados pela justiça.
Paulo Maluf é citado pelo banco de dados duas vezes. Na primeira oportunidade, Maluf acusado pelo Procurador-geral de Nova Iorque de movimentar uma quantia de US$ 140 milhões no Banco Safra, entre 1993 e 1996. Durante esse período, era prefeito da cidade de São Paulo e participou de um esquema de desvio de verbas durante a construção da arterial Avenida Água Espraiada. O dinheiro foi transferido para contas de Nova York e, posteriormente, enviado para paraísos fiscais nas Ilhas do Canal no Reino Unido e, segundo as investigações, parte do dinheiro retornou ao Brasil para gastos com despesas pessoais e campanhas políticas.
Num outro processo, o ex-prefeito é acusado de desviar dinheiro oriundo de pagamentos fraudulentos para contas em bancos em Nova York e na Ilha de Jersey, no Reino Unido. Maluf e seu filho foram enquadrados nos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro e tiveram US$ 26 milhões bloqueados em contas de duas empresas, Durant Internacional Corporation e Kildare Finance Limited, que seriam de propriedade do político. As transferências de dinheiro entre as contas levantaram a suspeita da promotoria de Nova York, que decretou a prisão de Maluf colocando-o na lista dos mais procurados da Interpol em 2011.
Outro caso que aparece no banco de dados do Banco Mundial é o Propinoduto, investigado desde 2003, após a descoberta de envio de remessas de dinheiro a bancos suíços, feito por funcionários da Administração Tributária do Rio de Janeiro. Liderados por Rodrigo Silveirinha Corrêa, todos os 22 envolvidos foram condenados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por conta do recebimento de propina em troca de benefícios fiscais. Dos cerca de US$ 45 milhões desviados pelo grupo de Silveirinha, US$ 30 milhões já foram repatriados, e retornou aos cofres públicos brasileiros.
Ex-ditadores do Haiti, Egito e empresa Halliburton estão na lista
O levante egípcio – que teve como uma das causas a indignação do povo com a corrupção institucionalizada no país – motivou uma série de denúncias ao Procurador-Geral que serviram de base para uma investigação da ONU sobre desvios realizados durante o governo de Hosni Mubarak.
Apontada como destino principal do dinheiro ilegal, a Suíça concentrava cerca de US$ 1bilhão, fruto de corrupção, que pertenciam a Mubarak e outros membros do governo. Assim que a fraude foi descoberta, o Conselho da União Europeia determinou uma série de medidas restritivas que tinham como objetivo o congelamento de bens de todos os investigados.
Jean Claude “Baby Doc” Duvalier, ex-ditador do Haiti, e sua família também foram acusados de enriquecimento ilícito pelo desvio de dinheiro público. As investigações identificaram grandes quantidades de dinheiro depositadas em paraísos fiscais na Suíça e no Reino Unido que somam cerca de US$ 550 milhões. Baby Doc responde a processos por crimes financeiros desde que foi deposto e deixou o Haiti em 1986, através dos quais teve o sigilo financeiro quebrado e, assim como Mubarak, sofreu medidas restritivas. Apesar de apelar seguidas vezes na justiça britânica, as acusações e o congelamento de bens foram mantidos.
Além dos ex-ditadores, a Halliburton, uma das maiores companhias de gás e petróleo do mundo também figura a lista de corrupção. O caso ocorreu durante os anos 1990, quando a KBR, subsidiária da Halliburton, foi acusada de subornar as autoridades nigerianas com US$ 180 milhões para garantir contratos para a construção de uma usina de gás no país.
À época, as acusações recaíram sobre o então chefe-executivo da empresa, Dick Cheney, que depois veio a se tornar vice-presidente durante o governo Bush. Em 2010 a Halliburton fez um acordo com o governo nigeriano em que se comprometeu a pagar US$ 32.5 milhões e mais US$ 2.5 milhões pelos honorários dos advogados. Além disso, a empresa se comprometeu a ajudar o governo a reaver parte do dinheiro que está congelado em contas bancárias suíças, que tinham como titular o agente de um empreendimento conjunto de fomento à indústria de gás nigeriana.
O banco de dados pode ser acessado por este link: http://star.worldbank.org/corruption-cases/