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segunda-feira, 25 de junho de 2012

O álbum de fotos de Maluf

De Folha de S. Paulo

Álbum de Maluf tem Covas, FHC, Lula e Pelé

Por Mônica Bergamo
A foto de Lula e do pré-candidato Fernando Haddad (PT-SP) com Paulo Maluf (PP-SP) vai disputar espaço no já recheado álbum do ex-prefeito de São Paulo. "Um homem de vida pública de dezenas de anos, como eu, tem foto com todo mundo", disse Maluf à coluna ao ser lembrado que já foi clicado até com o santo padre.
"O papa João Paulo 2°? Claro que tenho foto com o papa. Ele me recebeu em audiência especial em Roma. E eu o recebi quando visitou o Brasil, rezou missa [em 1980, ainda na ditadura militar]. Eu era governador de SP."
Maluf, que por muito tempo sonhou com a Presidência da República, foi recebido em palácio por quase todos os presidentes do país -e a quase todos deu o seu apoio. "Eu tenho foto até com o Getúlio Vargas, minha querida."
Maluf já subiu em palanques diversos. No segundo turno da eleição de governador de SP, em 1994, apoiou o tucano Mario Covas, com direito a foto e tudo (ver acima). Em 1998, recebeu o então presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PPB que apoiou a reeleição. Faltava Lula.
Em sua galeria estão também Hebe Camargo, José Dirceu e Pelé.













terça-feira, 19 de junho de 2012

Pacto Lula/Maluf: desastre político ou impulso eleitoral?

O aperto de mão entre Lula e Maluf soa como o pacto Stalin/Hitler na II Guerra Mundial. Causou espanto e reações passionais d etodos os lados.
O PSBD sonhava com o apoio do ex-governador, ex-prefeito e ex-presidiário Paulo Maluf. Perdeu para Lula, cada vez menos preocupado com o que alguns arranhões possam prejudicar a sua imagem e mais preocupado com o que a derrota do seu principal adversário possam ajudar sua imagem de vencedor e estrategista genial. Lula chegou no cassino e apostou tudo; pode perder, mas pode ganhar.
Políticamente a foto é um desastre, eleitoralmente pode ser o que Haddad precisava para se viabilizar eleitoralmente. Cada vez a política nacional é um jogo matemático em que a soma dos votos e tempo de TV das legendas fazem parte de um cálculo objetivo, sustentando uma imagem que deverá mexer com a subjetividade. Programa efetivo... isso é coisa do passado. O programa que preocupa os candidatos é o de televisão.Lula compreendeu isso há muito tempo. Por isso trouxe para si os representantes das velhas oligarquias (tipo Sarney), em decadência, mas com muita influência, contrapondo-se aos "novos" oligaracas, adeptos da privataria.
O Pacto Hitler/Stalin permitiu que a URSS tomasse fôlego para enfrentar a II Guerra, enquanto as potências europeias esperavam que a Alemanha invadisse o Oriente e as deixassem em paz. O efeito colateral foi a contemporização com o nazismo e a partilha da Polônia. No pacto Maluf/Lula, o resultado esperado é a vitória de Haddad e o fim do tucanato a partir de sua principal cidadela. Será possível? O futuro dirá.
Apesar da aparência em contrário, Maluf "lulou" para manter-se no cenário eleitoral. O retrato do acordo é abjeto, Maluf é um dos artigos mais podres da política brasileira produzido nessa usina de fabricação de podridões que é São Paulo. Como ele não é candidato, se fosse paulistano, fecharia o nariz e votaria em Haddad e Erundina.
Estou ficando velho, cada vez mais ranzinza e menos exigente.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dantas entra na lista dos maiores corruptos do mundo

Explore o mapa da corrupção mundial

Banco Mundial lança banco de dados expondo casos de desvio de dinheiro público enviado para bancos internacionais. No Brasil, Maluf, Daniel Dantas e o Propinoduto estão na lista
O Banco Mundial lançou um banco de dados que reúne informações sobre 150 casos  internacionais onde houve, comprovadamente, a movimentação bancária de um montante igual ou superior a US$ 1 milhão relacionado à corrupção e desvio de dinheiro.
Os dados foram obtidos através de investigações, que ocorreram entre 1980 e 2011, feitas a partir de documentos (processos e  registros corporativos) e entrevistas com auditores e instituições financeiras. O internauta pode buscar por país casos de pedido de retorno de dinheiro desviado em contas bancárias no exterior.
A proposta é estruturar um mapeamento global de iniciativas dedicadas a promover a transparência, visando coibir a corrupção ao redor do mundo.
Batizado de “The Grand Corruption Cases Database Project”, o projeto teve origem num relatório publicado pelo Banco Mundial no final de 2011 chamado “mestres da manipulação de marionetes”, que investigou como governantes corruptos se utilizam das próprias estruturas legais dos governos para mascarar condutas indevidas.
Segundo o relatório, a corrupção movimenta cerca de US$ 40 bilhões por ano no mundo. O estudo também investigou os caminhos pelos quais o dinheiro é desviado dentro de mecanismos financeiros legais e revelou as falhas do sistema bancário e corporativo que é utilizado como fachada para crimes de lavagem de dinheiro e corrupção.
Maluf e Daniel Dantas integram a lista dos mais corruptos do mundo
Numa pesquisa rápida no banco de dados é possível encontrar nomes  conhecidos do público brasileiro como o banqueiro Daniel Dantas e Paulo Maluf, ex-governador e ex-prefeito de São Paulo. Dantas é citado pelo caso do Grupo Opportunity, em 2008, quando teve US$ 46 milhões bloqueados em contas do Reino Unido e foi condenado por corrupção na tentativa de suborno de US$ 1 milhão para que um investigador desistisse das acusações contra ele, sua irmã e sócia, Veronica Dantas, e seu filho.
Além de Dantas, outro banqueiro foi parar na lista do Banco Mundial: Edemar Cid Ferreira, fundador e ex-presidente do Banco Santos. Ferreira foi condenado, em 2006, pela justiça brasileira a uma pena de 21 anos pelos crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Durante o processo, o juiz do caso determinou a busca e apreensão de bens adquiridos com o dinheiro ilegal. Entre os bens apreendidos estavam obras de arte avaliadas entre US$ 20 e US$ 30 milhões, de artistas do porte de Roy Liechenstein, Jean Michel Basquiat e Joaquin Torres Garcia. Segundo os dados do processo, US$ 8 milhões ainda estão sendo monitorados pela justiça.
Paulo Maluf é citado pelo banco de dados duas vezes. Na primeira oportunidade, Maluf acusado pelo Procurador-geral de Nova Iorque de movimentar uma quantia de US$ 140 milhões no Banco Safra, entre 1993 e 1996. Durante esse período, era prefeito da cidade de São Paulo e participou de um esquema de desvio de verbas durante a construção da arterial Avenida Água Espraiada. O dinheiro foi transferido para contas de Nova York e, posteriormente, enviado para paraísos fiscais nas Ilhas do Canal no Reino Unido e, segundo as investigações, parte do dinheiro retornou ao Brasil para gastos com despesas pessoais e campanhas políticas.
Num outro processo, o ex-prefeito é acusado de desviar dinheiro oriundo de pagamentos fraudulentos para contas em bancos em Nova York e na Ilha de Jersey, no Reino Unido. Maluf e seu filho foram enquadrados nos crimes de apropriação indébita e lavagem de dinheiro e tiveram US$ 26 milhões bloqueados em contas de duas empresas, Durant Internacional Corporation e Kildare Finance Limited, que seriam de propriedade do político. As transferências de dinheiro entre as contas levantaram a suspeita da promotoria de Nova York, que decretou a prisão de Maluf colocando-o na lista dos mais procurados da Interpol em 2011.
Outro caso que aparece no banco de dados do Banco Mundial é o Propinoduto, investigado desde 2003, após a descoberta de envio de remessas de dinheiro a bancos suíços, feito por funcionários da Administração Tributária do Rio de Janeiro. Liderados por Rodrigo Silveirinha Corrêa, todos os 22 envolvidos foram condenados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por conta do recebimento de propina em troca de benefícios fiscais. Dos cerca de US$ 45 milhões desviados pelo grupo de Silveirinha, US$ 30 milhões já foram repatriados, e retornou aos cofres públicos brasileiros.
Ex-ditadores do Haiti, Egito e empresa Halliburton estão na lista
O levante egípcio – que teve como uma das causas a indignação do povo com a corrupção institucionalizada no país – motivou uma série de denúncias ao Procurador-Geral que serviram de base para uma investigação da ONU sobre desvios realizados durante o governo de Hosni Mubarak.
Apontada como destino principal do dinheiro ilegal, a Suíça concentrava cerca de US$ 1bilhão, fruto de corrupção, que pertenciam a Mubarak e outros membros do governo. Assim que a fraude foi descoberta, o Conselho da União Europeia determinou uma série de medidas restritivas que tinham como objetivo o congelamento de bens de todos os investigados.
Jean Claude “Baby Doc” Duvalier, ex-ditador do Haiti, e sua família também foram acusados de enriquecimento ilícito pelo desvio de dinheiro público. As investigações identificaram grandes quantidades de dinheiro depositadas em paraísos fiscais na Suíça e no Reino Unido que somam cerca de US$ 550 milhões. Baby Doc responde a processos por crimes financeiros desde que foi deposto e deixou o Haiti em 1986, através dos quais teve o sigilo financeiro quebrado e, assim como Mubarak, sofreu medidas restritivas. Apesar de apelar seguidas vezes na justiça britânica, as acusações e o congelamento de bens foram mantidos.
Além dos ex-ditadores, a Halliburton, uma das maiores companhias de gás e petróleo do mundo também figura a lista de corrupção. O caso ocorreu durante os anos 1990, quando a KBR, subsidiária da Halliburton, foi acusada de subornar as autoridades nigerianas com US$ 180 milhões para garantir contratos para a construção de uma usina de gás no país.
À época, as acusações recaíram sobre o então chefe-executivo da empresa, Dick Cheney, que depois veio a se tornar vice-presidente durante o governo Bush. Em 2010 a Halliburton fez um acordo com o governo nigeriano em que se comprometeu a pagar US$ 32.5 milhões e mais US$ 2.5 milhões pelos honorários dos advogados. Além disso, a empresa se comprometeu a ajudar o governo a reaver parte do dinheiro que está congelado em contas bancárias suíças, que tinham como titular o agente de um empreendimento conjunto de fomento à indústria de gás nigeriana.
O banco de dados pode ser acessado por este link: http://star.worldbank.org/corruption-cases/

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ocultação de Cadáver


Agora Maluf está sendo processado por mais um crime: ocultação de cadáver. Ele e mais um bando, incluindo o médico da ditadura Harry Shibata, e o atual senador Romeu Tuma, estão sendo processados pelo Ministério Público pela ocultação dos corpos de presos políticos nos cemitérios de Perus e Vila Formosa

Acho que a ação vai acabar em nada, mas é importante que ela exista. A tortura, os desaparecimentos e a ocultação de cadáveres não foram obra da natureza. Tampouco aconteceram porque os agentes de "segurança" resolveram praticar maldades. O Estado brasileiro, em suas diversas esferas, é corresponsável por tudo aquilo.

Espero que, antes de usa morte, Maluf seja condenado por algo que fez.