sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O caminhão do Serra

O flagrante do caminhão de Serra que entregava cestas básicas no interior de Passo Fundo revela o que é o modo tucano de fazer campanha. Não sou a favor de manifestações de hostilização de candidatos. Isso só acirra os ânimos e nos faz perder o controle da situação. Porém, não tenho dúvida em dizer que, muito pior do que uma bolinha de papel na cabeça é a corrupção eleitoral (sim, distribuir cestas básicas é crime), que troca voto por comida.
Em vez de se gastar tanto tempo e recorrer a um perito renomado para saber se foi bolinha ou fita crepe, a mídia poderia dirigira as baterias do seu jornalismo investigativo para desmascarar a rede de corrupção ao eleitorado mais pobre, alimentada pela distribuição de cestas básicas.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Novo arsenal da PM de São Paulo contra os professores

Mercado absorveu todos que procuraram emprego em setembro, diz IBGE

PEDRO SOARES DO RIO, Folha.com
A queda da taxa de desemprego de agosto para setembro foi provocada pela maior oferta de postos de trabalho, gerados em número suficiente para fazer frente à procura por uma nova colocação, segundo o IBGE.
De um mês para o outro, foram criadas 147 mil vagas, mais do que o crescimento do número de pessoas ocupadas (120 mil). Ou seja, todos que procuraram emprego (condição para ser classificado como desocupado) foram absorvidos pelo mercado de trabalho.
Em setembro, a taxa caiu para 6,2%, menor patamar da série histórica do IBGE iniciada em março de 2002. Em agosto, havia sido de 6,7%, menor marca até então.
"Houve, de fato, um aumento expressivo da ocupação, que permitiu a queda da taxa de desemprego. Isso é reflexo do cenário econômico favorável, que se traduz na geração de postos de trabalho", disse Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
Percentualmente, a ocupação subiu 0,7% de agosto para setembro, enquanto o número de pessoas desocupadas caiu 7,5%.
No intervalo de um ano (setembro de 2009 a setembro de 2010), foram abertas 762 mil vagas --alta de 3,5%. Já a desocupação cedeu 17,7% --ou 319 mil pessoas a menos procurando trabalho.

A farsa de Serra

Nelson Jobim não descarta participar de eventual governo de Serra

Em visita a Washington, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, não descartou nesta quarta-feira participar de um eventual governo José Serra (PSDB), destacando sua amizade pessoal com o candidato à Presidência e dizendo que "transita para todos os lados".
"Não faço projetos, vamos ver a cada dia", afirmou, antes de brincar que a decisão final será de sua mulher: "Eu me dou bem com todo mundo. Já fui do governo Fernando Henrique, sou amigo do Serra". Mas frisou a jornalistas que é amigo de Serra há 30 anos: "Moramos juntos em Brasília e ele é meu padrinho de casamento". Em viagem aos Estados Unidos a dias do segundo turno, Jobim explicou que sua proximidade com o candidato tucano criou um impedimento para que ele participasse de campanhas no Brasil: "Disse ao presidente Lula que tinha impedimentos de natureza pessoal 'inamovíveis' de fazer campanha contra o governador Serra. Ele respondeu: então não se meta nesse assunto, fique de fora". Como tampouco poderia trabalhar em prol do PSDB, já que continua parte do governo petista atual, o ministro afirmou que nem sequer assiste aos programas eleitorais, "para evitar dar opiniões depois". A real, bem real, é que poucas pessoas adoram tanto o poder neste País como Nelson Jobim, e sua mulher Adriane.
 De videVERSUS

A crise e o fim de Bretton Woods II

A assembleia anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu com a persistência de desacordos básicos, o que é um mau presságio. Nenhuma das dificuldades fundamentais da economia mundial pôde resolver-se nestes dias. A guerra das divisas está ao virar da esquina e os piores dias da crise poderiam estar de regresso dentro de alguns meses. Até se diz que 2008 poderia ser um passeio no campo comparado com o que vem em 2011.
Em Washington ninguém esperava milagres. No fim de tudo, o FMI perdeu o Norte desde 15 de Agosto de 1971. Nesse dia, Nixon ordenou o encerramento do guiché de compra e venda de ouro e terminou o mundo das taxas de câmbio fixas para que foi criado o FMI na conferência de Bretton Woods em 1944. Ao cabo de uns anos, o Fundo redefiniu a sua missão como promotor da liberalização financeira à escala global. E, neste novo papel, pôde presidir a uma larga lista de crises financeiras, cada vez mais frequentes e profundas. Como se sabe, em numerosos casos o remédio receitado pelo FMI foi pior que a doença.
Pouco a pouco foi-se consolidando um sistema que recebeu nos anos noventa o nome de Bretton Woods II. Tal como antes, o dólar continuava a ser o referente monetário na economia mundial, mas no novo esquema os Estados Unidos mantinham uma posição de consumidor em última instância e eram subsidiados pela China e pelos países exportadores de petróleo interessados em manter o seu próprio comboio de exportações. Enquanto houve crescimento, as coisas andaram mais ou menos de maneira estável. Claro, os gigantescos desequilíbrios foram-se acumulando e adoptaram a forma de um astronómico défice nas contas externas dos Estados Unidos e o seu duplo, as gigantescas reservas do banco central na China.
Este esquema podia durar enquanto que as taxas de crescimento fizessem pensar a todos que o porvir era brilhante e o seria sempre. Mas esse tipo de expectativas acabam por ser desmentidas pela dura realidade. Sempre se soube que Bretton Woods II era um sistema insustentável e que acabaria por rebentar. Mas enquanto dura o Carnaval, ninguém se preocupa com a crua realidade do dia seguinte.
Ao estalar a crise, o conhecido dilema de Triffin manifestou-se com uma claridade deslumbrante. O colapso na procura efectiva nos Estados Unidos deixou um vazio que era preciso preencher. O caos no sector financeiro impossibilitou os bancos dos Estados Unidos de actuar como intermediários entre a poupança e o consumo, e o governo teve de entrar, em seu apoio, com estímulos fiscais e resgates das instituições hipotecárias semi-oficiais.
Mas o estímulo fiscal e a injecção da Reserva Federal de mais de um milhar de milhão de dólares para adquirir títulos do Tesouro acabaram por abalar o mundo inteiro. Para cúmulo, ainda que o estímulo fiscal tenha permitido uma espécie de recuperação, demonstrou-se insuficiente. Em vez de o manter e aumentar o seu volume, a classe política dos Estados Unidos deixará que acabe neste Outono. A política monetária, no seu esquema de flexibilização quantitativa, continuará a injectar liquidez num sistema que permanece estagnado e com altas taxas de desemprego. Além de tudo, a perda de valor do dólar não foi suficiente para corrigir o défice comercial.
Hoje as principais economias do mundo estão à beira de sofrer uma recaída de proporções alarmantes. Nos Estados Unidos, o sistema bancário simplesmente não digere o desastre do sector hipotecário. O aumento nos custos de operação dos bancos devido à execução de hipotecas vencidas é a pior ameaça no sector bancário. Esta é a cicatriz que deixaram as hipotecas subprime nos estados financeiros dos bancos. O importante é que, para um banco com problemas na linha de flutuação, o aumento nos gastos operacionais pode ser o tiro de misericórdia.
A Europa está ameaçada por causa do regresso à austeridade fiscal do seu absurdo Tratado de Maastricht e o Japão porque, no fundo, nunca superou a crise dos anos noventa. A recessão em forma de W para a economia global é quase inevitável. Para as chamadas economias emergentes o problema agrava-se porque as suas exportações se verão afectadas.
Os desequilíbrios acumulados nos últimos 20 anos batem à porta hoje para exigir atenção. À China exige-se disciplina cambial e maior ênfase na procura interna. Mas a percepção em Pequim é que o gigante asiático não pode dar-se ao luxo de perder competitividade nos mercados internacionais. Isso sucederia se aumentassem os seus custos laborais e se se permitisse a valorização do renminbi. Por isso, a China reclama por sua vez disciplina monetária ao país que emite os papelinhos verdes, que outrora foram a pedra de toque do sistema monetário internacional.
É o fim do sistema de Bretton Woods II. Não será um final tranquilo. E sim, 2011 pode muito bem ser o pior ano da crise.
De Esquerda.net 

Campanha pelo desarmamento

Cuidado!Arma perigosa

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Collor, Serra e a violência do PT

Em 1989, um comício de Collor em Caxias do Sul foi frustrado por um quebra pau entre militantes. Passados alguns anos, verificou-se que, em que pese a presença dos militantes pró-Lula no local, a violência foi provocada por capangas de Collor, exatamente para colar a pecha de violentos aos lulistas.
Collor deitou e rolou em cima do fato, como mostra o vídeo. Quando a mentira foi desmascarada, já era tarde demais.
A campanha de Serra é a mais abjeta desde a campanha de Collor em 1989. Hoje, Collor apoia Dilma, mas os métodos de Collor ficaram com os tucanos.
Houve uma reportagem que saiu na televisão desmascarando tudo, mas não encontrei.

Foto de José Serra depois do atentado

Como o Serra está parecido com o Lacerda nesta foto

Fiador deixa de ser exigido pelo Fies em licenciatura ou baixa renda

O MEC anunciou hoje (20) a regulamentação do fundo garantidor do Fies (Financiamento Estudantil). A partir de agora, alunos de baixa renda não precisarão mais ter fiador na hora de pedir o crédito.
A medida vale para quem possuir renda familiar mensal per capita de um salário mínimo e meio ou estiver matriculado em um curso de licenciatura.
Também podem dispensar o fiador bolsistas parciais do Prouni (Programa Universidade para Todos) que assinem contrato a partir de agora para financiar o resto da mensalidade. Contratos antigos que já têm fiador não poderão entrar no fundo garantidor.
Para que o estudante tenha acesso ao financiamento, será preciso que a instituição de ensino tenha aderido ao fundo. Essa adesão é voluntária, já que o dinheiro da garantia virá das próprias faculdades e de recursos do Tesouro Nacional. A adesão das faculdades começa nesta quarta.
A opção pelo uso ou não do fiador será feita no momento do pedido do financiamento.