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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Apesar do terror midiático, desemprego bate em 4,9% e renda média sobe

Desemprego em abril foi de 4,9%, segundo IBGE
A taxa de desemprego em abril de 2014 foi estimada em 4,9% para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas pelo IBGE. Frente a março (5,0%), a taxa não apresentou variação significativa. No confronto com abril de 2013 (5,8%), esse indicador declinou 0,9 ponto percentual. A população desocupada (1,2 milhão de pessoas) não apresentou variação frente a março. Em relação a abril de 2013, esse contingente ficou 17,0% menor.
A população ocupada (22,9 milhões) indicou estabilidade em relação a março de 2014 e na comparação com abril do ano passado.
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,7 milhões) não variou frente a março e, comparado com abril de 2013, registrou elevação de 2,2%.
O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 2.028,00) foi 0,6% menor em relação ao de março (R$ 2.040,27) e 2,6% acima do registrado em abril de 2013 (R$ 1.977,24).
A massa de rendimento real habitual (R$ 47,2 bilhões) caiu 0,5% em relação a março. Na comparação com abril do ano passado, esta estimativa aumentou 3,6%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 47,7 bilhões), estimada em março de 2014, caiu 0,6% no mês e subiu 5,0% no ano.
A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador,Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Desocupação fica estável em todas as seis regiões pesquisadas
Regionalmente, a taxa de desocupação ficou estável em todas as regiões pesquisadas. Em relação a abril de 2013, a taxa declinou 1,3 ponto percentual no Rio de Janeiro; 1,5 ponto percentual em São Paulo e 0,8 ponto percentual em Porto Alegre. Em Recife, Salvador e Belo Horizonte o cenário foi de estabilidade.
O contingente de desocupados, em abril de 2014, manteve-se estável em todas as regiões. No confronto com abril de 2013, caiu 16,0% na região metropolitana de Belo Horizonte, 27,9% no Rio de Janeiro, 22,8% em São Paulo e 19,5% em Porto Alegre. Manteve a estabilidade em Recife e Salvador.
Nível da ocupação fica estável em 53,0%
O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado, em abril de 2014, em 53,0% para o total das seis regiões investigadas, revelou estabilidade em relação ao mês anterior. No confronto com abril de 2013 (53,6%), esse indicador reduziu 0,6 ponto percentual.
Regionalmente, na comparação mensal, o cenário foi de estabilidade em todas as regiões. No confronto com abril do ano passado, duas regiões apresentaram redução: Recife (1,8 ponto percentual) e Belo Horizonte (1,4 ponto percentual) e as demais regiões mantiveram-se estáveis.
Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade para o conjunto das seis regiões, de março para abril de 2014, não foi observada variação significativa em nenhum dos grupamentos de atividade. Em comparação com abril de 2013, esse comportamento se repetiu.
Na comparação anual, rendimento médio sobe em todas as regiões
Regionalmente, em relação a março de 2014, o rendimento dos trabalhadores subiu na região metropolitana de Belo Horizonte (0,9%). Apresentou queda em Salvador (2,4%); Rio de Janeiro (0,8%) e em Porto Alegre (1,9%). Ficou estável em Recife e São Paulo.
Na comparação com abril de 2013, o rendimento subiu em: Recife (3,2%); Salvador (4,5%); Belo Horizonte (0,4%); Rio de Janeiro (4,4%); São Paulo (1,3%) e Porto Alegre (4,1%).
A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em 47,2 bilhões em abril de 2014, caiu 0,5% em relação a março. Na comparação com abril do ano passado esta estimativa aumentou 3,6%.
Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a março de 2014 foi na construção (2,3%), e a maior queda no grupamento educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (-2,4%).
Na comparação anual, observou-se aumento de 10,8% na construção e queda de -1,0% na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água.
Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido se deu entre os empregados sem carteira no setor privado (1,5%) na comparação mensal, e entre empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (2,1%) na comparação anual.

terça-feira, 8 de abril de 2014

IBGE: Produção industrial cresce em sete dos 14 locais


O aumento no ritmo da produção industrial nacional na passagem de janeiro para fevereiro, série com ajuste sazonal, foi acompanhado por sete dos 14 locais pesquisados, com destaque para a expansão de dois dígitos assinalada pelo Paraná (18,4%) e o crescimento de 4,7% observado no Amazonas. Com os resultados desse mês, o primeiro eliminou a perda de 15,9% registrada entre novembro e janeiro de 2014; e o segundo completou dois meses seguidos de taxas positivas, acumulando nesse período ganho de 7,7%. Rio de Janeiro (1,0%), Goiás (0,8%), São Paulo (0,7%), Rio Grande do Sul (0,5%) e Santa Catarina (0,5%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas, enquanto o Pará mostrou variação nula (0,0%). Por outro lado, Espírito Santo (-4,3%), após avançar 2,2% no mês anterior, e Pernambuco (-3,9%), que reverteu quatro meses de resultados positivos consecutivos, assinalaram as quedas mais elevadas em fevereiro de 2014. Região Nordeste (-1,7%), Ceará (-1,6%), Minas Gerais (-1,6%) e Bahia (-1,2%) também registraram taxas negativas.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na páginawww.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfregional/.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Para além das manchetes do JN: O que diz o IBGE

PIB cai 0,5% em relação ao 2º tri de 2013 e chega a R$ 1,2 trilhão

O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou queda de 0,5% na comparação do terceiro trimestre de 2013 contra o segundo trimestre do ano, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Na comparação com igual período de 2012, houve expansão de 2,2%. No acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2013, o PIB registrou crescimento de 2,3% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB apresentou aumento de 2,4% em relação a igual período de 2012. Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2013 chegou a R$ 1.213,4 bilhões.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na páginawww.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaultcnt.shtm.
Em razão do projeto de implantação da nova série do Sistema de Contas Nacionais – referência 2010 (SCN – referência 2010), a estimação dos resultados definitivos do SCN para os anos de 2010 e 2011 ainda não foi realizada. Portanto, nesta divulgação referente ao terceiro trimestre de 2013, os trimestres do ano de 2012 não tiveram seus pesos alterados. A partir do 1º trimestre de 2012 incorporou-se a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) como fonte adicional para alguns subsetores da atividade Serviços. Ademais, o recálculo de 2012 incorporou também a PNAD 2012, a Pesquisa Agrícola Municipal 2012 e revisões nos dados primários que, por sua vez, estenderam-se para a compilação nova dos trimestres de 2013.
Outros detalhes sobre as revisões podem ser acessados pelo linkhttp://www.ibge.gov.br/home/disseminacao/destaques/2013_11_07_revisao_cnt.shtm.
Em relação ao 2º tri de 2013, agropecuária cai e indústria e serviços ficam estáveis
O PIB apresentou queda de 0,5% na comparação do terceiro trimestre de 2013 contra o segundo trimestre do ano, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. A agropecuária recou 3,5%. Já a indústria (0,1%) e os serviços (0,1%) mantiveram-se praticamente estáveis. Dentre os subsetores que formam a indústria, a extrativa mineral (2,9%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,9%) apresentaram resultados positivos. Em contrapartida, houve recuos na indústria de transformação (-0,4%) e na construção civil (-0,3%). Nos serviços, houve crescimento em transporte, armazenagem e correio (0,8%), administração, saúde e educação pública (0,8%) e serviços de informação (0,7%). O comércio (0,0%) ficou estável. As demais atividades apresentaram recuo do volume em relação ao trimestre anterior: outros serviços (-0,4%), intermediação financeira e seguros (-0,2%) e atividades imobiliárias e aluguel (-0,2%).
Sob a ótica da demanda, a formação bruta de capital fixo (FBCF) recuou 2,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Já o consumo das famílias cresceu 1,0%. Pela ótica do gasto, a despesa de consumo das famílias (1,0%) e a despesa de consumo da administração pública (1,2%) apresentaram crescimento em relação ao segundo trimestre do ano. Já a FBCF teve queda de 2,2%. No que se refere ao setor externo, tanto as exportações (-1,4%) quanto as importações de bens e serviços (-0,1%) apresentaram resultados negativos.
Na comparação com o 3º tri de 2012, serviços e indústria crescem
Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB apresentou crescimento de 2,2% no terceiro trimestre de 2013. Sob a ótica da produção, a agropecuária recuou 1,0% em relação a igual período do ano anterior. A variação negativa pode ser explicada, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no terceiro trimestre, como laranja (-14,2%), mandioca (-11,3%) e café (-6,9%).
A indústria cresceu 1,9%, com resultados positivos em todas as atividades que a compõem. A indústria extrativa aumentou 0,7%, enquanto a indústria de transformação cresceu 1,9%. O resultado foi influenciado pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; máquinas e aparelhos elétricos; material eletrônico; equipamentos médico-hospitalares e indústria automotiva.
A construção civil também apresentou aumento de 2,4%, influenciada pelo crescimento do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos direcionados para financiamentos imobiliários (para pessoas físicas e jurídicas): expansão de 33,8%, em termos nominais, no terceiro trimestre de 2013. Já eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana cresceu 3,7%, puxado pelo consumo residencial de energia elétrica.
O valor adicionado de Serviços cresceu 2,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Todas as atividades que o compõem registraram variações positivas. Transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros) cresceu 5,0%, seguido por serviços de informação (4,6%), intermediação financeira e seguros (2,6%), administração, saúde e educação pública (2,5%), comércio (atacadista e varejista), com 2,4%, e serviços imobiliários e aluguel (2,1%). A atividade de outros Serviços, que além dos serviços prestados às empresas, engloba serviços prestados às famílias, saúde mercantil, educação mercantil, serviços de alojamento e alimentação, serviços associativos, serviços domésticos e serviços de manutenção e reparação, variou 0,2% no trimestre.
Formação bruta de capital fixo sobe 7,3% em relação ao 3º tri de 2012
Dentre os componentes da demanda interna, a formação bruta de capital fixo (FBCF) cresceu 7,3%, justificada pela expansão da produção interna de bens de capital. Após registrar queda nos quatro trimestres de 2012, a FBCF apresenta o terceiro resultado positivo consecutivo.
A despesa de consumo das famílias cresceu 2,3%, sendo a 40ª variação positiva consecutiva nessa base de comparação. Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi o comportamento da massa salarial real, que teve elevação de 2,1% no terceiro trimestre de 2013. Além disso, houve um aumento, em termos nominais, do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas de 8,1% no terceiro trimestre de 2013. A despesa de consumo da administração pública também cresceu 2,3% na comparação com o mesmo período de 2012.
No setor externo, tanto as importações (13,7%) quanto as exportações de bens e serviços (3,1%) apresentaram expansão.
PIB cresce 2,4% no acumulado do ano e 2,3% em 12 meses
O PIB de janeiro a setembro de 2013 cresceu 2,4%, em relação a igual período de 2012, com altas na agropecuária (8,1%), na indústria (1,2%) e nos Serviços (2,1%).
Já o crescimento do PIB acumulado em quatro trimestres, após atingir 0,9% no terceiro trimestre de 2012, acelerou até alcançar 2,3% no terceiro trimestre de 2013, com elevações na agropecuária (5,1%), na indústria (0,9%) e nos serviços (2,3%).
No terceiro trimestre de 2013, PIB chega a R$ 1.213,4 bilhões
O PIB no terceiro trimestre de 2013 alcançou R$ 1.213,4 bilhões. A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2013 foi de 19,1% do PIB, superior à taxa referente a igual período do ano anterior (18,7%). Esse aumento foi influenciado, principalmente, pelo crescimento, em volume, da formação bruta de capital fixo no trimestre. A taxa de poupança ficou em 15,0% no terceiro trimestre de 2013 (ante 15,3% no mesmo trimestre de 2012).

Comunicação Social
03 de dezembro de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

PIB cresce 0,6% em relação ao 4º tri de 2012 e chega a R$ 1,11 trilhão


O Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado apresentou variação positiva de 0,6% na comparação com o quarto trimestre de 2012, na série com ajuste sazonal. O maior destaque foi a agropecuária, com avanço de 9,7%. Os serviços cresceram 0,5%, ao passo que a indústria caiu 0,3%. Na comparação com igual período de 2012, houve aumento do PIB de 1,9% no primeiro trimestre do ano. No acumulado dos quatro trimestres terminados no primeiro trimestre de 2013, o PIB registrou crescimento de 1,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Em valores correntes, o PIB a preços de mercado alcançou R$ 1.110,4 bilhões, sendo R$ 940,4 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 170,0 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/pib/defaultcnt.shtm.


Em relação ao 4º tri de 2012, agropecuária e serviços crescem; indústria cai
O PIB cresceu 0,6% na comparação com o quarto trimestre de 2012, na série com ajuste sazonal. O destaque foi a agropecuária, com crescimento de 9,7%. Houve aumento de 0,5% nos serviços e queda de 0,3% na indústria.
A queda da indústria foi puxada pela extrativa mineral (-2,1%). Construção civil e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana variaram -0,1%, enquanto a indústria de transformação aumentou 0,3%.
Dentre os serviços, destacou-se o crescimento das atividades de administração, saúde e educação pública (0,8%), atividades imobiliárias e aluguel (0,7%), comércio (0,6%) e serviços de informação (0,3%). Já a intermediação financeira e seguros (0,1%) mostrou estabilidade. Outros serviços e transporte, armazenagem e correio caíram 0,5% e 0,9%, respectivamente.
Sob a ótica do gasto, destaque positivo o crescimento de 4,6% da formação bruta de capital fixo. A despesa de consumo das famílias e a despesa de consumo da administração pública ficaram praticamente estáveis (0,1% e 0%, respectivamente).
Quanto ao setor externo, as importações cresceram 6,3%; já as exportações caíram 6,4%.
Na comparação com o 1º tri de 2012, agropecuária cresce 17,0%
Em relação a igual período do ano anterior, o PIB a preços de mercado apresentou crescimento de 1,9% no primeiro trimestre de 2013. O valor adicionado a preços básicos cresceu 1,8% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios 2,4%.
O destaque foi a agropecuária, que cresceu 17,0%. A taxa pode ser explicada pelo bom desempenho de alguns produtos que possuem safra relevante no 1º trimestre e pelo crescimento na produtividade. Entre os produtos com safras significativas no trimestre e que registraram crescimento estão soja (23,3%), milho (9,1%), fumo (5,7%) e arroz (5,1%).
A indústria apresentou queda de 1,4% contra uma estabilidade de 0,1% registrada no mesmo período de 2012. A indústria extrativa declinou 6,6%, afetada pela queda na extração de petróleo. A construção civil também apresentou queda de 1,3%. A indústria de transformação caiu 0,7%, resultado influenciado pelo declínio da produção de máquinas para escritório e equipamentos de informática; metalurgia; químicos inorgânicos; produtos farmacêuticos, têxtil e artigos do vestuário. A queda nestes setores foi parcialmente contrabalançada pelo crescimento da produção de veículos automotores; outros equipamentos de transporte, máquinas e aparelhos elétricos e mobiliário. Já eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana apresentou crescimento de 2,6%.
Os serviços cresceram 1,9%. Todas as atividades que o compõem registraram variações positivas, com destaque para o crescimento de 2,6% em outros serviços, que, além dos serviços prestados às empresas, engloba serviços prestados às famílias, saúde mercantil, educação mercantil, serviços de alojamento e alimentação, serviços associativos, serviços domésticos e serviços de manutenção e reparação. Os serviços de informação cresceram 2,5%, enquanto administração, saúde e educação pública subiu 2,2%, seguida pelos serviços imobiliários e aluguel (1,9%) e Intermediação financeira e seguros (1,5%). Comércio (atacadista e varejista) e transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros) registraram expansão de 1,2% e 0,3% no trimestre, respectivamente.
Consumo das famílias cresce pela 38ª vez consecutiva
Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias apresentou crescimento de 2,1%, sendo a 38ª variação positiva consecutiva nessa base de comparação. Um dos fatores que contribuíram para este resultado foi o comportamento da massa salarial real, que teve elevação de 3,2% no primeiro trimestre de 2013. Além disso, houve um aumento, em termos nominais, do saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas de 9,5% no primeiro trimestre de 2013.
A formação bruta de capital fixo registrou crescimento de 3,0% em relação a igual período do ano anterior, após quatro quedas seguidas em 2012, justificada pela expansão da importação e produção interna de bens de capital. A despesa de consumo da administração pública, por sua vez, cresceu 1,6% na comparação com o mesmo período de 2012.
A demanda externa apresentou contribuição negativa. Embora as importações tenham crescido 7,4%, as exportações diminuíram 5,7%. Dentre as exportações, houve quedas em máquinas e tratores; produtos alimentares; material elétrico; veículos automotores e refino de petróleo e petroquímicos. Os bens da pauta de importação que contribuíram para o resultado positivo das importações foram material elétrico; farmacêutica e perfumaria; madeira e mobiliário; produtos químicos; plástico; têxtil e refino de petróleo e petroquímicos.
Em quatro trimestres (12 meses), PIB cresce 1,2%
O PIB acumulado em quatro trimestres cresceu 1,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou da elevação de 1,1% do valor adicionado a preços básicos e do aumento de 1,8% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação decorreu dos seguintes desempenhos: agropecuária (3,9%), indústria (-1,2%) e serviços (1,7%).
Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 3,0%, seguida pela despesa de consumo da administração pública (2,8%). A formação bruta de capital fixo caiu 2,8%. No setor externo, as exportações diminuíram 2,3% e as importações aumentaram 0,6%.
No primeiro trimestre de 2013, PIB chega a R$ 1,11 trilhão
O PIB a preços de mercado totalizou R$ 1.110,4 bilhões no 1º trimestre de 2013, sendo R$ 940,4 bilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 170,0 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. Considerando o valor adicionado das atividades no trimestre, a agropecuária registrou R$ 59,7 bilhões, a indústria, R$ 230,2 bilhões, e os serviços, R$ 650,5 bilhões. Entre os componentes da demanda, a despesa de consumo das famílias totalizou R$ 722,9 bilhões, a despesa de consumo da administração pública, R$ 212,9 bilhões, e a formação bruta de capital Fixo, R$ 204,9 bilhões.
A taxa de investimento no primeiro trimestre de 2013 foi de 18,4% do PIB, inferior à taxa referente a igual período do ano anterior (18,7%). A taxa de poupança alcançou 14,1% no primeiro trimestre de 2013 (ante 15,7% no mesmo trimestre de 2012).
No 1º trimestre de 2013, a necessidade de financiamento aumentou em R$ 29,5 bilhões em relação ao mesmo período de 2012. A renda nacional bruta atingiu R$ 1.090,8 bilhões contra R$ 1.023,3 bilhões em igual período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, a poupança bruta atingiu R$ 156,7 bilhões contra R$ 162,6 bilhões no mesmo período de 2012.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mercado absorveu todos que procuraram emprego em setembro, diz IBGE

PEDRO SOARES DO RIO, Folha.com
A queda da taxa de desemprego de agosto para setembro foi provocada pela maior oferta de postos de trabalho, gerados em número suficiente para fazer frente à procura por uma nova colocação, segundo o IBGE.
De um mês para o outro, foram criadas 147 mil vagas, mais do que o crescimento do número de pessoas ocupadas (120 mil). Ou seja, todos que procuraram emprego (condição para ser classificado como desocupado) foram absorvidos pelo mercado de trabalho.
Em setembro, a taxa caiu para 6,2%, menor patamar da série histórica do IBGE iniciada em março de 2002. Em agosto, havia sido de 6,7%, menor marca até então.
"Houve, de fato, um aumento expressivo da ocupação, que permitiu a queda da taxa de desemprego. Isso é reflexo do cenário econômico favorável, que se traduz na geração de postos de trabalho", disse Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
Percentualmente, a ocupação subiu 0,7% de agosto para setembro, enquanto o número de pessoas desocupadas caiu 7,5%.
No intervalo de um ano (setembro de 2009 a setembro de 2010), foram abertas 762 mil vagas --alta de 3,5%. Já a desocupação cedeu 17,7% --ou 319 mil pessoas a menos procurando trabalho.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PNAD neles!

Nem Dilma, nem Lula. Ou melhor dizendo, não só Dilma e não só Lula. O que atrapalha a oposição ao governo Lula são os resultados positivos que o Brasil vem atingindo nos últimos anos. Nós que queremos mudanças rápidas e profundas podemos ficar descontentes, mas a massa de brasileiros que ingressou no mercado de trabalho, subiu degraus na pirâmide social e percebeu a renda dos mais pobres subir mais que a renda dos mais ricos parece estar otimista quanto à continuidade do atual modelo.
Os jornalões entraram em desespero. Os resultados do PNAD fazem mais efeito que a chuva de "vazamentos" da Receita.Luciano Martins fez um artigo interessante sobre o tema. Leia no Observatório da Imprensa.
Não estamos no país das maravilhas, mas é preciso reconhecer que o país está melhor e há transformações em andamento. O próprio IBGE, que é um órgão técnico acima dos governos que se sucedem, não é ufanista na divulgação dos dados. Leia em IBGE.gov e faça o seu julgamento.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Brasil oculto que a mídia não mostra

Por Luciano Martins Costa em 2/9/2010
No Observatório da Imprensa
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na quarta-feira (1/9) os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2010, um complexo de estudos que faz um amplo retrato do estágio de desenvolvimento do País, com as perspectivas de resolução de problemas históricos e os setores que devem merecer a atenção das políticas públicas.
Com tal arsenal de informações em mãos, qualquer jornalista consciente de sua profissão sairia correndo para questionar os candidatos à Presidência da República, aos governos dos Estados e ao Senado sobre seus planos de atuação.
Mas não no Brasil.
A imprensa brasileira apenas se referiu, sumariamente, a alguns aspectos do estudo, em suas edições online, e algumas emissoras de rádio e televisão fizeram citações durante os noticiosos noturnos, mas se resumiram quase exclusivamente ao aspecto ambiental.
Ameaça ao patrimônio

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Reparo em dado do IBGE não esconde concentração de terras

Brasil possui uma das estruturas mais desiguais do mundo. Enquanto pequenos lotes com menos de 10 hectares ocupam 2,7% da soma de propriedades rurais, grandes fazendas com mais de 1 mil hectares concentram 43% do total. Leia mais clicando aqui.