quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O papel dos "sem papel"


Minha intuição me diz que toda a grande campanha eleitoral (e até mesmo algumas pequenas) tem pessoas "sem papel". Não costumam constar nos documentos oficiais de regsitro, não possuem funções definidas... enfim... não existem. Essas pessoas sem papel cuidam do "trabalho sujo". Pagam cabos eleitorais por fora, negociam dobradinhas ou apoios, frequentam ambientes que os candidatos ou candidatas não podem frequentar, ameaçam, constrangem, arregimentam e, por vezes, vão pegar um dinheirinho para ajudar.
É comum que sejam pesoas afáveis, amáveis com os poderosos que os acolhem, por vezes carrascos com os considerados inferiores. São úteis e, em consideração ao que fazem, passam a participar de eventos, recepções etal. Desde que não façam muito alarde. Isso é difícil, pois eles costuma ser muito festivos e festeiros.
Dificilmente essas pessoas ocupam cargos importantes no governo. Às vezes ganham um empreguinho simbólico para si ou um parente, ou levam uma "beirinha" em algum contrato público. São pessoas das sombras. O espírito público é nulo e não se adaptam a uma vida exposta e regrada. É comum, também, que tenham pouca insturção formal, pois dedicaram-se muito tempo às atividades das sombras.
Se um dia a coisa estoura, eles perdem o que obtiveram, reagem. Começam a denunciar, usam o material que guardaram, tornam-se perigosos. Aí, os que os acolheram fazem-se cruéis e colocam os seres das sombras "nos seus devidos lugares". São inconfiáveis, magoados, enfim "nunca tiveram um papel importante".
Quem desejar saber qual o coração e o estômago de uma campanha e como será o mandato, procure saber quem são as pesoas "sem papel".
Ah sim, isso tudo é fruto da minha intuição privilegiada.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cadeira quente



Certamente é mera coincidência, mas é incrível que todos os parlamentares (ou ex-parlamentares como João Luiz Vargas)citados pelo MP ocuparam a presidência da Assembléia Legislativa

Diga SIM ao Guaíba, diga NÃO ao Pontal

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Começando por onde as outras terminaram


Rompeu-se o nó górdio da instalação da CPI da Yeda. Agora, até a base governista resolveu assinar para não deixar o comando exclusivamente nas mãos do PT. A diferença dessa para outras CPI's é que as outras terminavam com a entrega do relatório ao Ministério Público, esta, começa com a decisão do Ministério Público de pedir o indiciamento daquele monte de gente. A famosa CPI da Segurança, que investigou desde o jogo do bicho até a aquisição da sede do PT, terminou encaminhando seu relatório, considerado fabuloso pelo desaparecido Lasier Martins, ao MP. No fim das contas, o MP mandou arquivar a denúncia por improcedente.

Somos onde estamos

A posição que as pessoas ocupam na sociedade condiciona suas opiniões . Em política, o que mais acontece é mudança de opinião, o que menos se espera é que os que mudam de opinião façam autocrítica. Não sou neutro, nem hipócrita e minhas opiniões estão registradas. Porém, ficaria grato se alguém, com mais competência do que eu, fizesse uma pesquisa para analisar as posições dos agentes políticos sobre CPI's, Ministério Público, indiciamentos e coisas do tipo. Não falo da posição sobre o mérito de acusações ou investigações, mas sim sobre como cada um expressou seu julgamento sobre as pessoas ou instituições que faziam as investigações ou acusavam. Intuitivamente, acho que encontraremos uma simetria de posicionamentos muito grande.
Escrevi que é difícil encontrar autocrítica, também é difícil encontrar coerência. Enfim, o reino da política é humano, demasiadamente humano.

Marcos Rolim e o aniversário da governadora


Meu conterrâneo Marcos Rolim fez uma postagem sobre a passagem do aniversário da governadora, que reproduzo a seguir:
“A governadora recebeu hoje à tarde - com direito à foto no site do governo e tudo - uma placa de bronze em homenagem ao seu aniversário. Quem lhe ofereceu a placa? Algum parente? A velhinha de Taubaté? Não. A homenagem lhe foi prestada pelo Tribunal de Justiça Militar. Se faltava algum argumento para a extinção do TJM, agora não há mais desculpa. Tem cabimento um Tribunal mandar confeccionar uma placa de bronze para o aniversário de alguém? Onde estamos? No Maranhão?”
Não estamos no Maranhão, mas estamos no Brasil, planeta Terra. O mito da superioridade política e ética do Rio Grande do Sul é um dos mais difundidos. É como um dos componentes do “gauchismo” que vai se desfazendo diante da visibilidade de tantos escândalos. Para alguns, que só acreditam no que veem, a política riograndense era limpa porque não viam nada, ou não queriam ver.
Aspectos da formação do estado, uma realidade social menos desigual que em outros estados (do nordeste, por exemplo) e componentes culturais (como os princípios do positivismo) funcionaram como um certo freio a práticas políticas comuns do patrimonialismo brasileiro. Porém, parece que o que temos de melhor em relação a outros estados são os ideólogos que conseguiram vender a idéia de uma superioridade étnica dos gaúchos e de seus políticos; ao menos para nós mesmos. Perguntem aos paulistas, aos mineiros, aos baianos quem são os políticos mais qualificados do Brasil, ou quais os movimentos nacionalistas, patrióticos mais significativos. Cada um desses estados terá os seus próprios. O Maranhão, provavelmente, tenha dificuldade de assumir-se como espelho da pátria, dado um certo complexo de inferioridade, mas até o Maranhão deverá ter seus próprios mitos, capazes de fundar uma teoria da “superioridade maranhense”, em relação aos demais estados da federação.
Decididamente, não estamos no Maranhão, mas o desnudamento das patranhas locais podem prestar o serviço de colocar o Rio Grande diante da sua realidade. Ou não.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ministério Público Federal pede afastamento e bloqueio de bens de Yeda Crusius


Nem vou falar nada, vão direto para o RS URGENTE.
A pergunta é: o que dirá o impoluto Pedro Simon. Larga o pé do Sarney e vem tratar dos problemas do estado que te elege a décadas.

A síndrome da SMED


Como disse o Ricardo, a SMED de Porto Alegre reuniu as direções de escola no domingo de manhã para comunicar que havia desdecidido o que havia sido decidido na sexta-feira, ou seja, o recesso seria prorrogado para 17 de agosto. Há motivos para prorrogar e não prorrogar o recesso, defendidos por pessoas reconhecidamente competentes. Eu, sou um simples opinador, porém, pelo princípio da precaução..., é melhor prevenir. O problema é que a PMPA, e a SMED por consequência, realiza uma trajetória errante. Demora para decidir e, quando decide, o faz em cima da hora. Essa é a governança: abusa da imprevidência e se sustenta no discursinho de pacificação e ausência de conflitos.
No caso da SMED, o problema se agrava pela falta de uma linha pedagógica. Aí, a síndrome do vazio é pior que a síndrome gripal. Podemos fazer reparos às gestões anterIores e suas perspectivas teóricas. Porém, havia algo a ser discutido, seguido e criticado. O vazio pedagógico da SMED, iniciado pela pós-moderna Marilu, permanece. O diretivismo administrativo, ao estilo Neuza Canabarro, é o disfarce da ausência de proposta pedagógica. Cada um faz o que bem entende, desde que cumpra seu horário e alimente os relatórios. Sou avorável à existÊncia de estruturas burocráticas e administrativas. Mas não suporto o burocratismo e o administrativismo. As estruturas meio devem estar a serviço de uma proposta política. Do contrário, degeneram para o formalismo e, não raro, para o autoritarismo administrativo, disfarçado de "boa gestão".